http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/4038/4/Kesia%20Duarte%20dos%20Santos Disserta%C3%A7%C3%A3o
Texto
(2) KESIA DUARTE DOS SANTOS. IMPACTOS DOS FLUXOS DE ENTRADA DE IDP NO CRESCIMENTO ECONÔMICO. Dissertação apresentada ao Programa de Mestrado Profissional em Economia e Mercados da Universidade Presbiteriana Mackenzie, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Economia.. ORIENTADOR: Prof. Dr. Ulisses Monteiro Ruiz de Gamboa. São Paulo 2018.
(3) S237i Santos, Kesia Duarte dos. Impactos dos fluxos de entrada de IDP no crescimento econômico. / Kesia Duarte dos Santos. 75 f. : il. ; 30 cm Dissertação (Mestrado Profissional em Economia e Mercados) – Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2018. Orientadora: Prof. Dr. Ulisses Luiz de Gamboa Monteiro Bibliografia: f. 66-75. 1. Crescimento econômico. 2. Modelo gravitacional. 3. Investimento direto no país. I. Monteiro, Ulisses de Gamboa, orientador. II. Título. CDD 338.9.
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(5) Dedico esta obra aqueles que amo e aos que ainda hei de amar..
(6) So we can only get one chance. Can we take it? And we only got one life. Iron Maiden, Ages of Innocence..
(7) RESUMO O presente trabalho buscou avaliar o impacto do IDP no crescimento econômico de vinte economias com maiores fluxos de entrada de IDP no ano de 2016. Considera-se os principais estudos na área da teoria econômica que envolve o crescimento econômico e os conceitos de investimentos. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de caráter empírico, envolvendo busca de dados do fluxo de IDP pela base de dados da Organisation for Economic Cooperation and Development (OCDE) e uma análise com a teoria do crescimento econômico. O estudo se deu a partir da interação do fluxo de entrada de IDP, distância do IDP mundial em relação ao IDP do país, grau de abertura comercial, liberdade econômica, tamanho populacional e o idioma adotado nos países da abordagem, com relação ao crescimento econômico. A partir dos dados analisados e da teoria econômica apresentada, o estudo analisa se as informações são coerentes a um resultado próximo à teoria do crescimento econômico. A pesquisa procurou avaliar o diferencial de desempenho do crescimento econômico e suas modificações por país, num ranking comparativo com a Posição Internacional do Investimento (PII) dos países. Os resultados, a despeito da abordagem empírica do estimador do crescimento econômico a partir do modelo gravitacional com dados em painel, utilizando do software STATA, sugerem um impacto das variáveis fluxo de entrada do IDP e o grau de abertura comercial significativo no crescimento econômico dos países entre 2005-2016. Palavras-chave: crescimento econômico; modelo gravitacional; IDP..
(8) ABSTRACT The present work looked to value the impact of the FDI at the economic growth of twenty countries with bigger inflows of FDI in the year of 2016. The approach considers the variables of the theory of economic growth. For so much, an inquiry of empirical character happened, wrapping search of data of the inflow of FDI for the base of data of the Organisation Economic Co-operation and Development (OCDE) and analysis of the growth and investment economic theories. The study happened from the interaction of the inflow of FDI, distance of the worldwide FDI regarding the inflow of FDI in the country, degree of trade openness, economic freedom, population size and the dummies of language adopted by the countries of the approach, regarding the variations of the GDP for each country. From the analyzed data and the presented economic theory, it analyses if it has coherent information and the results are near the economic theory of economic growth. The inquiry tried to value differential of performance of the economic growth and his modifications for country, in a comparative ranking with the Position International of Investment (PII) of the countries. The results, in spite of the empirical approach of the estimator of the economic growth from the model gravitational with used of panel data methods and the software STATA, suggest an relative impact of the significant inflows FDI and degree of trade openness in the economic growth of the countries between 2005-2016. Keywords: economic growth; gravity model; FDI..
(9) SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 11 2. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................................. 16 2.1 CRESCIMENTO ECONÔMICO ....................................................................................... 16 2.2 INVESTIMENTO DIRETO NO PAÍS .............................................................................. 27 2.2 DEFINIÇÕES DO INVESTIMENTO DIRETO NO PAÍS ............................................... 31 2.3 TEORIAS ECONÔMICAS DO IDP .................................................................................. 33 2.4 FORMAS PARA ENTRADA DE IDP .............................................................................. 40 3. MODELO TEÓRICO ........................................................................................................... 41 4. METODOLOGIA ECONOMÉTRICA ................................................................................ 48 4.1 BASE PARA O MODELO ................................................................................................ 48 4.2 ESTIMAÇÕES DO MODELO .......................................................................................... 51 4.2.1 ESTUDO DO MODELO................................................................................................. 52 5. ANÁLISES E RESULTADOS ............................................................................................ 53 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................... 64 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 66.
(10) LISTA DE FIGURAS Figura 1 - PIB em trilhões de dólares das maiores economias em 2016 .................................. 18 Figura 2- Fluxo de IDP mundial - em US$ milhões - valores deflacionados pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) norte-americano com base=2016– 1990/2016 ............................................ 20 Figura 3 - Fluxo de IDP e PIB mundial - em % - valores deflacionados pelo IPP norte-americano com base=2016 – 2005/2016 .................................................................................................... 21 Figura 4 - Nível de participação, em %, de economias desenvolvidas, economias em transição, economias em desenvolvimento no fluxo de entrada de IDP Global, 2005-2016. .................. 23 Figura 5 - Modelo Gravitacional de Newton ............................................................................ 43 Figura 6 - Relação entre crescimento econômico e 20 maiores economias receptoras de IDP, 2016. ......................................................................................................................................... 63.
(11) LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Fluxo de entradas do Investimento Direto no País por país, em 2016 –US$ milhões (valores correntes). ................................................................................................................... 26 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Relação Esperada entre as variáveis do Modelo Econométrico, resumo do texto. 46 Quadro 2 - Estatística Descritiva dos Dados ............................................................................ 54 Quadro 3 - Resultado da Estimação do Modelo da Equação 3 com Efeitos Aleatórios........... 55 Quadro 4 - Correlação das Variáveis do Modelo ..................................................................... 56 Quadro 5 - Fluxo de Entrada de IDP por país em milhões (US$) e PII 2005-2016 ................. 61 Quadro 6 - Resultados da aplicação do Modelo Gravitacional no Crescimento do PIB (%) e Ranking, por país ...................................................................................................................... 62.
