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Caracterização de alunos da Escola da Praia da Vitória, Açores: IMC, hábitos alimentares, exercício físico e aptidão física

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Academic year: 2021

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Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

RELATÓRIO DA ATIVIDADE PROFISSIONAL

CARACTERIZAÇÃODE ALUNOS DA ESCOLA DA PRAIA DA VITÓRIA, AÇORES: IMC, HÁBITOS ALIMENTARES, EXERCÍCIO FÍSICO E APTIDÃO

FÍSICA

Fernando Manuel Dos Reis Malheiro

Orientadoras:

Sandra Celina Fernandes Fonseca Eduarda Maria Rocha Teles de Castro Coelho

VILA REAL

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Fernando Manuel Dos Reis Malheiro

CARACTERIZAÇÃO DE ALUNOS DA ESCOLA DA PRAIA DA VITÓRIA, AÇORES: IMC, HÁBITOS ALIMENTARES, EXERCÍCIO FÍSICO E APTIDÃO

FÍSICA

Orientadoras:

Sandra Celina Fernandes Fonseca Eduarda Maria Rocha Teles de Castro Coelho

VILA REAL

2015

Relatório da Actividade Profissional, ao abrigo da Recomendação CRUP, com vista à obtenção do grau de Mestre no Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

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DEDICATÓRIA

Aos meus pais, exemplos de força e abnegação, bases da minha educação,que semearam e cuidaram com atenção e carinho o meu crescimento pessoal e profissional. À minha filha que na sua terna idade não pude estar com ela em alguns momentos.

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AGRADECIMENTOS

Este espaço destina-se àqueles que, embora de formas diferentes, contribuíram paraque esta dissertação fosse realizada mesmo em alturas onde a minha saúde esteve mais debilitada. A todos eles, deixo os meus agradecimentos sinceros.

À minha orientadora, Professora Doutora Sandra Celina pelo rigor da sua orientação,compreensão e disponibilidade manifestadas em todas as ocasiões que precisei.

Aos meus colegas de Educação Física, pela colaboração prestada no rastreio do peso ealtura dos alunos e no preenchimento do questionário dirigido para os mesmos.

Aos diretores de turma e outros professores, pela prontidão com que se disponibilizaram a ajudar na correção do trabalho profissional, a professora de Português Maria do Céu e o professor José Saldanha.

À minha irmã Brígida e à minha mulher Lídia pelo apoio e pelo encorajamento constante e partilha de conhecimentos. Aos meus irmãos, pela compreensão e por acreditarem em mim.

Aos Diretores de conselhos executivos que deixaram entregar os questionários para professores e alunos, particularmente na Escola Básica Integrada Praia da Vitória, a escola onde o estudo foi realizado, pela colaboração no apoio logístico, para a recolha de dados.

Aos pais dos alunos que autorizaram a sua participação, viabilizando, assim, o estudo.

Aos alunos participantes, pela colaboração, disponibilidade, empenho e responsabilidade demonstrados; sem eles, esta investigação não teria acontecido.

Aos amigos, pelo encorajamento nos momentos mais difíceis.

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Resumo

A obesidade encontra-se essencialmente ligada a maus hábitos alimentares e a baixos níveis de atividade físicae mudanças no estilo de vida. Estudos demonstram, que jovens portugueses apresentam os piores indicadores, com 11 anos tem 32% de peso a mais, sendo 31% dos rapazes e 18% das raparigas, dados da Organização Mundial da Saúde. O presente estudo pretendeu avaliar a amostra constituída por 635 alunos, 248 do 1º cicloe 387 do 2º ciclo entre os 7 e os 16 anos de idade, da Praia da Vitória na Ilha Terceira, nos Açores que tinham sobrepeso e obesidade e que apresentavam mais sintomatologia, do que os indivíduos saudáveis com peso normal nos testes de Aptidão física. E um questionário dirigido aos alunos se fazem uma boa alimentação, se tem comportamentos ligados ao sedentarismo e se praticam alguma atividade física e desporto. O tipo de estudo é descritivo e transversal. Apostando para algumas recomendações, um contributo visando uma melhor qualidade de vida com ajuda da Educação Física e outras atividades lúdicas, novas estratégias de prevenção e combate à obesidade, mais horas de exercício físico desportivo por dia, diminuir o peso e obesidade, promover o bem estar físico e psicológico, reduzir riscos de desenvolver doenças, prevenir comportamentos de risco. Na alimentação consumir alimentos procurando uma alimentação equilibrada à base legumes, peixe e frutas. Redução de Sedentarismo através de estilos de vida mais saudáveis, menos televisão e computador e uma atividade física diária regular.

Palavras-chave: IMC, HÁBITOS ALIMENTARES, EXERCÍCIO FÍSICO E APTIDÃO FÍSICA

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ABSTRACT

Obesity is mainly linked to bad food habits and low levels of physical activity and/or lifestyle changes. Research shows that Portuguese young people share the worst indicators, with 32% overweight among eleven year olds, as the applied physical surveys have shown through the given questionnaires on the students’ food habits and consumption routines. This descriptive and comprehensive study aims to evaluate one sampling of overweighted and obese primary and intermediate school students between 7 and 16 years old from Praia da Vitória, Terceira Island, in the Azores, and tries to offer some contribution to a better, healthier lifestyle, by specifying some prevention strategies, enhancing physical exercise, reducing hazardous behavior and preventing risk activities. It also hints to a good diet practice and glances to the reduction of sedentarianism.

Keywords: BMI (Body Mass Index), EATING HABITS, PHYSICAL EXERCISE and PHYSICAL APTITUDE

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Lista de siglas, acrónimos e abreviaturas

CE – Comissão Europeia

DGS – Direção Geral de Saúde HC – Hidratos de carbono

IMC – Índice de Massa Corporal

NCHS – National Centre for Health and Statistics

OMS – Organização Mundial de Saúde

PNCO – Programa Nacional de Combate à Obesidade

QdV – Qualidade de vida

QVRS – Qualidade de Vida Relacionada com a Saúde

WHO – World Health Organization

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INDÍCE

RELATÓRIO DE ATIVIDADE PROFISSIONAL...1

ESTUDO DESENVOLVIDO (CARACTERIZAÇÃODE ALUNOS DA ESCOLA DA PRAIA DA VITÓRIA, AÇORES: IMC, HÁBITOS ALIMENTARES, EXERCÍCIO FÍSICO E APTIDÃO FÍSICA)………..……..5

INTRODUÇÃO...6 I- ENQUADRAMENTO TEÓRICO...7 I.1-OBESIDADE...8 I.2-ALIMENTAÇÃO...…………...15 I.3-SEDENTARISMO...17 I.4-ATIVIDADE FÍSICA...18

I.5- APTIDÃO FÍSICA ...21

II - METODOLOGIA ...23

II.1- TIPO DE ESTUDO E AMOSTRA ...23

4II.2- OBJETIVOS ...24

II.3- RECOLHA DE INFORMAÇÃO...24

II.4-TRATAMENTOS ESTATÍSTICOS...24

II.5-PROCEDIMENTOS ÉTICOS ...24

III - APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DE RESULTADOS…………...…………..26

