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Relatório do Conselho Nacional do Idoso Gestão 2010-2012

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1 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DO IDOSO

RELATÓRIO DE GESTÃO

CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DO IDOSO GESTÃO 2010-2012

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2 CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DO IDOSO – GESTÃO 2010-2012 Presidente: Karla Cristina Giacomin (SBGG)

Vice-presidente: Salete Valesan Camba (SDH) Composição:

REPRESENTANTES GOVERNAMENTAIS

Ministério das Cidades Titular: Antonio Borges dos Reis Suplente: Marcel Claudio Sant’Ana DF DF

Ministério de Ciências e Tecnologia Titular: Joelmo Oliveira

Suplente: Cristina Yukiko Iamamoto

DF DF Ministério da Cultura

Titular: Ana Maria Bravo Villalba

Suplente: Pedro Domingues Monteiro Jr.

DF DF Ministério de Desenvolvimento

Social

Titular: Miriam da Silva Queiroz Suplente: Ediane Pereira Dias

DF DF Secretaria De Direitos Humanos Titular: Salete Valesan Camba Suplente: Luiz Clovis Guido Ribeiro DF DF Ministério da Educação Paulo Egon Wiederkehr Suplente: Aline Carla Ribeiro Cavalcante DF DF

Ministério dos Esportes

Titular: Ana Elenara da Silva Pintos

Suplente: Roberta Milena Leite Carvalho de Freitas

DF DF

Ministério da Justiça

Titular: Fátima Rodrigues Guimarães Suplente: Nelson Campos

DF DF Ministério do Planejamento,

Orçamento e Gestão

Titular: Evandro Macedo

Suplente: Claudete Hideko Fukunishi

DF DF

Ministério da Previdência Social

Titular: Cid Roberto Bertozzo Pimentel DF Suplente: Albamaria Paulino de Campos

Abigalil DF

Ministério das Relações Exteriores

Titular: Silvio Jose Albuquerque e Silva Suplente: Carlos Frederico Bastos Peres da Silva

DF DF Ministério da Saúde Titular: A Definir Suplente: Elen Oliveira de Pernin DF

Ministério do Trabalho e Emprego Titular: Ana Paula da Silva Suplente: A Definir

DF

Ministério do Turismo Titular: Ângela Patricia Inazaki

DF Suplente: Hiram Deiques Peres

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3 REPRESENTANTES NÃO GOVERNAMENTAIS:

Confederação dos

Trabalhadores da Agricultura

Titular: Natalino Cassaro DF

Suplente: Juraci Moreira Souto DF

Confederação Nacional de Comércio

Titular: Irlando Tenório Moreira RJ Suplente: Rita de Cássia Gonzaga Martorelli RJ

Conselho Federal de Serviço Social

Titular: Jurilza Maria Barros de Mendonça Suplente: Vitoria Góes de Araújo

DF DF Confederação Brasileira de

Aosentados e Pensionistas

Titular: Marco Wandresen

Suplente: Nelson de Miranda Osório

SC MS Associação Nacional de

Gerontologia

Titular: Vera Nicia Fortkamp de Araújo Suplente: Jacira do Nascimento Serra

SC MA Sociedade Brasileira de Geriatria e

Gerontologia

Titular: Karla Cristina Giacomin Suplente: Eliane Jost Blessmann

MG RS Centro Interdisciplinar de Assistência

e Pesquisas em Envelhecimento

Titular: Sandra de Medonça Mallet

Suplente: Zalli Pinto Vasconcelos de Queiroz MG

SP

Serviço Social do Comércio

Titular: Maria Alice Lopes de Souza Suplente: Claire da Cunha Beraldo

RJ RJ Associação Nacional dos

Defensores Públicos

Titular:Sara Maria Araujo Melo Paula Regina de Oliveira Ribeiro

PI DF Associação Nacional dos Mebros do

Ministério Público em Defesa d

Titular: Yélena de Fátima Monteiro de Araújo Suplente: Alexandre de Oliveira Alcântara

PB CE

Ordem dos Advogados do Brasil

Titular: Emídio Rebelo Filho PA

Suplente: Adriana Zorub Fonte Feal

SP

Associação Brasileira de Alzheimer

Titular: Lilian Alicke

Suplente: Joana de Oliveira Scerne

SP PA Movimento pela Reintegração das

Pessoas Atingidas pela Hanseníase

Titular: Geraldo Moura Cascaes Suplente: Cristiano Cláudio Torres

PA PA Pasrtoral da Pessoa Idosa /

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Titular: João Batista Lima Filho PR Suplente: Vânia Lúcia Ferreira Leite DF

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4 Siglas:

CEI – Conselho Estadual do Idoso CMI - Conselho Municipal do Idoso

CNDI – Conselho Nacional dos Direitos do Idoso

COCNDPI - Comissão Organizadora da 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa

CONANDA – Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente DOU – Diário Oficial da União

FNI – Fundo Nacional do Idoso

LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias

LOA- Lei Orçamentária Anual

OEA – Organização dos Estados Americanos ONU – Organização das Nações Unidas

PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNI – Política Nacional do Idoso

RENADI - Rede Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa SDH – Secretaria dos Direitos Humanos

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5 APRESENTAÇÃO O Brasil país experimenta um envelhecimento populacional crescente, rápido e intenso, que, atualmente, já coloca o nosso país entre os países considerados envelhecidos, com uma população idosa de mais de 21 milhões de pessoas; e que, em 15 anos, será a sexta população idosa do mundo.

Envelhecer em um país com alto índice de desigualdade social e de gênero e com grandes dificuldades para assumir o envelhecimento como uma prioridade política representa o maior desafio ao qual o Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) é instado a responder, juntamente com todos os atores nacionais. Este e outros desafios serviram de cenário para a gestão (2010-2012) do CNDI – Plenário, Presidência, Comissões Permanentes e Secretaria e para o Planejamento Estratégico do CNDI (2011-2015).

Desde a sua implantação em 2002, o CNDI vivencia um processo contínuo de amadurecimento e fortalecimento. A definição dos marcos referenciais deste Conselho representa a primeira tentativa de estabelecer os princípios direcionadores e os planos de ações esquematizados, para que sejam úteis à próxima gestão e a outros Conselhos de Idosos, em todo o país. Também é urgente e basilar fortalecer a estrutura organizacional do Conselho, assegurando-lhe autonomia, visibilidade e efetividade tão necessárias aos órgãos de controle democrático. O presente Relatório é fruto de elaboração conjunta com as Comissões Permanentes do Conselho e pretende contribuir para a construção da memória do Conselho e para o seu fortalecimento.

De tudo o que foi vivenciado nestes dois anos, fica a certeza de termos sido coerentes aos princípios e valores do CNDI.

