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Plano de prevenção e proteção contra incêndio: Estudo de caso em uma edificação de ocupação mista

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Academic year: 2023

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BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL

SAMANTHA CHAVES MESSIAS

PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO: Estudo de caso em uma edificação de ocupação mista

Porto Alegre Dezembro, 2022.

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SAMANTHA CHAVES MESSIAS

PLANO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO: Estudo de caso uma edificação de ocupação mista

Projeto de Pesquisa de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário Ritter dos Reis, como parte dos requisitos para obtenção do título de Engenheiro Civil.

Orientador: José Antônio Colvara de Oliveira

Porto Alegre Dezembro, 2022.

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RESUMO

Este trabalho objetiva analisar e elaborar um Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI) de uma edificação residencial, localizada no centro histórico da cidade de Porto Alegre/RS. Este trabalho define, em nível de projeto da edificação, os aspectos de dimensionamento, equipamentos e documentação de prevenção de incêndios exigidos pela Legislação vigente no Estado do Rio Grande do Sul, pelas Resoluções Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do RS, bem como outras que também são recomendadas tecnicamente, como instruções técnicas do Corpo de Bombeiros de São Paulo e normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Primeiramente, é apresentada a importância, justificativas e os objetos relacionados ao tema de estudo. Na segunda parte são apresentadas as principais características da pesquisa aplicada, bem como é realizada a descrição da edificação do estudo de caso. Após isso são aplicadas todas as normas e leis necessárias para elaboração do projeto de PPCI, conforme instruções do Corpo de Bombeiros Militar do RS. Por fim são apresentadas todas as plantas e documentações necessárias para a implantação do PPCI.

Palavras-chave: Incêndio, proteção, segurança, técnicas contra incêndio.

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SUMMARY

This work aims to analyze and elaborate a Fire Prevention and Protection Plan (PPCI) of a residential building, located in the historic center of the city of Porto Alegre/RS. This work defines, at the design level of the building, aspects of dimensioning, equipment and fire prevention documentation required by the legislation in force in the State of Rio Grande do Sul, by the Technical Resolutions of the Military Fire Brigade of RS, as well as others that they are also technically recommended, such as technical instructions from the São Paulo Fire Department and standards from the Brazilian Association of Technical Standards (ABNT). First, the importance, justifications and objects related to the subject of study are presented. In the second part, the main characteristics of the applied research are presented, as well as the description of the construction of the case study. After that, all norms and laws necessary for the elaboration of the PPCI project are applied, according to the instructions of the Military Fire Brigade of RS. Finally, all plans and documentation necessary for the implementation of the PPCI are presented.

Keywords: Fire, protection, safety, fire techniques.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 7

1.1 PROBLEMA DE PESQUISA 9

1.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA 9

1.3 OBJETIVOS DA PESQUISA 9

1.3.1 Objetivo geral 8

1.3.2 Objetivos específicos 10

1.4 JUSTIFICATIVA 10

2 REVISÃO DE LITERATURA 11

2.1 Fogo e incêndio 11

2.2 Classes de incêndio 13

2.3 Agentes extintores 14

2.2 GRANDES INCÊNDIOS NO BRASIL 15

2.2.1 Gran Circo Norte-Americano (1961) 15

2.2.2 Edifício Marechal Mallet (1967) 16

2.2.3 Edifício Andraus (1972) 16

2.2.4 Joelma (1974) 17

2.2.5 Lojas Americanas (1973) 17

2.2.6 Lojas Renner (1976) 18

2.2.7 Edifício Grande Avenida (1981) 19

2.2.8 Mercado Público de Porto Alegre 19

2.2.9 Boate Kiss (2013) 19

2.3 LEGISLAÇÃO CONTRA INCÊNDIO NO RIO GRANDE DO SUL 20

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 22

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 22

3.2 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DA COLETA DE DADOS 23

4 RESULTADOS 24

4.1 O LOCAL DE IMPLEMENTAÇÃO DO PPCI 25

4.2 LEGISLAÇÃO E NORMAS UTILIZADAS 26

4.3 CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO 27

4.3.1 Classificação da comprovação de existência da edificação 27 4.3.2 Classificação da edificação quanto a sua ocupação 28 4.3.3 Classificação da edificação quanto a sua altura 29 4.3.4 Classificação quanto a carga de incêndio e grau de risco 29 4.3.5 Classificação quanto as suas características construtivas 30 4.4 MEDIDAS NECESSÁRIAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 32 4.5 DETALHAMENTO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA

INCÊNDIO 33

4.5.1 Saídas de emergência 33

(6)

4.5.1.1 Largura das saídas de emergência 33

4.5.1.2 Distâncias máximas a serem percorridas 35

4.5.1.3 Tipo de escada 38

4.5.2 Brigada de incêndio 39

4.5.3 Iluminação de emergência 40

4.5.4 Alarme de incêndio 41

4.5.5 Sinalização de emergência 41

4.5.6 Extintores 42

4.5.7 Hidrantes e mangotinhos 42

4.6 DIFICULDADES ENCONTRADAS E AS RECOMENDAÇÕES

SUGERIDAS 45

4.6.1 Portas com largura inferior ao mínimo exigido 45

4.6.2 Escada em lanço misto 45

4.6.3 Isolamento de risco 46

5 CONCLUSÃO 48

6 REFERÊNCIAS 49

APÊNDICES ANEXOS

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1 INTRODUÇÃO

O Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) é um plano obrigatório, demandado e exigido por órgão público, e necessário para todas as edificações existentes, em construção ou em reforma.

Em todas as etapas de planejamento e construção de um edifício, bem como o seu uso, a segurança contra incêndio deve ser abordada desde o estudo preliminar e concepção do anteprojeto, até o projeto executivo, construção, operação e manutenção, haja vista que, se a segurança contra o sinistro for desconsiderada em qualquer uma destas etapas, a construção ficará suscetível a riscos e níveis de segurança inadequados ou insuficientes (SEITO, 2008).

A finalidade primordial da segurança contra sinistro é minimizar o risco à vida, definido pela probabilidade de que os fenômenos associados ao mesmo provoquem lesões às pessoas envolvidas. Considera-se risco à vida lesões causadas em decorrência da exposição dos usuários à fumaça, gases nocivos, calor, falta de oxigenação e, em menor nível, a falência de elementos construtivos e estruturais (SEITOI, 2008). De tal maneira, a segurança à vida está intimamente ligada à boa concepção do Projeto de PPCI, a fim de possibilitar rápida desocupação às edificações e controle do sinistro.

Em edificações, caso ocorra o sinistro, esse pode propagar-se rapidamente para outras, principalmente, se não estiverem em conformidade com as normas de segurança previstas pelos órgãos responsáveis. No Rio Grande do Sul, o Corpo de Bombeiros Militar é responsável pelo estabelecimento de instruções de segurança, análise de projetos, vistoria de edificações e concessão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), de forma a garantir a integridade de pessoas e seus bens, através de medidas preventivas contra incêndio e pânico.

Neste estudo, será apresentado o dimensionamento dos principais sistemas de combate e técnicas de prevenção ao sinistro para edificação de ocupação mista, multifamiliar e comercial, na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

A metodologia utilizada foi baseada nas Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), tendo em vista que este órgão regulamenta e fiscaliza os projetos de prevenção e combate a incêndio no Estado, juntamente com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

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O Trabalho foi organizado da seguinte maneira: no Capítulo 1, além desta Introdução, serão apresentados a Questão de Pesquisa, os Objetivos e a Justificativa. No Capítulo 2 é realizada uma breve Revisão Bibliográfica sobre o tema, seguida do Capítulo 3 onde é caracterizada a pesquisa, são apresentadas as Técnicas e Instrumentos de Coleta de Dados e definidas as variáveis. No Capítulo 4 apresentam-se os resultados, complementando-se pela discussão dos mesmos e respectiva Conclusão, no Capítulo 5.