III.1-IMC ...26

III.2- APTIDÃO FÍSCA...27

III.3- COMPORTAMENTOS ALIMENTARES...32

III.4- EXERCÍCIO FÍSICO ...35

IV - CONCLUSÃO...37

REFERÊNCIAS BLIOGRÁFICAS...40

ANEXOS...45

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TABELAS

Tabela 1 - Classificação de Obesidade...8

Tabela 2 -Indicadores percentis de massa corporal (IMC), idade e género...9

Tabela 3 - OMS - médias por idades e género com Obesidade na Europa...11

Tabela 4- IMC, 1º Ciclo...23

Tabela 5- IMC, 2º Ciclo...23

Tabela 6- IMC 1º Ciclo por anos de escolaridade...26

Tabela 7- IMC 1º Ciclo...26

Tabela 8 - IMC no 2º Ciclo...26

Tabela 9- Limites Flexibilidade...27

Tabela 10- Pontos de corte para o Teste de físico Força média abdominal...28

Tabela 11-Pontos de corte para o Teste físico Resistência...29

Tabela 12-Pontos de corte para o Teste físico Velocidade Cárdiorespiratório...30

Tabela 13- Alimentação...32

Tabela 14- Prática exercício físico fora da escola...35

Tabela 15- Prática de exercício físico diário………...35

Tabela 16- Tempo de exercício físico semanal………...,...35

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FIGURAS

FIGURA 1-Formulado Índice de massa corporal (IMC) ...9

FIGURA 2 e 3- IMC Indicador de crescimento por género ...10

FIGURA 4 -Doenças Associadas à Obesidade ...12

FIGURA 5 - Complicações Médicas da Obesidade...13

FIGURA 6 -Nova Roda dos Alimentos ...15

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No exercício da profissão como docente há quase 13 anos, comecei a lecionar no concelho Terras de Bouro, na Escola E B 2,3/S Padre Martins Capela - Terras de Bouro - Gerês em 2003 – 2004 com um horário de 6 horas entre novembro até ao fim do ano letivo, seguidamente dei aulas noagrupamento de escolas da Trofa; no Porto no agrupamento de escolas do Amial, em Lisboa dois anos, um em Queluz – Monte Abraão e segundo ano no Agrupamento de Escolas da Ajuda, em horários incompletos de entre 12 e 14 horas. Em 2008–2009 candidatei-me a dar aulas nos Açores e estive no Agrupamento de Escolas, Básica Integrada da Horta, como professor de Educação Física, grupo 260. Em 2010 Agrupamento Escolas EB 2,3 da Povoação – São Miguel. Em 2011 estive no Agrupamento Escolas EB 2,3 e secundária da Graciosa. Em 2012 e 2013 estive a lecionar na ilha de Santa Maria no ano letivo de 2013/2014 fiquei um ano desempregado e no ano letivo 2014/2015 fiquei colocado no Agrupamento Escolas Escola Básica Praia da Vitória, em 2015 – 2016 com horário incompleto, por ultimo, e atualmente estou a lecionar no grupo de 260 na Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo com horário incompleto até 31 de agosto.

No ano letivo de 2014/2015 fiquei colocado no Agrupamento escolas Escola Básica Praia da Vitória, tive como objetivo no exercício das minhas funções de docente estabeleceruma boa relação interpessoal com todos os intervenientes nosistema educativo, nomeadamente com os professores, alunos, encarregados de educação e funcionários. Foi importante manter uma comunicação estreita sempre que necessário com os encarregados de educação sobre o aproveitamento escolar do aluno.

Como diretor de turma procurei ser um interlocutor promovendo o diálogo entre encarregados de educação, e professores no que respeita aplicação das medidas disciplinares e seu cumprimento. Criar estratégias, tendo como principal objetivo resolver problemas do aluno em contexto escolar e familiar. Esforcei-me para fazer chegar o mais rápido possível, documentação aos órgãos da escola e vice versa. Foi importante a colaboração do encarregado de educação para estabelecer e informar sobre iniciativas, jogos de convívio e intercâmbio desportivo escolar, desenvolver um clube como núcleo de desporto de xadrez,com vista à obtenção de resultados no processo educativo, lúdico e pedagógico.

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No trabalho desenvolvido durante o ano no grupo de ensino 260 e relativo à minha planificação diária, mensal e anual para o 1º ciclo no 4º ano da turma A e B do Ensino Básico e no 2º ciclo a várias turmas, (5º G; 5ºH; Pré Prof – Uneca; 6º Oportunidade II) e a Formação Cívica, procurei desenvolver estratégias que ajudassem os alunos no seu desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem, para isso, foi importante manter um diálogo com os alunos e encarregados de educação, incentivando à participação de forma ativa perante os problemas em muitos deles de excesso de peso ou obesidadeem atividades escolares e extra escolares, nos núcleos de desporto e nasatividades desportivas escolares. Foi-lhes incutido o espírito crítico e pelo trabalho em grupo, a curiosidade promovendo a sua auto estima e confiança. Ajudei ainda os alunos em gestos técnicos nas várias disciplinas e modalidades que permitiram aprender exercitar e consolidar as modalidades aprendidas durante o ano letivo. Foi possível minimizar as dificuldades que os alunos revelavam depois das aulas num ou outro exercício e demonstrar como se fazia por diversas vezes, sendo notória evolução positiva dos alunos do desempenho na prática desportiva como se foi verificando no correr do terceiro período.

Pela informação recolhida junto da biblioteca e meios de comunicação foi possível constatar que na Praia da Vitória, uma cidade e concelho localizada na parte leste da Ilha Terceira, no grupo central do Arquipélago dos Açores na Região Autónoma dos Açores, a cidade conta com cerca de 6 600 habitantes. É sede de um município com 162,29 km² de área e 21 035 habitantes (2011). A Terceira a sua população é de 55833 habitantes (censo de 2001). Grande parte da população tem o seu rendimento na pecuária e nos serviços. A criação animal é muito importante na economia terceirense com muitos trabalhadores ligados a este setor de atividade. Subdividido em 11 freguesias o município, um dos dois da ilha, é limitado a sul e oeste pelo município de Angra do Heroísmo e pelo oceano Atlântico a norte e a leste. Durante o percurso do ano letivo elaborei um relatório no âmbito da atividade profissional, um estudo subordinado ao tema “CARACTERIZAÇÃO DE ALUNOS DA ESCOLA DA PRAIA DA VITÓRIA, AÇORES: IMC, HÁBITOS ALIMENTARES, EXERCÍCIO FÍSICO E APTIDÃO FÍSICA” suscitou em mim uma vontade

crescente em compreender e estudar esta problemática no sentido de alertar as pessoas e os jovens que sofrem de excesso de peso e obesidade, cada vez mais vista como uma das maiores ameaças deste século, originando problemas diversos do tipo cardiovasculares, cancro, diabetes e doenças respiratórias entre outras. Neste estudo

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consta testes de Aptidão Física para estudar o índice de massa corporal (IMC) entre outros testes físicos, um questionário dirigido aos alunos desta escola do 2º ciclo com o intuito de saber se os alunos tem uma alimentação equilibrada e se praticam exercício físico.

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ESTUDO DESENVOLVIDO

CARACTERIZAÇÃO DE ALUNOS DA ESCOLA DA PRAIA DA VITÓRIA, AÇORES: IMC, HÁBITOS ALIMENTARES, EXERCÍCIO FÍSICO E APTIDÃO

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INTRODUÇÃO

Excesso de peso e obesidade são definidas pela Organização Mundial de Saúde (WHO,2011), como anormal ou excessivo acúmulo de gordura que podem prejudicar a saúde. Problemas relacionados com a nutrição e saúde em crianças e jovens são causas cada vez mais significativas de incapacidade e prematura morte no mundo (WHO,2010).

O aumento global da prevalência de excesso de peso e obesidade são atribuíveis a uma série de fatores, incluindo uma mudança global na dieta com o aumento da ingestão de alimentos altamente energéticos, ricos em gordura e açucares, mas pobres em vitaminas, minerais e outros micronutrientes e, uma tendência para a diminuição da atividade física, devido à natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de trabalho, mudança dos meios de transporte e urbanização crescente.

Apesar do acumular de investigações no sentido da confirmação da importância da atividade física na saúde, as tendências atuais demonstram um aumento do sedentarismo nas sociedades desenvolvidas. Em paralelo com este sedentarismo generalizado das populações ocidentais, a prevalência de obesidade tem também aumentado dramaticamente, tendo sido considerada pela OMS, a epidemia do século XXI (Padrez, 2002;WHO,2009).

