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estudo da

Brasiliana

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An á lis e d e s c r itiva d o s r e p e r tó r io s q u e r e la c io n a m a s p u b lic a ç õ e s d e a u to r e s e s -tr a n g e ir o s q u e p u b lic a r a m tr a b a lh o s s o b r e o Br a s il, a b r a n g e n d o o in tc io d o s é c u lo XVI a té fin s d o s é c u lo XIX e d e a u to r e s b r a s ile ir o s q u e p u b lic a r a m tr a b a lh o s n o e s tr a n g e ir o , a té 1 8 0 8 .

1.

IN T R O D U Ç Ã O

o

interesse pelo desconhecido é ine-rente ao homem, tanto assim que antes mesmo da descoberta do Brasil já haviam mapas e lendas sobre a nova terra. Este interesse pelo novo fez com que vários viajantes e pesquisadores estrangeiros apertassem em terras brasileiras e relatas-sem, posteriormente, suas descobertas através de cartas, folhetos, livros, etc. As-sim sendo é considerável a literatura sobre os usos e costumes e a descrição da nova terra descoberta pelos portugueses.

Rubens Borba de Moraes considera o registro deste tipo de literatura como a bi-bliografia brasileira, isto é, "todas as obras sobre o Brasil, todas as obras escri-tas por brasileiros e todas as obras impres-sas sobre o Brasil; com uma única restri-ção, que é de não se considerar Brasiliana as publicações que não são procuradas pe-los bibliófipe-los" .

•.• Professora da Escola de Biblioteconomia da UFMG.

Mestres em Biblioteconomia e Documentação pelo IBICT/UFRJ.

R. bras. Bibliotecon. e Doe. 15 (1/2):25-33, jan./jun. 1982

(2)

Fontes para o estudo da Brasiliana Paulo da Terra Caldeira, Maria de Lourdes Borges de Carvalho

americana. Organizada em ordem alfabé-tica de sobrenome dos autores, traz refe-rências numeradas, o valor pago .pelo au-tor na compra da obra e um resumo onde se destaca a cultura geral e histórica do autor, seu conhecimento do valor de uma obra em relação às outras. Inclui índice para os principais assuntos.

José Carlos Rodrigues possuiu a maior coleção de livros raros referentes ao Bra-sil, a qual foi incorporada ao acervo da Bi-blioteca Nacional do Rio de Janeiro. Se-gundo Borba de Moraes" "apesar de to-dos os seus defeitos inevitáveis é a melhor bibliografia de brasiliana que se escreveu"; entretanto, mais tarde, Borba de Moraes publicou um repertório bem mais comple-to sobre o assuncomple-to.

3_ REP~RTéRIOS

.

.

criação do Jardim Botânico do Rio de Ja-neiro e a Imprensa Régia impulsionaram as atividades intelectuais no país, gerando como conseqüência a publicação de gran-de número de trabalhos. Mais tarde, em 1815, em decorrência dos movimentos expansionistas de protestos à reclusão im-posta pelo bloqueio continental, observa-se um desenvolvimento embrionário das ciências refletido também através de es-tudos e publicações sobre o país.!

Nas décadas seguintes há um desta-que especial na literatura brasileira para as memórias escritas por oficiais e solda-dos, nos relatórios de visitas de estudiosos e pesquisadores de países mais adianta-dos, bem como no afluxo de colonos che-gados ao país. No final do século XVIII as explorações geográficas pelo interior, as investigações etnográficas, os estudos so-bre as línguas nativas e a vinda de imigran-tes impulsionaram ainda mais os estudos brasileiros de modo a chegar-se no primei-ro quarto do século passado com um nú-mero bastante representativo de trabalhos ,de autores estrangeiros sobre o Brasil,

ha-ja vista as fontes que os relacionam. Os trabalhos escritos por autores es-trangeiros sobre o Brasil, nos quatro séculos após sua descoberta, ficaram dispersos até que estudiosos como Asher, Canstatt, Readers e Garraux reuniram em lín-gua holandesa, alemã, francesa e latina, respectivamente. Estudiosos brasileiros como Rubens Borba de Moraes, José Car-los Rodrigues, Alfredo de Carvalho e Benjamin Franklin Ramiz Galvão? preo-cuparam-se em inventariar os trabalhos de autores brasileiros e estrangeiros que estu-daram a sociedade, a geografia, a fauna, a flora e a ciência que começava a formar-se no país, sistematizando-os e tornando mais fácil a busca destes trabalhos por pesquisadores interessados no desenvolvi-mento da cultura brasileira.

