Criação de UCs
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As normas de criação estão contidas em:
► Lei do SNUC (lei n° 9.985/2000): Capítulo IV (artigos 22 a 30)
► Decreto de regulamentação do SNUC (Decreto n° 4.340/2002): Capítulo I (artigos 2 a 5)
Lei do SNUC – Artigo 22
Permite transformar uma UC de uso sustentável para proteção integral
Define regras para ampliação do tamanho de uma UC
Define regras para redução do tamanho de uma UC
Estabelece os pré-requisitos para a criação de uma UC
Reforça a importância da participação popular (consulta pública)
Lei do SNUC – Artigo 22A
Permite que estudos para a criação de uma UC sejam realizados mesmo com a terra em uso
Lei do SNUC – Artigo 23
Obriga as populações tradicionais a fazerem o uso sustentável dos recursos naturais dentro da UC
Lei do SNUC – Artigos 24, 25 e 26
Integra o ar e o subsolo à UC
Define que APAs e RPPNs devem possuir zonas de amortecimento e corredores
(como nas de proteção integral)
UCs ecologicamente conectadas devem ter o manejo realizado em conjunto
Lei do SNUC – Artigos 27 e 28
Obriga toda UC a possuir um plano de manejo
Objetivo do plano de manejo
Assegura a participação popular na elaboração do plano de manejo
Prazo para criação do plano
Obriga o cumprimento do plano de manejo
Define as normas de procedimento quando o plano ainda não existe
Lei do SNUC – Artigos 29 e 30
Define quem deve fazer parte do conselho de administração da UC
Define a possibilidade da gestão da UC não ser realizada pelo poder público (ICMBio)
Decreto 4.340 – Artigos 2, 3 e 4
Define as informações mínimas a serem levantadas para a criação de uma UC
Define regras para o nome da UC
Define quem é o responsável por obter as informações mínimas para a criação de uma UC
Decreto 4.340 – Artigo 5
Finalidade da consulta pública
Define como deve ser realizada a consulta pública
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A abertura do processo de criação de uma unidade de conservação se
inicia por meio da apresentação de uma demanda
► O processo deverá ser entregue a algum órgão cadastrado no SISNAMA (Sistema Nacional do Meio
Ambiente)
► A demanda de criação de uma unidade de conservação pode ser realizada por diversos atores da
sociedade
► Técnicos de órgãos públicos (união, estados ou prefeituras) ► Pesquisadores
► Poder legislativo (deputados e vereadores)
► Sociedade civil (associações de moradores, sociedades, ...) ► ONGs ambientalistas
► Setor privado (contrapatidas, acordos judiciais, termos de ajustamento, ...)
►
A demanda será avaliada pelo técnico cadastrado no SISNAMA
►
Consideram-se áreas com potencial de serem transformadas em unidades de
conservação aquelas que possuem uma ou mais características:
► Remanescentes em bom estado de conservação
► Presença de espécies ameaçadas, raras, migratórias ou endêmicas
► Áreas inseridas no PROBIO (Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para
Biodiversidade)
► Áreas de beleza cênica e/ou com potencial para ecoturismo ► Áreas ricas em biodiversidade
► Áreas com ambientes raros
► Áreas com recursos hídricos vulneráveis
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Caso a demanda seja confirmada pelo avaliador o processo continua com
a realização de estudos técnicos
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Os estudos técnicos abrangem três áreas importantes para a definição do
tipo de UC, extensão territorial e de seu plano de manejo
1.
Caracterização biológica
2.
Caracterização do meio físico
3.
Caracterização socioeconômica
Caracterização biológica
►
Consiste em um relatório técnico com informações sobre o ecossistema
da área
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Elaborado por profissionais da área ambiental (servidores públicos ou contratados)
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Deve incluir informações sobre:
► Caracterização da fitofisionomia local (ex. restinga, manguezal, cerradão, ...) ► Listas de espécies da fauna e flora
► Identificação de espécies de maior interesse de conservação (raras, ameaçadas ou endêmicas) ► Identificação de fragilidade ambiental ou relevância para a proteção de alguma espécie
► Identificação se a área ou ambiente está no plano de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade
nacional
Caracterização do meio físico
►
Consiste em levantar informações básicas, do meio físico, importantes
para caracterizar a área
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Os principais elementos a serem caracterizados são:
► Clima ► Solo
► Geomorfologia ► Recursos hídricos
►
Deve-se identificar também potenciais pontos de interesse para visitação pública
(cachoeiras, lagoas, locais de beleza cênica, ...)
