CDU
002.6:681.3SONAR, sdi aumatizado do Centro de Informações Nucleares
SELMA CHI BARREIRO
Utilização do SDI na Comissão Nacional dc i nergia Nu clear CNEN, baseado nas fitas produzidas pelo “Intel national Nuclear Information System” (INIS) e o estabe lecimento do SONAR Sistema Orientado para Notifi cação Automática de Referências, como um elo entre o SDI do INIS e os pesquisadores da área, e o SERVIR Sistema de Envio, Recuperação e Verificação de Infor mações Requisitadas, como apoio bibliográfico do CIN
INTRODUÇÃO
A
atualização
nos diasde hojeé pontofundamental
parao
apriorainentode
qual
quer que seja a função que sedesempenhe.
Nocampo
científico
etecnológico,
principalmente,
isto torna-semais
importante
ainda, pois pode representar grande economiade
recursos, amudança
dorumo
de
um projeto prioritário ou mesmoevitar
que pesquisasjáfeitas sejamduplicadas.De
um ladotemos
os
pesquisadores,ávidos
por informação, Estasinformações
existem
e estãodisponíveis
aosinteressados,
massão
emnúmero
tão grande que torna-se quase impossívelsua
identificação.
É
necessário, então, que haja um me
canismo que “filtre” estasinformações,
e que aqueleusuário
tenha conhecimen
toapenasdaquelas
informaçõespotencialmente
relevantes.Este mecanismo, idealizado por Hans Peter Luhn em 1958, recebeu
o
nome deDisseminação
Seletivade
Informações
(SDI)e tem
como objetivoprimordial ca
nalizar
novos itens deliteratura
para ospontos
da
instituiçãoonde
aprobabilida
de de
utilizaçãoseja
grande.Esta
necessidadede
otimizaçãodo tempo
gasto emleitura técnico-científica
tam
bém foi sentida pela comunidade noBrasil, tanto
que inúmeros sistemas,nosmais
diversos
assuntos,estãosurgindo
com esteobjetivo.
No
campo nuclear istoé
umfato. O
Centro de Informações
Nucleares (CIN) daComissão Nacional de
Energia Nuclear (CNEN) mantém desde1972
umseviço
automatizado
de
SDI, baseadonas
fitas
produzidas pelo Internacional Nuclear Information System(INIS)0
suporte
deprocessamento
de
dados necessário à execuçãodos
serviços doCIN,
inclusiveo
SD1,éfornecido
pelo computador IBM modelo 10, com 32Kde
me
mória,
donossoCentro de Processamento de Dados.HISTÓRICO DO INIS
CriaçãodoSistema
As origens doINIS remontam
a
1965.Nesteano, aAgência
Internacionalde
Ener
giaAtômica
(IAEA), reconhecendoque
dentro de seres
estatutos
havia
um
item em queera
expresso
que
“a IAEA deveriaencorajar
atroca de
informação
nuclearentre
seusmembros”,
resolveu
convidar consultoresda
Rússia edosEstados
Uni
dospara
fazeremo
esquema
inicial
de
um
sistema internacionalde informações,
que
teria
condições
decobrir adequadamenteo
volume semprecrescente de litera
turasobre “utilização pacífica
daEnergia
Atômica”
.Os consultores
propuseram
à IAEA um sistema cooperativo, queatendesse aos di
ferentes níveisde
desenvolvimento dospaíses
participantese às diferentesorigens
etradições
no tratamentoda
informação.
O sistema planejado deveriautilizar
as
mais
novas técnicas computacionaisemicrográficas.Durante
os anos seguintes, aspropostas
dos consultoresforam
submetidas
pelaAgência
e especialistas para discussão eelaboração de
um sistema
mais
detalhado. Em fevereirode
1969, a Juntade
Governadores da IAEAaprovou
o
estabeleci
mento
do INIS em basesexperimentais.