(12) 11. 1. INTRODUÇÃO Os benefícios da internacionalização e a rápida difusão de tecnologias traz intrínseco em seu cerne ampliação dos fluxos de entradas de investimento direto no país (IDP). O aumento dos fluxos financeiros entre países e a facilidade adquirida a partir das novas tecnologias têm provocado importantes implicações no IDP para o processo econômico entre países. Isto sucede devido o envio de divisas entre filiais e matriz de empresas transnacionais (ETs), fusões e aquisições, divisão da Cadeias Global de Valor 1 (CGVs) nas empresas multinacionais em economias em processo econômico de desenvolvimento e em transição para multiplicação dos efeitos sobre a população, liberdade de mercado, estabilidade econômica e social (SANCHEZROBLES; CALVO, 2002). O fluxo de entradas de IDP em países advém do movimento de capitais num mundo mais integrado, onde as mudanças no tempo alimentam um sistema de acumulação de capitais além-fronteiras. Isso porque o envio de remessas desenvolve possibilidades de ampliação de mercado, por intermédio do crescimento econômico com efeitos a partir de um ano ou mais. Sabe-se que uma das possibilidades é a ampliação ou desenvolvimento de nichos mercados, tendo em vista, assim, a aquisição de maiores lucros que no país de origem. O IDP tem como principal característica a alocação de capitais para investimento produtivo, com envolvimento das relações comerciais, os fluxos de empréstimos intercompanhias, a concessão ou venda da tecnologia, a concessão de uso de patente e a transferência de ativos patrimoniais por meio de fusões e aquisições. É o investimento, nada mais que, interesse duradouro, através da remessa de capitais que podem voltar ao seu país de origem, nesse caso da venda da empresa, ou serem reinvestidos. Pode, cada país por meio de políticas nacionais caracterizarem o rumo para desenvolvimento de uma indústria nacional ou até mesmo a substituição das importações. Tal procedimento é considerado um crescimento econômico por via da acumulação de capital e da transferência de tecnologia (LIPSEY, 2000). Ao longo dos últimos anos, os fluxos de entrada global do IDP têm transformado o cenário econômico mundial no que tange à Posição Internacional de Investimento (PII), devido 1. Cadeias Global de Valor (CGVs) são praticadas por multinacionais, transnacionais a partir do conjunto de atividades que desenvolvem com a fragmentação da produtividade em diferentes regiões no mundo para entrega do produto final..
(13) 12. à inclusão de novos mercados, ou neste mesmo cenário com as Empresas Transnacionais (ETs) em busca de economias com market size, avaliado por essas pelo Produto Interno Bruto (PIB). Com a economia passando por esse período de integração a passos rápidos, as transformações dos novos fluxos corporativos e modos de conviver em sociedade, com interações sociais e tecnológicas, as economias mais desenvolvidas e em desenvolvimento têm tomado novos rumos para expansão produtiva e de serviços especializados, em torno da grande demanda mundial, que hoje busca por produtos diferenciados no mercado. É na maneira em que vem ocorrendo mudanças estruturais na economia, que, gerando inovação e ruptura da antiga divisão do trabalho com a expansão da interação entre países ao produzirem, os demais setores são desenvolvidos na economia, com a chegada de novas tecnologias. A partir desse período, ao ampliar a demanda de serviços, transportes, indústrias, criam-se novas demandas direta ou indiretamente em todos os ramos da economia (DICKEN, 2009). À vista disso, é possível perceber a expectativa e dados de fluxos de entrada dos investimentos em países pouco desenvolvidos e em desenvolvimento, advindos de países já desenvolvidos e vice-versa. No caso do fluxo de entrada de IDP entre os países em desenvolvimento, tem-se como exemplo a China que amplia seus meios produtivos tanto na América Latina como também na África. Isso num cenário onde outrora os países desenvolvidos estavam habituados a enviarem IDP a outros países já desenvolvidos, depois de que passavam por crises. No entanto, atualmente, veem a economia em recuperação ao descentralizarem seus investimentos e ampliarem seu portfólio de investimento em greenfield, fusões e aquisições e envio de capitais a economias com oportunidade de desenvolver infraestrutura. Tais países estão voltados à expectativa de desenvolvimento econômico e social. Uma vez que as empresas transnacionais são os principais autores desses fluxos de IDP, vale destacar a forma de expansão dos meios produtivos em que as mesmas acumulam capitais e ganham no tamanho de mercado alcançado. Isso ocorre antes de desenvolverem produtividade além das fronteiras do país em que se estabeleceram. Além disso, apresentaram histórico favorável, em meio a planos de gerenciamento produtivo, diversificação de produto e, dessa maneira, adaptaram-se à demanda interna. Com.
(14) 13. um histórico interno favorável à decisão de expansão comercial e produtiva, inclusive a partir de um histórico de produção e remuneração dos fatores produtivos com vantagem comercial, tornaram-se empresas de grande porte e, a partir daí, decidem ampliar seu mercado. Com a implantação de filiais em outros países, passam a desenvolver escala produtiva global. Essas companhias, a partir da estratégia e de sua competividade alcançadas internamente, desenvolvem mercado externo como grupo, holding internacional, atuando em escala mundial (DE MOURA JUNIOR, A. A.; RACY, J. C.; VARTANIAN, P. R. 2018). Enquanto isso, a preocupação dentre muitos países, que se organizam em blocos de livre comércio, é desenvolver e ampliar políticas de atração de investimentos para fomento de cadeias produtivas, processo de aprendizado e fluxo de conhecimento, o que desenvolve produções tecnológicas e inovações, e assim, buscam o crescimento econômico (DINIZ, C. C.; SANTOS, F.; CROCCO, M., 2006). As redes de ligação entre empresas nacionais e empresas multinacionais em países desenvolvidos são mais parecidas do que em economias em desenvolvimento, dado que as economias desenvolvidas passaram por processos de modernização de produtividade, além de contratuais e de mercado, equivalentes, ao contrário das economias em desenvolvimento. Com às diferenças regionais, ocorrem barreiras à entrada dadas as relações comerciais entre economias: imposição de taxas para o comércio de produtos finais; burocracia; liberdade para transações comerciais; financeiras; monetária; trabalho; o quanto o governo investe na infraestrutura e seus gastos; a diferença entre leis de origem e do país receptor; os direitos de propriedade. Por isso, estuda-se o crescimento econômico também por meio de políticas de abertura econômica. Após a crise de 2008, economias desenvolvidas e em desenvolvimento passaram por transformações internas e externas. O nível de crescimento dos países apresenta comportamentos não esperados, sendo que muitas economias em desenvolvimento, no início da crise, não apresentavam Produto Interno Bruto (PIB) com efeitos de impacto negativo sobre o crescimento, como muitas economias desenvolvidas, que logo foram afetadas pela crise. Foi acompanhado por um comportamento gradativo, até que as demandas das economias desenvolvidas passaram a afetar as economias em desenvolvimento, sendo.
(15) 14. apresentado esse impacto pelas variações do PIB dos países entre os períodos de 2005 a 2016, o que também afetou o IDP das economias no pós-crise de 2008. A proposta é analisar o impacto os fluxos de entrada de IDP no crescimento econômico dos países com maiores entradas de IDP no ano de 2016. Para isso, o período, para o modelo com dados em painel, se faz entre 2005 e 2016. Isso porque procura compreender, no longo prazo, as consequências sobre o crescimento econômico. O objetivo é entender o impacto da entrada de IDP sobre o crescimento econômico de 20 maiores receptores de IDP, além de estabelecer um ranking de países com relação entrada de IDP e resultado do crescimento econômico conforme se aborda no presente estudo. A hipótese central se dá ao considerar uma relação positiva entre o crescimento econômico e as entradas de IDP como, por exemplo: a taxa de crescimento do PIB mundial no período de 2005-2016 (que teve de elevação 26%); o crescimento de do fluxo de entrada de IDP contribuiu nos resultados de acréscimo de 95% no mesmo período e a nível mundial (OCDE, 2018). Como as relações de entrada e crescimento econômico não ocorrem de maneira igual entre todas as partes, países como Índia e Brasil apresentam alto nível de entrada de IDP, contudo não apresentam crescimento econômico elevado, mesmo como membros de blocos econômicos (sobretudo os BRICS2). Esse é um dos pontos que mais chama atenção para o presente estudo. Tal característica demonstra que a teoria e outros indicativos valem a pena serem estudados. Deste modo, o presente tema se insere a partir da avaliação do crescimento econômico apresentado em relação a entrada de investimento direto no país e fatores que possam influenciar a entrada de IDP. No qual a teoria e modelos de crescimento econômico e a teoria do investimento, baseado na escola neoclássica e Vernon (1966), são o principal meio de análise e desenvolvimento para abordagem. No presente estudo, analisar-se-á as especificidades em. 2. Brasil, Rússia, Índia e China são países membros do BRICS. Esse grupo, por sua vez, são os primeiros países da formação BRIC, com a exceção da África do Sul, que hoje é representada pelo S na sigla. BRICS são países com economias com grande potencial de crescimento futuro, por conta do elevado crescimento econômico que se deu em 2001, pelo tamanho populacional, com crescente poder aquisitivo e, por isso, potência para dinâmica de mercado..