Nosso profundo agradecimento a todos os conselheiros que compuseram essa gestão, aos servidores da Secretaria do CNDI, aos gestores das políticas e a todas as pessoas que atuam de forma responsável e contribuem para que o envelhecimento seja reconhecido como conquista e a velhice como um direito da pessoa.

Nosso maior agradecimento a todos os idosos brasileiros que nos confiaram a missão de defender os seus direitos, que, afinal, também interessam a todos os cidadãos brasileiros.

Karla Cristina Giacomin Presidente do CNDI (gestão 2010-2012)

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6

CAPÍTULO 1

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO

CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DO IDOSO

GESTÃO 2010-2012

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7 1. INTRODUÇÃO O Conselho Nacional de Direitos do Idoso (CNDI) representa a esfera máxima de participação e controle social na promoção, proteção e defesa dos direitos dos idosos. O Conselho tem caráter permanente, deliberativo e paritário, com 28 membros, sendo 14 (catorze) representantes de entidades governamentais e 14 (catorze) não governamentais. Ele é composto por: Plenário, Comissões Permanentes e Temporárias e a Secretaria, que atua como secretaria executiva do Conselho. A Presidência do CNDI tem funções específicas, ficando a coordenação dos trabalhos das Comissões a cargo da Vice-presidência. Cada Comissão tem seu próprio coordenador, eleito entre seus membros. A Diretoria Ampliada é composta pela Presidência, vice-presidência e coordenadores das Comissões Permanentes.

Uma representação esquemática do organograma do CNDI encontra-se na Figura 1.

Figura 1 – Organograma do CNDI, conforme o Decreto Presidencial nº 5.109/2004 e Resolução do CNDI nº 18/2012. Plenário do CNDI Comissão de Normas Comissão de Articulação com os Conselhos e de Comunicação Social Comissão de Políticas Públicas Subcomissão de Finanças e Orçamento Subcomissão de Políticas Públicas Pe rm a n e n te s Te m p o rá ria s: Gr u p o s T e m á tic o s Comissões Presidência Secretaria Diretoria Ampliada Comissão do Fundo Nacional do Idoso

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8 2. O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO CND I 2011/2015

O Planejamento Estratégico, entendido como o processo pelo qual a organização se mobiliza para atingir o sucesso e construir o seu futuro, de forma pró-ativa, considerando seu ambiente atual e futuro, aconteceu nos dias 14 e 15 de fevereiro de 2011, em Brasília - DF.

Participaram da reunião, os representantes governamentais da Secretaria de Direitos Humanos e dos Ministérios da Cultura, das Cidades, da Previdência Social, da Justiça, do Trabalho e Emprego, da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Ciência e Tecnologia. Todos os representantes da Sociedade Civil compareceram: Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Nacional do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência, Pastoral da Pessoa Idosa, Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Associação Brasileira de Alzheimer, Centro Interdisciplinar de Assistência e Pesquisa em Envelhecimento, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, Confederação Nacional do Comércio, Conselho Federal de Serviço Social, Associação Nacional dos Defensores Públicos, Serviço Social do Comércio, Associação Nacional de Gerontologia.

Também participou como convidada a Sra. Maria da Penha Franco, ex-coordenadora nacional da Política do Idoso e gestora estadual da Superintendência de Políticas para a Pessoa Idosa do Estado do Rio de Janeiro.

O Plano Estratégico elaborado foi apresentado e aprovado na 50ª Reunião Ordinária do CNDI, em abril de 2011.

2.1 Os Marcos Referenciais

De acordo com o Planejamento Estratégico para o período 2011-2015, os marcos referenciais deste Conselho são:

MARCOS REFERENCIAIS DO CNDI 2011-2015

MISSÃO

Supervisionar, acompanhar, fiscalizar, avaliar e propor diretrizes para a Política Nacional do Idoso e para as políticas de interesse da pessoa idosa.

VISÃO FUTURA

Ser referência nacional na promoção, defesa e garantia dos direitos dos idosos.

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9 CREDO DE

VALORES

A ética; a transparência; o compromisso; a pró-atividade; a integração; a efetividade; a inovação.

Para atingir a visão foram considerados como pontos críticos:

Ser referência: o que significa ter conhecimento; oferecer respostas; propor modelos; agir pela integração; aprimorar os mecanismos de comunicação e marketing; utilizar processos rápidos; definir e divulgar os fluxos de informações e as competências;

Nacional: isto é, assumir sua abrangência para todo o país; respeitar o pacto federativo; definir diretrizes; servir de fomento à política do idoso; representar a diversidade regional; respeitar a cultura local; reconhecer a heterogeneidade dos processos de envelhecimento; ter conhecimento demográfico, epidemiológico e legal sobre a condição dos idosos brasileiros;

Promoção: ou seja, exigir ações ao longo de todo o ciclo da vida para todos os cidadãos brasileiros e todos os segmentos populacionais (criança e adolescente; juventude; LGBT, Pessoa com deficiência, Mulher, igualdade racial, entre outros);

Defesa: o que inclui ter sistema de informação, processos e fluxos bem estabelecidos; agir a favor da integração com outros órgãos de defesa (Ministério Público, Defensoria Pública, agentes da Segurança Pública, entre outros);

Garantia: exigir a execução de políticas públicas; manter monitoramento efetivo; fazer proposições; atuar por meio de mecanismos de vinculação das decisões via Poder Legislativo e Judiciário;

Direitos dos idosos: reconhecer o idoso como ser de direitos; promover a discussão sobre os direitos da pessoa idosa; garantir o acesso e o respeito à legislação de direitos.

2.2 Cenário Atual

Para construir o Planejamento Estratégico, os participantes consideraram o atual cenário do Conselho, o respaldo legal e atuação que o CNDI deveria ter para aprimorar seu desempenho e sua efetividade. Estes foram os desafios colocados para os participantes de uma reunião ampliada com objetivo de estruturar o Planejamento Estratégico para a gestão

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10 (2010/2012) e para o período incluso no próximo planejamento plurianual federal (PPA 2012/2015).

2.2.1 A situação demográfica

Apesar de alertado nos últimos 40 anos por organismos internacionais e nacionais sobre o acelerado e intenso processo de envelhecimento populacional em curso no país, o Estado brasileiro ainda se encontra em um processo incipiente e descoordenado de incorporação de suas responsabilidades na formulação de políticas voltadas para este público.

