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Ficha nº 4 STC7

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Academic year: 2021

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ESCOLA SECUNDÁRIA COM 2º E 3º CICLOS ANSELMO DE ANDRADE

FICHA DE TRABALHO Nº 4

Área: Sociedade, Tecnologia e Ciência

Núcleo Gerador: (7) Sociedade, Tecnologia e Ciência RA-2

TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO

No desenvolvimento de um projecto teremos de recorrer a diferentes técnicas de investigação. Podemos distinguir as técnicas em:

1. Técnicas documentais 2. Técnicas não-documentais:

a) Inquérito por questionário b) Entrevista

c) Observação

Sinteticamente, apresentam-se as técnicas a que recorremos com mais frequência. 1. Técnicas documentais

Nas técnicas documentais o objectivo é recolher informação a partir de suportes bibliográficos: livros, revistas, jornais, folhetos, internet e outros. Eventualmente, esta é a técnica mais vulgar.

A análise dos materiais que resultam da pesquisa bibliográfica constitui uma importante fonte de informação nas diferentes fases do desenvolvimento de um projecto.

2. Técnicas não-documentais

Diferentemente das técnicas que acabámos de abordar, as técnicas não-documentais recorrem à observação indirecta, que pode ser feita através da administração de um inquérito ou de uma entrevista.

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a) Inquérito por Questionário

O Inquérito por questionário é, efectivamente, uma das técnicas de recolha de dados mais acessível. Utiliza-se esta técnica para se conhecer as atitudes, as opiniões, as preferências, os comportamentos que pretendemos estudar.

O questionário é constituído por uma série de perguntas organizadas segundo uma determinada ordem, dirigidas a um conjunto de indivíduos.

Um inquérito por questionário desenvolve-se em várias fases. Vamos abordar, brevemente as etapas do desenvolvimento de um inquérito por questionário:

Ponto 1: Delineação do inquérito

Em primeiro lugar, será necessário definir o objecto de estudo, o tipo de informação que se pretende obter:

 Quem vamos inquirir?

 O que pretendemos saber?

 O que vamos perguntar?

 Como vamos fazer a recolha dos dados?

 Como vamos tratar os dados?

Ao delinearmos o inquérito temos de ter respostas muito claras a estas questões. É em função dos objectivos que definimos que deverão ser formuladas as hipóteses explicativas que irão orientar a construção do inquérito.

É nesta fase que se procede à delimitação da população ou universo do inquérito. Por exemplo, se quer conhecer a opinião do seu grupo EFA relativamente a um problema aplica o inquérito a todo o grupo. Esse é o seu universo. Se pretende conhecer a mesma opinião de todas as turmas EFA da escola, terá de calcular uma amostra representativa dessa população.

Como se define uma amostra da população?

Ponto 2: Regras para a construção de um questionário

A construção do questionário, isto é, do conjunto de questões que queremos formular, constitui a fase fundamental desta técnica de investigação. Insistimos num princípio fundamental: temos de saber com exactidão o que queremos saber, garantindo que as questões serão interpretadas pelos inquiridos da mesma forma.

A interrogação que se coloca, agora é: Como perguntar? Na elaboração do questionário pode-se recorrer a diferentes tipos de questões: questões fechadas, abertas e semiabertas:

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 Questões fechadas

Uma questão designa-se por fechada se as hipótese de resposta são impostas. As pessoas inquiridas só podem responder às possibilidades de resposta que lhes são apresentadas. Existe, portanto, uma lista predefinida de respostas cabendo ao inquirido indicar a que corresponde melhor à resposta que deseja dar.

O inquirido faz uma escolha entre várias respostas que lhe são apresentadas.

Exemplo: Prefere um horário: a)Manhã b) Tarde c) Misto

Se pretender construir um questionário formado só por respostas fechadas, procure que não demore mais de 45 minutos a responder. Se ultrapassar este limite o inquirido começa a investir pouco nas respostas que dá, por cansaço e perda de interesse. Passa a dar respostas pouco reflectidas e, por isso, pouco fiáveis.

As questões de resposta fechada têm uma grande vantagem: o tratamento dos resultados é facilitado pela codificação e normalização da informação.

A principal limitação deste tipo de questões prende-se com menor profundidade de informação.

 Questões abertas

Neste tipo de questões não há qualquer limitação às respostas a dar pelos inquiridos: estes respondem livremente à pergunta.

