PRINCÍPIOS DO DIREITO
AMBIENTAL NO BRASIL
Prof. Éder Clementino dos Santos
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FUNDAMENTOS DE DIREITO
AMBIENTAL
ORDENAMENTO
JURÍDICO
Constituição Federal;
Emendas a CF;
Leis Complementares;
Leis Ordinárias;
Medidas provisórias;
Decretos;
Normas Complementares
(Portarias, Resoluções etc.)
Normas Individuais
(Contratos, Sentenças, etc.)
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PRECEITOS LEGAIS
CONSTITUCIONAIS
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© Copyright –Proibida Reprodução. (Barros, 2008; Milaré, 2004)
CF/88 – Art. 225 “Impõe ao Poder Público e a Coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente”;
Art. 5º, XXIII; LXXI; LXXIII;
Art. 20, I; II; III; IV; V; VI; IX; X;
XI; e §§ 1º E 2º;
Art. 21, XIX; XX; XXIII, a,b e c;
XXV;
Art. 22, IV; XII; XXVI;
Art. 23, I; III; IV; VI; VII;; IX; XI;
Art. 24, VI; VII; VIII;
Art. 43, § 2º; IV e § 3º;
Art. 49, XIV; XVI;
Art. 91, § 1º; III;
Art. 103;
Art. 129, III e VI;
Art. 170, III e VI;
Art. 174, §§ 3º e 4º;
Art. 176, §§ 1º ao 4º;
Art. 182, §§ 2º e 4º;
Art. 186, II;
Art. 200, IV; VII; VIII;
Art. 216, V e §§ 1º, 3º e 4º;
Art. 231;
Art. 232;
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AMBIENTAL
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Direito Ambiental: Instrumento multidisciplinar que utiliza
institutos penal, civil, administrativo e internacional para
tornar efetivas suas normas, visando regular a relação do
homem e seus meios de produção com a natureza, como
forma
de
permitir
o
equilíbrio
dessa
relação
o
desenvolvimento sustentável;
Legislação Ambiental: Conjunto de leis sobre uma
matéria regido sobre determinado ramo do direito positivo
ou que tem um fim pré-estabelecido;
“Direito próprio com normas jurídicas específicas”
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PRINCÍPIOS: São proposições normativas básicas, gerais
ou setoriais, positivadas ou não, que, revelando os valores
fundamentais
do
sistema
jurídico,
orientam
e
condicionam a aplicação do direito;
Princípios Ambientais: Conjunto de regras ou preceitos,
que se fixam para servir de norma a toda espécie de ação
jurídica;
Aplicação: onivalentes ou universais, plurivalentes ou
regionais, monovalestes e setoriais;
(Barros, 2008)
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DOS PRINCÍPIOS DIREITO
AMBIENTAL
Princípios que orientam o Direito Ambiental:
• Princípios ambientais exclusivos – são aqueles de pertinência imediata com o direito ambiental, não integram qualquer outro ramo do direito;
A SUA EXISTÊNCIA É QUE CONTRIBUI PARA A AUTONOMIA DO DIREITO AMBIENTAL
• Princípios ambientais subsidiários – são aqueles com caráter de introjeção de institutos de vários outros direitos (Administrativo, Constitucional, Agrário, Penal, Processual Civil, Civil, etc);
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Princípios ambientais exclusivos
I. Princípio da universalidade; II. Princípio da tutela coletiva;
III. Princípio da educação ambiental;
IV. Princípio do desenvolvimento sustentável;
V. Princípio da cooperação internacional;
VI. Princípio da precaução; VII. Princípio da prevenção; VIII. Princípio do usuário-pagador; IX. Princípio do poluidor-pagador;
Princípios ambientais subsidiários
I. Princípio da igualdade; II. Princípio da legalidade; III. Princípio da impessoalidade;
IV. Princípio da moralidade; V. Princípio da eficiência; VI. Princípio da publicidade;
VII. Princípio da supremacia interesse público;
VIII. Princípio da razoabilidade; IX. Princípio da segurança
jurídica;
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• Princípio da Universalidade: são coletivadas com art. 225/CF, caput, versado direito humano, dignidade pessoa humana, ambiente ecologicamente equilibrado;
• Princípio da Tutela Estatual e Coletiva: c/c art. 225/CF; são aqueles versam meio ambiente direito de todos (Poder Público e Coletividade); Poderes de polícia/disciplinar (Adm. Pública); devido o processo legal/contraditório/ampla defesa (art. 5º, XXXIV/CF);
Princípio da Educação Ambiental: c/c art. 225, § 1º, VI/CF; são
aqueles versam primazia percepção meio ambiente direito de todos (Poder Público e Coletividade); princípio 19 – CNUMA, 1972;
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• Princípio do Desenvolvimento Sustentável: são versados em equilíbrio e sadia qualidade de vida a coletividade(art. 225 c/c art. 170, VI; art. 186, I, II, III e IV/CF;
• Princípio da Cooperação Internacional: art. 225 c/c art. 4º, IX/CF;
são aqueles versam acordos/tratados/convenções; Princípio 24 –
CNUMA,1972);
Princípio da Precaução: art. 225, § 1º, IV/CF c/c art. 10 Lei
6.938/81; são aqueles versam impacto ambiental, quando houver ameaça de danos sérios ou irreversíveis, a ausência absoluta certeza científica não deve ser utilizada como razão para prostergar medidas eficazes economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental;
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• Princípio da Prevenção: são versados em decorrência da constatação de há evidências de perigo de dano ambiental efetivo e deve ser eliminado preventivamente proteção de coletividade (art. 225 /CF;
• Princípio do Usuário-Pagador: art. 225 c/c art. 5º, XXXV e art. 170, VI/CF; são aqueles versam meio ambiente difuso, seu uso é oneroso, necessidade de contraprestação para ser usado;
Princípio do Poluidor-Pagadora: art. 225/CF c/c art. 14, § 1º Lei