No último século, a esperança de vida do brasileiro aumentou de 33,5 anos, em 1900, para 73,5 anos em 2010 (76,3 anos, no caso das mulheres, e 69,1 anos, para os homens). Porém, ela difere nas várias regiões do país segundo as condições de vida e o acesso a direitos e a políticas. Por exemplo, a vida de um nordestino é, em média, cinco anos mais curta do que a de uma pessoa que reside na região Sul.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD 2009 (IBGE, 2010), a população idosa ultrapassou os 22 milhões de brasileiros acima de 60 anos (11,3% da população total) e já é maior que aquela de vários países europeus, como a França, a Inglaterra e a Itália, por exemplo. Além disso, o envelhecimento acontece no Brasil em condições muito diferentes das nações europeias. O CNDI está convencido de que é preciso agir agora, aproveitando-se da janela de oportunidades que a transição democrática ainda possibilita para melhorar as condições de vida da população brasileira e para preparar o Brasil para os desafios que essa mudança demográfica introduz.

Além disso, é importante lembrar que os velhos brasileiros hoje compõem uma coorte da população na qual a maior parcela não teve acesso à Educação, mas em sua grande maioria têm autonomia, capacidade de contribuir para o desenvolvimento econômico, social e cultural, desempenha papéis importantes na família e têm rendimentos próprios.

Estudos capitaneados pela pesquisadora e ex-conselheira nacional Sra. Ana Amélia Camarano demonstram que 85% dos idosos brasileiros permanecem ativos e produtivos, mesmo quando vivenciam algum problema

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11 de saúde como os apontados pela PNAD 20081 (IBGE, 2010a), que encontrou 48,9% das pessoas acima de 60 anos com mais de uma doença crônica (o que não significa que não ter autonomia), sendo que 32,5% não tinham cadastro na Estratégia de Saúde da Família nem plano de saúde particular.

Outros dados demográficos¹ (IBGE, 2010) muito relevantes sobre a população idosa brasileira são:

- um terço das pessoas idosas vivem sozinhas (6,7 milhões), sendo 40% mulheres;

- a maioria dos domicílios brasileiros (53%) conta com a participação dos idosos na composição da renda total familiar;

- a maior parte dos idosos brasileiros vive nas Regiões Sudeste (9,4 milhões) e Nordeste (5,1 milhões); e nas cidades (17 milhões comparados aos 3,4 milhões na área rural);

- a proporção de idosos considerados pobres é de 12,2% (2,5 milhões) com rendimento médio mensal domiciliar per capita de até ½ salário mínimo, a maioria residente na área rural do Nordeste;

- a população idosa, especialmente a feminina, não teve acesso à Educação e compõe a maioria dos analfabetos do país;

- menos de 1% dos idosos vive em instituições asilares, mas as condições de cuidado nestas instituições ainda são inadequadas, sendo que a Assistência Social está elaborando uma pesquisa sobre

- quase 10 milhões de domicílios têm idosos e 38 milhões de brasileiros vivem em uma mesma casa com moradores de várias gerações.

2.2.2 O contexto sociocultural e político

O envelhecer das populações guarda características inerentes a cada região territorial, correspondendo às condições climáticas, culturais, sociais, políticas e econômicas de cada lugar. Envelhecer é um processo dinâmico que é diferente de um lugar para outro, de uma geração para outra, com implicações na dimensão e na formatação de diversas políticas públicas. No

1 Conforme material produzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Um panorama da saúde no Brasil. Acesso e utilização de serviços, condições de saúde e fatores de risco e proteção à saúde. 2008: Brasil/IBGE, Rio de Janeiro: IBGE; 2010a.

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12 Brasil, o envelhecimento assume uma diversidade de formas e contornos, que modulam e são modulados pelas realidades regionais e culturais que o Conselho e o país precisam conhecer melhor.

No entanto, até aqui, as políticas têm sido pensadas muitas vezes como se as populações envelhecessem de forma homogênea, igual, o que não é verdade. Para que as políticas públicas sejam efetivas, elas devem considerar esse cenário sociocultural de modo a contemplar as demandas e peculiaridades de cada realidade, pois, envelhecer na Região Amazônica é muito diferente de envelhecer na periferia de uma cidade grande do Sudeste, em uma tribo no Pantanal, no sertão nordestino ou nos Pampas gaúchos.

Além disso, é preciso tocar o dedo na ferida e reconhecer que a discriminação, a desvalorização da pessoa idosa e sua exclusão social estão sendo tacitamente toleradas pela sociedade e pelo Estado brasileiros. A violência contra a pessoa idosa, tanto no espaço doméstico quanto institucional e aquela produzida pela ação ou falta de ação do próprio Estado estão de certo modo banalizadas, em um país que se recusa a envelhecer e para o qual ser velho é ser decadente, doente, sem valor.

Diante disso e talvez por isso, apesar de o envelhecimento da população exigir um redimensionamento de todas as políticas do país, este processo não tem sido considerado como elemento estruturante do planejamento e, consequentemente tem ficado de fora do orçamento do atual governo e de seus antecessores.

Assim, paradoxalmente, o mesmo Brasil que tem ampliado sua liderança internacional, influído em questões mundiais, melhorado seus indicadores sociais, propõe um projeto de futuro para a nação brasileira em que o envelhecimento da população não aparece nos discursos quando se discute o desenvolvimento sustentável brasileiro. A questão do envelhecimento quase sempre aparece distorcida e restrita a uma visão apocalíptica do futuro das políticas de Seguridade Social que coloca a pessoa idosa como a vilã da história. Como lembra a pesquisadora Cecília Minayo2 (2011), o Brasil conhece e reconhece a velhice como problema:

2 Texto extraído do livro “Nós e o outro: envelhecimento, reflexões, práticas e pesquisa”, organizado por Belkis Trench, Tereza Etsuko da Costa Rosa. São Paulo: Instituto de Saúde, 2011.

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13 “Essa visão atravessa todas as classes sociais e instituições e tem três focos principais: a família, o setor saúde e o Estado. Na família, embora seja o espaço onde viva a maior parte dos idosos recebendo amor e carinho, em muitos casos a presença da pessoa idosa é um incômodo. (...) Sofrem mais os idosos sem condições financeiras de se manter e os que possuem maiores dependências físicas e mentais. A área da medicina e da saúde pública também costuma ver o idoso como problema. (...) de outro lado, o próprio Estado promove um imaginário que aterroriza os idosos, pois os coloca como responsáveis pelos desequilíbrios da Previdência, das políticas sociais e de saúde.” (Minayo, 2011, p. 15 e 16)

Quando se pesquisa o orçamento federal destinado ao segmento idoso, verifica-se que o próprio governo tem dificuldades para defini-lo. A explicação é que ele estaria diluído entre as pastas, uma vez que a temática do envelhecimento não dispõe de rubricas específicas no Orçamento. Mas também é possível que as pastas não realizem ações específicas para este segmento e, neste caso, descumprem a Lei nº 8.842/1994 e o Estatuto do Idoso

Há que se investir e muito em políticas de inclusão, como as que combatem a pobreza extrema e que melhoram a condição de vida de muitos brasileiros, mas também e urgentemente, em políticas específicas para idosos e que promovam o envelhecimento digno da população brasileira, posto que envelhecer é etapa natural da condição humana. Portanto, o direito à velhice requer ações intersetoriais coordenadas, que demandam recursos humanos e financeiros.

