Identificação das espécies de peixes mais comercializadas em um município no interior do Amazonas / Analyses of the fish species commercialization in countryside of Amazonas

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761

Identificação das espécies de peixes mais comercializadas em um

município no interior do Amazonas

Analyses of the fish species commercialization in countryside of Amazonas

DOI:10.34117/bjdv6n4-284

Recebimento dos originais: 22/03/2020 Aceitação para publicação: 22/04/2020

Regina dos Santos da Silva

Graduada em nutrição pela Universidade Federal do Amazonas

Instituição: Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas – Campus Coari.

Endereço: Estrada Coari-Mamiá, 305 – Espírito Santo, Coari - AM, Brasil. E-mail: regina.moraes.114@gmail.com

Stephany Martins de Almeida França

Mestranda em Saúde Pública pela ILMD FIOCRUZ na Amazônia

Instituto Leônidas e Maria Deane - ILMD/FIOCRUZ-Amazônia, FIOCRUZ, Brasil.

Klenicy Kazumy de Lima Yamaguchi

Doutora em Química pela UFAM

Instituição: Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas – Campus Coari.

Endereço: Estrada Coari-Mamiá, 305 – Espírito Santo, Coari - AM, Brasil. E-mail: klenicy@gmail.com

RESUMO

O consumo de pescado possui grande relevância econômica e social na região Amazônica, sendo uma das principais fontes de proteína para seus moradores. Este estudo objetivou identificar as espécies de peixes mais comercializadas na cidade de Coari-AM. A metodologia utilizada foi a análise qualitativa, descritiva e observacional, verificando a compra das espécies e correlacionando-as com a sazonalidade e frequências nas bancas de comércio. Para o levantamento desses dados foi elaborado um roteiro de anotações, considerando as espécies de maior e menor aquisição pelos consumidores e correlacionando com os dados obtidos nos relatórios da referida instituição. A pesquisa foi realizada em períodos distintos de enchente e vazante dos rios da região amazônica. As espécies que obtiveram maior frequência em vendas foram: jaraqui, tambaqui, pacu, curimatã, bodó, pirarucu, aroanã e tucunaré, as quais variaram conforme o nível de inundação dos rios. Foi possível constatar a diversidade de pescados que vêm sendo comercializados e contribuir com informações para subsidiar políticas de crescimento e desenvolvimento regionais relacionadas ao hábito alimentar da população.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761

Palavras-chaves: Hábito alimentar, pesca, Amazônia.

ABSTRACT

Fish consumption has great economic and social relevance in the Amazon region, being one of the main sources of protein for local population. This study aimed to identify the most commercialized fish species in the Coari city, Amazonas. The methodology used was a qualitative, descriptive and observational analysis, verifying the purchase of species and correlating them with seasonality and frequencies in commercial stalls. For the collection of these data, a script of annotations was elaborated, considering the species of greater and lesser acquisition by consumers and correlating with the data obtained in the reports of that institution. The research was carried out in different periods of flood and ebb of rivers in the Amazon region. The species that obtained the highest frequency in sales were: jaraqui, tambaqui, pacu, curimatã, bodó, pirarucu, aroanã and tucunaré, which varied according to the level of flooding of the rivers. It was possible to verify the diversity of fish that have been commercialized and to contribute with information to subsidize regional growth and development policies related to the population's eating habits.

Keywords: Food habits, fishing, Amazon.

1 INTRODUÇÃO

O consumo de peixes abrange cerca de 142 milhões de toneladas ao ano, sendo em sua grande maioria, de origem marinha (FAO, 2007; IBAMA, 2006). Os benefícios nutricionais devido a presença de proteínas de alto valor biológico, associada aos níveis elevados de ômega-3, vitaminas, sais minerais e ácidos graxos essenciais, torna-os de ampla utilidade para o consumo humano e contribuem para a busca de uma vida mais saudável (LUTZ, 2010).

