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Custo unitário básico para Santa Rosa - RS

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(1)

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL – UNIJUÍ

GABRIELA MELLER

CUSTO UNITÁRIO BÁSICO PARA SANTA ROSA - RS

Santa Rosa

2014

(2)

GABRIELA MELLER

CUSTO UNITÁRIO BÁSICO PARA SANTA ROSA - RS

Trabalho de Conclusão de Curso de

Engenharia

Civil

apresentado

como

requisito parcial para obtenção do título de

Bacharel em Engenheiro Civil.

Orientadora: Me. Cristina Eliza Pozzobon

Santa Rosa

2014

(3)

GABRIELA MELLER

CUSTO UNITÁRIO BÁSICO PARA SANTA ROSA - RS

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado para a obtenção do título

de BACHAREL EM ENGENHARIA CIVIL e aprovado em sua forma final pelo professor

orientador e pelos membros da banca examinadora.

Santa Rosa, 11 de dezembro de 2014

Profª. Cristina Eliza Pozzobon

Mestra em Engenharia Civil pela UFSC - Orientadora

Profº. Eder Claro Pedrozzo

Coordenador do Curso de Engenharia Civil/UNIJUÍ

BANCA EXAMINADORA

Profª. Marcelle Engler Bridi (UNIJUÍ)

(4)

Dedico este trabalho aos meus pais, Ademar e Isoldi, que

me inspiraram na escolha desta profissão, por todo seu

amor, carinho e ensinamentos, e ao meu irmão Leonardo.

(5)

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, que iluminou meu caminho durante esta

caminhada.

As empresas participantes de trabalho de conclusão de curso que dispuseram,

todos os meses, de seu tempo e funcionários para a realização desta pesquisa, no qual

sem eles eu nunca poderia realizar esta pesquisa.

Ao SINDUSCOM de Santa Rosa, que deu incentivo e apoio para seguir em

frente com esta pesquisa, e que também, ajudou na amostragem das construtoras

participantes.

Ao SINDUSCON do Rio Grande do Sul, o qual dispôs de seus dados e sempre

esteve disposto a responder as todas as minhas dúvidas.

E especialmente, à minha orientadora Cristina Eliza Pozzobon, pelo incentivo,

disponibilidade e por acreditar no meu potencial, sua orientação foi de grande

importância para que eu pudesse concluir esta pesquisa, é um privilégio ser sua

orientada, muito obrigada.

Aos demais professores, pelos ensinamentos durante estes cinco anos de

graduação.

Aos meus pais Ademar e Isoldi, por todo o apoio durante o curso, e

principalmente, por seus incentivos e amor incondicional, que com certeza, sem eles eu

não chegaria até aqui!

E a todos que direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, o meu

muito obrigado.

(6)

“Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades,

lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram

conquistadas do que parecia impossível.”

(7)

RESUMO

MELLER, G. Custo Unitário Básico para Santa Rosa / RS. 2014. Trabalho de

Conclusão de Curso

– Departamento de Ciências Exatas e Engenharias, DCEEng,

UNIJUÍ, Santa Rosa, 2014.

O custo unitário básico (CUB) é o indicador que possibilita uma primeira

referência de custos dos mais diversos empreendimentos, através do qual se permite

acompanhar a evolução deste custo ao longo do tempo. É, também, um padrão de

referência criado por força da Lei 4.591 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas

(ABNT) para atribuir um custo aproximado de incorporações imobiliárias a partir do

projeto arquitetônico. Atualmente, seu procedimento de cálculo é normatizado pela NBR

12.721:2006. Este trabalho tem o objetivo principal de estimar o CUB/m² de cada

projeto-padrão para a região de Santa Rosa e, como objetivos secundários, compará-lo

com o CUB/m² do Rio Grande do Sul, calculado pelo Sindicato da Indústria da

Construção Civil (SINDUSCON) do Rio Grande do Sul e também, calcular a curva ABC

para o projeto-padrão R8-N. A partir disto, pretende-se verificar a paridade entre o

CUB/m² da região de Santa Rosa com o do estado do Rio Grande do Sul e verificar

qual o insumo de maior peso no cálculo do CUB. O desenvolvimento do trabalho deu-se

pelos seguintes procedimentos metodológicos: (a) estudo da NBR 12.721; (b) definição

das empresas/fornecedoras de insumos participantes; (c) coleta de dados; (d) análise

das amostras mensais, realização dos cálculos para a região de Santa Rosa,

comparação do CUB/m² de Santa Rosa com o do Rio Grande do Sul; (e) definição dos

valores dos CUBs/m² mensais; (f) cálculo da curva ABC. Com isto, viu-se que o CUB de

Santa Rosa e o CUB calculado pelo SINDUSCON RS não se equivalem, pois na

maioria dos lotes básicos existe uma grande diferença entre eles. Concluiu-se com a

curva ABC, utilizando-se o CUB médio para o projeto-padrão R8-N, que o insumo de

maior peso é o pedreiro, seguido de servente e do concreto.

Palavras-chave: Custo de incorporações imobiliárias. Custo Unitário Básico. ABNT

NBR 12.721.

(8)

ABSTRACT

MELLER, G. Custo Unitário Básico para Santa Rosa / RS. 2014. Trabalho de

Conclusão de Curso

– Departamento de Ciências Exatas e Engenharias, DCEEng,

UNIJUÍ, Santa Rosa, 2014.

The basic unit cost (BUC) is who provides a first reference of costs of the most various

projects, in which we can follow this evolution of costs over time. Also, a benchmark

created by Law 4.591 by Brazilian Association of Technical Standards (ABNT) to assign

an approximate cost of real states incorporations from architectural design. Currently, its

calculation procedure is regulated by the NBR 12.721:2006. This work has the main

objective of estimating the CUB/m² each standard-project for the region of Santa Rosa

and, as a secondary objective, compare it with the CUB/m² of Rio Grande do Sul,

calculated by the Union of Construction Industry civil (SINDUSCON) of Rio Grande do

Sul and also, calculate the ABC curve for the standard-project R8-N. From this, is

intended to verify the parity between the CUB/m² from Santa Rosa region with the state

of Rio Grande do Sul and find what the brunt of input in the calculation of the CUB. The

development of the work was gived by the following instruments: (a) study of NBR

12,721; (b) definition of companies/suppliers of inputs participants; (c) data collection;

(d) analysis of monthly samples, the calculations for the region of Santa Rosa,

comparing the CUB/m² Santa Rosa with the Rio Grande do Sul; (e) setting the values of

the CUBs/m² monthly, (f) calculation of curba ABC. With this, was saw that the CUB of

Santa Rosa and the CUB calculated by SINDUSCON RS are not equivalent, because in

most basic batch there is a big difference between them. It was concluded from the ABC

curve, using the CUB medium for standard-project R8-N, the input of greater weight is

mason, followed by servant and concrete.

(9)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Curva ABC com percentagens representativas acumuladas ... 35

Figura 2: Delineamento ... 36

Figura 3: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R1-B ... 46

Figura 4: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R1-N ... 46

Figura 5: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R1-A ... 46

Figura 6: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão PP4-B ... 47

Figura 7: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão PP4-N ... 47

Figura 8: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R8-B ... 47

Figura 9: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R8-N ... 48

Figura 10: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R8-A ... 48

Figura 11: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R16-N ... 48

Figura 12: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão R16-A ... 49

Figura 13: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão PIS ... 49

Figura 14: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão RP1Q ... 49

Figura 15: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão GI ... 50

(10)

padrão CAL8-N ... 50

Figura 17: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão CAL8-A ... 50

Figura 18: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão CSL8-N ... 51

Figura 19: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão CSL8-A ... 51

Figura 20: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão ... 51

Figura 21: Variação percentual do CUB de Santa Rosa e CUB RS para o

projeto-padrão ... 52

Figura 22: Curva ABC para o projeto-padrão representativo R8-Nmédio... 58

(11)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Projetos-padrão Residenciais ... 25

