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PASSIVO CIRCULANTE E NAO CIRCULANTE COMPLEMENTADO

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Academic year: 2021

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Professora Verônica Souto Maior

Monitora Priscilla Melo

Monitora Thaynan Cavalcanti

PASSIVO CIRCULANTE

(2)

Passivo

é uma obrigação presente da entidade,

derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se

espera que resulte em saída de recursos capazes de

gerar benefícios econômicos.

(3)

Lei das S.A.: Art. 180.

As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do ativo circulante, serão classificadas no Passivo Circulante, quando se vencerem no exercício seguinte, e no Passivo Não Circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei.

Art. 179.

Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.

(4)

O registro das obrigações da companhia deve obedecer ao Princípio Contábil da Competência; mesmo que determinadas obrigações não tenham a correspondente documentação comprobatória, mas já sejam passivos incorridos, conhecidos e calculáveis, deverão ser registradas por meio de Provisão.

(5)

Art. 184. No Balanço, os elementos do passivo serão

avaliados de acordo com os seguintes critérios:

I – as obrigações, encargos e riscos, conhecidos ou calculáveis, inclusive Imposto sobre a Renda a Pagar com base no resultado do exercício, serão computados pelo valor atualizado até a data do balanço;

(6)

Art. 184. No Balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:

II – as obrigações em moeda estrangeira, com cláusula de paridade cambial, serão convertidas em moeda nacional à taxa de câmbio em vigor na data do Balanço;

(7)

Art. 184. No Balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:

III – as obrigações, encargos e os riscos classificados no Passivo Não Circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.

(8)

3. Passivo Circulante 3.1. Empréstimos e Financiamentos 3.2. Fornecedores 3.3. Obrigações Fiscais 3.4. Obrigações Sociais 3.5. Outras Obrigações

3.6. Debêntures e Outros Títulos de Dívida 3.7. Provisões

(9)

4. Passivo Não Circulante

4.1. Empréstimos e Financiamentos

4.2. Debêntures e outros títulos de dívida 4.3. Retenções Contratuais

4.4. IR e CSLL Diferidos

4.5. Resgate de Partes Beneficiárias

4.6. Provisão para Riscos Fiscais e Outros Passivos Contingentes 4.7. Provisão para Benefícios a Empregados

(10)

Registra as compras a prazo de matérias-primas a serem utilizadas no processo produtivo (indústrias), ou mercadorias a serem destinadas a revenda (comércio).

 A contabilização das compras e o registro do passivo devem ser

feitos em função da data de transmissão do direito de propriedade que, usualmente, corresponde à data do recebimento da mercadoria.

 Nos casos de obrigações junto a fornecedores que devam ser

pagas em moeda estrangeira, a dívida deverá ser atualizada com base na taxa cambial da data do balanço, sendo a variação cambial considerada como despesa.

(11)

As obrigações da companhia com o Governo relativas a tributos (impostos, taxas e contribuições) são registradas em contas específicas dentro desse subgrupo.

(12)

3.2. Obrigações Fiscais

3.2.1. ICMS a recolher

Representa a obrigação da companhia com o Governo Estadual, relativa ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços - ICMS.

É apurado pelo valor incidente sobre as vendas (débitos), deduzido do imposto existente sobre as compras (créditos) em determinado período (mês).

Deve-se seguir o Regime da Competência: registrar o imposto já devido, mesmo que seja recolhido nos meses subsequentes.

(13)

3.2.2. IPI a recolher

Representa a obrigação da companhia com o Governo Federal, relativa ao Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI.

É calculado sobre as vendas efetuadas (débito), deduzido do valor pago por ocasião das compras com direito a crédito.

Atenção: para as empresas não contribuintes do IPI, sem direito ao

crédito do imposto pago sobre as mercadorias ou bens adquiridos, o valor do referido imposto deve ser agregado ao custo dessas mercadorias ou bens adquiridos.

(14)

3.2.3. IR a pagar

Representa uma obrigação efetiva com o Governo Federal.

Está regulamentado pelo RIR/99 (Regulamento do Imposto de Renda). A legislação fiscal prevê 03 tipos de apuração:

a) Lucro Real;

b) Lucro Presumido; e c) Lucro Arbitrado.

