UNIJUÍ – UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
DACEC – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM CONTROLADORIA E GESTÃO TRIBUTÁRIA
AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE AUDITORIA INTERNA DE
UMA ENTIDADE FUNDACIONAL
(Trabalho de Conclusão de Curso)
GRAZIELA DAIANA ROLIM
Orientador: Prof. Irani Paulo Basso
GRAZIELA DAIANA ROLIM
AVALIAÇÃO DO SERVIÇO DE AUDITORIA INTERNA DE UMA
ENTIDADE FUNDACIONAL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Pós-GraduaçãoLato Sensu em Controladoria e Gestão Tributária, Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômi-cas e da Comunicação (Dacec), da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), requisito parcial para obtenção do grau de Especialista em Controladoria e Gestão Tributária.
Orientador: Prof. Irani Paulo Basso
AGRADECIMENTOS
ADeus, acima de tudo, pela vida, pelas bênçãos alcançadas, pela força e coragem para nunca desistir.
Aos meus avôs (in memorian), aos meus
pais, meus irmãos e seus cônjuges, aos meus sobrinhos e ao meu namorado, pelo apoio,
incentivo e compreensão.
Aos professores do curso de pós-graduação, pela dedicação e atenção. Em especial ao meu orientador, professor Irani, pela disponibilidade e por acreditar na minha capacidade.
Aos entrevistados, pelas ricas contribui-ções no desenvolvimento da pesquisa.
A todos que colaboraram de uma maneira ou de outra na elaboração deste estudo.
LISTAS DE ABREVIATURAS
CFC – Conselho Federal de Contabilidade CRC – Conselho Regional de Contabilidade
DACEC – Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação
NBC – Normas Brasileiras de Contabilidade TCC – Trabalho de Conclusão de Curso
RESUMO
Esse Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Controladoria e Gestão Tributária, teve como área escolhida para estudo e aplicação prática a Auditoria Interna, com enfoque para a avaliação de seus serviços em uma Fundação sem fins lucrativos. No contexto, a grande questão que norteou a presente investigação é: A organização, estrutura e funcionamento do Serviço de Auditoria Interna da Fundação, são adequados e suficientes para o desempenho de suas funções e o alcance pleno dos objetivos para o que foi constituído? Para tanto, foram elaborados questionários para a obtenção da posição da direção da Fundação, do Encarregado do Serviço de Auditoria Interna, dos Usuários do Serviço de Auditoria interna, divididos em duas categorias: os que ocupam cargos de chefias e dos que ocupam cargo de coordenação. Analisadas as respostas, elaborou-se as conclusões e foram apresentadas contribuições à direção superior da Fundação para a melhoria do desempenho do Serviço de Auditoria Interna, resumida na revisão da organização e estrutura de pessoal, para que efetivamente o Auditoria Interna poça realizar com efetividade suas tarefas e contribuir de forma eficiente no atendimento aos diferentes usuários de seus serviços.
SUMÁRIO
LISTAS DE ABREVIATURAS ... 3
RESUMO... 4
INTRODUÇÃO ... 8
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ... 9
1.1 Área de conhecimento contemplada ... 9
1.2 Caracterização da organização ... 9 1.3 Problematização do tema ... 10 1.4 Objetivos ... 11 1.4.1 Objetivo geral ... 11 1.4.2 Objetivos específicos... 12 1.5 Justificativa ... 12 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 14 2.1 Contabilidade ... 14 2.1.1 Conceituação de Contabilidade ... 14 2.1.2 Objeto da Contabilidade ... 15 2.1.3 Finalidades da Contabilidade ... 16
2.1.4 Funções e objetivos da Contabilidade ... 16
2.1.5 Aplicação da Contabilidade ... 16
2.1.6 Técnicas contábeis básicas ... 17
2.2 Auditoria ... 17
2.2.1 Conceituação de Auditoria ... 18
2.2.2 Classificação e formas de Auditoria ... 18
2.2.2.1 Auditoria contábil ... 19
2.2.2.2 Auditoria operacional ou de gestão ... 19
2.2.2.4 Auditoria e a importância dos controles internos ... 21
2.2.2.5 Auditoria Interna ... 22
2.2.2.6 Auditoria Externa ou Independente ... 23
2.2.3 Semelhanças entre Auditoria Interna e Externa ... 23
2.3 Origem e evolução da Auditoria Interna ... 25
2.3.1 Objetivo da Auditoria Interna ... 25
2.3.2 Alcance e atividades da Auditoria Interna ... 25
2.3.3 Responsabilidades do Auditor Interno ... 26
2.3.4 Ética do Auditor Interno ... 27
2.3.5 Independência do Auditor Interno ... 27
2.4 Normas Brasileiras de Contabilidade Profissional do Auditor Interno ... 27
2.5 Quadro de pessoal da Auditoria Interna ... 28
3 METODOLOGIA DO ESTUDO ... 30
3.1 Classificação da pesquisa ... 30
3.1.1 Do ponto de vista de sua natureza ... 30
3.1.2 Do ponto de vista de seus objetivos ... 31
3.1.3 Do ponto de vista dos procedimentos técnicos ... 32
3.1.4 Do ponto de vista da forma de abordagem do problema ... 33
3.2 Universo e amostra ... 34
3.3 Coleta e análise de dados ... 34
4 ATIVIDADE PRÁTICA ... 36
4.1 Respostas aos questionários ... 36
4.1.1 Questionário I – Levantamento de opinião de dirigentes ... 36
4.1.2 Questionário II – Chefe do órgão/setor/serviço de Auditoria Interna ... 38
4.1.3 Questionário III – Chefes usuários do serviço de Auditoria Interna da Fundação ... 42
4.2 Análise da pesquisa ... 50
4.3 Apreciação e apresentação de sugestões... 54
CONCLUSÃO ... 58
INTRODUÇÃO
O presente Trabalho de Conclusão de Curso de Pós-graduaçãoLato Sensu em Controladoria e Gestão Tributária tem a finalidade de revisar o conteúdo bibliográfico pertinente ao tema em estudo, aperfeiçoando os conhecimentos desenvolvidos durante o andamento dos estudos e, ao mesmo tempo, aplicá-los numa das áreas do campo profissional. Neste sentido, a área escolhida foi a da Auditoria Interna, com enfoque para a avaliação de seu serviço.
O presente estudo constitui-se na busca pelo conhecimento teórico necessário para que a acadêmica tenha condições técnicas de realizar a parte prática do Trabalho de Conclusão daPós-graduação. O estudo apresentauma pesquisa bibliográfica e uma pesquisa empírica de avaliação prática da atividade de Auditoria Interna numa entidade fundacional da região. Para tanto, foram realizadas entrevistas com os profissionais responsáveis pela área e com os usuários de seus serviços.
O capítulo inicial deste Trabalho de Conclusão deCurso de Pós-Graduaçãoestá voltado à contextualização do estudo, com enfoque na área do conhecimento, caracterização da organização e problemática do tema. Constam também os objetivos a serem alcançados e a justificativa parasua realização.
O segundo capítulo, por sua vez, traz a revisão bibliográfica, em que se buscou em estudiosos do tema a fundamentação teórica para a pesquisa. Seu conteúdo revela conhecimentos de Contabilidade e Auditoria, com ênfase para a Auditoria Interna.
Na sequência, o terceiro capítulo apresenta a metodologia utilizada na elaboração do estudo, onde estão evidenciados os passos para a consecução dos objetivos inicialmente traçados.