1.1PROBLEMA DE PESQUISA

O Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio consiste em um conjunto de ações, que possam garantir a segurança e proteção da vida dos ocupantes, bem como da edificação, contra possível propagação de fogo, em caso de incêndio.

Levando em consideração a importância de um PPCI, este Trabalho se propõe a buscar por respostas para a seguinte questão de pesquisa: Quais os parâmetros e seu dimensionamento para a elaboração de Projeto de Prevenção Contra Incêndios, em uma edificação de ocupação mista, segundo legislação atual?

1.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA

Este estudo delimita-se sob a ótica da prevenção e proteção contra incêndio, a realização da elaboração de um Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI), para uma edificação de ocupação mista (multifamiliar e comercial), localizado no Centro Histórico da cidade de Porto Alegre; com base nos requisitos exigidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS), envolvendo Instruções Técnicas, normas, decretos e leis vigentes.

1.3OBJETIVOS DA PESQUISA

Os objetivos do presente trabalho foram divididos em objetivo geral e objetivos específicos, os quais são apresentados a seguir.

1.3.1Objetivo geral

O propósito deste trabalho consiste em dimensionar e elaborar o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio para uma edificação de ocupação mista, familiar e comercial, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre; levando em consideração a

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legislação vigente no Estado do Rio Grande do Sul, juntamente com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e as Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros de São Paulo.

1.3.2Objetivos específicos

- Identificar e classificar a edificação quanto ao seu uso e ocupação.

- Classificar a edificação quanto à carga de incêndio, altura e características construtivas.

- Estabelecer as medidas e requisitos básicos de segurança, contra sinistro.

- Detalhar as medidas de proteção contra incêndio.

- Dimensionar os equipamentos necessários preventivos, para o caso.

- Analisar possíveis casos de divergência com a legislação.

- Preencher memoriais e anexos, conforme solicitado pelo CBMRS.

1.4JUSTIFICATIVA

A execução de um PPCI é indiscutível e deve ser encarada como uma obrigação e necessidade de proteger acima de tudo as vidas humanas, como também o patrimônio envolvido.

A propagação de um foco de incêndio, em uma determinada edificação, só é possível evitar com medidas preventivas, que visam à extinção ou redução de sinistros no local.

Para que os dispositivos de combate a incêndio e suas atividades de prevenção de incêndio sejam capazes de suprir seu correto funcionamento, se faz necessário a realização de um projeto de forma consciente e em conformidade com as exigências da legislação vigente.

Como base, no presente estudo será consultado primeiramente a RT CBMRS nº 05parte07 de 2016, que dispõe sobre as normas de segurança contra incêndios para edificações existentes, baseando as decisões para as medidas protetoras contra incêndio.

Diante disto, este trabalho, com vistas à normatização, irá desenvolver o PPCI de uma edificação de ocupação mista, multifamiliar e comercial, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre.

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2 REVISÃO DE LITERATURA

Na intenção de iniciar o tema de que trata este trabalho, requer um breve esclarecimento sobre aspectos básicos, teóricos, históricos e legislativos sobre incêndios.

Em vista disso, neste capítulo serão apresentados brevemente pontos relevantes ao assunto, fazendo com que se compreenda melhor a estrutura deste trabalho

2.1CONCEITOS BÁSICOS

A existência humana pode ser contada entre o antes e o depois da descoberta e manipulação do fogo. Energia que o homem sempre procurou dominar, uma das forças mais destruidoras da natureza, uma energia que é vital para sua existência, mas que também pode ser mortal quando fora de controle. Segundo (SEITO, 2008), o estudo do fogo como ciência tem pouco mais de 20 anos e seu marco foi a criação da InternationalAssociation for FireSafety Science (IAFSS).

2.1.1Fogo e incêndio

Segundo Ferigolo (1977, p.11) “para fazermos uma prevenção de incêndio adequada é necessário primeiro colocarmos o fogo sob todos os seus aspectos: sua constituição, suas causas, seus efeitos e, principalmente, como dominá-lo”

O fogo pode ser definido como o desenvolvimento simultâneo de calor e luz, que é produto da combustão de materiais inflamáveis. É a reação química entre combustível e oxigênio do ar (comburente), face a uma fonte de calor.

Para que haja fogo é necessário que existam três elementos essenciais da combustão: calor, comburente e combustível, que constituem o chamado Triângulo da Combustão (Figura 1).

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Figura 1 - Triângulo da combustão

Fonte: Pereira (2020)

Combustível é o material que alimenta o fogo e serve de campo para a propagação, compreende diversos materiais como papel, madeira, gasolina etc. O comburente é o elemento ativador do fogo, ou seja, que lhe dá vida e intensifica o fenômeno da combustão, o oxigênio é o principal comburente, e o calor é o elemento que serve para iniciar à combustão.

O fogo é um processo químico que obedece às Leis das Proporções Definidas, ou seja, a configuração desordenada desses três elementos não produzirá o fogo.

Assim que o fogo se inicia, deve-se levar em conta a propagação dele. O fogo pode propagar-se por meio de condução, no qual transmite o calor através do próprio material, de molécula a molécula, ou de corpo a corpo, por meio de convecção, quando o calor se transmite através de uma massa de ar aquecida, que se desloca em chamas, levando para outros locais a quantidade de calor suficiente para que os materiais combustíveis atinjam seu ponto de combustão, originando outro foco de fogo, por último, o meio de propagação por irradiação, que ocorre quando o calor se transmite por ondas caloríficas através do espaço, sem utilizar qualquer meio material.

Um incêndio inicia-se, na sua maioria, com intensidade pequena. O crescimento dependerá: do primeiro elemento ignizado, das características do comportamento ao fogo dos materiais na proximidade do material em chamas e sua distribuição no ambiente (SEITO, 2008).

Com base nisso, podemos definir quatro formas de eliminar o fogo, por isolamento, o método mais simples para extinguir o fogo, tal processo, consiste na retirada do material que está queimando ou na retirada do material que está próximo ao fogo; outra meio de extinção é por resfriamento, o método de extinção mais usado, consiste na diminuição da temperatura e eliminação do calor, até que o combustível não gere mais gases ou vapores

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e cesse o fogo; também existe o método por abafamento, que é o método mais complexo, pois necessita da retirada do gás oxigênio, evitando que o mesmo mistura com os gases emanados do combustível, por fim não menos importante, o método de extinção química que acontece quando ocorre a interrupção da reação em cadeira. O combustível, sob ação do calor, gera gases e vapores que ao se combinarem com o comburente, formam uma mistura inflamável. Quando se lança determinados agentes extintores ao fogo, as moléculas se dissociam pela ação do calor e se combinam com a mistura inflamável, formando outra mistura não inflamável.

2.1.2 Classes de incêndio

Os incêndios são divididos em classes, de acordo com o seu material combustível, bem como a situação em que se encontram. Essa classificação foi elaborada pela NFPA – Associação Nacional de Proteção a Incêndios/EUA, que determina a necessidade do agente extintor adequado, e é adotada pela maioria dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, são elas:

• Classe A: Os combustíveis agrupados nesta classe são todos aqueles que são sólidos e comuns, tal como a madeira, o papel, o plástico, a borracha entre outros.

Estes combustíveis queimam em razão de sua largura, comprimento e profundidade e, ainda, deixam resíduos após sua combustão, como brasas e cinzas. O método mais indicado para a extinção deste tipo de incêndio é o resfriamento.

• Classe B:Os combustíveis agrupados nesta classe são os líquidos inflamáveis, líquidos combustíveis e gases inflamáveis, dado que todos eles queimam em superfície e não deixam resíduos provenientes de sua queima.

