Renato Fernandes Corrêa
Aula 5 – A transmissão da informação
Aula 5 – A transmissão da informação
digital
ROTEIRO
• A Rede e os Metadados
• Integração entre a Biblioteca Digital e a Rede
• Normas da Rede
A Rede e os Metadados
• A Rede foi pensada, desde sua concepção, como um instrumento de fácil
utilização, a fim de tornar público e acessível um patrimônio documental.
• Apesar da origem e utilização dos metadados preceder em séculos a
origem da Rede, existe uma estreita relação entre metadados e a Rede.
• Metadados é um sistema de mediação bibliográfica relativo às
informações veiculadas pela internet.
– Deve permitir simplicidade de acesso ao universo documental e ser eficaz ao facilitar a recuperação da informação na Rede.
– Subentende a idéia de criação de uma representação dos conteúdos de uma série de documentos, a fim de facilitar a recuperação de informações úteis que potencialmente as contenham.
• Os processos de indexação e catalogação são necessários e se aplicam aos
metadados relativos aos documentos eletrônicos tão quanto aos recursos
impressos.
Integração entre a Biblioteca
Digital e a Rede
• Na base do desenvolvimento de qualquer biblioteca
digital está a utilização de uma rede hipertextual e
hipermidiática como instrumento principal de
comunicação com o exterior, e em primeiro lugar,
com os próprios usuários.
• A Rede é o instrumento que torna uma biblioteca
digital num sistema centrado no usuário.
Integração entre a Biblioteca
Digital e a Rede
• A Rede como sistema de organização de documentos, goza das
seguintes características:
– acessibilidade - facilidade de acesso ao universo documental, traz os bits até nós ao invés de termos que ir atrás dos bits.
– uniformidade - sistema uniforme na gestão dos documentos. Uniforme nos formatos e instrumentos de acesso (diferenças mascaradas pelos navegadores) criando a interface única da Rede.
– pesquisável - o usuário localiza informações através do salto hipertextual ou da busca textual (graças aos mecanismos de busca e metadados), recebendo uma resposta hipertextual a estas ações.
– agilidade - permite explorar o mundo da informação praticamente limitados apenas por nossa própria capacidade de leitura, apropriação e manuseio de um programa navegador.
– liberdade - cria no leitor a ilusão de que este se move em absoluta liberdade no universo dos documentos, sem barreiras, sem estorvos.
Integração entre a Biblioteca
Digital e a Rede
•
A relação entre a Rede e a biblioteca digital pode
configurar-se de dois modos diferentes e geralmente
coexistentes:
1.
A Rede é um instrumento fundamental para a biblioteca como
tecnologia de transmissão de dados: por meio dos protocolos Web
é possível veicular na Rede, de modo simples e eficaz, qualquer tipo
de documento em formato digital. O usuário se familiariza com a
interface única da Rede e reconhece numa coleção digital utilizável
por meio da Rede, um território conhecido, senão no conteúdo, nas
formas e instrumentos de acesso.
2.
A Rede é uma tecnologia que combina a transmissibilidade dos
dados com a capacidade de publicar esses mesmos dados sob
Normas da Rede
• Formato hipertextual:
– Capacidade de estruturar vínculos ativos entre um ponto e outro do universo documentário.
• Define uma estrutura de relações (recíprocas, semânticas e formais) e contextualização entre registros com base na lógica hipertextual.
• Permite facilmente separar o layout (a aparência) da estrutura lógica do
documento (conteúdo), permitindo formatar o documento de acordo com as melhores condições possíveis de consulta.
• Permite a criação de pontos de conexão ou de estruturas
remissivas capazes de tornar organizada e consutável uma
coleção.
• Permite a gestão de coleções mistas (textos, sons, imagens, vídeo)
cujos elementos isolados podem ser transferidos, armazenados e
decodificados na máquina do usário de forma transparente.
Normas da Rede
•
O sistema Web é constituído:
1. por um cliente que é empregado pelo usuário para ter acesso aos documentos;
2. por um servidor que gerencia a recuperação dos objetos digitais de vários repositórios;
3. pela Rede, que atua como sistema de intermediação (intermediary), e que pode fornecer, sob demanda (on demand) de cada usuário, o
documento no formato que lhe for mais amigável.