Tabela 2: Projetos-padrão Comerciais... 25

Tabela 3: Projetos-padrão GI e RP1Q ... 25

Tabela 4: Lote básico para o projeto-padrão residencial alto ... 26

Tabela 5: Lote básico para o projeto-padrão residencial normal ... 27

Tabela 6: Lote básico para o projeto-padrão residencial baixo ... 29

Tabela 7: Lote básico para o projeto-padrão comercial alto ... 30

Tabela 8: Lote básico para o projeto-padrão comercial normal ... 31

Tabela 9: Lote básico para o projeto-padrão GI e PQ1Q ... 32

Tabela 10: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R1-B ... 38

Tabela 11: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R1-N .... 39

Tabela 12: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R1-A ... 39

Tabela 13: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão PP4-B .. 39

Tabela 14: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão PP4-N .. 40

Tabela 15: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R8-B ... 40

Tabela 16: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R8-N .... 41

Tabela 17: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R8-A ... 41

Tabela 18: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R16-N .. 41

Tabela 19: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R16-A ... 42

Tabela 20: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão PIS ... 42

Tabela 21: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão RP1Q ... 42

Tabela 22: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão GI ... 43

Tabela 23: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão CAL8-N 43

Tabela 24: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão CAL8-A 43

Tabela 25: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão CSL8-N 44

Tabela 26: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão CSL8-A 44

Tabela 27: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão CSL16-N

... 45

(12)

... 45

Tabela 29: Valor médio dos insumos para o projeto-padrão R8-N ... 53

Tabela 30: CUB médio representativo R8-N ... 54

(13)

LISTA DE SIGLAS

ABNT

Associação Brasileira de Normas Técnicas

CAL-8

Comercial andar livre de oito pavimentos

CG

Galpão industrial

CL

Projeto-padrão comercial de andares livres

CP1Q

Casa popular

CS

Projeto-padrão comercial de salas e lojas

CSL-16

Comercial salas e lojas de dezesseis pavimentos

CSL-8

Comercial salas e lojas de oito pavimentos

CUB

Custo Unitário Básico

GI

Galpão industrial

H1

Edificação habitacional de um pavimento

H12

Edificação habitacional de doze pavimento

H4

Edificação habitacional de quatro pavimento

H8

Edificação habitacional de oito pavimento

IN

Instrução normativa

INSS

Instituto Nacional de Seguridade Social

NB

Norma brasileira

PIS

Projeto de interesse social

PP-4

Prédio popular de quatro pavimentos

R1

Residência unifamiliar

R16

Residência multifamiliar de dezesseis pavimentos

R8

Residência multifamiliar de oito pavimentos

(14)

RP1Q

Residência popular

(15)

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO ... 19

1.1

Contexto ... 19

1.2

Problema ... 19

1.2.1

Questões de pesquisa ... 20

1.2.2

Objetivos ... 20

1.2.3

Delimitação ... 21

1.3

Sistematização ... 21

2

REVISÃO DA LITERATURA ... 22

2.1

O custo unitário básico ... 22

2.2

ABNT NBR 12.721:2006 ... 24

2.2.1

Projetos-padrão ... 24

2.2.2

Insumos ... 26

2.3

Metodologia de cálculo do CUB ... 33

2.4

Curva ABC ... 34

3

MATERIAIS E MÉTODOS UTILIZADOS ... 36

3.1

Estratégia de pesquisa ... 36

3.2

Delineamento ... 36

3.3

Metodologia da pesquisa ... 37

3.3.1

Empresas participantes ... 37

4

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ... 38

4.1

Cálculo do CUB de Santa Rosa - RS ... 38

4.2

Comparação CUB de Santa Rosa com CUB do SINDUSCON RS ... 38

(16)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 62

ANEXO A – VALORES MÉDIOS MENSAIS DE CADA PROJETO-PADRÃO ... 64

ANEXO B – APLICAÇÃO DOS COEFICIENTES E DEFINIÇÃO DO CUB ... 106

(17)

1 INTRODUÇÃO

Neste capítulo serão apresentados e abordados assuntos referentes ao trabalho

de conclusão de curso que foram desenvolvidos, tais como: contexto no qual está

inserido, problema em questão, questões de pesquisa (principal e secundárias),

objetivos alcançados e delimitação do tema proposto.

1.1 Contexto

Conforme o Sinduscon-MG (2007), o CUB é quem possibilita uma primeira

referência de custos para os mais diversos empreendimentos e é também quem

permite o acompanhamento da evolução desses custos ao longo do tempo. Ainda,

destaca que sua importância é relevar a imprescindibilidade de um bom planejamento

da obra (SINDUSCON-MG, 2007). Este também reflete a variação mensal dos custos

dos materiais e da mão de obra (MIRON, 2007).

Esta estimativa é calculada após a seleção do projeto-padrão, os quais

encontram-se na NBR 12.721 (ABNT, 2006), mais semelhante ao projeto no qual será

incorporado, através de comparações das variáveis geométricas e de especificações

(CANTANHEDE; SCHMITT, 2003).

Os valores do CUB/m² são calculados a partir dos lotes básicos, onde, para cada

projeto-padrão, são calculados os insumos por metro quadro de área construída,

aplicando seus coeficientes e realizando seu somatório (CANTANHEDE; SCHMITT,

2003).

1.2 Problema

Conforme Cantanhede e Schmitt (2003), o CUB/m² é o principal indicador do

setor da construção civil, sendo calculado mensalmente para cada projeto-padrão pelos

Sindicatos das Indústrias da Construção Civil (SINDUSCONs) de cada Estado da

Federação, onde são analisadas inúmeras empresas da construção, para estimá-lo

para cada estado.

A presente pesquisa, desenvolvida através de um estudo de caso, contribuirá

para o avanço do estudo e da pesquisa da área de custos unitários de construção para

(18)

____________________________________________________________________________________

região, visto que não se tem conhecimento de outros estudos e/ou pesquisas realizadas

sobre o tema especificadamente para a região de Santa Rosa.

Os resultados obtidos permitirão um maior conhecimento sobre os valores de

construção para a região de Santa Rosa, assim como uma comparação entre os

CUBs/m² desta cidade com o CUB do estado do Rio Grande do Sul, o qual estima-se

que este não satisfaz o da região.

Para análise dos valores dos insumos obtidos, a elaboração da curva ABC

permitirá verificar o peso de cada material no CUB de cada projeto-padrão, no qual se

estabelece uma política de compras que considera a importância de cada insumo, de

modo que se aperfeiçoe a utilização de cada material, tendo assim, conhecimento da

relevância que cada material tem para cada tipo de projeto-padrão, tendo em vista que

em uma obra de engenharia civil o seu custo está diretamente ligado à construção,

onde dispondo desta “importância financeira”, pode-se buscar uma negociação mais

cuidadosa no momento de aquisição destes insumos.

1.2.1 Questões de pesquisa

A partir do exposto, foram formuladas as seguintes questões:

Questão principal:

 Qual o CUB de Santa Rosa?

Questões secundárias:

 Qual a relação entre o CUB de Santa Rosa e o do Rio Grande do Sul?

 Quais os insumos mais representativos (curva ABC) destes valores obtidos no

cálculo do CUB para Santa Rosa?

1.2.2 Objetivos

Tem-se como objetivo geral, calcular o CUB, do mês de junho ao mês de

novembro de 2014, de cada projeto-padrão para a região de Santa Rosa, utilizando o

método do SINDUSCON que, atualmente, é regularizado pela NBR 12.721:2006.

(19)

Em decorrência do objetivo geral, são objetivos específicos a serem atendidos,

dentro da área e prazo de estudo delimitados, e também, conforme o método de

pesquisa proposto:

 Realizar uma análise comparativa entre o CUB de Santa Rosa e o do Rio

Grande do Sul;

 Construir e analisar as curvas ABC dos valores dos insumos cujos foram

calculados no período mensal proposto.

1.2.3 Delimitação

O presente estudo está delimitado no levantamento de preço dos insumos nas

construtoras e lojas de insumos de Santa Rosa.

1.3 Sistematização

O trabalho está organizado da seguinte forma:

 1º Capítulo: traz a introdução, onde é apresentado o tema da pesquisa

juntamente com o problema, questões de pesquisa principal e secundárias, bem

como o objetivo geral e objetivos específicos e sua delimitação.