Finalmente, no quarto capítulo descreve-se a atividade prática, momento em que, mediante a realização de pesquisas e entrevistas,buscou-se elementos que evidenciassem a estrutura, o funcionamento e a eficácia dos serviços realizados peloSetor de Auditoria Interna de uma entidade sem fins lucrativos, constituída sob a forma de Fundação. Sua identificação, no entanto, será preservada, tendo em vista o sigilo profissional.
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO
1.1 Área de conhecimento contemplada
A Contabilidade, ciência concebida para o controle, registro, avaliação e estudo do patrimônio de pessoas físicas e principalmente jurídicas, tem como técnicas básicas de explicitação prática, a dos Registros dos acontecimentos e fatos contábeis, a das Demonstrações Contábeis evidenciando dados e informações patrimoniais, econômicas e financeiras, a da Auditoria como instrumentos de revisão de procedimentos técnicos, normativos, legais e operacionais praticados na entidade e, a da Análise de Balanços, permitindo, através de indicadores selecionados, permitir a avaliação, estudo e prospecções futuras do patrimônio controlado.
Nessas dimensões, o trabalho de conclusão contempla a área da Auditoria, com ênfase para a Auditoria Interna, tendo por base de estudo uma Fundação privada, sem fins lucrativos, situada na região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.
1.2 Caracterização da organização
A organização que serviu como lócus de observação prática é uma entidade semfins lucrativos, constituída sob forma de Fundação, com o objetivo do desenvolvimento regional através da Educação, que mantém, além de uma Universidade, outros entes que executam atividades complementares, com vistas à realização de seus objetivos estatutários.
Preservando o sigilo profissional, neste espaço, são apresentados apenas alguns dados gerais que caracterizam a organização, que foidenominada nesse estudo apenas como a Fundação, a seguir apresentada.
A Fundação tem uma história de mais de cinquenta anos e mantém uma Universidade e mais outras três mantidas que buscam através de suas atividades, realizar os objetivos estatutários da Fundação. Para tanto, conta com 645 colaboradores auxiliares de administração escolar e com 445 Professores, totalizando 1090 colaboradores. Sua Administração é constituída por um Presidente, um Vice-Presidente e um Diretor Executivo. Conta com um Conselho Diretor e um Conselho Curador, sendo que cada uma das mantidas também possui uma Diretoria
Executiva e um Conselho Diretor. Os serviços de pessoal, contabilidade, patrimônio e financeiro são centralizados na mantenedora, porém, com manutenção de registros independentes e consolidados entre si, apresentando por fim a situação patrimonial, financeira e econômica consolidada da Fundação.
1.3 Problematização do tema
A Auditoria Interna tem como objetivo atuar com função contínua, completa e independente, desenvolvida na entidade, por pessoal desta ou não, baseada na avaliação do risco, verificando a existência, o cumprimento, a eficácia, e a otimização dos controles internos e dos processos de governança, ajudando no cumprimento de seus objetivos. A mesma funciona como um sistema de controle organizacional, sua função é avaliar todas as áreas e atividades da organização. E sua meta é garantir que os objetivos da mesma estejam sendo cumpridos, e buscar essa concretização quando houver desvios de funções e/ou atividades organizacionais.
Outro objetivo da Auditoria Interna é prestar ajuda à administração, já que essa passa a necessitar de alguém que lhe afirme que os controles e as rotinas de trabalho estão sendo habilmente executados e se os dados contábeismerecem confiança, por espelharem a realidade econômica e financeira da empresa.
Além disso, a Auditoria Interna também tem como finalidades básicas a revisão e avaliaçãoda eficácia, suficiência e aplicação dos controles contábeis, financeiros e operacionais; determinaçãodo grau de confiança das informações contábeis e de outras naturezas; a observação das normas internas e da legislação pertinente; a avaliaçãoda qualidade alcançada na execução de tarefas determinadas para o cumprimento das respectivas responsabilidades.
É responsabilidade do auditor interno, aobservação com maior rigor do que qualquer outro empregado, dos regulamentos internos da entidade; a manutençãode alto padrão de comportamento moral e funcional; ser discreto, não se utilizando de fatos apurados para proveito próprio ou de terceiros; reportar-se a eventuais necessidades de melhorias nos controle internos e/ou processos de trabalho; postura de reportar-se somente a fatos que possam ser comprovados por documentos verificados e que não possam ser contestados; fazer-se sempre
presentenos setores que audita como colaborador na melhoria dos processos e controles evitando o sentimento de fiscal punitivo.
Ressalta-se que o auditor deve exercer apenas o papel de assessor, cabendo aos gestores tomarem decisões apropriadas. Geralmente é um funcionário da entidade, e dentro da organização ele não deve estar subordinado àqueles cujo trabalho examina. O auditor interno também não deve desenvolver atividades que possa vir um dia a examinar, para que não interfira em sua independência.
Atualmente as organizações necessitam de reavaliar seus processos de trabalho, controles internos, instrumentos de controles financeiros e econômicos, entre outros tantos aspectos que envolvem sua gestão e atividades operacionais.
Muitas vezes funcionários internos de um setor têm dificuldades em visualizar os problemas em função dos vícios já adquiridos. Neste contexto, uma visão externa não ostensiva pode contribuir em gerar novas visões;
A Auditoria Interna, embora historicamente vinculada auma visão fiscalizadora, nos últimos anos tem sido utilizada para analisar e melhorar preventivamente processos e atividades, podendo contribuir em muito na melhoria de processos e controles.
A Fundação, mesmo dispondo de um corpo funcional especializado em muitas áreas de gestão e controle, muitas vezes pode vir a falhar na condução de seu próprio negócio.
No contexto, a grande questão que norteou a presente investigação é: A organização, estrutura e funcionamento do Serviço de Auditoria Interna da Fundação, são adequados e suficientes para o desempenho de suas funções e o alcance pleno dos objetivos para o que foi constituído?
1.4 Objetivos
Os objetivos visam estabelecer o que se quer atingir com a realização do estudo e se dividem em geral e específicos, a seguir especificados.
1.4.1 Objetivo geral
Analisar, a partir de um programa de avaliação do serviço de Auditoria Interna da Fundação, seu funcionamento e vir a propor melhoriasnos seus processos de
planejamento e de procedimentos de trabalho, com vistas à otimização de resultados e desempenhos.
1.4.2 Objetivos específicos
Revisar os principais conceitos teóricos vinculados à auditoria interna e a melhoria de processos de trabalho;
Pesquisar os procedimentos de planejamento, organização, estrutura e de trabalho do serviço de Auditoria Interna da Fundação;
Identificar a percepção junto a um conjunto de gestores e usuários internos sobre as atividades executadas pelo serviço de auditoria interna da Fundação e suas efetivas contribuições na melhoria de processos e trabalhos setoriais;
Elaborar um plano de sugestões e contribuições de melhoria para o desempenho do serviço de auditoria interna da Fundação, caso o diagnóstico avaliativo assim determinar.
1.5 Justificativa
A busca pelo desconhecido sempre foi um dos principais fatores que trouxeram avanços para a sociedade. Este fato gerou estudos e pesquisas que resultaram em diversas teorias, sendo que muitas delas puderam ser cientificamente comprovadas, enquanto outras não.
Na realização do trabalho de pós-graduação busca-se apresentar o que é feito e como é realizada a tarefa prevista no “currículo” da pós-graduação em Controladoria e Gestão Tributária, iniciando-se pelo embasamento teórico como revisão e ampliação de conhecimentos técnicos para a realização da parte prática, tarefa principal desse trabalho de conclusão de pós-graduação.
