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VÂNIA MIGNONE

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Academic year: 2021

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Duas circunstâncias chamaram-me a atenção na recente produção de Vânia Mignone. Talvez elas sempre estivessem presentes mas somente agora se manifestaram de forma clarividente para mim. Uma é a atmosfera musical que percorre suas pinturas, e a outra é uma dimensão cênica, a constituição de uma história por meio de uma sequência de frames, assim mesmo, como uma linguagem fílmica. Esta última anotação, por assim dizer, não é exatamente uma novidade no seu trabalho mas penso que ela se acentuou nos últimos anos. É o caso, por exemplo, de um conjunto de pinturas que constitui claramente uma linha narrativa ao relatar, ao seu modo, o cotidiano e imediatamente o incêndio de um circo. Ou ainda polípticos que assim como quebra-cabeças congregam peças que se unem para celebrar uma história, como é o caso de uma obra sem título, de 2016, dividida em 8 partes iguais de 60 x 60 cm. Nesta, uma mulher está deitada, provavelmente desacordada, no meio de um jardim, e ao fundo um semi-arco colorido com a frase “a tempestade começa aqui” estampada logo abaixo. Aqui está o que considero um dos pontos chaves da sua poética, isto é, a forma como um conceito narrativo é trazido à tona. Ele é tornado aparente por meio de intervalos, sombras, pistas que não elaboram claramente a imagem do que está diante de nós, vestígios que nos transformam em detetives tentando elucubrar a cena do crime. São situações rápidas, flashes de um instante, uma ação especulativa e simultaneamente concisa.

Percebam que 3 obras, todas produzidas no ano passado, que fazem parte da exposição possuem essa mesma condição concomitante de autonomia e rede. São elas: Ali ficou, O efêmero e Pássaros. Possuem uma independência ao mesmo tempo em que constroem um fio condutor – que se dá pela proximidade estético-visual dos personagens que habitam aquelas obras e pelo texto - que constitui o dado narrativo entre elas. Ademais, são imagens entrecortadas, já que tanto os pássaros quanto a mulher que habita Ali ficou não se apresentam de forma inteiriça. Estão fora do quadro. Imagens laterais, periféricas, “tortas”. Lembram-me a vagueza e a força descomunal dos espargos de Manet1. Algo fora do comum, inadequado, porque não se espera isso de uma pintura. Os conservadores diriam que a pintura precisa revelar o mundo, ilustrar e refletir sobre aquilo que nos cerca, dar conta do que se coloca diante de nós. Vânia assim como Manet, Courbet, Toulouse-Lautrec, como tantos outros, seguem um caminho um pouco distinto desse. Eles se interessam pelo índice do que é verdadeiramente humano: a sua própria essência, aquilo com que convivemos boa parte do tempo, o que é da ordem do vago, do anti-espetáculo, do comum, da rotina estafante de ter que preencher o dia e nos vermos cercados por

VÂNIA MIGNONE

CASA TRIÂNGULO - 04.02.2017 A 25.03.2017

“insignificâncias”. Nada é mais significativo, prosaico e gracioso do que os olhares perdidos sejam da mulher ou do pássaro nas pinturas de Vânia.

Por outro lado, os cortes abruptos e fotográficos que aplica à imagem, a atmosfera urbana, caótica, em certa medida sensual e delirante que permeia os cenários que constrói e o protagonismo de uma personagem feminina levam-me a um referente para o seu trabalho: Wanda Pimentel. Definitivamente não acho que se tratam de obras panfletárias ou que aludem a qualquer tipo de ideologia, simplesmente pelo fato que a protagonista em ambos os casos é uma mulher (sem cabeça, no caso de Pimentel, pois o que costumava aparecer em sua icônica série Envolvimento, realizada nas décadas de 1960 e 70, eram basicamente as pernas e o tronco). Geralmente, as telas dessa fase de trabalho de Pimentel tinham a casa como cenário e a aparição de peças de vestuário feminino, chaleira, mesas, isto é, o ambiente privado de um domicílio cercado por símbolos condicionados a serem do universo feminino. Ainda que esteja cercada por eletrodomésticos ou exerça atividades que de forma preconceituosa são associadas à prática de vida da mulher, a personagem que habita suas telas exerce uma vontade própria e libertária. Aqui reside o cinismo da artista. Associando publicidade, fotonovela e um ligeiro erotismo, a mulher em Pimentel não se limita a contemplar a cena, pois ela é parte da mesma. A artista assume uma postura fortemente crítica em relação à mulher como presa indefesa do consumo fácil. E apesar de serem tempos distintos, gosto de pensar que a mulher, em especial, no trabalho de Vânia possui essas qualidades que estão presentes na obra de Wanda: autonomia, liberdade e força. É uma mulher frágil e intensa, enigmática e franca, vibrante e tímida, destemida e reflexiva. Enfim, impossível de ser definida pois ela mesma é produto desse fluxo de contradições e sentimentos. Voltemos a série de trabalhos em que o circo é o tema. Tudo gira em torno do mistério, do estranhamente familiar. Apesar de não sabermos exatamente a origem e o destino daqueles personagens, eles não se constituem como elementos dispersos e autônomos. As pinturas criam um enlace, uma montagem não-linear onde passado, presente e futuro perdem suas orientações. Suas pinturas de certa forma sequestram o nosso olhar, pois somos seduzidos a desvendar cada trama da história. Percebam que geralmente são closes, aproximações, nada é oferecido ao acaso e mesmo assim aos poucos. Não há desperdício nessas imagens. São concisas, misteriosas, autoexplicativas e musicais. Muito já foi escrito sobre a proximidade entre a obra de Vânia e a estética dos cartazes, ou seja, como uma certa produção da