 2º Capítulo: apresenta a revisão da literatura, abordando os seguintes temas:

CUB, a NBR 12.721:2006, metodologia de cálculo do CUB e curvas ABC.

 3º Capítulo: apresenta a metodologia, abordando temas como a estratégia de

pesquisa utilizada, delineamento e planejamento da pesquisa.

 4º Capítulo: apresenta os resultados obtidos, bem como a análise e discussão

dos mesmos.

 5º Capítulo: apresenta as conclusões, juntamente com sugestão para trabalhos

futuros.

Ao final do trabalho serão apresentadas as referências utilizadas, bem como os

anexos pertinentes.

(20)

____________________________________________________________________________________

2 REVISÃO DA LITERATURA

Neste capítulo serão apresentados e abordados assuntos referentes ao tema

deste trabalho, tais como definição de custo, custo unitário básico, assim como sua

origem, sua evolução normativa, sua metodologia de cálculo e curva ABC para a

construção civil.

2.1 O custo unitário básico

O CUB foi criado através da Lei Federal nº 4.591 em 16 dezembro de 1964,

inicialmente com o intuito de servir como base para o cálculo imobiliário

(SINDUSCON-MG, 2007). Esta lei determina aos SINDUSCONS em seu artigo 54 (BRASIL, 1964):

“Os sindicatos estaduais da indústria da construção civil ficam obrigados a divulgar mensalmente, até o dia 5 de cada mês, os custos unitários de construção a serem adotados nas respectivas regiões jurisdicionais, calculados com observância dos critérios e normas a que se refere o inciso I, do artigo anterior.”

No artigo nº 53 é especificado que incumbe à Associação Brasileira de Normas

Técnicas (ABNT), realizar uma norma referente à metodologia de cálculo do CUB a ser

utilizado pelos SINDUSCONS de todo o país (CANTANHEDE; SCHMITT, 2003).

A partir dessa lei, criou-se a NB-140 (ABNT, 1965), que determinou a

metodologia de cálculo do CUB/m², e então, a começar desta Norma, obtiveram-se os

valores dos CUBs mensais divulgados pelos SINDUSCONs.

Desde seu início, o CUB já passou por várias modificações, como:

 ABNT NB-140:1965;

 ABNT NBR 12.721:1992;

 ABNT NBR 12.721:1999;

 ABNT NBR 12.721:2004;

 ABNT NBR 12.721:2005;

 ABNT NBR 12.721:2006 (atual).

(21)

A NB-140 (ABNT, 1965), intitulada Avaliação de Custos Unitários e Preparo de

Orçamento de Construção para Incorporação de Edifícios em Condomínios, foi uma

norma original elaborada com o objetivo de atender a Lei 4.591/64 e disciplinar todas as

incorporações imobiliárias. Após, a NBR 12.721 (ABNT,1992), em função de algumas

deficiências, complementou os acabamentos de cada projeto-padrão da época vigente

e não houveram alterações dos projetos-básicos na NB-140.

Na sequência, foram introduzidos no cálculo dos CUB/m² novos lotes básicos de

insumos (material e mão de obra) na NBR 12.721 (ABNT,1999), os quais eram: os

projetos habitacionais H1, H4, H8 e H12, projetos-padrão comerciais, salas e lojas (CS)

aos quais tinha-se de quatro, oito, doze e dezesseis andares , andares livres (CL) que

segue a mesma numeração de antes do CS, galpão industrial (CG) e casa popular

(CP1Q).

Na NBR 12.721 (ABNT, 2004), houve profundas alterações de seu conteúdo, em

virtude dos novos projetos arquitetônicos do mercado imobiliário da época, onde então,

foram atualizados os projetos-padrão e os lotes básicos para residencial(R), prédio

popular (PP), projeto de interesse social (PIS), comercial de andares livres (CAL),

comercial salas e lojas (CSL), galpão industrial (GI) e residencial popular (RP1Q). Entre

as NBR 12.721 de 2004, 2005 e 2006 foram revisados alguns valores de coeficientes

nos lotes básicos.

A importância do CUB está no seu emprego como recurso de avaliação

aproximada de valores de custo para execução de incorporações imobiliárias no início

do processo, onde na maioria das vezes, tem-se somente o projeto arquitetônico

(ABNT, 2004; 2005; 2006).

Segundo Cantanhede (2003), alguns valores dos CUB estão sendo utilizados

com finalidade diferente da qual foi definida originalmente pela Norma, o que dá um

(22)

____________________________________________________________________________________

maior comprometimento e responsabilidade na metodologia de seu cálculo. Tem-se

como exemplo disso o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que utiliza o

CUB, através de Instrução Normativa (IN), como base para a aferição indireta de

salários em obras civil (CANTANHEDE, 2003).

2.2 ABNT NBR 12.721:2006

A Norma revisada buscou a modernização do cálculo do CUB/m² e melhor

adaptação à situação vigente, no qual se analisou os preços dos insumos, novos

índices de produtividade, estudaram-se os novos processos construtivos que surgiram

com o tempo, legislações que foram modificadas, novos projetos-padrão, pois a norma

antiga visava os processos construtivos de 1964 (SINDUSCON-MG, 2007).

2.2.1 Projetos-padrão

Conforme a NBR 12.721 (ABNT, 2006), define-se projeto-padrão como projetos

selecionados para representar os diferentes tipos de edificações, que normalmente são

objetos de incorporações para construções em condomínios e conjuntos de edificações.

Como características principais tem-se o número de pavimentos, número de

dependências por unidade, áreas equivalentes à área de custo padrão privativas das

unidades autônomas, número total de unidade e padrão de acabamento da construção

(ABNT, 2006).

De acordo com esta norma técnica, os projetos-padrão são os seguintes:

projetos-padrão residenciais, projetos-padrão comerciais, projetos-padrão galpão

industrial e residência popular. A Tabela 1 apresenta os projetos-padrão residenciais.

(23)

Tabela 1: Projetos-padrão Residenciais

Padrão baixo

Padrão normal

Padrão alto

R-1

R-1

R-1

PP-4

PP-4

R-8

R-8

R-8

R-16

PIS

R-16

-

Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

A Tabela 2 apresenta os projetos-padrão comerciais CAL (Comercial Andares

Livres) e CSL (Comercial Salas e Lojas):

Tabela 2: Projetos-padrão Comerciais

Padrão Normal

Padrão Alto

CAL-8

CAL-8

CSL-8

CSL-8

CSL-16

CSL-16

Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

A Tabela 3 apresenta os projetos-padrão de galpão Industrial e residência

popular:

Tabela 3: Projetos-padrão GI e RP1Q

Galpão Industrial

Residencial Popular

GI

RP1Q

Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

A NBR 12.721 (ABNT, 2006) trabalha com 17 projetos-padrão, quais sejam:

R1-B, R1-N, R1-A, RP1Q, PIS, PP4-R1-B, PP4-N, R8-R1-B, R8-N, R8-A, R16-N, R16-A, CSL-8N,

CSL8-A, CSL-16N, CSL-16A, CAL-8N, CAL-8A e GI.

No qual se tem a seguinte denominação de cada letra:

 R como residencial;

 PP para prédio popular;

 PIS para projeto de interesse social;

 CAL, refere-se à comercial andar livre;

 CSL é o comercial salas e lojas;

(24)

____________________________________________________________________________________

 RP1Q significa para residência popular com um quarto.

Os números que seguem cada sigla são referentes ao número de pavimentos e a

letra que os acompanha é referente ao padrão de obra sendo B(baixo), N(normal) ou

A(alto).

2.2.2 Insumos

Conforme Schmitt (1998), definem-se insumos como os elementos de mão de

obra, materiais e equipamentos que serão utilizados em uma obra.

A NBR 12.721(ABNT, 2006) cita os lotes de insumos básicos extraídos do

agrupamento de todos os insumos. Portanto, os lotes de insumos básicos representam

a família de insumos. Então, é de extrema importância o conhecimento de todos os

insumos que os compõe, pois estes mostram a complexidade e a abrangência deste

indicador, os quais fortalecem a confiabilidade quanto à sua realidade

(SINDUSCON-MG, 2007).