(16) 15. que a teoria pode contribuir para a pergunta problema: há impactos dos fluxos de entrada de IDP no crescimento econômico? A importância de estudar esse tema, do ponto de vista das variações no IDP e nos fatores considerados diretamente relacionados com o IDP, por essa abordagem, apresenta-se no fato de entender a forma na qual as expectativas a entrada do investimento podem ser influenciados por fatores internos, como o crescimento econômico, uma vez que os empresários agem no mercado segundo atratividade de melhores mercados e maiores ganhos. É importante mencionar quais são considerados variáveis independentes ligados ao IDP. Entende-se assim, como pressupostos, para a análise, relacionados com o IDP: o idioma, a distância entre IDP mundial e IDP do país, tamanho populacional, grau de abertura comercial (GAC) e índice de liberdade econômica (ILE). Para realização do objetivo divide-se a pesquisa em três seções em que são utilizados os conceitos de “crescimento econômico” e “investimento direto no país” para caracterização das relações dos pressupostos. Essa seção tem como pretensão expor a base do trabalho para abertura do leque de possibilidades e resultados que se darão nas próximas seções, de modo que fiquem evidentes as teorias relacionadas. No segundo seção, buscar-se-á identificar os aspectos que a metodologia de análise de dados em painel contribui na avaliação das economias analisadas. Busca-se um resultado capaz de corroborar com os dados que serão, posteriormente, analisados juntamente com as teorias apresentada no primeiro capítulo. Na primeira etapa, tentará mostrar teoria da lei de Newton, que tem lugar a partir da avaliação do modelo gravitacional. Este capítulo tem a função de apresentar a metodologia e aplicar o modelo para a análise de países e o investimento. Na subseção, procurar-se-á caracterizar a posição de internacional de investimento dos países em 2016, descrever os impasses e resultados da entrada de IDP para o crescimento econômico. Na terceira seção, buscar-se-á uma análise crítica mais detalhada dos fatores ligados ao IDP e ao mesmo e como esses fatores implicam no crescimento econômico no que consiste o resultado dos dados em painel. Toda essa análise será trabalhada com junto com os conceitos abordados no primeiro capítulo..
(17) 16. 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 CRESCIMENTO ECONÔMICO. O crescimento econômico é oriundo, na maior parte das vezes, da soma da produtividade dos meios de produção, acumulação e investimentos no capital. Nos países em desenvolvimento, estudos acadêmicos indicam que a presença do Estado e da iniciativa privada são fundamentais para desenvolver esse processo de crescimento econômico (DINIZ, C. C.; SANTOS, F.; CROCCO, M., 2006). O crescimento econômico é um dos temas mais discutidos em conferências e organizações, no âmbito internacional, que avalia o progresso político e cultural das economias, uma vez que representa um processo para estabelecimento de relações entre países, companhias e trabalhadores do mundo todo. Tal acontecimento está de acordo com o fluxo de envios de capitais e, mais do que isso, está ligado às vantagens e benefícios de estabelecer em outro país uma filial com custo menor do que a matriz e a oportunidade de maiores lucros. Assim desvenda-se e amplia-se os meios de trocas outrora concentrados para magnitude muito maior que o já estabelecido pelas economias maduras. Isso traz à tona temas como a manipulação das taxas de juros para empréstimos, os custos de importação e exportação através das taxas cambiais, a política fiscal e o aumento/queda da demanda além das políticas industriais para o desenvolver de produtos mais diferenciados, moldados à nova região (DICKEN, 2009). Dessa forma, é o crescimento da economia foco das políticas e vitrine para atração de investimentos diretos. Isso pode ser visto a partir das relações do comércio internacional ao modo como as vantagens comparativas têm como base o momento inicial em que determinado país possui recursos próprios para produção. Os recursos que possui, inicialmente, as tecnologias e as preferências dos consumidores são determinantes em lhes proporcionar vantagem no padrão de comércio internacional (GONÇALVES, 1998). A teoria neoclássica do crescimento econômico considera o investimento e a tecnologia como os grandes motores para o avanço das economias. Para tanto, o IDP leva tecnologias além das fronteiras, fomenta a pesquisa e desenvolvimento de novos meios produtivos que, por sua vez, promovem o crescimento da produtividade e das exportações, dado aumento na produção por unidade de insumo (DICKEN, 2009)..
(18) 17. Neste sentido, McArthur e Sachs (2002), avaliam o crescimento econômico a partir da criação de inovações tecnologias e da absorção de tecnologia e capital dos países que desenvolvem a tecnologia. A forma como se dá o crescimento nessas economias ocorre de maneiras distintas e, empiricamente, é observado que taxas maiores de crescimento econômico se desenvolvem nos países que absorvem da tecnologia e do capital externo. Assim, as economias em desenvolvimento, dada absorção de tecnologia e capital, aparentam possuir perspectivas para aumento do nível de fluxos de IDP. O produto interno bruto (PIB) é um dos parâmetros utilizados para medir o tamanho da economia dos países num determinado ano. Esse parâmetro mostra a soma dos valores (monetários) finais de produtos e serviços produzidos numa determinada região (país para essa abordagem) num período. Como o conceito do crescimento econômico e, ademais, o potencial que um país tem de desenvolver-se com fatores ligados ao tamanho de mercado, expectativas do produtor interno, custos ligados ao transporte é um meio em que as ETs têm de valorar o avanço econômico de cada país, consequentemente. No entanto, mensurar as relações para desenvolvimento de um negócio deve, sobretudo, considerar os efeitos da globalização. Considera-se globalização um dos conceitos mais polêmicos no âmbito que se explica como se dá as relações entre países. Define-se nesse sentido globalização a partir das redes de tecnologias que interligam economias e empresas a atuarem no mundo com maior frequência e liquidez. com maior interdependência econômica com a unificação de mercados. É a expansão das atividades econômicas além das fronteiras nacionais (DICKEN, 1992). A globalização é um dos motivos pelo qual os fluxos de IDP têm aumentado gradativamente após 1990. Dadas as relações globalizadas entre países, são as ETs que reforçam os laços econômicos/comerciais entre países por meio de investimentos na atividade produtiva interligada com estruturas de bens acabados e bens não acabados e serviços, com modalidade de venda para consumidor final ou transformadores de matéria-prima. São essas as mudanças que estão modificando o ambiente social, cultural e, principalmente, os fluxos econômicos interligados..
