EVO
Remoção
de
lbuprofeno
deá
odilçáo
guils
por
oxl
ciltalíticil
'Jrt|ÇI
Orientadores: Professor
Doutor
Alfredo
Carvalho
Professor
Doutor
)osé
Eduardo Castanheiro
Dissertação apresentada
à
Universidade
de
Évora PaÍa obtenção
do
grau
de
Mestre
em
Análises Químicas
Ambientais
Évora
2009
-t
r
R
rr1 l f {r- 'i I -q- *1.rui
r
tr
Remoção
de
lbuprofeno
de
águas
por
oxidação
catalítica
Vlademir
Lenine Silva
Dissertação
realizada
soba orientação
dos ProfessoresI)outor Alfredo Cenalho
eI)outor
JoséEduardo
Castanheiro,
apresentadona
Universidade de
Évorq
para
obtençío
dograu
deMestre
em Análises Qrrímisas eAmbientais.
l+q
1oG
RS
:-Ê.
Resumo
A
ocorr&rcia
e
destino
de
farmacosno
arrbiente
aquáticotem vindo
a
serrecoúecido
comoum
problema emergente em química ambiental.Alguns
compostos são resiste,ntesà
degradação nas estaçõesde
üatamentode
águas residuais, ETARs,enquanto que outros, ainda que sofram degradação
parcial,
continuama
ser lançadosnos meios
aqúticos
em
quantidades apreciáveis.O
Ibuprofeno,
IB,
um
dos
anti-inflamatórios mais consumidospor
todo o mundo, éum
dos farmacos mais detectadosno
meio hídrico.
Apesar
dos
sistemasde
tratamento
convencionaisutilizados
nasETARs removerem até
90Yodo
IB
das
águasresiduais,
é
frequente
o
eflue,lrte descarregado conter ainda quantidades significativas deste polue,nte.A
presença destescompostos
no
anrbie,ntedeve ser
avaliadadado que
possuemactiüdade
biológicq
mesmo a baixas concentações.
Os processos avançados de oxidação com
peróxido
de hidrogénio, na presençade catalisadores heterogeneos, permitem melhorar significativamente a re,mot'ao deste
tipo
de compostos em águas. Assim,foi
objectivo deste trabalhoo
estudo da utilizaçãode
peróxido
de
hidrogénio oomo
agenteoxidante
na
remoção
de
IB
e,rn soluçõesaquosas, na presença de complexo de acetilacetonato de
Ni (II)
disperso emPDMS
ouencapsulado em
zólitos
NaY.
Para
o
doseamentodo
farmaco
em
solução
foi
necessário desenvolverum
metodo analítico consistindo
de
separação cromatográffrcapor HPLC
e
detecção equantificação
por UV-Vis. Não
houve
necessidadede
recorrer
a um
passode
pr6
concentraçãode
arnostraspor
extracçãoem
fase sólida (SPE)
devido ao facto
dasconcentações de
IB
medidas aolongo
do frabalho se tere,m sempre encontrado acima doLOQ
(81I
pgL-r;
do método analítico por injecçãodirecta
Deste estudo pode concluir-se
que
o
catalisador
que
apresentou melhoractividade catalítica
e
comeque,ntementemaior
rernoçãodo
IB err
solução,
foi
ocomplexo de acetilacetonato de
Ni (II),
disperso ern PDMS.Foi
avaliada ainflu&rcia,
na conversão doIB,
de diferentesparâmetos
como a conce,lrtraçãoinicial
deperóxido
dehidrogenio adicionadq
quantidadede
catalisadorutilizada na mistura reaccional e temperatura. Os resultados
permitiram concluir
que oResumo
A
estabilidade catalíticado
acetilacetonato deNi
(ID/PDMS,
foi
avaliada emensaios consecutivos
com
a
mesma amostra
e
nas
mesmascondições,
tendo-seobse,lvado que, após 8 utilizações,
o
catalisador perde ligeiramente aactiüdade
(cercaIbuprofen
Removalfrom
Water
by
Catalytic
Oxidation
Abstract
The
prese,nceand
fate
of
pharmaczuticalsin
the
aquatic
enüronment
is
an eurergent issuein
environmentalcherris§.
Some compounds arepoorly
re,lnovedin
wastewater
heatnent
plants (WWTPs)while
others,in
spite of beingpartially
rernoved" arestill
presentin
theWWTPs
efflue,nts and dischargedin
the receiving water bodies.Ibuprofen"
IB,
a non-steroidanti-inflammatory
drug,is
oneof
the most used and also one of the most frequently detected pharmaceutical contaminantsin aqüfers worldwide.
Its
removalby
conventional wastewatertreatnent
processes usedin
most WWTPs
is usuallyhigh
(up
to
90o/oof
incoming
IB
may
be removed),but
dueto
thehigh
loadspresent
in
the influents,still
significant
amountsof
IB
usually leave the W\VTPsin
thetreated effluents.
The
presenceof
these
compoundsin
the
environment
must
beevaluated considering
that
they
may
have
some
biological
activity
enen
at
low
concentations.
Advanced oxidation
processesusing hydrogen peroxide,
in
the
prese,lrceof
heterogeneous catalysts,
proüde
a
significantly
improved
removal
of
this
§pe of
substances
from
waters. Therefore,it
was
the aim
of
this work
to
study the use
of
hydrogen peroxide as an
oxidizing
agentin
the removalof IB
from
aqueous solutions,in
the
presenceof
the
catalyst
nickel
(II)
acetylacetonate dispersedin
PDMS
or
encapsulated in the
NaY
zeolite.For the quantification of the pharmaczuücal
in
aqueousi solutionit
was neoessaryto
develop an analytical methodology basedin
chromatographic separationby
HPLC
and
with
UV-Vis
detection
and
quantification. There
was
no
need
for
a
pre-concentation
step
of
the
samples
by
solid
phase
extraction (SPE)
as
the
IB
concentations measured were always above thelimit of
quantification(8ll
pg
Ul1
of
the analytical mettrod.
The results from this study have shown that the catalyst which presented the best
catalytic
actiüty
and the highestIB
removalin
solution wasnickel
(II)
acetylacetonate dispersed in PDMS.Abstact
Influence
of
different
parameters such as theinitial
peroxide concenfration, themass of catalyst added and the reaction temperature were
all
evaluated. The results haveindicated that
the
increaseof
all
these parameters leadto
an increaseof
the
catalyticactivity
in the reaction.In
order
to
study
the
catalytic
stability
of
nickel
(II)
acetylacetonatePDMS,different batch runs
with
the same catalyst sample, at same conditions were carried out.It
was observed that the catalyticactiüty
of Ni(acac)2/PDMS decreasesonly
about1l%
from thefirst
to the eighth use.õ
Finalizada
uma
etapa particularmenteimportante da minha
üdq
não poderia deixar de expressaro
maisprofundo
agradecimento a todos aqueles queme
apoiaram nesta longacamiúada
econtibuíram
para a realização deste habalho.Um
muito
obrigado aos meus orie,ntadores, Professor DoutorAlfredo
Carvalho eo Professor Doutor José Eduardo Castanheiro que me orientaram de um modo exe,lnplar
na elaboração deste
tabalho,
pelapaci&rciq
disponibilidade, ince,lrtivo, ajuda que meofereceram nos diversos momentos nesta elaboração.
A
EngenheiraAna Dordio
pela sua constante disponibilidade, pelos conselhos esugestões dadas e pela paci&rcia que teve sempre para me ouvir.