6.938/81; são aqueles versam a responsabilidade objetiva, poluidor que agride meio ambiente, não limita ao autor mas todos direita ou indiretamente envolvidos com o danos ambiental;
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• Princípio da Igualdade: são versados na universalidade, direito de todos ao ambiente equilibrado, Direito Fundamental (art. 225,caput /CF;
• Princípio da Legalidade: art. 225 c/c art. 5º, II/CF; são aqueles versam ação ou omissão não inflige a lei, Estado Democrático de Direito, principal garantia de respeito aos direitos individuais, respeito a regras do direito material esculpidas na lei;
Princípio da Impessoalidade: art. 37, § 4º/CF c/c Lei 8.429/94
(Improbidade Administrativa); são aqueles versam que meio ambiente administrado pelo Poder Público, proibição qualquer tipo de favoritismo ou discriminação, todos tratados com neutralidade;
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• Princípio da Moralidade/Probidade: são versados na moralidade e probidade Poder Público, respaldado princípio da legalidade, ética
da conduta administrativa (art. 37, caput, § 4º /CF c/c art. 2º, IV Lei
9.784/99, art. 5º,LXXIII/CF);
• Princípio da Eficiência: art. 225 c/c art. 37, § 6º e art. 74, II/CF; são aqueles versam dever de eficiência na gestão do meio ambiente, vontade de fazer justiça para os cidadãos, planejar atos forma menos onerosa e máximo resultado econômico/social/ambiental;
Princípio da Publicidade: art. 5º, LV c/c art. 225, art. 1º, § Único/CF
art. 2º, V, § Único Lei 9.784/99, Adm.Pública transparente para a
sociedade, conhecimento dos órgãos de controle, impugnar atos viciados ou desacordo com a legalidade e moral administrativa;
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• Princípio do Contraditório: são versados no litígio ambiental, relação direta com devido processo legal, oportunizar ao litigante o direito de contradizer a imputação que lhe posta (art. 5º,LV/CF);
• Princípio da Ampla Defesa: art. 5º, LV c/c art. 129, incisos/CF; são aqueles versam dever de instituir a paz na lide (conflitos ambientais), possibilidade de argumentação contrária a uma imputação administrativa;
Princípio do Duplo Grau Jurisdição: art. 5º, LV/CF c/c art. 57 Lei
9.784/99, que versa na previsão legal de submissão da decisão proferida por juiz do primeiro grau a um órgão coletivo superior, onde o devido processo legal somente se completa com o exaurimento do devido trânsito em julgado;
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• Princípio da Supremacia Interessse Público: são versados no dever da Adm. Pública proteger o meio ambiente, finalidade pública, indisponibilidade interesse público, poder-dever (art. 225, caput/CF); • Princípio da Interpretação norma Administrativa com fim
púlbico: art. 225, incisos/CF; são aqueles versam dever de explicitar,
aclarar determinada palavra, texto dentro de um conteúdo, busca da verdadeira intenção do legislador para consolidação legal;
Princípio da Irretroatividade da nova Interpretação: art. 5º, XXXV
c/c Art. 1º, II/CF, que versa na previsão do ato administrativo com efeito ex nunc, do momento de sua edição para adiante;
Quando atos de ilegalidade, efeito ex tunc, retroagem ao meomento de sua edição;
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• Princípio da Irrenunciabilidade de poderes ou competência
administrativas: são versados no dever da Adm. Pública proteger o
meio ambiente, finalidade pública, indisponibilidade interesse público, poder-dever (art. 225, caput/CF);
• Princípio da irrenunciabilidade de Poderes ou Competências
Administrativas: art.6º Lei 6.938/81 c/c 21 a 30, incisos/CF; são
aqueles versam dever de outorgar aos Entes ou órgãos públicos dever administrar meio ambiente, é irrenunciáveis, salvo autorizada por lei;
Princípio da Objetividade atendimento do interesse públcio: art.
225, incisos /CF, que versa caráter da atitude aos interesses públicos;
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AMBIENTAL
• Princípio da Presunção de legitimidade ou de veracidade: são versados no dever da presunção da verdade dos fatos, presunção da legalidade até que prova em contrário (art. 225, caput, c/c art.5º II e XXXV/CF);
• Princípio de Controle e Tutela: art.5º, II/CF c/c art. art. 37, § 6º/CF; são aqueles versam dever Adm. Pública de garantir e fiscalizar as atividades dos entes delegados, na observância de suas finalidade institucionais, exercidos nos limites da lei;
Princípio da Autotutela: art. 225, incisos /CF c/c Súmula 346 e
473/STF, que versa caráter da legalidade, cabe Adm. Pública
controle da legalidade – art. 54 Lei 9.784/99 – decaimento legal do
direito autotutela em 5 anos;
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DOS PRINCÍPIOS DIREITO
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• Princípio da Hierarquia: são versados no dever Adm. Pública Ambiental de obedecer uma linha vertical disposição e relação de órgãos – SISNAMA (art. 6º Lei 6.938/81 c/c art.5º II e XXXV/CF);
• Princípio da Razoabilidade e Proporcionalidade: art.5º, XXXV c/c art. art. 1º, II /CF; são aqueles versam como inibidor do poder discricionário do administrador público, atenda melhor finalidade da lei aos interesses públicos, avaliar ação humana dentro do bom-senso;
Princípio da Segurança Jurídica: art. 5º, II c/c art. 2º, caput Lei
9.784/99, que versa no respeito `a boa-fé, agentes operam seus comportamentos conforme pauta regrada ciência jurídica;
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MUITO OBRIGADO !!!
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