De acordo com a NBR 12.721 (ABNT, 2006), para o cálculo do CUB/m², é

necessário utilizarem-se coeficientes respectivos de cada insumo para cada

projeto-padrão específico. Estes coeficientes retratam a família completa de cada matéria no

qual estes itens estão correlatos (SINDUSCON-MG, 2007). Então, de toda a família de

insumos, foram extraídos os principais insumos, e gerado o lote básico de cada

projeto-padrão que será utilizado diretamente para o cálculo do CUB pelo SINDUSCON, e seus

respectivos coeficientes que estão apresentados a seguir, nas Tabelas 4 a 9.

Tabela 4: Lote básico para o projeto-padrão residencial alto

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO ALTO

MATERIAIS Unid R1 R8 R16

Chapa compensado plastificado 18mm X 2,20 X 1,10m m² 4,50155 2,82633 1,43118

Aço CA-50A D=10 mm kg 13,74016 23,99565 34,24481

Concreto FCK=25 Mpa, abatimento 5±1cm, br., 1 e 2 pré-dosado m³ 0,17469 0,23549 0,35924

Cimento CP - 32 II kg 105,0006 62,83941 67,16461

Areia média m³ 0,31423 0,18324 0,20588

Brita nº2 m³ 0,07197 0,02123 0,89596

Bloco cerâmico de vedação 9 x 19 x 19cm Un 76,41129 51,75415 53,27997 Bloco concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm Un 2,04943 0,54275 0,73841

(25)

Tabela 4: Lote básico para o projeto-padrão residencial alto (continuação)

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO ALTO

MATERIAIS Unid R1 R8 R16

Telha ondulada de fibrocimento Esp.= 6mm x 2,44m x 1,10m m² 1,78204 0,11155 0,09286 Porta interna semi-oca para pintura 0,60m x 2,10m Un 0,24864 0,23191 0,14744 Esquadria de correr tamanho 2,00 x 1,40 m, em 4 folhas (2 de correr),

sem básculas, em alumínio anodizado cor natural, perfis da linha 25 m² 0,20008 0,14684 0,13615

Janela de correr tamanho 1,20 m x 1,20 m em 2 folhas, em perfil de

chapa de ferro dobrada nº 20, com tratamento em fundo anticorrosivo m² 0,0081 0,05345 0,02924 Fechadura para porta interna, tráfego moderado, tipo IV (55 mm), em

ferro, acabamento cromado Un 0,11091 0,10476 0,07512

Placa cerâmica (azulejo) de dimensão ~ 30 cm x 40 cm, PEI II, cor

clara, imitando pedras naturais m² 6,11149 4,18947 1,87628 Bancada pia mármore branco 2,00 x 0,60 x 0,02cm un 0,07562 0,07929 0,00341 Placa de gesso liso 0,70 x 0,70 cm m² 0,43464 0,07835 0,15697 Vidro liso transparente 4 mm, colocado com masa m² 0,16342 0,19794 0,11236

Tinta látex PVA L 2,71028 1,97849 2,95277

Emulsão Asfáltica Impermeabilizante kg 4,81569 2,46921 2,98597 Fio de cobre antichama - 750 V, 2,5 mm2 m 21,53486 31,0655 29,52384

Disjuntor tripolar 70 A Un 0,09028 0,22187 0,31913

Bacia sanitária com caixa acoplada Un 0,09259 0,1463 0,05474 Registro de pressão cromado D=1/2' Un 0,3183 0,27117 0,19882 Tubo de ferro galvanizado, com costura D=2 1/2' M 0,00383 0,07826 0,30551 Tubo PVC rígido para esgoto D=150 mm m 0,48451 0,50107 0,34172

MÃO-DE-OBRA

Pedreiro h 34,07945 26,71158 29,91039 Servente h 22,59009 17,01324 19,25526

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

Engenheiro h 1,46785 1,01281 0,87859

EQUIPAMENTOS

Locação de betoneira 320 L dia 0,024 0,35598 0,5397

Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

Tabela 5: Lote básico para o projeto-padrão residencial normal

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO NORMAL

MATERIAIS Unid R1 PP4 R8 R16

Chapa compensado plastificado 18mm X 2,20 X

1,10m m² 1,77034 1,20372 1,30138 1,09966 Aço CA-50A D=10 mm kg 12,71468 22,5854 7 21,9072 4 21,57696 Concreto FCK=25 Mpa m³ 0,15752 0,22971 0,22751 0,22796 Cimento CP - 32 II kg 91,21954 70,7696 4 65,4252 4 63,39347 Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

(26)

____________________________________________________________________________________ Tabela 5: Lote básico para o projeto-padrão residencial normal (continuação)

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO NORMAL

MATERIAIS Unid R1 PP4 R8 R16

Areia média m³ 0,29290 0,22152 0,20571 0,19901

Brita nº2 m³ 0,07256 0,03153 0,02887 0,02512

Bloco cerâmico de vedação 9 x 19 x 19cm Un 85,94536 61,75143 62,26067 58,21130 Bloco concreto sem função estrutural 19 x

19 x 39 cm Un 0,00000 1,74823 0,80399 0,46005

Telha ondulada de fibrocimento Esp.=

6mm x 2,44m x 1,10m m² 2,10228 0,28017 0,12428 0,06424

Porta interna semi-oca para pintura 0,60m

x 2,10m Un 0,22341 0,18352 0,15533 0,15405

Esquadria de correr de alumínio anodizado

natural m² 0,09457 0,09735 0,08054 0,08308

Janela de correr (chapa dobrada) - 2 folhas

- 1,20 x 1,20 m m² 0,01171 0,05680 0,04225 0,03592

Fechadura,interna média cromada, tráfego

moderado,tipo4 Un 0,11696 0,09366 0,04747 0,07825

Placa cerâmica clara, 30 x 40 cm - PEI II m² 3,46560 2,63287 2,19344 2,21373 Bancada pia mármore branco 2,00 x 0,60

x 0,02cm un 0,03095 0,02244 0,01738 0,01634

Placa de gesso liso 0,70 x 0,70 cm m² 0,00000 0,28103 0,26781 0,18477 Vidro liso transparente 4 mm, colocado

com masa m² 0,09062 0,12356 0,09854 0,10869

Tinta látex PVA L 2,26706 2,05015 2,08746 1,64321

Emulsão Asfáltica Impermeabilizante kg 0,71196 2,45311 1,73252 2,81573 Fio de cobre antichama - 750 V, 2,5 mm2 m 21,55887 26,86832 25,94777 26,21838 Disjuntor tripolar 70 A Un 0,12142 0,23447 0,18984 0,16993 Disjuntor tripolar 70 A Un 0,12142 0,23447 0,18984 0,16993 Bacia sanitária com caixa acoplada Un 0,08250 0,07208 0,04182 0,06221 Registro de pressão cromado D=1/2' Un 0,33226 0,32561 0,19220 0,30837 Tubo de ferro galvanizado, com costura

D=2 1/2' M 0,00811 0,16330 0,12564 0,07852

Tubo PVC rígido para esgoto D=150 mm m 0,66394 0,55707 0,52955 0,45117

MÃO-DE-OBRA Pedreiro h 31,44957 27,91001 24,76148 23,65883 Servente h 20,75851 18,22088 16,82881 16,40913 DESPESAS ADMINISTRATIVAS Engenheiro h 1,55264 1,86179 0,85895 0,71084 EQUIPAMENTOS

Locação de betoneira 320 L dia 0,01955 0,00369 0,37712 0,35941 Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

(27)

Tabela 6: Lote básico para o projeto-padrão residencial baixo

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO BAIXO

MATERIAIS Unid R1 PP4 R8 PIS

Chapa compensado plastificado 18mm X 2,20 X 1,10m m² 1,41157 0,83209 0,7166 0,69418

