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Produtividade e qualidade comercial de batata-doce (Ipomoea batatas L. (Lam.))

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JOANA CAMARGO NOGARA

PRODUTIVIDADE E QUALIDADE COMERCIAL DE BATATA-DOCE (Ipomoea batatas L. (Lam.))

IJUÍ 2018

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JOANA CAMARGO NOGARA

PRODUTIVIDADE E QUALIDADE COMERCIAL DE BATATA-DOCE (Ipomoea batatas L. (Lam.))

Trabalho de Conclusão de Curso de Agronomia para obtenção do título de Engenheira Agrônoma, Departamento de Estudos Agrários da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.

Orientador: Osório Antônio Lucchese

Ijuí 2018

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PRODUTIVIDADE E QUALIDADE COMERCIAL DE BATATA-DOCE (Ipomoea batatas L. (Lam.))

Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação em Agronomia - Departamento de Estudos Agrários da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, defendido perante a banca abaixo subscrita.

Banca Examinadora

... Prof. MSc. Osório Antônio Lucchese – DEAg/UNIJUI

...

Profa. Dra. Cleusa Adriane Menegassi Bianchi – DEAg/UNIJUI

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PRODUTIVIDADE E QUALIDADE COMERCIAL DE BATATA-DOCE (Ipomoea batatas L. (Lam.))

RESUMO

A batata-doce (Ipomoea batatas) é a quarta hortaliça mais cultivada no Brasil, a cultura se destaca pela facilidade de cultivo, rusticidade, ampla adaptação a diferentes tipos de solo e clima e baixo custo de produção. Na região do Sul do Brasil a produtividade ainda é baixa, resultado de baixas tecnologias em seu cultivo. Além disso, há perdas significativas quanto a qualidade comercial do produto, o que gera baixa procura por esses. A densidade de plantio para variedades recomendadas com adequada definição de estratégias e práticas de manejo é condição fundamental para aumento de produtividade e qualidade. Portanto, conduziu-se o trabalho no Instituto Regional de Desenvolvimento Rural (IRDeR), município de Augusto Pestana, pertencente ao Departamento de Estudos Agrários da UNIJUI, no qual foram avaliadas as cultivares de batata-doce: BRS Cuia, BRS Amélia e BRS Rubissol, sob três diferentes densidades de plantio (8, 10 e 12 mil plantas.ha-1) em um delineamento experimental

fatorial 3x3 com 4 blocos ao acaso. Objetivou-se avaliar a produtividade e qualidade comercial de batata-doce nas condições locais, para o padrão exigido do mercado regional. A cultivar BRS Cuia foi a mais produtiva na densidade de 12 mil plantas.ha -1 e pode ser indicada para produção na região com densidades maiores. A cultivar

BRS Rubissol apresentou bom Aproveitamento Comercial e, também, indica que pode ser cultivada em maiores densidades. Para o padrão de comercialização regional, a faixa de 300 a 800g está adequada, sendo que a densidade de 12 mil plantas.ha-1 não

houve diferença estatística comparando as cultivares.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 6

1. REVISÃO DE LITERATURA ... 6

1.1. ASPECTOS BIOLÓGICOS E EDAFOCLIMÁTICOS ... 7

1.2. IMPLANTAÇÃO E MANEJO DA CULTURA ... 8

1.3. CULTIVARES ... 11

1.4. COLHEITA E PÓS-COLHEITA ... 12

2. MATERIAIS E METÓDOS ... 15

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 18

3.1. PRODUTIVIDADE TOTAL DE RAÍZES TUBEROSAS ... 19

3.2. PRODUTIVIDADE E QUALIDADE COMERCIAL DE RAIZ TUBEROSA ... 24

CONSIDERAÇÕES FINAIS ... Erro! Indicador não definido. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 37

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INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata de uma pesquisa bibliográfica de cunho teórico e de experimento a campo acerca da cultura da doce (Ipomoea batatas). A batata-doce é uma cultura muito presente na agricultura familiar por apresentar facilidade de cultivo e rusticidade.

A batata-doce é fonte de energia, minerais e vitaminas e pode ser consumida diretamente, assada, cozida ou frita, ou na forma de doce. Os brotos e ramas podem ser empregados na alimentação humana ou fornecidos a bovinos e suínos in natura ou como silagem,

A exploração da cultura poderia ser mais intensificada se fossem empregadas novas tecnologias, como por exemplo o ajuste de densidade de plantio de acordo com a cultivar e a região. Além disso, as baixas produtividades são decorrentes da falta de informações técnicas e referenciais teóricos, além da utilização de materiais suscetíveis a pragas e doenças do solo.

Diante disso, objetivou-se avaliar a produtividade e qualidade comercial de três cultivares de batata-doce em três diferentes densidades de plantio nas condições locais, para o padrão exigido do mercado regional.

1. REVISÃO DE LITERATURA

A batata-doce (Ipomoea batatas) é a quarta hortaliça mais cultivada no Brasil, a cultura se destaca pela facilidade de cultivo, rusticidade, ampla adaptação a diferentes tipos de solo e clima e baixo custo de produção. Além disso, pode ser empregada na alimentação humana e animal e serve como matéria-prima nas indústrias de alimentos, tecidos, papel, cosméticos, preparação de adesivos e álcool carburante (Cardoso et al., 2005).

A maior parte da produção mundial de batata-doce (98,6%) concentra-se em países em desenvolvimento onde, em virtude do nível de tecnologia empregado, a produtividade média está bem abaixo do potencial para a cultura, que pode ser superior a 40 t.ha-1 e, onde níveis de 25 a 30 t.ha-1 podem ser facilmente obtidos em

4 a 5 meses de cultivo (Miranda et al., 1988; Andrade Júnior et al., 2009), com tecnologia minimamente apropriada.

No Brasil, em 2010 a produção chegou a 495,2 mil toneladas em 41.999 ha, com produtividade média de 11,8 t.ha-1 de raízes. O Rio Grande do Sul é o estado com a

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maior área plantada (12.600 ha), com uma produção de 154.071 toneladas e rendimento médio de 12,5 t.ha-1 (IBGE, 2012).

Ainda existe um grande espaço para o crescimento da cultura, uma vez que muitas das tecnologias disponíveis ainda não estão sendo aplicadas nessa cultura. No Brasil, a cultura da batata-doce é produzida tradicionalmente por pequenos produtores, cujo principal objetivo é o autoconsumo, principalmente na primeira refeição diária, utilizada na forma de raízes cozidas, assadas ou fritas (HENZ, 2008).

1.1. ASPECTOS BIOLÓGICOS E EDAFOCLIMÁTICOS

A batata-doce tem sua origem nas Américas Central e do Sul, sendo encontrada desde a Península de Yucatam, no México, até a Colômbia e seus relatos de seu uso remontam de mais de dez mil anos. Pertence à família das Convolvuláceas e é uma espécie dicotiledônea, hexaploide e autoincompatível, sendo que suas sementes botânicas são uma fonte imensa de combinações genéticas utilizadas em programas de melhoramento para obtenção de novas cultivares, segundo Folquer, apud Lopes et al., (2008).