Quando se trata de líquidos, os métodos de extinção mais utilizados são por abafamento, pela quebra de reação química em cadeira ou pela retirada do material combustível. Os agentes extintores podem ser produtos químicos secos, líquido vaporizantes, CO2, água nebulizada e a espuma química, que é o melhor agente extintor.

• Classe C: São agrupados nesta classe os equipamentos que estão submetidos à energia elétrica, como por exemplo, motores, transformadores, geradores etc. É caracterizado pelo risco de vida que oferece, sendo importante nunca usar extintor de água.

Deve ser usado agente extintor não condutor de eletricidade, são usados os pós químicos secos, líquidos vaporizantes e CO2.

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• Classe D: Caracteriza-se por incêndios ocorridos em metais pirofóricos; muitos deles queimam de forma muito rápida, com elevada produção de luz e calor e, o fogo oriundo desta queima exige pós especiais para sua extinção.

O melhor método de extinção é por abafamento, com o uso de extintores de pó químico seco especial.

Existem ainda duas classes especiais adotadas por normas internacionais e pouco conhecidas no Brasil, são elas:

• Classe K: São os incêndios em banha, gordura e óleos voltados ao cozimento de alimentos, é uma classe de muita periculosidade. Essa classe possui agente extintor especial para sua classe.

• Classe E: fogo envolvendo material radioativo e químico em grandes proporções, sendo necessários equipamentos e equipe altamente treinada.

2.1.3 Agentes Extintores

A denominação agentes extintores é utilizada para todo material que, aplicado ao fogo, interfere na sua química, provocando uma descontinuidade. Os agentes extintores podem ser encontrados nos estados sólidos, líquidos ou gasosos, em que, sua finalidade é realizar o combate imediato e rápido em pequenos focos de incêndio.

A seleção de extintores para uma dada situação deve ser determinada pela característica e tamanho do fogo esperado, tipo de construção e sua ocupação, risco a ser protegido, as condições de temperatura do ambiente, e outros fatores.

Os agentes extintores principais e mais conhecidos são:

• Água pressurizada: indicado para incêndios de Classe A, age por resfriamento e/ou abafamento.

• Espuma química: indicado para princípios de incêndio na Classe B, também podendo ser utilizado para combater incêndio de Classe A, porém com menor eficácia.

• Gás Carbônico: é um gás inerte, sem cheiro e sem cor. Devido a sua capacidade condutora ser praticamente nula, o CO2 é muito utilizado em incêndios de Classe C.

• Pó Químico: utilizam os agentes extintores bicarbonato de sódio ou bicarbonato de potássio

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• Pó Químico Multiuso (ABC): é a base de monosfosfato de amônia siliconizado como agente extintor, é indicado para princípios de incêndio das Classes A, B e C.

• Pó Químico Especial: indicado para incêndios da Classe D age por abafamento.

2.2 GRANDES INCÊNDIOS NO BRASIL

No Brasil houve muitos casos de incêndios, tanto comerciais como residenciais, com terríveis consequências, que poderiam ter sido controlados, se houvessem melhores condições de segurança contra incêndio.

De acordo com Brentano (2007, p.33):

Nas décadas de 1970 e 1980 do século passado houve grandes incêndios em edifícios altos, prédios públicos e lojas de departamento no Brasil [...]. Esses eventos demarcaram sobremaneira um novo período de preocupação com a segurança contra incêndios nas edificações. Foram incêndios em que centenas de pessoas perderam a vida, danos materiais incalculáveis, perdas de documentos importantes e geraram uma fobia coletiva do fogo nas grandes edificações.

A seguir uma sequência, em ordem cronológica dos principais incêndios que ocorreram no Brasil.

2.2.1 Gran Circo Norte-Americano (1961)

Considerado o maior incêndio em perda de vidas, até hoje, aconteceu em 1961, na cidade de Niterói (RJ). O incêndio teve origem por cato criminoso; o toldo do Gran Circo Norte-Americano pegou fogo e caiu sobre os espectadores, grande maioria das vítimas eram crianças, a divulgação na época, foi que oficialmente 503 pessoas morreram, mas acredita-se que o número possa ter sido maior.

Cabe salientar, que a edificação não possuía sinalização, equipamentos e havia somente uma saída, para as quase 3000 pessoas que havia lá dentro, assistindo o espetáculo.

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2.2.2 Edifício Marechal Mallet (1967)

Na cidade de Porto Alegre, o incêndio no edifício Marechal Mallet, antigo Grande Hotel, localizado na esquina da Andradas com a Caldas Junior, arruinou em pouco mais de três horas a edificação, restante quase que apenas as paredes externas.

Este evento não deixou nenhuma vítima; o dano foi a perda da edificação, um dos grandes e históricos prédios da área central da cidade.

2.2.3 Edifício Andraus (1972)

Prédio comercial de 29 pavimentos, situado na cidade de São Paulo, pegou fogo no ano de 1972; o fogo iniciou no segundo andar, e em menos de 15 minutos o fogo já havia consumido os seis andares da edificação, o resultado deste desastre ocasionou 16 mortos e mais de 300 feridos.

Figura 2 – Edifício Andraus

Fonte: frame de vídeo/Globo (2020)

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2.2.4 Joelma (1974)

O incêndio no edifício Joelma, ocorreu também na cidade de São Paulo. A edificação contava com 23 andares em concreto armado.

No dia primeiro de fevereiro de 1974, ocorreu um curto-circuito no sistema de refrigeração do Banco Crefisul, que ocupava boa parte do Joelma. O incêndio deu início no 12º pavimento e teve duração de mais de três horas.

Mesmo que a estrutura fosse de concreto armado, o incêndio tomou conta com rapidez. Havia muitos carpetes nas salas, móveis de madeiras entre outros materiais inflamáveis que contribuíram para o alastramento do fogo.

A edificação não contava com escada de emergência, tampouco heliporto na cobertura; com isso diversas pessoas que fugiram para o terraço morreram carbonizadas, várias caíram ou se atiraram do edifício.

Além disso, se o pessoal presente nos pavimentos estivesse devidamente treinado para combater o incêndio, dificilmente a tragédia do edifício Joelma teria tais proporções.

Figura 3 – Edifício Andraus

Fonte: frame de vídeo/Globo (2020)

2.2.5 Lojas Americanas (1973)

Em 29 de dezembro de 1973, as chamas que consumiram as Lojas Americanas, na Rua da Praia, em Porto Alegre.

O fogo iniciou de repente, na Rua da Praia, a poucos metros do que é hoje a "Esquina Democrática", se propagou com grande rapidez pela presença de matéria de fácil

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combustão no local, o fogo em seguida assumiu enormes proporções, constituindo-se no mais violento incêndio dos últimos anos na capital gaúcha.

Bloqueadas pelo fogo, cinco funcionárias, com pouco mais de 20 anos, não conseguiram abandonar o prédio e procuraram abrigo no banheiro do segundo piso, onde morreram asfixiadas.

2.2.6 Lojas Renner (1976)

Em 27 de abril de 1976, por volta das 14h, uma fumaça começou a ser percebida no terceiro pavimento da edificação, conforme mostrado na Figura 5, que contava com nove andares, e estava localizada na esquina da Avenida Otávio Rocha com a Rua Doutor Flores, no Centro da cidade de Porto Alegre, em pouco tempo, chamas de até 800 graus Celsius assombravam a loja.

Muitos clientes e funcionários não tiveram tempo de fugir. 29 pessoas morreram carbonizadas, embora outra versão diga que o número total de mortos chegou a 41. Cerca de 200 bombeiros trabalharam no combate ao fogo. A água chegou a ser bombeada direto do Guaíba por uma lancha da guarnição naval, como pode-se ver na Figura 6, a fumaça era vista de longa distância, pelo Guaíba.

O trabalho entrou noite adentro. A tragédia paralisou o centro e deixou a Capital em estado de choque.

