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Scire Salutis (ISSN 2236‐9600)  

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Scire Salutis (ISSN 2236‐9600)  

PERCENTUAL DE ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO E SEU EFEITO SOBRE O ESTADO

NUTRICIONAL DE PRÉ-ESCOLARES

RESUMO

Um importante aumento na prevalência do sobrepeso e da obesidade infantil tem sido demonstrado nas três últimas décadas e estima-se que no mundo cerca de 170 milhões de pessoas com menos de 18 anos têm sobrepeso. Nesse sentido, estudos têm levantado à hipótese de que o aleitamento materno pode ser utilizado como estratégia na prevenção da obesidade na infância e de patologias associadas. Este estudo objetivou identificar a associação entre a duração do aleitamento materno exclusivo e uma possível proteção no desenvolvimento de sobrepeso e obesidade em pré-escolares. Trabalho de caráter transversal, em que 48 crianças de dois a cinco anos de uma instituição de ensino particular, localizada no município de Itabaiana/SE, foram avaliadas quanto ao peso e estatura. Os pais das crianças responderam a um questionário sobre tempo de amamentação. As crianças foram categorizadas em amamentadas exclusivamente e não amamentadas exclusivamente e, posteriormente, tais dados foram relacionados ao estado nutricional. Das 48 crianças estudadas, 6,2% nunca haviam recebido leite materno e 93,8% receberam leite materno. Dentre as crianças que receberam aleitamento materno exclusivo, notou-se uma prevalência de eutrofia (80%) em detrimento do sobrepeso (20%). Foi possível concluir que houve associação significativa entre duração do aleitamento materno exclusivo e a prevenção de sobrepeso e obesidade em pré-escolares, concordando com os dados da literatura.

PALAVRAS-CHAVES: Aleitamento Materno, Antropometria, Estado Nutricional, Pré- escolares.

EXCLUSIVE BREASTFEEDING PERCENTAGE AND ITS EFFECT ON THE NUTRITIONAL STATUS OF

PRESCHOOL CHILDREN

ABSTRACT

A significant increase in the prevalence of overweight and childhood obesity has been shown in the last three decades and it is estimated that worldwide about 170 million people under 18 years are overweight. In this sense, studies have raised the hypothesis that breastfeeding can be used as a strategy in the prevention of childhood obesity and associated pathologies. This study aimed to identify the association between duration of exclusive breastfeeding and a possible protection in the development of overweight and obesity in preschool children. Work cross-sectional nature, in which 48 children from two to five years of a private educational institution located in the municipality of Itabaiana / SE, were evaluated for weight and height.

The children's parents completed a questionnaire about feeding time. Children were categorized as exclusively breastfed and non-breastfed exclusively, and subsequently these data were related to nutritional status. Of the 48 children studied, 6.2% had never been breastfed and 93.8% received breast milk. Among children who were exclusively breastfed, there has been a prevalence of normal weight (80%) at the expense of overweight (20%). It was concluded that there was a significant association between duration of exclusive breastfeeding and the prevention of overweight and obesity in preschool children, agreeing with the literature data.

KEYWORDS: Breastfeeding; Anthropometry; Nutritional Status; Pre-Schoolers.

Scire Salutis, Aquidabã, v.4, n.2,  Abr, Mai, Jun, Jul, Ago, Set 2014. 

 

ISSN 2236‐9600 

 

SECTION: Articles  TOPIC: Saúde Coletiva 

 

DOI: 10.6008/SPC2236‐9600.2014.002.0003    

 

Mayanna Machado Freitas 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/2088961229850444 

[email protected] 

 

Beatriz Benny Sungaila Pereyra 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/6777390662762352 

[email protected] 

 

Maria Eliane de Andrade 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/5386518839658764 

[email protected] 

 

Fernanda Guimarães Valverde 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/7081305592868750 

[email protected] 

 

Tays Areide dos Santos Andrade 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/7223321736406699 

[email protected] 

 

Tessy Iracema Pereira Alves 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/1045070618433514 

[email protected] 

 

Maria Bernadete Galrão de Almeida  Figueiredo 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/5144407141256682 

[email protected] 

 

Enrik Barbosa de Almeida 

Universidade Tiradentes, Brasil  http://lattes.cnpq.br/4928118041294939 

[email protected] 

 

Tatiana Maria Palmeira dos Santos 

Universidade Federal de Alagoas, Brasil  http://lattes.cnpq.br/8672232854649549 

[email protected] 

 

Jussimara de Mendonça 

Faculdade São Luis de França, Brasil  http://lattes.cnpq.br/1987534275400014 

[email protected]   

Received: 01/05/2014  Approved: 20/09/2014 

Reviewed anonymously in the process of blind peer. 