A planta possui caule herbáceo de hábito prostrado, com ramificações de tamanho, cor e pilosidade variáveis; folhas largas, com formato, cor e recortes variáveis; pecíolo longo; flores hermafroditas mas de fecundação cruzada; frutos do tipo cápsula deiscente com duas, três ou quatro sementes com 6mm de diâmetro e cor castanho-clara. Da fertilização da flor à deiscência do fruto transcorrem seis semanas (EDMOND; AMMERMAN, 1971). A batata-doce possui dois tipos de raiz, uma de reserva ou tuberosa (de interesse comercial), e a raiz absorvente, responsável pela absorção de água e extração de nutrientes do solo.

As raízes tuberosas podem apresentar o formato redondo, oblongo, fusiforme ou alongado. Podem conter veias e dobras e possuir pele lisa ou rugosa. Além das características genéticas o formato e a presença de dobras são afetados pela estrutura do solo e pela presença de torrões, pedras e camadas compactadas do solo (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

Conforme Porto (2016), tanto a pele quanto a casca e a polpa podem apresentar coloração variável de roxo, salmão, amarelo, creme ou branco. A coloração arroxeada é formada pela deposição do pigmento antocianina, que pode se concentrar na pele, na casca ou ainda constituir manchas na polpa.

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Os raiz tuberosas possuem a capacidade de desenvolver gemas vegetativas que são estimuladas quando são eliminados os pontos de crescimento da parte aérea, deixando de atuar o efeito de dominância apical. Enquanto está em crescimento, as raízes tuberosas não apresentam gemas ou quaisquer outras estruturas diferenciadas na polpa (PORTO, 2016).

A batata-doce se desenvolve melhor em locais ou épocas em que a temperatura média é superior a 24 ºC. Quando a temperatura é inferior a 10 ºC, o crescimento da planta é severamente retardado. A cultura não suporta geada, mas pode ser cultivada em regiões temperadas, nos períodos da primavera e verão, quando a temperatura elevada e a alta radiação solar favorecem o desenvolvimento da cultura. Quanto ao regime pluvial, a cultura deve ser implantada em locais com pluviosidade anual média de 750 a 1000 mm, sendo que cerca de 500 mm são necessários durante a fase de crescimento (SILVA et al., 1995).

A fase crítica de disponibilidade de umidade no solo ocorre na primeira semana após o plantio, porque as ramas-semente não possuem ainda sistema radicular para explorar umidade contida em camadas inferiores do solo. Neste período é necessário realizar pelo menos duas irrigações, sendo a primeira logo após o plantio (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

De acordo com Silva et al. (1995), o solo deve ser preferencialmente arenoso, bem drenado, sem presença de alumínio tóxico, com pH ligeiramente ácido e com alta fertilidade natural. Solos arenosos facilitam o crescimento lateral das raízes, evitando a formação de batatas tortas ou dobradas. Além disso, facilita a colheita, permitindo o arranquio das batatas com menor índice de danos e menor esforço físico.

1.2. IMPLANTAÇÃO E PRÁTICAS DE CULTIVO

Segundo Lopes, Magalhães e Silva (2008), para implantação de uma lavoura o produtor pode optar por obter plantas novas de: batatas, promovendo a brotação de batatas selecionadas e usando essas como mudas ou ramas-semente; retirando as ramas-semente de uma cultura em desenvolvimento ou cultivando uma área como viveiro de mudas.

A produção de ramas a partir de batatas é utilizada apenas em locais com inverno muito rigoroso, quando não se tem a opção de obter material de reprodução em lavouras em crescimento no campo. Para se ter material logo no início do período quente, é preciso iniciar o cultivo das batatas de 90 a 110 dias antes do plantio. O

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processo se inicia com a obtenção de batatas de uma variedade adaptada às condições agroclimáticas do local e à época em que se pretende instalar a cultura. As batatas devem ser uniformes e devem apresentar o mínimo de defeitos (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

Em estudo realizado pela Embrapa (2008), nas regiões em que o clima do período de inverno não é restritivo ao crescimento das plantas, a opção mais barata para se obterem ramas-semente consiste na remoção dos ponteiros das ramas, de lavouras em crescimento, devendo estes terem cerca de 60 cm, ou seja, deve-se retirar até duas ramas-semente a partir do ponteiro. Estes segmentos de ramas devem então ser tratados com fungicidas e inseticidas e plantados no local definitivo.

Havendo umidade no solo, a porcentagem de pegamento é alta, não justificando o replantio. Contudo, se morrem mais de 10% das ramas-semente, então deve-se realizar a substituição das ramas, cerca de dez a quinze dias após a implantação da lavoura (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

A planta de batata-doce possui um sistema radicular muito ramificado, o que a torna eficiente na absorção de nutrientes, especialmente o fósforo. Por isso, são raros os resultados positivos de adubação fosfatada (BREDA FILHO et al., 1966; CARMARGO et al., 1962; CAMARGO, 1951).

Quando a cultura é instalada em sequência a uma outra cultura que tenha recebido altas doses de fertilizantes, como é o caso da maioria das hortaliças, geralmente não são feitas adubações e nem correções de acidez. Entretanto, com base na análise do conteúdo mineral, a cultura extrai 60 a 113kg de N; 20 a 45,7kg de P2O5; 100 a 236kg de K2O; 31 a 35kg de CaO e 11 a 13kg de MgO, para uma produção

de 13 a 15 t.ha-1. Para uma produção de 30t.ha-1 de raízes, extrai cerca de 129Kg.ha -1 de N; 50Kg.ha-1 de P

2O5 e 257Kg.ha-1 de K2O (SILVA et al., 1987). Contudo deve-se

considerar que a extração de nutrientes depende da cultivar, das características químicas e físicas do solo, do clima e do ciclo da cultura.

O nitrogênio é o nutriente que mais merece atenção. Em solos com alta disponibilidade desse elemento ocorre um intenso crescimento da parte aérea, em detrimento da formação de raízes de reserva. O crescimento luxuriante de folhas e ramas causa o auto sombreamento excessivo, que reduz a taxa de fotossíntese e favorece o crescimento de patógenos, principalmente os fungos. Por outro lado, a deficiência de nitrogênio prejudica o desenvolvimento da planta, causando a redução da fotossíntese, o amarelecimento e a queda das folhas basais (PORTO et al., 1995)

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Ainda, de acordo com Porto et al. (1995), para evitar o excesso, bem como a deficiência do elemento, deve-se acompanhar o crescimento da cultura. A aplicação de fertilizante nitrogenado só deve ser feita quando houver sintomas de deficiência do nutriente que é o amarelecimento das folhas, principalmente as mais velhas. Esta atenção deve ser dada antes que as plantas atinjam cerca de 45 dias, pois a partir desse período torna-se mais difícil realizar qualquer operação na lavoura, devido ao entrelaçamento das ramas.