O edifício foi implodido e, anos depois, reconstruído, dando lugar a uma edificação mais moderna, continuando a pertencer às Lojas Renner

Figura 4 – Lojas Renner

Fonte: Carlinhos Rodrigues/Agência RBS (1995)

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2.2.7 Edifício Grande Avenida (1981)

Na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, ocorreu um incêndio no edifício Grande Avenida, que já havia passado por um pequeno incêndio em 1959.

O incêndio se iniciou na sobreloja do prédio, ocupado pela empresa Toyobo do Brasil, por conta de um curto-circuito na rede elétrica. A falta de água na região foi um fator determinante e dificultou o combate às chamas. Além disso, a sobreloja era o único lugar onde não havia porta corta fogo na escada de emergência.

O número estimado de vítimas foi de 17 e 53 feridas. Como o incêndio ocorreu em um sábado de carnaval a tragédia não foi ainda maior.

2.2.8 Mercado Público de Porto Alegre

O Mercado Público de Porto Alegre é um prédio histórico localizado no centro da cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul.

Inaugurado em outubro do ano de 1869; anos após, na administração de José Montaury foi elaborado um projeto de ampliação, no ano de 1912, ainda em obras, ocorreu um grande incêndio que destruiu grande parte da área interna, com isso as obras de ampliação foram entregue no ano de 1915; após o incêndio de 1912 ocorreram mais dois incêndio num intervalo de três anos; o incêndio de 1976 e outro no ano de 1979.

No ano de 2013, a edificação sofreu seu quarto incêndio, no dia 6 de julho. O fogo teve início durante as 20h30min, na parte antiga do completo e se alastrou rapidamente, consumindo uma grande parte do segundo piso e do telhado. A estrutura de alvenaria do prédio sobreviveu mesmo nos locais incendiados e não sofreu risco de desabamento.

Felizmente, os bombeiros chegaram rápido e em cerca de duas horas debelaram o fogo com um efetivo de 70 soltados e vários caminhões. Em inspeção no dia seguinte a perícia calculou que apenas 10% do total do Mercado foi de fato destruído; não houve vítimas. A causa do fogo foi creditada a uma fritadeira elétrica.

2.2.9 Boate Kiss

No dia 27 de janeiro do ano de 2013, na boate Kiss, localizada na cidade de Santa Maria, durante uma apresentação de uma banda musical, denominada Gurizada

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Fandangueira, ocorreu um incêndio; o fogo teve início no teto da boate, após um dos integrantes da banda acender um artefato pirotécnico no palco. A espuma, utilizada para abafar o som do ambiente, era inapropriada para uso interno. Ao ser queimada, produziu substâncias tóxicas que causaram a maior das mortes. O local funcionada com documentação irregular e estava superlotado.

2.3 LEGISLAÇÃO CONTRA INCÊNDIO NO RIO GRANDE DO SUL

No início da década de 70, o Rio Grande do Sul não possuía legislação específica;

a primeira legislação a tratar sobre o tema foi o Decreto 20.637, de 31 de outubro de 1970 atribuía a responsabilidade da prevenção e combate de incêndio à Brigada Miliar da Capital, da qual fazia parte o Corpo de Bombeiros.

De acordo o Art. 2º do Decreto 20.637 de 1970:

Art. 2º - o funcionamento das entidades referidas no artigo anterior depende de prévia licença do Departamento de Diversões Públicas, na área metropolitana ou das Delegacias de Polícia, no interior do Estado. Parágrafo Único – São competentes para conceder licença:

I – na área metropolitana, o Diretor do Departamento de Diversões Públicas; II – no interior do Estado, os titulares das Delegacias de Polícia.

Após ocorrer grandes tragédias no Brasil e no estado, a legislação sobre o combate e a prevenção contra incêndio no Rio Grande do Sul começou a passar pelas primeiras modificações.

No ano de 1997 foram publicados o Decreto Estadual nº 37380 e no ano seguinte o Decreto Estadual nº 38273 de 1998, que aprovou as normas técnicas de prevenção contra incêndios. No mesmo ano foi publicado a Lei Complementar nº 420 de 1998, que instituiu o Código de Proteção contra Incêndio de Porto Alegre, que foi utilizada como referência para todo o Estado do Rio Grande do Sul.

Contudo, foi após o incêndio da Boate Kiss, onde houve uma comoção em proporções internacionais, por meio da população e do poder público, que a legislação passou por suas mudanças mais significativas, onde as mesmas foram publicadas por meio da Lei Complementar (LC) n° 14.376 de 26 de dezembro de 2013, que ficou popularmente conhecida como “Lei Kiss”, e que estabelece normas sobre Segurança, Prevenção e

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proteção contra Incêndios nas edificações e áreas de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências e que revogou a Lei nº 10.987 de 11 de agosto de 1997.

Após uma série e alterações e revogações, chegou-se também aos decretos que vigoram atualmente, onde os dois principais são o Decreto Estadual (DE) nº 51.803 de 10 de setembro de 2014, que regulamenta a LC n.º 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e alterações, que estabelece normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul e 0 o Decreto Estadual nº 53.280 de 1º de novembro de 2016, que altera o DE nº 51.803, de 10 de setembro de 2014, que regulamenta a LC nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013, e alterações, que estabelece normas sobre segurança, prevenção e proteção contra incêndio nas edificações e áreas de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul.

Já um decreto é usualmente utilizado pelo chefe do poder executivo para fazer a regulamentação de leis; ou seja, o decreto detalha a Lei, não podendo ir contra ela ou além dela. No Estado do Rio Grande do Sul, o decreto mais importante na área de incêndio é o Decreto Estadual nº 37.380, de 28 de abril de 1997, que institui as Normas Técnicas de Prevenção de Incêndios e determina outras providências, com subsequentes alterações feitas pelo Decreto Estadual nº 38.273, de 09 de março de 1998. Este constituiu um marco na segurança contra incêndio no Estado, pois obrigou todas as edificações residenciais coletivas, comerciais, industriais e de localização temporária, como circos, espetáculos musicais etc., a terem um PPCI.

Existem ainda as Portarias e Instruções Técnicas, emitidas pelo Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, destinadas à padronização de procedimentos e definição de questões em que a Legislação é vaga. O Corpo de Bombeiros é o órgão que planeja, estuda, analisa, aprova, vistoria e fiscaliza instalações e equipamentos de prevenção e proteção contra incêndio em todo território do Estado a fim de facilitar a compreensão no estudo de PPCI, pode-se observar uma hierarquia, que ao mesmo tempo representa o crescente grau de detalhamento e especificidade das regras de dimensionamento dos vários sistemas componentes dos PPCI:

- Constituição Federal;

- Constituição Estadual;

- Lei Estadual;

- Decretos Estaduais;

(21)

- Normas citadas pelo Decreto;

- Leis e Decretos Municipais;

- Portarias, Instruções Técnicas e Pareceres do Corpo de Bombeiros.

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3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Neste capítulo são descritas as metodologias utilizadas para a coleta de dados deste trabalho de conclusão de curso, incluindo a caracterização da pesquisa, bem como sua delimitação. Também serão abordadas as técnicas para coletar os dados e os instrumentos que serão utilizados para medi-los. Encerra-se o capítulo elencando as variáveis que serão observadas para a execução do Trabalho.

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Segundo a área do conhecimento, conforme definidas pelo CNPq (2020), este Trabalho se situa na grande área das engenharias, dentro da subárea da Engenharia Civil, mais especificamente no ramo da construção civil, especificamente na área de instalações prediais.

Quanto à finalidade, o Trabalho classifica-se como sendo uma pesquisa aplicada, uma vez que, conforme Gil (2010), o tipo de pesquisa assim denominado pretende

“aquisição de conhecimentos com vistas à aplicação numa situação específica” (GIL, 2010, p. 27). Na medida em que se pretendem apresentar medidas preventivas para o projeto de prevenção contra incêndio, em uma edificação de ocupação mista, familiar e comercial.