A chave do sucesso para evitar o excesso de peso e a obesidade, é conseguir um balanço energético entre as calorias consumidas e as calorias ingeridas. Para alcançar este objetivo, as pessoas podem limitar o consumo de energia a partir de gorduras; aumentar o consumo de frutas e legumes bem como grãos integrais e limitar a ingestão de açúcares. A preocupação da inserção da prática desportiva no estilo de vida baseia-se principalmente nos motivos benéficos que esta tem para a saúde, e também porque a sua falta traduz um risco para um vasto leque de doenças, nomeadamente, a obesidade. Não devemos esquecer que qualquer prática desportiva diária, ainda que superficial, é sempre melhor do que nenhuma.

Assim, o objetivo principal deste estudo será caracterizar uma amostra de alunos da Praia da Vitória, nos Açores, quanto à prevalência de obesidade, comportamentos alimentares, hábitos de vida e exercício físico e aptidão física.

Este trabalho está organizado em 4 capítulos. No atual, e primeiro capítulo, incluímos a formulação do problema e do objetivo central da investigação. O segundo capítulo apresenta

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a revisão da literatura. No terceiro capítulo descrevemos os procedimentos utilizados na investigação. No quarto a apresentação e discussão dos dados obtidos, e no quinto capítulo apresentamos as conclusões da investigação.

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I - Enquadramento teórico

I.1-Obesidade

A obesidade define-se como um aumento da quantidade de gordura (triglicéridos) acima da proporção considerada normal. O excessivo conteúdo de tecido adiposo implica um aumento de peso, pelo que muitas vezes se confunde a Obesidade com excesso de peso (Mateos, 1984).

A Organização Mundial de Saúde define a obesidade como uma doença em que o excesso de gordura corporal pode atingir vários estados e graus de poder afetar a saúde dos indivíduos (Sérgio, et al.,2005).

Excesso de gordura que resulta de sucessivos balanços energéticos positivos, isto é, em que a quantidade de energia ingerida é superior à quantidade de energia gasta. A obesidade é considerada uma doença crónica, sendo um dos principais problemas de saúde pública do século XXI. O aumento de riscos está relacionado não apenas com a quantidade de gordura corporal total, e a forma como a gordura está distribuída, especialmente na região abdominal. Por outro lado, a gordura produzida em menos quantidade também representa um risco para a saúde, todo o corpo necessita de uma percentagemcerta para a manutenção das funções fisiológicas normais (Walk´in, 2015). A origem desta situação parece estar associada a padrões de comportamento alimentar em que se destaca o consumo cada vez maior de energia e calorias, açucares, gorduras e sal.

Classificação: O excesso de peso ou a obesidade em adultos recorrendo ao índice de Massa Corporal (imc). O IMC é a relação entre o peso (kg) dividido pelo quadrado da a altura(m)2 (Walkinclinics, 2012).

Tabela 1 - Classificação de Obesidade

Indice de Massa Corporal Classificação

<18,5/m2 Baixo Peso

18,5-24,9Kg/m2 Normal

25,0-29,9 kg/m2 Excesso de Peso

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Composição corporal é a soma das massas óssea, muscular, gorda e residual (outros tecidos), que podem sofrer alterações com o exercício físico. A forma mais recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC, recomendado pela OMS. e obtêm-se o IMC através da seguinte fórmula, (Walk´in; 2015) .

O IMCé uma medida internacional usada para calcular se uma pessoa está no peso ideal. Tal índice foi desenvolvido pelo polímata Lambert Quételet, no fim do século XIX. Trata-se de um método fácil e rápido para a avaliação do nível de gordura de cada pessoa, ou seja, é um preditor internacional de obesidade adotado pela Organização Mundial da Saúde (wikipedia, 2015).

IDADE NORMAL SOBREPESO OBESIDADE

6 14,5 Mais de 16,6 Mais de 18,0 7 15 Mais de 17,3 Mais de 19,1 8 15,6 Mais de 16,7 Mais de 20,3 9 16,1 Mais de 18,8 Mais de 21,4 10 16,7 Mais de 19,6 Mais de 22,5 11 17,2 Mais de 20,3 Mais de 23,7 12 17,8 Mais de 21,1 Mais de 24,8 13 18,5 Mais de 21,9 Mais de 25,9 14 19,2 Mais de 22,7 Mais de 26,9 15 19,9 Mais de 23,6 Mais de 27,70

Figuras: 1–Formula de Índice de massa corporal (IMC), (associacaolaco.blogspot)

Rapazes/Raparigas

tabela: 2 –Indicadores percentis de massa corporal (IMC), (associacaolaco.blogspot)

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Por outro lado, “verificou-se uma associação entre a obesidade e causas específicas de mortalidade. Deste modo, nos doentes com IMC superiores, constata-se que por cada 5 kg/m2 há um aumento na mortalidade para cada uma das seguintes patologias. É, também, importante destacar o excesso de peso na adolescência, que acarreta um risco de morte prematura durante a vida adulta por continuidade da obesidade. São vários os estudos que indicam o risco de uma criança com excesso de peso para se tornar num adulto obeso” (walk´in, 2015, P.1).

O aumento da prevalência de obesidade infantil pode fazer com que a próxima geração apresente indicadores de obesidade nos adultos superiores aos indicadores atuais.Pelo facto de a obesidade estar intimamente associada a diferentes patologias crónicas fazendo com que estejamos perante um enorme desafio para o sistema de cuidados de saúde nos próximos anos. A Organização Mundial da Saúde refere que o excesso de peso é tão comum que arrisca tornar-se a nova norma na região europeia. Para fundamentar esta conclusão a OMS apresenta médias que considera “alarmantes” entre adolescentes e adultos, mas principalmente entre crianças. “Portugal está entre os países com piores indicadores: aos 11 anos, 32% das crianças têm peso a mais; Grécia 33%; Irlanda 30%; Espanha com 30% Holanda 13%. Segundo estatísticas o excesso de peso afeta, cerca de um quarto da população dos países industrializados, derivado aos maus hábitos alimentares, dietéticos e sedentários, os quais contribuem para uma elevada população subalimentada ou mal alimentada. Estima-se que em 2020 a obesidade afete 21% dos portugueses e 22% das portuguesas, valores que sobem em 2030 para 27% e 26% para cada sexo. Em Portugal, segundo, dados da Organização

Figuras: 2 e 3 IMC Indicador de crescimento por género- Stephanie Wilson - índice-de-massa-corporal

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para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), em média atualmente 15,4 % da população adulta é obesa e está entre os piores países. Jovens com 11 anos tem 32% de peso a mais, sendo 31% dos rapazes e 18% das raparigas” (Bancaleiro, 2014, p.1).

A saúde mental da pessoa com obesidade é uma área que tem gerado muita controvérsia, muitas vezes, liga-se a obesidade à depressão ou a uma qualidade de vida comprometida, não existindo um consenso alargado sobre este assunto. A investigação demonstra que há maior prevalência de depressão na obesidade, mas apenas em populações clínicas. A qualidade de vida da pessoa com obesidade está geralmente comprometida, mas sobretudo nas áreas ligadas à morbilidade e percepção de saúde física (Teixeira & Silva, 2009).

Há uma grande variedade de formas para tratar os diversos problemas psicológicos, nomeadamente, a ansiedade e a depressão. É compreensível que as pessoas sintam alguma confusão e insegurança na altura de escolher quer um psicológico, quer um tipo de "terapia" que seja mais útil e eficaz. Para melhor poder ajudar a combater este tipo de problemas associados à obesidade deve-se deixar de auto criticar em certos casos e aprender "aceitar e a valorizar os seus sucessos, reduzir o pensamento critico, o auto - desvalorizar, procurar afastar sentimentos depressivos, tornar-se mais eficaz no trabalho; um pensamento moralizante aumenta a capacidade de concentração ajuda a reduzir os níveis.