Segundo estudos feitos pela Epagri, Santa Catarina (2017), a aplicação de matéria orgânica tem proporcionado excelentes resultados por dois motivos: o primeiro, por promover o arejamento e o afrouxamento do solo, facilitando o crescimento lateral das raízes. Com isso, formam-se raízes menos tortuosas. O segundo motivo é que, por ser uma cultura de ciclo relativamente longo, ocorre a liberação mais lenta dos minerais durante a decomposição da matéria orgânica mantendo um equilíbrio entre a formação de partes vegetativas e a acumulação de reservas.

O plantio consiste em enterrar parte da rama-semente ou da muda na leira de plantio. No Brasil, esta operação geralmente é realizada manualmente, fazendo-se primeiramente a distribuição das ramas no espaçamento adequado e, em seguida, faz-se um orifício com utilização de uma haste pontiaguda, comumente chamada de enxada. Nesse orifício é depositada a base da rama, enterrando-a até a metade do seu comprimento e, com auxílio da mesma ferramenta, acomoda-se o solo ao redor da rama (LOPES et al., 2008).

Os principais tratos culturais são as capinas e a amontoa. A capina é geralmente realizada manualmente, uma vez que não existem herbicidas registrados para essa cultura. O período crítico de competição de plantas invasoras se dá até aproximadamente 45 dias após o plantio, dependendo do clima e do ciclo da cultivar. De acordo com Lopes, Magalhães e Silva (2008), em condições de clima frio, as plantas têm crescimento mais lento e demoram mais a cobrir o solo. Já em clima quente, principalmente quando se fazem adubação e irrigação, as plantas têm crescimento acelerado e cobrem mais rapidamente o solo.

Durante a capina deve-se preservar as leiras. Para isso, após o corte da planta invasora, o deve-se separar o mato da terra e, realizando movimentos laterais com a enxada, retornar a terra para as laterais das leiras. A amontoa é geralmente realizada uma única vez, alguns dias após a última capina. Deve ser uma operação exclusiva,

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pois nesse caso o operário trabalha caminhando lateralmente, utilizando uma enxada para retirar terra da entrelinha para reformar a leira.

1.3. CULTIVARES

O produtor deve escolher aquela que seja mais aceita no mercado onde pretende vender a produção, pois a preferência é variável de local para local. Além disso, em cada região produtora existem variedades locais, cujo material de reprodução é permutado entre produtores. As raízes de maior valor comercial são as lisas, retas, de formato alongado, com cerca de 20 cm de comprimento e peso de aproximadamente 300g (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

Os ensaios de pesquisa da cultivar BRS Amélia se iniciaram a partir de plantas provenientes da região de São Lourenço do Sul (RS) no ano de 1992 na Embrapa Clima Temperado. As batatas apresentam formato elíptico longo, são de cor rosa claro com pigmentações também rosadas e a polpa é alaranjada. A colheita inicia entre 120 a 140 dias (CASTRO e BECKER, 2011a).

A cultivar BRS Cuia foi selecionada a partir de plantas que apresentavam formato de raízes mais homogêneas e melhor produtividade. A seleção o correu no período entre 1999 e 2007 com plantas provenientes da região de Pelotas (RS). Seus ramos e pecíolos são de cor vermelho-púrpura, com grande pilosidade. As folhas são verdes, com bordos de coloração levemente púrpura, em formato triangular e sem lóbulos. A casca e a polpa apresentam cor creme e o período de cultivo varia de 120 a 140 dias (CASTRO e BECKER, 2011b).

A partir de 1994 foram realizados ensaios da cultivar de batata-doce BRS Rubissol à campo e laboratório na Embrapa Clima Temperado com material proveniente da região de Pelotas (RS). Na fase inicial do processo produtivo foi realizada a limpeza clonal utilizando-se plantas com as características típicas do material introduzido. As batatas apresentam forma redonda-elíptica com boa uniformidade. A casca apresenta cor púrpura intensa (vermelho-rubi) com leve aspereza ao tato, já a polpa é de cor creme com pontuações em amarelo mais intenso (CASTRO e BECKER, 2011c).

A produtividade média da cultivar BRS Cuia é superior às demais, podendo chegar a 60t.ha-1. Devido ao tamanho grande das batatas, mostra-se adequada ao

processo industrial. A cultivar BRS Rubissol apresentou, em ensaios experimentais, em média 40t.ha-1, tem como diferencial a coloração de casca em tonalidade púrpura.

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Já a cultivar BRS Amélia se destaca ao sabor e cor da polpa, constitui-se em importante fonte de carotenoides (provitamina A) e tem como produtividade média 32t.ha-1 (CASTRO e BECKER, 2011a/b/c).

1.4. COLHEITA E PÓS-COLHEITA

A batata-doce é um alimento energético. Ao ser colhida, apresenta cerca de 30% de matéria seca que contém em média 85% de carboidratos, cujo componente principal é o amido. Conforme a Tabela 1 é possível observar que a batata-doce é um importante complemento alimentar para famílias de baixa renda, quando comparada ao consumo de arroz, que é a base da alimentação dessa classe (EMBRAPA, 2008).

Tabela 1. Composição de 100g de batata-doce.

Componente Quantidade Água 72,8 (g) Calorias 102 Fibras digeríveis 1,1 (g) Potássio 295 (mg) Sódio 43 (mg) Magnésio 10 (mg) Manganês 0,35 (mg) Zinco 0,28 (mg) Cobre 0,2 (mg) Vitamina A – retinol 300 (mg) Vitamina B – tiamina 96 (mg) Vitamina B2 – riboflavina 55 (mg)

Vitamina C – ácido ascórbico 30 (mg)

Vitamina B5 – niacina 0,5 (mg)

Fonte: Luengo et al, 2000 (apud LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

A batata-doce é consumida de diversas formas. A mais tradicional é cozida, consumida com ou sem uso de temperos, substituindo o pão e outros alimentos no café da manhã. A batata cozida pode ainda ser fatiada e fritada ou simplesmente picada e adicionada à salada ou ainda servida à parte, com ou sem temperos. A batata cozida e amassada é utilizada na confecção de doces e salgados tais como: purê, pastel, torta salgada, bala, bolo, pudim, torta doce, doce glaceado e vários outros produtos, como ingrediente principal ou como substituto parcial da farinha de trigo (SILVA et al., 1995).