O primeiroproduto
do sistema, lançado em maio de1970,foia bibliografiaimpressa denominada
Atomindex.Filosofia
de
TrabalhoNa
estrutura organizacional doINIS,
os elementos básicos são a cooperação ea
descentralização. Desta
forma,
tanto
a inclusãode
novos itenscomo
a dissemina
çãodas
informaçõessão
feitas descentralizadamente; somente areunião de
todos
ositens num único acervo é que é feita centralizadamente.Com este
tipo
de
esquema,
teríamos uma cobertura exaustivada
literatura,
a in
formação nos vários idiomas seriatratada
adequadamente pelopessoal
dopróprio
país,
oscustos
seriam
reduzidos,
evitar-se-ia aduplicação de
esforços einvestimen
tos,
eprincipalmente, pode-se-ia atender
à necessidadede
inofrmação específica dospesquisadores
locais.ProdutosOferecidos
Para que toda a
informação
coletadaesteja
acessível epossa
serdisseminadapelosEstados
Membros,o
INIS ofereceváriosserviços,
sendo
os trêsprincipais:Fitamagnética
0
serviçode fita
magnética só éoferecido
aosrepresentantes
doINIS. Assim,so
menteo
CIN no Brasil
é que recebe afita
magnéticagerada
pelo sistema.As
insti
tuições que se interessam em utilizar-sedeste serviço
só
podemfazê-lo
coma au
torizaçãodo
elemento de ligação do país.A
fita
magnéticaé
recebida qúinzenalmentee
permite aos países quetêm
condi
ções de
processá-la automaticamente,oferecerserviços bibliográficosde
dissemina
ção
erecuperação de informação,
dentro de suasnecessidades,prioridades
edesen
volvimento tecnológico.Atomindex
0 Atomindex
é
a bibliografiaimpressa
do sistema e podeserconsiderada
arepre
sentação gráfica dafita
magnética.Os estados
membros
quenão
têmcondições
do
processamento
automatizado, podemdisseminar
informação
para suacomunidade
científica
utilizando-sedo
Atomindex.O
serviçoé
oferecidoquinzenalmente,
epode
ser adquiridopor
qualquer
pessoa interessada atravésde
subscriçãoanual.Cadavolumeconsistededuaspartes:
a pri
meiracontém
asreferências
bibliográficas,palavras
chavesmais
importantes e re
sumos
das
publicações.
Nasegunda
parte encontramos os seguintes índices:de as
suntos, de autores pessoais einstitucionais,
de
conferências
ede
número de rela
tórios,patentes
e normas.Para
facilitar o manuseio da bibliografia e alocalização
rápida das
informações deinteresse,
as referências estãoorganizadas
por
assuntos
mais
gerais,
edentro
des
tes,
porassuntos mais
específicos,segundo classificaçãoprópria
doINIS.
Microfieha
da literatura
não-convencionalNum
sistema
em quea
entrada dedocumentos
édescentralizada,
aobtenção
domaterial
bibliográfico, quandose deseja
o texto completo,
toma-semuito
difícil,
Já
que são enviadosao
sistematodo tipo
de documentoenão
somente
aqueles quepodem
ser
obtidos
atravésde compra
ou subscriçãoNeste
sentido,
e somente para finsoperacionais, o INIS
dividiu a literatura em duas categorias:literatura
convencionaleliteraturanão-convencional.A
literatura
convencionalé basicamente
ade periódicos
técnico-científicos,livrose
todaaquela
quetenha
um preçode compra
A não-convencional éa
que normal
mente
tem distribuiçãolimitada
enão
éobtida
pelos canais normaisde
distribui
ção.
Neste caso estãoincluídas
as teses e dissertações, osrelatórios técmco-cientí-
ficos,as
patentes, asnormas,
etc.Para
facilitar a
todos osparticipantes
dosistema o
acesso
a este material,os
centros nacionais, além de enviarao
INIS os dadosde
catalogação,indexação
e oresumo,
enviam tambémum exemplar
detodos
os
documentos que sejam não-convencionais.Chegando
aoINIS,
estes documentos são microfilmados edistri
buídos
a todos ospaíses darede. Destaforma o
CIN
possui em seuacervo 250.000
microfichas exclusivamente como
objetivode
facilitareste
acesso
aos usuários brasileiros.O CENTRO DE INFORMAÇÕES NUCLEARES
Origens
Para a
formação
do INIS, aAgência
convidoutodos
ospaíses membros
apartici
par,
tendo sido convidada a Comissão Nacionalde
EnergiaNuclear, que éo órgãorepresentante
do Brasil na AgênciaInternacionalde
Energia Atômica.