Por sua vez, quanto à participação do cidadão na construção e fiscalização de políticas, a Constituição Federal de 1988 reservou grande importância ao controle social do Estado. No entanto, esse processo de controle social ainda é bastante mal compreendido pela gestão e, no âmbito

O envolvimento dos cidadãos mais velhos na defesa de seus direitos ainda é incipiente. Provavelmente, em razão do pouco acesso a informações pela geração atual de idosos, por terem sido muito prejudicados ao longo da vida pela falta de oportunidades educacionais e pela pouca chance de exercício dos direitos de cidadania e de controle social durante o período da ditadura.

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14 2.3 Cenário externo

2.3.1 O momento internacional

No plano internacional, o Brasil é signatário de várias convenções, declarações e recomendações do Sistema de Nações Unidas e do Sistema Interamericano. Dentre os instrumentos das Nações Unidas, destacam-se: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, o Pacto internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais; a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher; a Convenção sobre os Direitos das Pessoas Incapacitadas; os Princípios a favor das pessoas de idade e os mandatos internacionais propostos.

Em 2002, a ONU promove a 2ª Conferência Mundial sobre Envelhecimento e estabelece o Plano de Madri (2002) do qual decorrem ações estratégicas em várias políticas, inclusive o Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento (2002) e sua Estratégia de Implantação Regional (2003).

A avaliação da execução de ambos os planos culminou na realização da 1ª Conferência Regional Intergovernamental sobre Envelhecimento na América Latina e no Caribe, em Santiago do Chile (2003) e da 2ª Conferência, na qual os governos assinaram a Declaração de Brasília (2007) que recomenda nos seus artigos 25 e 26 que seja designado um relator de Direitos Humanos das Nações Unidas para velar pelos direitos da pessoa idosa e que cada país consultasse o seu governo sobre a possibilidade de se criar uma Convenção dos Direitos da Pessoa Idosa.

Vale ressaltar que, no campo internacional, o Brasil teve papel de destaque na defesa da realização de uma Convenção da ONU sobre o Envelhecimento, tendo sido o primeiro país apresentar a minuta de Convenção dos Direitos da Pessoa Idosa na 1ª reunião de seguimento da Declaração de Brasília, realizada com a participação de representantes dos países da América Latina e Caribe, em setembro de 2007, no Rio de Janeiro. A minuta foi elaborada e apresentada na reunião pela AMPID, pela conselheira nacional

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15 Iádya Gama Maio. Em 2009, a referida minuta foi discutida na 2ª reunião de seguimento em Buenos Aires e na 3ª reunião, em Santiago do Chile.

Além disso, decorrente desse movimento internacional, o Brasil produziu em 2007, o Plano de Ação para o Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa3 que trazia ações estratégicas a serem realizadas no período 2007-2010, tendo como foco a plena aplicação do Estatuto do Idoso e do Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento.

A Organização Pan-americana de Saúde promoveu a discussão sobre a Estratégia e o Plano de Ação para a Saúde dos Idosos, incluindo o Envelhecimento Ativo e Saudável (2007) nos quais estão definidas as prioridades para os países latino-americanos e caribenhos para o período 2009-2018. De acordo com este documento, em 2018, todos os países da Região deverão alcançar metas, especialmente em quatro áreas estratégicas:

- a inclusão da saúde dos idosos na política pública, com definição de um quadro legal e de um plano nacional de envelhecimento e saúde. O quadro legal deve estar baseado nos direitos humanos em relação à atenção dos idosos usuários dos serviços voltados para o cuidado de longo prazo. Até lá, cada plano nacional deve ter pelo menos uma aliança intersetorial estabelecida para sua execução;

- a adaptação dos sistemas de saúde aos desafios associados ao envelhecimento populacional e às necessidades de saúde dos idosos, com metas que incluem a promoção da saúde; a prevenção e manejo de doenças crônicas; e a otimização de serviços para os idosos de atenção primária em saúde;

- a capacitação de recursos humanos necessários ao atendimento das necessidades de saúde dos idosos: na forma de execução de programa de treinamento para os profissionais de saúde e para os cuidadores;

3 Preparado na gestão do Ministro Paulo Vannuchi, pela equipe técnica Maria Cecília Minayo (et al);Colaboradores Jurilza Mª. B. Mendonça (et al). Brasília: Presidência da República, Secretaria Especialdos Direitos Humanos, 40p.

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16 - o aperfeiçoamento da geração de informações necessárias à execução e à avaliação de atividades que melhoram a saúde dos idosos: sistema de vigilância e avaliação da saúde dos idosos; pesquisa em nível nacional sobre a saúde e o bem-estar dos idosos.

Fica patente que a realização de uma Convenção da ONU sobre o Envelhecimento será de extrema importância para o Brasil, fortalecendo sua liderança na temática, ao vincular ações e políticas para para a população idosa de todo o mundo.

2.3.2 O amparo legal4

A Constituição Federal no seu Art. 5º apresenta o idoso como um cidadão brasileiro de plenos direitos. No Art. 230, a família, a sociedade e o Estado dividem a responsabilidade de amparar as pessoas idosas. Porém, na prática, a pessoa idosa encontra amparo quase exclusivamente na esfera familiar, a qual cuida conforme os seus recursos ou a falta deles.

A Política Nacional do Idoso (Lei nº 8.842/1994) completa 18 anos, mas ainda não está implementada. No Poder Executivo, para falar da esfera Federal, a política se mostra rarefeita, descoordenada e insuficiente para a magnitude que representa o envelhecimento acelerado e crescente da Nação brasileira e o atendimento às demandas atuais de mais de 20 milhões de idosos. Vários dispositivos legais previstos nessa Política estão sendo descumpridos, como por exemplo:

- a capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços (Art. V);

- a implementação de sistema de informações que permita a divulgação da Política, dos serviços oferecidos, dos planos, programas e projetos em cada nível de governo (Art. 4º, VII);

- as ações governamentais determinadas no Capítulo IV relativas às competências dos órgãos e entidades públicas, nas áreas da Assistência

4 Obviamente, essa seção não pretende esgotar e não contempla a análise de toda a legislação pertinente à temática do envelhecimento e da pessoa idosa.