A região Amazônica é a maior produtora de peixes de água doce do Brasil e a comercialização de pescados é uma prática secular que garante a sobrevivência e manutenção das populações ribeirinhas e tradicionais que ali residem. Segundo Cerdeira et al. (1997), as taxas de consumo do pescado na Amazônia são as maiores no mundo, chegando à média de 369 g/pessoa/dia ou 135 kg/pessoa/ano, superiores ao consumo per capita nacional de 11,17 Kg/habitante/ano (BRASIL, 2011).

O hábito de consumir esta proteína está enraizado na cultura amazonense devido a grande disponibilidade de recursos hídricos, a variedade de espécies e o clima favorável da região. No entanto, poucos estudos são descritos na literatura sobre o diagnóstico da comercialização das espécies. Os estudos concentram-se principalmente na análise microbiológica e nutricional dos peixes que apresentam maior demanda. Entre elas, são descritos a preferência pelas espécies de curimatã (Prochilodus nigricans.), jaraqui

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 (Semaprochilodus spp.), matrinxã (Brycon amazonicus) e tambaqui (Colossoma macropomum) (SANTOS & SANTOS, 2005; SANTOS, FERREIRA & ZUANON, 2006; PETRERE JR, 1978; BATISTA & PETRERE JR., 2003; PETRERE JR. et al., 2007).

Levando-se em consideração os benefícios do consumo dos pescados na promoção da saúde e prevenção de doenças associadas a alimentação, torna-se importante o levantamento sobre a quantificação dos pescados comercializados na região, uma vez que são escassas informações que descrevem a comercialização desses produtos. Além disso, proporcionam uma ferramenta para caracterização dos hábitos alimentares e agregam valor a estudos sobre a economia local (BARBOSA & SAMPAIO, 2016; ANDRADE, BISPO, DRUZIANI, 2009). O objetivo deste trabalho foi diagnosticar a comercialização das espécies de peixe mais consumidas na cidade de Coari-Amazonas, visando contribuir com informações para subsidiar políticas de crescimento e desenvolvimento dos valiosos recursos disponíveis na região.

2 MATERIAL E MÉTODOS

2.1 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO

A cidade de Coari localiza-se na região do Médio Solimões, cerca de 363 Km em linha reta da capital do estado, Manaus. Situa-se em uma área importante pela exploração do gás e do petróleo. A cidade é rodeada por rios, sendo estes os principais meio de transporte e fonte de renda por meio da pesca (figura 1).

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 O presente estudo foi realizado no Mercado Municipal da cidade. A coleta de dados foi realizada em dois momentos, nos meses de julho e agosto de 2018 (período de enchente dos rios), e janeiro e fevereiro de 2019 (período de vazante).

2.2 COLETA DE DADOS

A metodologia utilizada foi qualitativa, exploratória descritiva e observacional (Fisberg et al. 2005). Para obtenção dos dados, foram realizadas 40 visitas semanais de forma aleatória, sendo observado o total de 12 bancas de comercialização, o que abrangeu toda a área do comércio de peixe neste estabelecimento. O público alvo da pesquisa foram os pescadores, vendedores e consumidores de pescado, sem, no entanto, haver nenhuma interação direta com os participantes desta pesquisa.

As observações foram realizadas no período com maior fluxo de vendedores e consumidores no mercado municipal (manhã), com duração de 12 horas semanais. Para a execução da pesquisa foi elaborado um roteiro de anotações listando os peixes que estavam disponíveis nas bancas, marcando cada um à medida que eram adquiridos pelos compradores. Também foram coletadas informações a cerca dos valores dos pescados de acordo com tamanho e a quantidade de indivíduos em cada cambada (cardume de peixe vendido em conjunto). As fontes de dados para descrever a comercialização e consumo foram secundárias, sendo correlacionadas com os dados obtidos nos relatórios da referida instituição.