(19) 18. Vale destacar que as maiores economias do mundo apresentam histórico de troca de fluxos de IDP com grandes hegemonias do passado (WORLDBANK, 2016). Estados Unidos, Japão, Alemanha e Inglaterra foram por muito tempo economias de grande destaque no cenário internacional. Algumas delas até hoje são importantes nas decisões da economia internacional, e protagonistas como remetentes do IDP em economias com grande potencial para o desenvolvimento, dado elevados resultados de crescimento econômico, pois utilizavam grande fluxos de trocas entre si para desenvolver a indústria e infraestrutura. Na Figura 1, as grandes economias são apresentadas pelo tamanho do PIB no ano de 2016 com valores em trilhões de dólares. Percebe-se que Estados Unidos, Japão, Alemanha e Inglaterra até os dias de hoje tem crescimento econômico significativo a nível mundial. No entanto, a China, nas últimas décadas tem apresentado relevante importância no cenário econômico. Figura 1 - PIB em trilhões de dólares das maiores economias em 2016 Estados Unidos. 18 tri. China. 11 tri. Japão. 4.9. Alemanha. 3.4. Inglaterra. 2.6. França. 2.4. Índia. 2.2. Itália. 1.8. Brasil. 1.7. Fonte: World Bank, 2006.. Entre as dez economias com maiores PIB, na Figura 1, tem-se países desenvolvidos e em desenvolvimento. Um dos sinais desse resultado advém das relações entre eles, dos acordos internacionais, da abertura econômica e política e também das privatizações de setores outrora.
(20) 19. monopolizados e com controle federal e/ou estatal (DOS SANTOS; TRICHES; GODOY, 2015). As grandes economias utilizam-se das novas tecnologias desenvolvidas para acelerar os processos de produção, interação das ETs com nichos e mercados consumidores mais adequados para venda de seus produtos e serviços. As vendas com entregas internacionais são cada dia mais comuns para o avanço das relações do comércio, diminuindo as barreiras reais de distância e alimentando um mercado que não trabalha mais apenas com preços internos. No entanto, as ETs consideram, ainda mais agora, com o desenvolver de novas tecnologias e com o avanço das relações entre países, a importância de consumidores que estão no sistema internacional. Com os fluxos de IDP, o avançar das tecnologias diminui as distâncias entre os principais mercados globais. Avaliando o que o mercado internacional pode oferecer às ETs, têm-se em conta as variações no IDP global. As variações no IDP global decorrem de mudanças estruturais, das crises, principalmente, que também afetam negativamente a visão dos investidores de um cenário internacional de maior liquidez e maiores riscos não mensuráveis. Nesse ambiente de mudanças do sistema internacional, os fluxos de IDP mundial apresentam impactos de crises financeiras na movimentação de capitais para investimento, nos quais um crescimento exponencial do fluxo de IDP é facilmente minimizado pelo efeito crise global do setor financeiro com capital integrado, decorrente, portanto, do efeito “dominó”3.. 3. O efeito dominó consiste em uma sucessão de fatos que podem implicar negativamente ou positivamente na economia e, consequentemente, afeta o crescimento econômico de um ou mais países..
(21) 20. Figura 2- Fluxo de IDP mundial - em US$ milhões - valores deflacionados pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP) norte-americano com base=2016– 1990/2016. Fonte: UNCTAD, 2017.. Desde a virada do século XX, o fluxo de IDP mundial tem carregado as consequências das crises econômicas mundiais, vide Figura 2. É de interesse a abordagem do crescimento econômico acompanhado pelos efeitos das variações do IDP mundial e o custo para os investidores. Esta parcela é considerada fundamental para avaliação do resultado da economia, como os países protagonistas o são para o avanço ou decrescimento dos fluxos interpaíses desenvolvidos e em desenvolvimento. Como as relações entre países adotam o dólar como moeda de câmbio, considera-se os dados monetários deflacionados em relação ao índice de preços ao produtor (IPP) norteamericano. Isso porque, os dados do índice estão na mesma moeda que os valores monetários analisados (PIB e IDP) e os preços dos produtos comercializados a nível mundial estão cotizados em dólares. Dessa forma, na Figura 2, o fluxo de IDP mundial apresenta crescimento significativo, a partir de 1990, com representativa volatilidade em seu crescimento. Nos últimos anos, os grandes altos e baixos dependem de países como a China e Estados Unidos e a política comercial pelo fato de que os países apresentam relações comerciais. Isso acontece também pelas fortes mudanças de cenários políticos de blocos regionais no sistema de fluxos de capitais internacional..
(22) 21. A avaliação do fluxo de IDP e o crescimento do PIB mundial, na Figura 3, quando deflacionados com base no IPP americano, com ano-base 2016, apresentam comportamento cíclico. Isso demonstra que possa ter alguma probabilidade, que a partir da Figura 2, mesmo nos períodos de pós-crises, como em 2008, que exista relação entre o pressuposto apresentado pela hipótese desta pesquisa. Com o avanço das relações internacionais, o sistema mundial tem absorvido mudanças nos fluxos sociais e econômicos. Apesar das relações intercompanhias seja forte, a presença do papel do Estado nas relações entre esses é bastante presente. Com isso, desenvolve-se os discursos em torno de políticas voltadas para uma relação entre países com a expansão das economias via entrada de capital para o investimento. Essas entradas do fluxo de IDP vêm sendo consideradas um grande indicador de crescimento devido ao incremento de novos empregos, ampliando-se, assim, as oportunidades de trabalho desde os países desenvolvidos para os países em desenvolvimento. Figura 3 - Fluxo de IDP e PIB mundial - em % - valores deflacionados pelo IPP norte-americano com base=2016 – 2005/2016. Fonte: Elaborado pelo autor a partir de dados da OCDE (2017).. A Figura 3 é fundamental para a compreensão do que é o objeto central de análise da presente pesquisa: o impacto dos fluxos de IDP no crescimento do PIB no mundo. Isto por desagregar uma relação entre variável dependente (PIB) e variável independente (IDP), sendo também analisadas as variáveis relacionadas à variável independente “principal” (IDP) dessa.
(23) 22. pesquisa empírica. Avalia a relação entre PIB e IDP, com a finalidade de entender se há impactos do fluxo de entrada de IDP para cada um dos vinte países, diretamente no crescimento econômico exatamente no momento em que os fluxos dessas variáveis vêm oscilando significativamente nos últimos onze anos. Ou até mesmo além do que mostra a Figura 3, se houver alguma previsão de variáveis para os seguintes anos. Ao princípio, a Figura 3, considera um acompanhamento das linhas dos dois valores apresentados no gráfico. Isso significa que dentro do período da análise compreende-se, nominalmente, uma sequência entre queda e/ou elevação das variáveis seguidos ou pelo PIB ou pelo IDP e vice-versa. Em consequência, os países têm-se organizado em blocos, para, por exemplo, avaliar melhores oportunidades comuns entre fronteiras próximas ou conforme grande similaridade entre um ou mais fatores econômicos e sociais que compartam. Assim que, desde os anos 50, países da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI4) consideram o fluxo de entrada de IDP complementar como atração do investimento para o desenvolvimento da industrialização interna. Estes países atuam desta forma com o objetivo de promover o crescimento da indústria nacional por meio da entrada de capital estrangeiro em forma de IDP. (BITTENCOURT; DOMINGO, 1996). Diante da crise europeia de 2008 e a alteração de caráter populacional mundial, nos últimos anos, relacionada à mão de obra empregada apta nos países da ALADI e entre outros blocos regionais, entende-se as relações de IDP nas economias com base nas relações comerciais fundamentadas em tratados e acordos diplomáticos. Com dados do fluxo de entradas de IDP dos países desenvolvidos, em desenvolvimento e em transição, extraiu-se do site da UNCTADSTAT o nível de participação percentual de cada grupo, para apresentar o comportamento desses países escolhidos em relação aos fluxos de entrada de IDP global. Isso porque este dado é considerado relevante para a dinâmica de fluxos internos de capital e da participação dos mesmos no PIB nacional e global.. 4. ALADI é uma Associação Latina Americana de Integração. O organismo intergovernamental tem como objetivo a integração econômica-social dos países membros ao desenvolver o comércio, entre outros fatores, entre eles..