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17 Social, da Saúde, da Educação, da Justiça, da Cultura, do Esporte e do Lazer, dentre as quais destacam-se:

• Na Assistência Social: a criação de incentivos e de alternativas ao atendimento ao idoso, como centros-dia, casas-lares, entre outros e a capacitação de recursos para este atendimento (Art. 10, I, b e e);

• Na Saúde: a garantia do cuidado integral; o treinamento de equipes interprofissionais; a normatização de hospitais geriátricos; a inclusão da Geriatria em concursos públicos e a criação de serviços alternativos para a pessoa idosa (Art. 10, II, a, b, d, e, h);

• Na Educação: a adequação de currículos, metodologias e material didático aos programas educacionais destinados ao público idoso; a inclusão do conteúdo gerontológico nos currículos mínimos do ensino formal e superior; a criação de universidade aberta para terceira idade (Art. 10, III, a, b, c, f);

• Na Justiça: a garantia do direito à tramitação prioritária aos processos em que uma pessoa idosa figura como parte autora (Art. 71);

• Na área do Trabalho: o combate à discriminação da pessoa idosa no mercado de trabalho e o estímulo e a criação de programas de preparação para a aposentadoria nos setores público e privado (Art. 10, IV, a, c);

• Na área da Cultura, Esporte e Lazer: a garantia de participação da pessoa idosa nos processos de produção, reelaboração e fruição culturais; a valorização do registro da memória e sua atuação intergeracional; o incentivo aos programas de lazer, esporte e atividade física deste grupo (Art. 10, IV, a, d);

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18 - a submissão da proposta orçamentária direcionada à Política Nacional do Idoso ao CNDI (Art. 8º, V);

- a consignação de recursos financeiros necessários à implantação das ações afetas às áreas de competência dos governos federal, estaduais, do Distrito federal e municípios em seus respectivos orçamentos (Art. 19);

- a elaboração de proposta orçamentária pelos Ministérios da Saúde, Educação, Trabalho, Previdência Social, Cultura, Esporte e Lazer, visando ao financiamento de programas nacionais compatíveis com a PNI (Art. 8º, parágrafo único);

- as ações que assegurem ao idoso o direito de dispor de seus bens, proventos, pensões e benefícios, salvo nos casos de incapacidade judicialmente comprovada (Art. 10, § 1º).

O Decreto nº 1.948/1996 que regulamenta a Lei nº 8.842/1994 divide as competências entre os órgãos e entidades públicas para implantar a PNI. Porém, observa-se que as ações ali previstas não estão sendo cumpridas pelo Estado brasileiro, com destaque para:

- a capacitação de recursos humanos para o atendimento a idosos (Art. 2º, II);

- o estímulo à criação de formas alternativas de atendimento não-asilar (Art. 2º, IV);

- a promoção de eventos específicos para a discussão de ações relativas à velhice e ao envelhecimento (Art. 2º, V);

- a articulação intra- e interministeriais necessárias à implementação da Política Nacional do Idoso (Art. 2º, VI).

No próximo ano, o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) completa 10 anos. Sua promulgação foi comemorada pela população idosa como um grande avanço legal na garantia de direitos da pessoa idosa.

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19 O Estatuto, em seu Art. 3º, define que é obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.

Porém, esta norma também tem sido descumprida, pois não se verifica a garantia de prioridade estabelecida na preferência na formulação e na execução de políticas sociais públicas específicas (Art. 3º, Parágrafo único, II); na destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso (Art. 3º, Parágrafo único, III); na viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso com as demais gerações (Art. 3º, Parágrafo único, IV); na capacitação e reciclagem dos recursos humanos nas áreas de geriatria e gerontologia e na prestação de serviços aos idosos (Art. 3º, Parágrafo único, VI); no estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicossociais de envelhecimento (Art. 3º, Parágrafo único, VII).

Além de reconhecer o envelhecimento como um direito personalíssimo (Art. 8º), o Estatuto afirma que é obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade (Art. 9º).

Assim, a legislação brasileira é avançada, mas o país tem feito a opção de publicar leis para exigir o respeito a direitos que a própria Constituição estabelece. Disso decorre a falsa impressão de que a simples existência da lei, como por exemplo o Estatuto do Idoso, já seja suficiente para garantir direitos. Quando na realidade os direitos precisam ser respeitados e conquistados todos os dias, pela sociedade, pelo poder público, garantidos por políticas eficientes e protegidos pelas instituições, em um estado de direito. Não basta a letra da lei para garantir direitos. É necessária a sua materialização por meio da criação de estruturas institucionais, de orçamento, da capacitação de pessoas, dentre outros recursos administrativos e gerenciais.

(20)

20 2.4 Cenário interno do CNDI

O CNDI atua na função de controle democrático e de representante do interesse de toda a população brasileira, pessoas idosas e não idosas que trilham o mesmo caminho que resulta da duração da vida: envelhecem. Portanto, ao CNDI cabe insistir e exigir o reconhecimento do Estado e da sociedade sobre todas as questões afetas ao envelhecimento e à velhice.

Para alcançar sua visão/missão, o CNDI necessita relacionar-se com seus públicos de interesse, diretamente por meio de iniciativas e ações que garantam sua efetividade, tanto no ambiente interno (plenário, comissões, secretaria e colaboradores), quanto no ambiente externo (Ministérios, Conselhos, Ministério Público, Poderes Legislativo e Judiciário), conforme demonstrado na Figura 2.

Figura 2 – Públicos de interesse do CNDI

Atualmente, a Secretaria do CNDI é vinculada à SDH5 e, conta com apenas dois funcionários: uma secretária executiva/coordenadora geral do CNDI, em cargo comissionado, e uma auxiliar administrativo, cedida pelo

5Na gestão da Secretaria de Direitos Humanos, a Secretaria do CNDI é denominada de Coordenação Geral do CNDI, o que pode confundir e sugerir que ela exerça o papel de coordenar o Conselho, o que não é o caso.                           

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21 Ministério da Justiça. Cabe a essa Secretaria executar o que o CNDI determina, conforme Art. 40, I do Regimento Interno do Conselho.

No cenário interno do CNDI, dado o tamanho e a abrangência de suas responsabilidades, chama a atenção a extrema fragilidade organizacional e operacional deste Conselho para lidar com os múltiplos destinatários das políticas públicas.