Outro destino da produção é a alimentação animal. Tanto as ramas quanto as raízes podem ser fornecidas frescas, principalmente para os animais ruminantes, mas

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as folhas e brotos são também consumidas por aves e peixes. Como é um alimento apetitoso que contém o inibidor de digestão, quando fornecido à vontade pela primeira vez, pode causar congestão intestinal. A raspa, constituída de raízes picadas e secas, é um excelente complemento alimentar energético que pode ser adicionado à ração de animais, tanto de ruminantes como não ruminantes. A grande limitação para este tipo de utilização é o alto teor de umidade contido nas batatas frescas (70%) o que pode tornar antieconômica a secagem artificial (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

A planta da batata-doce não apresenta um ponto específico de colheita. O momento de colheita é definido pelo tamanho ou peso das raízes, que devem ter aproximadamente 300g. A colheita pode ser antecipada ou retardada, dependendo da oportunidade de comercialização. Em condições ideais de cultivo, a colheita pode se iniciar aos 90 dias, mas em geral, a colheita ocorre entre 120 e 150 dias (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

A colheita sempre envolve muita mão-de-obra, mesmo quando algumas etapas são mecanizadas. Quando executada manualmente, os operários escavam lateralmente as leiras à uma certa distância da base da planta, para evitar corte e ferimentos nas raízes. Ao revolver a leira, as raízes são expostas, sendo então recolhidas e posteriormente lavadas (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

A mecanização simples consiste em revolver a leira para expor as raízes. Para isso, podem ser utilizados diversos equipamentos que executam o corte do solo ao lado das leiras ou abaixo delas. Geralmente são equipamentos semelhantes aos arados modificados para facilitar a separação do solo, tendo à frente um disco vertical para cortar as ramas (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

Plantios sucessivos em um mesmo local aumentam a ocorrência de pragas e doenças e provocam redução da produtividade. Por isto, a rotação de culturas é uma práticas agrícolas sempre recomendada em programas de manejo e conservação do solo e em controle integrado de pragas, doenças e plantas daninhas (FANTIN, DUARTE e BARROS, 2014).

Durante dois ou três anos não se deve cultivar a mesma área com batata-doce, devendo-se cultivar preferencialmente milho, por ser mais fácil realizar o controle de soqueira. Deve ser evitado o plantio da batata-doce em seguida a uma leguminosa, porque o excesso de nitrogênio provoca grande desenvolvimento vegetativo e pouca produção de batatas (PEREIRA e MIRANDA, 1989).

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Nos mercados brasileiros a batata-doce é geralmente comercializada lavada. Esta prática deve ser evitada, pois prejudica a conservação e aumenta as perdas devido ao ataque de patógenos. O correto seria escovar as batatas para retirar a terra a elas aderida. Se houver necessidade de armazenamento, as batatas não devem ser lavadas (SILVA et al., 1995).

A lavagem é normalmente necessária quando a cultura é instalada em solos argilosos. Em solos arenosos, as raízes são colhidas praticamente limpas, dispensando a escovação e a lavagem.

No Brasil não existe uma norma oficial para a padronização da batata-doce. Entretanto, nos principais mercados brasileiros (Rio de Janeiro e São Paulo) há normas não oficiais de padronização de tamanho, que são as seguintes:

Extra A - 301 a 400g Extra B - 201 a 300g Especial – 151 a 200g

Diversos – 80 a 150g ou maiores que 400g.

Para o padrão regional de comercialização, priorizam-se batatas que possuam entre 300 a 800g

As batatas devem ser lisas, bem conformadas, de formato alongado e uniforme, com diâmetro entre 5 e 8cm e comprimento variando entre 12 e 16 cm para a classificação Extra A (LOPES, MAGALHÃES e SILVA, 2008).

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2. MATERIAL E METÓDOS

O estudo foi conduzido no Instituto Regional de Desenvolvimento Rural (IRDeR), pertencente ao Departamento de Estudos Agrários (DEAg) da UNIJUÍ, no município de Augusto Pestana, RS. A área experimental de batata-doce está localizado a latitude de 28º 26’ 29,19’’ Sul e longitude de 54º 00’ 06,66’’ Oeste, em uma altitude de 285 metros. O solo do local é um Latossolo Vermelho Distroférrico. O plantio das mudas foi realizado nos dias 22 e 23 de dezembro de 2016 e a colheita no dia 25 de abril de 2017.

Utilizou-se um fatorial 3x3 em delineamento experimental de blocos ao acaso com 4 repetições considerando como tratamentos a densidade de plantas por hectare de: 8, 10 e 12 mil plantas por hectare e as cultivares de batata-doce BRS Amélia, BRS Rubissol e BRS Cuia. A área útil do experimento é de, aproximadamente, 0,1ha e foram disponibilizadas 576 mudas pela Frutiplan em parceria com a Embrapa Clima Temperado. O espaçamento entre plantas foi de 0,714, 0571 e 0,476m para as densidade de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1, respectivamente, e as mesmas foram

dispostas em canteiro com 1,45 m de largura (crista-a-crista) 0,30m de caminho (Figura 1).

Figura 1. Esquema de plantio de batata-doce utilizado em uma área experimental, IRDeR/DEAg/UNIJUI, 2018.

A análise de solo foi realizada no dia 30/11/2016 (Figura 2), e indica que há necessidade de calagem em profundidade, já que a saturação por bases deve atingir 60%. A planta é pouco exigente em nutrientes, e por isso, é cultivada apenas com o

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resíduo de adubações anteriores ou tão-somente pela fertilidade natural do solo. As raízes desta planta apresentam habilidade em utilizar formas menos aproveitáveis de P, devido a uma útil associação com micorrizas. Quando aplicados fertilizantes, essa vantagem natural é perdida. O K é o nutriente utilizado em maior quantidade pela cultura, com decisiva influência sobre a formação das raízes tuberosas e sabor. O excesso de N provoca alto crescimento vegetativo e diminuição da formação e desenvolvimento de batatas, que se apresentam com menor teor de açúcar (FILGUEIRA, 2012a).

Em contrapartida a isto, há inúmeros experimentos que indicam que a adubação mineral só surte efeito quando o solo é de fertilidade extremamente baixa. Já a calagem, aplicada isoladamente, não elevou a produtividade, revelando-se desnecessária quando o pH do solo for superior a 5,0 (FILGUEIRA, 2012b).