Tabela 3 - Dados OMS - médias por idades e género com Obesidade na Europa

IDADE GÉNERO

Obesidade Excesso de peso

Rapazes com 7 anos 16,7 40,5 Raparigas com 7 anos 12,6 35,5

Rapazes com 15 anos 17 31

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Podem estar associadas várias doenças desde Cardiovasculares; Respiratórias; Cancerígenas; Endócrinas; Gastrointestinais (Magalhães, 2015).

"Segundo Dioclécio Campos, Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria no manual de orientação " Obesidade na Infância e adolescência", pertencente à Sociedade Brasileira de Pediatria. "Antes, eram doenças infeciosas a dizimarem populações ou carências nutricionais a depauperarem gerações. Agora é o símbolo da sociedade de consumo que impera, transbordam excessos e prosperam demasias a impedirem uma vida humana saudável (Junior, 2012).

Devem-se a fatores ambientais e culturais que podem levar a comer em demasia, pratos apetitosos ou seu odor pode abrir-nos o apetite. A tensão emocional é uma situação que influência a ingestão em excesso, originando uma posterior obesidade.

Procura-se no prazer e, ou, desconsolo comida altamente calórica (Mateos, 1984). Muitos estudos têm demonstrado que hábitos de vida inadequados (má alimentação, stress, tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e vários outros) são fatores agravantes para inúmeros tipos de doenças. O sedentarismo passa a representar dentro da sociedade uma condição indesejável, representando risco para a saúde.

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No concerne ao prazer de refeições abundantes e a frustrações com outros aspetos de vida, por vezes, mediante a contrariedade ou o fracasso, ansiedade e depressão, facilmente as pessoas se entregam ou se viciam na comida. Implica uma base genética que se expressa por conta de hábitos alimentares incompatíveis com a existência saudável e a um sedentarismo vicioso que caracteriza a fase atual da história da humanidade (Junior, 2012). As complicações são várias segundo Haskell no ano de 2007 referiu que existe uma associação entre o sedentarismo (inatividade física) e a prevalência de diferentes doenças, tais como: doença arterial, hipertensão, acidente vascular cerebral, diabetes, osteoporose, obesidade, cancro, depressão entre outras (Efdeportes, 2015).

João Oliveira na revista Deco Proteste, em “ Teste Saúde - Hábitos alimentares, Junho de 2015 considera ser importante minimizar o problema da obesidade, “Uma dieta de emagrecimento não deve visar apenas a perda de peso imediata, mas a correção gradual dos hábitos, de modo a garantir resultados duradouros. A perda rápida, além de poder ter reflexos negativos na saúde, não permite a adaptação do corpo às mudanças". O ideal é a prática diária de exercício físico. Se não for possível, pelo menos, três vezes por semana e, no mínimo, meia hora em cada sessão. O exercício aeróbico, como a

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corrida, o ciclismo ou a dança, por ser longo e de intensidade moderada, deve-se começar devagar e ir aumentando a intensidade e o tempo do exercício de forma gradual”.

Respetivamente ao nível da alimentação passa por alertar os pais para desenvolverem uma dieta mediterrânea, com o consumo de vegetais, peixe e gordura vegetal, fazer exercícios, beber bastantes líquidos e seguir um regime rico em vitaminas, ferro e cálcio; vigiar os lípidos que também trazem benefícios. Para inverter a tendência de ganhar peso, é necessário estabelecer um plano eficaz e adequado para cada pessoa com problemas particulares, que abrange a modificação comportamental, programas de alimentação estruturada, grupos de apoio e intervenção médica. Estabelecer objetivos razoáveis, novas perspetivas das causas e tratamentos de excesso de peso. Apesar de rigorosos programas de dieta e exercício, a participação ativa dos pais e educadores no processo de mudança e ajuda do ambiente familiar de suporte.

O diagnóstico de excesso de peso e de obesidade em função do índice de massa corporal (IMC) em crianças e adolescentes não é aplicável conforme os percentis e regras do adulto, devido às caraterísticas dinâmicas dos processos de crescimento e de maturação que ocorrem quer na idade pediátrica quer na altura e na idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde, considera-se que há excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 e, que há obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30. Contrariamente ao adulto, em que é possível definir exatamente a pré-obesidade, e a obesidade na criança e no adolescente, com as velocidades de crescimento que registam, em ambos os sexos. Assim o valor do IMC em idade pediátrica deve ser o percentil e tem como base tabelas de referência, valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 85 e inferiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico da pré obesidade, valores de IMC iguais ou superiores ao percentil 95 permitem fazer o diagnóstico da obesidade (Ministério da Saúde, 2005).

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I.2-Alimentação

As famílias deviam ser educadas, previamente para reconhecer o impacto que têm nos hábitos alimentares e na atividade física das crianças e adolescentes. Porém a conjuntura económica social atual, veio afetar as famílias ao nível da alimentação.

Quem o afirma é David Carvalho, endocrinologista e presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO)" com o envelhecimento da população, a prevalência da obesidade aumenta, maso elevado consumo do sal e o limite que atingimos quanto à ingestão de gordura saturada, ajudam ao agravamento dos dados entre os portugueses" (Bancaleiro,2014).

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Segundo a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação a nova "Roda dos Alimentos", mantém o seu formato original, pois este é já, facilmente identificado e associa-se ao prato, sinal da nossa cultura alimentar em torno da mesa. Por outro lado, e ao contrário das pirâmides alimentares, o círculo não hierarquiza os alimentos mas atribui-lhes igual importância. Para além dos objetivos pedagógicos de índole nutricional foram ainda tidos em consideração, nesta atualização, a promoção de valores culturais e sociais relacionados com a sociedade portuguesa.

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Alimentos da nossa tradição, como o pão de qualidade, o azeite, o pescado, as leguminosas ou as hortícolas foram valorizados. A subdivisão de alguns dos anteriores grupos e o estabelecimento de porções diárias equivalentes constituem as principais alterações implementadas neste novo guia. A nova Roda dos Alimentos é composta por 7 grupos de alimentos de diferentes dimensões, os quais indicam a proporção de peso, com que cada um deles deve estar presente na alimentação diária e cujas porções diárias recomendadas são as seguintes: cereais e derivados, tubérculos - 4 a 11 porções; hortícolas - 3 a 5 porções; fruta - 3 a 5 porções; lacticínios - 2 a 3 porções; Carnes, pescado e ovos - 1,5 a 4,5 porções; leguminosas - 1 a 2 porções; gorduras e óleos - 1 a 3 porções; água, está também representada no centro, pois faz parte da constituição de quase todos os alimentos, e sendo imprescindível à vida, é fundamental que se beba em abundância diariamente.

De uma forma simples são transmitidas as orientações para uma alimentação saudável (Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, 2015):

.Completa - comer alimentos de cada grupo e beber água diariamente;

.Equilibrada - comer maior quantidade de alimentos pertencentes aos grupos de maior dimensão e menor quantidade dos que se encontram nos grupos de menor dimensão, de forma a ingerir o número de porções recomendado. Nos grupos de menor dimensão, de forma a ingerir o número de porções;

.Variada - comer alimentos diferentes dentro de cada grupo variando diariamente, semanalmente e nas diferentes épocas do ano.

Para Daniels, presidente do Comité de Nutrição e co-autor do relatório. "Usar cada visita de manutenção da saúde como uma oportunidade para falar sobre dieta e atividade física e traçando o caminho certo para fazer as coisas pode ser muito útil". Promover dietas ricas em frutas, legumes, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura, carnes magras, peixes e legumes e pobre em alimentos gordurosos e fritos e assados. Incentivar a ingestão de água, de alimentos com baixo teor de gordura ou leite desnatado, como as bebidas de escolha e desencorajar bebidas adoçadas (Abeso, 2015).

O papel da escola, é incentivar uma dieta saudável perante os alunos para que estes privilegiem uma alimentação correta e moderada, ajudando-os a aperfeiçoar alguns comportamentos alimentares no seu dia-dia com intuito de melhorar os seus

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estilos de vida. Para adotar corretamente atitudes e hábitos alimentares saudáveis e diminuir os índices de obesidade, é importante incutir bons conhecimentos sobre alimentação e nutrição, orientando-os no seu dia-dia alimentar através de um plano ajustado e que seja eficaz para melhorar a sua saúde.