Considera ainda "as publicações de autores estrangeiros impressas no exterior sobre o Brasil, do início do século XVI até fins do século XIX, e as publicações de autores brasileiros impressas no estran-geiro, até 1808, época em quese iniciam as impressões no Brasil"6. Como conse-qüência, os estudiosos e colecionadores destas raridades bibliográficas são consi-derados "brazilianists". Entre os colecio-nadores de Brasiliana pode-se citar José Carlos Rodrigues (cuja coleção encontra-se atualmente integrada ao acervo da Bi-blioteca Nacional do Rio de Janeiro), Ru-bens Borba de Moraes (biblíófílo e biblió-grafo) e José Mindlin (empresário brasi-leiro). .

OS" livros impressos no Brasil após 1808 podem ser considerados como uma coleção de Brasiliense, desde que haja in-teresse de colecionadores.

A bibliografia Brasiliana é a relação de obras escritas sobre o Brasil, por auto-res estrangeiros, publicadas entre 1504 a

1900 e de obras de autores brasileiros, im-pressas no estrangeiro até 1808, conforme Rubens Borba de Moraes em sua obra "O bibliófilo aprendíz"

Os repertórios compilados por auto-res brasileiros foram publicados no início do século e após 1958:

a) RODRIGUES, José Carlos.lkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBABib lio th e -c a Br a s ilie n s e : Catálogo annotado de

livros raros sobre o Brasil e de alguns autographos e manuscriptos perten-centes a José Carlos Rodrigues. Parte I: Descobrimento da América, Brasil colonial, 1492-1822. Rio de Janeiro, Í907. 680 p.

b) CARVALHO, Alfredo Ferreira de. Bibliotheca Exótico-brasileira. Rio d e J a n e ir o , E d u a r d o Ta va r e s ,

1929, 3

v. Publica da em 1907, refere-se ao

pe-ríodo colonial constituindo-se em um im- A obra foipublicada em · 1929 pela . portante subsídio para a bibliografia bra- Pongetti, inicialmente com três volumes, sileira, porreferenciar publícações-estran- •. sendo o :q\làrto, incluído no volume 77 geiras e nacionais sobre o Brasil. Inclui . dós An a is d a Bib lio te c a N a c io n a l d o Rio 2 646 ítens (livros, decretos, gazetas, pe- d e J a n e ir o em 1964. Contém somente as riódicos no todo, brasileiros e estrangei- obras escritas sobre o Brasil por autores . ros) contendo somente as obras perten- estrangeiros.

. centes

à

coleção do autor, apresentando . De acordo com o plano inicial a obra uma catalogação definitiva. Ê a fonte deveria conter 12.114 referências, em 20 'mais conhecida eutilizada pelos bibliófi- idiomas e no último volume deveriam fi-los, embora não tenha sido lança da a se- gurar cinco índices. Entretanto tal não gunda parte, sendo também o primeiro aconteceu devido ao falecimento prema-livro composto em linotipo no Brasil. Po- turo do autor. Os originais foram vendi-de-se fazer algumas críticas sobre esta dos pela família à Biblioteca Nacional do obras que, sem dúvida, não limitam seu Rio de Janeiro e publicados, posterior-mérito, como a falta de critérios seguro mente, por iniciativa do Governo do Esta-para a entrada de nomes próprios e erros do de Pernambuco que incumbiu Eduar-na transcrição de títulos e no arranjo, do Tavares de coligir e publicar em livros bem como erros tipográficos e falta de os trabalhos inéditos e dispersos.

uma revisão mais acurada. Há também A bibliografia inclui:

obras que ultrapassam esse assunto sen- a) todas as obras de autores estrangeiros do, na verdade, uma bibliografia latino- que escreveram sobre o Brasil;

2.

IHGFEDCBA

A B O R D A G E M H IS T Ú R IC A

De 1500 a 1808 os livros de autores brasileiros eram impressos em Portugal ou em outros países já que os colonizadores proibiam a impressão de livros no país. As poucas impressoras que tentaram estabe-lecer-se no país tiveram um curto perío-do de vida*. Entretanto, à medida que os livros de autores brasileiros eram impres-sos no estrangeiro, já no final do século XVI, observa-se um grande interesse de viajantes estrangeiros pesquisando sobre a nova terra, como Hans Staden, Ulrich Schmidel, Thevet e Jean de Lery, entre outros."