Aço CA-50A D=10 mm kg 14,0927

18,7319

7 23,4497 7,68513 Concreto FCK=25 Mpa, abatimento 5±1cm, br., 1 e 2

pré-dosado m³ 0,23106 0,28069 0,27877 0,09129 Cimento CP - 32 II kg 56,4063 57,9326 4 52,8406 40,9058 Areia média m³ 0,1727 0,1783 0,16068 0,12619 Brita nº2 m³ 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000

Bloco cerâmico de vedação 9 x 19 x 19cm Un

58,5800 2 60,8305 0 53,9722 1 0,00000 Bloco concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm Un 0,00000 1,35656 0,93550

14,3999 4 Telha ondulada de fibrocimento Esp.= 6mm x 2,44m x 1,10m m² 2,85903 0,41472 0,22574 0,20309 Porta interna semi-oca para pintura 0,60m x 2,10m Un 0,11291 0,08822 0,10080 0,16744 Esquadria de correr tamanho 2,00 x 1,40 m, em 4 folhas (2

de correr), sem básculas, em alumínio anodizado cor natural,

perfis da linha 25 0,00000 0,00000 0,00000 0,00000

Janela de correr tamanho 1,20 m x 1,20 m em 2 folhas, em perfil de chapa de ferro dobrada nº 20, com tratamento em

fundo anticorrosivo m² 0,23982 0,31869 0,31393 0,18303

Fechadura para porta interna, tráfego moderado, tipo IV (55

mm), em ferro, acabamento cromado Un 0,11669 0,09425 0,08622 0,08541 Placa cerâmica (azulejo) de dimensão ~ 30 cm x 40 cm, PEI

II, cor clara, imitando pedras naturais m² 1,88686 1,84770 1,70169 0,19836 Bancada pia mármore branco 2,00 x 0,60 x 0,02cm un 0,00706 0,00737 0,00724 0,03345 Placa de gesso liso 0,70 x 0,70 cm m² 2,47234 2,53652 2,52418 2,13677 Vidro liso transparente 4 mm, colocado com masa m² 0,13193 0,18261 0,15802 0,10633

Tinta látex PVA L 1,94176 2,34186 2,19968 2,57219

Emulsão Asfáltica Impermeabilizante kg 1,23358 1,78144 1,57181 0,72716 Fio de cobre antichama - 750 V, 2,5 mm2 m

15,5909 2 36,7041 9 28,4372 8 35,1960 8 Disjuntor tripolar 70 A Un 0,08461 0,36910 0,38512 0,43300

Bacia sanitária com caixa acoplada Un 0,05692 0,03676 0,03327 0,03687 Registro de pressão cromado D=1/2' Un 0,18566 0,28258 0,26074 0,19898 Tubo de ferro galvanizado, com costura D=2 1/2' M 0,01008 0,30841 0,18201 0,24006 Tubo PVC rígido para esgoto D=150 mm m 0,52341 0,59438 0,52901 0,54821

MÃO-DE-OBRA Pedreiro h 26,4373 21,7417 7 20,5242 18,0754 Servente h 9,72351 8,84571 8,19719 6,53232 DESPESAS ADMINISTRATIVAS Engenheiro h 1,65363 0,43969 0,39563 0,41008 Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

(28)

____________________________________________________________________________________ Tabela 6: Lote básico para o projeto-padrão residencial baixo (continuação)

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO BAIXO

MATERIAIS Unid R1 PP4 R8 PIS

EQUIPAMENTOS

Locação de betoneira 320 L dia 0,27771 0,26846 0,28156 0,14045 Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

Tabela 7: Lote básico para o projeto-padrão comercial alto

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO COMERCIAL ALTO

MATERIAIS Unid CAL-8 CSL-8 CSL-16

Chapa compensado plastificado 18mm X 2,20 X 1,10m m² 1,42680 1,38247 1,66001

Aço CA-50A D=10 mm kg 32,37251 29,61663 39,72016

Concreto FCK=25 Mpa m³ 0,35395 0,31620 0,41668

Cimento CP - 32 II kg 71,08784 59,22046 77,90346

Areia média m³ 0,21459 0,17921 0,23880

Brita nº2 m³ 0,04250 0,02955 0,03772

Bloco cerâmico de vedação 9 x 19 x 19cm Un 32,90435 46,51977 61,79882 Bloco concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm Un 1,75164 0,99441 0,85647 Telha ondulada de fibrocimento Esp.= 6mm x 2,44m x

1,10m m² 0,13880 0,17538 0,10771

Porta interna semi-oca para pintura 0,60m x 2,10m Un 0,08902 0,13095 0,17101 Esquadria de correr de alumínio anodizado natural m² 0,30775 0,10849 0,15792 Janela de correr (chapa dobrada) - 2 folhas - 1,20 x 1,20

m m² 0,03677 0,03034 0,03391

Fechadura,interna média cromada, tráfego

moderado,tipo4 Un 0,04133 0,06639 0,08713

Placa cerâmica clara, 30 x 40 cm - PEI II m² 1,49085 1,60195 2,17628 Bancada pia mármore branco 2,00 x 0,60 x 0,02cm un 0,06441 0,11173 0,13968 Placa de gesso liso 0,70 x 0,70 cm m² 0,37148 0,38477 0,18207 Vidro liso transparente 4 mm, colocado com masa m² 0,25451 0,08970 0,13032

Tinta látex PVA L 1,83070 2,22737 3,44704

Emulsão Asfáltica Impermeabilizante kg 5,13212 2,75126 3,46355 Fio de cobre antichama - 750 V, 2,5 mm2 m 22,55387 12,58453 34,24436

Disjuntor tripolar 70 A Un 0,16314 0,25967 0,37015

Bacia sanitária com caixa acoplada Un 0,04703 0,04826 0,06350 Registro de pressão cromado D=1/2' Un 0,31738 0,17976 0,23061 Tubo de ferro galvanizado, com costura D=2 1/2' M 0,09629 0,18911 0,35435 Tubo PVC rígido para esgoto D=150 mm m 0,39494 0,41218 0,39636

MÃO-DE-OBRA Pedreiro h 27,46237 25,93356 34,69272 Servente h 19,56332 16,92395 22,33396 DESPESAS ADMINISTRATIVAS Engenheiro h 1,15092 0,90857 1,01906 Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

Tabela 7: Lote básico para o projeto-padrão comercial alto (continuação)

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO COMERCIAL ALTO

MATERIAIS Unid CAL-8 CSL-8 CSL-16

EQUIPAMENTOS

Locação de betoneira 320 L dia 0,63718 0,40737 0,62159

(29)

Tabela 8: Lote básico para o projeto-padrão comercial normal

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO COMERCIAL NORMAL

MATERIAIS Unid CAL-8 CSL-8 CSL-16

Chapa compensado plastificado 18mm X 2,20 X 1,10m m² 1,42666 1,38247 1,66012

Aço CA-50A D=10 mm kg 32,36922 29,61663 39,72293

Concreto FCK=25 Mpa m³ 0,35391 0,31620 0,41671

Cimento CP - 32 II kg 70,22426 56,86098 75,31240

Areia média m³ 0,21786 0,18268 0,24313

Brita nº2 m³ 0,04679 0,03141 0,04007

Bloco cerâmico de vedação 9 x 19 x 19cm Un 32,90100 46,51977 61,80313 Bloco concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm Un 1,75147 0,99441 0,85653 Telha ondulada de fibrocimento Esp.= 6mm x 2,44m x

1,10m m² 0,13878 0,17538 0,10771

Porta interna semi-oca para pintura 0,60m x 2,10m Un 0,06030 0,09084 0,11855 Esquadria de correr de alumínio anodizado natural m² 0,20344 0,07172 0,10441 Janela de correr (chapa dobrada) - 2 folhas - 1,20 x 1,20 m m² 0,03676 0,03018 0,03392 Fechadura,interna média cromada, tráfego moderado,tipo4 Un 0,03194 0,05079 0,06659 Placa cerâmica clara, 30 x 40 cm - PEI II m² 0,72002 0,76150 1,03053 Bancada pia mármore branco 2,00 x 0,60 x 0,02cm un 0,00698 0,00406 0,00501 Placa de gesso liso 0,70 x 0,70 cm m² 0,37145 0,38477 0,55910 Vidro liso transparente 4 mm, colocado com masa m² 0,25449 0,08970 0,13033

