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CARTA PATENTE Nº BR

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Academic year: 2021

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INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL

MINISTÉRIO DA ECONOMIA

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

CARTA PATENTE Nº BR 202013007190-6

O INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL concede a presente PATENTE DE MODELO DE UTILIDADE, que outorga ao seu titular a propriedade do modelo de utilidade caracterizado neste título, em todo o território nacional, garantindo os direitos dela decorrentes, previstos na legislação em vigor.

(21) Número do Depósito: BR 202013007190-6 (22) Data do Depósito: 27/03/2013

(43) Data da Publicação do Pedido: 15/12/2015

(51) Classificação Internacional: A61L 2/08; A61L 2/10; A61M 16/04. (52) Classificação CPC: A61L 2/084; A61L 2/10; A61M 16/04.

(54) Título: DISPOSITIVO PARA PREVENIR CONTAMINAÇÃO EM PACIENTES INTUBADOS

(73) Titular: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP. CGC/CPF: 63025530000104. Endereço: Av.Prof Luciano

Gualberto , Trav. J -374 - 7º Andar, Butantã, São Paulo, SP, BRASIL(BR), 05508-010

(72) Inventor: VANDERLEI SALVADOR BAGNATO.

Prazo de Validade: 15 (quinze) anos contados a partir de 27/03/2013, observadas as condições legais Expedida em: 30/04/2019

Assinado digitalmente por:

Liane Elizabeth Caldeira Lage

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DISPOSITIVO PARA PREVENIR CONTAMINAÇÃO EM PACIENTES INTUBADOS

[001] Refere-se o presente modelo a um dispositivo e processo que permite evitar infecções durante o processo de intubação de pacientes pós-cirurgia ou com deficiência respiratória, o qual utiliza da ação fotodinâmica em conjunto com o guiamento de luz, evitando a formação de colônias bacterianas, que é o foco das infecções hospitalares nestes tipos de pacientes, principalmente a pulmonar.

[002] Atualmente, a principal causa de infecção hospitalar durante a internação de pacientes ainda é a pneumonia causada pelas bactérias streptococos. Estima-se também que mais de 40% das fatalidades são causadas por infecções pulmonares. O combate a tais infecções atualmente tem sido com o uso de antibióticos. O ambiente hospitalar, no entanto, é de grande rotatividade de pacientes, levando as bactérias a desenvolverem rapidamente resistência. Isto faz com que o combate à infecção se torne mais e mais difícil, demandando da indústria de antibióticos um esforço de desenvolvimento de novos antibióticos cada vez maiores.

[003] Porém, esta situação está hoje chegando a um limite, e o tratamento de pneumonia está se tomando impossível. A grande ação dos agentes de saúde tem sido evitar infecções, porém, em muitos casos, seu combate tem sido um grande desafio.

[004] A principal causa da infecção de um paciente intubado é o dispositivo de intubação propriamente dito. A superfície deste tubo, sendo estranha ao corpo, funciona como um local preferencial para nucleação e crescimento das colônias bacterianas. Estas colônias promovem a rápida multiplicação dos microrganismos, levando a um estado de infecção pulmonar avançado. Além do difícil combate aos microrganismos propriamente dito, a presença de qualquer objeto estranho sem participação sistêmica com o organismo toma difícil o combate às colônias que são

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formadas em sua superfície.

[005] Para evitar infecções desta natureza, é necessário evitar a formação de colônias favorecidas pela presença do material de intubação. O tubo utilizado é normalmente confeccionado de material plástico transparente de aproximadamente 40 centímetros, com um saco de material plástico inflável em sua extremidade. O tubo inflável constitui a vedação do ar nos brônquios para que a máquina de ventilação possa fazer a ação de expiração e inspiração do ar nos pulmões de um paciente.