A vinda da Família Real portugue-sa para o Brasil em 1808 e a consequen-te abertura dos portos às nações amigas, a

, ,

,

* No período de 1811 a 1819 funcionou na Bahia a Tipografia de Manoel Antônio da Sil-va SerSil-va.8

R. bras. Biblioteeon. e Doe. IS (l/2):2S-33,jan.fjun. 1982 27

R. bras. Biblioteeon. e Doe. IS (l/2):2S-33,jan.fjun. 1982

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Paulo da Terra Caldeira, Maria de Lourdes Borges de Carvalho

b) traduções destas obras quando feitas por brasileiros;

c) todas as traduções das obras de auto-res brasileiros;

d) todas as obras de autores brasileiros em língua estrangeira.

Relaciona livros, folhetos, artigos de anuários, revistas e jornais. Inclui um es-tudo crítico-histórico da bibliografia es-trangeira relativa ao Brasil, além de du-zentos e três trabalhos de Alfredo de Car-valho.

O arranjo é em ordem alfabética dos sobrenomes dos autores, incluindo, além dos dados bibliográficos, resumo do con-teúdo, comentários críticos, descrição das diversas. traduções, edições e reimpressões, indicação das bibliotecas onde estão loca-lizadas as obras raras, preço, notícias bio-gráficas dos autores, tradutores e editores.

Apesar de seu plano ambicioso resul-tou numa obra precária embora reuna os trabalhos publicados em revistas e jornais os quais, de outra forma, estariam perdi-dos.

c) MORAES, Rubens de.lkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBABib lio g r a p h ia Br a s ilia n a : A bibliographical essay on

rare books about Brazil from 1504 to 1900 and works of Brazilian authors published abroad before the Indepen-dence of Brazil in 1822. Amsterdam, Colibris, 1958. 2 v.

Rubens Barba de Moraes compilou uma bibliografia analítica de obras raras ou não sobre o Brasil, publica das no pe-ríodo de 1504 a 1900, incluindo também autores brasileiros que publicaram traba-lhos no estrangeiro antes ou logo após a Independência do Brasil. As referências são arranjadas em ordem alfabética dos sobrenomes dos autores ou por título, no caso de obras anônimas. Barba de Moraes procurou tornar a sua obra a mais

com-28

F on tes para o estudo da Brasiliana

pleta possível para os livros dos séculos XVI, XVII e XVIII, o mesmo não ocor-rendo com as obras do século XIX, quan-do há um grande aumento da produção bibliográfica.

A grafia dos ítens é conservada como no original, alterando-se apenas a dos no-mes dos autores. Traz um índice de auto-res e títulos no fmal do segundo volume. Após o nome dos autores, segue-se o títu-lo de todas as suas obras.

E

uma obra especialmente valiosa pe-los folhetos e literatura efêmera que arro-la, sendo considerada um trabalho erudi-to, digno do bibliógrafo e bibliotecário que é Barba de Moraes, sendo um dos ins-trumentos bibliográficos mais importan-tes para o pesquisador interessado na His-tória do Brasil.

consulta: bibliotecas, coleções particula-res e bibliografias.

Os períodos cobertos pelos repertó-rios de Brasilianacompilados por autores brasileiros podem ser visualizados na Ta-bela 1.

Os principais repertórios de autores estrangeiros começaram a ser publicados a partir da segunda metade do século XIX:

a) ASHER, Georg Michael. A b ib lio g r a -p h ic a l a n d h is to r ic a l e s s a y o n th e D u te h b o o ks a n d p a m p h le ts r e la tin g

to N e w -N e th e r la n d , a n d to th e D u te h w e st-In d ia e o m p a n y a n d to its p o s -s e -s -s io n -s in Br a zil, An g o la , e te ., o f N e w -N e th e r la n d , w ith facsimiles o f N e w -N e th e r la n d b y N . I. Vis s e h n e r a n d o f th e th r e e e xis tin g vie w s o f N e w Am s te r d a m ; e o m p ile d from th e D u te h p u b lic a n d p r iva te lib r a r ie s , a n d from th e e o lle e tio n o f M r . F r e -d e r ik M u lle r in Am s te r d a m , b y Pri-va t-D o c e n t o f Ro m a n La w in th e University ofHeidelberg. Amsterdam, Frederik Muller, 1854-1867. 234p. d) BERGER, Paulo. Bib lio g r a fia d o Rio

d e J a n e ir o d e via ja n te s e a u to r e s e s

-tr a n g e ir o s - 1 5 3 1 -1 9 0 0 . Rio de Janei-ro, Livraria São José, 1964. 322 p.