Vendo a
importância
do sistemaparaacomunidade
nuclear brasileira, aComissão
Nacionalde
Energia Nuclear criou emjunho de
1970o
Centro
de Informações Nucleares.O
CIN
seriao
órgão nacional que serviríade
elemento de
ligaçãoentre
o
sistema internacional e a comunidadecientífica
brasileira, devendotudo
fazer paraaten
der ànecessidadede
informaçãonucleardesta
comunidade.
Objetivos
Para alimentar o sistema internacional com a
literatura
nuclear
brasileirae darco
nhecimento
aos pesquisadoresbrasileirosdaliteratura
nuclearinternacional, o CIN
tem
como objetivos
primordiais:-
coletar,
processar eenviaraliteratura nuclear
brasileiraao
INIS;-
darconhecimento
em tempo hábildaexistênciadeinformações
técnico-científi-cas aos
pesquisadores da áreanuclear;
-
adaptar as técnicas existentes e desenvolver tecnologiaprópria
quanto aotrata
mentoerecuperação
dainformação.
Com
o
estabelecimento
desdes
objetivos o CIN desenvolveu vários serviços entreeles o de
disseminação, chamadoSONAR
eo de
apoio bibliográfico chamado SERVIR.SONAR, SDI doCIN
SONAR é
o nomedado ao serviço
de disseminação seletiva de informações doCentro
de
Informações Nuclearese
significa Sistema Orientado para Notificação Automáticade
Referências.(Eig.
1)
Fig.
1Origens
Sendo
o
C1N o representantebrasileirojuntoao
1NIS e reveptoi dc iodas as mimmaçOes
do sistema, tomava-se necessário o desenvolvnnenio de sciviços Inbliogiaficos
que disseminassem,entre
os pesquisadores da áiea, as mfoiinações penmentes.
Se
quiséssemos
utilizar
para este fim os sistemas disponíveisno
mercadointerna
cional,teríamos
asdesvantagens,
entre
outras,de
não poderatenderàsearacteiis ticas específicasde
nossa comunidadee sim,
adaptaIa
às earacteiisticas dosiste
ma. Desta
forma,optamos
pelo desenvolvimento de tecnologiaprópria
e inicia
mosum
serviço de Disseminação Seletivade
Informação(SDl) de forma primáui
mas queaos
poucosfoi
sendo desenvolvidoe
atualmente
pode sei equiparadoa
sistemasde
nível
internacionalCaracterísticas
do
SONAR Quanto aoperfil de interesseO
perfil de
interesse no SONAR éindividual,devendocada pesquisador aofoinni
lar
seu interesse, atentarsomente
parasua
parte
específica,
e nãover
oprojeto
oua
pesquisa emque está
engajado com umtodo.
Assim,osvários
perfis de interessede
um grupode
pesquisa podemestar
interrelacionados,
masemcada
um deve ha
ver
mu
aspei
to snçmlaiQuanto ao tipode ,uário
No
campo nncleai,
e dilícil,se
nào impossível,encontrar-se umpesquisador
traha
lliandoindependente
deuma
instituição.
Assim, para
sei
usuáiiodo
tIN
é
necessário queapessoaesteja
ligadaa um órgão que desenvolvaatividadesde
algumaformarelacionadascomEnergia Nuclear. 1st>
pode serdetectado
quando o usuáriopreenche, noformulário,
sua
instituição
Quanto ao escopo:
0 assunto fundamental do sistema
é
Energia
Nuclearmas,
sendo
o1N1S
um siste
ma
orientado
para uma missão(utilização
da
Energia
Atômica parafins
pacíficos) encontramos umavariedade
deoutiosassuntosinterrelacionados comEnergia
Nu
clear.
São
eles: CiênciasFísicas
Químicas Materiais GeociênciasCiências
Biológicas Engenhariae
lecnologia EconomiaLegislação
DocumentaçãoComponentesdoSONAR
Basicamente
são
quatro
oscomponentes
do SONAR:o
perfil deinteresse,
aforma
de
seleção, oacervo
easaída
ou produtofinal.
Perfil
de
interessePara
formular
seu
perfilde
interesse, o usuáriorecebe
do C1No
“Manual deIns
truções”
eo formulário
“DADOS
PARA A FORMAÇÃODO
PERFIL PROFIS
SIONAL”.Manual
de
Instruções
Este
manual
alémde dar
informaçõesgerais
sobreo
serviço,também
orientaade
finição do perfilde
interessena
linguagemutilizada
pelo sistema. Está dividoem
quatro
partes.
