• Nenhum resultado encontrado

Especiação e suas bases genéticas

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Especiação e suas bases genéticas"

Copied!
45
0
0

Texto

(1)

Especiação e suas bases genéticas

Diogo Meyer BIO-0208

2016

Ridley, capítulo 14

(2)

Especiação

Como surgem mecanismos de

isolamento reprodutivo (IR)?

De Queiroz, 2005

(3)

Especiação: as principais perguntas

Qual a base genética do isolamento reprodutivo?

Quantos genes?

Quais genes?

Como isolam?

Deriva ou seleção?

(4)

Especiação: um modelo simples

Especiação: um modelo simples

Como surge o isolamento reprodutivo?

ISOLAMENTO GEOGRÁFICO

(5)

Especiação: um modelo simples

Especiação: um modelo simples

Como surge o isolamento reprodutivo?

ISOLAMENTO GEOGRÁFICO

Especiação: um modelo simples

Como surge o isolamento reprodutivo?

CONTATO SECUNDÁRIO ISOLAMENTO REPRODUTIVO

(6)

Especiação: um modelo simples

O que é isolamento reprodutivo?

ISOLAMENTO REPRODUTIVO

ISOLAMENTO SEXUAL HÍBRIDOS INVIÁVEIS

ISOLAMENTO DE HABITAT ISOLAMENTO TEMPORAL ISOLAMENTO GAMÉTICO

...

Existem diferentes barreiras reprodutivas e mais de um tipo pode surgir entre um mesmo par

de espécies

BARREIRAS AO FLUXO GÊNICO

Especiação: um modelo simples

(7)

Especiação no laboratório:

isolamento e seleção

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Drosophila_speciation_experiment_pt.svg

Especiação em laboratório

Dodd, 1989 ISOLAMENTO SEXUAL

(8)

Especiação no laboratório:

isolamento e seleção

(9)

Especiação no laboratório:

isolamento e seleção

(10)

O que esses experimentos dizem

l alopatria + seleção divergente: isolamento em 11/14 estudos

l alopatria sem seleção: nunca gerou isolamento!

Conclusão: isolamento reprodutivo é um subproduto da seleção

divergente

(11)

Qual é a base genética do isolamento?

• Nos experimentos, não houve seleção para o isolamento

• O isolamento reprodutivo é um subproduto da seleção divergente

• Seleção divergente facilita o surgimento de isolamento, porém atuando indiretamente

(12)

Pleiotropia leva ao isolamento

(13)

A

B

C

D

Fitness

0.0 0.2

Beak size (PC1)

–2.00 –1.00 0.00 1.00 2.00 3.00

0.4 0.6 0.8 1.0

0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6

Proportion of each morph

Proportion marked Proportion recaptured

Omnivore Intermediate Carnivore Morph

138 8 303 31

113 18

2 2.4 2.8 3.2

–4 –2 0 2 4

Snout-vent length (Ln, mm)

Morphological index (more carnivore-like ) 0

Number of birds

40

30

20

10

Figure 3. Two examples of disruptive selection in the wild. (A) The adult population of Darwin’snches (Geospiza fortis) at El Garra- patero (Santa Cruz Island, Galápagos archipelago) consists of a small-beaked morph and a large-beaked morph. The data come from a study by Podos and colleagues. (B) This population experi- ences disruptive selection, in which individuals with small and large beaks have highertness than those with intermediate-sized beaks.

Selection on beak morphology is depicted as a cubic spline (heavy line) with 95% condence intervals (lighter lines). These data are from work by Hendry and colleagues. (C) Similarly, disruptive se- lection disfavors individuals with intermediate trophic phenotypes in Mexican spadefoot toad tadpoles (Spea multiplicata). This graph shows the probability of survival for individuals expressing different

ecomorphs—omnivores, carnivores, and intermediates—based on a mark-recapture experiment in a natural pond in Arizona. Individuals expressing an intermediate phenotype had lowest survival (numbers above each bar show sample sizes), demonstrating that this popu- lation experiences disruptive selection. (D) Disruptive selection can also be visualized by a cubic-spline estimate of body size (atness proxy) on a composite shape variable of trophic morphology (mor- phological index). The cubic spline (solid line) is bracketed by 95%

condence intervals (dashed lines). As in panel (B), the presence of an intermediatetness minimum suggests that disruptive selection acts on trophic morphology. The data in panels (C) and (D) are from work by Martin and Pfennig.

Geospiza fortis em El Garrapatero

Pleiotropia leva ao isolamento

Bico pequeno Bico grande

Seleção disruptiva

Acasalamento preferencial em função do tamanho do bico

Huber et al 2007

(14)

Padrão de canto diverge entre populações com tanhos de bico

diferentes

(15)

Isolamento via seleção e pleiotropia

Especiação

Como surge o isolamento reprodutivo?