Procura incluir todas as obras, raras ou não, que contenham descrições de via-jantes ou relatos de escritores, cronistas e geógrafos estrangeiros relativos à cidade do Rio de Janeiro. A data limite refere-se ao conteúdo da obra e não à sua publica-ção. Inclui livros e opúsculos, excluindo trabalhos estrangeiros manuscritos e pu-blicados em periódicos.

E

arranjadas em ordem alfabética dos sobrenomes dos autores fornecendo datas de nascimento e morte. Relaciona todos os dados da folha de rosto sem constituir uma ficha catalográfica ou uma referência bibliográfica. Fornece o nome da institui-ção que possui a obra e inclui pequenos comentários sobre os trabalhos arrolados. Algumas vezes reproduz fotograficamente a folha de rosto da obra. Não tem índices, mas relaciona as fontes utilizadas para

E

um valioso repertório bibliográfico sobre a história da expansão e conquistas holandesas na América, especialmente o Brasil. Ê a melhor fonte para o conheci-mento bibliográfico dos livros e folhetos relativos aos holandeses na América, pu-blicados na primeira metade do século XVII sobre a Nova Holanda, as posses-sões da Companhia das Indias Ociden-tais, Brasil e Angola. O volume termina com "A líst of chart and maps" que, em-bora editados em 1855, formam agrega-dos à bibliografia como um complemen-to lógico e necessário. Êconsiderada uma fonte indispensável para o estudo do pe-ríodo holandês no Brasil. Segundo Barba de Moraes "As coleções organizadas

pos-R. bras. Biblioteeon. e Doe. 15O j2 ): 2 5 -3 3 , jan.jjun. 1982 R. bras. Biblioteeon. e Doe. 15 (lj2):25-33,jan.jjun. 1982

teriormente por Tiele, Knuttel, etc. eon-tém um número maior de folhetos, mas Asher reuniu tão somente os que diziam respeito a New Netherland (atual New York), às possessões da Companhia daS Indias Ocidentais, ao Brasil e a Angola, enquanto que Tiele e Knuttel tratam d

7

todos os folhetos holandeses relativos a história da Holanda, tornando-se assim mais difícil aos estudiosos da história brasileira a sua consulta. Asher não se li-mitou à descrições bibliográficas do livrO ou folheto mas comenta, explica e anota o seu conteúdo e valor". 7

b) GARRAUX, Anatole Louis. C a ta lo-g u e d e s o u vr a lo-g e s fr a n ç a is e t la tin s r e: la tifs a u Br é s il, 1 5 0 0 -1 8 9 8 . PariS, Chadenat, 1898. 400 p.

Garraux, além de biblftlgrafo era li-vreiro e, utilizando-se de seu próprio acer-vo e da Biblioteca Nacional de Paris, rela-cionou as obras em francês e em latim, re-lativas ao Brasil e publica das no períodO de 1500 a 1898. Sua bibliografia é arran-jada alfabeticamente 'por autores, incluin-do comentários para determinadas obras e índice de assunto.

Em 1962 a Editora J. Olyrnpio lan-çou uma segunda edição desta obra com 519 páginas, dentro da série Coleção de Documentos Brasileiros, 100, com o títu· 10de Bib lio g r a p h ie Br é s ilié n n e : Catalogue des ouvrages français & latines relatifs aU Brésil, 1500-1898.

c) CANSTATT, Oskar. K r itis c h e s Re -p e r to r iu m d e r D e u ts c h -Br a s ilia n i"

e h e n Lite r a tu r . Berlin, D. Reimer

(I::.

Vohsen) 1902. 124 p.