Ao
Professor Doutor Henrique Vice,nte e à Professora DoutoraAna
Paula Pinto,agradeço pela amizade, apoio e boa disposição que sempre manifestaram.
A
todos os meus professores, que com apenasum
sorrisocontibuíram
para eu continuar.Aos meus colegas de laboratório pelo companheirismo e auxilio prestados.
À
Straina Nazarethpelo carinho e
amor,pelo
apoio,incentivo e
compreensão que mesmo muitas vezes à distância forammuito
importantes paramim.
Pela paciênciainfinita
e pela sua amizade tão importante oomo porto de abrigo ao longo desta etapaA mirúa
querida prima Fátima Correia, nuncavou
esquecero
apoio,o
cariúo,
todos os concelhos, todas as horas de riso e dos cafes, aventura e amizade.
Não podia deixar de
agradecer,à
mirúa
farnília,
por
todosos sacrificios
quefrzeram
para
que eu
chegasseaté aqui. Sei que
estão orgulhososde
mim
por
ter
concluído
mais
esta fase,e
estetabalho é
em
parte paravós.
Especialmente quero agradecer aosmeul
pais e ao meu irmãoNuias
Silvapor
tere,rn suportado os encargosAgradecimentos
dos meus estudos, e pela confiança que me
incutiram
ao longo dos mzus anos de vida.Sei que é a vós que devo o facto de ser
aqúlo
que sou hoje.A
todos
aqueles
guo,
enrbora
não
nomeados,
me
brindaram
som
seusinestimáveis
apoios
em
distintos
momentos
e
por
suas
presençasafectivas
eminesquecíveis momentos, o meu reconhecido e
cariúoso
muito obrigado.A
Deus,pela
"
força",
principalmente em
momentosdificeis e
nas horas de decisões.ETA
-
estação e tratamento de águasETAR
-
estação e tratamento de águas residuaisGC
-
cromatografia gasosaGC-MS
-
cromatografia gasosa acoplado a espectrometria de massaHPLC
-
cromatografialíqúda
de altaefici&rcia
IB-
ibuprofenotIV-Vis
-
ultraüoleta
-
visível
c.d.o
-
comprimento de ondaLOD
-
limite
de detecçãoLOQ
-
limite
de quantificaçãoMeOH
-
metanolSD
-
desüo-padrãoSPE
-
extracção ern fase sólidaAI\IOVA
-
aniílise de variânciat"-
tempo de retençãoDRX-
difracção de raiosX
FTIR
-
espectroscopia de infravermelho com transformadas de FourierICP
-
espectroscopia de emissão por plasmaHO'
-
radicaishidroxilos
E.
-
energia de activaçãoHPA
-heteropoliácido
T,
-
te,rnperatura de hansição vitreaPDMS
-
polidimetilsiloxano
Abreüaturas
...1xÍnaice de
Tabelas
...xiii
Índice
I
Intodução
...-
I
-l.l
Os fámracos e oarnbiente
...- 3-1.2
Aocorr&rcia
e destino dos fármacos no meioaqútico
...- 4-1.3 Impacto arnbiental de farmacos no meio
aqútico
...-ll
-1.4Ibuprofeno
...'l2'
1.5 Tratamento Oxidativo oomHzOz
...- 16-1.6
Catalisadores...
-
18-1.6.1 Catalisadores homogeneos vercus catalisadores heterogéneos...- 19
-1.6.2
hnobiliza$o
de catalisadoreshomogén@s...
...'22
-1.6.3
Zúlítos
como suporte decatalisadores...
.-
25-1.6.4 Polímeros como suporte de
cata1isadores...
..'27
-1.6.5 Imobilizaçáo de catalisadores heterogeneos em polímeros...- 28
'
1.6.6 Heterogenerzaçáo de catalisadores homogéneos err polímeros...- 29
-1.7 Metodos de separação e análise de
frírmacos...
- 30-1.7.1 Cromatografia líquida de
Alta Efici&rsia
(HPLC - High-PerformanceLiquid
Chromatography)
...-3l
-l.7.l.l
Detecçãoulnaviolaa-üsivel
...- 35-l.7.2Extacção
em fase sólida (Solid-
Phase Exfra:rtion-
SPE)...- 36ÍnAce
2.1 Preparação de
catalisadores...
...-4l
-2.1.1 Acetilacetonato de
Ni (II)
disperso emPDMS...
...- 41-2.1.2
Acetilacetonato de Níquel(II)
encapsulado no zeólito NaY...- 42-2.2
Caracterizaçào decatalisadores...
...'4
-2.2.1
Aceilacetonato deNi (II)
disperso emPDMS...
...-4'
2.2.2
Aceilacetonato de Níquel(II)
encapsulado no zeolito NaY...-4'
2.3 Ensaios
Catalíticos...
....-
45'
2.3.1 Doseamento do
IB
porHPLC-UV-US...
...- 45-2.3.2
OpirÍizaúo
da tecnica de Pré - concentração por SPE...- 46-2.3.3
Influ&rcia
de diferentes parâmetos na oxidação doIB
com o catalisador§i
(acac)z/PDMS)...
- 47'
3.1 Caracterizaçáo dos
catalisadores...
...-5l
-3.1.1 Acetilacetonato de níquel(II)
encapsulado no zeolito NaY...-5l
-3.1.2
AcÊtilacetonato de níquel(II)
disperso emPDMS...
...- 56-3.2 Ensaios
Catalíticos
..-
57'
3.2.1 Acetilacetonato de níquel
(II)
encapsulado no zeolito NaY...- 57'
3.2.2
AcÊtilacetonato de Níquel(II)
disperso emPDMS...
..-
58-3.2.2.1
Efeito da concentração deHzOz
..-
59-3.2.2.2
Efeito damassa decatalisador...
...- 60-3.2.2.3
Efeito datemperatura
.-
62 -3.2.2.4 Rzutilização docatalisadorNi(acac)2/PDMS....
...- 63-3.3 Intermediários de degradação após o
tratame,lrto
...'64'
Índice
de Tabelas
Tabela
f:
Concentações médias de algrrns fármacos detectados no meio arnbiente..-7
-Tabela
2:
Classes de farmacos com potencial de dano para organismosaqúticos .-
12-Tabeh3:
Propriedades químicas e fisicas do ibuprofeno-13-Tabela
í:
Concenhações doIB
detectadas em diversos anrbientes aquáticos...- 15-Tabela 5: Potencial de Oxidação
electoquímica
de diferentes oxidantes...- 17-Tabela 6: Massa dos reagentes utilizados na preparação dos catalisadores
-43-Tabela
7:
Caractqisticas texturais das amostras dos materiais.56-Índice
de
Figuras
Figural
-
Possíveis e,ntradas dos farmacos no meioaquático....
...- 5-Figura
2-
Etapametabólica doIbuprofeno
...'l4
-Figura
3-
Classificação dos catalisadores de acordo oom o estado de agregação ..- 21-Figura
4-
Encapsulação de HPA nas grandes caüdades do zeolitoY
...- 23-Figura
5-
Ancoragem do PW na superficie da sílicaFSM-16....
...- 24-f igura
6-
Ancoragem de um complexo de metal detansição
na superficie de um canriioactivado
...-24-Figura
7-
Imobilizaçáo de um HPA numaargila
...- 25-F'igura 8
-
Imobilizaçáo do complexo de ftalocianina de ferro na supercaüdade dozólito
Y
e subsequente imobilizat'ao deste emPDMS
...'29
Figura
9-
Catalisador de Jacobsen(A)
e na forma deümero
(B)
...- 30-Figura
10-
Esque,ma do aparelho deHPLC
...- 33-Figura
11-
Etapas de SPE para isolamento de um composto...