Quanto aos métodos empregados, classifica-se a mesma, ainda conforme a subdivisão estabelecida por Gil (2010), referente a natureza dos dados, como uma pesquisa qualitativa, uma vez que nos interessa neste Trabalho as atribuições de caráter, propriedades ou características dos elementos estudados. Quanto ao ambiente em que os dados serão coletados, o trabalho será parcialmente de campo, pois trata-se de pesquisa onde serão coletados e medidos elementos geométricos da edificação. Quanto ao grau de controle das variáveis, será uma pesquisa de campo, a qual, conforme Gil (2010) é conceituado como “as atribuições de caráter, propriedades ou características dos elementos estudados” (GIL, 2010, p. 28).

Quanto aos objetivos, enquadra-se esta pesquisa dentro do tipo denominado pesquisa exploratória, pois, tendo em vista o que afirma o mesmo autor, este é o tipo em que “proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses” (GIL, 2010, p. 27), o que está em sintonia com o que pretende este Trabalho. Ainda dentro desta subdivisão, a coleta de dados se dará através de estudo

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de caso, que é descrito por Martins Junior (2008), como “Pesquisa um determinado grupo, família ou comunidade para indagar em profundidade, para examinar algum aspecto particular.” (MARTINS JUNIOR, 2008, p. 59)

3.2 TÉCNICAS E INSTRUMENTOS DA COLETA DE DADOS

Será elaborado o projeto do PPCI, distribuindo os as medidas necessárias para a proteção dos ocupantes das edificações, quanto a classificação da edificação em estudo.

Após, serão apresentados, separadamente, os projetos detalhados em planta baixa, incluindo sinalização de rota de fuga, extintores, e demais medidas necessárias.

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4 RESULTADOS

4.1 O LOCAL DE IMPLEMENTAÇÃO DO PPCI

O estudo de caso foi desenvolvido no Ed. Península, construído à Rua Andradas, localizado no centro da cidade de Porto Alegre, estado do Rio Grande do Sul, área hachurada em laranja na Figura 5 logo abaixo.

A edificação é composta por sete pavimentos, construído num terreno estreito e longo. No pavimento tipo, surgem pátios internos curvos, desenhados com o diâmetro mínimo exigido pela legislação; com pilares em concreto armado e paredes de alvenaria portante nas divisas.

De uso misto, possuindo comercio na parte inferior e residencial na parte superior;

construída em alvenaria, num terreno estreito e longo, composta por 7 pavimentos, onde o pavimento tipo possui 2 unidades autônomas com 1 dormitório cada, totalizando 12 apartamentos; na área da cobertura da edificação há um pátio, onde foi criado um espaço de uso comum, para os moradores.

Figura 5 – Ed. Península, planta de localização

Fonte: Autora (2022)

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O nível do pavimento térreo se divide em duas longas faixas, sendo a mais estreita delas, o acesso ao conjunto residencial.

A área comercial, localizada no térreo, possui pé-direito duplo. Tanto a parte residencial, quanto a comercial possuem acesso ao pátio dos fundos. Os acessos aos pavimentos, dão-se por escada curva em leque e um elevador.

As Figuras 6 e 7 mostram a edificação, atualmente.

Figura 6 e Figura 7 – Vista fachada

Fonte: Autora (2022)

4.2 LEGISLAÇÃO E NORMAS UTILIZADAS

Para a elaboração de um PPCI é importante ter conhecimento das exigências das normas técnicas utilizadas na proteção contra incêndios em edificações, referentes à sua

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ocupação, o grau de risco, o armazenamento e o manuseio dos produtos combustíveis, os critérios para a determinação dos tipos de equipamentos que devem ser instalados, as medidas preventivas, as medidas ativas de combate, entre outros.

As normas técnicas regulamentadoras e as exigências legais utilizadas na elaboração e análise deste Trabalho foram:

- LEI COMPLEMENTAR N° 14.376, DE 26 DE DEZEMBRO DE 2013 E ALTERAÇÕES;

- DECRETO Nº 51.803, DE 10 DE SETEMBRO DE 2014 E ALTERAÇÕES;

- RESOLUÇÃO TÉCNICA DE TRANSIÇÃO/CBMRS DE 2017;

- RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS N° 5 – PARTE 07/2016;

- RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS N° 5 – PARTE 08/2016;

- RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS N° 11 – PARTE 01/2016;

- RESOLUÇÃO TÉCNICA CBMRS Nº 14/2016;

- NBR 13714/2000;

- NBR 15219/2005;

- NBR 13434-1/2004;

- NBR 13434-2/2004;

- NBR 13434-3/2004;

- NBR 17240/2010;

- NBR 10898/2013;

- INSTRUÇÃO TÉCNICA N° 6/2011.

4.3 CLASSIFICAÇÃO DA EDIFICAÇÃO

A classificação das edificações segundo o Corpo de Bombeiros, serve para determinar quais equipamentos de combate a incêndio devem estar presentes na edificação ou área de risco.

Os equipamentos variam de acordo com a classificação e suas variáveis.

A seguir neste Trabalho, foi feita a classificação da edificação segundo sua comprovação de existência, sua ocupação, altura, grau de risco e área construída.

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4.3.1 Classificação da comprovação de existência da edificação

Para que a edificação se enquadre como existente regularizada, segundo a RTCBMRS Nº5 parte 7/2021, a edificação deve possuir documentos emitidos até 26 de dezembro de 2013, que comprovem sua área conforme área do projeto atual, e o ocupação da edificação, são aceitos documentos como: habite-se, projeto protocolado na Prefeitura Municipal, PPCI protocolado no CBMRS ou quaisquer documentos expedidos por órgãos públicos, constando área e atividade da época. Estes documentos deverão conter a mesma área total construída ou superior à apresentada no PPCI atual, ocupação equivalente a apresentada no PPCI, como também o mesmo endereço apresentado.

Outra classificação, é de edificação existente não regularizada, na qual é possível comprovar com fotografias com data registrada até 26 de dezembro de 2013, documentos públicos ou particulares que comprovem a existência até 26 de dezembro de 2013, sem a comprovação de área e/ou atividade da época, outros registros que comprovem a existência até 26 de dezembro de 2013, mediante aprovação do CBMRS.

Conforme carta de habitação, concedida em 22 de março de 2013, com projeto licenciado em 14 de julho de 2010, conforme mostrado na Figura 8 no qual comprova-se as mesmas informações de área do presente, a edificação em estudo fica enquadrada como existente regularizada, sendo assim suas medidas de segurança ficam determinadas pelas tabelas da RT CBMRS Nº 05 parte 7.1 de 2020. Ainda, por ser regularizada entre 28 de abril de 1997 e 26 de dezembro de 2013, torna-se aplicável o item 3.3.2.3 da RT CBMRS Nº 05 parte 7.1 de 2020 onde diz que, dispensa a adequação às normas atuais das saídas de emergência, sistemas hidráulicos sob comando e automáticos e isolamento de riscos, caso atendam na íntegra a legislação da época.

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Figura 8 – Carta de habitação

Fonte: Procempa, 2022

4.3.2 Classificação da edificação quanto a sua ocupação

A edificação em estudo, fica enquadrada no grupo A, de ocupação Residencial, conforme mostrado na Tabela 1.

Tabela 1 - Classificação das edificações e áreas de risco de incêndio quanto à ocupação

Fonte: DEC 53.280, 2016, adaptado pela autora.

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4.3.3 Classificação da edificação quanto a sua altura

Conforme Tabela 2, Decreto Estadual 53280/16 do Rio Grande do Sul, é pré- definido seis tipos de classificação, de acordo com a altura da edificação.