A realização deste trabalho serve para retomarou mesmo revisar conteúdos sobre o assunto escolhido, sendo que o mesmo já foi estudado em aula durante o desenvolvimento das disciplinas da pós. Neste momento, porém, o tema é avaliado numa dimensão específica, mas integrada com os demais conhecimentos abordados, procurando-se aprofundar conhecimentos como experiência prática na área da Auditoria Interna, na perspectiva de exploração diagnóstica ferramental específica no grande contexto da Controladoria nas Organizações. Na dimensão da
atividade profissional, o estudo visa aprimorar conhecimentos na área de Controles e Auditoria Interna, com ênfase direcionada para o campo econômico-financeiro.Oestudo permite, também, um maior conhecimento sobre aqueles já estudados, servindo de base para futuras atuações ao longo da trajetória profissional, de forma direta ou indireta.
Para a organização o estudo pode se constituir numa análise do setor, com vistas ao aproveitamento por parte de sua Administração, no sentido da busca pelo aperfeiçoamento do serviço de Auditoria Interna como ferramenta gerencial de negócio e de gerenciamento interno.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Esta etapa consiste na busca do conhecimento, com o qual trouxe subsídios para a solução ao problema proposto na fase de contextualização do estudo. Nela será apresentada a teoria e fundamentos técnicos, com base na pesquisa bibliográfica, contendo conceitos e fundamentação teórica e técnica sobre Contabilidade, Auditoria geral e, principalmente, sobre Auditoria Financeira Interna, como embasamento da autora para a realização do Trabalho de Conclusão de Curso da Pós-Graduação em Controladoria e Gestão Tributária.
2.1 Contabilidade
O conhecimento contábil tem história; sua operacionalização se manifesta através das técnicas da escrituração, da elaboração de demonstrativos contábeis, da auditoria e da análise pregressa e de tendências, tendo por base os demonstrativos contábeis.
A Contabilidade está relacionada ao universo das organizações, onde a sua característica utilitária mostra a sua capacidade de responder a questionamentos sobre um determinado patrimônio, o que a torna tão importante na vida empresarial. A Contabilidade tem como um dos principais objetivos gerar informações de grande relevância, tanto para o âmbito interno (administradores, diretores, gerentes, etc.) quanto para o externo (acionistas, governos, fornecedores, clientes, etc.).
2.1.1 Conceituação de Contabilidade
Segue uma conceituação de Contabilidade, segundo entendimento de Basso (2005a, p. 22):
Contabilidade, enquanto um conjunto ordenado de conhecimentos, leis, princípios e métodos de evidenciação própria, é a ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativos e qualitativos e que, como conjunto de normas, preceitos e regras gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar e registrar os fatos que nele ocorrem, bem como de acumular, resumir e revelar informações de suas variações e situação, especialmente de natureza econômico-financeira.
Conforme as NormasBrasileiras de Contabilidade, trata-se de uma ciência social, pois possuindo objeto e finalidades definidos, utiliza-se de técnicas específicas para cumprir com suas finalidades, alicerçando-se nos Princípios de Contabilidade, inerentes a toda ciência.
O Conselho Federal de Contabilidade emitiu a NBC T 1, aprovada pela Resolução CFC nº 785/95, conceitua a Contabilidade como:
1.1.1 – A Contabilidade, na sua condição de ciência social, cujo objeto é o Patrimônio, busca, por meio da apreensão, da quantificação, da classificação, do registro, da eventual sumarização, da demonstração, da análise e relato das mutações sofridas pelo patrimônio da Entidade particularizada, a geração de informações quantitativas e qualitativas sobre ela, expressa tanto em termos físicos quanto monetários. (CFC-RS, http://portalcfc.org.br/).
Observa-se que a contabilidade tem por finalidade trazer as demonstrações, as qualificações e os resultados da empresa, ou mesmo instituição, podendo dar a seus donos a tranquilidade de um bom negócio, informações essas que dão real posição da vida dela.
2.1.2 Objeto da Contabilidade
Por meio da Contabilidade pode-se ter o controle e o conhecimento detalhado do estado em que se encontra o patrimônio de uma determinada entidade e acompanhar sua evolução. Seu objetivo é de controlar o patrimônio da entidade, apurar os resultados decorrentes das variações, evidenciar a situação econômica, financeira e patrimonial; também deve atender com o cumprimento das normas e leis aplicáveis as atividades da entidade e fornecer informações sobre o patrimônio como suporte na tomada de decisão.
Para Basso (2005a, p. 23), a contabilidade enfoca o patrimônio sob dois aspectos:
Qualitativo – considera bens, direitos e obrigações do ponto de vista da
sua natureza, como a composição física individual e a natureza jurídica de cada elemento.
Quantitativo – considera bens, direitos e obrigações do ponto de vista do
valor monetário intrínseco, considera os elementos patrimoniais como expressão de valor econômico.
2.1.3 Finalidades da Contabilidade
Para atender às necessidades dos tomadores de decisão da entidade, a informação contábil deve chegar na hora certa para a pessoa certa.
Como bem define Basso (2005a, p.24), “[...] a finalidade da Contabilidade é gerar informações de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e planejamento”.
Para Sá (1998, p. 89), as finalidades da contabilidade são:
[...] orientação para investidores e para o mercado de capitais. Orientação para credores e instituições de crédito. Orientações sociais e trabalhistas. Análises científicas para modelos de comportamento da riqueza para ensejar decisões administrativas. Modelos para a prosperidade. Controles governamentais de fiscalização e auditoria fiscal. Instrumentos de provas judiciais e perícia contábil. Previsões de ocorrências e efeitos orçamentários. Explicação de fatos patrimoniais e análises contábeis. Investigação sobre a regularidade da gestão. Dados e pesquisa social e econômica.
2.1.4 Funções e objetivos da Contabilidade
Segundo Basso (2005a), as principais funções da contabilidade são a de coletar, classificar os documentos dos atos e fatos administrativos, registrar os fatos contábeis, acumular informações qualitativas e quantitativas, resumir informações do patrimônio e suas variações em demonstrações contábeis, revelar a situação patrimonial, econômica e financeira da entidade.
Seus objetivos são: controle físico e monetário do patrimônio da entidade; apuração dos resultados decorrentes das variações patrimoniais da entidade; evidenciar a situação patrimonial, econômica e financeira, bem como suas tendências; atentar para o cumprimento das normas e leis aplicáveis a entidade e fornecer informações sobre o patrimônio aos interessados.
2.1.5 Aplicação da Contabilidade
O campo de aplicação da contabilidade engloba entidades de pequeno, médio e grande porte, pública ou privada, bem como propriedades rurais e pessoas físicas. Conforme Basso (2005a), onde existir um patrimônio definido e perfeitamente
delimitado, pode também estar aí se definindo um campo de aplicação da contabilidade: micros, pequenas, médias e grandes empresas públicas e privadas, entidades de fins ideais (sociais, culturais, desportivas e outras), propriedades rurais e pessoas físicas em geral, representam o campo de aplicação da Contabilidade.