....- 37-Figura
12-
Cartuchos de SPEOASIS
...'37
'
Figura
13-
Reacção entre o pre-polímero e o agente reticulante que ocorre na preparação damatiz
dePDMS.
...-4l
-F'igura
14-
Flurograma da preparação dos ensaioscatalíticos
...- 45-Figura
15-
Isotérmica de adsorção de azotoa77
Kdo
zeolitoNaY
e da amostra§i(acac)2trienl1@NaY
(x)...
....-5l
-F'igure
16-
Especto de infravermelho das amostas(A)
§i(acac)züien]z@tlaY, (B)
NaY,
(C) Ni(acac)2....
...- 53Índice de
Figrras
Figura
17-
Difractograma de RaiosX
da amoshaNaY
54-Figura
18-
DifractograÍna de RaiosX
da amosfra§i(acac)ztien]r@NaY.
... - 54-tr'igura
19-
Difractograma de RaiosX
da amostra [Ni(acac)ztien]2@NaY. ...- 55-Figura 20
-
DifractogaÍna
de RaiosX
da amosha§i(acac)ztrienh@NaY.
...- 55-F'igure 21
-
Difractograma de RaiosX
daamosta
§(acac)[email protected]
-55-Figura
22-
Especho deFTIR
do(A)
PDMS, (B) Ni(acac)2/PDMS, (C)N(acac)2.-
56-Figura
23-
Oxidação deIB
com H2O2 (3Üyo,p/p), à te,mperatura arnbientg napresençade
Ni(acac)[email protected]
...- 57-Figure
24 -Actiüdade
catalítica de§(acac)21
disperso em PDMS, na oxidação doIB
com H2O2 (30%o,p/p), à temperatura
ambiente
....- 58-Figura
25-
Efeito da concentação do HzOzna oxidação doIB,
à temperaturaambiente, na prese,nça de
Ni(acac)z/PDMS.
...- 59 -tr'igura 26-
Conversão vs tempo do efeito da concentação do HzOz na oxidação doIB,
à temperatura arnbiente, na presença de
Ni(acac)2/PDMS
...- 60-Figura
27-Efqto
da massa de catalisador na oxidação doIB
com H2O2 (30o/o,p/p), àternperattra anrbiente, na presença de
Ni(acac)2/PDMS....
....- 60Figura
28-
Efeito da massa de catalisador na oxidação doIB
com HzOz(30yo,p/p), àtemperatura anrbiente, na presença de Ni(acac)2/PDMS
-61
-Figura
29-
Efeito da temperatura na oxidação doIB
com HzOz (30%, p/p), na prcsençadeNi(acac)z/PDMS...
...-62-Flgura
30-
Efeito da temperatura na oxidação doIB
com HzOz (3Oyo,p/p), na pres€,r-ça de
Ni(acac)z/PDMS
...- 63Figura
31-
Estudo da estabilidade do catalisador Ni(acac)2/PDMS na oxidação deIB
Índice de
Figrras
Figura
32-
Evolução dopico
I
formado durante a degradação deIB
com a presença doperóxido de hidrogenio e do catalisador
Ni(acac)2/PDMS
....- 65-Figura
33-
Evolução do pico 2 formado durante a degradação deIB
com a prese,nça doperóxido de hidrogenio e do
catalisadorNi(acac)2/PDMS...
...- 65-Figura
34-
Cromatogramas dos picosI
e2
paraos diferentes tempos de e,lrsaioIntodut'ao
1.1
0s
fármacos
eo
ambiente
O
crescimelrto demográfico
e a
expansão
indusEial
tnouxeram
comoconsequência problemas de contaminação
atnosfericq
do
solo e dos recursos hídricosem
todo
o
mundo.Por ouüo
lado, tarnbém tem havido umamaior
consciencialia@
quanto
à
deterioraçãodo meio
ambientee à
necessidadede
se reverterou
ao menosminimizar
este processo.Questões
relacionadas
com
a
qualidade
das
águas
têm
sido
amplamentediscutidas, te,ndo em vista que se trata de um recurso natural imprescindível a um largo
especto de
actiüdades humanas, de onde se destacam, entre outros,o
abastecime,lrtopúblico e
industial,
a irrigação agrícola, a produção de energiaelécticq
as actiüdadesdelazer e recreação e a preservação da
üda
aquáticaOs
farmacos
são
consideradoscontaminantes anrbientais
deüdo
a
estasmoléculas s€rem biologicame,lrte activas.
AléÍn
disso,a
grandemaioria
dos farmacos possui característicaslipofilicas
e frequentemente apresentam baixa biodegradabilidadeno
arrbiente.
Estas propriedades intrínsecas apresentamum
grande potencial
parabioacumulação e persist&rcia no ambiente (Christe,nseru 1998).
Em todo
o
mundo,
fármacos,tais
como antibióticos,
hormonas, anestésicos,antipiréticos,
meios
de
contrastede raio-X,
anti-inflamatórios
entre
outos,
foramdetectados em efluelrtes domésticos, em águas superficiais e subterrâneas. Actualmente,
a
contaminação arnbientalpor
ftírmacos te,m recebido grande ate,nçãopor
parte
doscientistas,
pois
estudos revelam que estes compostos são continuamente lançados nomeio hídrico tornando-se um probleÍna a
nível
ambiental (Cooper et al., 2008; 7Ãritad
al., 2008).A
grande preocupação oom a presença destes fármacos residuais na água sãoos potenciais efeitos adversos para a saúde humana, animal e de organismos
aqúticos
como os peixes.
De acordo com Jorgensen (2000) e Miranda (1998), alguns desses efeitos podern
ser
observadosern
conce,lrtraçõesna
ordem
de
ng
L
I
e
iâ
h.âindícios de que
odesenvolvimelrto
de
resist&rcia
antibiótica seja
ainda favorecido
por
essas baixas concentações.Intodução
1.2
^ocorrência
e
destino
dos
fármacos no meio
aquático
Só recentemente a presença de fármacos
no
arnbiente, especialmente nos meioshídricos, tem
recebido atençãosignificativa
(Heberer, 2002; Comorettoand
Chiron.,2005;
Carlsson
et
a1., 2006),
graças
ao
dese,nvolvimentode
métodos
analíticos suficie,ntemente sensíveispara
a
determinação destesnos
anrbientesaqúticos,
oomlimites de detect'ao na ordem de
pgtL engtL
(Stumpf et al., 1999).Hoje
e,rn dia, estão registadas 100000 substâncias químicas diferentes na UniãoElropeiq
dos quais 30000 são comercializadas em grandes quantidades (mais de umatonelada)
(Giger,
2OO2).Ente
eles, estão os compostos farmacêuticos, que representammais de 4000 moléculas
em
10000 especialidades difere,lrtes.O
constante progresso damedicina
faz
oom que
diferentes
drogas
oom
novas
substânciasactivas
sejamdisponibilizadas no mercado para o
tatamento
de animais e humanos@íla
et 41.,2003).Os fármacos desempenham
um
papel importanteno tatamento
e prevenção depatologias animais e humanas. Estes compostos são desenvolüdos para interactuare,
n
com
recqrtores
específicosno
organismohumano
e,/ouanimal,
ou para
exercer€rntoxicidade sobre inúmeros microrganismos como bactérias, fungos e parasitas dive,lsos.