Em fevereiro de 2011, no âmbito da Secretaria, foi discutido com a Secretaria do CNDI o planejamento do funcionamento interno do CNDI, estabelecendo as rotinas do Conselho, que incluíram a preparação de:

- plenárias do CNDI: envio com prazo da Convocação e Pauta a todos os conselheiros; fazer contatos com conselheiros titulares para organizar passagens e diárias; reservar salas; preparar os prismas com nomes; acompanhar a gravação e degravação das reuniões; encaminhar a publicação das Atas e Resoluções;

- reuniões das Comissões, conforme pauta definida com os respectivos Coordenadores;

- reuniões da Comissão Organizadora da 3ª Conferência Nacional;

- viagens da Presidência/mesa diretora e de conselheiros, a partir do contato com o responsável pelo evento e respectivo Conselho Estadual

- reuniões mensais da presidência ampliada do CNDI - reuniões do Fundo Nacional do Idoso

- cadastro de Conselhos e entidades

- preparação de eventos do CNDI, fazendo contatos com conselheiros titulares, emissão de passagens e diárias, reserva de salas, gravação e degravação, mídia, colocação de prisma com nomes.

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22 - fluxos com a SDH, especialmente no relacionamento do CNDI com as assessorias jurídica, Legislativa, de Comunicação, Ouvidoria, Coordenação Geral dos Direitos do Idoso e com os departamentos da SDH;

Também foi pensado em convidar a Ministra para participar de atividades comemorativas da pessoa idosa, tais como os dia 15 de junho e 1º de outubro de cada ano.

2.5. Temas Estratégicos

O CNDI definiu temas estratégicos para serem trabalhados nesta gestão e sugere firmemente que eles continuem a ser tratados pela próxima gestão do Conselho, conforme cronograma plurianual que se inicia em 2011 e finda em 2015. Os temas estão mostrados nas Figuras 3 e 4.

Figura 3 - Temas Estratégicos do CNDI 2011/2015 Orçamento Público

Federal voltado à Pessoa Idosa

Articulação com Poder Legislativo

Protagonismo da Pessoa Idosa

Fundo Nacional do Idoso

Legislação, adequação e efetivação da Política Nacional do Idoso Controle social: articulação, capacitação e formação de novos Conselhos Conferência Nacional

dos Direitos do Idoso

PNDH3, Envelhecimento e Intergeracionalidade Direito de acesso a informações Políticas Públicas de Cuidado (ILPI, cuidadores, centros-dia, entre outros) Políticas de Promoção, Proteção e Defesa de Direitos da Pessoa Idosa

Articulação com Ministério Público, Defensoria Pública e Poder Judiciário Adequação e articulação da rede nacional de promoção e defesa dos direitos da pessoa idosa

Acessibilidade e transporte coletivo (urbano, intermunicipal e interestadual) Políticas de inclusão da Pessoa Idosa - LGBT, Pessoas com deficiência, Mulher, Igualdade Racial

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TEMA ESTRATÉGICO RELEVÂNCIA MACRO-OBJETIVOS

1 - Conferência Nacional dos Direitos do Idoso

A CNDPI é oportunidade e espaço democrático para a pessoa idosa:

- exercer seus direitos de cidadania; bem como - analisar, discutir, refletir, avaliar e propor políticas públicas.

A partir de suas deliberações, o CNDI conhece as demandas prioritárias para a população idosa e deve supervisionar, acompanhar e avaliar a implementação das políticas públicas.

A cada CNDPI: planejar, organizar, realizar e avaliar a Conferência Nacional; Consolidar, publicar suas deliberações, bem como fiscalizar sua

implementação, conforme artigo 55 do Estatuto do Idoso

Criar um grupo de trabalho permanente para planejar, organizar, executar a Conferência; estabelecer

indicadores para avaliar a Conferência. Obter do GT o compromisso do repasse de

informações para o grupo de trabalho da nova gestão 2012 - 2014.

2 - Fundo Nacional do Idoso

O FNI é uma ferramenta para defender a absoluta prioridade dos direitos da pessoa idosa à vida, à saúde, à educação e ao aperfeiçoamento, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e a convivência familiar e comunitária.

Gerir o Fundo Nacional do Idoso.

Orientar e sensibilizar os Estados, Municípios e sociedade civil sobre o FNI.

3 - Orçamento Público Federal voltado à Pessoa Idosa

Assegurar as diretrizes da Política Nacional do Idoso na LDO e os recursos financeiros conforme legislação e normas vigentes no orçamento público, anual e plurianual segundo as prioridades estabelecidas e aprovadas em Assembléia Geral do Conselho de Direito do Idoso

Potencializar a atuação dos conselheiros e membros do sistema de garantia de direitos da pessoa idosa para a elaboração do plano de ação; plano de aplicação; proposição de gestão orçamentária (PPA, LDO e LOA). Elaborar o Plano Integrado Nacional de Ação do Idoso com metas e respectivos recursos financeiros.

Criar e fortalecer os conselhos garantindo-lhes a autonomia plena, com dotação orçamentária,

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24

recursos financeiros, infra-estrutura e capacitação continuada necessárias ao exercício das atribuições estabelecidas na legislação vigente para que

fiscalizem e monitorem a execução orçamentária.

TEMA ESTRATÉGICO RELEVÂNCIA MACRO-OBJETIVOS

4 - Legislação sobre a pessoa idosa

O CNDI atribui relevância máxima a este tema e reconhece o avanço jurídico (CF 88/PNI 8.842/94; LOAS 8.743/93; Estatuto do Idoso 10.741/03) sobre o tema, todavia o não cumprimento do que reza todas as legislações não garante a efetividade das políticas públicas voltadas à pessoa idosa.

Sensibilizar os três poderes, nos três níveis (Federal, Estadual/DF e Municipal) para o cumprimento da legislação.

Empoderar; Capacitar; Fazer cumprir; Aperfeiçoar a legislação vigente sobre a pessoa idosa; e Suprir lacunas e omissões legais.

5 – Interpretação do Estatuto do Idoso

O Estatuto do Idoso é um instrumento que a pessoa idosa tem para defender seus direitos. Ele empodera e possibilita o exercício da cidadania. É necessário que cada vez mais a pessoa idosa e toda a sociedade tenha informação e apropriação dos significados dos direitos previstos no Estatuto, tendo em vista que ele não está sendo cumprido em sua integralidade.

Propor ao Legislativo atualização, mudanças e revisão do Estatuto do Idoso, nos artigos considerados necessários (Ex.: art. 35).

Impulsionar ações em todas as esferas para que as pessoas idosas tenham condições efetivas de defender seus direitos (cidadania).

Divulgação nos espaços midiáticos e culturais do Estatuto do Idoso.

Criar mecanismos que possibilitem o acesso ao Estatuto do Idoso conjuntamente com a entrega do Registro de Identidade Civil aos maiores de 60 anos. 6 - Adequação da Política

Nacional do Idoso

A adequação permite ao CNDI: assegurar sua posição de vanguarda, conforme os seus valores (inovação, pró-atividade); acompanhar a realidade;

Promover uma escuta na 3ª CNDPI (Ouvidoria – “Ad Hoc”) com foco na adequação;

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impulsionar novos direitos, revendo questões ainda não contempladas, visando à qualidade de vida da pessoa idosa; estar alinhado com as demandas da sociedade, que é dinâmica.