Huber e Podos, 2006; Huber et al., 2007

(16)

Isolamento: híbrido inviável entre populações de Mimulus guttatus

População com cobre População sem cobre

(17)

Isolamento via seleção e carona

Especiação

Como surge o isolamento reprodutivo?

Allen e Sheppard, 1971; Nosil, 2012

SELEÇÃO DIVERGENTE

24h 48h 72h 24h 48h 72h

Crescimento da raiz (cm)

POPULAÇÃO A POPULAÇÃO B Crescimento com cobre

Mimulus guttatus

Pop. sem cobre Pop. com cobre

(18)

Carona leva ao isolamento

População sem cobre População com cobre

(19)

Como surge o isolamento reprodutivo (IR) pós-zigótico?

Espécie 1 AA aptidão alta Espécie 2 aa aptidão alta

Híbrido Aa aptidão baixa/híbridos inviáveis

Especiação

Quais as bases genéticas do isolamento reprodutivo?

Incompatibilidades genéticas intrísecas no híbrido

AA

Aa (infértil) aa

x

O PROBLEMA

AA

Aa

(20)

l O problema:

Como surge o isolamento reprodutivo (IR)?

AA aa

x Aa (infértil)

Especiação

Quais as bases genéticas do isolamento reprodutivo?

Incompatibilidades genéticas intrísecas no híbrido

AA

Aa (infértil) aa

x

O PROBLEMA

AA

Aa

(21)

l O problema:

AA

Como surge o isolamento reprodutivo (IR)?

AA aa

x Aa (infértil)

(22)

l O problema:

AA

Aa

Como surge o isolamento reprodutivo (IR)?

AA aa

x Aa (infértil)

(23)

O desafio genético

T. Dobzhansky (1936)

A seleção natural, atuando numa espécie, não deve favorecer alelos que pioram a aptidão dos

seus portadores.

H. Muller (1940)

(24)

l A solução:

AABB

A solução:

o modelo Dobzhansky-Muller (D-M)

(25)

l A solução:

AABB

AaBB AAbB

A solução:

o modelo Dobzhansky-Muller (D-M)

(26)

l A solução:

AABB

AaBB

AAbb aaBB

X AaBb (infértil) AAbB

A solução:

o modelo Dobzhansky-Muller (D-M)

l Interações epistáticas entre a e b geram isolamento reprodutivo

(27)

Idéia central do modelo D-M

l Alelos que funcionam bem no seu contexto intra-específico habitual, deixam de funcionar bem num híbrido.

l Isso decorre de interação epistáticas entre genes

l Lembrete. Epistasia: “efeito da interação entre dois ou mais genes sobre o fenótipo de modo tal que seu efeito conjunto difere da soma dos dois genes separados”

(28)

Apoio para o modelo

Dobzhansky-Muller (D-M)

Coyne e Orr (1998) resumem décadas de estudos:

2/26 estudos: loco único explica híbrido inferior

24/26 estudos: vários loci explicam híbrido inferior

l Resultados apóiam o modelo D-M

(29)

Bases genéticas para mecanismos de isolamento

l Até agora vimos os mecanismos de isolamento de modo “genérico”, quase abstrato.

l É possível estudar os genes específicos que explicam o isolamento.

(30)

l Plati: tem Xmrk2 (gene novo), e há também o repressor.

l Espada: não possui nenhum dos dois

l Em retrocruzamentos, alguns indivíduos recebem o Xmrk2 mas não o repressor.

Willis, 2009. Science

Xmrk-2 em Xiphophorus

(31)

l Plati: tem Xmrk2 (gene novo), e há também o repressor.

l Espada: não possui nenhum dos dois

l Em retrocruzamentos, alguns indivíduos recebem o Xmrk2 mas não o repressor.

Willis, 2009. Science

Xmrk-2 em Xiphophorus

(32)

Especiação

Quais as bases genéticas do isolamento reprodutivo?

Pennisi, 2006

Gene Xmrk2 surgiu em Plati por duplicação

O gene Xmrk2 em Xiphophorus

Há também um repressor nessa espécie

Espada: não apresenta nenhum dos dois

Em retrocruzamentos, alguns indivíduos recebem o Xmrk2, mas não o supressor

(33)

O gene OdsH em Drosophila

l Isola D. mauritiana e D. simulans

l Está no cromossomo X, é gene homeobox

l Interage com o Y

l Taxa de dN muito alta

Mecanismo chave:

seleção positiva

Ting et al., 1998

(34)

Conclusões sobre genes que contribuem para isolamento

reprodutivo via D-M

l Podem realizar diversas funções (fatores de

transcrição, oncogene, proteínas de membrana)

l Isolamento surge como “subproduto” de sua função habitual

l Diferentes tipos de seleção contribuem: Isolamento é frequentemente subproduto da seleção.