Sãoelas:1? Parte: São dadas explicações sobre o
funcionamento
do CIN em relação ao INIS e interação USUÁRIO/CIN.2?
Parte:São definidos
os conceitosutilizados,
diretrizes parao preenchimento
do formulárioe
exemplode
um
perfilpreenchido.
3?
Parte
(Anexo 1,:Encontramos
aí
o
esquema
geral
da Tabelade Classificação
utilizada,
comtodos
os
assuntos
maisgerais,
subdividido pelosassuntos
maises
pecíficose
aexplicaçãodetalhada de
seu
escopoEstes
assuntosmais
específicos
são
osutilizados
pelos pesquisadores para a forma
ção
do
perfil.
4? Parte (Anexo 2): Neste
anexo,
temosa
listade palavras-chave queespecificam,
dentro
das
áreas acimamencionadas,
os conceitos maisiestritos.
Estalista,
deno
minada MINI-THESAURUS, foi idealizada por ser totalmente impossível oenvio
deurn
Thesaurus completo para cada usuário,já
que são 14.000 palavras em 725 páginas.Utilizou-se
para sua complicação,a frequência
de usodas
palavras
do Ihesaurus doLNIS.
Cada vezque
um documento éintroduzido no sistema,todasaspalavras
daindexação daquele documento
somammais
umà
frequência anterior. Destaforma,
cada palavra tem suafrequência
de
usoacumulada
aolongodotempo.
Noentanto, palavras
quetem
frequência
muito alta oumuito
baixa,a
nossover,não
são
representativas
da
coleção
de
documentos,
devendoentão,
sereliminadas Por exemplo, seo
nossoacervo tem
5
000 informações e
uma palavra aparece com frequência4.500,
podemos inferir quenão
é representativa, pois 90*7do
acervo seria depotencial
relevância para alguémque
se
interessasse por ela. Palavras coin B. Bibliotecon. Brasília 6 (2) jul./dez. 1978 145frequência
muito baixa, temprobabilidade
muitopequena
de
seremrecuperadas, devendoassim
sereliminadastambém.O
nosso problemanaépoca
eradeterminar
que limitesserviríam
deparâmetros
pa
ra
a seleção daspalavras
realmente
representativas.Foram
feitos estudos e con
cluiu-se
que oslimites
seriamentre
50e
3.000
inclusive.Convém
ressaltar quees
tasfrequências
naépoca
eram representativas;atualmente,se
fôssemosfazernova
seleção, asfrequências
seriam outras. Aspalavras
que estavamdentro
desteslimi
tesforam
as selecionadas, sendocompilado
assim
o que chamamos deMini-
Thesaurus.Tal
comoo
Thesaurus,esta
lista também é dinâmica.Caso
o
pesquisadornão
en
contre
entreas palavras
jáconstantes
da lista,nenhuma
queidentifique
um con
ceito importantede
seu interesseprofissional,
este conceito deve ser sugerido ao CIN para inclusão. Chegandoao
CIN.é
feita uma análisee
procura-se dentreas
palavras do
Mini-Thesaurus, aquelas quepossam
representá-lo.Na
ausência destas palavras identificam-seno
Thesaurus do INIS
as quecorrespondam
aoconceito
desejado,que passamentãoa
fazer parte doMini-Thesaurus.
Formulário
‘
DadosparaFormação
doPerfil
Profissional"
Este
formulário é
composto
por cincoquadros,
trêsdosquais sãopreenclúdos
pe
losusuários. (Fig. 2e
3).
No
primeiroquadro, temos
os
dadospessoais
do usuário,sua
instituição, departa
mento
em quetrabalha
e endereço queserá
utilizado
parao
futuro endereçamen-tode
toda correspondênciaque lhe for enviada.No quadro dois, o usuário descreve sucintamente suaatividade profissional
e
sele
cionaas áreas específicasimplicadas no desempenhoda
atividade descrita,Para
uma recuperação adequada,as
áreas selecionadas devemestar
integradase
coerentes
entre si.