Exemplo: Por que razão frequenta o curso EFA?  Questões semiabertas

Numa mesma questão podem conviver modalidades de resposta fechada e aberta. Exemplo: Utiliza o computador para:

1- Estudar 2- Jogar

3- Fazer pesquisa

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As questões semiabertas evitam as limitações das questões fechadas e das questões abertas. Constituem um bom recurso a combinar com os outros tipos de questões.

b) Entrevista

A entrevista é uma técnica de investigação que permite recolher informações, dados, utilizando a comunicação verbal. Distinguem-se geralmente três tipos de entrevistas:

Entrevista livre

Entrevista estruturada

Entrevista semiestruturada  Entrevista livre

O entrevistador apresenta o tema permitindo ao entrevistado desenvolver livremente o seu pensamento.

 Entrevista estruturada

A entrevista estruturada obedece a um plano constituído por um conjunto de perguntas previamente escolhidas. Constituem o que se designa por guião. Este tipo de entrevista permite recolher informação de uma forma estandardizada, dado que as pessoas respondem a um conjunto de perguntas idênticas.

 Entrevista semiestruturada

O entrevistador orienta-se por um guião de temas que serão abordados livremente sem obedecer a uma ordem determinada. Uma das vantagens deste tipo de entrevista é a possibilidade de se descobrirem áreas de interesse, dados e informações desconhecidas para o entrevistador. O guião permite que o entrevistador procure orientar a conversa no sentido que mais lhe interessa.

c) Observação

A observação, que pode ser encarada como um método ou uma técnica, é muito usada em ciências humanas e sociais.

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1- A intencionalidade e organização da observação (observação ocasional e observação sistemática).

2- O grau de inserção do observador no grupo ou na situação a observar (observação participante e não participante)

Podemos distinguir a observação ocasional (que, não obedecendo a nenhuma regra, pode ocorrer em qualquer circunstância da vida quotidiana do observador) da observação sistemática (que é intencional e delimita o campo de observação).

Observação sistemática

Neste tipo de observação deve-se definir os objectivos e estabelecer um plano de observação. Suponha que pretende conhecer os hábitos alimentares dos seus colegas de trabalho. Neste caso, e de acordo com os parâmetros seleccionados, deverá ser construída uma grelha de observação onde constarão os comportamentos a observar e onde se regista a sua frequência.

Registo das observações

O registo de uma observação pode ser feitos de várias maneiras: anotações escritas, fotografias, registos áudio e vídeo. Pode-se também recorrer a grelhas de observação onde se registam aspectos específicos do comportamento. Contudo, devemos ter em atenção a forma como se processam estes registos, para não afectar o comportamento dos observados. Depois de registados, os dados terão de ser seleccionados e sistematizados.

Actividade: Pense num aspecto da sociedade/grupo que gostaria de conhecer. 1- Defina um público-alvo (a quem vai aplicar o inquérito por questionário).

2- Redija e seleccione algumas questões que considere que lhe darão informações relevantes sobre o assunto. Sugere-se que não ultrapasse as 10 questões.

3- Siga os procedimentos enunciados sobre a técnica do inquérito. 4- Apresente os resultados ao grupo.

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O exercício teve também como finalidade testar e introduzir alterações no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico

E se o sismo registado em Itália no dia 6 de Abril se tivesse verificado em Portugal, estariam as autoridades portuguesas preparadas para actuar?

Simulacro: Protecção Civil admite que foram encon-tradas "fragilidades"

23.11.2008 - 16h17 Lusa

O Comandante Operacional Nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Gil Martins, disse hoje que o simulacro de sismo

permitiu detectar algumas "fragilidades", como falhas de comunicação e de gestão de informação.

"Nos últimos três dias apreendemos e foram detectadas algumas insuficiências", afirmou Gil Martins na conferência de imprensa de balanço do simulacro de sismo que decorreu desde sexta-feira até hoje nos distritos de Santarém, Lisboa e

Setúbal. Gil Martins, que apontou ainda, sem pormenorizar, lacunas no empenhamento de algumas entidades nos teatros de operação. No entanto, salientou que "o exercício não foi feito para correr bem, mas sim para detectar as falhas e fragilidades".

Gil Martins acrescentou que "a aposta da Autoridade Nacional de Protecção Civil foi ganha com o finalizar do exercício", tendo marcado "um passo

decisivo na aprendizagem" das autoridades envolvidas no simulacro. "Se houvesse um sismo

amanhã estaríamos melhor preparados do que no dia de ontem", realçou, adiantando que o simulacro teve como objectivo fundamental "localizar e eliminar estrangulamentos antes que um sismo real ocorra".