I.3-

Sedentarismo

"Enfatizar a adoção e manutenção de estilos de vida saudáveis, incentivar pelo menos 60 minutos de atividade física moderada a vigorosa por dia, devem atender às diretrizes nacionais chamando para 60 minutos de atividade física moderada por dia.

Deve-se também limitar o tempo das crianças na frente da TV a duas horas por dia e para crianças abaixo de dois anos de idade não deve ser aconselhável um tempo de televisão, não mais de duas horas. Realizar abordagens para um ambiente familiar de desenvolvimento da criança. Acompanhar altura e peso da criança em cada visita periódica ao pediatra " (Abeso, 2015).

Ver televisão também é um dos principais fatores no aumento de peso. Um grupo de investigadores da Nova Zelândia descobriu que passar mais de duas horas por dia colado ao ecrã da televisão provoca um risco acrescido de aumento de peso e obesidade. Isto é em parte devido à falta de atividade, mas também ao petiscar inconsciente à frente da televisão e à exposição da chuva de publicidade a produtos alimentares pouco saudáveis. As causas de excesso de peso podem ser diversas e podem estar correlacionadas, nestas faixas etárias e grupos etários, quer em género e nível de ensino, alimentação pouca atividade física e sedentarismo, além de serem preocupantes, levam-nos a crer que em muitos destas crianças, desenvolvem predominância para maus hábitos alimentares e desequilibrada quotidianamente, comem mais comida rápida do tipo fast food e consomem muitos refrigerantes durante o dia.

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I.4-Atividade Física

Todos os seres humanos sentem necessidade de realizar atividade física de forma a poder prolongar a sua qualidade de vida. Por atividade física entende-se qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético, sendo o exercício uma atividade física planeada e estruturada com o prepósito de melhorar ou manter a sua preparação física. Um estilo de vida ativo e saudável é equivalente ao bem-estar saudável, o jovem sentir-se-á mais forte psicologicamente. A criança ao olhar-se ao espelho sentir-se-á mais alegre e feliz, aumentará a sua autoestima. O exercício regular tem-se mostrado benéfico para a saúde terá menos probabilidades de desenvolver doenças cardíacas, o exercício é bom para o músculo do coração ainda proporciona uma boa circulação. A atividade regular ajuda a queimar a gordura em excesso, exercício regular combinado com uma alimentação sensata, ajuda a manter um peso saudável (Naik, 2005).

Para o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, em 2011 sublinha que não é possível deixar de ter em consideração o percurso que vai desde a formação básica das atividades motoras, passando pelo jogo e pelas práticas desportivas no contexto da escola, transformando-se em desejo de competição e de alto rendimento durante a adolescência. Uma política de desporto que não considerasse este percurso de diferentes desempenhos, de diferentes expectativas e de diferentes escalões etários, jamais poderia ser considerada credível. Não é possível separar a ligação profunda que une da primeira à última idade, a atividade física, a aptidão e o desempenho desportivo (Observatório.idesporto, 2011).

Benefícios adicionais podem ser obtidos através de atividade física diária moderada de longa duração.

- Crianças e adolescentes necessitam de 20 minutos adicionais de atividade física vigorosa, três vezes por semana;

- O controle do peso requer pelo menos 60 minutos diários de atividade física vigorosa/moderada (Direção Geral da Saúde, 2007).

Os exercícios devem ser acompanhados por uma equipa multidisciplinar sendo imprescindível trabalhar em equipa para se atingirem os objetivos pretendidos, e

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implementar com sucesso um programa efetivo relacionado com a obesidade (Walk´in, 2015).

Vantagens da atividade física regular

- Reduz o risco de morte prematura;

- Reduz o risco de morte por doenças cardíacas ou AVC que são responsáveis por 1/3 de todas as causas de morte;

- Reduz o risco de vir a desenvolver doenças cardíacas, cancro do cólon e diabetes tipo2;

- Ajuda a prevenir/reduzir a hipertensão, que afeta 1/5 da população adulta mundial;

- Ajuda a controlar o peso e diminuir o risco de se tornar obeso;

- Reduz o risco de desenvolver dores lombares, pode ajudar no tratamento de situações dolorosas, nomeadamente dores lombares e dores nos joelhos;

- Ajuda o crescimento e manutenção de ossos, músculos e articulações saudáveis;

- Promove o bem estar psicológico, reduz o stress, ansiedade e depressão, - Ajuda a prevenir e controlar comportamentos de risco (tabagismo, alcoolismo, toxicofilias, alimentação não saudável e violência), especialmente em crianças e adolescentes (Direção - Geral da Saúde, 2007).

Segundo a (Walk´, 2015) as crianças obesas apresentam um risco elevado de terem problemas a nível dos pés, pernas, joelhos, pelve e coluna, a curto, médio ou longo prazo. Tal, também, se verifica em adultos: o peso excessivo pode danificar os componentes articulares, ósseos, de ligamentos e musculares dos pés e de todo o corpo. A nível funcional, são mais notórias as seguintes alterações: problemas de estabilidade/equilíbrio e menor eficiência a caminhar, maior tendência a "pé plano", joelhos rodados para dentro, aumento da curvatura da coluna lombar, torácica e cervical. A prevenção deverá ser uma prioridade - a cura é mais difícil: o exercício

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torna-se de difícil execução, até doloroso, e não pode ser exagerado, sob pena de causar ainda mais problemas nos membros inferiores. Deve também ter-se em conta que uma parte da população tende a ter problemas nos membros inferiores devido à falta de exercício.

Segundo o "Professor de Educação Física Sidnei Batista, especialista em qualidade de vida da consultoria Ecos – Educação Corporal e Saúde, é importante fazer exames médicos tais como: o ergométrico ou o ergo espirométrico para uma avaliação cardiovascular e definição das frequências cardíacas de trabalho. O jovem obeso ou adulto antes de iniciar uma atividade física deve submeter-se a uma avaliação proposta por um especialista ou equipa multidisciplinar, constituída pelo clínico geral, o cardiologista, o professor de educação física, o enfermeiro, o pedologista, o nutricionista. O princípio fundamental para a prática de exercício físico está diretamente relacionado com o prazer e o bem-estar físico da criança" (Achôa, 2012).

Assim as crianças devem ser orientadas a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, pelo menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer um profissional e um ambiente especializado, sendo que, na minoria das vezes, a simples recomendação para fazer caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança de estilo de vida do paciente" (António, 2015).

Qualquer aluno tendo algumas limitações fisiológicas, por exemplo doenças pulmonares crónicas não se deve afastar das atividades físicas, deve procurar junto de um preparador físico estabelecer um programa ajustado à carga de exercício, às capacidades de cada um de forma gradual, pode ajudar a utilizar melhor o oxigénio, a respirar com mais facilidade devido ao fortalecimento dos músculos responsáveis pela respiração. Não fazer exercícios sozinho em áreas isoladas como trilhas e parques florestais, não exercitar-se fora de casa quando a temperatura está muito elevada ou quando o clima está muito seco e não aumentar a carga do exercício sem antes consultar o preparador físico. A natação é uma das alternativas mais indicadas pelos médicos para ajudar na recuperação ou para o tratamento de problemas pulmonares crónicas. A caminhada, a corrida leve e desportos que utilizam esses mecanismos também são muitos indicados pelos profissionais de saúde para quem sofre de problemas

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respiratórios, é um exercício muito fácil de adaptar a cada situação, e, é muito eficiente no controlo da obesidade, colesterol, diabetes e da hipertensão (Souto, 2014).