Seleçãode
áreas totalmenteincompatíveisproduzem recupera
çãocomum
índice de relevânciamuito
baixo.Énecessário para a
operação
do sistema, que se dêgraus
deimportância
oupesos
às áreas escolludas. Assim,o
futuro usuário devedistribuir
cinco(5
1 pontosentre
as áreas, logo asmais
importantesterão pesos
maioresque ascomplementares.Es
te mecanismosó se
torna desnecessário quandoo
usuário,ou
escolhe umasó
área, quenaturalmente
terápeso
cinco (5),ou escolhe cinco(5)
áreas, que terão,cada
uma, pesoum
(1).Fig.
2
147 Bibliotecon. Brasilia 6 (2, jul./dez. 1978
PALAVRAS-CHAVE
Fig.
3
Os
quadros
3
e4 são
preenchidospelo CIN,masnoquadro
cinco,o usuário
preen
che comas
palavras-chavepertinentes
àsuaatividade profissional.Podem
sersele
cionadas
até vinte (20) palavras-chave,e omesmo mecanismodepesos,usado para
as áreas, deveserutilizado
aqui.Com este formuláriopreenchido,
o
usuáriojátem seu perfilinicial definido.
Chegando ao CIN, especialistas em EnergiaNuclear
fa
zem uma verificação rápida nas áreas e palavras escolhidaspara
ver
se
formam um
todo coerente.
Estando
dentrodeste padrão, o
perfiléincluído
eo usuário
passaa
receber
as informaçõespotencialmente
relevantes.Forma
deSeleção dos DocumentosO
critério
paraaseleçãodosdocumentos quetem
grandeprobabilidade
deinteres
sar aquele pesquisador, éo
de
patamar,
que
funciona
da
seguinte forma:
quando existecoincidência
entre
palavras do perfil compalavras
daindexação,
opeso
da
doàpalavrano perfil étransferido
para a palavra coincidenteda
indexação. No final, somam-se todosos pesosdestas
palavras, tendo-se comoresultado
o peso do documento para aquele perfil. Desta forma,quanto
maior a
coincidência,maior o peso
e, consequentemente, maiora
probabilidade do documento serde
interesse.
Tendo
cada documento um certo peso, éestabelecido
pelo sistema umpatamar
mínimo de
seleção,í
e.,o
documento deve atingir um pesoigual
ou supe rioraeste patamar para serselecionado:
casonão
atinja,não
seráselecionado.
Neste
critério,
ummesmo
documento podeter
peso diferente de usuário para usuário, poisdepende
basicamente doperfil
selecionado:podeaparecer
comoalta
menterelevante paraumusuário
esemimportância
paraoutro.SaídadoSONAR
Quanto
àforma
O
objetivo
básico de umSD1
é o daatualização constante
do participante em sua atividade profissional.Uma
vez
tendoconhecimento
de
novositens
acada recebi
mento de informações,estas
devem ser arquivadas para futurasconsultas;
tanto para arecuperação
deitens específicos
como para levantamentos bibliográficosre
trospectivos.Assim,
a saídade
um SD1 deveter
umformato
físico
que sejade
fácilmanuseio
e passível de arquivamento, naforma
que melhor convier acada
pesquisador.Consciente
de
que
essascaracterísticas
são
imprescindíveis nasaída
de
um SDI,oCIN
adotou
para
formatode
saída,
cartõesde
11
cmx
18
cm.
quandoo
usuário
recebeo
conjunto de informações,
cada uma vem impressanum
dessescartões,
que
são destacáveis: asque interessarem
irão para seu arquivoe
asquenão
interes
sarem
serão eliminadas. Dependendo do usuário, oscartões
são arquivadospor da
tade
publicação dos documentos, ordemalfabética
deautor,
de
título, ououtro
qualquer arranjoque lhe
facilitea consulta.Quanto a impressão
Os
elementos
bibliográficos que saem impressos noscartões, estão
dispostos de forma a facilitarsua
identificação. Para a literaturaperiódica
são impressosos
seguintesdados:
autor(es),sua(s) instituição (ões), título,
periódico emque
foi pu
blicado, volume, número edata.
Já para as monografias, logoapóso
títulotemos
asnotas
tipográficas.
Emambos
os casos,o
resumo éo último
elemento impresso. Comoo
título, normalmente,éo elemento
que dámais informações
sobreconteú
do
dodocumento,
ele aparece emnegrito,
o
queo destaca dos demais elementos, facilitandosuaidentificação.