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indústria da imagem faz parte do universo de referências da artista. Não discordo, mas cada vez mais “ouço” rock ao assistir as suas obras. Em alguns momentos o próprio formato das obras faz menção a um cartaz ou capa de álbum2. A linguagem direta das obras induz um peso e um incômodo ao cotidiano sereno assim como possui essa velocidade instantânea e crua que descrevi há pouco. São ingredientes típicos de uma canção com poucos acordes e que fala ao mundo, sem meias palavras, retratando a sua crueza sem perder a expectativa, mesmo que ligeira, pelo otimismo. Essa minha percepção de que o seu trabalho se confunde com as letras e o ambiente do rock coincide com uma paleta nova de cores que Vânia vem explorando recentemente. Duas situações que se colocam agora à prova. Mesmo que o fundo ainda se mantenha monocromático, há uma profusão maior e mais vibrante de cores convivendo no mesmo plano, como laranja, lilás, azul e marrom3. Deixo-os nesse momento em contato com essa produção instigante que tem sua força precisamente por nos ofertar mais dúvidas do que certezas. A sua potência no meio da pintura – uma forma de pensar o mundo desgastada na última década por fórmulas fáceis e frágeis - se faz por ser um eterno enigma, por nos empurrar para uma zona difícil de ser localizada. Como escrevi em outro momento sobre a obra de Vânia, são situações imprecisas pois são imagens de todo e nenhum lugar ao mesmo tempo.

Felipe Scovino

1. Refiro-me ao óleo sobre tela L’Asperge, de 1880.

2. Um dado importante para essa discussão é o fato de Vânia ser a responsável pela capa do álbum Jardim/Pomar, de Nando Reis, lançado em 2016.

3. Refiro-me por exemplo a duas obras denominadas como Sem título e datadas de 2016. Apenas para referência, uma é a já destacada no texto (em que está escrita a frase “A tempestade começa aqui”) e a outra possui a expressão “Na floresta que escolhi” pintada sobre sua superfície.

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There are two circumstances in Vânia Mignone’s recent production that I have found most noteworthy. Perhaps they have always been present, but they have just become abundantly clear to me. One is the musical atmosphere that runs through her paintings, and the other is a scenic dimension, the construction of a story through a sequence of frames, as in a language of filmmaking. This second observation is not exactly a new development in her work, but I think that it has become stronger over the last years. This is the case, for example, of a set of paintings that clearly constitutes a unique narrative line concerning everyday life and a fire at a circus. Or, moreover, polyptychs which operate like puzzles, bringing together pieces to celebrate a story, as is the case of an untitled work from 2016 divided into eight parts measuring 60 x 60 cm each. In this work, a woman is lying down, probably awake, in the middle of a garden, and in the background there is a colorful arc with the phrase “A tempestade começa aqui” [The storm starts here] printed just below it. Here lies what I consider one of the key points of her poetics: the way that a narrative concept is brought to light. It is made apparent through a series of gaps, shadows, clues that do not clearly produce the image we are looking at, being rather vestiges which turn us into detectives searching for evidence at a crime scene. They are quick situations, flashes of an instant, a speculative and simultaneously concise action.

There are three artworks, all produced last year, which are part of this exhibition and possess this same condition of being simultaneously autonomous and joined in a network. They are Ali ficou [It Stayed There] O efêmero [The Ephemeral] and Pássaros [Birds]. They are mutually independent at the same time that they jointly construct a narrative thread – which arises through the visual-aesthetic proximity of the characters that inhabit these artworks, coupled with the textual content – which constitutes the narrative connection between them. They are moreover incomplete images insofar as the birds as well as the women who inhabit Ali ficou do not appear in their entirety. They are outside the frame, existing as lateral, peripheral, “twisted” images. I recall the vagueness and uncommon power of Manet’s asparagus1. Something extraordinary, unsuited, because this is not suspected from a painting. The conservatives would say that painting needs to reveal the world, to illustrate and reflect on what is around us, to give an account of what is placed before us. This is not the case of the work by Vânia, who treads a path akin to many artists such as Manet, Courbet and Toulouse-Lautrec, who are interested in signs of what is truly human: the essence of being human, that which we experience a good part of the time, which is somewhat vague, not at all showy, but rather commonplace, from the

VÂNIA MIGNONE

CASA TRIÂNGULO - 04.02.2017 TO 25.03.2017

tedium of daily life, surrounded by “insignificances.” Nothing is more significant, prosaic and gracious than the faraway look of the woman, or of the bird in Vânia’s paintings.