(24) 23. Por conseguinte, a Figura 4 apresenta as oscilações do fluxo de entradas de IDP para economias divididas em três grupos, e sua relevância será estudada nessa abordagem com a proposta de ser significativa para o estudo dos impactos dos fluxos de entrada do IDP para o crescimento econômico, mensurado pelo PIB. Figura 4 - Nível de participação, em %, de economias desenvolvidas, economias em transição, economias em desenvolvimento no fluxo de entrada de IDP Global, 2005-2016.. Fonte: Elaboração própria a partir de dados da UNCTAD, 2017.. Dentro do que procurar-se mostrar a Figura 4, as economias desenvolvidas são o grupo que no decorrer do período analisado dominam a recepção do fluxo de entradas, esses países apenas desempenham baixa contribuição para o fluxo de entradas de IDP, no ano de 2014. Ao considerar sua recuperação no pós-crise e a ampliação do sentido do fluxo do IDP dessas economias a economias em desenvolvimento e em transição. Enquanto que no Continente Asiático em 2016, a China participa, percentualmente, nas entradas de IED desses países com 69% entre as economias em desenvolvimento. Dentre os países do continente asiático com economias em desenvolvimento consideram-se Hong Kong, Taiwan, Macau e China. No entanto, em relação as economias em transição, percebe-se no gráfico, que estes países apresentam certa vulnerabilidade em anos de pós-crise. Nota-se que ocorre um aumento de entrada de IDP nesses países em relação 2008 e ano após ano há queda na participação no IDP Global dessas economias em transição. Em 2015, novamente apresentam uma queda nas.
(25) 24. entradas e em 2016 aumenta com pouca variação o fluxo de entrada de IDP, com Rússia que recebeu 56% de IDP. Em relação as economias em desenvolvimento, separado por região, na América do Sul, o Brasil, que há mais de dez anos, é o país que mais vem recebendo grande fluxo de entradas de IDP entre os países parte do MERCOSUL (UNCTAD, 2017). Em relação a essa divisão de países, considera-se relevante, no sistema internacional, que os países se organizem em blocos regionais e, alguns, optam por estruturar-se em blocos econômicos. Isso pela interligação em que desenvolvem com as economias que mais possuem relacionamento comercial, ou de fronteiras, ou de compartilhar a mesma moeda entre outros, e faz-se o uso de minimização das barreiras comerciais intergovernamentais. Alguns blocos, como a Europa, realiza uma integração político-econômica e monetária. Esses países membros possuem uma associação de comércio formal, onde há a figura de um parlamento para tomada de decisões comerciais, além de temas políticos, entre países membros. Considera-se relevante mencionar a estrutura de alguns deles. O Mercado Comum do Sul, MERCOSUL 5 , e ALADI 6 são organizações intergovernamentais que estão formados devido à proximidade e conforme sua economia-política na América do Sul. Todos os países do MERCOSUL também são membros da ALADI, enquanto a ALADI está composta por mais países do que o MERCOSUL. Visando colaborar com as relações empresariais internas do país, encontra-se nas relações comerciais o papel relevante dos Estados e suas associações para regulamentar e interceder no sistema internacional em processos comerciais e abertura de mercado, para os setores e ETs em seu estabelecimento e desenvolvimento. Mesmo em meio a taxas de crescimento pouco significativas para o desenvolvimento social e econômico dos países parte desse grupo, nos últimos anos, esses países têm desempenhado papel fundamental na atração de entradas do fluxo de Investimento Direto no País. São blocos regionais como o MERCOSUL, BRICS, ALADI, entre outros, que apresentam maior fluxo de comércio e IDP, nos quais se utilizam dessa organização ao contar com um. 5. O MERCOSUL tem como países que fazem parte do tratado: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia. Enquanto que também há os Estados Associados que, por sua vez, são: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname. 6 ALADI está composta por países da América Latina, os quais sãos: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Cuba e Panamá..
(26) 25. banco de desenvolvimento para financiamento em curto e longo prazo, além de fomentar internamente a infraestrutura e know-how (KUMAR; PRADHAN, 2002). Pode-se entender nos dados, uma grande alteração dos fluxos de entrada de IDP, em todos os países, desde a participação das economias em desenvolvimento muito próxima das economias desenvolvidas desde 2010. Em 2010, 2013 e 2014, os países desenvolvidos tiveram participação no IDP mundial considerável em relação aos anos anteriores. Assim, em 2014 os países em desenvolvimento obtiveram participação no fluxo de entrada de IDP mundial de 53% (UNCTAD, 2017). Mesmo em tempo de crise econômica e política, muitos países atípicos, no cenário de entradas de IDP, têm conquistado lugar no ranking de vinte países com maiores fluxos de entradas. As remessas de investimento, abordadas no presente trabalho, vêm sendo utilizados como um dos mecanismos de financiamento de infraestrutura e produção doméstica devido a programas específicos de promoção à abertura comercial em específicos setores. É ao passo que se avança as novas tecnologias e mudanças de clusters na economia que há o desenvolvimento da produção de ciência e infraestrutura. O fluxo de entrada de IDP ocorrem, também, a partir das modificações constantes das políticas de comércio internacional, com as vantagens advindas das relações internacionais, de acordos e vias mais acessíveis para subsidiar a ampliação de capital intensivo (ACIOLY e RIBEIRO, 2011). O resultado dos agentes nas relações internacionais avança no sentido das entradas de IDP serem complementares na função da formação do capital. As economias em desenvolvimento são receptoras de elevado quantum de fluxo de investimentos pelas economias desenvolvidas. Aquelas que obtêm desempenhos significativos dado crescimento econômico, passam a conquistar maior visibilidade no mercado internacional diante das alterações do elevado nível de transações de capital financeiro diretamente das economias desenvolvidas (KUMAR; PRADHAN, 2002). As economias desenvolvidas participam, por meio das ETs, em constante relações com os governos onde desejam implantar seu capital, com a finalidade de buscar processos de expansão das vantagens comparativas em relação aos demais países e em relação as políticas de instituições públicas..
(27) 26. Ao passo que os governos criam abertura comercial, menores custos de instalação e facilidades para financiamento do capital para permanência de ETs na economia local, diminuem-se os custos ligados à burocracia, o que torna uma economia ainda mais competitiva, ampliando as oportunidades de receber investimentos e obter crescimento (JONES, 2017). Vale apresentar o comportamento do fluxo de entradas no mundo e, assim, dividir em três blocos econômicos, além de apresentar a posição de cada país estudado nesta pesquisa.. Tabela 1 - Fluxo de entradas do Investimento Direto no País por país, em 2016 –US$ milhões (valores correntes). IDP IDP Mundial Estados Unidos Reino Unido China Holanda Brasil Índia Austrália Rússia Canadá Bélgica Espanha Itália França México Luxemburgo Irlanda Suécia Alemanha Turquia Israel Total 20 países. US$ 1.909.828 468.330 253.700 170.557 73.407 57.933 44.458 43.325 36.951 35.257 33.094 29.119 28.951 28.343 27.447 26.849 22.298 18.746 12.243 12.009 11.903. % 2016 Ranking 100% 25% 13% 9% 4% 3% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 2% 1% 1% 1% 1% 1% 1% 1% 1%. 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º. 1.434.920. Fonte: Elaboração própria a partir de dados da UNCTAD, 2017.. A Tabela 1 mostra o acumulado de entradas do fluxo de investimentos no ano de 2005 a 2016, dados do UNCTAD (2017), no qual as economias desenvolvidas são as que apresentam maior fatia em relação ao total investido mundialmente no período estudado. Entre os países,.