Tinta látex PVA L 2,09374 1,93501 2,94621

Emulsão Asfáltica Impermeabilizante kg 4,84204 2,30596 2,88291 Fio de cobre antichama - 750 V, 2,5 mm2 m 22,07462 12,78848 34,38131

Disjuntor tripolar 70 A Un 0,17189 0,24887 0,32229

Bacia sanitária com caixa acoplada Un 0,02796 0,02865 0,02895 Registro de pressão cromado D=1/2' Un 0,13224 0,05779 0,10551 Tubo de ferro galvanizado, com costura D=2 1/2' M 0,11169 0,18911 0,37527 Tubo PVC rígido para esgoto D=150 mm m 0,39490 0,42503 0,36966

MÃO-DE-OBRA Pedreiro h 27,18459 25,04479 33,47667 Servente h 19,40465 16,74115 22,10418 DESPESAS ADMINISTRATIVAS Engenheiro h 1,15081 0,90857 1,01913 Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

Tabela 8: Lote básico para o projeto-padrão comercial normal (continuação)

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) PADRÃO COMERCIAL NORMAL

MATERIAIS Unid CAL-8 CSL-8 CSL-16

EQUIPAMENTOS

Locação de betoneira 320 L dia 0,63712 0,40402 0,62603

(30)

____________________________________________________________________________________ Tabela 9: Lote básico para o projeto-padrão GI e PQ1Q

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) RP1Q e GI

MATERIAIS Unid RP1Q GI

Chapa compensado plastificado 18mm X 2,20 X 1,10m m² 0,81750 1,22473

Aço CA-50A D=10 mm kg 7,22823 17,02951

Concreto FCK=25 Mpa m³ 0,00476 0,07082

Cimento CP - 32 II kg 179,480280 91,96949

Areia média m³ 0,52496 0,22286

Brita nº2 m³ 0,25967 0,13399

Bloco cerâmico de vedação 9 x 19 x 19cm Un 64,18998 0,00000 Bloco concreto sem função estrutural 19 x 19 x 39 cm Un 0,00000 6,52234 Telha ondulada de fibrocimento Esp.= 6mm x 2,44m x 1,10m m² 1,47096 0,97946 Porta interna semi-oca para pintura 0,60m x 2,10m Un 0,30052 0,01502 Esquadria de correr de alumínio anodizado natural m² 0,00000 0,00000 Janela de correr (chapa dobrada) - 2 folhas - 1,20 x 1,20 m m² 0,16241 0,11031 Fechadura,interna média cromada, tráfego moderado,tipo4 Un 0,14900 0,00966 Placa cerâmica clara, 30 x 40 cm - PEI II m² 0,00000 0,38077 Bancada pia mármore branco 2,00 x 0,60 x 0,02cm un 0,00000 0,00497

Placa de gesso liso 0,70 x 0,70 cm m² 0,00000 0,00000

Vidro liso transparente 4 mm, colocado com masa m² 0,12260 0,09523

Tinta látex PVA L 3,72427 1,04639

Emulsão Asfáltica Impermeabilizante kg 0,33857 0,00000

Fio de cobre antichama - 750 V, 2,5 mm2 m 11,60351 2,71134

Disjuntor tripolar 70 A Un 0,46534 0,12864

Bacia sanitária com caixa acoplada Un 0,05039 0,01325

Registro de pressão cromado D=1/2' Un 0,28880 0,03015

Tubo de ferro galvanizado, com costura D=2 1/2' M 0,00000 0,00000

Tubo PVC rígido para esgoto D=150 mm m 1,01380 0,15658

MÃO-DE-OBRA Pedreiro h 28,14197 13,96548 Servente h 22,5908 9,26276 DESPESAS ADMINISTRATIVAS Engenheiro h 0,0000 0,0000 Fonte: NBR 12.721 (ABNT, 2006)

Tabela 9: Lote básico para o projeto-padrão GI e PQ1Q (continuação)

LOTE BÁSICO ( por m² de construção) RP1Q e GI

MATERIAIS Unid RP1Q GI

EQUIPAMENTOS

Locação de betoneira 320 L dia 0,35359 0,14878

(31)

2.3 Metodologia de cálculo do CUB

Os valores do CUB são calculados segundo a metodologia prescrita na NBR

12.721 (ABNT, 2006). Essa metodologia de cálculo segue ao longo da evolução da

referida norma técnica, onde foram baseados nos lotes básicos e os preços dos

insumos, no qual os valores calculados tem validade que vai da data de sua divulgação

até a publicação do novo valor no mês consecutivo a este, conforme determina a Lei nº

4.591 e a ABNT NBR 12.721 (CANTANHEDE; SCHMITT, 2003).

A metodologia de cálculo do CUB/m² é simples e permite a obtenção de

indicadores realistas, no qual os insumos são pesquisados mensalmente pelos

SINDUSCON de todo o país (SINDUSCON-MG, 2007).

É citada na NBR 12.721 (ABNT, 2006), quanto a preferência da obtenção dos

valores dos insumos serem realizadas junto às construtoras e, se esta não for possível,

há a possibilidade de, eventualmente, serem pesquisadas junto aos fornecedores da

indústria, do comércio atacadista ou varejista, sendo que os preços dos materiais,

colocados na obra, devem incluir as despesas de tributos e frete.

A família de insumos foi resumida aos lotes básicos de cada projeto-padrão com

a finalidade de facilitar o trabalho no momento da coleta destes preços (CANTANHEDE;

SCHMITT, 2003).

A NBR 12.721 (ABNT, 2006) também recomenda que a coleta dos preços dos

insumos seja realizada de, no mínimo, 20 informações, e devem ser feitas mensalmente

entre o 1º e o 25º dia do mês de referência do custo. A partir disso, é feita uma análise

estatística de consistência destes dados. Após, realiza-se o cálculo do promédio, no

qual é obtida a média aritmética para ter-se o valor mais confiável para a realização do

CUB/m² e, então, aplica-se o coeficiente físico correspondente ao respectivo insumo no

lote básico de cada projeto-padrão.

Para o cálculo dos custos da mão de obra, a NBR 12.721 (ABNT, 2006)

estabelece no item 8.3.4, letra d:

“Para o cálculo dos custos da mão de obra, aplica-se o percentual relativo aos encargos sociais e benefícios: – este percentual deve incluir todos os encargos trabalhistas e previdenciários, direitos sociais e obrigações decorrentes de convenções coletivas de trabalho de cada Sindicato; – o método de cálculo e o

(32)

____________________________________________________________________________________ percentual de encargos sociais e benefícios devem ser explicitados pelos respectivos Sindicatos da Indústria da Construção Civil.”

Conforme o SINDUSCON-MG (2007), todos estes cálculos do CUB/m²

encontram-se informatizados, o que fortalece a confiabilidade dos mesmos e cita que

esta seção específica da Norma é de extrema importância, pois gera uniformidade de

método de coleta e cálculo do CUB/m² de todo o país.

2.4 Curva ABC

A curva ABC (ou curva 80-20) é um método de classificação de informações, no

qual separam-se os itens de maior importância, os quais, geralmente, são em menor

quantidade (CARVALHO, 2002).

Esta curva tem em seus fundamentos, o princípio de Vilfredo Paretto

(1848-1923), cuja teoria executou-se um estudo sobre a distribuição de renda em seu país , a

qual foi descrita estatisticamente, onde foi constatado que a distribuição de renda não

era uniforme, e sim, que apenas 20% da população possuía a maior parte da riqueza, e

mais de 80%, o restante (SCORNANO, 2000). Ele então demonstrou como essa

distribuição podia ser expressa graficamente, em uma curva cumulativa que ficou

conhecida como a Lei de Paretto (MITIUYE, 2008).

No universo organizacional, a curva ABC é muito utilizada para a administração

de estoques, definição de políticas de vendas, estabelecimento de prioridades,

programação de produção, dentre outros (PINTO, 2002).