2.1.6 Técnicas contábeis básicas
Segundo Basso (2005a), para atingir suas finalidades, a Contabilidade utiliza-se das utiliza-seguintes técnicas contábeis básicas:
Escrituração – caracterizada pelas habilidades de construir o banco de dados
histórico do patrimônio e de sua movimentação através dos procedimentos de registro nos livros de escrituração exigidos pela legislação comercial, fiscal e societária;
Demonstrações Contábeis– caracterizada pelos diferentes demonstrativos
contábeis preconizados pela legislação e normas brasileiras de contabilidade elaborados com base na escrituração cntábil, gerando informações aos diferentes usuários da Contabilidade;
Auditoria – caracterizada pelos procedimentos técnicos de revisão e avaliação
da lisura técnica dos procedimentos de escrituração e fidelidade à realidade patrimonial, econômica e financeira na elaboração das demonstrações contábeis; Análise de Balanços– encarregada de, através de indicadores técnicos,
apresentar a realidade da situação econômica, financeira, patrimonial e de produtividade da entidade, bem como de tornar possível a projeção futura diante de cenários que se visualizam para a entidade.
2.2 Auditoria
A Auditoria se faz necessária em qualquer organização, pois a mesmaestá voltada para a confirmação das informações por ela apresentadas.
Segundo Hoog e Carlin (2008, p. 53), a auditoria:
[...] é a certificação dos elementos da contabilidade com o exercício dasociedade empresária, assegurando a credibilidade das informações daspeças contábeis e a integridade do patrimônio, visando à minimização dosriscos operacionais, fiscais, societários, ambientais, trabalhistas,previden-ciários, sistêmicos do mercado e outros, através de técnicasespecíficas.
2.2.1 Conceituação de Auditoria
Em Franco e Marra (2000, p. 20), observa-se que,
Auditoria é a técnica contábil que através de procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções e na obtenção de informações relacionadas com o controle patrimonial de uma entidade – objetiva obter elementos de convicção que permitem julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de Contabilidade e se as demonstrações contábeis deles decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações demonstradas.
A Auditoria permite julgar as demonstrações contábeis e através dessas ter um breve decorrer da situação da empresa.
2.2.2 Classificação eformas de Auditoria
Várias são as formas de Auditoria e podem variar conforme a extensão dos trabalhos, a profundidade dos exames, a sua natureza, aos fins a que se destina e de acordo com a relação do auditor com a entidade auditada.
Segundo Basso (2005b), a extensão do trabalho refere-se à abrangência do examee está muito ligada aos fins a que se destina. Ela possui duas divisões: Auditoria Geral, e Auditoria Parcial (ou Específica).
Ainda conforme Basso (2005b), a profundidade dos exames refere-se à aplicação dos procedimentos de verificação no todo ou em parte dos elementos objetos de verificação, determinados pelo tempo disponível e pelo grau de confiança do auditor nos controles internos da entidade auditada. As formas de auditoria podem ser classificadas conforme os exames em: Revisão Integral, Auditoria por Testes (Amostragens), e Revisão Analítica.
Para o autor, a natureza dos serviços de auditoria está ligada a sua duração e divide-se em: Auditoria Permanente, e Auditoria Eventual (ou Especial). (BASSO, 2005b).
A Auditoria possui diversos objetivos ou finalidades. Para Basso (2005b), os principais e mais comuns são: Auditoria para acautelar interesses de acionistas e
investidores, Auditoria para controle administrativo, Auditoria para apurar erros e fraudes, Auditoria para apurar o valor real do patrimônio, Auditoria para concessão de crédito, Auditoria para cumprimento de obrigações fiscais,e, Auditoria para confirmar a exatidão das demonstrações contábeis.
Segundo Basso (2005b), a relação contratual entre o auditor e a entidade auditada estabelece a divisão fundamental dos serviços de auditoria, o fator “independência plena” e “independência relativa”, pode-se dizer que é o divisor entre a Auditoria Externa e a Interna.
2.2.2.1 Auditoria contábil
Na percepção de Franco e Marra (2000), a auditoria compreende o exame de documentos, registros e livros, inspeções e obtenção de informações internas e externas relacionadas com o patrimônio, obtivando mensurar a exatidão desses registros e das demostrações contábeis deles decorrentes.
2.2.2.2 Auditoriaoperacional ou de gestão
A Auditoria Operacional ou de Gestão, conforme Dias (2006, p. 32),
[...] assessora a alta administração, no desempenho efetivo de suas funções eresponsabilidades, avaliando se as áreas, as atividades, os sistemas, as funções e as operações estão atingindo os objetivos organizacionais e gerenciais com eficácia, [...].
A Auditoria Operacional como se pode perceber, preocupa-se com as atividades internas da empresa, com intuito de reduzir custos, maximizando os processos de acordo com a necessidade da empresa e sua política administrativa. SegundoOdibar J. Lampeao, a Auditoria Operacional,
Tem por objetivo a revisão metodológica da atividade ou segmentos operacionais, buscando avaliar se os recursos da organização estão sendo usados de maneira eficaz e eficiente para atingir os objetivos operacionais. É um processo de avaliação de riscos e de sistemas de controles internos inerentes a atividade operacional, comparando o esperado, o que propicia, inevitavelmente, a apresentação das recomendações destinadas ao melhor desempenho e aumentar o êxito da organização, à luz das mais modernas técnicas de execução desses serviços.
Nota-se que a Auditoria Operacional tem por objetivo a revisão metodológica das atividades operacionais das entidades. Este trabalho tem como meta descrever os processos e atividades, fazer um organograma da empresa, dos departamentos a serem estudados, para poder entender como funcionam esses processos na área a se trabalhar, sendo que os fatos serão fatos presentes e ou mesmo passados, com vistas aoplanejamento e assessoramento para o futuro.
Conforme Gil (2000, p. 21), “A auditoria de gestão é a revisão/avaliação/emissão de opinião de processos e resultados exercidos em linhas de negócios/produtos/serviços no horizonte temporal presente/futuro”.Tem, portanto, sua carac-terização na estrutura antecipatória, corrente e futura.
Antecipatória: - identificação de pontos de controle e acompanhamento de projetos de concepção, viabilização e detalhamento de novos produtos e serviços empresariais; - é uma visão em termos de engenharia do produto (criação de novos produtos e serviços) e de especificação de processos (adequação dos produtos e serviços às linhas de produção/canais de distribuição/comercialização e mercados específicos). - o conceito de qualidade do produto e do serviço deve ser atendido na fase de projeto.
Corrente: - estabelecimento de pontos de controle que introduzam e permitam a transferência e inovação tecnológica; - validação e avaliação da qualidade da operacionalização de produtos e serviços (engenharia de processo), via mudança dos padrões operacionais vigentes, particularmente, com projetos de qualidade bottom-up, sacados pelas bases empresariais.
Futura: - caracterização de pontos de controle segundo a ótica de montagem de cenários e realização de simulações quanto ao cumprimento da missão da empresa ou de seus segmentos organizacionais. (GIL, 2000, p. 39).
A Auditoria de Gestão tem sua estrutura própria e complementa-se com a auditoria operacional.
2.2.2.3 Auditoria de sistemas
Auditoria de Sistemas é uma atividade voltada à avaliação dos procedimentos de controle e segurança vinculados ao processamento das informações. Tem como funções: documentar, avaliar e monitorar sistemas de controle legais, gerenciais, de aplicação e operacionais. Os instrumentos para desempenhar tais funções podem variar do uso da auditoria de software ao uso habilidoso de técnicas de entrevistas.
A Auditoria de Sistemas objetiva certificar-se que: as informações são corretas e oportunas; existe um processamento adequado das operações;as
informações estão protegidas contra fraudes;existe proteção das instalações e equipamentos; eexiste a proteção contra situações de emergência (paralisação de processamento, perda de arquivos, inundações, incêndios, etc.) (FACAPE, 2004).