Caracterização socioeconômica
Consiste em identificar possíveis impactos sobre as atividades produtivas que serão
afetadas pela proposta de criação da unidade de conservação.
► Os dados podem ser levantados a partir de bancos de dados do IBGE e por dados levantados por
questionários e entrevistas com a comunidade local
► Principais dados levantados
► Principais fontes de renda da população local ► Tipos de vínculo empregatício
► Problemas de saúde relacionados ao meio ambiente
► Levantamento fundiário (posse, particular, arrendatário, etc) ► Principais atividades produtivas (agricultura, pecuária, etc.), ► Benfeitorias (imóveis, açude etc.),
► Área com cobertura vegetal (nativa e plantada)
► Infraestrutura disponível para a população (água, saneamento, estradas de acesso, eletrificação, coleta de lixo
etc.).
►
A definição da categoria e dos limites territoriais devem se basear na
demanda e nos estudos técnicos descritivos da área
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Deve-se escolher a opção que melhor equalize:
► A demanda de criação
► A fragilidade dos recursos naturais
► O conflito pelo o uso da terra pela população local
Etapa 4: Definição da categoria e limites
Tipo e tamanho propostos Demanda de conservação Demanda de Ocupação Fragilidade
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Consulta aos órgãos públicos
► A proposta deverá ser encaminha aos órgãos públicos que desenvolvem atividades na região como
Secretaria de Agricultura, Secretaria de Planejamento, INCRA e outros.
► O envio destes ofícios evitará transtornos de sobreposição e conflitos com outros interesses.
► Se algum destes órgãos se posicione contrário à criação da UC, os técnicos deverão avaliar se os
argumentos são procedentes e se cabe uma reformulação da proposta (mudança de categoria, alteração do polígono, criação de mais de uma categoria ou mosaico).
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Consulta pública
► O objetivo principal da consulta pública é apresentar a proposta, numa linguagem acessível, para que
a sociedade tire suas dúvidas referentes ao funcionamento da unidade e apresente sugestões.
► A consulta consiste em reuniões públicas ou, a critério do órgão ambiental competente, outras
formas de oitiva da população local e de outras partes interessadas
► Não tem caráter deliberativo
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A proposta final de criação deverá conter um mapa e um memorial
descritivo da proposta
► O mapa deve conter especificações sobre localização, o formato (desenho) e o tamanho correto da
unidade de conservação
► O memorial descritivo consiste na descrição das coordenadas geográficas de cada um dos pontos
existentes no mapa (desenho da unidade).
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Após a apresentação da proposta, cabe ao órgão público competente (federal,
estadual ou federal) dar andamento no processo e decretar o ato de criação da UC
O ato de criação deverá:
1. Ser iniciado pela numeração e data de sua assinatura.
2. Constar o nome da unidade de conservação de acordo com os grupos e categorias reconhecidas pelo SNUC.
3. Indicar, no caso de decreto, o artigo da Lei que atribui ao poder executivo a possibilidade de criar unidade de conservação, seguido pelo artigo específico da lei do SNUC
4. Os artigos devem citar:
► 4.1 os objetivos da unidade de conservação conforme a categoria proposta, em conformidade com o SNUC. ► 4.2 os limites a partir do memorial descritivo e o tamanho da área (de preferência em hectares).
► 4.3 o órgão responsável pela administração da
► 4.4 o interesse público para fins de desapropriação de imóveis particulares localizados na área de proposição da unidade ► 4.5 a instância responsável a promover as medidas administrativas e judiciais pertinentes
► 4.6 informe de que entra em vigor na data de sua publicação.
5. Data de publicação.
6. Nome da autoridade que assina o ato.
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As principais etapas que devem ser realizadas após a criação da UC são:
► Incluir a UC no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC) ► Cadastramento do órgão gestor e do conselho de administração
► Elaboração e publicação do plano de manejo da UC (em até 5 anos)