Os efeitos secundários destes compostos
no
homeme
animais sãocoúecidos
deüdo
aos
extensos estudos toxicológicos
que têm
de
ser
efectuados
para
a
$racomercialização
(Fent
et al.,
2006).
No
entanto,não
são normalmente
efectuadosquaisquer estudos sobre a sua toxicidade quando libertados para o meio ambiente.
A
entada dos
Íiírmacos
no
anrbientepode
ocorer por
várias
üas,
como
aexcreção
pelo
homeme pelos
animais,deüdo à
aplicação e,mpiscicultura' devido
àlibertação acidental durante
os
processosde
fabrico,
e
devido
à
maneiraIror
vezesincorrecta
como
são eliminados os recipie,ntese os
frârmacosfora
do
szu período de validade (verfigura
l)
(Fentd
d.,2006).
Há
três
destinos possíveis
para
qualquer farmaco
individual: pode
serbiodegndado;
pode
passar
por
algum
pÍocesso metabólico
ou
ser
degradadoparcialmente; e pode ser persistente (Richardson et al., 1985).
Pouco se corúece sobre as rotas dos fármacos
no meio
arnbie,lrte.A
Figura
I
apresenta
gm
esquemaque
sugerepossíveis
camiúos
para
os
fármacos,
quando libertados no meio anrbiente (Hirschd d.,
|999;Jorgensend
d.,2000).
Introdut'ao Uso Humano Hnnacos Uso Animal
trEl
Água Su perfi c ia II
Ercrcção ( ef,uenEs Ercçlo ( ef,ucntes hospltrlarcs) Medlcamentos não usados Agua S u bte rrâ neal\
Plsclcultura Eseçlo ( pdol
I
lr@
I
FerüllanEnürnl7*'"^n
§lstema de §ancamcrtoI
IrIfI
\
Figural
-
Possíveis enüadas dos fármacos no meioaqútico
Após a
ingestãodos
fármacos, estespodem ser
excretadoscomo
compostos inalterados (não metabolizados) ou na forma de metabolitos, principalmente através daurina e das fezes.
A
tatra de excret'ao de forma inalterada depende do fiírmaco, da dose edo
indiüduo.
De modo geral, 40 a90Yo da dose administrada é excretada na suafonna
original
(Calamarid
d.,
2003;Bendz et al., 2005;Mulroy,200l).
A
principal fonte
de
entada dos
fármacosno
meio
aqútico
provém
dos efluentes das estações de tratame,nto de águas residuais(ETARs)
(Fentd
d.,
2006).A
remoção destes compostos nas
ETARs
émúto
variável, não dependendo somente da natureza químicado
composto mastarrbém
dos processos de tratamento utilizados naETAR, bern como de
condiçõesclimatéricas
e
parâmehosde
operaçãoda
ETAR
(terrperatura e tempo de retenção
hidráulico, por
exemplos, são factores importantes). Portanto os compostos não são, emBtrd,
completamenteremoüdos
(Heberer etal., 2002; Cooper
d
d.,
2008;auinn
et al., 2008) oupor
possuirem acçãobiocida
ou estnrturasquímicas complexas
não
passíveis
de
biodegradação,comprovado por
diversos estudos que
mostam
a presexrça dessetipo
de contaminante em ETARs.Os
processosde tatamento
das
águas residuaisutilizados numa
ETAR
sãodeterminantes
nas
taxas
de
remoção
alcançadas.Por
exemplo,
estudos realizadosPa16 I Agua
Introdução
permitiram
concluir que
as taxas
de
remoçãodo
ibuprofeno,
o
princípio activo
dealgumas formulações como
por
exemplo do Trifene, podem oscilar entre os 2oo/o e osIOO
%.
Estes
e
muitos outros
compostosjá
detectadosem
águas superficiais
esubte,lrâneas em todo o
Mgndo
são tarrbém comercializados em Portugal e por isso esteproblema
de
contaminaçãoanrbiental
é
tambémum
problema nosso (Heberer,
T.'
2002).
Quando
um
composto farmacêutico
é
libertado
no
meio
arnbiente,as $us
propriedades químicas,
tais
como a solubilidade na água,pH
damatiz,
volaülidade, epote,ncial
para
ser
adsorvido,
contibuem para influenciar
o
seu
comportamentoanrbiental.
Assim
alguns
compostosvão
permanecer preferencialmenteem
solução aquosa, enquanto outrasvão
adsorver aos sedime,lrtose
solos. Fenómeno§como
a§linteracções
hidrofobicas,
fenómenos
de
toca
iónica
e
complexação
influenciamfortemente a adsorção, e todos estes fenómenos dependem da natureza da
matiz,
do pHe força iónica do meio, e da nafireza química dos flírmacos
(Alistair,
2004).Fármacos de diversas classes terapêuticas, oomo antibióticos, analgésicos,
anti-inflamatórios,
reguladores
lipídicos
do
sangue, anti-epilepticos,
B-bloqueadores ehormonas, e,lrte
outos,
têrn sido detectados nos diferentes compartimentos anrbientais.Este
é
um
facto
preocupantejá
que estes compostos sãojá
detectadosem
diferentespartes
do
mundo
com
diferentes condiçõeshidrológicas
e
climatéricas (Fent
et d.,
2006).