3 RESULTADOS

Diferentemente do que ocorre em outras regiões em que os peixes são vendidos a quilo (kg), no Mercado Municipal de Coari, com exceção do pirarucu (Arapaima gigas), os peixes são vendidos em "cambadas". Esta designação se refere a um montante reunidos em feixes por um fio de arumã (planta típica da região), sendo diferenciados pelo número e tamanho das espécies.

As "cambadas" podem ser mistas com diferentes espécies ou com vários peixes de uma mesma espécie reunidos em um só feixe, sendo encontrados inteiros ou sem vísceras e sem escamas. A quantidade de espécie na "cambada" varia conforme a espécie ou a sazonalidade. Podem ser encontradas duas ou até vinte unidades em um só feixe. Frequentemente o Tambaqui é vendido em bandas, sem vísceras e geralmente sem escamas, assim como também em pedaços.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 Foram identificadas diferentes espécies de peixes, conforme apresentado na tabela 1, onde consta o nome vulgar e científico de cada espécie diagnosticada.

Tabela 1. Lista de peixes com nomes comuns e científicos comercializados no Mercado Municipal de Coari-AM

NOME VULGAR NOME CIENTÍFICO

Aracú Anostomoides laticeps (Eigenmann, 1912)

Acará-Açú Astronotus ocellatus (Agassiz, 1831)

Aruanã Osteoglossum bicirrhosum (Cuvier, 1829)

Branquinha Anodus laticeps (Valenciennes, 1821)

Bodó Liposarcus pardalis (Castelnau, 1855)

Curimatã Prochilodus nigricans (Agassiz, 1829)

Cuiu-cuiu Oxydoras niger (Castelnau, 1855)

Caparari Pseudoplatystoma corruscans (Agassiz)

Jatuarana Brycon melanopterus (Cope, 1872)

Jaraqui Semaprochilodus spp. (Castelnau, 1855)

Jeju Hoplerythrinus unitaeniatus (Agassiz, 1829)

Matrinxã Brycon amazonicus (Spix & Agassiz, 1829)

Mapará Hipophytalmus edentatus (Castelnau, 1855)

Orana Hemiodus spp. (Castelnau, 1855)

Pacu Mylossoma aureum (Agassiz, 1829)

Piranha Pygocentrus nattereri (Kner, 1858)

Pirapitinga Piaractus brachypomus (Cuvier, 1818)

Pirarara Phractocephalus hemiolioptrus (Bloch & Schneider, 1801)

Pescada Plagioscion spp. (Castelnau, 1855)

Pirarucú Arapaima gigas (Schinz, 1822)

Peixe-cachorro Hydrolicus scomberoides (Cuvier, 1829)

Surubim Pseudoplatystoma fasciatum (Linnaeus)

Sardinha Triportheus elongatus (Guenther)

Tambaqui Colossoma macropomum (Cuvier, 1818)

Tucunaré Cichla spp (Castelnau, 1855)

Traíra Hoplias malabaricus (Bloch, 1794)

Fonte: Pesquisa primária, 2019.

Para a quantificação dos dados coletados, os pescados comercializados em cambadas foram convertidos em quilos, para uma melhor comparação das espécies encontradas, sendo assim cada cambada equivaleu em média a dois quilos.

A tabela 2 apresenta o quantitativo das espécies de peixes comercializadas no Mercado nos meses de julho e agosto de 2018, janeiro e fevereiro de 2019, de acordo com a pesquisa

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 observacional, demonstrando variação no perfil de compra durante esse período, possivelmente devido à sazonalidade dos rios que interfere diretamente na disponibilidade dos peixes.

Nos meses de julho e agosto, período em que ocorre a vazante, incide uma diminuição na oferta de pescados. No mês de julho especificamente, ocorre o “escurão de julho”, quando à captura dos peixes diminuem significativamente, interferindo assim na quantidade e na variedade das espécies disponíveis.