 

Referencing this: 

 

FREITAS, M. M.; PEREYRA, B. B. S.; ANDRADE, M. E.; 

VALVERDE, F. G.; ANDRADE, T. A. S.; ALVES, T. I. P.; 

FIGUEIREDO, M. B. G. A.; ALMEIDA, E. B.; SANTOS, T. M. 

P.; MENDONÇA, J.. Percentual de aleitamento materno  exclusivo e seu efeito sobre o estado nutricional de pré‐

escolares. Scire Salutis, Aquidabã, v.4, n.2, p.20‐27,  2014. DOI: http://dx.doi.org/10.6008/SPC2236‐

9600.2014.002.0003  

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I NTRODUÇÃO

O leite materno é a fonte mais importante de nutrientes para as crianças nos seis primeiros meses de vida (HÖRNELL et al., 2013), além de ser indispensável para o crescimento do lactante e a prevenção da desnutrição infantil. Nesse sentido, estudos atualmente têm levantando a hipótese de o aleitamento materno ser utilizado como estratégia na prevenção da obesidade na infância e de patologias associadas (AMARAL & BASSO; MS; PATIZOTO et al., 2009; FERREIRA et al., 2010).

Um importante aumento na prevalência do sobrepeso e da obesidade infantil tem sido demonstrado nas três últimas décadas. Estima-se que no mundo cerca de 170 milhões de pessoas com menos de 18 anos têm sobrepeso (MAYER-DAVIS, 2006; WHO, 2012). Tais dados são de suma importância, haja vista que a ocorrência precoce da adiposidade corporal e ganho de peso rápido na idade pré-escolar aumenta as chances de tornarem-se adultos obesos e assim, mais susceptíveis às várias condições mórbidas associadas à obesidade como: doenças cardiovasculares e degenerativas como aterosclerose, intolerância à glicose, diabetes melito tipo 2, dislipidemia e hipertensão arterial (BALABAN et al., 2004; SIQUEIRA & MONTEIRO, 2007; MORAIS

& GIUGLIANO, 2011; MOREIRA et al., 2012; SCHUCH et al.; SILVEIRA et al., 2013).

Alguns autores têm destacado o consumo do leite de vaca como um dos mecanismos responsáveis para um risco elevado de obesidade. A ingestão em excesso de proteínas levaria a um aumento da secreção do IGF-1 (Insulin- like growth factor -1), hormônio polipeptídeo conhecido por sua ação anabólica, que age elevando a absorção de glicose e de aminoácidos o que estimularia o crescimento e a multiplicação dos adipócitos (BALABAN & SILVA, 2004; MADSEN et al., 2011;

HAWKES & GRIMBERG, 2013; RZEHAK et al., 2013).

Os mecanismos pelos quais a amamentação pode reduzir o risco de excesso de peso ou a obesidade são multifatoriais e não são totalmente elucidados. Acredita-se que o leite materno, com sua composição específica e única, seria capaz de influenciar no “imprinting metabólico” modulando a suscetibilidade do indivíduo para determinadas doenças crônicas (BALABAN & SILVA, 2004;

SIMON et al.; MS, 2009; SAAVEDRAL & DATTILO, 2012; FERRARIA et al.; 2013).

Vale ainda destacar a presença de vários fatores bioativos no leite humano, entre eles,

fatores de crescimento e hormônios, como Fator de Crescimento Epidermal, adiponectina, grelina,

insulina, T3 e T4, esteróides adrenais, lipoproteínas e leptina. A leptina tem ação de inibir o apetite

e as vias anabólicas e estimular as vias catabólicas, o que poderia desempenhar um papel regulador

no lactente (BALABAN & SILVA, 2004; ROGERO et al., 2010; BRONSKY et al., 2011). Estudos

mostram que crianças amamentadas têm maiores níveis séricos de leptina do que bebês

alimentados com fórmula e a concentração deste hormônio no leite materno está correlacionado

com o índice de massa corporal (IMC) materno (DONERAY et al., 2008; BRONSKY et al., 2011).

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Nesse contexto, o desmame precoce e a consequente privação desses compostos presentes no leite materno poderia ter influência sobre o risco de desenvolver obesidade na infância (MOREIRA & MURARA, 2012). Assim, o presente estudo objetivou identificar uma associação entre o tempo de amamentação exclusiva e possível proteção no desenvolvimento de sobrepeso e obesidade em pré-escolares.

METODOLOGIA  

Foi realizado um estudo de corte transversal onde foram avaliadas 48 crianças de 2 a 5 anos matriculadas numa instituição de ensino particular localizada no município de Itabaiana SE, no período de setembro a outubro de 2013. Foram excluídas aquelas que trouxeram o questionário mal respondido e que não trouxeram o termo de consentimento livre esclarecido devidamente assinado pelos pais ou responsáveis.