Análises baseadas nas curvas ABC permitem verificar de imediato os itens

críticos do orçamento: os insumos ou os serviços que tem mais peso. A partir desta

análise é possível examinar detalhadamente preços, condições de pagamento,

alternativas e tomar as decisões cabíveis à obra (SAMPAIO, 2005). Economicamente, é

mais eficaz buscar desconto em insumos da classe A, que representa um maior peso

financeiro na obra, do que em outras faixas.

Segundo Miron (2007) tem-se como resultado de uma típica classificação ABC

os seguintes grupos:

 Classe A: alto valor de demanda ou consumo anual, representa de 10 a 20% do

total;

(33)

 Classe B: valor intermediário de demanda ou consumo anual, representa de 30

a 40% do total;

 Classe C: baixo valor de demanda ou consumo anual, representa 50% do total.

Os seguintes passos podem ser utilizados para a elaboração de uma curva ABC,

uma vez de posse de todos os dados quantitativos e preços:

a) selecionar os problemas a serem comparados e estabelecer uma ordem de

prioridades para sua análise;

b) selecionar um padrão de comparação como unidade de medida;

c) selecionar um período de tempo para ser analisado;

d) reunir os dados necessários dentro de cada categoria;

e) Dividir cada item pelo custo total de materiais;

f) Plotar em gráfico: na abscissa os itens considerados (de 1 ao número total

de itens) e na ordenada as percentagens de representatividade acumuladas (Figura

1) (VERGUEIRO, 2002).

Figura 1 - Curva ABC com percentagens representativas acumuladas

(34)

____________________________________________________________________________________

3 MATERIAIS E MÉTODOS UTILIZADOS

Neste capítulo é apresentada a estratégia de pesquisa abordada para este

trabalho, seu delineamento e caracterização.

3.1 Estratégia de pesquisa

O tipo de pesquisa realizada foi exploratória, na qual se utilizou da análise

bibliográfica e pesquisas de campos nas construtoras e lojas de insumos de Santa

Rosa durante os meses de junho a novembro de 2014.

3.2 Delineamento

A pesquisa foi delineada em três etapas: exploratória (1), desenvolvimento (2) e

reflexão (3), cujo esquema está apresentado na Figura 2:

Figura 2: Delineamento

Fonte: Autoria própria

Na primeira etapa (1), foram realizados os estudos da ABNT NBR 12.721,

definiram-se as construtoras/empresas fornecedoras de insumos que participaram da

pesquisa e a coleta de dados de Santa Rosa e do Rio Grande do Sul.

(35)

Na segunda etapa (2), foram analisadas as amostras mensais, realizados os

cálculos do promédio e aplicado seus coeficientes e então sendo estes, comparados os

valores de CUB estadual.

Por fim, na última etapa (3), foram definidos os valores mensais do CUB para

cada projeto-padrão e realizadas as considerações finais.

Todas as etapas foram acompanhadas pela revisão bibliográfica.

3.3 Metodologia da pesquisa

Teve-se como metodologia para a determinação do CUB de Santa Rosa o

método de cálculo do CUB que é utilizado atualmente pelos SINDUSCONs de todo país

a NBR 12.721 (ABNT,2006), no qual, nesta pesquisa, foram definidas as empresas

participantes, pesquisados os preços dos lotes básicos de cada projeto-padrão,

realizada a análise estatística de cada valor informado, realizado o promédio de cada

insumo, e então, aplicado os coeficientes de cada projeto-padrão e, no final, realizado

seu somatório com o auxilio do software Microsoft Office Excel 2010.

Após, como objetivo secundário, utilizando o software Microsoft Office Excel

2010, foi construída a curva ABC destes insumos, com o intuito de se definir quais os

insumos que tem maior peso na tabela do lote básico do CUB de Santa Rosa.

Posteriormente, foram coletados os valores dos CUBs do Rio Grande do Sul

referentes aos meses que foram realizadas esta pesquisa, e na sequência, foi realizada

a comparação dos valores entre o CUB de Santa Rosa com o estadual.

3.3.1 Empresas participantes

A pesquisa desenvolveu-se através da pesquisa de campo na qual buscou-se o

maior número de empresas participantes com o intuito de se ter o maior número de

amostras (valores dos insumos) e, para isto, foi realizada uma entrevista com todas as

construtoras e lojas fornecedoras de insumos de Santa Rosa, e, após a aceitação

destas, com a participação deste trabalho de conclusão de curso, se procedeu a

pesquisa nos meses determinados. Deu-se então, o número de 28 empresas, das

quais, seis são construtoras e o restante loja de insumos.

(36)

____________________________________________________________________________________

4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

Este capítulo apresenta e analisa os resultados obtidos pela realização da

pesquisa.

4.1 Cálculo do CUB de Santa Rosa - RS

Conforme a NBR 12.721 (ABNT,2006) que regulamenta o cálculo do CUB para

os SINDUSCONs do país, foram determinadas as empresas participantes desta

pesquisa, no qual estas, assim como seus valores fornecidos, não serão identificados,

pois pelo pequeno porte da cidade no qual foi realizada a pesquisa, estas seriam

facilmente identificadas, e para tanto, serão exibidos os valores médios dos meses de

junho a novembro de 2014, de cada insumo de cada lote básico de todos os

projetos-padrão com a análise estatística e a média dos insumos já aplicados, seguidos de seus

respectivos coeficientes, os quais encontram-se no Anexo A.

Após, o índice de cada insumo de cada projeto-padrão foi multiplicado pelo seu

respectivo valor médio, e então, para cada projeto-padrão foi realizado o somatório de

todos os valores de insumos com os coeficientes já aplicados , cujo resultado do

somatório resulta no valor do CUB para Santa Rosa de cada projeto-padrão (Anexo B).

4.2 Comparação CUB de Santa Rosa com CUB do SINDUSCON RS

Com os valores do CUB já calculados, foram coletados os valores dos

respectivos meses da pesquisa do site do SINDUSCON RS, conforme são

apresentados nas Tabelas 10 a 28.

Tabela 10: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R1-B

R1-B CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.149,21 R$ 1.140,20 Julho R$ 1.149,99 R$ 1.145,12 Agosto R$ 1.149,05 R$ 1.145,81 Setembro R$ 1.149,89 R$ 1.145,09 Outubro R$ 1.152,48 R$ 1.145,08 Novembro R$ 1.154,53 R$ 1.147,43

(37)

Pode-se observar que para o projeto-padrão R1-B, os valores calculados para os

meses de junho a novembro de 2014 ficaram abaixo dos valores do CUB RS, onde

teve-se o mês de agosto com menor valor entre os CUB calculados para Santa Rosa, e

junho para o CUB calculado pelo SINDUSCON RS.

Tabela 11: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R1-N

R1-N CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.336,35 R$ 1.404,42 Julho R$ 1.337,78 R$ 1.410,73 Agosto R$ 1.374,34 R$ 1.412,85 Setembro R$ 1.337,76 R$ 1.410,36 Outubro R$ 1.341,23 R$ 1.411,35 Novembro R$ 1.329,39 R$ 1.413,99

Fonte: Autoria Própria

Para o projeto-padrão R1-N

,

o CUB para Santa Rosa resultou em valores abaixo

dos valores calculados pelo SINDUSCON RS, onde constata-se o mês de novembro

com menores custos dos insumos e o mesmo ocorreu no mês de junho para o CUB RS.

Tabela 12: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R1-A

R1-A CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.628,67 R$ 1.752,47 Julho R$ 1.629,98 R$ 1.759,35 Agosto R$ 1.627,30 R$ 1.761,96 Setembro R$ 1.629,90 R$ 1.758,88 Outubro R$ 1.634,39 R$ 1.760,37 Novembro R$ 1.637,53 R$ 1.765,47

Fonte: Autoria Própria

No projeto-padrão R1-A, o menor valor do CUB para Santa Rosa resultou em

R$1.627,30 no mês de agosto, e como maior valor, teve-se R$ 1.637,53 em novembro.

Já para o CUB RS, resultou-se em R$1.752,47 em junho como menor valor e, R$

R$1.765,47 como maior valor, em novembro.