Figura 2. Resultados das análises de solo da área experimental de batata-doce, IRDeR/DEAg/UNIJUI, 2018. Amostra 1 0-10cm Amostra 2 10-20cm Argila (%) 64 Argila (%) 67 pH 5,6 pH 5,5 Índice SMP 5,8 Índice SMP 5,5 Fósforo (mg/dm³) 15,3 Fósforo (mg/dm³) 13,4 Potássio (mg/md³) 234 Potássio (mg/md³) 177

Matéria Orgânica (%) 3,3 Matéria Orgânica (%) 3,2

Alumínio (cmolc/dm³) 0 Alumínio (cmolc/dm³) 0,3

Cálcio (cmolc/dm³) 5,3 Cálcio (cmolc/dm³) 5,3

Magnésio (cmolc/dm³) 2,6 Magnésio (cmolc/dm³) 2,6

H + Al (cmolc/dm³) 5,5 H + Al (cmolc/dm³) 7,7

CTC pH7,0 (cmolc/dm³) 14 CTC pH7,0 (cmolc/dm³) 16,1

CTC efetiva (cmolc/dm³) 8,5 CTC efetiva (cmolc/dm³) 8,7

Sat CTC pH7,0 por bases (%) 60,8 Sat CTC pH7,0 por bases (%) 51,9

Sat CTC pH7,0 por alumínio (%) 0 Sat CTC pH7,0 por alumínio (%) 3,5

Cobre (mg/dm³) 12,7 Cobre (mg/dm³) 11,2

Zinco (mg/dm³) 9,3 Zinco (mg/dm³) 7,8

Manganês (mg/dm³) 59,2 Manganês (mg/dm³) 61

Enxofre (mg/dm³) 4,3 Enxofre (mg/dm³) 5,4

Sódio (mg/dm³) NR Sódio (mg/dm³) NR

Para chegar a um pH de 6,0 (pH de referência da cultura) é necessário colocar 2 t.ha-1 PRNT 100%, de acordo com a seguinte equação: pH 6,0: NC= -0,516 +

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0,805MO + 2,435Al, onde NC é a necessidade de calcário em t.ha-1 (com PRNT

100%); MO é o teor de matéria orgânica (em %); e Al é o teor de alumínio trocável do solo (em cmolc/dm3). Porém, segundo os critérios para a indicação da necessidade e

da quantidade de corretivo da acidez para cultivos de hortaliças, tubérculos e raízes, o critério de decisão é o pH <5,5, que não é o caso de nenhuma das amostras (Manual de Adubação e Calagem para o RS e SC, 2004).

De acordo com o Manual de Adubação e Calagem, a composição da cama de poedeira é de 1,6% de N, 4,9%de P2O5 e 1,9% de K2O. Portanto, na densidade de 8

mil plantas.ha-1 os valores aproximados são de, 28,3 kg de N, 86,6 Kg de P

2O5 e 33,6

Kg de K2O. Na densidade de 10 mil plantas.ha-1, tem-se os valores de 35,4 kg de N,

108 Kg de P2O5 e 42 Kg de K2O. Para a densidade de 12 mil plantas.ha-1 os valores

extrapolados são de 42,4 kg de N, 130 Kg de P2O5 e 50,4 Kg de K2O.

A necessidade de N para a cultura é de 40Kg de N/ha, o que foi suprimido apenas para a densidade de 12 mil plantas.ha-1. Para a amostra 1 a análise de Fósforo

e Potássio é muito alta, na amostra 2 o Fósforo é muito alto e o Potássio é alto. Portanto, recomenda-se menos do que 40Kg de P2O5/ha e <40 Kg de K2O na amostra

de 0-10cm e 80 Kg de K2O/ha na amostra de 10-20cm.

A área foi preparada com subsolador por 1h e incorporado 300Kg de calcário PRNT 76% Filer, após foi realizado a confecção do canteiros com o encanteirador (Anexo A) por 2,5h para cada ano de cultivo. Foi aberto uma cova com enxada e colocado 221g de cama de poedeira. Misturou-se o adubo na cova e realizou-se o plantio das mudas. No dia do plantio as mudas foram regadas para facilitar o pegamento das mesmas, sendo que não houveram replantes. Todo o canteiro foi coberto com palha de aveia branca e as mudas foram monitoradas ao longo de seu desenvolvimento. As batatas-doces foram colhidas na segunda quinzena de abril de 2017, sendo que uma semana antes da colheita foi realizada a roçagem da parte área (Anexo B), para facilitar a secagem das batatas no solo. Após, foi realizada a amontoa das ramas para retirar do corredor entre canteiros/leiras.

Não houve replante de mudas, as mesmas foram regadas logo após o plantio (Anexo C) e o regime de chuvas durante o período de cultivo foi bem distribuído, sendo que o máximo de estiagem foi de 11 dias seguidos. O acúmulo de precipitação foi de 760 mm em 140 dias. As temperaturas se mantiveram adequadas à cultura durante todo o ciclo, com máxima de 35ºC e mínima de 9ºC (Figura 3).

(18)

Figura 3. Dados meteorológicos de temperatura máxima, mínima e precipitação para o ciclo da batata-doce no período de 22 de dezembro de 2016 a 30 de abril de 2017. IRDeR/DEAg/UNIJUI.

Fonte: estação meteorológica do IRDeR.

Na colheita foram consideradas duas plantas de cada extremidade de cada repetição como bordadura. Esta foi colhida, pesada e somada as demais para determinar a produção total (Anexo D). As batatas consideradas para o experimento foram lavadas, secadas à sol, armazenadas em um galpão arejado e sem umidade (Anexo E). A batatas foram pesadas uma a uma, sendo que a duração do período de levantamento dos dados foi de, aproximadamente, dois meses. Com a quantificação do peso, pode-se dizer qual é a porcentagem de batatas que irão compor a faixa de pesagem comercial regional, que é de 300 a 800g, de acordo com cada cultivar e espaçamento. Além disso, as batatas foram avaliadas quanto a sua sanidade e aspectos visuais que podem ser considerados quanto a qualidade comercial. Quanto à qualidade comercial: se apresentavam defeito de preparação (solo), dano mecânico, dano de praga, passado (brotações), injúria, dano de formação (raízes) e podridão. Os dados foram computados e analisados pela análise de regressão com o auxílio do programa GENES.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Houve diferença estatística em todas as variáveis para o fator Cultivar (C), exceto para Peso Médio de Raiz Tuberosa Comercial (PMRTC). Para densidade, sendo que as variáveis que não foram significativas são Peso Médio de Raiz Tuberosa

0 20 40 60 80 100 120 0 10 20 30 40 50 0 20 40 60 80 1 0 0 1 2 0 1 4 0 P recip ita çã o (m m ) T em pe rat u ra (º C )

Ciclo da Cultura (dias)

(19)

(PMRT), Peso Médio de Raiz Tuberosa Comercial (PMRTC), Produtividade Total <300g (PT<300) e Produtividade Média de Raiz Tuberosa <300g (PMRT<300). Para a interação, as variáveis Produtividade de Raiz Tuberosa Comercial (PRTC), Aproveitamento Comercial (AC), Peso Médio de Raiz Tuberosa <300g (PMRT<300), Produtividade de Raiz Tuberosa >800g (PRT>800) e Peso Média de Raiz Tuberosa >800g (PMRT>800) foram significativas a 5% de probabilidade pelo teste de Scott e Knott.