2.2.2.4 Auditoria e a importância dos controles internos
É Importante manter um sistema de controles internos dentro de uma organização, sendo que este deve ser permanente, pois se não existem procedimentos adequados em cada setor dentro da empresa, podem ocorrer com mais frequência desperdícios ou falhas.
Quando as informações contábeis são apresentadas de formainadequadas ou incompletas essas podem fazer com que a gestão da empresatome conclusões incorretas, pois essas informações são utilizadas como base nastomadas de decisões, podendo acarretar sérios prejuízos à mesma Para evitar ou minimizar essas situações inadequadas, as empresas utilizam sistema de controle interno.
De acordo com Basso (2005b, p. 162), o sistema de controle interno: “[...] busca aumentar a exatidão e fidelidade dos relatórios contábeis e de outros dados administrativos e operacionais, promover e melhorar a eficiência em todos os aspectos das atividades da entidade [...]”.
Assim, o sistema de controle interno pode ser considerado como uma ferramenta que busca dar maior segurança às informações, conseguindo identificar falhas na execução dos processos operacionais.
Para Crepaldi (2002, p. 67), “[...] é de fundamental importância à utilização de um controle adequado sobre cada sistema operacional, pois dessa maneira atingem-se os resultados mais favoráveis com menores desperdícios”.
Dessa forma, pode-se sumarizar a importância do controle interno, considerando os seguintes aspectos:
o eficiente controle das operações requer relatórios e análises que reflitam a situação da companhia;
a salvaguarda dos ativos da empresa e a prevenção ou descoberta de erros e fraudes é responsabilidade da administração, o que, para a adequada execução, necessita de um bom sistema de controle interno.
Havendo um constante acompanhamento da execução dos controles internos a empresa terá maior facilidade para identificar falhas, erros e possíveis fraudes, e
de acordo com o problema encontrado procurar uma solução para saná-lo. Essa é uma importante atividade da Auditoria Interna na empresa, promovendo constantes avaliações da eficácia dos mecanismos de controle interno, de forma a aperfeiçoá-los na importante função de prevenir a ocorrência de falhas e fraudes contra o patrimônio da entidade.
2.2.2.5 Auditoria Interna
A Auditoria Interna compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.
Como destaca Viana (2010, p. 8), os principais motivos para a nãoimplementação das melhorias repassadas pela Auditoria Interna à administração são:
Recomendações clássicas e teóricas, ou seja, na prática se encontrambarreiras e situações não previstas;
Falta de pessoal disponível/qualificado para promover as mudanças; Não depende somente da área auditada;
Falta de suporte/apoio; Não cobrança pela solução;
A área auditada não se convence do problema, da solução apresentadaou tais pontos não são suficientemente claros;
Problemas políticos;
Após o trabalho, faltou compromisso com as soluções por parte da áreaauditada;
A área auditada não concordou com o ponto.
Segundo Ribeiro e Ribeiro (2011, p. 110),
O controle interno é o processo planejado, implementado e mantido pelos responsáveis da governança, administração e outros funcionários para fornecer segurança razoável quanto à realização dos objetivos da entidade no que se refere à confiabilidade dos relatórios financeiros, efetividade e eficiência das operações e conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis.
Analisando a importância da auditoria interna para o melhor desempenhode uma organização, pode-se dizer que por meio dessa, obtêm-se informações mais
precisas das áreas. Pois, a mesma oferece maior segurança ao funcionamento dos processos e auxilia a gestão na tomada de decisão. No entanto, para atingir seus objetivos suas recomendações devem ser seguidas pela empresa.
2.2.2.6Auditoria Externa ou Independente
Segundo Lins (2012), a finalidade da auditoria externa é aumentar o grau deconfiança nas demonstrações contábeis por parte dos seus usuários.
Nesse mesmo rumo, Lins (2012),compreende que a auditoria externa expressa uma opinião por meio da emissão de um parecer sobre as demonstrações contábeis da empresa auditada no(s) período(s) sob exame e assegurar que estas foram elaboradas em todos os aspectos relevantes, em conformidade com as normas brasileiras de contabilidade e legislação específicas aplicáveis.
2.2.3 Semelhanças entre Auditoria Interna e Externa
Procedendo-se uma análise comparativa entre a Auditoria Interna e a Externa, chega-se à conclusão que elas têm muitas semelhanças, as quais são: utilizam-se praticamente das mesmas técnicas; formulam sugestões de melhorias para deficiências encontradas; modificam a extensão de seus trabalhos de acordo com as suas observações e a eficiência dos sistemas contábeis e de controles internos existentes.
A seguir relata-se uma visão significativa de aspectos diferenciais entre ambas. No caso da Auditoria Interna,esta é: a) realizada por um funcionário da empresa; b) a revisão das atividades da empresa é contínua; e c) o objetivo principal é atender as necessidades da administração no cumprimento de políticas e normas, sem estar restrito aos assuntos financeiros.Fonte: (OLIVEIRA E DINIZ FILHO,2001)
Quanto à Auditoria Externa, constata-se que a mesma visa: a) a contratação de um profissional independente; b) o exame das informações comprobatórias das demonstrações financeiras é periódico, geralmente trimestral ou anual; c) atende às necessidades de terceiros quanto à fidedignidade das informações financeiras e determina a extensão do exame.Fonte: (OLIVEIRA E DINIZ FILHO,2001)
É importante frisar que a existência de Auditoria Externa não elimina a necessidade da Auditoria Interna e tampouco a recíproca é verdadeira, já que suas funções e objetivos são diferentes. Entretanto, um trabalho conjugado entre as auditorias pode ser por ambas utilizado para se evitar a duplicidade do trabalho. Uma integração eficiente entre a Auditoria Interna e Externa possibilitará ganhos significativos para a entidade, tais como: redução dos honorários; intercâmbio de informações; direcionamento de trabalhos; maior segurança ao auditor externo pela extensão e qualidade dos trabalhos realizados pelo auditor interno.
Na sequência, o Quadro 1apresenta de forma resumida as principais diferenças entre a Auditoria Interna e a Externa:
Quadro 1. Diferenças entre Auditoria Interna e Externa
AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA
Propósito do trabalho Análise da
atividadeoperacional.
Emissão de opinião
sobredemonstrações contábeis. Parâmetros para a
execuçãodos trabalhos
Normas de controle interno, políticas e procedimentos da empresa. Princípios fundamentais de contabilidade. Preocupação com os controlesInternos Eficiência e qualidade docontrole.
Efeitos relevantes nas Demonstrações contábeis. Dependência profissional Dependência do emprego. Independência profissional. Forma de relatórios NãoPadronizados. Padronizados
Principais usuários Gestores da empresa. Acionistas, mercado de capitaise credores.
Fonte: (OLIVEIRA E DINIZ FILHO, 2001, p. 22).
Fazendo um comparativo entre ambas, Crepaldi (2002, p. 47), ressaltaalgumas características marcantes:
Auditor externo é independente, contratado para determinada tarefa deauditoria, enquanto o auditor interno é empregado da empresa, semindependência;
As tarefas do auditor externo são delimitadas no contrato, enquanto astarefas do auditor interno são tão abrangentes quanto forem asoperações da empresa;
A auditoria externa é eventual, enquanto a auditoria interna é periódica; Processo utilizado em ambas é o analítico e as técnicas
assemelham-se;
As bases em que se assentam os exames são as mesmas: a escrituração, os documentos e os controles;
Os resultados assemelham-se.