Quanto ao conteúdo
Cada saída
do SONAR écomposto
de
trêstipos de cartões:
cartão deendereça-mento,
cartão
com os dados bibliográficose cartãoresposta.
Cartão de endereçamento (Fig.
4)
Neste
cartão
temos o nome do pesquisador paraquem
serãoenviadas
aquelasin
formações, nomede
suainstituição,
divisãoou
departamento
onde trabalha e o endereçocompleto
pararemessa.
VÍ;I.--05 M.I*-Cf' l:,/(5«/7tí
Fig. 4
Cartão com os dados bibliográficos (Fig. 5)
Quanto mais
dadosforem
fornecidos
sobreosdocumentos
enviados,mais fácil
se
rá para o usuáriodecidir
seo
documento lhe interessa ounão, seprecisa da
cópia paraobtermais detalhes
ouoselementos fornecidos
noscartões
são
suficientes.VOL-P& MJN-08 15/OH/7Ô O.’l-’'1 3£S?14 Koni'., V. ( f,tjir, f,i Aeronautics end Space
jdirinistM t hv., Hoastcn, 1 ex. ( UKA ). Lyndon F. Johns.cn S! '' '' C'r.tcr); ’ cÇiuTky, G.L. Jr . (Lehiç-ii t et b loner, f'e. ( UA )); í c í ; a , S . ( f;at i cne I Aereneu t ics er e Spree
A }<r' i ••.» s * r ? t i o i', * 2h ; n ■; t cr , D. (.. (I' )). Gn lhe emission of ne«trinos «nd gravitational neves in the forualion of
neutron stars. vt>üIs i9; .■‘7'5 00 0; 447.C00. Asirophys. Space Sei. (hep 1-7''). v. bl(l) p. 1B7-1SC.
RCC'.'MI: The pperreties involved in lhe fcrnatlon of neulrd’ st .ra in_ c I c ■; " fcineries s a r o u ! 1 c f sc pc rrov <jexp1 os j or. ar '' ccns icer od . The rj r r \> > 1 ••' i o n •> I n ít tl1 r c 1. crc " or ‘ n c
netnrer. «; • fir-1 r r i. ; , Tft „ jf z-^• y- nr..'
ç o :>i c r y [.a.tic 1 >•<> c3 c-> rr;; ' w -•y c n Ia £ n 1 1f 1 sc t íor («p tc a lf.< (,‘.'1- cent) of this r o-,. lost of th.- hindiny
s’’<--çy s°?s into rotntunel ki r. 7 t ! < ; c,y , rravitàuynal radsatien ao-l rv;utrirv ct, i -r. i rns. A rcctíric is corsldcrn1 i;« i4.ich n-cst oi lhe ;.:ra v it üt 1 ona 1 hirdirg crerei gcifj in*° rotational Hnotic er. er g •„• >nd is, u i t i<ra té 1 y , radiated aws’J 0.3 gravitational waves. (Au th.).
Fig.
5
Numa
primeira
etapa,asfichasenviadascontinuam
apenasas
referênciasbibliográ
ficas dos documentos.Caso o
usuárioquisesse
lero
resumode
certosdocumentos
a fimde confirmar
o
interesse,
deveriaassinalar nocartão
osnúmeros destes
resu
mos.Isto
funcionava como umaetapa
intermediáriaentre
a
referência
bibliográfi
ca ea
cópia do texto completo.Cartão resposta (Fig. 6)
Estecartão deveser idealizadocom
o
cuidadode não
tomarmuito
tempodousuá
rioque o
preenche.
No
cartão-repostado SONAR, já saemimpressostodos
osnú
meros
das
referências enviadas e ao ladoencontramos
as letrasM RN
que
signifi
cam Muito,Razoávelou
Nenhum Interesse.Nestas
letrasé queo
usuárioinformaao
sistema
ograude
interessedaquelas
publi
cações que lheforam remetidas,
bastando
para
isso fazer um circulo em voltada
letracorrespondente.
Ao lado destastrêsletras
encontramos
asletras
Ce Fque destinam-se àsolicitação de cópias. Casoo
usuário deseje cópia empapel de
alguma informaçãoremetida, ele fará umcírculo
em volta doC;se
quisercópiaemmicroficha,
faráumcírculo emvolta do F.Fig. 6
Assim, estando
todos os elementos necessários jáimpressos,
o usuário despende poucotempo
no preenchimento docartão-resposta,eo
sistematem mais probabi
lidade
deter alto
índice de cartõesrespondidos.