(28) 27. são os Estados Unidos que, predominantemente, tem a primeira posição entre os maiores receptores de IDP no mundo. Isto posto, entende-se que a internacionalização segue o comportamento indicado pelas relações em que visa as oportunidades para crescimento econômico e acumulação do capital para contínuo envio de remessas, a partir da integração internacional que cria disputas entre países para que a atração do capital gere oportunidades, impulsionado pelos menores custos de capital além das fronteiras e entre fronteiras (OLIVEIRA, 2004).. 2.2 INVESTIMENTO DIRETO NO PAÍS As economias em desenvolvimento, ao promoverem atração para investidores aplicarem IDP, competem com países que são semelhantes a eles e com os desenvolvidos. Assim, é importante que o balanço entre o custo para investir e as concessões de benefícios ao investidor sejam vantajosas para o capital do investidor. Muitos desses países precisaram adequar o sistema tributário para que o IDP tivesse fluxo contínuo e permanecesse no país. O fluxo de entrada do IDP entre países se destaca dentro da teoria econômica do investimento a partir de Dunning (1993), teoria comercial. O IDP pode ser feito de diferentes formas: com a aquisição direta de uma companhia estrangeira, construção de mecanismos, a abertura de nova unidade produtiva, ou investimento em joint venture, ou por meio de uma estratégia de aliança com uma companhia no estrangeiro, com avanços em tecnologia, ou por concessão de licença de propriedade. O IDP vem exercendo, nas últimas décadas, o papel principal para a internacionalização dentro das negociações intercompanhias. A direção do fluxo de investimento está também relacionada ao market-seeking (também chamado de IDP horizontal) no qual Dunning (1993) relaciona o fluxo de IDP com o crescimento econômico dos países e as atividades operacionais produtivas. Analisa-se a teoria microeconômica com ênfase da importância das relações comerciais dos recursos disponíveis, dada as relações entre novos mercados com a adesão de produção em escala e escopo dividido entre países, conforme pressupostos das condições concorrenciais de mercado..
(29) 28. Desde a década de 90, o IDP global vem crescendo a níveis elevados promovendo a quebra de barreiras para entrada de diferentes players nos mercados de economias similares e/ou completamente diferentes. Esse avanço de IDP mundial em 2005 de US$ 980.257,57 para depois de onze anos, em 2016, o IDP chegar ao nível de US$ 1.909.828,29, com variação no período de 95 % (UNCTAD, 2018). Nesse sentido, é importante considerar as disputas entre os países ao vislumbrar pela entrada de IDP para contribuição à crescente produtividade total dos fatores de produção, por exemplo, por meio de melhoras na tecnologia (NATH, 2005), ao passo que os governos buscam, constantemente, por ferramentas de regulação e estímulo de melhores cenários. Buscam também por perspectivas econômicas para instalação e entrada de capital financeiro, por meio de políticas econômicas estratégicas, outrossim, por meio de infraestrutura física e humana (DICKEN, 2009). As ETs e a estratégia dos Estados-nações têm papel considerável na expansão ou contração das economias. É o comportamento da economia mundial avançando de maneira significativa pelas fronteiras entre países e além-mar, que grandes negócios e oportunidades têm sido criados para o desenvolvimento crescente de tecnologias e da inovação para sociedade (DICKEN, 2009). Percebe-se que, além das tecnologias e das inovações, existe elevada relação da direção do fluxo de IDP com a distância geográfica. Tem sido utilizada como um dos meios para explicar, em trabalhos científicos sobre o IDP, a abordagem e aplicação da Lei de Gravidade Universal (Newton, 1687) para atração de investimentos estrangeiros diretos, segundo Tinbergen (1962) e Pöyhönen (1963). Muitos estudos científicos têm tomado lugar no campo do IDP. É um dos temas mais frequentes nas conferências dirigidas pelo WTO, G20, UNCTAD 7com o intuito de facilitar e desenvolver regras para que o comércio global aconteça de modo transparente, regulamentado. Assim, espera-se que os países tenham garantida a livre circulação de mercadorias e capital além das fronteiras para o maior bem-estar social. 7. WTO é a Organização Internacional do Comércio e funciona com o objetivo de assegurar o livre comércio entre nações, regulamentando as transações comerciais a nível global. G20 é o grupo de vinte governos de países e bancos centrais que se organizam para cooperação entre si. E a UNCTAD é uma Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento na integração, investimento, comércio e desenvolvimento das economias em desenvolvimento na economia global..
(30) 29. Esses estudos têm dividido a abordagem dos efeitos da entrada de IDP nos países entre: teorias neoclássicas e teoristas da dependência. Pelo lado neoclássico é explicado o IDP como fator para o crescimento nas economias em desenvolvimento, baseado no principio fundamental da economia em que o crescimento econômico requer investimento em capital. Enquanto os que tratam de teorias da dependência, argumentam que ao passo que os países têm alguma dependência em relação aos investimentos estrangeiros se espera que tenham efeitos negativos no crescimento econômico e na distribuição de renda (ADAMS, 2009). Pelos teóricos neoclássicos o investimento direto no país contribui com recursos para o desenvolvimento de novos conhecimentos, novas formas de fazer negócios com transferência de tecnologia. Assim também, como pelos modos operantes em âmbito empresarial e organizacional contribuem com acesso a mercados, desenvolvimento de marketing, relacionamento para negócios com diferentes países e etc (CALVO; SANCHEZ-ROBLES., 2002). Em contrapartida, estão as abordagens e estudos relacionados a teoria da dependência que estudam o IDP. Neste sentido, destacam-se a pesquisa De Mello (1997); Saggi (2000), por recentes pesquisas que articulam sobre a dependência de fluxo de entrada de IDP para o crescimento das economias. Abordam-se fatores positivos e negativos para a economia receptora do IDP. Entre os benefícios da entrada do IDP estão: favorecer a entrada direta de tecnologia que transmite atualização e novos conhecimentos ao trabalhador local; promover a competição no mercado local; desenvolver a mão-de-obra para especialização do trabalho em determinado tipo de negócio; aumentar o nível de exportações; incentivar o setor industrial; transferir conhecimento gerencial, direitos de propriedade e tecnologias. Com relação às dificuldades para o IDP estão: os elevados custos na comunicação e trocas de informações pouco disponíveis para entrada no mercado; custo de possíveis perdas de propriedade, elevados custos de capital; piores condições de trabalho, crescimento de uma indústria de monopólios controlada por companhias multinacionais. As políticas econômicas do país são de fundamental importância para relacionar o ambiente econômico, com entrada de fluxos de IDP, para economia receptora, sendo que os investimentos das ETs têm contribuído, desde o ano 90, mais do que, proporcionalmente, comparado ao investimento doméstico (KUMAR; PRAHDAN, 2002)..