CANST A TI, Oskar. N a c h tr a g -zu ü ' K r itis c h e n Re p e r to r iu m d e r D e u ts c h -Br a zilia n isc h e n Lite r a tu r . Berlin,

(4)

Paulo da Terra Caldeira, Maria de Lourdes Borges de Carvalho

E

um repertório de obras alemãs que tratam de assuntos referentes ao Brasil abrangendo o período de 1500 a 1906. Apesar dos muitos erros e omissões e das críticas que provocou, é um instrumento muito útil para a bibliografia teuto-brasi-leira do século XIX e indispensável para os historiadores e pesquisadores deste as-sunto. A edição de 1906 inclui adições e correções ao trabalho anterior, sem evitar novos enganos.

Oskar Canstatt viveu no Brasil nas últimas décadas do século passado e diri-giu várias colônias alemãs no Rio Grande do Sul. Os dois repertórios por ele compi-lados são um relato informativo e ao mes-mo tempo literário, oferecendo um pano-rama das publicações escritas na Alema-nha sobre o Brasil.

d) RAEDERS, Georges.lkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBAO u vr a g e s fran-ç a is s u r le ~ é s il a u d e b u td u

xlxé

m e

sié c le . São Paulo, 1956. 16 p. RAEDERS, Georges & FONSECA, Edson Nery da.Bib lio g r a p h ie fr a n c o -b r é s ilie n n e (1551-1957). Rio de Ja-neiro, Ministério da Educação e Cul-tura / Instituto Nacional do Livro, 1960. 260 p. (Coleção B. Bibliogra-fia, 11).

Registra 1.291 obras e artigos de pu-blicações periódicas em língua francesa sobre o Brasil, ordenados cronologica-mente (séculos) e por data de publicação da primeira edição. As edições posteriores e as traduções importantes das obras em português ou em outras línguas são indi-cadas da seguinte forma: dentro de cada século as referências são ordenadas como: I - Obras da época, 11 - Obras da época mas publicadas mais tarde em língua fran-cesa,

IHGFEDCBA

111 - Obras sobre a época.

Inclui índice de autores, assunto e

re-30

Fontes para o estudo da Brasinana

Inclui índice de autores, assunto e re-giões, remetendo ao número de referên-cia. É uma bibliografia analítica tendo em vista os comentários incluídos.

Os períodos cobertos pelos repertó-rios compilados por autores estrangeiros podem ser verificados na Tabela 2.

O bibliófílo Orlando da Costa Ferrei-ra e o acadêmico Antônio Houaiss consi-deram ainda como brasiliana os seguintes repertórios: Bib lio th e c a b r a silien sts, de C. Chadenat, publicada em Paris, em 1907; Bib lio g r a p h ic a l a n d h is to r ic a l d e s c r ip tio n

o f r a r e s t b o o ks in th e O live ir a Lim a C o l-Ie c tio n , de R. E. V. Holmer, publica da em Washington, D. C. em 1,927; o C a tá lo g o d a E xp o s iç ã o N a sso via n a , publicado pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro em 1938; a H is to r io g r a jia e bibliografía d o d o m ín io h o la n d ê s n o Br a s il, de José Ho-nório Rodrigues, lançadann Rio de Janei-ro em 1949; o In â ice d a C o le ç ã o Br a silia

-n a , de Edson Nery da Fonseca, incluído

naRe vis ta d o Livr o em 1969 e o Catálogo

dos Maggs Brothers, Bib lio th e c a Br a silie n :

sis, 1 4 6 3 -1 9 3 0 , editado em Londres em

1930.4

vive-se em pleno apogeu da fase automati-zada. Seria uma aventura insólita procurar-se compilar uma bibliografia exaustiva sem se utilizar' das modernas técnicas au-tomatizadas.

Estes repertórios, além de constitui-rem um precioso inventário das fontes arroladas, podem detectar o interesse dos

países colonizadores sobre o Brasil, indi-car as obras que se pode utilizar para se fazer um estudo sobre o desenvolvimento da 'cultura brasileira através da visão dos pesqu{sadoresestrangeiros e dos estudio-sos .brasileiros: que, pioneiramente, edifi-caram os 'alicerces da cultura nacional.