Paraosistema, istotambém
éex
tremamenteútil,
tanto para a avaliação dositens
remetidos,como para a solicita
ção dostextos
completos
dosdocumentos.
Sefôssemos solicitar quecada usuáriotranscrevesse o
númerode todas
asreferências
recebidas,o
índicede
respostasse
ria
mínimo,
o
queprejudicaria
seriamente
aretroalimentação
esperada peloma.
Comotentar
modificar
perfis quenão
estejamde
acordo como
interesse pro
fissionaldo
usuário,se
elenão
nosinforma arelevância domaterial recebido? Este recursotambém
facilitabastante
a parte
referenteâ
solicitação
de textos
completos.
Numa épocaem
queo
cartão-resposta do CINnão
tinha osnúmeros
das referências pré-impressose
era o
próprio
usuário quem transcreviaesse dado
parao
cartão-resposta,
a
incidênciade
erros ocorrida nesta
transcrição
era
grande.É
desnecessáriodizer
que
cada solicitaçãodeste
tipo,tinha
comodecorrência
es
forços adicionais parao
staff, quetinha
queentrar
em contatocomo usuário
ex
plicando o
ocorrido
epedindo
a correção donúmero. Isto,
não raro,
ocasionava atrasono recebimentoda
cópia pelousuário.
Ausência
de
informaçõesQuando
emdeterminadaquinzena não são recuperadasinformações
paraumcerto
perfil, o
usuário recebe uma notificação como
seguintetexto:
“Neste
envio
nãohavia informações
que
satisfizessemseu perfil deinteresse
” Com isto o usuário ficaconsciente
de
que não
foram realmente
selecionadasin
formaçõese
não
quehouveextravio
do material enviado.SERVIR, APOIO
BIBLIOGRÁFICODO CIN
É frustrante para um usuário receber apenas a informação
de
que algo existe e, quando eleprecisa
ter
em mãoso
documento
completo,o
sistema
informar-lhe
que deve
se utilizarde
seuspróprios
meios para conseguiro
material.
Fazerisso
écomose
fossedar
apenasametade
dainformação.No início do funcionamnto do CIN, este foi
o procedimento adotado.
Era forne
cida apenascópia
do material não-convencional, i.e.
asmicrofichas
recebidasdo
INISe
que estavam disponíveis no CIN. Noentanto,
estematerial
representava apenas18%
da literatura do INIS, logo aincidência
depedidos
da
literaturacon
vencional eramuitomaior;desta forma,oCIN teveque
iniciarum serviço de Apoio
Bibliográfico
para seus usuários intitulado SERVIR (Sistemade
Envio,Recupera
ção e Verificaçãode
InformaçõesRequisitadas).
Noentanto,não
foi
fácil começareste
serviço, poiseramdisseminadasinformações de âmbitointernacional
que nem
faziamparte de
um acervo local, muitas vezesaté
inexistentesem bibliotecasbra
sileiras.Poderiamos
tentar
montar
umacervo
noprópno
CIN, mas seria necessário uma bi
blioteca especializada emcada
um dos ramos em que aEnergia
Nuclearpudesse
ser interdisciplinar.Setambém
levássemosem conta todoo
espaçofísico, todos os
recursosepessoas necessário paraempreender
tal
serviço,teríamos
adesejadarapi
dez nofornecimento de
cópias mas umadespesaproibitiva
emtermos
nacionais. 152 R. Bibliotecon. Brasília 6 (2) jul./dez. 1978Assim, resolveu-se
utilizar
os acervos existentesnas
bibliotecas especializadasbra
sileiras.Aí
surgiunossoprimeiro
problema:
qualo
acervodas hibliotecas
brasileirasno
que se referea títulos
de periódicos técnico-científicos'.’ Comoutilizar,
sem grandes problemas,o
catálogo coletivodo
antigo IBBL) (atualIBICT),
se nossas
informaçõeseram a partir de 1970,eo
catálogo coletivosó
continha informações até 1970''Dentro
deste
contexto, resolvemos fazer umcatálogo
coletivo apenas com os tí
tulos
dos
periódicos que eramsolicitados
pelos nossos usuários.Abríamos
uma fi
cha
para cadatítulo
e colocávainosnestas
fichasapenas asbibliotecas quealgumavez
haviam nosfornecido
cópia daqueleperiódico.Para
otimizaro tempo das
soli
citações, eram dadas asseguintes prioridades:
em
primeiro lugar as bibliotecasdoRio,
depois as de São Paulo e finalmente asde outros
estados do Brasil.Nesta fi
cha nãotínhamos
a
relação de que volumese números
a biblioteca possuía, mas uma vez tendo-sesolicitado
cópiae
recebendo-se uma resposta positiva,podíamos
inferir
quea
biblioteca
ainda mantinhaa assinatura
daquele
periódico,
o
que
com
pletava
asinformações
docatálogo
coletivo doIBBD.