(31) 30. Segue, neste sentido, a importância do valor agregado articulado para o crescimento sustentável das economias em desenvolvimento, com vista a angariar benefícios e efeitos positivos na economia dentre o médio e longo-prazo (PIGATO, 2000). Isso ocorre devido ao crescimento de determinada indústria ou setor da economia. Para o desenvolvimento é importante que a região esteja preparada para as oportunidades consequentes ao crescimento de investimentos diretos na produção nacional e regional. Muitos estudos empíricos como o de López (2010), Kumar e Pradhan (2002), abordam o crescimento econômico por meio de IDP e diferenciam os impactos por regiões. Dessa forma, não significa que o crescimento é, predominantemente, relacionado positivamente ao elevado fluxo de entrada de IDP, mas argumenta-se que os efeitos dependam e, sejam mais relevantes, onde as políticas relacionadas à liberdade e a política econômica são principais autores para o crescimento. As políticas do investimento são necessárias, mas não são suficientes para atrair IDP. Devem os governantes, que aprovam as políticas para os setores, considerarem outros fatores que não só são as barreiras políticas8. A política econômica de cada país pode estimular ou não a entrada de novos investidores no mercado interno. Associa-se à entrada de IDP a um cenário econômico mais favorável para o país receptor por meio de companhias nacionais. Kumar e Pradhan (2002) explicam a necessidade de um mecanismo de entrada das ETs, em rodadas, para que o país absorva o capital financeiro. Sugere-se considerar como relevantes as decisões que tomam para minimizar os efeitos sobre determinantes que geram instabilidade política, ausência de governança, demora na tomada de decisões para economia e setores, ineficiência da mão-de-obra e corrupção (BALASUBRAMANYAM, V. N.; SALISU, Mohammed A.; SAPSFORD, David, 1996). Isso. 8. As barreiras políticas são parte do programa de governo para proteger o nível comercial da região e são utilizadas para promover setores internos específicos impedindo a entrada de produtores externos, pois assim influenciam o comercio internacional. Podem ser comerciais por meio das barreiras tarifárias ou/e não-tarifárias. Políticas relacionadas aos investimentos internos realizadas por empresas estrangeiras no âmbito das finanças, a entrada, ao modo operandi, aos incentivos. Existe também barreiras industriais dada as regulamentações de uso de matériaprima interna, dando prioridade à produção do mercado interno..
(32) 31. porque, o fim ou o mínimo desses fatores, colaboram com um ambiente propício para os investidores estrangeiros desenvolverem negócios no país. Um caso a parte deve ser considerado. A China, apesar de não seguir nenhuma das importantes decisões para atrair fluxo de IDP, vem apresentando evolução em seu volume de entrada de IDP devido a baixos custos e acordos internacionais de produção em seu território. Outro fator importante, debatido em estudos, tem sido o tamanho populacional e territorial do país, como fator determinante para prospecção e entrada de IDP nos países (GLICKMAN; WOODWARD, 1988). Esses estudos revelam que um dos determinantes para o IDP é o quanto maior a população e território consumidor para geração de maiores lucros em economias em desenvolvimento, além dos menores custos - tanto serão as taxas cambiais favoráveis para ingressos e remessa de capital do investimento no país. É possível entender que a China é um exemplo de país que possui grande tamanho populacional e territorial, contudo desempenha controles de capital e possui presença bem marcada como intervencionista no mercado.. 2.2 DEFINIÇÕES DO INVESTIMENTO DIRETO NO PAÍS As relações abordadas no presente trabalho tratam sobre o crescimento nacional de países e as influências determinadas pelas entradas de IDP. Necessário se faz abordar como estão separadas as três formas de entradas de IDP no país. Não será tratado aqui sobre o fluxo de entrada e saída, mas buscar-se-á, separadamente, utilizar-se apenas dos dados referentes às entradas de IDP. O IDP está relacionado com o aumento de fatores de produção e, além disso, como quando um investidor estrangeiro passar a ter seu capital investido em uma companhia fora de seu país de origem, com grau significativo (WALSH; YU, 2010). O investimento pode ser caracterizado pela compra de ações com poder de voto com mais de 10% do total das ações, aquisição de estabelecimento produtivo já existente e de novas instalações produtivas em países diferentes da origem do capital. Essa última considerada como investimento greenfield, onde as ETs desenvolvem suas atividades produtivas em seu país destino (GILPIN, 2001). Contudo, para Michalet (1983), as transferências de ativos para estabelecimentos produtivos sem ampliação de capacidade produtiva, não configura crescimento da produtividade operante..
(33) 32. Esse investimento envolve a intenção de interesse duradouro, ou seja, em longo prazo, a transferência de capital a empresas que operem fora da economia do investidor. Está ligado a empresas que procuram internacionalizarem seus serviços, produtos ou capital. Além disso, é importante destacar que o investidor direto deve apresentar influência significativa na tomada de decisão de gestão da empresa investida, em caso de aplicação de capital (OCDE, 2017). Em 2015, a nomenclatura e forma de contabilizar o IDP mudaram. Investimento Estrangeiro Direto (IED) passa a ser considerado Investimento Direto no País (IDP). O conceito para cálculo passa a ser avaliado em relação a qualquer entrada de capital para produção nacional como um agregado do IDP. Agora a contabilização considera o princípio de ativos e passivos. A conta financeira do Balanço de Pagamentos, pela nova metodologia, considera o saldo de ativos e passivos às incorporações de lucros reinvestidos no estoque de IDP, assim como captação de recursos fora do país, mesmo que de empresas nacionais, para investimentos internos de longo prazo (BCB, 2009). As transações entre empresas irmãs (fellow enterprises) também é uma das modificações de mais impacto para o conceito de IDP da nova BPM, sob o mesmo controlador—mesmo que não tenha participação no capital da fellow enterprise—como modalidade de dívida intercompanhias (BPM69, 2009). Os investimentos podem ser também através da transferência de pessoal para trabalho em outro país, de fora para dentro, de tecnologia, além das transações cambiais de mercado quando possuem participação em companhia estrangeira (LOPEZ, 2010). Com relação à transferência dos fatores de produção e dos bens terminados para produção, o investidor mensura o custo de transferência do seu ativo para o país estrangeiro, e o custo do investimento para produção no país investido, que caracterize menor custo e maior capacidade produtiva.. 9. Refere-se à 6 Edição do Manual de Balanço de Pagamento e Posição Internacional de Investimento do Fundo Monetário Internacional (FMI). ª.
(34) 33. Há duas classificações mais abordadas para os estudos relacionados ao IDP exploradas por Dunning (2001): vertical ou horizontal. São as formas de o investidor ou companhia multinacional/transnacional investir fora do seu país. Caracteriza-se por meio de diversificação de setor, ao fazer investimentos em companhias complementares ao seu negócio principal em outro país, esse sendo a forma de IDP vertical. Ou o investimento em parte de outra companhia direcionado ao mesmo ramo que a matriz, além das fronteiras, sendo esse o investimento horizontal. Valem ressaltar as diferenças entre as formas de investimento. Na forma de IDP horizontal, caracteriza-se entre países com interesses em evitar as barreiras comerciais, desenvolver o acesso a economias diferentes, desenvolver tecnologias e conhecimento próximo a outros polos industriais do mesmo ramo. É o IDP investido para adquirir novos conhecimentos e expandir as fronteiras de mercados, enquanto que o IDP vertical busca maiores lucros a menores custos dos recursos escassos, como mão-de obra e recursos naturais. Portanto, existe a verticalização da cadeia produtiva com vantagens nas demais etapas do processo, tendo como objetivo a produção com ganhos de escala. Mesmo quando os investimentos em outro país ocorrem por meio da forma de IDP horizontal ou vertical, as relações comerciais não deixam de existir, e a própria produção do país investido pode ser enviada para o país investidor.. 2.3 TEORIAS ECONÔMICAS DO IDP. Para entender os fluxos de entrada de IDP, por meio da teoria econômica, buscam-se no histórico da teoria clássica os fundamentos para análise desse estudo. A partir da teoria em que dois países habitualmente possuem troca como parte de suas relações comerciais de produtos relativamente mais baratos, onde exista fator abundante. São os deslocamentos de fatores produtivos que definem a remuneração dos fatores a nível internacional. Esses preços são equalizados por meio da lei de demanda e oferta. Para estudar a relação de atração de IDP e seu principal fator atrativo é importante definir que a relação produtiva dos fatores está associada a regiões: as desenvolvidas apresentam produção.