[006] Se a ação dos antibióticos tem estado bastante limitada no combate aos microrganismos, uma nova ação microbiana pode ser empregada com sucesso. Trata-se da ação fotodinâmica. A ação de um agente fotossensibilizador quando excitado por luz em diversos comprimentos de onda promove a formação de radicais livres que acabam por oxidar os microrganismos, promovendo a sua eliminação.

[007] Contra a ação oxidativa, os microrganismos não desenvolvem resistência e isto é um dos principais atrativos para aplicar este procedimento, evitando infecções em pacientes intubados. A ação fotodinâmica exige a presença de três elementos básicos para funcionar: Primeiro, é necessário a presença de uma molécula fotossensibilizadora, que é o agente essencial na conversão de energia para alimentar o processo oxidante; Segundo, é preciso a presença de luz para excitar as moléculas; Terceiro, é necessário a presença de oxigênio causando a reação fotodinâmica, que no caso do objeto da presente patente, serve para impedir a formação de colônias bacterianas.

[008] O objeto do presente modelo de utilidade é a apresentação de um dispositivo que permite utilizar a ação fotodinâmica para impedir a formação de colônias bacterianas no processo de intubação hospitalar.

[009] Pesquisa em banco de dados de patentes: não existem equipamentos que sejam utilizados em processos de intubação dotados de

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dispositivo que permitem utilizar a ação fotodinâmica capaz de impedir a formação de colônias bacterianas.

[0010] Na intenção de facilitar, melhorar e de inovar no conceito de tratamento de infecções em procedimentos de intubação hospitalar foi que desenvolveu um dispositivo capaz de evitar infecções em processo de intubação hospitalar, utilizando a terapia fotodinâmica.

[0011] A invenção poderá ser mais bem compreendida através da seguinte descrição detalhada, em consonância com as figuras em anexo, onde:

A FIGURA 1 representa um exemplo de aplicação do dispositivo por

via bucal.

A FIGURA 2 representa detalhes do dispositivo.

A FIGURA 3 representa detalhes do guiamento por reflexão da luz

emitida pelo dispositivo.

[0012] O dispositivo objeto da presente patente de invenção é inédito e inovador por possuir uma cavidade interna (8) disposto em toda a extensão da parede do tubo (1), o qual permite operar a terapia fotodinâmica através da utilização de uma fibra óptica (10) que é iluminada por um sistema de iluminação à base de LEDs ou Laser (14).

[0013] O dispositivo é constituído de: um tubo de material plástico transparente (1), que é a sua estrutura básica; A parede do tubo (1) é espessa e possui uma cavidade (8); O comprimento deste tubo é de aproximadamente 40 centímetros, podendo ser utilizado opcionalmente pela via bucal (2) ou nasal; Possui diâmetro de 05 a 12 mm; Acoplado ao dispositivo, possui ainda um injetor de ar de pequeno calibre (4) (5); um saco plástico inflável (6); um conector (7); um sistema emissor de luz (14) guiado por uma fibra óptica (10).

[0014] O sistema emissor de luz (14) pode ser um Laser e/ou LEDs, operando no comprimento de onda de 400nm a 780nm.

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[0015] A solução fotossensibilizadora, utilizada para banhar o tubo (1) do dispositivo, pode ser: porfirina, clorina, endocianina, azul de metileno, curcumina ou hipericina, a qual é aderida ao material naturalmente. Opcionalmente, o tubo (1) do dispositivo pode ser banhado com sal-gel.

Processo de Utilização do Dispositivo

[0016] Antes da introdução do tubo (1) ao paciente, o mesmo deve ser banhado em uma solução contendo um agente fotossensibilizador, criando uma camada destas moléculas (9) em toda a sua superfície do tubo (1), tanto interna, quanto externa. Esta camada ficará contida no tubo em razão da sua afinidade com as moléculas do plástico que o compõe.