A principal diferença entre elas é o grau de dependência. Enquanto aexterna possui total independência, na interna sua independência é restrita. Poresse
motivo,a credibilidade dos trabalhos executados pela auditoria interna pode ficar comprometida, pelo fato desta ser composta por funcionário da empresa, que obedece à administração da mesma. Já o auditor externo em seu trabalho não sofre interferência interna.
2.3Origem e evolução da Auditoria Interna
A partir do surgimento de empresas formalmente constituídas, os auditores deixam de ser públicos para atender às necessidades de suas organizações.
Esses auditores internos tinham, inicialmente, a responsabilidade quase exclusiva de revisar e conferir valores e documentos, como extensão da função dos auditores públicos.
Com a evolução das práticas comerciais e da inter-relação entre as entidades, a administração passa a necessitar de alguém que lhe afirme que os controles e as rotinas de trabalho estão sendo habilmente executados e que os dados contábeis merecem confiança, por espelharem a realidade econômica e financeira da empresa.
Neste contexto, a Auditoria Interna assume importância para desempenhar os papéis de revisar seu próprio trabalho, que nem sempre é tarefa simples, e, auxiliar a controladoria na conscientização das áreas quanto a uma visão integrada de todo o processo empresarial.
2.3.1 Objetivo da Auditoria Interna
Segundo GIL, 2000,p 67: A Auditoria Interna tem como objetivo macro, prestar ajuda à Administração, possibilitando-lhe o conhecimento da forma como desenvolve suas atividades, oferecendo condições para um desempenho adequado de suas obrigações, proporcionando análises, apreciações, recomendações e comentários objetivos e/ou convenientes acerca das atividades investigadas.
2.3.2 Alcance eatividades da Auditoria Interna
Conforme pesquisa sobre Auditoria Interna no siet:
http://www.administradores.com.br/producao-academica/auditoria-interna/488/download/ :Qualquer fase das atividades da empresa que possa ser de útil à administração, pois a auditoria interna tem como fonte final, dar as informações necessárias e corretas para o setor administrativo da empresa, para que os mesmos tomem as melhores decisões.
Conforme Crepaldi, 2002: A Auditoria protege o patrimônio de uma organização, fornecendo maiorsegurança e garantia em relação às informações repassadas aos proprietários, gestores, investidores, fisco e demais usuários.
São atividades básicas da Auditoria Interna:
revisar e avaliar a eficácia, suficiência e aplicação dos controles contábeis, financeiros e operacionais;
determinar o grau de confiança das informações contábeis e de outras naturezas; observar normas internas e a legislação pertinente;
avaliar a qualidade alcançada na execução de tarefas determinadas para o cumprimento das respectivas responsabilidades.
Fonte: siet< http://www.administradores.com.br/producao-academica/auditoria-interna/488/download/>.
2.3.3 Responsabilidades do Auditor Interno
As principais responsabilidades do Auditor Interno são as seguintes:
observar com maior rigor do que qualquer outro empregado, os regulamentos internos da empresa;
manter alto padrão de comportamento moral e funcional;
ser discreto, não se utilizando de fatos apurados para proveito próprio;
reportar eventuais sugestões sobre possíveis melhorias de sistemas de controle ou trabalho;
só reportar-se a fatos que possam ser comprovados por documentos verificados e que não possam ser contestados;
manter sempre presente perante os setores que audita, que não tem função de espião ou fiscal, mas sim de empregado categorizado, que tem funções definidas dentro da organização.
Fonte: siet< http://www.administradores.com.br/producao-academica/auditoria-interna/488/download/>.
2.3.4 Ética do Auditor Interno
O técnico, no papel de Auditor Interno, deverá ter constante atençãono seu trabalho, mantendo os seguintes princípios éticos:
respeitar sempre a hierarquia imposta; pedir em vez de exigir colaboração; manter sigilo sobre informações obtidas; portar-se conforme sua função e posição; observar usos e costumes geralmente aceitos.
Fonte: siet< http://www.administradores.com.br/producao-academica/auditoria-interna/488/download/>.
2.3.5 Independência do Auditor Interno
Quanto ao seu modo de operação, o Auditor Interno deve fazê-lo com tranquilidade esegurança, consciente de que deve desenvolver suas atividades com independência, fundamentado nos seguintes fatores:
possuir liberdade para investigar, selecionar e executar suas atividades (acesso irrestrito);
exercer apenas o papel de assessor, cabendo aos gestores tomarem decisões apropriadas;
isolar-se das demais áreas operacionais, com um aspecto de atitude mental. Fonte: siet< http://www.administradores.com.br/producao-academica/auditoria-interna/488/download/>.
2.4Normas Brasileiras de Contabilidade Profissional do Auditor Interno
Resumidamente, de acordo com a Resolução CFC nº 781/95, que emitiu a NBC PI/01 – Normas Profissionais do Auditor Interno –, apresentam-se os seguintes destaques:
O Contador, na função de auditor interno, deve manter oseu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizadodas Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis, especialmentena área de auditoria, da legislação inerente à profissão, dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação aplicável àEntidade.
AUTONOMIA PROFISSIONAL:
O auditor interno, não obstante sua posição funcional deve preservar sua autonomia profissional.
RESPONSABILIDADE DO AUDITOR INTERNO NAEXECUÇÃO DOS TRABALHOS:
O auditor interno deve ter o máximo de cuidado, imparcialidadee zelo na realização dos trabalhos e na exposição das conclusões.
A amplitude do trabalho do auditor interno e suas responsabilidadesestão limitadas à sua área de atuação.
A utilização da equipe técnica supõe razoável segurançade que o trabalho venha a ser executado por pessoas com capacitaçãoprofissional e treinamento requerido nas circunstâncias.
Cabe também ao auditor interno, quando solicitado, prestarassessoria ao Conselho Fiscal ou Órgãos equivalentes.
RELACIONAMENTO COM PROFISSIONAIS DE OUTRAS ÁREAS:
O auditor interno pode realizar trabalhos de forma compartilhadacom profissionais de outras áreas, situação em que a equipefará a divisão de tarefas segundo a habilitação técnica e legal dos seusparticipantes.
SIGILO:
O auditor interno deve respeitar o sigilo relativamente àsinformações obtidas durante o seu trabalho, não as divulgando paraterceiros, sob nenhuma circunstância, sem autorização expressa daEntidade em que atua. O dever de manter o sigilo continua depois de terminadoo vínculo empregatício ou contratual.
COOPERAÇÃO COM O AUDITORINDEPENDENTE:
O auditor interno, quando previamente estabelecido coma administração de Entidade em que atua, e, no âmbito de planejamento conjunto de trabalho a realizar, deve apresentar os seus papéis de trabalho ao auditor independente e entregar-lhe cópias, quando este entender necessário. (CRC-RS, 2012, pp. 1708-1709).
2.5 Quadro de pessoal da Auditoria Interna
Um Departamento de Auditoria Interna deve possuir a maior autonomia possível para planejar, executar e relatar o produto de suas atividades, devendo constar numa linha de assessoria à Direção superior da entidade, devendo apenas a ela apresentar seus planos de trabalho, relatórios e pareceres que vierem a ser elaborado na execução de suas tarefas, o que lhe garantirá a autonomia que necessita para bem desempenhar suas funções na organização.
Figura 1. Estrutura organizacional e a localização de um Departamento de Auditoria Interna
Fonte: Portal de Auditoria (2013).
A definição das equipes, feita em conjunto com a Coordenação da Instituição estudada, deve basear-se na amplitude e complexidade das demandas a serem auditadas e no perfil dos servidores envolvidos no trabalho.