Tabela 2. Quantitativo das espécies de peixes comercializadas no Mercado Municipal de Coari-AM, nos meses de julho e agosto de 2018, janeiro e fevereiro de 2019 de acordo com a pesquisa observacional.

PESCADO QT jul/18 ago/18 TOTAL jan/19 fev/19 TOTAL TOTAL

(Kg) Aracú Kg 16 144 160 10 0 10 170 Acará-Açú Kg 24 66 90 0 610 610 700 Aroanã Kg 38 62 100 415 342 757 857 Branquinha kg 0 0 0 20 127,2 147,2 147,2 Bodó Kg 380 355 1135 70 75 145 1280 Curimatã Kg 147 264 411 414 714 1128 1539 Cuiu-cuiu Kg 24 0 24 0 0 0 24 Caparari Kg 0 0 0 0 0 0 0 Jatuarana Kg 0 159 159 0 92 92 251 Jaraqui Kg 200,6 326 526,6 1442 1249 2691 3217,6 Jeju Kg 0 0 0 0 0 0 0 Matrinxã Kg 32 154 186 8 25 33 219 Mapará Kg 0 12 12 4 0 4 16 Mixto Kg 70 110 180 94 152 246 426 Orana Kg 4 2 6 0 32 32 38 Pacu Kg 164 577 741 266 800 1066 1807 Piranha Kg 105 24 129 40 24 64 193 Pirapitinga Kg 8 86 94 6 0 6 100 Pirarara Kg 0 0 0 0 27 27 27 Pescada Kg 4 0 4 24 0 24 28 Pirarucú Kg 60 98 158 358 441,5 799,5 957,5 Peixe-cachorro Kg 0 2 2 0 0 0 2 Surubim Kg 32 51 83 27 66 93 176 Sardinha Kg 6 560 566 120 106 226 792 Tambaqui Kg 233 414 647 1125 1313 2438 3085 Tucunaré Kg 52 198 250 362 212 574 824 Traíra Kg 0 6 6 4 40 44 50 Outros Kg 30 20 50 0 16 16 66 TOTAL 1629,6 3690 5719,6 4809 6863,7 11272,7 16992,3

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 Os peixes que obtiveram maiores e menores participações em frequências nas vendas durante a pesquisa observacional estão demonstrados na tabela 3. Ainda não se tem registros sobre a preferência dos consumidores coarienses em relação aos pescados, e os peixes mais comprados nem sempre estão relacionados ao valor monetário. Algumas espécies de preços mais elevados, como tambaqui e curimatã, estão entre as espécies de maior aquisição. Sabe-se que os pescados possuem características organolépticas distintas, as quais variam de acordo com a espécie, e isto pode agregar valor característico em relação a diferentes estágios principalmente nas mudanças que ocorrem nas sazonalidades. Hipoteticamente pode se dizer que a preferência pela aquisição destas espécies pode estar relacionada a características organolépticas dos mesmos, e não necessariamente ao valor monetário. Além do mais, algumas espécies de menores valores monetários e de boa qualidade, estão inseridas entre as espécies de menor aquisição.

Tabela 3. Lista das espécies de peixes mais comercializadas no Mercado Municipal de Coari-AM, nos meses de julho e agosto de 2018, e janeiro e fevereiro de 2019.

ESPÉCIE TOTAL (KG) TOTAL (CB)

Jaraqui 3217,6 1608,8 Tambaqui 3085 1542,5 Pacu 1807 903,5 Curimatã 1539 769,5 Bodó 1280 640 Pirarucú 957,5 478,75 Aroanã 857 428,5 Tucunaré 824 412 Sardinha 792 396 Acará-Açú 700 350 Mixto 426 213 Jatuarana 251 125,5 Matrinxã 219 109,5 Piranha 193 96,5 Surubim 176 88 Aracú 170 85 Branquinha 147,2 73,6 Pirapitinga 100 50 Outros 66 33 Traíra 50 25 Orana 38 19 Pescada 28 14 Pirarara 27 13,5 Cuiu-cuiu 24 12 Mapará 16 8 Peixe-cachorro 2 1 Cascudinha 0 0

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Caparari 0 0

Jeju 0 0

TOTAL 16992,3 8496,15

Fonte: Pesquisa primária, 2019.