3.2.4. CSLL a pagar

Representa a obrigação da companhia referente à ContribuiçãoSocial sobre o Lucro (CSLL), criada pela Lei nº 7.689/88.

(15)

3.2.5. IOF a pagar

É o Imposto sobre Operações Financeiras, quer sejam operações de Crédito, de Câmbio, de Seguro, ou relativas a Títulos e Valores Mobiliários.

3.2.6. ISS a recolher

Representa a obrigação da empresa com o Governo Municipal, relativa ao imposto incidente sobre os serviços prestados - ISS, que deve ser apurado e contabilizado co base na competência.

(16)

3.2.7. PIS a recolher e 3.2.8. Cofins a recolher

Essas contas representam o valor mensal a recolher da Cofins e do PIS.

A incidência e, apuração de tais contribuições, seguem atualmente duas regras gerais, a saber:

- incidência cumulativa

(17)

3.2.9. IRRF – Imposto de Renda Retido na Fonte a recolher

Representa a obrigação da empresa relativa a valores retidos de empregados e de terceiros, a título do Imposto de Renda, incidente sobre os salários ou rendimentos pagos a terceiros.

Atenção: a companhia atua simplesmente como responsável pela

retenção e respectivo recolhimento, não representando esse

(18)

3.2.10. Outros impostos e taxas a recolher

Essa conta recebe as obrigações fiscais da empresa, que não estejam inclusas nas demais contas desse subgrupo.

Exemplos:

- Imposto predial e territorial - IPTU - Imposto de transmissão – ITBI; - Outros, tais como IPVA, etc.

(19)

Engloba as obrigações da empresa para com empregados e respectivos encargos sociais, bem como as demais obrigações estimadas a título de férias, 13º Salário e os encargos sociais incidentes (INSS + FGTS).

Obrigações Sociais

Obrigações Sociais

(20)

3.4.1. Ordenados e Salários a pagar

Inclui todos os benefícios aos quais o empregado tenha direito, como horas extras adicionais, prêmios etc., e a contabilização deve ser feita com base na folha de pagamento do mês.

Registro mensal (Pelo Regime da Competência):

Despesas com Salários a Salários a Pagar

Obs.: Geralmente são pagos no início do mês seguinte (podendo

ainda ser pagos dentro do próprio mês – dia 30 ou 31). A legislação permite que o pagamento seja feito até o 5º dia útil do mês subsequente.

Obrigações Sociais

Obrigações Sociais

(21)

3.4.2. Encargos sociais a pagar e FGTS a recolher

As obrigações decorrentes da legislação trabalhista, bem como as com a Previdência Social incidentes sobre a remuneração paga pela empresa (a título principalmente de salários), deverão ser registradas nessa conta, com base nas alíquotas definidas pela legislação trabalhista e previdenciária vigentes.

- FGTS (8%)

- INSS (20% + parte de terceiros)

Obs.: a parcela do INSS a pagar engloba o valor do encargo da

empresa e a contribuição devida pelo empregado (segurado), retida pela empresa e por ela recolhida.

Obrigações Sociais

Obrigações Sociais

(22)

3.3.1. Adiantamento de Clientes

Nos casos de empresas fornecedoras de mercadorias, bens ou serviços, é comum o recebimento antecipado, por parte de clientes que contrataram os bens ou serviços, de parcelas em dinheiro, para a posterior entrega de mercadorias, produção dos

bens ou execução dos serviços.

Essas antecipações recebidas devem ser registradas como um passivo classificado nessa conta.

(23)

3.3.1. Contas a pagar

Nessa conta são registradas as obrigações decorrentes do fornecimento de utilidades e da prestação de serviços, tais como:

- energia elétrica, - água,

- telefone,

- propaganda,

- honorários profissionais de terceiros, - aluguéis,

(24)

3.5.1. Dividendo obrigatório a pagar

De acordo com a ICPC 08 – Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos:

O dividendo mínimo obrigatório determinado no Estatuto Social ou no Contrato Social da empresa (ou se for omisso), a prevalência da obrigatoriedade de distribuir dividendo nos termos do artigo 202 da Lei nº. 6.404/76, representa um compromisso contratual (estatuto ou contrato social) ou legal (legislação societária) perante aos sócios.