(35) 34. intensa em capital, enquanto que regiões em desenvolvimento revelam economias abundantes em produção com oferta maior de mão-de-obra. No modelo de Helpman e Krugman (1985), a relação do comércio internacional envolve economias e mercados na corrida tecnológica em busca da especialização da mão de obra e da produção com capital intensivo. Assim sendo, economias desenvolvidas enviam IDP para economias em desenvolvimento pela abundância no fator mão-de-obra intensiva, proporcionando maiores lucros e baixos custos de produção. Como nos estudos da teoria da Organização Industrial, as divisões na estrutura de mercado podem ser classificadas em mercado monopolista, concorrência perfeita e imperfeita, além de oligopolista. A ligação é feita com o modelo Hymer (1983), que interpreta o poder de mercado à internacionalização das ETs, isto é, quanto menor for a concorrência dentro daquele mercado, mais atrativa se torna o investimento direto, passando assim a criar barreiras à entrada no mercado e extinguindo a competividade internacional no mercado (BOILESEN, 2015). Hymer (1976), Kindleberger (1969) e Caves (1971), são os precursores da teoria econômica de fluxos entre países de IDP com ênfase na estrutura de mercado. Hymer 10 (1976) destaca a importância de identificar vantagens específicas, em sua análise conhecida como Teoria do Poder do Mercado. As ETs posicionam-se no mercado ao explorar os fatores de produção escassos e as dificuldades de avanço destes, em busca de adquirir economia de escala ou através do conluio consolide mercado. Além disso, define a abertura de capital e envio de remessas a outro país (ou países) quando as oportunidades de expansão de mercado interno (em seu país de origem) já não são favoráveis e deixam de existir. Dessa maneira, de acordo com sua teoria o movimento do capital não é atividade apenas de multinacionais, mas também a diferença entre países e regiões específicas que estimulamos fluxos de IDP. Kindleberger (1969) reconhece a Hymer (1976), seu orientando, como pioneiro nos estudos do crescimento dos fluxos mundiais de investimento direto. Todavia, modifica um 10. Hymer foi aluno de Kindleberger. Stephen Hymer teve sua tese de doutorado orientada por Charles Kindleberger em 1960, no entanto, ela só foi publicada após os trabalhos de seu orientador em 1976. Mas, vale ressaltar, que Kindleberger, em 1969, já reconhecia o pioneirismo de seu aluno em relação ao investimento direto..
(36) 35. pouco sua análise em relação à de Hymer. Kindleberger desenvolve seus estudos a partir de que o IDP ocorre por meio do resultado das barreiras concorrenciais, da concorrência imperfeita dada falta de transferência de recursos do mercado. Caves (1971) envolve seu discurso, em relação aos determinantes do IDP, as causas aos quais estão ligados, proporcionalmente, aos custos relativos de produção, de comércio, tecnologia e barreiras entre duas regiões geradas pelas concorrências imperfeitas das estruturas de mercado. A crítica às teóricas clássicas, de Hymer (1976), Kindleberger (1969) e Caves (1971), advém da falta de ligação entre fluxo direto de capital a países abundantes em mão de obra, a fatores como demanda global, infraestrutura, necessidade de alocação de capital humano para produção. À vista disso, estuda-se a teoria que aderem à curva de aprendizado ao longo do desenvolvimento gradativo das CGVs e dos meios de produção. É também importante a conhecida Teoria da Internalização dos estudos reconhecidos por Buckey e Casson (1976). Essa orientação determina que as empresas devam internacionalizar quando os custos/riscos x benefícios encontre a melhor relação com base nos custos de transações, em busca da maximização dos lucros. Neste modelo, definem-se quais as atividades que devem ser internalizadas (realizadas pela própria empresa) e quais seriam terceirizadas. Levantam a possibilidade de transferência de serviço, know-how, tecnologia ou atividade para incorporação ao processo de uma subcontratação em outros países de empresa que faça esse serviço ao se tornar rentável e benéfico para ambas as partes. A Teoria da Internacionalização também determina quando e onde essas relações devem acontecer. Isso porque busca na estrutura de mercado encontrar concorrências imperfeitas que permitam aderir a maximização dos lucros. Assim, é notório as ETs fomentando seu próprio mercado, sendo que possuem dinâmica de mercado em mais de um país, ou apenas em dois, ao diferenciar seu produto, ou serviço, por meio do estudo de negócio no país a ser investido, no longo prazo, por meio do IDP (Buckley & Casson, 1976). O destaque da teoria da internacionalização se faz ao aporte dado por meio dos custos de transações a vantagens adquiridas pelas multinacionais que criam um mercado internacional..
(37) 36. Desenvolveu-se a Teoria da Internalização pela motivação dos ganhos de capitaldinheiro de novos negócios no mercado mundial, ou seja, os ganhos de transação entre as transferências em economias do capital e conhecimento gerado. O capital investido em outro país transfere conhecimento ao país investidor que mantinha um ritmo de produção e passa a conhecer outras formas de produzir dadas especificações adversas dos novos mercados em que atua. A Teoria do Comércio com relação ao modelo H-O difunde a necessidade do fluxo de capitais entre os países com maior quantum de capital para os países com maior fonte de mão de obra é o início das relações entre países. No entanto, o modelo H-O não trata da troca direta dos fatores de produção, capital e mão de obra, apenas trata dos bens produzidos (LÓPEZ, 2010). O que de fato se aplica nesse momento é em razão da transferência de ativo, quando uma empresa autoriza outra a desenvolver sua marca, produto, serviço em outros países. Assim, transfere sua produção onde o fator abundante seja mais propício até que seja estabelecido filial, quando assim for à escolha da ET. O modelo de Heckscher-Ohlin atribui ao comércio às dotações dos fatores no mercado internacional (KRUGMAN e OBSTFELD, 2004). Em relação ao H-O, Vernon (1966) desenvolve a Teoria do Ciclo do Produto para abordar sobre o IDP. Desenvolve o modelo em três fases para o desenvolvimento e ampliação do mercado de um produto, no qual as estruturas de mercados favorecem mais um país do que outro à produção do fator. Após a introdução e maturidade do produto no mercado inicial, no qual os custos podem ser cobertos por elevados preços, a produção é deslocada para incorporação de fatores que gerem demanda e viabilizem a competição alimentando uma competição de padrões de mercado. A partir daí é avaliado o tamanho e estrutura em mais de um mercado para assim ser definido os locais de produção e os fluxos de capitais para produção e desenvolvimento de produção em escala que possam ser vantajosos para o comércio internacional. A Teoria do Ciclo do Produto considera a importância das escolhas locacionais e menciona a importância da contribuição de ganhos para os padrões exigidos para o comércio benéfico entre os países. Adiciona-se o fato de que a expansão do comércio do país receptor contribui para o fluxo de entrada de IDP e, consequentemente, na geração de novos empregos, novas plantas fabris e expansão da oferta no mercado..
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