•
O sistema Web é constituído de partes de software que
residem tanto no cliente quanto no servidor e são
responsáveis pela adaptação do conteúdo e condições de
atendimento.
•
Toda transação entre cliente e servidor ocorre por meio de
protocolos específicos da Rede: HTTP e URL.
Normas da Rede
• O desenvolvimento dos protocolos e softwares da Web é coordenado pelo organismo internacional W3C (World Wide Web Consortium) criado em 1994. • A flexibilidade da Rede como instrumento de publicação e transmissão da
informação através de redes lógicas reside, principalmente, nas características técnicas das normas nas quais o sistema se baseia:
• Descrição e publicação:
– HTML (Hyper-Text Markup Language) é a linguagem para publicação de hipertextos na
Internet. Formato não proprietário baseado na SGML (ISO 8879:1986), permitindo a descrição da estrutura lógica e apresentação de documentos através de marcas textuais (etiquetas de marcação), garante interoperabilidade e consequente inteligibilidade generalizada.
– XML (eXtensible Markup Language) é uma linguagem baseada em SGML que possibilita a
criação de linguagens de marcação que atendam a necessidades específicas de descrição de dados e a utilização das mesmas na criação de bases de dados intercambiáveis e
inteligíveis através da Rede.
– XHTML (eXtensible Hyper-Text Markup Language) é a adequação da linguagem HTML às
XML específicas, com sua utilização somente a estrutura da página é definida por meio de etiquetas de marcação, enquanto a configuração gráfica é feita solicitando-se, no momento da visualização do documento, as folhas de estilo CSS (Cascading Style Sheets).
Normas da Rede
•
Endereçamento :
– URL (Uniform Resource Locator) é um protocolo que tem como finalidade identificar a localização física do documento entre os diferentes servidores e serviços da Internet.
– URN (Uniform Resource Name) responsável pela denominação única dos documentos, sendo gerida por uma autoridade internacional reconhecida. O sistema de mapeamento URN/URL será análogo ao DNS (Domains Name
System) empregado na tradução dos endereços alfabéticos dos hospedeiros
em número IP, e permitirá resolver o problema da obsolescência dos endereços na rede.
• Sistemas semelhantes de endereçamento permanente de recursos ou
documentos são o PURL (Persistent Uniform Resource Locator) gerenciado pela OCLC, e o DOI (Digital Object Identifier).
– URI (Uniform Resource Identifier) sistema de descrição em nível superior ao URN e URL, modelo para identificação de qualquer recurso físico e abstrato.
Normas da Rede
•
Transmissão :
–
HTTP (Hyper-Text Transfer Protocol) desenvolvido na década de 90
por Tim Berners-Lee como estrutura de sustentação de todo o
universo Web. Permite o intercâmbio de dados entre cliente e
servidor de forma transparente ao usuário, permitindo-o se
concentrar no conteúdo dos documentos do que nas modalidades
de acesso.
• Este protocolo tem sido revisto de modo a melhorar a qualidade da conexão,
dando a esta maior solidez (conexão persistente, HTTP Pipelining) e personalização (cookies).
–
RTSP (Real-Time Streaming Protocol) desenvolvido por Real Audio,
Netscape Communications e a Columbia University, cria um fluxo
contínuo (stream) entre cliente e servidor permitindo a visão e
audição de filmes e trechos de áudio.
O protocolo z39.50
• Permite a consulta remota de catálogos e bases de dados
acessíveis na Rede, e a recuperação e transferência de dados em
formato bibliográfico, garantido maior interatividade entre o
usuário e o programa de consulta.
– Desenvolvido pela LC (Library of Congress), OCLC (Online Computer Library Center) e a RLIN (Research Libraries Information Network) e padronizado em 1988.
– A atual versão é o padrão ANSI/ISO z39.50-2003. Trata-se de um protocolo voltado para a recuperação da informação.
– Apoia a catalogação cooperativa e oferece aos usuários finais uma visão comum de um grande número de bases de dados remotas.
– Entretanto, os usuários finais preferem utilizar um navegador genérico para ativar procedimentos de recuperação da informação ao invés de aprender a utilizar um programa cliente. Assim, a maioria das bibliotecas no mundo rodam a dupla z39.50-Web em seus OPACs.