Primeiramente foi aplicado um questionário referente à duração do aleitamento materno. Em seguida, para a avaliação antropométrica, foram retiradas as peças de roupa mais pesadas e os sapatos, permanecendo as crianças com o mínimo de vestimenta possível. Para a verificação do peso, utilizou-se balança digital portátil da marca G-TECH ® , com capacidade máxima de 150 kg.

Para tal atividade, as crianças permaneceram eretas e com os braços junto à lateral do corpo. A estatura foi aferida utilizando estadiômetro da marca WISO ® , com extensão de 2 m, fixado a uma parede. Os pré-escolares foram medidos em posição ereta, encostados em uma superfície plana vertical, com os braços pendentes e as mãos espalmadas sobre as coxas, descalços, calcanhares unidos, joelhos em contato e cabeça ajustada ao plano de Frankfurt.

Para a classificação do estado nutricional foi utilizado como padrão de referência para o diagnóstico nutricional as tabelas de percentis dos índices P/I (peso por idade), E/I (estatura por idade), P/E (peso por estatura) e IMC/I (IMC por idade) da Organização Mundial da Saúde (OMS) de acordo com o sexo e a idade.

Para a análise da duração do aleitamento materno, foram utilizadas as categorias preconizadas pela OMS: Aleitamento materno exclusivo (AME): quando a criança recebe somente leite materno, diretamente da mama ou dela extraído, e nenhum outro líquido ou sólido, com exceção de gotas ou de xarope de vitaminas, minerais e medicamentos; Aleitamento materno (AM):

quando a criança recebe além do leite materno, do seio ou dele extraído, alimento ou líquido, incluindo leite não humano.

As crianças foram separadas em dois grupos: crianças que receberam aleitamento materno exclusivo (AME) até ou superior aos 6 meses de vida e crianças que receberam aleitamento materno (AM), durante esta mesma faixa temporal. Posteriormente, o resultado da avaliação nutricional das crianças foi relacionado ao tempo de aleitamento materno, exclusivo ou não.

As variáveis estudadas foram apresentadas em média e desvio padrão (x DP). As

variáveis discretas foram analisadas a partir da frequência nos pontos de corte específicos (gênero,

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IMC) com objetivo de verificar a relação entre as variáveis tempo de aleitamento materno exclusivo e estado nutricional.

RESULTADOS  

Dentre as 48 crianças estudadas, com idade média de 3,5 1,16 anos, 22 (46%) eram do sexo masculino e 26 (54%) do sexo feminino. Do total da amostra, 93,8% receberam leite materno e 6,2% nunca haviam recebido este tipo de alimentação.

No gráfico 1, são apresentados os resultados da associação favorável do tempo de aleitamento relacionado ao estado nutricional infantil, o que mostra a importância do aleitamento materno exclusivo para o desenvolvimento e crescimento saudável dos pré-escolares.

Gráfico 1: Estado nutricional em função do tempo de aleitamento materno exclusivo.

Observa-se no gráfico 1 uma variação quanto ao estado nutricional dos pré-escolares que não receberam aleitamento materno em nenhum momento, já que cada um apresenta um estado nutricional distinto: desnutrição, eutrofia e sobrepeso.

A análise da variável aleitamento materno exclusivo (AME) x aleitamento materno (AM) mostrou que 30 (62,5%) dos avaliados receberam aleitamento materno exclusivo durante 6 meses ou mais. Essa análise também evidenciou que 15 crianças (31,25%) tiveram, além da amamentação, a introdução de alguma alimentação complementar durante esta mesma faixa temporal e que 3 (6,25%) nunca haviam recebido este tipo de alimentação. Dentre as crianças que receberam aleitamento materno exclusivo, notou-se uma prevalência de eutrofia (80%) em detrimento do sobrepeso (20%). Não foi observado nenhum caso de desnutrição quando praticado o AME.

Em relação ao estado nutricional da amostra total, dos 12 com sobrepeso, 7 (58,3%) foram amamentados exclusivamente em um período igual ou superior a 6 meses, 4 (33,3%) em um período inferior a 6 meses e uma criança (8,4%) não foi amamentada em nenhum período.

Não foram observadas diferenças na frequência de excesso de peso entre os sexos, já que

dentre as 12 crianças com sobrepeso 6 (50%) eram do sexo feminino e 6 (50%) eram do masculino.