(35)

Resumo até aqui

l É comum isolamento reprodutivo ser subproduto de seleção divergente (sem seleção para isolamento)

l O alelo sob seleção pode estar correlacionado geneticamente ao isolamento reprodutivo

(pleiotropia ou carona)

l Incompatibilidade genética no híbrido é comum.

Muitos genes de funções distintas podem participar desse isolamento, que requer epistasia

(36)

Seleção natural e especiação

No modelo D-M:

Não há seleção “para” isolamento. Ele aparece como subproduto

Em que situação a seleção favoreceria o isolamento?

(37)

Seleção diretamente sobre isolamento

Especiação

A seleção pode favorecer diretamente o isolamento reprodutivo?

POPULAÇÃO A POPULAÇÃO B

APTIDÃO REDUZIDA

ACASALAMENTO PREFERENCIAL

APTIDÃO ALTA OU

APTIDÃO ALTA

(38)

Seleção diretamente sobre isolamento

Especiação

A seleção pode favorecer diretamente o isolamento reprodutivo?

POPULAÇÃO A POPULAÇÃO B

ACASALAMENTO PREFERENCIAL

REFORÇO DO ISOLAMENTO REPRODUTIVO: seleção a favor do isolamento reprodutivo pre-zigótico resultante da aptidão reduzida do híbrido

(39)

Reforço na natureza: isolamento entre espécies de Drosophila

Coyne & Orr, 1997 Alopatria

Simpatria

Cada triângulo

refere-se a um par de espécies de Drosophila que foi comparado.

(40)

Especiação pode ocorrer sem alopatria?

alopátrica

parapátrica

simpátrica

1. D-M gera isolamento pós-zigótico 2. Pleiotropia/carona gera isolamento pré-zigótico

3. Reforço “completa” o isolamento

l Requer condições semelhantes ao do reforço

l Especiação é possível mesmo sem isolamento? Com fluxo gênico?

(41)

Especiação pode ocorrer sem alopatria?

Forte seleção contra

híbridos

(42)

Resultados de experimentos com Drosophila:

l Seleção divergente e simpatria: 5/5

Especiação simpátrica no

laboratório

(43)

Teste genético para especiação em simpatria: “pea aphids”

Hawthorne e Via, 2001

Dois ambientes: “trevo” e “alfafa”

Ambientes: afetam “performance” e influenciam “preferência reprodutiva”

(44)

Diversidade de mecanismos de isolamento

Divergência de polinizador:

Mimulus lewisii

abelha beija-flor

Híbrido inferior: swainson’s thrush

trevo alfafa

Divergência de habitat:

pulgão de ervilha Híbrido incompatível

(45)

Resumo

1. Frequentemente o isolamento reprodutivo é um subproduto da seleção divergente

2. Seleção pode promover isolamento reprodutivo indiretamente (via pleiotropia ou carona)

3. Muitos genes diferentes podem contribuir para isolamento. Epistasia é essencial.

4. Migração homogeniza populações. Com migração, só haverá isoalmento reprodutivo com seleção forte.

Referências

Documentos relacionados

        Partindo do pressuposto de que a autonomia é um mecanismo que deve fazer parte da gestão democrática, consideramos que os sujeitos inseridos na escola, bem como a

Alguns autores descreveram a síntese e a triagem farmacológica de uma série de derivados halogenados das 4-3H-pirimidinonas, a já citada série da ABPP Figura 9, que dentre todas

A definição das amostras para avaliação da concentração volumétrica de partículas foi baseada no efeito que a diluição do óleo de processo pode provocar

Pois entender os processos de gestão dessas organizações é fundamental para entender seu funcionamento e influência no território onde atuam (ANDION, 2005). Este trabalho

Este trabalho apresenta o estudo da viabilidade de uso de silsesquioxano iônico como agente ancorador de íons Au (III) em superfície de xerogel mesoporoso de

O presente trabalho tem como objetivo expor a evo- lução do diagnóstico do subdesenvolvimento no pen- samento de Celso Furtado entre 1950 e 1964, período de atuação na

Você precisa começar a usar Bupogran enquanto ainda estiver fumando e, junto com seu médico, determinar uma data para interromper o hábito durante a segunda semana após

Devido às especificidades das mídias, os referenciais para a elaboração de material didático para a EaD serão apresentados em três blocos: material impresso, material audiovisual