Estão sumarizadas
na
tabela
l,
as concentações médiasde
algrrns fármacos detectados no meio arnbiente., I ) I ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) )
Intnodução
Tabelaf
: Concentrações médias de alguns farmacos detectados no meio ambiente(adaptada de
Billa
d
d.,
2003). Sabstância C'losse da substôncia Concentação médiano ambiente (pgl,'') Oconêncb Acido AcetilsalícilicoAnalgésico 0,220 Efluente d€ ETAR
-
AlemaDha0,360
0,066 Àgua superficial
-
Aleinanha1,000 Efluente doméstico
-
Brasil0,020
-
0,030 Agua superficial-
Brasil0,049 Agua superficial
-
Canadá1,000x10"
-
0,018 Agua superficial-Mar do Norrc0,001
-
0,009 Água superficial-
SuéciaEflueirtc de ETAR-Alcmanha
Principal Ácido
clofibrico
metabolito de 3reguladores
lipídicos Acido
Fenofibrico
Principalmetabolito 0,380 Efluente ETAR-Alcmanha
de 3
reguladores
0í50
lipídicos
Água supcrficial
-
Ale,manhaBetaxolol
ftBloqueador
0,057 Eflueirte de ETAR-
AlemanbaBisprolol
ftBloqueador
0,057 Efluentede ETAR-Alcmanha2,200 Efluentede ETAR-Alc,manha
Bezafibrato
Antidislipidémico
0,350 Água superficial-
Alcmanha1,200 Efluente doméstico
-
BrasilCaóamazepina
Antiépilético
2,100 Efluentede ETAR-Ale,manha0,250 Agua
supcrEcial-CetopÍofeno
Anti-inflamatório
0,200 Efluentc de ETAR-AlcmanhaCiprofloxacin
Antibiótico 0,020 Aguananral-EUACloroteEaciclina Antibiótico 0A20 Àguanahral-EUA
Diazcpam Anti-depressivo e
antibiótico
0,033 0,053
Efluentedc ETAR-Alcmanha
Águ8 zuperficial
-
Alcmanha0,02
-
0,06 Aguasuperficial-
Brasil0,810 Efluentc de ETAR
-
Ale,manhaDiclorofe,naco Anti-inflamatório
0,150 Agua zuperficial-
Alc,manha0200
-
0,370 Efluentc de ETAR- Suécia<0,001
-
0,012 Água superficial-
Suéciado Nortc
Intodução
Continuação
databela
I
Substôncia Classe das
substâncias
Concentrqão médiano
anbiente (pSE') Oconêncit
0,100 Águanattral-EUA
Eritromicina
Antibiótico
0,150 Água superficial-
Alemanha2,500 Efluenrc dc ETAR
-
Alemanha0,005
0,001 Efluente de ETAR
-
Alematrhs0,450 Água superficial
-
Alemanha0,009 Efluente d€ ETAR- Canadá
0,073 Águanatural-EUA
<5,000x104
-
0,010
Eflueirte doméstico-
Itâlia eHolanda
2,000x104
-
0,007 Efluente de ETAR- Inglaarra3,00ox10-r
-
0,002
Eflumt€ de ETAR-
Itáli80,O45
Efluelrrc doméstico-
SuéciaEfluente de ETAR- Suécia
Efluente doméstico
-
Brasil
17o-Etinilestodiol
Hormona
0,002
0,015 Efluente doméstico
-
Alcmanha0,006 Efluenrc dÊ ETAR- Canadá
0,021 Efluente doméstico
-
Brasill7c- EsEadiol Hormona
2,000
-
l2,00ol/mulher/dia
Nanrabnentc excrctado Por uma
mulher por dia
<5,0o0xlo-{
-
0,017 Esgoto doméstico-
Itália e Holanda<5,000x10-{
-
0,007 Efluente de ETAR- Itália e Holanda0,003
-
0,048 Efluente de ETAR- Inglatcrra0,001 Efluente doméstico
-
Suécia5,000x10-l Efluente de ETAR- Suécia
; I I I ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) ) Estrona
0,M0
Efluente doméstioo-Brasil0,027
Efluelrte doméstico-
Alcmanha0,009 Eflueirtc d€ ETAR
-
Al€rnsDha0,003 Efluentc dc ETAR- Canadá
Hormona 7,000x10-t- 0,002 Ágrra superficial
-
Al€matrhs0,027 Águananral-EUA
<5,oo0xl0-{
-
0,038 Eflueirtc doméstico-
Itllia eHolanda
<5,oo0rlo-{
-
0,054 Efluente de ETAR- Itáliae Holanda0,020
-
0,135
Efluente doméstico-
Iúlia
Intodução
Continuação da tobela
I
Sabstôncia Cüasse
dt
substôncia
Concenfiação médiano
ambiente (pSE') Oconência
0,002
-
0,004 Efluente de ETAR- Inglatena0,001
-
0,003 Água natural-
InglatcrraEstriol Hormona 0,024
-
0,188 Efluente domésüco-
Itllia
4,300x10'r- 0,018 Efluente de ETA
-
Itália0,019 Águanatural-EUA
0,950 Efluente domésüco
-
BrasilIndometacina
Anti-inflamatório
0,270 Efluentc de ETAR-
Alcmanha0,170 Água superficial
-
Alcmanha4,300 + 0,900 Efluentc doméstico
-
Ale,manhaIopamidol Meio de contrastÊ de raios-X
0,660 Efluente da ETAR
-
Al€matrhs0,490 Água superficial
-
Ale,manha7,500 + 1,500 Efluentc doméstico
-
Al€marhaIopromida Meio de contraste de raios-X
0,750 Efluente de ETAR
-
Alemaoha0,100 Água superficial
-
Ale,manha1,600 + 0,400 Efluente domésüco
-
Al€maúaIomeprol Meio de contast€
de raios-X
0,370 Eflueirtc de ETAR
-
Alemanha0,100 Água sup€rficial
-
Aleinanha0,087 Água superficial
-
Canadá0,070 Água superficial
-
Ale,manha0,370 Efluente de ETAR
-
AlemanhaIbubrofe,no
Anti-inflamatório
0,010 Água superficial-
Brasil1,00
-
3,300 Efluentc doméstico-
Suécia0,002
-
0,081 Efluemtc de ETAR- Suécia0,002
-
0,008 Água superficial-
SuéciaLincomicina
Antibiótico 0,060 Águanatural-EUANorfloxacina
Antibiótico 0,120 Águanatural- EUAOritctaciclina
Antibiótico 0,340 Águanattral-EUAPenicilina Antibiótico 0,002
-
0,006 Água superEcial-
AlemaohaProgesterona
Hormona 0,1l0
Águanatural-EUAPropanolol
ftBloqueador
0,170 Efluente de ETAR-
Ale,manha0,012 Água sup€rficial
-
Alemanha0,050 Águanatural- EUA
0,680- 1,000 Efluentc de ETAR
-
AlemanhaÁgua superficial
-
Ale,manhaRoxitrocina Anübiótico
Intodução
Conrtnuaçõodanbeh
I
Subsúôncía (xaÁsse da substôncir, Concentrqfu médianoanbicnu (pSI;') Oconêncb
0,030
-
0,085 Água superficial-
Alemanha0,300 + 0,120
-
1,500 +0,320 Efluenrc de ETAR
-
Ale'manhaSulfametoxazol
Antibiótico
0,006-
0,150 ÁguanaEral-EUA0,410 Água do subsolo
-
Alcmanha0í00
Efluente de ETAR-
Alemaoha0,030 Água superficial
-
Ale'manhaTestosterona
Hormona
0,116 Áeuanatural-EUA0,110 Águanatural- EUA
Tehaciclina Antibiótico
l,2oo
-
4,20 Água superficial-
Alcmanha0,013
-
0,150 Águanatural-EUATrimetorim
Antibiótico
0,320-
0,660 ÁguanstuÍal-EUA0,150 Água sup€rfi cial
-
Alc,manhaTilosina
Antibiótico
0,040 Águananral-EUAVancomicina
Antibiótico
0,700-
3,800 Água superficial-
AlemanhaA
concentração destes compostos detectadaem
águasé
geralmentebaixa,
na orde,tn daspg
L-l
ou ng L-1.No
entanto vários estudos tem deÍÍlonstado que na me$naamosta
de
água podem s€r enconfiadosvários
flírmacose
respectivos metabolitos, oque arrnenta
o
risco potencial
associado ooma
presençade
concentações vestigiaisdestes compostos,
deüdo
a efeitos cumulativos e/ou sinergéticos.A
prese,nçadestes compostos
e
em
especial
do
composto
em
estudo,
o ibuprofe,no, ern águas superficiais, subterrâneasou
águas de abastecimentopúblico
naEgropa
tem
sido
demonstada emvários
estudos.De
e,lrtre as regiõesde
Porttrgal, oAlentejo
aprese,lrta várias características que o tornaÍn particularmente vulne,liôvel a esteproblema
de
contaminação:popúação envelhecidq com
elevada taxade coilnrmo
de fármacos; zona de produção agrícola com elevado efectivo animat; e em algumas zonall a escassez de recursos hídricos.A
combinação destes factores torna particularmente importante que se tome,mmedidas
paÍa minimizür
o
proble,maque
passamnão
só
pela
monitorizat'ao
emelhorage,lrto
do
funcionamento
das ETARs
no
que
conceme
à
re'moção destesIntodução
Uma
importante questão que se pode colocaré:
as concentrações de fiírmacos detectados nos meios aquáticos serão suficientes para exercer efeitos adversos nos sere§vivos? Esta é uma preocupação actual dos governos, te'ndo
já
sido requerida ern váriospaíses,
uma
avaliação
de risco
anrbie,ntaldeüdo
à
contaminaçãopor
fálrracos(Koschorreck
d
d.,
2OO2).Assim,
vários cie,ntistasvêm
desenvolvendo metodologiasde
testes ecotoxicológicose
modelospara
avaliaçãodo risco
anrbientaleln
alguÍts fámracos (Jorgensen etd.,
1998).1.3
Impacto
ambiental
de
fármacos
no
meio
aquático
Os
frârmacossão
projectados
para
atingir
órgãos
ou
rotas
metabólicas
emoleculares específicas tanto nos humanos oomo em animais, mas tambeln produzem frequentemente efeitos colaterais importantes. Quando introduzidos
no
anrbiente elespodem afectar
os
animais pelas mesmasrotas
e
atingir
órgãos,tecidos,
élulas
oubiomoléculas
com
fimções semelhantes às dos humanos(Fent
d
d.,
2006). Pouco écoúecido
sobre o destino e o comportamento dessas substâncias no anrbienteaqútico,
assim como não esta claro quais organismos são afectados e em que grau. Apesar de os
farmacos serem detectados
no
anrbielrte em baixas concentações(ng
-
pg L-l),
estequadro gera grande preocupação, uma vez que são substâncias biologicarnente activas
que podem
dese,ncadearefeitos
fármaco-dinâmicosem
organismos
aquátioos que possnamrecqltores
enzimáticos compatíveis(Fent
et al.,
2006;Bowrd
d
d.,
2004).Assim, a presença de fánnacos pode comprometer a qualidade dos recursos hídricos,
al-terando a biodiversidade e o equilíbrio de ecossistemas
aqúticos.