- Relaxar o pescoço e os músculos dos ombros, depois inspirar pelo nariz e expirar pela boca;

- Deite-se com as costas no chão, flexione as pernas, coloque uma mão na barriga e outra em cima da caixa torácica e depois inspirar profundamente. Para o exercício fazer efeito, a barriga deve levantar-se mas o peitoral deve continuar parado. Esses exercícios devem ser executados entre cinco e dez minutos (Souto, 2014).

Os exercícios realizados na piscina ajudam a aumentar a entrada de ar nas vias respiratórias por causa da maior unidade relativa do ar. “A água funciona como um vasodilatador, que facilita a circulação sanguínea e o trabalho do coração. Tendo em conta todas as limitações de um jovem obeso e para aqueles que tem vontade em praticar uma atividade física deve-se procurar um especialista para previamente realizar uma avaliação médica. Seguidamente e consoante o grau de dificuldade manifestado pelo jovem deve escolher-se o tipo de exercício que deverá ser gradual e específico. Os exercícios devem ser de fácil adaptação para cada situação e eficiente no controlo da obesidade, colesterol, e da hipertensão. As pessoas com problemas respiratórios só devem praticar os exercícios indicados pelo seu treinador, fisioterapeuta e o médico. A nível do aparelho respiratório a natação é, também, importante para ajudar na recuperação ou, no tratamento de problemas pulmonares crónicos e uma das alternativas mais aconselhadas pelos médicos” (Meneses, 2015).

I.5- Aptidão Física

Dentro do nosso contexto, a questão da aptidão física abordada por Guedes no seu capítulo “Orientações Básicas sobre Atividades Físicas e Saúde para Profissionais das Áreas de Educação e Saúde”, definindo-a como “um estado dinâmico de energia e vitalidade que permite a cada um não apenas a realização das tarefas do quotidiano, as ocupações ativas das horas de lazer e enfrentar emergências imprevistas sem fadiga excessiva". Propõe também que a aptidão física seria a capacidade de realizar esforços físicos sem fadiga excessiva, garantindo a sobrevivência de pessoas em boas condições

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orgânicas no meio ambiente em que vivem. "Os componentes da aptidão física englobam diferentes dimensões, podendo voltar-se para a saúde e abrangendo um maior número de pessoas, valorizando as variáveis fisiológicas como potência aeróbica máxima, força, agilidade, equilíbrio, coordenação motora, potência e velocidade, são mais valorizadas, objetivando o desempenho desportivo (Araújo & Araújo, 2000, p.195).

Foi realizado um estudo de grande repercussão que determinou nove fatores básicos de aptidão física a flexibilidade de extensão, a flexibilidade dinâmica, a força explosiva, a força estática, a força dinâmica, a força do tronco, o equilíbrio corporal total, a coordenação corporal total e a resistência cardiorrespiratória. Após a década de 70, surgiu uma série de discussões sobre a influência da aptidão física em benefícios para saúde. A aptidão física inclui componentes que se relacionam intimamente com a saúde e qualidade de vida das pessoas em todas as idades. O rastreio feito pelos professores e profissionais de saúde é importante para uma intervenção com medidas objetivas, visando a promoção e manutenção da saúde (Barbosa, 2009, p. 11).

Conforme refere Pinheiro Eraldo, em “Mapas e cenários do crescimento, da aptidão física e dos indicadores socais georreferenciados de crianças e jovens sul-brasileiros, a aptidão Física está relacionada com a saúde, é a capacidade de realizar atividades físicas com vigor, assim como demonstrar traços e características que estão intimamente associadas a um baixo risco de desenvolvimento de doenças de natureza hipocinética. Aptidão física relacionada à saúde (APFS) caracteriza-se através dos seguintes componentes associados com prevenção de doenças e promoção de saúde física: resistência cardiorrespiratória, a composição corporal e a função neuromuscular da região inferior do tronco (força/resistência muscular e flexibilidade). Para a avaliação destes itens, os testes sugeridos foram, respetivamente: a corrida de uma milha em nove minutos; somatório das dobras cutâneas tríceps e subescapular; abdominais em um minuto; e sentar-e-alcançar (Barbosa, 2009).

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II - Metodologia

Após a fundamentação teórica é essencial para enquadrar e contextualizar a problemática em estudo fazer referência à metodologia utilizada no que diz respeito à elaboração da componente empírica. A metodologia de investigação serve o propósito máximo para a ciência chegar à verdade dos factos, apoiando-se na razão, tenta obter respostas para questões que em determinado momento foram enunciadas e pretende produzir conhecimento científico.

A ciência, de acordo com o pensamento do senso comum, busca compreender a realidade de maneira racional, descobrindo relações universais e necessárias entre os fenómenos, o que permite prever acontecimentos e, consequentemente, agir sobre a natureza. Para tanto, a ciência utiliza métodos rigorosos e atinge um tipo de conhecimento sistemático, preciso e objetivo (Bardine, 2015).

II.1-Tipo de estudo e amostra

Trata-se de um estudo descritivo e transversal.

A amostra é constituída por um total de 635 alunos, 248 do 1º ciclo e 387 do 2º ciclo da Escola Básica Integrada da Praia da Vitória, na Ilha Terceira, nos Açores.

1º Ciclo

2º Ciclo

Amostra 1º Ciclo

Nº de participantes por subgrupo %

Obesidade 43 17,6

Excesso de peso 95 38,2

Peso normal 110 44,2

Total Alunos 248 10

Amostra 2º Ciclo

Nº de participantes por subgrupo %

Obesidade 65 16,8

Excesso de peso 133 34,4

Peso normal 189 48,8

Total Alunos 100

Tabela: 4–IMC 1º Ciclo

Tabela: 5- IMC 2º Ciclo

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II.2-Objetivos

Para conhecer hábitos de vida dos alunos, de 1º e 2º Ciclos, que frequentam a Escola Básica Integrada da Praia da Vitória, e com base na análise efectuada da literatura, propomo-nos levar a cabo os seguintes objectivos:

- Avaliar a prevalência de excesso de peso e obesidade na amostra; - Conhecer os comportamentos alimentares dos alunos;

- Conhecer os hábitos de prática de exercício; - Avaliar a aptidão física dos alunos.

II.3-Recolha de Informação

Foram utilizadas grelhas para registo da informação seguinte: - IMC (peso e altura);

- Aptidão Física (a Flexibilidade; a Força; a Resistência e a Velocidade).

Foi aplicado um questionário relativo à alimentação e à prática de atividade física e desporto.

Escolheu-se a técnica de investigação por questionário para obter as respostas dos participantes com a máxima fiabilidade.

II.4-Tratamento Estatístico

Após a recolha de dados e de forma a organizar as variáveis criou-se uma base de dados para possibilitar um tratamento estatístico utilizando o programa, Statistical Package for Social Science - SPSS 20.0.

Para darmos respostas aos objectivos formulados recorremos a estatística descritiva, calculando proporções, médias e respectivas medidas de dispersão.

Foi também utilizado o programa Excel do Office.

II.5-

Procedimentos Éticos

Quando se elabora um estudo que envolve pessoas, uma série de questões de ordem moral e ética se levantam e estão presentes desde que se define o problema até ao momento em que se conclui a investigação, daí que tenham sido feitas todas as

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diligências necessárias à proteção dos direitos e liberdades dos jovens que participaram neste estudo. Nesse sentido, para a recolha de dados, o autor do estudo solicitou autorizações junto do conselhos executivos, encarregados de educação, diretores de turma e alunos. Os questionários foram entregues no conselho executivo e aprovados, tendo os diretores de turma na sua disciplina de cidadania entregue aos alunos o questionário assegurando todos procedimentos e o rigor que este assunto merece.

Assim, aos que aceitaram participar, foi apresentado com uma linguagem simples os objetivos do estudo e as informações seguintes:

. O plano da investigação, o método de recolha de dados (questionários) e o tempo previsível de preenchimento;

. As vantagens da participação (avanço no conhecimento sobre problemas de obesidade);

. O direito à autodeterminação (participação voluntária), sem que resulte qualquer prejuízo para o indivíduo que se recuse a participar ou que desista em qualquer momento;

. O direito à privacidade, ou seja, o caráter confidencial de que se reveste o estudo, em que os dados são tratados coletiva e anonimamente.