A NBC TG 25 estabelece que um passivo deve ser reconhecido quando existe uma obrigação legal que faça com que a entidade não tenha outra alternativa realista senão liquidar essa obrigação.

(25)

Assim, apenas o dividendo mínimo obrigatório é registrado nesta conta, sendo que a parcela da proposta de dividendo da administração que ultrapassar o dividendo mínimo obrigatório deverá ser mantida dentro do Patrimônio Líquido em conta denominada

Dividendo Adicional Proposto, até que a Assembléia Geral

Ordinária (AGO) dos Acionistas da Cia defina seu destino.

Ou seja, o dividendo adicional, por não ter sido deliberado pela Assembléia de Acionistas, não se caracteriza, na data do balanço, como uma obrigação presente.

(26)

Registram as obrigações da empresa junto a instituições financeiras do país e do exterior, cujos recursos podem ser destinados tanto para financiar a aquisição de imobilizado, quanto para o capital de giro.

 Segregação entre curto e longo prazos;

(27)

Registro:

O passivo deve ser contabilizado quando do recebimento dos recursos pela empresa que, na maioria das vezes, coincide com a data do contrato.

Contratos com liberação do total em diversas parcelas: o

registro do passivo correspondente deve ser feito à medida do recebimento das parcelas, ou seja, não se deve reconhecer um

(28)

Contas no Passivo Circulante

 Empréstimos e financiamentos

- Em moeda nacional

- Em moeda estrangeira

o Credores por financiamentos  Financiamentos a curto prazo o Desconto de duplicatas

o Desconto de notas promissórias  Títulos a pagar

 Encargos financeiros a transcorrer (devedora)  Juros a pagar de empréstimos e financiamentos

(29)

Contas no Passivo Não Circulante

Empréstimos e financiamentos - Em moeda nacional

- Em moeda estrangeira

 Credores por financiamentos  Títulos a pagar

 Encargos financeiros a transcorrer (devedora)  Juros a pagar de empréstimos e financiamentos

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Nesta conta, devem estar registrados todos os financiamentos de bens e equipamentos do ativo imobilizado concedidos à empresa pelos próprios fornecedores de tais bens.

 Segregação entre curto e longo prazos;

(31)

Nesta conta, são registrados os empréstimos obtidos de instituições financeiras cujo prazo total para pagamento seja inferior a um ano.

Exemplos:

 Cheques especial;

Desconto de duplicatas;

 Desconto de notas promissórias;

 Empréstimos garantidos por caução de duplicatas a receber ou

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(33)

Provisão

é um passivo de prazo ou de valor incertos.

Ativo contingente

é um ativo possível que resulta de

eventos passados e cuja existência será confirmada apenas

pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros

incertos não totalmente sob controle da entidade.

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Passivo contingente é:

(a) uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade; ou

(b) uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque:

(i) não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou

(ii) o valor da obrigação não pode ser mensurado

(35)

A provisão deve ser reconhecida quando:

a) a entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado;

b) seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e

c) possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.

Obs.: Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida.

(36)

A entidade não deve reconhecer um ativo contingente.

Os ativos contingentes surgem normalmente de evento não planejado ou de outros não esperados que dão origem à

possibilidade de entrada de benefícios econômicos para a

entidade.

Os ativos contingentes não são reconhecidos nas

demonstrações contábeis, uma vez que pode tratar-se de

resultado que nunca venha a ser realizado. Porém, quando a realização do ganho é praticamente certa, então o ativo relacionado não é um ativo contingente e o seu reconhecimento é adequado.

O ativo contingente é divulgado quando for provável a

entrada de benefícios econômicos.

(37)

A entidade não deve reconhecer um passivo contingente.

Quando a entidade for conjunta e solidariamente responsável por obrigação, a parte da obrigação que se espera que as outras partes liquidem é tratada como passivo contingente. A entidade reconhece a provisão para a parte da obrigação para a qual é provável uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos, exceto em circunstâncias extremamente raras em que nenhuma estimativa suficientemente confiável possa ser feita.

O passivo contingente é divulgado quando houver a

possibilidade de uma saída de benefícios econômicos.

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