B IB L IO G R A F IA C O N S U L T A D A

1. BOHERER, George C. A. Brazilian Historical Bibliography; some lacunae and suggestions. Inter-American Re -vie w o f Bib lio g r a p h y, Washington, D. C., 11(2):137-44,Apr./June, 1961. 2. CALDEIRA, Paulo da Terra & CAR-VALHO, Maria de Lourdes Borges de. Bibliografia retrospectiva; um ins-trumento para a análise do desenvol-vimento científico e cultural do Bra-sil. R. E s c . Bib lio te c o n . U F M G , Belo Horizonte, 9(1):50-68, mar. 1980. 3. CARVALHO, Alfredo Ferreira de.

Bi-b lio th e c a E xo tic o -Br a sile ir a . Rio de Janeiro, Eduardo Tavares, 1929, 3 v. 4. ENCICLOPÉDIA mirador

Internacio-nal. São Paulo/Rio de Janeiro, Ency-clopaedia Britannica do Brasil, 1975. v. 4, p. 1355-9.

5. FONSECA, Edson Nery da. Oliveira Lima, bibliófilo e bibliógrafo. R. d o

C O N C L U S Ã O

Numa época em que os terminais de computadores em países mais adiantados estão sendo usados para se obter informa-ções gerais, pode-se perguntar porque preocupar-se com os estudos bibliográfi-cos de caráter retrospectivo sobre o Bra-sil.

Não se nega o valor da utilização dos processos eletrônicos para o controle bi-bliográfico de uma nação, seja corrente ou retrospectivo. Pelo contrário, sabe-se que, se a bibliografia passou da fase arte-sanal para a fase técnica, no dizer da pro-fessora Louise Noelle Malclês, atualmente

R. bras. Biblioteeon. e Doe. 15 0/2):25-33,jan.fjun. 1982 R.bras. Biblioteeon. e Doe. 15 0/2):25-33, jan./jun. 1982 31

Livr o , Rio de Janeiro,

11(32):149-51, jan./mar. 1968.

6. MORAES; Rubens Borba de. O bi-b lió filo a p r e n d iz; prosa de um velho colecionador para ser lida por quem gosta de livros, mas, pode também servir de pequeno guia aos que dese-.jam formar uma coleção de obras ra-ras antigas ou modernas. 2.ed. São Paulo, Nacional, 1975, 187 p. 7. MORAES, Rubens Borba de &

BER-RIEN, William. M a n u a l b ib lio g r á fic o d e e s tu d o s b r a s ile ir o s . Rio de Janeiro, Souza, 1949, 895 p.

(5)

•....

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00

IV

IHGFEDCBA

P e río d o c o b e rto p e lo s re p e rtó rio s d e B ra s ilia n a c o m p ila d o s p o r a u to re s b ra s ile iro s T A B E L A 1

PERfODO

REPERTÓRIOS

1492 1500 1504 1531 1600 1700 1800 1822 1900

BIBLIOTIlECA BRASILIENSE 1492 1822

BIBLIOTIlECA EXOTICO-BRASILEIRA 1500 1900

BIBLIOGRAPHIA BRASILIANA 1504 1900

BIBLIOGRAFIA DO RIO DE JANEIRO

DE VIAJANTES E AUTORES ESTRANGEIROS 1531 1900

P e río d o c o b e rto p e lo s re p e rtó rio s d e B ra s ilia n a c o m p ila d o s p o r a u to re s e s tra n g e iro s T A B E L A 2

REPERTÚRIOS PERfoDO

1500 1550 1600 1650 1700 1750 18001850 1900 1950

A BIBLIOGRAPHICAL AND HISTORICAL ESSA Y ON TIlE DUTCH BOOKS AND PAMPHLETS RELA TING TO NEW-NETHERLAND AND TO THE DUTCH WEST COMPANY AND TO ITS

POSSESSIONS IN BRAZIL, ANGOLA, ETC ....

KRITISCHES REPERTORIUM DER DEUTSCH-BRAZILIANISCHEN LITERA TUR

NACHTRAG-ZUM KRITISCHEN REPERTORIUM DER DEUTSCH BRAZILIANISCHEN LITERATUR

BIBLIOGRAPHIE BRÉSILIENNE

OUBRAGES FRANÇAIS SUR LE BRÉSIL AU DEBUT DU XIXéme SIÉCLE

BIBLIOGRAPHIE FRANCO-BRÉSILIENNE

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lkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

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1600 --- 1855

1500 --- 1906

1500 --- 1898

1500 --- 1898

1800 ---: 1900

Referências

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