O uso dese,lrfreado de antibióticos, tanto na medicina humana como na medicina veterinária (crescimento
do
gado, naaqúcultura
e produt'ao avícolae
súna),
acar̀taum
outo
problema arnbiental que é o de alguns microorganismos ctiarern resistências a estes frirmacos. As bactérias podem fazer (e frequentementeo fazer)
mudanças no seumaterial genético,
adqúrindo
resist&rcia aos antibióticos. Assim, uma bactéria prese,lrtenrun
rio
que
contenhavestígios
de
antibióticos
pode adquirir
resistência
a
e§sa§substâncias. (Bower
d
d.,
1999).Na
tabela2,
enconüam-se apresentadas asprincipais
classes de fármacos comIntrodução
Tabela
2:
Principais classes de flírmacos com potencial de dano para os organismos aquáticos(Boxall,
2004).Fórmecos
UsoTerrpêutico
Amoxicilina, tetaciclina, azihomiciua
ciprofl oxaci na,erihomicina
Dic lofenaco, ibuprofeno
I
7c-etinilestradiol,
ITfteshadiol, dietilbestrol,
levonorgestel"
testosterona,tiroxina
Reserpina
Omeprazol,
raniüdina
Paracetamol,
dipirona
sódica, codeína, ácido acetilsalicfl ic o, tramadolCaptopril, propanolol, diltiazem,
vaapamil,
üsinopril
Diazeoam-
flu6xsfina-
citalooramÂnübiótico
Antiinflamatótio
HormôniosAnti-hipertensivo
Antiulceroso
AnalgÉsico Cardiovascular AntideoressivoMuitos dos
estudos ecotoxicológicos
utilizados para avaliaÍ
os
efeitos
de frârmacos estão desenhados para determinar os valores de conce,lrtração que provocaÍn toxicidade aguda em algumas especies. Estes estudos não serão os mais adequados parao
estudo destes poluentesno meio
anrbientejá
queo
mais importante será a toxidade crónica que é desenvolüda pela exposição prolongada no tempo a baixas concentrações dos compostos (Fentd
d.,
2006),A
ocorrência
generahzadaa
nível
mundial
destes compostos
em
águassuperficiais e subterrâneas demonsha uma necessidade urgente de estudos que permitam determinar os efeitos tóxicos desses fármacos no meio anrbiente
@ílla
d
d.,
2003).l.4Ibuprofeno
O
ibuprofeno
é um
fármaco
do
grupo
dos
anti-inflarnatórios não
esteróides,frírmacos que
têm
em comum a capacidade de combater a inflamação, ador
e a febre(tabela
3).
Tal
como os ouhos
anti-inflamatórios
não
esteróides,actua
inibindo
aprodução de prostaglandinas, substâncias químicas produzidas
pelo
corpo que causaminflamação e
contibuem
paÍa a percepção de dor pelo cerebro. O ibuprofenoterr
ainda propriedades anticoagulantes, diminuindo a formação de coágulos sanguíneos.Infrodução
Tabela 3: Propriedades químicas e fisicas do ibuprofeno
Nome
Comum
Nome SistemáticoEstrutura
molecular
Fórmula
molecular
Classeterapêutica
Pesomolecular
Solubilidade
em águaCf"-u)
Ponto de fusão
Log trÇ,
Constante de
ioni-ação,
pKa
Número
de Registo(CAS)
Ibuprofeno
(IB)
Á ci do 2 -14 - (2 -meti lpropi I ) feni I I prop anó i co
CrHrsOz
Anti-inflamatório
não esteróide206,3 g mol-r
2,1x
l}zmg
L-l
77- 78 "C 3r5 -4r5 4rg -5r7 15687 -27-l
O
ibuprofeno éum
pó branco, oomum
leve odor característico. Este fármaco épraticamente
insolúvel em
águao masjá
é
solúvel
em
soluções aquosasdiluídas
dehidóxidos
alcalinos e de caóonatos, e tanrbé,rn em alguns solventes orgânicos oomo aacetonq o álcool etílico, o éter, o diclorometano e o
cloroformio.
O ibuprofeno
foi
sintetizado pela primeiravez
ern Dezembrode
196l
no ReinoUnido,
peloDr.
Stewart Adams e seus colegas JohnNicholson
eColin
Burrows. Nessemesmo ano, este fármaco
foi
patenteado. Mas apenasem
1969 aparece comercializado no ReinoUnido
e posterionnente nosEUA,
erln 1974.Hoje
é comercializado em todo omundo sendo actualmente usado por milhões de consrnnidores.
A
excreção énípida,
sendomais de
90Yoda
doseingerida
excretada na urinacomo metabolitos
ou
serurconjugados.
Após
sofrer
degradação,o
prooesso de metabolização do ibuprofeno sofre uma reacçãoquiral,
na qualo
estereoisómero (R)-inactivo
é transformado no estereoisómero (S)-
activo (Adamsd
d.,
19671'Mills
et al.,Introdução
lg73).