Excepcionalmente, a equipe de Auditoria pode ser composta por servidores pertencentes a outras áreas da instituição, preferencialmente àquelas cujas demandas se vinculam diretamente. Uma vez integrado à equipe de auditoria interna da instituição, o servidores das outras áreas que vão prestar as informações à auditoria, se compromete às regras estabelecidas neste manual, bem como aos ritos e prazos estipulados pela auditoria.
Observando a questão do quadro funcional da Auditoria Interna em uma instituição de ensino, e levando em conta os materiais lidos, pode-se considerar que o mesmo pode variar conforme a necessidade de atuação na mesma, e também da disponibilidade financeira em contratar esse pessoal, normalmente o indicado seria no mínimo três servidores: um Chefe da Auditoria Interna, um Auditor Interno e um Assistente da Auditoria. Muitas instituições, porém, possuem somente um auditor interno atuando, o que consideravelmente seria muito pouco, pois há muito trabalho para apenas um servidor fazer. Sugere-se que se tenha uma equipe de servidores para essa parte de atuação nas instituições (PORTAL DE AUDITORIA, 2013).
3METODOLOGIA DO ESTUDO
A metodologia é uma das partes mais importantes para a realização do Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-Graduação. Ela busca definir a maneira como o trabalho será realizado, ou seja, na etapa de elaboração da metodologia são definidos os caminhos e os instrumentos para coletar e analisar os dados da pesquisa.
3.1 Classificaçãoda pesquisa
Para realizar uma pesquisa faz-se necessário definir quais serão os procedimentos metodológicos a serem utilizados. Segundo Andrade (2005, p. 121), “[...] a pesquisa é o conjunto de procedimentos sistemáticos, baseado no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para problemas propostos, mediante a utilização de métodos científicos”.
Desta forma, entende-se que é necessário identificar de que modo foi realizada a pesquisa, em relação aos objetivos, aos procedimentos e quanto à abordagem do problema.
Em relação aos procedimentos têm-se alguns conceitos, dos quais se referenciam alguns mais importantes. Os tipos de pesquisas que podem ser utilizadas consideram a sua natureza, os seus objetivos, os procedimentos técnicos e a forma de abordagem do problema, os quais estão descritos a seguir.
3.1.1 Do ponto de vista de sua natureza
Conforme Kroetz (2008, p. 32), a pesquisa, quanto sua natureza, se classifica em:
a) Pesquisa Básica: objetiva gerar conhecimentos novos úteis para o
avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais. Geralmente este tipo de pesquisa está mais relacionado ás ciências naturais, sendo difícil encontrarmos exemplos nas ciências contábeis.
b) Pesquisa Aplicada: objetiva gerar conhecimentos para a aplicação
prática dirigidosà solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais e tem inúmeras possibilidades de aplicação nas ciências sociais. .
No presente estudo, a pesquisa se enquadra como Aplicada, pois tem como objeto a realidade do serviço de Auditoria Interna da Fundação.
3.1.2 Do ponto de vista de seus objetivos
A pesquisa pode ser classificada, conforme seus objetivos, como exploratória, descritiva ou explicativa.
Pesquisas exploratórias: Estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições.
Pesquisas descritivas: As pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômenos ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como o questionário e a observação sistemática.
Pesquisas explicativas: Essas pesquisas têm como preocupação central identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Este é o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas. Por isso mesmo, é o tipo mais complexo e delicado, já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente. (GIL, 2002, p. 41).
Para se trabalhar com os dados coletados durante a pesquisa, busca-se estabelecer o tipo da pesquisa, o qual foi necessário para a composição do conhecimento, sendo assim indispensável, tendo em vista o que se quer buscar, investigar, evidenciar, certificar.
Fazemos a escolha conforme o objetivo estabelecido na busca de aprofundar o conhecimento, alargar as fronteiras da realidade, descobrir a razão e o porquê dos fatos. Pode ser: a) exploratória – busca apenas mais informações sobre o que está sendo estudado; b) descritiva – observam-se, descrevem-se, analisam-se, classificam-se e registram-se fatos sem qualquer tipo de interferência; c) explicativa – é idêntica à descritiva, porém buscando o porquê, a razão, a explicação dos fatores determinantes do fato pesquisado; d) teórica – dedica-se apenas aos aspectos teóricos, às concorrentes de pensamento, às abordagens realizadas; e) metodológica – ocupa-se apenas em descrever como se faz a ciência, os métodos aplicados, a maneira de encarar a realidade dos fatos. (FURASTÉ, 2006, p.38).
Considerando o presente estudo, quanto aos objetivos propostos, a tipologia da pesquisa utilizada caracteriza-se como descritiva. Neste estudo, descrevem-se as
características da auditoria, seu planejamento e suas vantagens para a gestão de uma organização.
3.1.3 Do ponto de vista dos procedimentos técnicos
O procedimento técnico da pesquisa é o momento onde ela é classificada a fim de empregada com a finalidade de analisar os acontecimentos, acareando-se a visão teórica com os dados da realidade.
Quanto aos procedimentos técnicos a pesquisa pode ser classificada como: bibliográfica, documental, experimental, ex-post facto, levantamento, e de estudo de caso.
Segundo Gil (2002, p. 44),
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.
O mesmo autor prossegue afirmando que “[...] a pesquisa documental vale-se de materiais que não recebem ainda um tratamento analítico, ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa [...]”. Para ele, “essencialmente, a pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto” (GIL, 2002, p.47).
Gil (2002, p. 48) complementa nesse mesmo rumo:
Pode ser desenvolvida em qualquer lugar, desde que apresente as seguintes propriedades: a) manipulação – o pesquisador precisa fazer alguma coisa para manipular pelo menos uma das características dos elementos estudados; b) controle – o pesquisador precisa introduzir um ou mais controles na situação experimental, sobretudo criando um grupo de controle; c) distribuição aleatória – a designação dos elementos para participar dos grupos experimentais e de controle deve ser feita aleatoriamente.
Ao se referir sobre pesquisa ex-post facto, Gil (2002) revela quea tradução literal da expressão é“a partir do fato passado”. Isso significa que neste tipo de
pesquisa, o estudo foi realizado após a ocorrência de variações na variável dependente no curso natural dos acontecimentos.
O levantamento é um método que pode ser utilizado em pesquisas, pois possibilita a análise dos dados buscados diretamente na realidade do nosso dia-a-dia, tendo economia e rapidez. Nas palavras de Gil (2002, p. 50) depreende-se que:
As pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados.
O estudo de caso é um procedimento técnico muito utilizado nas ciências sociais, pois busca explorar situações reais não definidas.
Para Gil (2002, p. 54), estudo de caso, “Consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento, tarefa praticamente impossível mediante outros delineamentos já considerados”.
Neste sentido, o presente estudo pode ser classificado como Pesquisa Bibliográfica, Documental e Estudo de Caso.
Como Pesquisa Bibliográfica porque aborda os conceitos e fundamentos de contabilidade e auditoria; como Pesquisa Documental e também como Estudo de Caso, pois o Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-graduação é elaborado por meio de informações retiradas de livros, artigos, revistas e se encerrará em forma de uma entrevista padronizada com dirigentes e com pessoas que trabalham no Serviço de Auditoria Interna, Financeiro e de outros setores a serem definidos posteriormente, envolvendo os responsáveis finais direta e indiretamente como executores ou usuários dos serviços de auditoria interna da Fundação.