Observou-se uma variação nos preços dos pescados em função das espécies, tamanho e sazonalidade. Verificou-se que o pescado, dependendo do período, apresentava maior quantidade. Ressalta-se quantidades diferentes de Tambaqui e Pirarucu durante os dois períodos de pesquisa (vazante e enchente), e diferenças extremas em relação ao Pacu, Tucunaré e Jaraqui.

Houve uma variação nos preços durante o estudo. No início do dia, no horário de 07:00 às 9:00 horas, os preços eram bem mais elevados, e ao final da manhã, a partir de 10 horas, era observado a diminuição desses valores. A média dos preços dos pescados consumidos pela população em cambadas (CB) e em quilos (KG) estão demonstrados na tabela 4.

Tabela 4. Média dos preços dos pescados consumidos pela população em cambadas (CB) e em quilos (KG).

ESPÉCIES PREÇO CB (REAIS) PREÇO KG (REAIS)

Jaraqui 12,8 6,4 Tambaqui 11 11 Pacu 16,4 8,2 Curimatã 12,5 6,25 Bodó 10 5 Pirarucú 12 12 Aroanã 10 5 Tucunaré 14,5 7,25 Sardinha 12,25 6,125 Acará-Açú 12 6 Mixto 10 5 Jatuarana 10 5 Matrinxã 20 10 Piranha 8 4 Surubim 16,6 8,3 Aracú 6,25 3,125 Branquinha 10 5 Pirapitinga 27,5 13,75 Orana 10 5 Pescada 5 2,5 Pirarara 20 10 Mapará 5 2,5 TOTAL 271,8 147,4

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 A cambada e a composição variaram conforme a espécie, tamanho e disponibilidade, sendo este último relacionado à sazonalidade. O menor valor por cambada foi de 5 reais com 2 a 20 unidades no final da manhã. As espécies de maiores valores foram o Pirarucu e Tambaqui. O custo de uma unidade de Tambaqui pequeno (2,5 kg) foi de 20 a 30 reais e de pesos com cerca de 12 kg, variaram entre 80 e 170 reais. O preço máximo do quilo do Pirarucu chegou a 15 reais e o mínimo em 10 reais ao longo das observações.

4 DISCUSSÃO

Na região amazônica o consumo de pescado é elevado e culturalmente a principal fonte de proteína e energia de origem animal, principalmente para os ribeirinhos e populações rurais (HONDA, 1972; MURRIETA et al. 2008). Em Coari, a captura dos pescados são realizadas durante todo o ano, incluindo as quatro fases dos pulsos de inundações do nível de água: enchente cheia, vazante e seca. Em sua grande maioria, ocorrem no rio Solimões, Lago do Ipixuna, Lago de Coari, Lago do Mamiá, Lago do Copeá e áreas de piscicultura.

Por meio dos dados coletados constatou-se a diversidade de pescado que vem sendo comercializado no município de Coari, destacando as espécies de Jaraqui, Tambaqui e Pacu. Detectou-se e uma notável diminuição de espécies comercializadas em relação a trabalhos anteriores e de outros municípios.

De acordo com um estudo realizado por Shrimpton e Giugliano (1973) em Manaus (Amazonas), a frequência de consumo de peixes estava em torno das espécies: Tambaqui, Jaraqui, Sardinha, Tucunaré e Pacu, com os respectivos percentuais de consumo de 72,9%, 39,5%, 22,1%, 21,6% e 21,5%, demonstrando um elevado hábito alimentar de pescados nessa região.