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III – Apresentação e discussão de resultados

III.1-IMC

Relativamente à prevalência de excesso de peso e obesidade, podemos referir que no 1º Ciclo o número de crianças com pré obesidade é de 92 alunos, 37,1% e de 43 obesos, (17,3%), e com peso normal 113 alunos ou seja 45,6% .

Na tabela nº8 são apresentados os dados referentes ao IMC no 2º Ciclo cuja amostra é composta por 387 alunos, com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos. Também no 2º Ciclo se observa que mais de metade dos jovens que constituem a amostra (51,2%) apresentam excesso de peso e obesidade.

Observando as tabelas identifica-se um problema grave de excesso de peso e obesidade em mais 50% dos alunos da amostra.

Tabela 8 – IMC no 2º Ciclo

Tabela 7 - IMC 1º ciclo

IMC PESO N % Normal 110 44 Pré Obeso 95 38 Obeso 43 18 Total 248 100 Obeso Pré Obeso N % N % 1ºANO 6 2,4 1ºANO 14 5,6 2ºANO 10 4 2ºANO 26 10 3ºANO 15 6 3ºANO 36 14.5 4ºANO 12 4,8 4ºANO 16 6,4

Não tem 205 82,3 Não tem 156 63,0

TOTAL 248 99,6 TOTAL 248 100

Tabela 6 - IMC 1º Ciclo por anos de escolaridade

5º Pré Obeso 6º Pré Obeso Total Pré

Obeso 5º Obeso 6º Obeso Total Obeso

Fem 30 43 73 14 21 35

Masc 25 31 56 17 13 30

total 55 74 129 31 36 65

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III.2-Aptidão Física

Avaliamos a aptidão física nos alunos com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, do 2º Ciclo, num universo de alunos de 387 alunos, conjuntamente com outros professores de Educação Física. Esses dados foram depois analisados em departamento de Educação Física, tendo registado todos os dados de acordo com a bateria de testes, a corrida de velocidade dos 40 metros, a corrida de resistência dos 1000 metros (conhecida por milha), a força média e flexibilidade (sentar-e-alcançar).

Estes testes têm sido obrigatórios na Escola Básica Integrada da Praia da Vitória, ilha da Terceira e do arquipélago dos Açores, e fazem parte do programa das competências da área de Educação Física. Irão ser utilizados os procedimentos usuais para descrever as variáveis, bem como diferenciar e testar entre os sexos as taxas de sucesso em cada grupo etário.

- Flexibilidade

Segundo (Rocha, 2004) a amplitude das medidas realizadas para cada movimento é importante e a execução de movimentos articulares com alongamento muscular passivo.

Conforme mostra a tabela, 33,9% os alunos revelaram a estar abaixo dos limites abaixo do corte para a flexibilidade, destes, a obesidade pode ter influenciado derivado à dificuldade e execução em fazer o exercício, já 25,6%, outro grupo de jovens revelaram uma boa amplitude com limites acima do corte para a flexibilidade, com 40,6%, registaram limites normais ao corte da flexibilidade.

Flexibilidade Limites N % 1 131 33,9 2 99 25,6 3 157 40,6 4 387 100

1- Limites abaixo do corte - Fraco 2-Limites acima do corte - Bom 3- Limites normais ao corte - Médio 4 - Total

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Os alunos obesos e pré obesos do sexo masculino em detrimento do sexo feminino e no que nos foi possível observar in loco, revelaram mais dificuldades. Os resultados encontrados nas pesquisas demonstraram que a flexibilidade varia ao longo do crescimento e desenvolvimento. Os alunos revelaram estar abaixo do corte com 33,9%. com pouca flexibilidade para o desempenho do exercício. O teste de sentar-e-alcançar avalia a flexibilidade dos músculos posteriores da coxa, músculos que permitem a rotação da cintura pélvica em movimentos de flexão para frente e posterior inclinação da cintura. Essas regiões, quando em níveis baixos, podem contribuir para o aparecimento de problemas posturais e dores nas costas (Gaya & Silva 2007).

- Força média Abdominal

Foi construída a tabela para apresentar as frequências relativas e absolutas da variável estudada. A fim de se determinar um volume de treino ideal para ser trabalhado com crianças e adolescentes com vista a ganhos de força e resistência muscular é importante um número de repetições quanto maior, com uma carga leve a moderada na realização do maior número de abdominais em um minuto.

Conforme mostra ao tabela 10, 35,9% dos jovens registaram limites abaixo do corte para a força, e 32,3% dos jovens registaram limites acima do corte.

Registou-se uma média de 25,49% contudo, os níveis que forem iguais ou ultrapassaram este ponto de corte serão indicativos de níveis desejados de aptidão física e saúde. Já a prevalência de valores inferiores serão indicadores de risco para o desenvolvimento de doenças com a alteração na pressão arterial e colesterol, além de uma probabilidade aumentada de ocorrência de obesidade (Delfino, & Huber, 2013).

Força média abdominal

Limites N %

1 139 35,9

2 125 32,3

3 123 31,8

4 387 100

1- Limites abaixo do corte - Fraco 2-Limites acima do corte - Bom 3- Limites normais ao corte - Médio

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-Resistência

O tempo gasto para realizar tal tarefa foi anotado em minutos com segundos.

Saber analisar e conhecer os percentis de cada teste realizado é de grande importância para o profissional de educação física, podendo auxiliá-lo a detetar informações sobre a aptidão funcional do individuo, obtendo assim a informação de como o aluno se classifica perante o grupo e em relação a si mesmo, o que pode ajudar na deteção de capacidades que precisam de ser mais trabalhadas com maior ênfase durante as aulas. Pudemos apurar como bons limites ou normais 223 crianças com 57,6% em idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos e 42% para prevalência de crianças abaixo do corte dificuldades para atingir o ponto normal e correto, na tabela a média de 7,46% e mediana 7,43% com variação desvio padrão 1,6.

A resistência da corrida da milha é importante para apurar até que nível de dificuldade o aluno consegue atingir e se está bem ou mal numa das componentes da aptidão física. Um tempo muito alto poderá revelar altas probabilidades indicadoras de risco de doença (possíveis dificuldades posturais, queixas de dor nas costas e nos membros inferiores) e estará possivelmente associado a uma inatividade física bem como a doenças que podem advir de uma vida sedentária e uma alimentação pouco saudável. Resistência Limites N % 1 164 42,4 2 223 57,6 3 4 387 100

1- Limites abaixo do corte - Fraco 2-Limites acima do corte - Bom 3- Limites normais ao corte - Médio 4 - Total

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- Velocidade

No teste de 20 metros ou teste aeróbico de corrida de vai-e-vem de 20m é utilizado em diversos países, consistindo em baterias de testes padrão como o Fitnessgram, tem sido aplicado na Europa e nos EUA nas avaliações de escolares (Pereira et al., 2010).

De acordo com a prevalência para esta componente no teste corrida para 20m da amostra pudemos apurar como bons limites ou normais, 174 crianças com 45% em idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos e 138 crianças 35,7% revela a prevalência de crianças abaixo do corte revelando dificuldades para atingir o ponto normal e correto, ou seja com valores ligeiramente afastados dos pontos estabelecidos revelam dificuldades que podem ser de alguma falta de aptidão física e excesso de peso.

Com os limites de 19,4%, os jovens revelaram tempos muitos bons, indo de encontro aos pontos de corte fixados e mais além revelando uma grande preparação física.