Propor as adequações da PNI com base na conferência.

7 - Políticas Públicas de Cuidado (ILPI, cuidadores, centros-dia...)

- Instituir parâmetros nos Serviços de Proteção e Atenção ao Idoso, com vistas assegurar atendimento qualificado e justo.

– levantamento da oferta de políticas para idosos nos diferentes contextos (indígena, quilombola,

ribeirinhos, pescadores, rural, urbano etc...). – promover escuta qualificada das demandas de grupos idosos através de grupos focais, rodas de conversa, fóruns de discussão.

– promover a capacitação continuada de conselheiros.

– incentivar a formação e capacitação continuada de gestores, agentes sociais, cuidadores, pesquisadores e comunidade acadêmica que atuam na área de atendimento à pessoa idosa.

– articular a rede pública e privada para intensificar o monitoramento, acompanhamento e fiscalização de denúncias contra idosos.

– utilizar os espaços e servidores da rede pública federal, disponíveis nas diversas regiões brasileiras para suporte e apoio nesse monitoramento e fiscalização.

– fomentar a elaboração de manuais, cartilhas e orientações adaptados às realidades culturais locais.

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8 - Políticas de promoção, proteção e defesa de direitos da pessoa idosa

Garantir a transversalidade na implementação das políticas de direitos humanos nas instâncias pública e privada.

Constituir e articular rede de serviços que envolva ações e programas para garantia da promoção, proteção e defesa dos direitos da pessoa idosa, coordenando e promovendo diálogo e participação entre governo e sociedade.

9 - Articulação da RENADI Fundamental para a atuação no enfrentamento à violência e no trabalho intersetorial.

Identificar, constituir, criar, articular, potencializar os participantes da rede para sua atuação.

10 - PNDH3, Envelhecimento e Intergeracionalidade

O PNDH3 é uma das bases legais para o direcionamento das ações do CNDI.

Compreender o fenômeno do envelhecimento é importante sob o ponto de vista demográfico e para preparar a sociedade para novos paradigmas que incluam e integrem o idoso à sociedade brasileira. A questão da intergeracionalidade é o norte de uma sociedade para todos onde haja oportunidades de convivência entre as gerações, valorizando o papel de todos os grupos (infância, juventude, vida adulta e velhice).

Conhecer , promover, fiscalizar a implementação das propostas contidas no PNH-3 que dizem respeitos aos direitos idosos, bem como publicizá-lo

Criar um ambiente propício à produção, disseminação e difusão de estudos que tenham como foco e objeto o fenômeno do envelhecimento, bem como promover espaços democráticos que possibilitem o amplo debate sobre esse assunto.

Prevenir e enfrentar a violência contra a pessoa idosa, promovendo uma cultura de paz entre as gerações.

capacitação para os conselheiros do sobre as interfaces entre o fenômeno do envelhecimento e o PNDH3;

- Incluir a questão da intergeracionalidade no caderno de debates da 3ª Conferência;

- Levantamento das principais ações dos órgãos governamentais e da sociedade civil, com assentos no CNDI, com relação à promoção dos direitos dos

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idosos.

Procurar a secretaria de diversidades (SECAD-MEC) e o Comitê Nacional de Direitos Humanos para articular a temática do envelhecimento.

11 - Políticas sobre Pessoa Idosa: LGBT, com

deficiência, Mulher, de Igualdade Racial

Reconhecimento da diversidade na velhice. É

importante uma aproximação do CNDI com este tema e com os demais conselhos para garantir o pleno exercício do envelhecimento digno pelos cidadãos nessa diversidade.

Realizar reunião conjunta anual do CNDI com outros conselhos e comissões para conhecer as ações e os pontos de convergência dentro dos direitos humanos. Sensibilizá-los para a inclusão da temática do idoso em suas ações e vice-versa. Aproximar-se dos ministérios e secretarias que abordam estas

questões. Realizar teleconferência e posteriormente um seminário e publicação conjunta sobre o

envelhecimento da diversidade”. Trabalhar este tema na 4ª CNDPI.

12 - Acessibilidade e transporte coletivo (urbano, intermunicipal e

interestadual) da população idosa

A pessoa idosa deve ter respeitado seu direito de ir e vir. A acessibilidade e o transporte de qualidade garantem um envelhecimento com qualidade e

dignidade de vida. O CNDI deve divulgar e garantir os direitos dos idosos ao transporte e à acessibilidade.

Levantar as ações realizadas pelos Ministérios da Cidade e Transporte e ANAC; e a CNTT, ANTT e ANTAC na garantia dos direitos do idoso ao transporte e acessibilidades.

Procurar os Ministérios da Cidade e Transporte e ANAC; e a CNTT,SEST, SENAT, ANTT e ANTAC identificando sinergias e buscando espaços para parcerias entre os órgãos.

Acompanhar, junto à Autoridade pública Olímpica competente, a preparação das ações de

acessibilidade e transporte voltadas ao idoso. Acompanhar a elaboração do PPA no que tange ao

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tema da acessibilidade e transporte.

Sensibilização, talvez conjunta com a CNTT, para a garantia dos direitos dos idosos passageiros usuários de transporte.

13 - Controle social: articulação, capacitação e formação de novos Conselhos

É por meio do controle social que a sociedade civil, investida de protagonismo, exercerá influências nas agendas governamentais. O controle social possibilita que as demandas da sociedade adquiram relevância pública.

Tornar o CNDI mais representativo:

- Demandar aos ministérios a designação de

representantes e investidos com poder de decisão; e dos representantes da sociedade civil maiores investimentos na mobilização junto ao segmento que ela representa;

- Aplicar o art.15 do regimento interno do CNDI, quanto da ocorrência das faltas dos conselheiros; Definir, na 3ª CNDPI, ordenamento normativo unificando a duração do mandato dos conselheiros, período de posse nas três esferas de governo; Promover a articulação sistemática do CNDI com os conselhos estaduais e municipais e demais conselhos de direitos e de políticas setoriais;

Definição de plano nacional de capacitação

sistemática e periódica de conselheiros para as três esferas de governo com recursos previstos no orçamento da União, com capacitação para

conselheiros federais, estaduais, das capitais e das regiões metropolitanas;

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todos os municípios com mais de 100.000 habitantes; com mais de 50.000 habitantes; com mais de 25.000 habitantes; até a constituição de conselhos de idosos em todos os municípios.

Realização de seminário para discutir e definir a re-estruturação do CNDI

14- Articulação com Poder Legislativo, Ministério Público e Poder Judiciário

Considerando que é dever do Estado Brasileiro assegurar os direitos humanos da pessoa idosa, a articulação com os poderes Legislativo e Judiciário e também como Ministério Público é uma condição indeclinável para a efetivação de tais direitos.