O
metabolismo
do
ibuprofeno envolve ainda
a
sua
transformaçãoem
doismetabolitos importantes,
o
2-
hidroxiibuprofe,noe
carboxiibuprofeno,bem como
emoutros dois metabolitos
(l-
hidroxiibuprofeno
e 3-
hidroxiibuprofeno), além de
seusderivados conjugados com ácido
glicuónico
(keep, D.Ret
a1.,1997) (Figura 2). ApenasI
a
8o/odo
composto
é
excretadona
forma original
e
l4Yo
na
forma dos
seusmetabolitos. }HIDROXIID I.]PROFET{O T.IITDROXIIBUPNOFENO
T'
IBUPROFENOCrq[3rüor
aclÔ|lcrúdc. 2.TTIIIROXilBUPAOTENO CÂRBOXIIDI.'PROIIENOFigure
2-
Etapametabólica do Ibuprofeno ( Keep, D. R et a1.,1997)O
ibuprofeno é frequenteme,nte e,ncontado nasETARs
e é consideradoum
dosmais
importantes polue,lrtes farmacêuticos. Duranteo
tatamento
das águas residuaisgrbanas as tanas de remoção do ibuprofeno são variáveis podendo
atingir
os 90 %.No
entanto,
a
quantidadenão
remoüda
e
que
pennanecenas
águas residuaisé
aindaelevadq
pode,ndo destemodo
o
compostoser
encontado
e,rr
águassuperficiais
esubterrâneas.
A
tabela
4
mostra as
concentraçõesdo
IB
detectadas e,m diversos aurbientes aquáticos.Intnodução
Tabela4:
Concentrações doIB
detectadas em diversos arrbientes aquáücosComposto Tipo de água Concentreção de IB
(rls
u)
Referêncla 0,087 Winkler et a1.,2001
Ágo"" superficiais 0,07 Ternes, 1998 0,01 Stumpf et al., 1999
0,05 -1,5 Zwiener andfrimmel,
t999
Águas subterrâneas 0,87 FarÍé et a1., 2001
Hereber,2002 l15
Ibuprofeno
85 Ashton ú.a1.,2004; Fente et al., 2006 Estação de tratamento de águas 2,6-5,7 Carballa et al.,2005 2,01-3 Tauxe-Wuesch et al., 2005 0,76-3,204 lacey et al., 2008 0,37 Ternes, 1998Efluentes de
ETARs
0,05-3,35 Buser et al ,1999A
etiminação de fármacos, tais como o ibuprofe,no, dtrrante o tratame,rto de águapotável
tem sido
avaliadautilizando
processostais
como
a filtração com
areia
sobcondições aeróbias e anóxicas, a
filtração
com carvão activado granulado, be,m como afloculação. De um modo geral, o ibuprofeno, normalme,nte não é totalmente eliminado
das
águas residuais,
se,ndopor
isso
relevante
avaliar metodos
alternativo§
quepromovam a sua eliminat'ao dos eflue,lrtes
(4.
Tauxe-Wuersch et a1.,2005).Os processos de oxidação avançados represe,lrtam uma alternativa eficaz para o
tatamento
de águas residuais. Esta tec,lrologia baseia-se na formação de intermediáriosaltame,lrte reactivos, resultando na degradação de vários tipos de compostos orgânicos.
lntrodução
1.5
Tratamento
Oxidativo
com HzOz
Existem vários pnocessos para remoção de compostos orgânicos nas águas. Os
processos
biológicos são
os
mais utilizados
freque,ntemente,porque
permite'rn
otratame, rto de grandes volumes, conseguem alcançar altas taxas de re,rnoção de matéria
orgânica
e
os
custos são
relativamentebaixos.
No
e,lrtanto,alguns
compostos sãorecalcinantes
e
podem,
inclusive,
ser
tóúcos
aos microrganismos.
Em
estudos de biodegradação de fármacos as tanas de remoção foram da ordem de 50Yo para sistemas convencionais de lamas activadas (Clarad
d., 2}}S;Radjenoüc
d
d.,
2007).os
processos
fisicos
(decantação,
flotaÉo,
filtação,
adsort'ao)
sãoe,aracterizados pela
tansfer&rcia
de fasedo
contaminante, sem que este seja de factodegradado.
Por
outo
lado,
costumam ser bastante eficie,lrtes, podendo serúteis
comopré ou pós-tratamento do pÍrocesso
final.
Em ETARs que operam com siste,ma de lamas activadas a adsorção é o principal mecanismo de remoção de fármacoslipofilico§,
oomo os estnogénios (Freired
d.,2000;
Kunz et a1., 2002).Os processos químicos baseiam-se na oxidação dos contaminantes pela reacção
com
oxidantesfortes, como peróxido de hidrogenio
(HzOz),cloro
(Cl2),
dióxido
decloro
(ClO2) e permanganato(h[nor).No
caso da utilizaçãode Clz,hâ
a formação decompostos organoclorados, que
podem
sermais tóxicos que
o
contaminanteinicial,
se,ndo este o
principal
inconveniente quanto ao uso deste oxidante(Vella
d
d.,
1993). Processos de oxidação oomoa
ozonrz,ziao e a cloragemtêm sido
avaliados naeliminação
de
compostos emergentesem
águas.No
entanto,os
estudos publicadosmostraram taxas
de
eliminaçãodo
IB,
com
estes oxidantesmúto
refuzidas. Com
oobjectivo de aumentar a taxa de re,lnoção de frírmacos presentes em águas, têm
vindo
aser utilizados processos que e,nvolvem a utilização de HzOz, como agente oxidante.
O
Peróxidode Hidrogénio (HzOr)
é*
agente oxidantemais
forte do
que ocloro,
dióxido
de cloro e pennanganato de potássio (Tabela 5). Nos processos em que operóxido
dehidrogénio
esta prese,lrte, existea
formação de radicaishidroxilos (HO).
Deüdo
à sua elevada reactividade (Eo=2,8V),
os radicaishidroxilos
pode,m reagir comuma grande variedade de classes de compostos provocando sua total mineralização para compostos inócuos como COz e água.
A
eficacia do processooxidativo
depende da taxada
produt'ao dos radicais
liues
e
da
exte,nsãodo tempo de
contacto
dos
radicaisIntrodução
Dadas
às
suas propriedades,o
penóxidode hidrogenio, pode ser
usado paramuitas aplicações.
Assim,
contnolando a temperaturq concentação, te,lnpo de reacção,adição
ou
não
de
catalisadores, estepode
serutilizado
paraoxidar
um
determinado poluente mesmo na presença de outro, ou originar diferentes produtos de oxidação para uma mesma espécie oxidável (Mattos et al., 2003).Tabela 5: Potencial de Oxidação electroquímica de diferentes oxidantes
Oxidante
Potencial dev
Flúor
Radical
Hidroxilo
OzonoPeróxido
deHidrogénio
Permanganato
de potássioDióxido
deCloro
Cloro
3.0 2.8 2.1 1.8 1.7 1.5 1.4 Fonte:Legrini
etal,
1993Se
for
uülizado
em
meio
ácido,
o
peróxido
de
hidrogénio
decompõe-se emradicais
liwes
(radicaishidroxilos
(HO)).
Contudo, em soluções alcalinas,o
peróxidode hidrogenio decompõe-se em água e oxigenio molecular, de acordo com a €quação
l.
Hro,
-
afr-
,+Hro
*
oz
(l)
Legreni
et al.
(1993)
descreveramque
a
velocidade
de
decomposição doperóxido de hidrogenio, equação
2,
aumenta a medida queo pH
tende parao valor
dopKa
(11,7)
e com o aumento da ternperatura.O
HzOz podereagir com
a matéria orgânica presente na águapor
mecanismosdirectos e indirectos, pode,ndo comportar-se tanto como agente oxidante oomo redutor na reacção directa, como mostra as equações
3
e4,
respectivamente(Marrbrim
Filho,
teee):
Inhodução
Hr2r+zff*
*2e-
1H2O
(3)De forma a melhorar e a acelerar os processos de oxidação com HzOz, pode ser adicionado
um
catalisador ao processo. Os catalisadores podem ser utilizados, quer etnfase homogénea (quando solúveis
na mistura
reaccional),gutr
ern
fase heterogénea (catalisadores sólidos) (Glaze etal.,
1987).1.6
Catalisadores
Os
processosquímicos
consistemna
transformaçãode
matéria
primas
err
produtos por meio de reacções químicas. Reacções com interesse
industial
têm que serúpidas,
o que se consegue freque,nteme,nte à custa de urn catalisador. Porouho
lado, aescolha
criteriosa
do
catalisadorpermite muitas
vezes obter produtos intermediários,menos estaveis termodinauricamente.