0
volume
deinformações
do
sistemaINIS
foi crescendoe consequentemente
os
pedidosde textos
completos.
Assim, os títulosde
periódicos
a
serem
localizadostambém aumentaram,
o
que fez com que pensássemos umaoutra
forma
para es
ta localização, pois as antigas fichas já estavamdificultando
o
trabalho. Optamos então, pelaautomatização
do nosso catálogo coletivo. Estaautomatização
teria
dupla
finalidade. A primeira seriaa
geração de
umcatálogo
coletivoautomatizado
em
nossa área, que poderia ser atualizado comafrequência
necessária;a segunda, seriaa
otimização
do tempodas
bibliotecárias envolvidas como
Apoio Bibliográ
fico, poisnão teriammais
que localizar ostítulos
deperiódicosjá solicitados.Ten
do-se
recebido oscartões-respostas,
estesiriamdiretamente
paraÁrea
deProcessa
mento de Dados do CIN, que produziría uma listagemcomareferência
completados
documentos
e
as bibliotecas que relacionavam aqueletítulo.
Comisto,
basta
va
apenaspreencher
uma caría-formulário,especificando
os
dados
do artigo dese
jado.Somente
seriam
localizados pelasbibliotecárias
os títulos ainda nãoconstantes
denosso
catálogo, queseriam atualizados
e
introduzidosna próxima listagem.EXPEDIÇÃO
Normalmente,
os
sistemasde SDI
automatizado possuem um grande número de usuários. Destaforma,
a expedição da saída do sistemapode
se
tomarum
pontode
estrangulamento.
Todo
oesforço
envolvidopara
queapontualidade
nassaídas
seja constante, perdetodo o sentido
seo
problema
éa
expedição degrandes quan
tidades
de
documentação.
Como
o
SONARtem
atualmente 1.350 usuários(julho
de 1978)
etemdade
quizenal,
foram desenvolvidos meios que facilitassem estaexpedição.
Uma delasé a produçãode etiquetas como
nome do destinatário eseuendereço.
Desta
forma
nãoé
necessário subscrevercadaenvelope,basta
colaraetiqueta no
conjun
to
de
informações
correspondente. Outroserviço
desenvolvidoé o
das“Listas
de Correio”
. OSetor
de
Comunicações
da
CNEN exigia
quepara todacorrespondên
cia houvesse umalista de correioquerelacionasse todoo
material despachado. Co
mo isto tomava grandeparte dotempo
dopessoaladministrativo,resolveu-se
tam
bém emitirpor
computadorumalista quecontinha
o
nome dasinstituições e
den
tro destas,todos
os pesquisadores quehaviam recebidoinformações
naquelaquin
zena.Estes recursos automatizados otimizaram a
expedição
dos 1350 conjuntosquin
zenaisde
informações epermitiram
que fossem
despachados pontualmentenas
datas
previstas.CONCLUSÃO
Muito
aindase tem
a fazerem
relaçãoao SONAR. Aolongo dos oitoanosde
fun
cionamentodo CIN,muitas
modificaçõesforam
feitas, visando sempreoaprimora
mento
dosserviços. Comoestá
atualmente, o SONAR
não
éum sistemadefinitivo, massim,
mais
umaetapa
no
desenvolvimento deum
sistemadeSDI que
cadavez
mais tenta
seaproximar
dacomunidade
científicaquevisaatender.
Atendemos
atualmente a 1.350 usuários espalhados portodo o
Brasil,
masnossa
meta é
que todoo
pesquisador de
nossacomunidade científica,
quedireta
ou indiretamente utilize Energia Nuclear,seja umde
nossos usuários.ABSTRACT