[0017] Opcionalmente, pode ser introduzido, através de um spray, um pouco da solução fotossensibilizadora na cavidade bucal ou nasal e também na traqueia, permitindo que sempre tenha moléculas fotossensibilizadoras nos fluídos que estejam em contato com o tubo (1). Assim, a presença destas moléculas tanto no tubo (1) quanto no fluído permitirão que as bactérias ali presentes sejam fotossensibilizadas.

[0018] Após o banho de solução fotossensibilizadora, o tubo (1) deve ser introduzido via bucal ou nasal, indo até a traqueia (3); O injetor de ar (4) através de um tubo auxiliar (5) deverá inflar o saco plástico (6) que constitui na vedação necessária para o respirador funcionar, o qual irá fixar o tubo (1) do dispositivo à traqueia (3). Uma vez fixado o tubo, o dispositivo é conectado (7) a um ventilador que fará artificialmente a respiração; Em seguida, deve-se inserir uma ou mais fibras ópticas (10) na cavidade (8) do tubo (1) de forma que seja introduzido a luz, emitida pelo sistema emissor de luz (14) de forma que atinja as moléculas, havendo a reação fotodinâmica com a iluminação destes microorganismos.

[0019] O tempo de iluminação pode perdurar por todo o período de intubação, podendo ainda, opcionalmente, ser iluminado por períodos

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determinados interrompidos, atingindo-se o mesmo resultado.

[0020] Esta iluminação utiliza-se das características de transparência do material do tubo (1) para poder levar a luz em toda a sua extensão, a qual emerge (11) pela ponta da fibra, sendo guiada no interior do tubo (1) pelo processo de reflexões internas totais sucessivas (12). Isto se toma possível devido ao fato de que o índice de refração do material plástico do tubo (1) ser muito maior que do meio.

[0021] No entanto, devido a imperfeições na superfície do tubo (1) ou devido ao contato com o fluído, um pouco de luz sempre escapa em cada reflexão, de modo que toda a extensão do tubo (1) fique iluminada (13).

[0022] O tubo (1) se toma uma fonte generalizada de luz em toda a sua extensão. Tanto a superfície externa quanto interna emite luz, excitando as moléculas ali contidas ou próximas, ocorrendo a ação fotodinâmica, eliminando os microorganismos e evitando a formação colônias bacterianas, reduzindo consideravelmente os riscos de infecção.

[0023] Em razão de poder ser utilizar várias fibras ópticas simultaneamente introduzidas no tubo (1), diversos comprimentos de onda de luz podem ser também simultaneamente utilizados com a combinação de fotossensibilizadores.

[0024] Utilizando o sistema emissor de luz (14) no comprimento de onda entre 400nm e 420nm, sem a presença da solução fotossensibilizadora, por já possuir efeito bactericida adequado, minimiza os efeitos de infecção. Porém, a presença da solução neste mesmo comprimento de onda melhora de forma considerável a sua eficiência.

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REIVINDICAÇÕES

1) DISPOSITIVO utilizado em processos de intubação hospitalar, caracterizado por ser constituído das seguintes partes: um tubo de material

plástico transparente (1), no qual pode ser aderida uma solução fotossensibilizadora, sendo a parede do tubo (1) espessa, apresentando tal tubo (1) comprimento de aproximadamente 40 centímetros e diâmetro de 05 a 12 mm, e possuir uma cavidade (8) que permite a entrada da luz emitida pelo sistema emissor (14), podendo ser utilizado pela via bucal (2) ou nasal, sendo acoplado ao dispositivo um injetor de ar de pequeno calibre (4) (5), um saco plástico inflável (6), um conector (7) e um sistema emissor de luz (14) guiado por uma fibra óptica (10).

2) DISPOSITIVO de acordo com a reivindicação 1, caracterizado pelo sistema emissor de luz (14) ser um Laser e/ou LEDs, operando no

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Figura 1 Figura 2 1 2 3 4 6 7 1 4 5 6 7 10 5

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Figura 3 1 8 9 10 11 12 13

Referências

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