Tabela 2. Resultado da análise da variância dos fatores Cultivares (C) e Densidade de plantio (D) para as variáveis Produtividade Total (PT), Peso Médio de Raiz Tuberosa (PMRT), Produtividade de Raiz Tuberosa Comercial (PRTC), Aproveitamento Comercial (AC), Peso Médio de Raiz Tuberosa Comercial (PMRTC), Produtividade de Raiz Tuberosa <300g (PRT<300), Peso Médio de Raiz Tuberosa <300g (PMRT<300), Produtividade de Raiz Tuberosa >800g (PRT>800) e Peso Média de Raiz Tuberosa >800g (PMRT>800). IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Fonte de variação GL

Quadrado Médio das Variáveis

PT PMRT PRTC AC PMRTC PRT<300 PMRT<300 PRT>800 PMRT>800 (kg.ha-1) (g) (kg.ha-1) (%) (g) (g) (g) (g) (g) Blocos 3 3682146 968 768482 23 95,53 177577 87,67 547746 10054 Cultivares 2 18544149* 17190* 20003990* 257,66* 1538,53 669331* 161,48* 130364314* 191698* Densidade 2 182836463* 49430 16363872* 216,63* 723,95 10035824 812,48 212516651* 71849* CxD 4 1173570 5418 5283379* 118,59* 1687,49 770929 1470,05* 8875242* 66871* Erro 24 1164337 3189 420934 9,76 897,23 204518 110,1 639839 6546 Total 35 - - - Média - 18753 353,14 8388 45,36 500,56 4909 127,43 7747 1098 CV (%) - 5,75 16 7,73 6,89 5,98 9,21 8,23 10,32 7,37 * Resultados significativos a 5% de probabilidade.

3.1. PRODUTIVIDADE TOTAL DE RAÍZES TUBEROSAS

A cultivar BRS Cuia apresentou maior produtividade do que a cultivar BRS Amélia e BRS Rubissol. A cultivar BRS Rubissol não apresentou diferença significativa em relação ao aumento de densidade, porém as cultivares BRS Amélia e BRS Cuia aumentaram sua produtividade com o aumento da densidade (Tabela 3).

(20)

Tabela 3. Produtividade Total (kg.ha-1) de cultivares de batata doce BRS Rubissol,

BRS Amélia e BRS Cuia avaliadas em três diferentes densidades de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Densidade (1.000 plantas.ha-1)

BRS Rubissol BRS Amélia BRS Cuia

Produtividade Total (kg.ha-1)

8 14644,00 Ca 19390,75 Bb 21379,75 Ab

10 13377,50 Ca 19026,75 Bb 20619,50 Ab

12 15066,75 Ca 21774,50 Ba 23496,50 Aa

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

De acordo com as análises de regressão (Figura 4, 5 e 6) tem-se a Produtividade Total para as três cultivares analisadas no experimento. O comportamento da linha do gráfico foi semelhante para as três cultivares, sendo que o ponto mais alto da linha ocorreu na densidade de 12 mil plantas.ha-1, indicando

assim que as três cultivares podem ser ajustadas a densidades superiores.

Figura 4. Análise de regressão da Produtividade Total (Kg.ha-1) da cultivar BRS

Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 0,0004x2- 7,2837x + 49268 R² = 0,4168 10000 12000 14000 16000 18000 20000 22000 24000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 Prod ut iv ida de T ot al (Kg .h a -1) Densidade (plantas.ha-1)

(21)

Figura 5. Análise de regressão da Produtividade Total (Kg.ha-1) da cultivar BRS

Amélia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Figura 6. Análise de regressão da Produtividade Total (Kg.ha-1) da cultivar BRS Cuia

em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1.

IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 0,0004x2- 7,1834x + 51964 R² = 0,5479 10000 12000 14000 16000 18000 20000 22000 24000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 Prod ut iv ida de T ot al (Kg .h a -1) Densidade (plantas.ha-1) y = 0,0005x2- 8,5639x + 60793 R² = 0,5321 10000 12000 14000 16000 18000 20000 22000 24000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 Prod ut iv ida de T ot al (Kg .h a -1) Densidade (plantas.ha-1)

(22)

Segundo relatos de Abreu et al. (2015) foram encontradas médias de produtividade em t.ha-1 de 9,0, 4,4 e 2,6 para as cultivares BRS Rubissol, BRS Amélia

e BRS Cuia, respectivamente, no estado do Maranhão. Estas não alcançaram nem metade do potencial produtivo apresentado por Castro e Becker (2011), que é de 40, 32 e 60 t.ha-1, respectivamente, em Pelotas (RS) A cultivar BRS Cuia foi a que

alcançou melhor produtividade, sendo 9 vezes maior do que aquilo encontrado por Abreu et al., (2015), porém ainda abaixo de seu potencial produtivo.

Além disso, a cultivar não apresentou diferença significativa entre as densidades analisadas e se manteve superior que as demais, demonstrando que a mesma pode ser ajustada a outras densidades ou evidencia o fato de que as densidades utilizadas no experimento não foram sensíveis à cultivar. Apenas a cultivar BRS Rubissol, nas densidade de 10 e 12 mil plantas.ha-1, apresentou valores abaixo

da faixa de peso comercial, que é de 300 a 800g. Isto significa que a cultivar demonstra maior número de raízes tuberosas de baixo peso. A cultivar BRS Amélia, também, não apresentou diferença significativa nas três diferentes densidades, constatando-se que a mesma pode ser avaliada sob densidades superiores. O comportamento esperado é de que quando há aumento na densidade de plantas, o peso médio diminua, pois há maior competição entre plantas. Porém, há a interferência do arranjo de plantas, já que no experimento as mesmas foram dispostas no canteiro em linha simples.

Tabela 4. Peso Médio de Raiz Tuberosa (g) de cultivares de batata doce BRS Rubissol, BRS Amélia e BRS Cuia avaliadas em três diferentes densidades de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Densidade (1.000 plantas.ha-1)

BRS Rubissol BRS Amélia BRS Cuia

Peso Médio Raiz Tuberosa (g)

8 376,00 Aa 372,29 Aa 440,31 Aa

10 234,94 Cb 343,96 Ba 435,34 Aa

12 266,23 Bb 324,04 Ba 385,16 Aa

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

(23)

Figura 7. Análise de regressão Peso Médio de Raiz tuberosa (g) da cultivar BRS Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Figura 8. Análise de regressão Peso Médio de Raiz tuberosa (g) da cultivar BRS Amélia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = -0,0274x + 566,82 R² = 0,4274 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z t ub eros a (g ) Densidade (plantas.ha-1) y = -0,0121x + 467,4 R² = 0,4777 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z t ub eros a (g ) Densidade (plantas.ha-1)

(24)

Figura 9. Análise de regressãoPeso Médio de Raiz tuberosa (g) da cultivar BRS Cuia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1.

IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

3.2. PRODUTIVIDADE E QUALIDADE COMERCIAL DE RAIZ TUBEROSA

Em relação a Produtividade Comercial, na densidade de 8 mil plantas.ha-1 não

houve diferença significativa entre as cultivares (Tabela 5). A cultivar BRS Amélia apresentou maior produtividade comercial na densidade de 10 mil plantas.ha-1, porém

não diferiu significativamente da densidade de 12 mil plantas.ha-1. Já a cultivar BRS

Cuia foi superior na densidade de 12 mil plantas.ha-1, apresentando um valor de

11.253 Kg.ha-1 de produtividade comercial.

Tabela 5. Produtividade Comercial (kg.ha-1) de cultivares de batata doce BRS

Rubissol, BRS Amélia e BRS Cuia avaliadas em três diferentes densidades de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Densidade (1.000 plantas.ha-1)

BRS Rubissol BRS Amélia BRS Cuia

Produtividade Comercial (kg.ha-1)

8 6789,00 Ab 7078,00 Ab 7465,50 Ab

10 6556,75 Cb 10300,25 Aa 8228,25 Bb

12 7783,50 Ca 10041,50 Ba 11253,00 Aa

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

y = -0,0138x + 558,15 R² = 0,0877 ns 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z t ub eros a (g ) Densidade (plantas.ha-1)

(25)

Figura 10. Análise de regressão Produtividade Comercial (Kg.ha-1) da cultivar BRS

Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Figura 11. Análise de regressão Produtividade Comercial (Kg.ha-1) da cultivar BRS

Amélia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 0,0002x2- 3,3989x + 22308 R² = 0,535 MET = 8.497 5000 6000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de C ome rci al ( K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1) y = -0,0004x2+ 9,4434x - 40621 R² = 0,8544 MET = 11.804 5000 6000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de C ome rci al ( K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1)

(26)

Figura 12. Análise de regressão Produtividade Comercial (Kg.ha-1) da cultivar BRS

Cuia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Para Aproveitamento Comercial em % (Tabela 6) na densidade de 8 mil plantas.ha-1 a cultivar BRS Rubissol foi superior as demais. Já na densidade de 10 mil

plantas.ha-1 a cultivar BRS Amélia se destacou com um valor de 53,65%, e com 12

mil plantas.ha-1 as cultivares BRS Rubissol e BRS Cuia foram as que obtiveram melhor

Aproveitamento Comercial (%).

Tabela 6. Aproveitamento Comercial (%) de cultivares de batata doce BRS Rubissol, BRS Amélia e BRS Cuia avaliadas em três diferentes densidades de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Densidade (1.000 plantas.ha-1)

BRS Rubissol BRS Amélia BRS Cuia

Aproveitamento Comercial (%)

8 48,93 Aa 36,35 Bc 34,92 Bc

10 48,44 Ba 53,65 Aa 39,86 Cb

12 51,21 Aa 46,54 Ab 48,32 Aa

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

y = 0,0003x2- 4,7081x + 27035 R² = 0,8633 MET = 7.847 5000 6000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de C ome rci al ( K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1)

(27)

Figura 13. Análise de regressão de Aproveitamento Comercial (%) da cultivar BRS Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Figura 14. Análise de regressão de Aproveitamento Comercial (%) da cultivar BRS Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 4E-07x2- 0,0076x + 83,358 R² = 0,2123 30 35 40 45 50 55 60 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 A prov ei tame nto C ome rci al ( %) Densidade (plantas.ha-1) y = -3E-06x2+ 0,0636x - 277,01 R² = 0,8536 30 35 40 45 50 55 60 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 A prov ei tame nto C ome rci al ( %) Densidade (plantas.ha-1)

(28)

Figura 15. Análise de regressão de Aproveitamento Comercial (%) da cultivar BRS Cuia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Considerando o Peso Médio de Raiz Tuberosa (Tabela 7) na faixa comercial de 300 a 800g, todas as cultivares nas três diferentes densidades não apresentaram diferença significativa (Tabela 7). Isto demonstra que a faixa de peso comercial escolhida foi adequada e representativa para o mercado regional.

Tabela 7. Peso Médio Raiz Tuberosa Comercial (g) de cultivares de batata doce BRS Rubissol, BRS Amélia e BRS Cuia avaliadas em três diferentes densidades de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Densidade (1.000 plantas.ha-1)

BRS Rubissol BRS Amélia BRS Cuia

Peso Médio Raiz Tuberosa Comercial (g)

8 518,85 Aa 495,56 Aa 516,72 Aa

10 487,51 Aa 529,48 Aa 492,43 Aa

12 468,48 Aa 491,57 Aa 504,48 Aa

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

A Produtividade de Raiz tuberosa <300g não demonstrou diferença entre as densidades para as cultivares BRS Rubissol e BRS Cuia. A cultivar BRS Amélia obteve maior produtividade na densidade de 8 mil plantas.ha-1 demonstrando que a

y = 0,0033x + 7,5475 R² = 0,7128 30 35 40 45 50 55 60 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 Ap rov eita m en to C om erci al (%) Densidade (plantas.ha-1)

(29)

mesma possui potencial de ser explorada em maiores densidades. O Peso Médio de Raiz tuberosa <300g manteve-se estável entre as cultivares nas diferentes densidades, exceto a cultivar BRS Cuia na densidade de 8 mil plantas.ha-1.

Em relação a Produtividade de Raiz tuberosa >800g, observou-se diferenças significativas, sendo que a cultivar BRS Cuia obteve maior produtividade nas três diferentes densidades, seguida pela cultivar BRS Amélia e BRS Rubissol. Comparando as diferentes densidade para Peso Médio de Raiz Tuberosa >800g, em todas as cultivares a maior produtividade foi na densidade de 8 mil plantas.ha-1,

corroborando a ideia de que em menos densidades o tamanho/peso do raiz tuberosa é maior, pela menor competição entre plantas.

Tabela 8. Produtividade de Raiz Tuberosa <300g (Kg.ha-1), Peso Média de Raiz

Tuberosa <300g (g), Produtividade de Raiz Tuberosa> 800g (Kg.ha-1) e Peso Médio

Raiz Tuberosa >800g (g) de cultivares de batata doce BRS Rubissol, BRS Amélia e BRS Cuia avaliadas em três diferentes densidades de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1.

IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018. Densidade

(1.000 plantas.ha-1)

BRS Rubissol BRS Amélia BRS Cuia

Produtividade de Raiz Tuberosa <300g (Kg.ha-1)

8 5129,00 Ba 6300,00 Aa 4047,25 Ca

10 5631,25 Aa 5397,50 Ab 3613,25 Ba

12 4785,25 Aa 5273,15 Ab 4008,75 Ba

Peso Média de Raiz Tuberosa <300g (g)

8 148,10 Aa 135,02 Aa 93,22 Bb

10 123,27 Ab 140,31 Aa 131,43 Aa

12 117,70 Ab 127,57 Aa 120,29 Aa

Produtividade de Raiz Tuberosa> 800g (Kg.ha-1)

8 5928,50 Ca 11975,75 Ba 16726,75 Aa

10 2191,25 Cb 5074,50 Bb 10956,00 Ab

12 2498,00 Cb 6194,75 Bb 8184,75 Ac

Peso Médio Raiz Tuberosa >800g (g)

8 1273,39 Aa 1186,65 Aa 1195,35 Aa

10 1007,92 Bb 1188,45 Aa 1129,16 Aa

12 750,12 Cc 999,84 Bb 1149,16 Aa

* Médias seguidas pela mesma letra maiúscula na linha e minúscula na coluna não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

(30)

Figura 16. Análise de regressão de Produtividade Total de Raiz Tuberosa <300g (Kg.ha-1) da cultivar BRS Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de

plantio de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS,

2018.

Figura 17. Análise de regressãodePeso Médio de Raiz Tuberosa <300g (g) da cultivar BRS Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = -0,0002x2+ 3,2847x - 10362 R² = 0,376 3000 3500 4000 4500 5000 5500 6000 6500 7000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de T otal de R ai z T ub erosa <300g ( K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1) y = 2E-06x2- 0,0558x + 440,13 R² = 0,8282 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z T ub eros a <300g ( g ) Densidade (plantas.ha-1)

(31)

Figura 18. Análise de regressão de Produtividade Total de Raiz Tuberosa >800g (Kg.ha-1) da cultivar BRS Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de

plantio de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS,

2018.

Figura 19. Análise de regressãode Peso médio de Raiz Tuberosa >800g (g) da cultivar BRS Rubissol em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 0,0005x2- 10,968x + 61318 R² = 0,9817 1000 3000 5000 7000 9000 11000 13000 15000 17000 19000 21000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de T otal de R ai z T ub erosa >800g ( K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1) y = 1E-06x2- 0,15x + 2412,2 R² = 0,8868 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 1500 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z T ub eros a >80 0 (g ) Densidade (plantas.ha-1)

(32)

Figura 20. Análise de regressão de Produtividade Total de Raiz Tuberosa <300g (Kg.ha-1) da cultivar BRS Amélia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de

plantio de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS,

2018.

Figura 21. Análise de regressãodePeso Médio de Raiz Tuberosa <300g (g) da cultivar BRS Amélia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 1E-04x2- 2,2021x + 17692 R² = 0,6788 3000 3500 4000 4500 5000 5500 6000 6500 7000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de T otal de R ai z T ub erosa <300 (K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1) y = -2E-06x2+ 0,0432x - 66,487 R² = 0,1899 ns 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z T ub eros a <30 0 (g ) Densidade (plantas.ha-1)

(33)

Figura 22. Análise de regressão de Produtividade Total de Raiz Tuberosa >800g (Kg.ha-1) da cultivar BRS Amélia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de

plantio de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS,

2018.

Figura 23. Análise de regressãodePeso Médio de Raiz Tuberosa >800g (g) da cultivar BRS Amélia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 0,001x2- 21,477x + 119696 R² = 0,9501 1000 3000 5000 7000 9000 11000 13000 15000 17000 19000 21000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de T otal de R ai z T ub erosa >800 (K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1) y = -2E-05x2+ 0,4293x - 724,66 R² = 0,6011 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z T ub eros a >800 (K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1)

(34)

Figura 24. Análise de regressão de Produtividade Total de Raiz Tuberosa <300g (Kg.ha-1) da cultivar BRS Cuia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio

de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Figura 25. Análise de regressãodePeso Médio de Raiz Tuberosa <300g (g) da cultivar BRS Cuia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e 12 mil

plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 0,0001x2- 2,0834x + 14078 R² = 0,1998 ns 3000 3500 4000 4500 5000 5500 6000 6500 7000 7500 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de T otal de R ai z T ub erosa <300 (K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1) y = -5E-06x2+ 0,1076x - 452,97 R² = 0,7788 80 90 100 110 120 130 140 150 160 170 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z T ub eros a <30 0 (g ) Densidade (plantas.ha-1)

(35)

Figura 26. Análise de regressão de Produtividade Total de Raiz Tuberosa >800g (Kg.ha-1) da cultivar BRS Cuia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio

de 8, 10 e 12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

Figura 27. Análise de regressão

de

Peso Médio de Raiz Tuberosa >800g (g) da cultivar BRS Cuia em três diferentes densidades (plantas.ha-1) de plantio de 8, 10 e

12 mil plantas.ha-1. IRDeR/DEAg/UNIJUI, Augusto Pestana - RS, 2018.

y = 0,0004x2- 9,6343x + 69805 R² = 0,9349 1000 3000 5000 7000 9000 11000 13000 15000 17000 19000 21000 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P rod uti v ida de T otal de R ai z T ub erosa >800 (K g .ha -1) Densidade (plantas.ha-1) y = 1E-05x2- 0,227x + 2322,1 R² = 0,1436 ns 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 7000 8000 9000 10000 11000 12000 13000 P es o M éd io de R ai z T ub eros a >800 (g ) Densidade (plantas.ha-1)

(36)

CONCLUSÕES

A cultivar BRS Cuia foi a mais produtiva na densidade de 12 mil plantas.ha-1 e

pode ser indicada para produção na região com densidades maiores. O mesmo ocorre para a cultivar BRS Amélia, que nas diferentes densidades avaliadas não apresentou diferença para Peso Médio de Raiz Tuberosa, porém foi inferior a cultivar BRS Cuia. A cultivar BRS Rubissol apresentou bom Aproveitamento Comercial e, também, indica que pode ser cultivada em maiores densidades.

Há a necessidade de avaliar o experimento sob novas densidades e em arranjo espacial de plantas diferente do que o demonstrado neste estudo (Figura 28a), sugerido o modelo em ziguezague ao invés de linha simples (Figura 28b). Para este experimento, sob as condições climáticas citadas, as densidades de plantio para alcançar o potencial produtivo das cultivares BRS Rubissol, BRS Amélia e BRS Cuia seria de 18.500, 16.000 e 19.000 plantas.ha-1, respectivamente.

Figura 28. Modelo de arranjo de plantas em linha simples (a) e ziguezague (b).

Fonte: autora.

Para o padrão de comercialização regional, a faixa de 300 a 800g está adequada, sendo que a densidade de 12 mil plantas.ha-1 não houve diferença

estatística comparando as cultivares. Isso corrobora o fato de que o ajuste de densidade e o arranjo de plantas se faz necessário para experimentos posteriores.

(37)

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ANEXOS

Anexo A. Demonstração do encanteirador realizando os trabalhos de encanteiramento da área.

(41)

Anexo C. Rega das mudas de batata-doce.

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Referências

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