Tabela 13: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão PP4-B

PP4-B CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS)

Junho R$ 1.099,94 R$ 1.040,40

Julho R$ 1.099,55 R$ 1.043,11

Agosto R$ 1.098,71 R$ 1.043,99

(38)

____________________________________________________________________________________ Tabela 13: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão PP4-B (continuação)

PP4-B CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS)

Setembro R$ 1.099,64 R$ 1.041,43

Outubro R$ 1.101,84 R$ 1.041,52

Novembro R$ 1.103,72 R$ 1.044,92

Fonte: Autoria Própria

Verifica-se que a mesma situação do projeto-padrão R1-B ocorreu para o

projeto-padrão PP4-B, onde teve-se o mês de menores valores dos insumos o mês de

agosto e o maiores, novembro. Para o CUB RS, o valor mais elevado foi o mês de

novembro e o menos, junho.

Tabela 14: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão PP4-N

PP4-N CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.283,98 R$ 1.350,50 Julho R$ 1.284,63 R$ 1.356,27 Agosto R$ 1.304,19 R$ 1.358,93 Setembro R$ 1.284,53 R$ 1.356,47 Outubro R$ 1.287,26 R$ 1.356,73 Novembro R$ 1.278,87 R$ 1.360,11

Fonte: Autoria Própria

Para o projeto-padrão PP4-N, o valor do CUB Santa Rosa de maior valor foi de

R$1.304,19 e o de menor valor R$1.278,87. Já para o CUB RS, resultou em R$

1.358,93 como maior valor e R$ 1.350,50 como menor.

Tabela 15: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R8-B

R8-B CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.048,18 R$ 988,86 Julho R$ 1.047,84 R$ 990,78 Agosto R$ 1.046,96 R$ 991,19 Setembro R$ 1.047,82 R$ 988,43 Outubro R$ 1.049,86 R$ 988,11 Novembro R$ 1.051,69 R$ 991,63

Fonte: Autoria Própria

No projeto-padrão R8-B, teve-se R$ 1.046,96 como o menor valor calculado,

sendo este no mês de agosto, e R$ 1.051,69 em novembro, como maior valor. Para o

CUB RS o mesmo se verifica nos meses de outubro e novembro, respectivamente.

(39)

Tabela 16: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R8-N

R8-N CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.116,24 R$ 1.165,42 Julho R$ 1.116,95 R$ 1.169,67 Agosto R$ 1.143,41 R$ 1.171,57 Setembro R$ 1.116,86 R$ 1.168,57 Outubro R$ 1.119,23 R$ 1.168,53 Novembro R$ 1.110,74 R$ 1.171,58

Fonte: Autoria Própria

Verificou-se em R$ 1.110,74 e em R$1.143,41 como menores e maiores valores

de CUB calculados para a cidade de Santa Rosa para o projeto-padrão R8-N.

Respectivamente, para o CUB RS, se verificam nos meses de junho e novembro.

Tabela 17: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R8-A

R8-A CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.348,56 R$ 1.431,43 Julho R$ 1.349,04 R$ 1.436,05 Agosto R$ 1.346,97 R$ 1.437,53 Setembro R$ 1.348,70 R$ 1.433,47 Outubro R$ 1.352,47 R$ 1.433,79 Novembro R$ 1.354,20 R$ 1.438,50

Fonte: Autoria Própria

Constatou-se que o maior valor do CUB para a cidade de Santa Rosa para o

projeto-padrão R8-A foi de R$ 1.354,20 e de menor foi de R$ 1.346,97. Para o CUB RS,

o maior valor ocorreu em R$ 1.438,50 em novembro e o menor valor de R$ 1.431,43

em junho.

Tabela 18: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R16-N

R16-N CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.084,91 R$ 1.131,84 Julho R$ 1.085,54 R$ 1.135,73 Agosto R$ 1.137,92 R$ 1.137,75 Setembro R$ 1.085,47 R$ 1.134,84 Outubro R$ 1.087,81 R$ 1.134,69 Novembro R$ 1.079,99 R$ 1.137,84

Fonte: Autoria Própria

Para o projeto-padrão R16-N, o mês de menor valor do CUB foi o mês de

novembro, para o CUB RS este ocorreu em junho. Já os meses de maiores valores do

(40)

____________________________________________________________________________________

CUB foram agosto e novembro, para Santa Rosa e para o RS respectivamente.

Verifica-se neste projeto-padrão que o valor do mês de agosto superou o valor do CUB

RS para este mês.

Tabela 19: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão R16-A

R16-A CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.399,39 R$ 1.475,97 Julho R$ 1.400,63 R$ 1.479,49 Agosto R$ 1.399,62 R$ 1.482,15 Setembro R$ 1.400,37 R$ 1.478,82 Outubro R$ 1.403,11 R$ 1.478,77 Novembro R$ 1.403,81 R$ 1.483,50

Fonte: Autoria Própria

No projeto-padrão R16-A, teve-se como menor valor do CUB para Santa Rosa o

valor de R$ 1.399,39 e maior valor de R$ 1.403,81. Para o CUB RS, os menores e

maiores valores do CUB foram de R$ 1.475,97 e R$ 1.483,50, respectivamente.

Tabela 20: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão PIS

PIS CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 826,27 R$ 787,53 Julho R$ 825,44 R$ 791,30 Agosto R$ 825,23 R$ 794,22 Setembro R$ 825,60 R$ 791,99 Outubro R$ 825,51 R$ 793,56 Novembro R$ 828,13 R$ 794,10

Fonte: Autoria Própria

Os maiores valores do CUB para o projeto-padrão PIS foram de R$ 828,13 para

a cidade de Santa Rosa e R$ 794,22 para o CUB RS. Já os menores valores foram de

R$ 825,21 para o CUB Santa Rosa e R$ 787,53. Observou-se que os valores do CUB

Santa Rosa resultaram em valores superiores aos do CUB RS.

Tabela 21: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão RP1Q

RP1Q CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.191,21 R$ 1.147,72 Julho R$ 1.191,59 R$ 1.153,14 Agosto R$ 1.191,30 R$ 1.158,57 Setembro R$ 1.191,66 R$ 1.156,38 Outubro R$ 1.196,36 R$ 1.158,43

(41)

Tabela 21: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão RP1Q (continuação)

RP1Q CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS)

Novembro R$ 1.197,07 R$ 1.161,32

Fonte: Autoria Própria

Assim como o projeto-padrão baixo PIS, para o projeto-padrão baixo RP1Q todos

os valores resultaram em valores superiores aos do CUB RS.

Tabela 22: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão GI

GI CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 585,50 R$ 617,28 Julho R$ 586,25 R$ 618,41 Agosto R$ 585,84 R$ 619,68 Setembro R$ 586,05 R$ 617,63 Outubro R$ 588,44 R$ 617,86 Novembro R$ 588,94 R$ 618,51

Fonte: Autoria Própria

Para o projeto-padrão GI, verifica-se que os valores do CUB Santa Rosa

estavam abaixo dos valores fornecidos pelo SINDUSCON RS.

Tabela 23: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão CAL8-N

CAL8-N CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS) Junho R$ 1.269,29 R$ 1.378,26 Julho R$ 1.270,38 R$ 1.384,12 Agosto R$ 1.269,70 R$ 1.387,77 Setembro R$ 1.270,13 R$ 1.384,75 Outubro R$ 1.272,48 R$ 1.384,66 Novembro R$ 1.272,78 R$ 1.389,44

Fonte: Autoria Própria

No projeto-padrão CAL8-N os valores do CUB Santa Rosa encontraram-se

abaixo dos valores do CUB RS. Tendo como menor valor do CUB Santa Rosa de R$

1.269,29 no mês de junho e R$ 1.272,78 como maior valor. Já o menor valor do CUB

RS foi de R$ 1.378,26 e maior de R$ 1.389,44.

Tabela 24: Valores CUB Santa Rosa e CUB RS para o projeto-padrão CAL8-A

CAL8-A CUB Santa Rosa

CUB RS (SINDUSCON - RS)

Junho R$ 1.382,88 R$ 1.475,97

Julho R$ 1.383,83 R$ 1.479,49

Agosto R$ 1.382,83 R$ 1.482,15

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