Houve uma diferença entre a comercialização de espécies conforme o período sazonal. No período de vazante das águas do rio Solimões, as espécies mais comercializadas foram: Bodó, Pacu, Tambaqui, Sardinha, Jaraqui, Curimatã, Tucunaré, Matrinxã, Aracú, Jatuarana, Pirarucú, Piranha, Aroanã, Pirapitinga e Acará-Açú. Já no período de enchente das águas do rio Solimões as espécies disponíveis e mais compradas pela população eram: Jaraqui, Tambaqui, Bodó, Curimatã, Pacu, Pirarucú, Aroanã, Acará-Açú, Tucunaré, Sardinha, Bodó, Branquinha, Surubim, Jatuarana, Piranha e Traíra, respectivamente seguindo a ordem de preferência na compra.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 De acordo com o presente estudo, notou-se uma mudança na preferência de compra de pescados pelos consumidores. A aquisição de peixes pode ter se modificado devido a mudanças no padrão alimentar e/ou questões socioeconômicas.

Corroborando com os achados desta pesquisa, Lopes, Oliveira e Ramos (2016), ao estudarem a preferência do consumo de peixes pela população brasileira, detectaram que há a preferência por carnes bovinas (48,5%) e de aves (25,2%) antes da escolha por peixes (19,2%), independentemente da origem do pescado e do poder aquisitivo da população. Nesse trabalho, os autores detectaram que a região norte é a única que a população prefere peixes em suas refeições, em relação a outras proteínas animais. Vale ressaltar que a miscigenação da população e vinda de pessoas de outros estados favorece a alteração da cultura. Na cidade de Coari há a presença da Universidade Federal do Amazonas e do Instituto Federal do Amazonas, o que reforça a vinda de profissionais de outras regiões, bem como a presença do terminal petrolífero da Petrobrás.

Além disso, cita-se a limitação desta pesquisa ao ser realizada a observação em um único local. Sabe-se que mesmo os peixes sendo vendidos em maior quantidade no Mercado municipal, existem outros locais em que eles também são ofertados, como os supermercados, portos e feiras clandestinas.

Em acréscimo a isso, pesquisas na literatura vêm demonstrando que o consumo alimentar vem modificando-se nos últimos anos. Verifica-se que a população tem optado por alimentos processados e ultra processados ao invés dos de origem natural, possivelmente devido a praticidade, baixo custo e a falta de educação nutricional, tornando estes produtos como alimentos principais, favorecendo o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (GALISA et al. 2008).

Essas alterações nos hábitos alimentares têm sido perceptíveis no consumo de pescados, onde há indícios de que os peixes eram consumidos com mais frequência pela população na região amazônica nas décadas anteriores (HONDA, 1972).

No estudo realizado por Corrêa et al. (2012), em Coari, no ano de 2008, a pesca comercial era realizada por 2569 pescadores, com registro de cerca de 221 locais de pesca, sendo os tipos de pesqueiros mais explorados eram os lagos, seguidos dos rios e dos igarapés, mais precisamente no rio Copeá, seguido do lago Juçara e boca do rio Coari. Dentre as espécies mais citadas pelos pescadores estavam o jaraqui (Semaprochilodus spp.), curimatã (Prochilodus nigricans.) e o tucunaré (Cichla spp.), enfatizando a preferência dos consumidores da região por estas espécies ou grupos de espécies vendidos em conjunto

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 (cambada). Em relação aos apetrechos, os mais citados foram a malhadeira, a rede, a redinha, a tarrafa e a tramalha, sendo a mais citada a malhadeira, possivelmente devido a sua versatilidade podendo ser utilizada em todas as épocas do ano de acordo com o ambiente.