O exercício teve também como finalidade testar e introduzir alterações no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a Área Metropolitana de Lisboa (PEERS-AML), que deverá ser aprovado pelo Governo até ao final de Março. De acordo com o comandante operacional nacional da ANPC, todas as entidades envolvidas vão reunir-se ao longo desta semana para elaborarem um relatório, além de se realizarem reuniões finais para revalidar o PEERS-AML.

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ARS quer sistema de comunicação único

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo defendeu, na sequência do simulacro, a criação de um sistema de comunicação único e alternativo às redes móveis e fixas que permita a troca de informações entre hospitais em caso de catástrofe. Manuela Lucas admitiu que uma das falhas detectadas foi a da comunicação entre os hospitais num cenário de catástrofe. "Se houver uma catástrofe, não vai haver redes móveis e fixas", a única forma através da qual os agentes da saúde podem comunicar, explicou.

Segundo Manuela Lucas, a saúde conseguiu dar "uma resposta atempada" nos três dias do exercício, mas foram "detectadas algumas falhas nas comunicações", tendo em conta que não há um sistema alternativo às redes móveis e fixas em caso de catástrofe.

O INEM é a única entidade de saúde que integra o Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), que se destina dotar as forças de segurança e serviços de emergência num único sistema digital e que a protecção civil está a testar pela primeira vez no exercício. "É uma fragilidade grave" que as restantes entidades de saúde não integrem o SIRESP, disse, adiantando que esta "falha" deve ser corrigida.

Baseado no sismo histórico de 1909 em Benavente, o "terramoto", com uma magnitude de 6,6/6,7, "abalou" os distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal às 15h50 de sexta-feira e gerou elevados danos materiais e humanos nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal. No final do exercício, o sismo fictício provocou 281 mortos, 895 feridos e 808 desaparecidos em 16 cenários que envolveram 2835 operacionais, 854 veículos e 1798 figurantes.

Lisboa, Vila Franca de Xira, Benavente, Seixal, Samora Correia, Porto Alto, centro histórico de Almada, Sintra e Barreiro foram as localidades onde decorreu o simulacro de sismo, que teve como cenários edifícios em colapso e soterrados, deslizamento de terras, vias de acesso bloqueadas e incêndios urbanos e florestais. No exercício estiveram envolvidas 68 entidades, desde Bombeiros, PSP, GNR, Forças Armadas, Aviação Civil, INEM, Cruz Vermelha Portuguesa, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Judiciária, autarquias locais e Ministério Público.

As regiões mais ameaçadas

O Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa e a Orla costeira, desde Sagres até à Figueira da Foz são as áreas, no território continental, com "maior perigosidade sísmica".

A Área Metropolitana de Lisboa, já tem um "Plano de Emergência de Risco Sísmico", que envolve e enquadra, nada mais, nada menos, do que 65 entidades públicas e privadas.

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Quanto ao plano de emergência do Algarve "está quase pronto", sublinha Susana Martins, Directora Nacional do Planeamento de Emergência da Autoridade Nacional de Protecção, revelando que está "programado realizar, em Novembro, um exercício específico (em sala) para esta zona do país". Dá razões para que tal aconteça: "É muito diferente falarmos do Algarve no Inverno, ou do Algarve no Verão quando está cheio de turistas estrangeiros".

Além disso, acrescenta Susana da Silva, "os bombeiros, polícias e médicos também são pessoas que podem estar em infra-estruturas em risco e, por isso, demorarem a responder ao pedido de socorro".

A ANPC, em termos de ajuda internacional consegue mobilizar, num período máximo de quatro horas, "um Módulo de Busca e Salvamento em Ambiente Urbano" — constituído por 49 elementos, entre bombeiros e polícias — "e o equipamento necessário para que a equipa de salvamento possa ser auto-suficiente durante sete dias". Esta informação, dada por Patrícia Gaspar, adjunta do comando nacional de operações, acrescenta outro elemento informativo que pode deixar os portugueses mais sossegados: "aquele módulo permite uma resposta mais rápida e adequada em caso de catástrofe".

Semanario.pt 2009-04-09

Filme sobre a vulnerabilidade da região de Lisboa em caso de sismo):

http://tv1.rtp.pt/noticias/?article=175297&headline=20&visual=9

3. Após uma leitura atenta das notícias mencione quais foram os principais problemas identificados durante o simulacro.

4. Na sua opinião a população portuguesa tem formação adequada para responder a um fenómeno natural desta dimensão, sendo que as habitações nos locais de risco estão preparadas? Fundamente a sua opinião referindo a quem compete essa formação, quais os meios necessários para o fazer, e a quem compete a implementação e fiscalização de projectos de construção.

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