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Richard e Florence Atwater

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Academic year: 2021

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I L U S T R A D O P O R

R

O B E R T

L

A W S O N

Richard e Florence Atwater

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Copyright © 1938 Richard Atwater e Florence Atwater

Copyright da edição revista © 1966 Richard Atwater e Florence Atwater Edição publicada mediante acordo com Little, Brown & Company, Nova York, EUA. Todos os direitos reservados.

título original Mr. Popper’s Penguins revisão

Fátima Maciel Milena Vargas diagramação Júlio Moreira capa

Mariana Newlands

cip-brasil. catalogação-na-fonte

sindicato nacional dos editores de livros, rj A899p

Atwater, Florence

Os pinguins do Sr. Popper / Florence Atwater e Richard Atwater ; tradução de Flávia Souto Maior. - Rio de Janeiro:

Intrínseca, 2011.

Tradução de: Mr. Popper’s Penguins ISBN 978-85-8057-057-1

1. Literatura infantojuvenil americana. I. Atwater, Richard.

II. Maior, Flávia Souto. III. Título.

11-2055. cdd: 028.5

cdu: 087.5

[2011]

Todos os direitos desta edição reservados à Editora Intrínseca Ltda.

Rua Marquês de São Vicente, 99, 3º andar 22451-041 – Gávea

Rio de Janeiro – RJ Tel./Fax: (21)3206-7400

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Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo

Água Mansa .9 A voz no ar .15 Direto da Antártica .21 Capitão Cook .29

Problemas com um pinguim .37 Mais problemas .44

Capitão Cook faz um ninho .50 Passeio de pinguim .56 Na barbearia .63 Sombras .68 Greta .73

Mais bocas a alimentar .80 Preocupações fi nanceiras .87 Sr. Greenbaum .91

Os Pinguins Performáticos do Sr. Popper .98 Na estrada .106

Fama .114

Ventos de abril .120 Almirante Drake .127 Adeus, Sr. Popper .135

Sumário

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Richard e Florence Atwater

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Capítulo 1

Água Mansa

RA UMA TARDE no fi nal do mês de setembro. Na agradável cida- dezinha de Água Mansa, o Sr.

Popper, pintor de paredes, volta- va para casa depois do trabalho.

Carregava suas latas, escadas e tábuas, de forma que tinha difi- culdade para se movimentar. Es- tava todo respingado de tinta e cal, e havia pedaci- nhos de papel de parede grudados em seus cabelos e em sua barba, pois o Sr. Popper era um homem um tanto desleixado.

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Richard e Florence Atwater

Quando ele passava, as crianças interrompiam a brincadeira para lhe dirigirem um sorriso, e as donas de casa, ao verem-no, diziam:

– Lá vai o Sr. Popper. Preciso me lembrar de pe dir ao John para pintarmos a casa na primavera.

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os PINGUINS d o Sr. Popp er

Ninguém sabia o que se passava na cabeça do Sr.

Popper, e ninguém imaginava que um dia ele seria a pessoa mais famosa de Água Mansa.

Ele era um sonhador. Mesmo quando estava ocupa díssimo, alisando a cola no papel de parede ou pintando o lado de fora da casa de alguém, era capaz de esquecer o que estava fazendo. Certa vez, pintou três paredes de uma cozinha de verde e uma de amarelo. A dona da casa, em vez de ficar brava e mandá-lo refazer o trabalho, gostou tanto que lhe pediu que deixasse como estava. E as demais donas de casa, quando viram, também gostaram, e logo todos em Água Mansa tinham cozinhas de duas cores.

O Sr. Popper era assim tão distraído porque esta- va sempre sonhando com países distantes. Ele nunca saíra de Água Mansa. Não que fosse infeliz. Tinha uma bela casinha, uma esposa que amava ternamen- te e dois fi lhos, Janie e Bill. Apesar disso, às vezes pensava que teria sido bom se pudesse ter visto um pouco do mundo antes de conhecer a Sra. Popper e sossegar. Ele nunca caçara tigres na Índia, nem esca- lara os picos do Himalaia, nem mergulhara nos mares do Sul em busca de pérolas. E o mais importante de tudo: nunca estivera nos polos.

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Richard e Florence Atwater

Era disso que mais se lamentava. Ele nunca vira aquelas imensas, brancas e brilhantes extensões de gelo e neve. Desejava ter sido cientista, em vez de pintor de paredes em Água Mansa, e então poderia ter participa- do de algumas das grandes expedições polares. Como nunca pôde fazer isso, continuamente pensava nelas.

Sempre que um fi lme sobre os polos estava em exibição na cidade, era o primeiro a chegar à bilhe- teria, e frequentemente assistia a três sessões segui- das. Quando a biblioteca de Água Mansa recebia um novo livro sobre o Ártico ou a Antártica – o polo Norte ou o polo Sul –, o Sr. Popper era o primeiro a pegá-lo emprestado. Na realidade, já lera tanto sobre os exploradores das regiões polares que era capaz de lembrar o nome de todos eles e de dizer o que cada um fi zera. Era especialista no assunto.

As noites eram os melhores momentos, quando ele podia se sentar, em casa, e ler sobre aquelas regiões frias dos extremos norte e sul da Terra. Enquanto fa- zia isso, podia pegar o pequeno globo que ganhara de Janie e Bill no Natal anterior e procurar o local exato sobre o qual estava lendo.

Agora, enquanto andava pelas ruas, estava feliz porque o dia tinha terminado, e porque era fim de setembro.

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os PINGUINS d o Sr. Popp er

Quando chegou ao portão da asseada casinha situa- da na Avenida Altiva, número 432, entrou.

– Bem, meu amor – disse, largando baldes e esca- das e tábuas, e beijando a Sra. Popper –, a temporada de decoração terminou. Pintei todas as cozinhas de Água Mansa, pus papel de parede em todos os apar- tamentos do novo prédio da Rua Elmo. Não haverá mais trabalho até a chegada da primavera, quando as pessoas desejarão pintar suas casas.

A Sra. Popper suspirou:

– Às vezes gostaria que você tivesse um tipo de tra balho que durasse o ano todo, e não apenas da pri- mavera ao outono – disse ela. – Será bom tê-lo em casa durante esse período de descanso, é claro, mas é um pouco difícil varrer a casa com um homem senta- do por aí, lendo o dia todo.

– Eu poderia decorar a casa para você.

– De jeito nenhum – disse a Sra. Popper com fi rmeza. – No ano passado você pintou o banheiro quatro vezes, porque não tinha mais nada que fazer, e acho que já chega. Mas o que me preocupa é o dinheiro. Guardei um pouco, e suponho que passa- remos bem esse inverno, como já passamos outros.

Nada de carne assada, nada de sorvete, nem mesmo aos domingos.

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– Vamos comer feijões todos os dias? – pergun- taram Janie e Bill, que entravam em casa depois de brincarem lá fora.

– Receio que sim – disse a Sra. Popper. – Seja como for, la vem as mãos para o jantar. E, Papai, guarde essas tintas, pois não precisará delas por um bom tempo.

Richard e Florence Atwater

Referências

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