Houve a preferência pela aquisição de pirarucu e tambaqui durante o ano inteiro. Para as demais espécies, no período da enchente e cheia a preferência deu-se por peixes de baixo custo e com grande quantidade na cambada, de 15 a 20 unidades, como o jaraqui. Existiu algumas exceções, como no caso de alguns peixes que apareciam esporadicamente, como o bodó, matrinxã e sardinha, que mesmo com os preços mais onerantes, apresentavam procura. Detectou-se uma modificação na frequência de compras de algumas espécies de pescados, principalmente relacionadas a queda na venda de pirarucu. Este peixe amazônico é considerado uma das maiores espécies de escama da América do Sul, podendo crescer até 3 m de comprimento e pesar mais de 200 kg. A pesca intensa registrada desde 1975, comprometeu suas populações naturais, sendo classificada como II na Convenção Internacional de Comércio de Espécies Selvagens Fauna e Flora Ameaçadas (CITES) e na categoria de Dados Deficientes pela Lista Vermelha da IUCN (PEREIRA et al., 2019). Diante do colapso consequente da sobrepesca, o governo federal aplicou medidas de proibição e controle do comércio por meio do “defeso” e que auxiliam na explicação sobre os motivos que diminuíram a quantidade de vendas e consumo desta espécie descrita tão comumente nos artigos sobre a preferência da população.

Segundo Silva e Siebert (2019), é necessário um amplo esforço de pesquisa para que seus recursos Amazônicos sejam utilizados de maneira racional, contribuindo, assim, para o desenvolvimento sustentável da região.

Dessa forma, espera-se que os dados obtidos nesse artigo possam fomentar estudos posteriores sobre a caracterização de produtos regionais para elaboração de tabelas de balanço nutricional, cálculo de ingestão de nutrientes, bem como para viabilização de um melhor aproveitamento do pescado relacionados à criação de novas perspectivas de desenvolvimento econômico e social.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo identificou diferentes espécies de peixes comercializadas na cidade de Coari, demonstrando variação de compra, possivelmente devido à sazonalidade dos rios que interfere diretamente na disponibilidade dos peixes, assim como uma variação nos preços dos pescados em função das espécies, características organolépticas, tamanho e sazonalidade.

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Braz. J. of Develop.,Curitiba, v. 6, n.4,p.20483-20498 apr. 2020. ISSN 2525-8761 Verificou-se que nem sempre os peixes mais comprados estão relacionados ao valor monetário.

Esse é o primeiro registro sobre a preferência dos consumidores dessa cidade em relação aos pescados, sendo é necessária uma investigação para a obtenção de mais informações sobre os fatores que influenciam no perfil de compra do pescado concernente ao hábito alimentar da população consumidora.

REFERENCIAS

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Figura 1: Mapa da cidade de Coari. Fonte: Adaptação do Google Maps.

Figura 1:

Mapa da cidade de Coari. Fonte: Adaptação do Google Maps. p.3
Tabela 1. Lista de peixes com nomes comuns e científicos comercializados no Mercado Municipal de Coari- Coari-AM

Tabela 1.

Lista de peixes com nomes comuns e científicos comercializados no Mercado Municipal de Coari- Coari-AM p.5
Tabela 2. Quantitativo das espécies de peixes comercializadas no Mercado Municipal de Coari-AM, nos meses  de julho e agosto de 2018, janeiro e fevereiro de 2019 de acordo com a pesquisa observacional

Tabela 2.

Quantitativo das espécies de peixes comercializadas no Mercado Municipal de Coari-AM, nos meses de julho e agosto de 2018, janeiro e fevereiro de 2019 de acordo com a pesquisa observacional p.6
Tabela 3. Lista das espécies de peixes mais comercializadas no Mercado Municipal de Coari-AM, nos meses de  julho e agosto de 2018, e janeiro e fevereiro de 2019

Tabela 3.

Lista das espécies de peixes mais comercializadas no Mercado Municipal de Coari-AM, nos meses de julho e agosto de 2018, e janeiro e fevereiro de 2019 p.7
Tabela 4. Média dos preços dos pescados consumidos pela população em cambadas (CB) e em quilos (KG)

Tabela 4.

Média dos preços dos pescados consumidos pela população em cambadas (CB) e em quilos (KG) p.8

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