Articulação de uma Frente Parlamentar (Nacional) em Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e propor, na 3ª CNDPI, a articulação no âmbito dos estados de frentes parlamentares de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. Re-articular as frentes parlamentares a cada mudança de mandato.

Dialogar e construir uma agenda conjunta de ações e procedimentos junto aos conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público;

Mobilização dos Conselhos Estaduais para

constituição de Frentes Parlamentar (Estadual) em Defesa da Pessoa Idosa e para dialogar e construir uma agenda conjunta de ações e procedimentos junto aos conselhos superiores do Poder Judiciário e do Ministério Público;

15- Protagonismo da Pessoa Idosa

O exercício do controle social e a participação, na perspectiva da cidadania, somente são possíveis mediante um amplo investimento na constituição de sujeitos protagônicos.

Propor, junto ao Ministério da Educação, o

desenvolvimento de programa nacional que inclua o tema do envelhecimento nos processos educativos do ensino fundamental ao 3° Grau, em consonância com o art.22 do Estatuto do Idoso;

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programa nacional de incentivo à organização sócio-política de pessoas idosas, com especial atenção aos beneficiários do BPC, inicialmente incluindo idosos residentes nas capitais e regiões metropolitanas; e posteriormente, os residentes em municípios com 100.000 ou mais habitantes; com 50.000 ou mais habitantes; com 25.000 ou mais habitantes; até a inclusão de todos os municípios brasileiros.

Articular e consolidar, junto ao Ministério do Trabalho, a organização de programas de profissionalização especializada para idosos, conforme o art. 28, I do Estatuto do Idoso;

Investir na ampliação da participação dos idosos usuários das políticas sociais, particularmente da política de assistência social na 4ª CNDPI e consolidar sua participação na 5ª CNDPI.

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31 2.6 Princípios Direcionadores

Para exercer seu papel de controle social e tornar-se referência nacional na defesa de direitos da pessoa idosa, todas as ações do CNDI deverão estar alinhadas com as seguintes perspectivas de atuação:

- Poder de influência: fazer com que as suas decisões sejam efetivamente observadas pelos destinatários de seus efeitos, de forma obrigatória. Principalmente, pelo Poder Executivo, nos três níveis de governo, bem como no Judiciário, como pressuposto do seu caráter institucional deliberativo de controle social assegurado constitucionalmente;

- Atuar junto ao Legislativo na defesa das demandas da sociedade, por meio da efetiva participação na proposição e acompanhamento das matérias legislativas;

- Aproximar-se dos Conselhos Estaduais e do Distrito Federal, estimulando a interação destes com os Conselhos Municipais de Idosos.

- Políticas eficientes: o Poder Executivo, nas três esferas de governo, deve implementar a PNI e cumprir o Estatuto do Idoso, o que supõe a garantia da estruturação de uma rede interinstitucional com competências e processos definidos de promoção, defesa e garantia dos direitos dos idosos, com ações descentralizadas, organizadas tendo como foco o município, o apoio estadual/distrital e as diretrizes nacionais.

- Monitoramento: cada ação terá indicadores de processo e de resultados para o monitoramento e avaliação do desempenho do Plano Estratégico do CNDI, para medir a evolução dos resultados.

2.7 Planos de Ação

No processo de elaboração do Planejamento Estratégico, os conselheiros se reuniram e cada Comissão Permanente debateu e construiu um plano de ações, a partir dos quais foram elaboradas figuras esquemáticas, apresentadas a seguir (Figura 5).

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32 Figura 5 – Conjunto de estratégias CNDI 2011-2015

CONJUNTO DE ESTRATÉGIAS CNDI 2012-2015

Investimento do governo e da sociedade

Estruturação e Fortalecimento CNDI, CEI e CMI Integração nacional com respeito às diferenças regionais Divulgação e respeito aos direitos

dos idosos Valorização da pessoa idosa e da velhice ativa PPA 2012-2015 Agenda do CNDI Metas e Resultados Protagonismo da Pessoa Idosa

Depreende-se da grandeza deste Planejamento Estratégico a colaboração de todos os conselheiros que dele participaram e o compromisso dessa gestão com a defesa dos direitos da pessoa idosa.

Esse Planejamento reflete a esperança e a motivação de todos e a crença no papel da democracia participativa na defesa do direito constitucional que assegura a participação do povo na fiscalização do governo eleito pelo povo e no aprimoramento das políticas públicas, a partir da compreensão de seu maior interessado: o povo que se prepara ou já experimenta o processo de envelhecer neste país.

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Figura 7 – Plano Estratégico CNDI 2011-2015 (Plenário, Comissões, Secretaria)

Referência nacional na promoção, defesa e garantia dos direitos dos idosos

PODER DE INFLUÊNCIA

POLÍTICAS PÚBLICAS EFICIENTES

CNDI

PL A N O ES T R A T É G IC O 2 0 11 -2 0 1 5 (P le n á ri o , C o mi s s õ e s , S e c re ta ri a )  Idosos Valorizados e Respeitados Efetivo Controle Social Instituições promotoras da cidadania Conselhos atuantes e efetivos Sociedade preparada para a velhice Protagonismo da Pessoa Idosa Valorização da velhice Investimento do poder público Divulgação de Direitos Estruturação e fortalecimento CNDI, CEI, CMI

Integração nacional

Articulação

CNDI, CEI, CMI Investimento da sociedade Articulação CNDI e órgãos de defesa Articulação CNDI e Conselhos Setoriais Transparência Pacto intergeracional Influência do CNDI no Legislativo Interface CNDI e Judiciário Efetividade Continuidade Publicidade Conquista do envelhecimento ativo Apoio à Família Autonomia dos Conselhos

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34 Figura 8 – Plano Estratégico CNDI 2011-2015 – Ações de curto e médio prazos

Referência nacional na promoção, defesa e garantia dos direitos dos idosos

PODER DE INFLUÊNCIA POLÍTICAS PÚBLICAS EFICIENTES

 Idosos Valorizados e Respeitados Efetivo Controle Social Instituições promotoras da cidadania Conselhos atuantes e efetivos Sociedade preparada para a velhice               Criação de mecanismos de vinculação do Executivo e Judiciário                     Criação de mecanismos de influência no Legislativo AÇ Õ ES D E C U R T O E M ÉD IO PR AZ O S

CNDI

PL AN O EST R A T ÉG IC O 2 0 11 -2 0 1 5 (P le n á ri o , C o m is s õ e s , S e c re ta ri a )

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35 Figura 9 – Plano Estratégico do CNDI (Gestão 2010-2012)

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