Tabela 2 – Classificação das edificações e áreas de risco de incêndio quanto à altura.

Fonte: DEC 53.280, 2016, adaptado pela autora.

Segundo a Lei Complementar nº. 14.376, de 26 de dezembro de 2013, temos duas medidas de altura; a altura ascendente que é a altura medida entre o ponto que caracteriza a saída do nível da descargam ao ponto mais baixo do nível do piso do pavimento mais baixo da edificação, já a altura descendente é a medida em metros entre o ponto do nível de piso da descarga, ao ponto mais alto do piso do último pavimento.

A edificação em estudo, é do tipo IV, tendo na sua altura descendente o total de 21m.

4.3.4 Classificação quanto a carga de incêndio e grau de risco

A ocupação predominante, conforme Decreto 53.280 de 2016 é residencial - habitação multifamiliar-condomínios prediais, com código CNAE 8112-5/00.

Já no pavimento inferior, a ocupação consta como comércio, fazendo com que a edificação seja de ocupação mista.

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Tabela 3 - Classificação da edificação e área de risco de incêndio quanto à carga de incêndio específica por classificação nacional de atividades econômicas -CNAE

Fonte: DEC 53.280, 2016, adaptado pela autora.

A edificação está classificada no grau de risco de incêndio baixo, ou seja, com sua carga de incêndio de até 300MJ/m², conforme mostrada na Tabela 4.

Tabela 4 - Classificação das edificações e áreas de risco de incêndio quanto ao grau de risco de incêndio

Fonte: Decreto 53.280, 2016

4.3.5 Classificação quanto as suas características construtivas

As características construtivas da edificação são o resultado de uma análise tanto de segurança estrutural da edificação quanto dos materiais de acabamento utilizados. Essa classificação é utilizada para preencher o item “Características Construtivas” no “Memorial”, contido no Anexo B deste Trabalho.

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Conforme a Tabela 2, do Anexo B da RTCBMRS n° 11 – Parte 1/2016, a edificação é classificada com o código “Y”, sendo do tipo “Edificações com mediana resistência ao fogo.”. Como é mostrado na tabela 4:

Tabela 5 – Características construtivas

Fonte: Resolução Técnica CBMRS, nº 11 parte 01 (2016)

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4.4 MEDIDAS NECESSÁRIAS DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

As exigências mínimas de proteção contra incêndio em uma edificação são definidas pela sua ocupação, dimensões em planta, altura e suas características construtivas.

Visto que se trata de uma edificação enquadrada no grupo A, com área superior a 750 m² e altura superior a 12 m, podemos obter as medidas de segurança contra incêndio necessárias conforme o Anexo A, Tabela 6A da RTCBMRS n° 5 – Parte 7.2 de 2021. Na Tabela 6 são mostradas todas as medidas:

Tabela 6 – Edificações do Grupo A, com área superior a 750m² ou altura superior a 12m.

Fonte: RT CBMRS, nº 5 parte 7.2 (2021).

As medidas de segurança contra incêndio determinadas na tabela são:

- Saídas de emergência, - Brigada de incêndio,

- Iluminação de emergência, - Alarme de incêndio,

- Sinalização de emergência, - Extintores,

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-Hidrantes e mangotinhos.

4.5 DETALHAMENTO DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO

A Resolução Técnica nº 11, parte 1 de 2016, tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos necessários para o dimensionamento das saídas de emergência para que a população possa abandona a edificação em caso de incêndio e pânico, completamente protegida em sua integridade física, além de permitir o acesso do corpo de bombeiros para o combate ao fogo ou retirada de pessoas.

4.5.1 Saídas de emergência

A norma que fornece os parâmetros de dimensionamento de saídas de emergência adotas pelas legislações do estado do Rio Grande do Sul é a Resolução Técnica CBMRS n° 11 parte 1, 2016, está RT em questão define a largura das saídas de emergência, as distâncias máximas a serem percorridas em caso de incêndios e define o tipo de escada que uma edificação requer, conforme sua altura construída e ocupação.

4.5.1.1 Largura das saídas de emergência

A largura da saída deve ser adequada para o número de pessoas que por elas deva percorrer, observados os seguintes parâmetros:

a) os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que sirvam à população;

b) as escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do pavimento de maior população, o qual determina as larguras mínimas para os lanços correspondentes aos demais pavimentos, considerando-se o sentido da saída (CBMRS, 2016 p.4).

As larguras mínimas das saídas de emergência, para corredores, acesso e descargas, devem ser de 1,10m. A largura das saídas deve ser dimensionada em função do número de pessoas que por elas transitar. Para tanto, utiliza-se a Tabela 7, inserida neste capítulo. Observados os critérios de classe de ocupação e de número de pessoas por área, consegue-se obter um valor de capacidade de unidade de passagem. Uma unidade de passagem equivale a 0,55m; logo para saber a largura mínima exigida da saída de emergência, basta multiplicar o valor da unidade de passagem calculada, em função da Tabela 7, conforme descrito na fórmula a seguir:

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A largura dos acessos, escadas, descargas é apresenta pela seguinte equação:

𝑁 =𝑃 𝐶 Onde:

N = número de unidades de passagem, P = população,

C = capacidade da unidade de passagem.

O cálculo da população é feito de acordo com a Resolução Técnica nº11 parte 1 de 2016, conforme tabela de dimensionamento das saídas. A população será a razão entre a área da edificação e o dado de “pessoa por área”, fornecido pela

Tabela 7 a seguir.

Tabela 7 – Dados para dimensionamento das saídas de emergência

Fonte: Resolução Técnica CBMRS, nº 11 parte 01 (2016)

Continuamente, os cálculos foram realizados considerando a ocupação A-2, conforme classificação, e os resultados são mostrados na Tabela 8.

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Tabela 8 – Cálculo da população da edificação

Ambiente Ocupação Dormitório População Total

Térreo Hall Nula 0 0

24

2º Pavimento Dormitório A-2 2 4

3º Pavimento Dormitório A-2 2 4

4º Pavimento Dormitório A-2 2 4

5º Pavimento Dormitório A-2 2 4

6º Pavimento Dormitório A-2 2 4

7º Pavimento Dormitório A-2 2 4

Cobertura Circulação Comum Nula 0 0

Fonte: Autora (2022).

Na Tabela 9 está o demonstrativo das unidades de passagem, para acessos, escadas e portas, para a edificação.

Tabela 9 – Largura Dos acessos, escadas e portas

Item População Capacidade

da UP População UP

Calculado Situação

Acessos 24 60 24 1

ATENDE A LEGISLAÇÃO

Escadas 24 45 24 1

Porta Saída 24 100 24 1

Fonte: Autora (2022).

4.5.1.2 Distâncias máximas a serem percorridas

Distâncias máximas a serem percorridas no momento do incêndio são as distâncias máximas que devem ter as rotas de fuga traçadas, desde qualquer ponto da edificação até um local protegido. Essas rotas devem constar nas plantas entregues ao CBMRS, conforme planta em anexo neste Trabalho.

Nas ocupações do grupo A, para ocupação residencial, conforme projeto deste trabalho, a distância deverá ser considerada a partir da porta de acesso da unidade autônoma, conforme demonstrada na Figura 9.

.

(36)

Figura 9 - Detalhe caminho rota de fuga.

Fonte: autora, 2022.

A definição dessa distância leva em conta os fatores de características construtivas, grupo e divisão de ocupação, entre outros, conforme é mostrado na Tabela 10.

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Tabela 10 - Distâncias máximas a serem percorridas

Fonte: RT CBMRS nº11 parte 01 (2016).