No que concerne aos jovens do 2º Ciclo com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, estes encontram-se em processo maturacional e ativos enquanto praticam a atividade física na escola. No que refere aos testes de aptidão física mais de 30% estão abaixo dos pontos de corte, na flexibilidade, a força, a resistência e a velocidade tendo, revelado algumas dificuldades na execução dos mesmos para os parâmetros

Tabela12 – Pontos de corte para o teste físico Velocidade Cárdio Respiratório corrida de vai e vem de 20 m Velocidade Limites N % 1 138 35,7 2 75 19,4 3 174 45 4 387 100

1- Limites abaixo do corte - Fraco 2-Limites acima do corte - Bom 3- Limites normais ao corte - Médio 4- Total

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estabelecidos, que em alguns casos como foi possível observar que se deve à existência de excesso de peso ou obesidade.

É preocupante esta prevalência de excesso de peso e obesidade e a tendência para o aumento, ao longo da idade. Estas crianças encontram-se numa situação de risco e podem vir a ter vários problemas de saúde com níveis elevados de colesterol e pressão arterial, desvios posturais e queixas de dor nas costas, no peito, nas pernas e dificuldade em respirar, além do aumento provável de ocorrência de aumento de obesidade e morbilidades associadas.

A “avaliação física vai ajudar os alunos a desenvolver objetivos pessoais para a sua saúde ao longo da vida. Os resultados baseiam-se em ver se o aluno se encontra saudável para a sua idade e sexo. O FITNESSGRAM ajuda a compartilhar com familiares e prestadores de cuidados de saúde. Pode ajudar em relatórios e desencadear conversas sobre hábitos alimentares e níveis de atividade física necessários para uma boa saúde (Chancelor, 2015).

A considerável redução da atividade física, característica das sociedades modernas, resultou numa diminuição dos níveis de aptidão física das populações com impacto direto na sua saúde e no bem-estar. Diversas organizações e sociedades científicas internacionais têm alertado para os perigos associados ao sedentarismo que afeta todos os grupos populacionais, incluindo crianças e jovens, e que constitui um fator de risco para o desenvolvimento de muitas doenças crónico-degenerativas. Os diversos atributos no âmbito da aptidão física têm um importante contributo coadjuvante para a prevenção destas doenças, de forma que comprimem a morbilidade e aumentam a sobrevivência (Sardinha, 2011). Para o Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, em 2011" não é possível deixar de ter em consideração que o percurso que vai desde a formação básica das atividades motoras, passa pelo jogo e pelas práticas desportivas no contexto da escola, se transforma em desejo de competição e de alto rendimento durante a adolescência. Uma política de desporto que não considerasse este percurso de diferentes desempenhos, de diferentes expectativas e de diferentes escalões etários, jamais poderia ser considerada credível. Não é possível separar a ligação profunda que une da primeira à última idade a atividade física, a aptidão e o desempenho desportivo".

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III.3- Comportamentos Alimentares

No que se prende com a alimentação e sendo o leite um importante alimento na roda dos alimentos e relativamente à pergunta, pudemos verificar que houve uma maior prevalência com 44,6% destes jovens bebem leite diariamente, enquanto 25,3%, bebe dia sim dia não e ás vezes 16,7% ou raramente 9,4% com 37 jovens a dizer que bebe muito pouco leite, ainda assim 2% diz beber pouco leite ou não gostar. No somatório, uma grande percentagem perto de 25% dos jovens bebe pouco leite, quando os alunos na sua totalidade deveria beber todos os dias este importante alimento rico em proteínas e cálcio, importante para o crescimento e desenvolvimento de ossos e dentes.

Alguns estudos demonstram que o baixo consumo alimentar de cálcio na infância e na adolescência pode causar déficit de crescimento e desenvolvimento durante a puberdade, maiores situações de desenvolver sobrepeso ou obesidade, logo, as modificações alimentares ao longo do tempo com redução no consumo ou substituição por alimentos pobres em cálcio na infância trazem maiores riscos de deficiência, prejudiciais à saúde como um todo (Lamounier, 2015).

Nunca Raramente Ás vezes

Dia sim dia não Todos os dias Total N % N % N % N % N % N % Bebes Leite 8 2 37 9,4 66 16,7 100 25,3 176 44,6 387 100 Comes Vegetais 6 1,5 42 10,6 105 26,6 114 28,9 120 30,4 387 100 Bebes Água 3 0,8 8 2 42 10,6 68 17,2 262 66,3 387 100 Comes fruta 3 0,8 25 6,3 71 18 109 27,6 179 45,3 387 100 Comes doces 12 3 83 21 198 50,1 71 18 23 5,8 387 100 Bebes refrigerantes 18 4,6 82 20,8 132 33,4 58 14,7 94 23,8 387 100 Tomas pequeno Almoço 15 3,8 19 4,8 58 14,7 90 22,8 205 51,9 387 100 Fazes a refeição ao Almoço 15 3,8 23 5,8 52 13,2 72 18,2 225 57 387 100 Fazes a refeição ao Jantar 29 7,3 45 11,4 73 18,5 73 18,5 240 60,8 387 100

Sim Não Total

N % N % N %

Comes carne diariamente 228 58,5 159 40 387 100

Comes peixe diariamente 271 69,5 116 29,7 387 100

Consomes bebidas alcoólicas 9 2,3 378 96,9 387 100

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Relativamente à água, um importante alimento para a saúde humana, pudemos observar que houve uma maior prevalência com 66,3% destes jovens para beber todos os dias água enquanto bebem às vezes 10,6% e raramente 2,0% com 8 jovens a dizer que bebe raramente. No somatório uma grande percentagem perto de (84% dos jovens) bebem água.

Quantos aos vegetais com importantes nutrientes inseridos na roda dos alimentos, verificámos que houve uma maior prevalência com 30,4% destes jovens a comer vegetais ricos em fibra todos os dias, enquanto 28,9% disse dia sim, dia não e às vezes 26,6%, raramente 10,6% dos jovens. Podemos concluir que muitos destes jovens não comem legumes, alimento importante para a dieta alimentar nas crianças.

No que concerne à fruta um importante constituinte da roda dos alimentos, registámos que houve uma prevalência para 45,3% destes jovens para comer fruta enquanto 27,6% diz comer dia sim dia não e ás vezes 18,0%; responderam comer raramente 6,3% dos jovens. Pensámos que muitos destes jovens deveriam comer mais fruta, alimentos de origem vegetal, ricos em vitaminas, minerais e fibras.

A mudança de hábitos alimentares das famílias portuguesas, com um abandono progressivo da dieta mediterrânica a que temos assistido nos últimos anos, tem provocado um menor consumo de cereais, frutas e legumes. Portugal, atualmente, regista um baixo consumo de horto frutícolas, especialmente nas faixas etárias mais jovens. Dados do projeto europeu “Pro Children”, apenas 23,2% das raparigas e 18,1% dos rapazes com 15 anos referem consumir hortícolas diariamente (Freshel, 2011).

Relativamente à carne, os dados mostram que 58,5% comem carne diariamente e 40,8% diz não comer carne. Estes jovens deveriam ingerir mais alimentos ricos em proteínas. Os alimentos dadores de proteína de origem animal (carne, peixe, aves e ovos) são também boas fontes de fósforo (Lamounier, 2015). Quer o peixe quer a carne são fornecedores de proteínas de alto valor biológico por serem as melhores fontes de aminoácidos essenciais e têm uma importante ação reguladora na construção do organismo (Lázaro, 2011).

No que respeita à ingestão de doces e revendo os dados da tabela é preocupante que muitos destes jovens, 50,1% revelem um consumo excessivo para comer doces, às vezes e dia sim, dia não, com 18%. Assim, observámos uma maior prevalência para os jovens que comem muitos doces como alimento diário fortes em açúcar e hidratos de

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Tabela 3 - Dados OMS - médias por idades e género com Obesidade na Europa
Figura 4 - Doenças Associadas à Obesidade – (Katch &amp; McArdle, 1996)
Figura 5 - Complicações Médicas da Obesidade  (Katch &amp; McArdle, 1996)
Figura 6 -  Nova Roda dos Alimentos desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação
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Referências

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