O
uso de catalisadores é considerado oomo umadas variáveis que
permite
controlara
velocidadee
direcção de uma reacçãoqúmica
Não é
portanto
de se
admirar que
um
grandenúmero
de
processosquímicos
sejacatalítico e que a
maioria
emprega catalisadores sólidos.A
utilização de catalisadoressólidos
em
processoscatalíticos
te,mrecebido
atençãonos ultimos
anos,devido
àfacilidade de separação do produto do meio reaccional.
Pode dizer-se que
um
catalisador éuna
substância que alteraa
velosidade de uma reacção química, sem ser consumido durante a reacção química (Chang,20M).
Um
catalisador
estri
profundamente
envolüdo
no
decurso
de
uma
reacção
química,fomrando e quebrando ligações à medida que os reagentes se transformam em produtos, mas não sofre uma alteração permanente (Reger et al., 1997).
Existerr
vários exemplos de catalisadores, tais como os metais de transição, osóxidos de metais de transição e as enzimas existentes nos organismos orgânicos.
A
catáliseé
o
fenómenoem
que uma
quantidade relativame,nte pequena dematerial estranho à estequiometia
(o
catalisador) aumenta a velocidade da reacção sem ser consumido. Existemtês
tipos genéricos de catálise, a catálise homogeneg a catáliseIntrodução
heterogenea
e a
catrílise enzimática(Chang,
2004). Estaultima é
aquelaem
que
o catalisador é, necessariamente, uma enzima.Em catálise
heterogeneqpüaque
um reagente possa ser convertido em produtosé necessário que o reagente difunda-se no sistema poroso do catalisador, seja adsorvido
e ocorra a reacção. Os produtos formados terão de ser dessorvidos dos
centos
activos edifundirem-se
até
à
superficie
externado
catalisador. Considerandoum
catalisadorpoÍ,oso, é possível imaginar a seguinte sequ&rcia de etapas (Figueiredo,J.L.,2OO7)z
l.
Difusão dos reagentes até à superficie do catalisador (difusão externa);2.
Difusão dos reagentes nointerior
dos poros do catalisador (difirsão interna);3.
Adsorção dos reagentes noscentos
activos;4.
Reacção à superficie entre as espécies adsorvidas;5.
Dessorção dos produtos;6.
Difusão dos produtos até ao exterior da partícula de catalisador;7.
Difusão dos produtos para a fase gasosa/líquida.Todaüa,
ernborao
mecanismopelo
qualum
catalisador acttra ainda não estejacompletamente
clarificado
pode considerar-se queum
catalisador combina-secom
os reagentespara
formar
espécieqümicas
intermediáriase
que
estas,por
suavez,
sedecompõe,rn para formar os produtos da reacção e libertar
o
catalisador adicionado sem qualquer alteração.Os catalisadores são
múto
importantes a nível industrial, uma vez queperrritem
que se possam obter produtos com
maior
rapidez, não obrigando a recorrer a técnicasmais dispendiosas. São muitos os exernplos de reacções indusüiais que se efectuarn na presença de catalisadores, se,ndo de realçar as seguintes: síntese do amoníaco a
partir
dohidrogénio e do azoto usando um catalisador à base de limalha de ferro; síntese do ácido
sulfurico por
oxidaçãodo
dióxido
de
enxofre usandoum
catalisador de pentóxido devanádio
e
hidrogenaçãodos óleos para se obter gor&rras
sólidas, usando
oomo catalisadores metais o níquel, o paladio e a platina.1.6 1 Catulisadores homogéneos vetsus catalisadores heterogéneos
Os
catalisadorespodem ser
classificados
de
acordo com vários
critérios:estnrtura, composição,
ârade
aplicação ou estado de agregação.A
figura 3 representa aIntodução
grandes
grupos:
catalisadores
homogéneos
e
catalisadores hete'rogéneos.
Os catalisadores homogeneospodem
serimobilizados em
suportessólidos.
Estetipo
de catalisadores é designadopor
catalisadores homogeneos heteroge,lreizados. Neste grupo incluem-se os complexos de metais de transição e as e,nzimas imobilizadas e,m suportes sólidos (Hageru 2006).Na
catálise homogeneaos
reage,ntese
o
catalisador encontram-sena
me$na
fase, em geral, líquida.
Além
disso, a reacçãoevolui
através deespffes
intermediárias gom menor energia de activação etem,
normalmente, maisdo
queum
passo (Chang,2OO4).
A
energia de activat'ao(E
)
consiste na e,nergia mínima necessátia para que umareacção química
ocora. A
função do catalisador é baixar a energia de activação aüavés da formação de uma espécie de üansição intermediária para que a reacçãoocoÍÍa
com maior velocidade.Na
catrílise heterogeneaos
reage,ntese
o
catalisadorencontam-se
em
fases diferentes. Usualme,lrte o catalisador é um sólido e os reagentes são gasosos oulíqüdos.
Este
tipo
de catalise ocoÍÍe nos lugares activos da superficie do catalisador gases ou oslíquidos são absorvidos na superficie do catalisador, formando ligações fracas com ao§
átomos metálicos do catalisador (Chang, 2004).
Os
catalisadores heterogeneospodem ser
classificados
como
catalisadores mássicos, em que toda a massado
catalisador é constituídapor
substâncias activas, ouIntrodução
Cat; lis a cJcres
CJ: .'r li!.1i1 r ) rar
i
Âlidlr,,'3::r
Caialisadcre: {cnrr..;genec:. Conrpltxo> dr: nltr'i á i!. de ir.rrr:,ifio
Calali;adcres Hcmcgenec: Hetercgeneizadc:B iclal a litad lre:.
(r:n,:inre',) C.r'i.ali:.eCorc:'
i,4ii:il;:
Caialisadcr es leterogeneos Ca',.rli:ldcrts (,'a,,r:-:-l --JufJr.',r,rL-X'igura 3
-
Representação da classificação dos catalisadores de acordo oom o estado deasegação (Hage'n, 2006).
Os catalisadores homogeneos tê,rr
um
grau de dispersão na mistura reaccionalmaior do
que os catalisadores heterogeneos.Devido
ao elevado grau de dispersão, oscatalisadores homogéneos
exibem actividade catalítica
mais
elevada,por
massa demetal,
do
que
os
catalisadores heterogeneos(Hagen,
2006).
Nos
catalisadoresheterogeneos, apenas
os
átomosque
se encontramà
superficie dos catalisadores sãoactivo s cataliticamente.
Em
catalise homogeneq
a
elevada
mobilidade das
moléculas
na
mi§turareaccional permite
um
maior
nuÍnerode
colisõesente
as moléculasde
substratoe
o catalisador. Os reagentes pode,!Ít aproximar-se dos centros activos por vária§ direcções ea reacção que ocoÍTe num c€,!rüo activo não afecta os ce,ntros activos
'tizitúos"
(HagerU2006).