Do último pavimento, até atingir a área protegida no logradouro, na descarga, a distância máxima a percorrer calculada para a edificação é de 43m, ficando em desacordo com a legislação, onde é definido na Tabela 10, que para a edificação do grupo A, sem chuveiro automático, com saída única e sem detecção automática de incêndio, a distância máxima a percorrer é de 40m, com isso será feito uma inviabilidade técnica para o item em questão, descrito no capítulo 4.5 deste Trabalho.

Um importante detalhe de projeto a ser observado é que todas as portas de saída de emergência devem abrir no sentido do trânsito de saída, quando a população que

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transitar por ela for maior que 50 pessoas, conforme itens 5.5.4.1 e 5.5.4.2 da RT CBMRS nº 11 parte 1 de 2016.

4.5.1.3 Tipo de escada

Primeiramente, é importante descrever os tipos de escadas que uma edificação pode vir a requerer para garantir a segurança da saída dos ocupantes no momento do incêndio (NBR 9077/2001, p.3):

- Escada à prova de fumaça pressurizada (PFP): é escada à prova de fumaça, cuja condição de estanqueidade à fumaça é obtida por método de pressurização;

- Escada enclausurada à prova de fumaça (PF): é escada cuja caixa é envolvida por paredes corta-fogo e dotada de portas corta-fogo, cujo acesso é por antecâmara igualmente enclausurada ou local aberto, de modo a evitar fogo e fumaça em caso de incêndio;

- Escada enclausurada protegida (EP): é escada devidamente ventilada situada em ambiente envolvido por paredes corta-fogo e dotada de portas resistentes ao fogo;

- Escada não enclausurada ou escada comum (NE); é escada que, embora possa fazer parte de uma rota de saída, se comunica diretamente com os demais ambientes, como corredores, halls e outros, em cada pavimento, não possuindo portas corta-fogo.

Na Tabela 11, retirada da RT CBMRS nº 11 parte 1 de 2016, pode-se especificar o tipo de escada necessário, levando em conta a ocupação e altura.

Tabela 11 - Distâncias máximas a serem percorridas

Fonte: RTCBMRS nº. 11 parte 1 (2022).

Logo, a escada necessária para a edificação em análise será tipo escada enclausurada protegida, porém como se trata de uma edificação existente regularizada,

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não necessitará adequar as larguras e o enclausuramento das escadas, conforme item 4.2.2 da RT CBMRS nº 5 parte 7 de 2016.

4.5.2 Brigada de incêndio

Em conformidade com a RT CBMRS nº. 15 – Parte 01 de 2022, e com as definições constantes da Lei Complementar nº14.376, de 26 de dezembro de 2013, e suas alterações, aplicam-se que brigada de incêndio é um grupo organizado, treinado e capacitado, voluntário ou não, para atuar eventualmente nas ações contra incêndio e acidentes, abandono de área, combate a princípio de incêndio e emergências e prestações dos primeiros socorros, nos limites da área do estabelecimento; o brigadista de incêndio é definido como a pessoa treinada e capacitada, integrante da brigada de incêndio.

Existem três tipos de treinamento, nível básico, intermediário, estes com 4 anos de validade e o treinamento de nível avançado este com 12 meses de validade.

A quantidade de brigadista treinado presente em uma edificação, é calculada de acordo com a área total edificada e com sua classe de risco, de acordo a Tabela 12 a seguir;

sendo que independente da ocupação e grau de risco, será exigido no mínimo 2 brigadistas.

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Tabela 12 – Composição mínima da brigada de incêndio – Edificações e áreas de risco de incêndio com área total construída maior que 750m² ou altura superior a 12m

Fonte: RTCBMRS nº. 15 parte 1 (2022).

Número de brigadista = ((X – 1) x Q) + 2 Onde:

X = número referente à área total construída dividida por 750m², arredondando para número inteiro imediatamente superior.

Q = Quantidade mínima de brigadista, conforme acima.

Diante disto, para a edificação em questão é necessário um total de 3 brigadistas treinados.

4.5.3 Iluminação de emergência

A norma regulamentadora que norteia o sistema de iluminação de emergência, é a NBR 10898 de 2013, onde especifica características mínimas para as funções a que se

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destina o sistema de iluminação de emergência a ser instalado em edificações, na falta de iluminação natural ou falha da iluminação normal instalada.

O sistema de iluminação de emergência, no plano de prevenção contra incêndio têm como objetivo proporcionar iluminação suficiente e adequada, a fim de permitir a saída fácil e segura das pessoas em caso de interrupção da alimentação normal.

Todos os sistemas de iluminação de emergência devem ter autonomia de funcionamento mínimo de 1 hora, garantindo-se que, durante este período, haja uma iluminação de intensidade adequada, uma vez que a visibilidade fica prejudicada pela fumaça. Os pontos de iluminação de emergência devem ser distribuídos nas áreas de riscos, circulação de uso comum, escadas, corredores e rota de fuga.

No projeto protocolado ao Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, é obrigatória marcação no memorial de análise e reanálise, não sendo objeto de análise em planta baixa, somente em vistoria é feita a verificação dele.

4.5.4 Alarme de incêndio

Conforme a ABNT NBR 17240/2010, o acionador manual de alarme de incêndio deve ser instalado em local de trânsito de pessoas em caso de emergência, como saídas de áreas de trabalho, áreas lazer, corredores e saídas de emergências para o exterior etc.

Deve ser instalado a uma altura entre 0,90 m e 1,35 m do piso acabado, na forma embutida ou de sobrepor, na cor vermelho segurança.

A distância máxima a ser percorrida por uma pessoa, de qualquer ponto da área protegida até o acionador manual mais próximo, não pode ser superior a 30 m.

Nos edifícios com mais de um pavimento, cada pavimento da edificação deve possuir pelo menos um acionador manual. Os mezaninos só estarão dispensados desta exigência se a distância percorrida por uma pessoa, do ponto mais desfavorável do mezanino até o acionador manual mais próximo, for inferior a 30 m.

No projeto foram dimensionados e distribuídos uma unidade de acionador por pavimento, totalizando 7 acionadores na edificação.

4.5.5 Sinalização de emergência

Os detalhes de projeto e instalação de sinalização de emergência nas edificações podem ser encontrados na NBR 13434, e desde este ano, está vigente a resolução técnica do CBMRS nº12, onde esta última estabelece as condições mínimas necessárias para o

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dimensionamento e execução da sinalização de emergência nas edificações e áreas de risco de incêndio.

A sinalização, que se dá por meio da colocação de placas, deve ser de fácil visualização e entendimento. Sua projeção deve levar em consideração o fato de que irá orientar pessoas em pânico, de forma que jamais pode deixar em dúvida quanto ao que fazer ou a rota a seguir e facilitar a localização dos equipamentos.

A sinalização deve ser fotoluminescente, sinalizando os equipamentos de prevenção de incêndio, portas, as rotas de fuga e escadas, indicado as saídas bem como balizando todos os obstáculos, mudanças de direção, indicando pavimentos em caixas de escada etc., além disso deve pontuar os riscos pontuais como central de gás, quadro de comando de energia elétrica, entre outros.

A norma que regulamenta a sinalização dos PPCI do Rio Grande do Sul, determina que toda sinalização deve ser apresentada em planta, conforme código e dimensão, além de estarem todas devidamente numeradas uma a uma.

No projeto foram incorporadas 17 placas de sinalização de orientação e salvamento.

4.5.6 Extintores

O número de extintores a ser instalados na edificação deverá obedecer às tabelas da RTCBMRS nº14 (2016), que leva em conta a classe de risco de incêndio e a capacidade extintora mínima, além disso estabelece a distância máxima a ser percorrida por qualquer ocupante da edificação, no momento do incêndio, desde o local de permanência do extintor até qualquer ponto da área a ser protegida.

No PPCI, deverá constar em planta, com a simbologia do equipamento, com a classe correspondente projetada, além de numerado, todas as unidades.