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DISCUSSÃO

Apesar de pequena, a porcentagem de crianças que não receberam leite materno, temos nesse dado um fator preocupante, uma vez que, segundo VENÂNCIO et al. (2002), crianças que não recebem leite materno possuem risco aumentado de mortalidade por doenças respiratórias, em torno de 3,6 vezes mais chances de diarreia, risco de 14,2 vezes maior e por outros tipos de infecções 2,5 vezes, quando comparadas às que recebem leite materno.

Confirmando o efeito protetor do aleitamento materno, em um estudo de coorte, realizado com 252 crianças dinamarquesas com nove meses de idade, foi possível notar que as crianças que não foram amamentadas tiveram maior concentração média de IGF-1. Na literatura, a alta concentração do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1) está descrito como fator para o desenvolvimento de obesidade por aumento da atividade adipogênica e diferenciação de adipócitos (FERREIRA et al., 2010; MADSEN et al., 2011).

Por sua vez, um estudo conduzido por FALLAHZADEH et al (2009) mostrou uma menor prevalência de sobrepeso em crianças amamentadas em período mínimo de 24 meses quando comparadas às crianças amamentadas por menos de 12 meses. A maior duração global do aleitamento materno e a duração do aleitamento materno exclusivo foram associados significativamente com a diminuição da prevalência de excesso de peso.

TREVIÑO-GARZA et al. (2010), em seu estudo, objetivou avaliar se o peso, sexo ou alimentação (leite materno ou fórmula) afetam os níveis de leptina durante os primeiros três meses após o nascimento. Foram encontradas diferenças significativas para peso, comprimento ou IMC ao nascer entre os avaliados. Observou-se concentração de leptina com um nível mais elevado em meninas do que em meninos ao nascer e aos três meses. A diminuição dos níveis de leptina, desde o nascimento até três meses foi observada em todos os grupos, com exceção das crianças do sexo feminino alimentadas com leite materno, mostrando o fator protetor do leite materno das crianças do sexo feminino na queda da leptina sérica.

Conforme a recomendação da Organização Mundial da Saúde, a qual propõe que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses e que o aleitamento parcial se prolongue por dois anos ou mais, notou-se que mais da metade das crianças avaliadas neste estudo (62,5%) receberam leite materno por seis meses ou mais. Tal resultado também foi observado por MORAES

&GIUGLIANO (2011), que confirmou a tendência a uma menor ocorrência de sobrepeso e obesidade em pré-escolares amamentados de forma exclusiva até o sexto mês de vida.

Um estudo de revisão apontou um risco no mínimo duas vezes maior de obesidade na idade adulta em crianças obesas em relação às não obesas e relataram que cerca de um terço dos pré- escolares e metade dos escolares obesos tornam-se adultos obesos (SERDULA et al., 2006).

Em concordância com dados encontrados neste artigo, um estudo desenvolvido por

BALABAN & SILVA (2004) afirma que crianças que receberam aleitamento materno exclusivo por

tempo inferior a quatro meses apresentaram uma prevalência de sobrepeso maior (22,5%) do que

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aquelas que receberam aleitamento materno exclusivo por quatro meses ou mais (13,5%). Em Taiwan, uma pesquisa realizada por LI et al (2010), valendo-se de uma amostra de 15.868 crianças, constatou que a duração da amamentação não teve efeito significativo sobre o peso infantil nos primeiros 6 meses, mas após o 7 º mês, crianças que haviam sido amamentadas por um tempo ≥ 6 meses tiveram pesos menores que as crianças que não foram amamentadas.

Os resultados do presente estudo sugerem a existência de um efeito protetor do aleitamento materno contra o sobrepeso na faixa etária estudada, uma vez que as crianças que foram submetidas ao AME (20%) apresentaram um aumento de peso quando comparadas com aquelas que não receberam AME (27,7%) no mesmo período. Entretanto, deve-se ponderar que o trabalho apresenta limitações, como tamanho reduzido da amostra. Além disso, a utilização de questionários para quantificação do tempo de aleitamento materno exclusivo pode ter levado a um viés de esquecimento por parte dos pais. No entanto, outros estudos 13 disponíveis na literatura relatam a coleta desses dados por meio da utilização do mesmo instrumento.

CONCLUSÕES

Houve associação significativa entre duração do aleitamento materno exclusivo e a prevenção de excesso de peso em pré-escolares, ponto em que este trabalho coaduna com os dados da literatura. Não obstante, o desenho do estudo apresenta como limitação metodológica o fato de que as variáveis de confusão como: peso da criança ao nascimento, ingestão energética atual, nível de atividade física da criança, escolaridade da mãe e IMC materno, os quais poderiam interferir nessa associação não foram avaliadas. Ressaltando-se que, desse modo, outros estudos mais aprofundados devem ser realizados a fim de alcançar um resultado conclusivo que aponte de forma mais completa todos os benefícios do aleitamento.

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Referências

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