3.1.4Do ponto de vista da forma de abordagem do problema
Quanto à abordagem do problema, a pesquisa é qualitativa. Para Oliveira (2002, p. 117),
[...] as pesquisas que se utilizam da abordagem qualitativa possuem a facilidade de poder descrever a complexidade de uma determinada hipótese ou problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos experimentados por grupos sociais,
apresentar contribuições no processo de mudança, criação ou formação de opiniões de determinado grupo e permitir, em maior grau de profundidade, a interpretação das particularidades dos comportamentos ou atitudes dos indivíduos. (OLIVEIRA, 2002, p. 117).
Levando em conta a utilização do tipo de pesquisa, a mesma caracteriza-se como qualitativa, descritiva, bibliográfica, estudo de caso e pesquisa participante. No que diz respeito aos procedimentos, e análise em relação à abordagem do problema, busca-se o alcance dos objetivos descritos no trabalho, proporcionando um melhor entendimento em relação ao assunto proposto.
3.2 Universo e amostra
A pesquisa de campo abrangeu a direção executiva da Fundação, o chefe do Serviço de Auditoria Interna, os chefes dos setores de Contabilidade, Financeiro, Patrimônio, Recursos Humanos, os Diretores das mantidas e um chefe de departamento, representando todos os Departamentos da mantida Universidade, sendo que tivemos a aplicação no total de 10 questionários.
3.3Coleta e análise de dados
A coleta e análise de dados consiste em explicitar de forma organizada como se pretende buscar os dados necessários, como vai ser feito, e o que vai ser feito e os procedimentos que devem ser seguidos na elaboração do plano de coleta e como será feita à análise dos dados coletados e sua interpretação.
Na visão de Silva e Menezes (2001), a definição do instrumento de coleta de dados dependerá dos objetivos que se pretende alcançar com a pesquisa e do universo a ser investigado. Os autores complementam ao afirmar:
O instrumento de coleta de dados escolhido deverá proporcionar uma interação efetiva entre você, o informante e a pesquisa que está sendo realizada. Para facilitar o processo de tabulação de dados por meio de suportes computacionais, as questões e suas respostas devem ser previamente codificadas. A coleta de dados estará relacionada com o problema, a hipótese ou os pressupostos da pesquisa e objetiva obter elementos para que os objetivos propostos na pesquisa possam ser alcançados. Neste estágio você escolhe também as possíveis formas de tabulação e apresentação de dados e os meios (os métodos estatísticos, os instrumentos manuais ou computacionais) que serão usados para facilitar a interpretação e análise dos dados. Na Engenharia de Produção, muitas vezes, as dissertações e teses estão comprometidas com o
desenvolvimento de modelos e produtos. Em tais casos a metodologia não seguirá os passos indicados acima, e sim deve estar adequada à necessidade requerida para criação específica do modelo ou produto que está sendo desenvolvido. (SILVA; MENEZES, 2001, p.34).
Destacam ainda Silva e Menezes (2001) que nesta etapa se fez a pesquisa de campo propriamente dita. Para obter êxito neste processo, duas qualidades são fundamentais: a paciência e a persistência.
Procede-se a análise dos dados coletados, transformando-os em informações para subsidiar no estudo, dando suporte, e atendendo aos objetivos propostos.
A análise dos dados, conforme Silva e Menezes (2001, p.35), “[...] deve ser feita para atender aos objetivos da pesquisa e para comparar e confrontar dados e provas com o objetivo de confirmar ou rejeitar a(s) hipótese(s) ou os pressupostos da pesquisa”.
Os autores afirmam que após a análise dos dados,
[...] você já tem condições de sintetizar os resultados obtidos com a pesquisa. Deverá explicitar se os objetivos foram atingidos, se a(s)hipótese(s) ou os pressupostos foram confirmados ou rejeitados. E,principalmente, deverá ressaltar a contribuição da sua pesquisa para o meio acadêmico ou para o desenvolvimento da ciência e datecnologia. (SILVA; MENEZES, 2001, p. 35).
Após apresentar o caminho metodológico que norteou este estudo, no capítulo que segue adentra-se na atividade prática, foco central do mesmo, quando se busca junto aos dirigentes e usuários da Fundação uma avaliação do seu serviço de Auditoria Interna.
4 ATIVIDADE PRÁTICA
A atividade prática do Trabalho de Conclusão de Curso se constituiu de uma pesquisa empírica junto aos dirigentes da Fundação, encarregado do Serviço de Auditoria Interna e de um conjunto de usuários internos dos trabalhos realizados pela Auditoria Interna da Fundação. Sua finalidade foi avaliar a situação objetiva de estrutura, organização, funcionamento e serviços realizados, conforme definido no capítulo da Contextualização deste estudo.
4.1 Respostas aos questionários
4.1.1 Questionário I – Levantamento de opinião de dirigentes
Entrevistado I
As questões abaixo têm por finalidade levantar dados e informações sobre o Serviço de Auditoria Interna, com o objetivo de fazer uma avaliação de suas competências e contribuições para a Fundação e servir para elaboração do Trabalho de Conclusão do Curso de Pós-graduação Lato Sensu em Controladoria e Gestão Tributária que a autora realiza no DACEC/Unijuí. As informações são sigilosas e apenas servem para diagnosticar a realidade do setor e o entrevistado não necessita ser identificado.
1. Na sua concepção, qual é o papel principal do Serviço de Auditoria Interna numa Entidade?
Resposta: Ela deve efetuar verificações necessárias e avaliar as normas e procedimentos internos da entidade, visando minimizar as probabilidades de fraudes, erros ou práticas ineficazes.A Auditoria Interna tem a função de assegurar o sistema de controle interno de uma Instituição.
2. Secundariamente, que outros papéis podem ser desempenhados pela Auditoria Interna?
Resposta: A Auditoria Interna deveria ajudar uma organização a atingir seus objetivos através de subsídios para tomadas de decisões, através de uma
abordagem sistemática e disciplinada para avaliar e melhorar a efetividade dos processos internos, principalmente de gerenciamento.
3. Em sua avaliação, como está sendo desempenhado o papel principal da Auditoria Interna na sua Entidade?
Resposta: Não tenho contato diretor com este setor, mas sei que ele presta apoio à Direção da Instituição, aos Conselhos Superiores, quando solicitado, bem como para a Auditoria Externa.
4.Em sua avaliação, como estão sendo desempenhados os outros papéis da Auditoria Interna na sua Entidade?
Resposta: Pelos relatos em Fóruns de Gerentes, onde a Auditoria Interna também está representada, sabemos que ela tem atuado na verificação da existência e aplicação dos controles internos, na verificação das normas internas, se elas estão sendo seguidas ou não, se precisam ser melhoradas ou se há necessidade de criar novas normas internas.
5. No seu entender, em que nível da estrutura administrativa da Entidade deve estar situado o órgão/setor/serviço de Auditoria Interna?
Resposta: A Unidade de Auditoria Interna deve estar ligada à direção da instituição.
6. Na sua Entidade, em que nível se encontra o órgão/setor/serviço de Auditoria Interna?
Resposta: A Auditoria Interna está ligada à Direção Executiva da Fundação.
7. Qual a Estrutura de Pessoal da Auditoria Interna na sua Entidade?
Resposta: A Auditoria Interna da Fundação conta com um funcionário.
8. Quais são as principais contribuições da Auditoria Interna para suas tarefas administrativas na Entidade?
Resposta: Não temos muitos contatos com a Auditoria Interna da Instituição, mas ela já contribuiu no sistema de controle do caixa e estoque da Lojinha da Mantida que dirijo.