No projeto foram instaladas 9 unidades extintoras portáteis, tipo de pressurização direta e capacidade de 4kg. O agente extintor escolhido é de pó ABC, com capacidade extintora de 2-A:20:B:C, a distância máxima a ser percorrida é de 25m, conforme RT CBMRS nº14 de 2016.

4.5.7 Hidrantes e mangotinhos

O sistema de combate a incêndios sob comando através de hidrantes e mangotinhos é um conjunto de equipamentos e instalações que permitem acumular,

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transportar e lançar a água (agente extintor) sobre os materiais incendiados. O sistema é composto basicamente por reserva de incêndio, bombas de recalque, rede de tubulação, hidrantes e mangotinhos, abrigo para mangueira e acessórios e registro de recalque.

A norma vigente para esta medida de segurança é a NBR 13715 (2000), que de acordo com ela podemos dimensionar este sistema em 3 tipos, conforme Tabela 13.

Tabela 13 – Tipos de Sistemas

Fonte: NBR 13714 (2000)

Tabela 14 – Componentes para cada hidrante

Fonte: NBR 13714 (2000)

A escolha do sistema depende da classe de ocupação da edificação, conforme podemos visualizar na Tabela 15, com isso é determinado que para esta edificação do estudo de caso seria necessário que o sistema hidráulico fosse tipo 1, com a observação que as edificações estabelecidas para serem protegidas por sistema tipo 1, podem opcionalmente ser protegidas por um sistema alterativo de hidrantes.

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Tabela 15 – Classificação das edificações e aplicabilidade dos sistemas

Fonte: NBR 13714 (2000)

Foi adotado o sistema alternativo para a edificação, e instalados 1 ponto em cada pavimento, totalizando 7 pontos de hidrantes, onde cada ponto conta com mangueira de incêndio com diâmetro de 40mm, esguichos de jato regulável e com vazão mínima de 130L/min no esguicho mais desfavorável hidraulicamente.

A reserva de incêndio deve ser prevista para permitir o primeiro combate, durante determinado tempo. Após este tempo considera-se que o corpo de bombeiros mais próximo atuará no combate, utilizando a rede pública, caminhões-tanque ou fontes naturais, conforme item 5.4.2 da NBR 13714 (2000), o volume mínimo de água da reserva de incêndio deve ser determinado conforme:

V = Q x t onde:

Q é a vazão de duas saídas do sistema aplicado, em litros por minuto,

t é o tempo de 60min para sistemas dos tipos 1 e 2, e de 30 min para sistema 3, V é o volume da reserva, em litros.

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Com isso, chegamos o volume mínimo para a reserva de incêndio deste projeto será de 7.800 litros. Este reservatório ficará no pavimento da cobertura, elevado, com ação por gravidade; para a análise do projeto do PPCI, deve constar na planta a simbologia do reservatório, segundo a RT nº 12 (2021), além de constar descrita a capacidade do reservatório.

4.6 DIFICULDADES ENCONTRADAS E AS RECOMENDAÇÕES SUGERIDAS

No desenvolvimento do projeto foram encontradas algumas inviabilidades técnicas, conforme preconiza a Resolução Técnica CBMRS nº 11 parte 01 (2016), sendo eles:

- Portas com largura inferior ao mínimo exigido, - Escadas em leque,

- Isolamento de riscos,

4.6.1 Portas com largura inferior ao mínimo exigido

Como são apenas duas portas com larguras de 70cm, localizadas na área do pavimento térreo, onde estão presentes em espaços usados apenas como área técnica e de apoio, sem permanência de pessoas e fora da circulação principal, não sendo desta forma críticos para o abandono da edificação em uma situação de emergência, pois resguardam ainda assim, a largura mínima de 0,55m, equivalente a uma unidade de passagem, proporcionando dimensões suficientes para atender a população prevista nesses trechos.

4.6.2 Escada em lanço misto

Há presença de degraus em lanços mistos em leque, em desacordo com o item 5.7.12, conforme mostrada na Figura 10 no entanto, considerando a limitação do espaço físico dentro da caixa da escada, cujas paredes não podem ser alteradas por se tratar de um elemento estrutural e insuficiência de espaço físico para a construção de uma escada que atenda a geometria e dimensões requeridas, não é possível vencer o desnível necessário com outra configuração de degraus, visto que qualquer tentativa de adequação para patamares e lances retos resultaria em degraus com largura e altura fora dos padrões das normas técnicas.

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Figura 10 – Detalhe da escada in loco.

Fonte: Autora, 2022.

Como medida compensatória para este caso, conforme RT CBMRS nº5 parte 7 (2021), será adotado a instalação de sistema de detecção, em toda a área de circulação comum da edificação.

4.6.3 Isolamento de risco

Visto que a edificação é mista, sendo que no pavimento térreo tem uma área para uso comercial, esta deverá ter a técnica de isolamento de riscos projetada.

De acordo com a Resolução Técnica de Transição de 2017, no isolamento de riscos obtido por separação de áreas em uma mesma edificação, o tempo requerido de resistência ao fogo TRRF, dos elementos deverá ser de 2 horas, quando as áreas a serem isoladas tiverem grau de risco de incêndio baixo e/ou médio e os afastamentos poderão ser por prolongamento da parede de isolamento em direção ao exterior da edificação, com dimensão mínima de 90cm, medida a partir do parâmetro externo da fachada, executado em material ou sistema construtivo com o mesmo tempo de requerimento de resistência ao fogo dos demais elementos de isolamento, conforme Figura 11, e logo em seguida na

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Figura 12, pode-se ver que a distância entre as áreas atende a resolução técnica, ficando 1,27m o prolongamento da parede corta-fogo.

Figura 11 - Isolamento de risco através do prolongamento da parede corta-fogo

Fonte: RT de Transição (2017).

Figura 12 – Isolamento de risco

Fonte: Autora, 2022.

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5 CONCLUSÃO

O presente trabalho, teve como objetivo principal, identificar, analisar e desenvolver um Plano de Prevenção Contra Incêndio, de uma edificação multifamiliar, localizada no município de Porto Alegre. A finalidade se baseou no aprofundamento dos conhecimentos técnicos para a elaboração de projetos de prevenção e proteção contra incêndios.

Para a elaboração do projeto, foi analisado o tipo de ocupação, da classe de incêndio, das características construtivas, das duas dimensões, entre outros, para então ser possível projetos os sistemas de prevenção e proteção contra incêndio adequado.

Por se tratar de uma edificação classificada como existente regularizada, se torna muito mais flexível de ser implementado o projeto.

Podemos constatar que a prevenção e proteção contra incêndio nas edificações não apenas engloba a atuação dos profissionais de engenharia e arquitetura no dimensionamento dos sistemas de proteção, mas também precisa contar com o comprometimento e participação dos órgãos públicos, através de uma fiscalização adequada e de uma frequente atualização das normas, com o objetivo de evoluir o desenvolvimento do setor de PPCI no país, além disso, a busca pelo conhecimento das prevenções e proteções contra incêndio pela sociedade em geral, se torna essencial para garantir a preservação de vidas.

Como no Brasil existe uma variedade muito grande de normas, leis, decretos, instruções técnicas, portarias, entre outros, no que diz respeito à área de incêndio, tanto em nível federal quanto estadual e municipal, isto acaba dificultando a implementação de projetos e deixa muitas brechas para interpretações, o que termina ocasionando diversos erros, atraso nos processos e possíveis problemas futuros.

Como sugestão para trabalhos futuros fica a ideia de que, talvez, uma legislação unificada ajudaria a diminuir muitos problemas envolvendo esse aspecto. Hoje em dia, os profissionais da área devem estar em constante estado de estudo e aprendizado, o que torna o setor de PPCI um mercado muito promissor para os engenheiros e arquitetos recém- formados.

Referências

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