On the other hand, the abrupt and photographic cuts that she applies to the image, creating a somewhat sensuous and delirious chaotic urban atmosphere that pervades the scenarios she constructs, coupled with the protagonism of a female character, point to a referent for her work: Wanda Pimentel. I definitively do not think that these are works of political activism, or that they allude to some sort of ideology, simply because the protagonist in both cases is a woman (headless, in the case of Pimentel, because what generally appeared in her iconic Envolvimento series, produced in the 1960s and 1970s, were basically legs and torso). The canvases from that phase of Pimentel’s took the house as their setting, inhabited by pieces of women’s clothing, teapots, tables – that is, the private setting of a household surrounded by symbols conditioned as being from the female universe. Even though she is surrounded by household appliances or involved in activities which are in a preconceived way associated to a woman’s life, the character that inhabits her paintings exercises an individual and free will. Here resides the artist’s cynicism. Associating advertising, the photonovela and a slight eroticism, the woman in Pimentel’s art does not limit herself to contemplating the scene, since she is part of it. The artist takes a strongly critical stand in relation to the woman as a defenseless prey of easy consumerism. And despite their being from different times, I like to think that the woman, especially in Vânia’s work, possesses these qualities that are present in Wanda’s work: autonomy, freedom and power. She is a fragile and intense, enigmatic and straightforward, vibrant and shy, fearless and reflexive woman. In short, she defies definition for being a product of this flow of contradictions and feelings.

We return to the series of works in which the circus is the theme. Everything turns around the mysterious, the strangely familiar. Although we do not know the precise origin and destiny of those characters, they are not scattered and autonomous elements. The paintings create a link, a nonlinear montage where past, present and future lose their bearings. In a certain way her paintings kidnap our gaze, since we are seduced into unveiling each plot of the story. We perceive that they are generally close-ups, approximations; nothing is open to chance, and even so, the process is gradual. There is no deadwood in these images. They are concise, mysterious,

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self-exploitative and musical. Much has been written about the proximity between Vânia’s work and the aesthetics of posters, that is, how a certain production of the industry of the image is part of the universe of the artist’s references. I do not disagree with this, but I increasingly “hear” rock when I look at these works. At some moments the format of the artworks themselves makes mention of a poster or album cover2. The straightforward language of the works lends a weight and uneasiness to the everyday serenity insofar as it has the above-described raw, instantaneous velocity. They are typical ingredients of a song with a few chords and which speaks to the world, in frank terms, portraying its cruelty without losing the expectation, however slight, for optimism. This perception of mine that her work blends with the lyrics and environment of rock coincides with a new color palette that Vânia has been exploring recently. So these are two situations that are now put to the test. Even though the background is still monochromatic, there is a larger and more vibrant profusion of colors sharing the same plane, such as orange, lilac, blue and brown3.

I will now leave you in contact with this instigating production whose power lies precisely in that it offers us more doubts than certainties. The artist’s power in the medium of painting – a way of thinking about the world worn down in the last decade by easy and fragile formulas – arises for its being an eternal enigma, pushing us into a zone that is difficult to locate. As I wrote at another moment about Vânia’s work, they are imprecise situations since they are images of everywhere and nowhere at the same time.

Felipe Scovino

1. I refer to the oil on canvas L’Asperge, from 1880.

2. An important fact for this discussion is that Vania produced the cover for the album Jardim/Pomar, by Nando Reis, released in 2016.

3. I refer, for example, to two works denominated as Untitled and dated 2016. One of these is alluded to in this text (as it includes the phrase “A tempestade começa aqui,” and the other contains the expression “Na floresta que escolhi” [In the forest that I chose] painted on its surface.

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

50 x 50 cm

Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

50 x 50 cm

Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

40 x 40 cm

Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

40 x 40 cm

Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

40 x 40 cm

Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

40 x 40 cm

Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre madeira [acrylic and collage on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre papel [acrylic and collage on paper] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016 acrílica e colagem sobre papel [acrylic and collage on paper] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica e colagem sobre papel [acrylic and collage on paper] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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Sem título [Untitled], 2016

acrílica sobre madeira [acrylic on wood] Ed.: única [unique]

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EDUCAÇÃO [EDUCATION] 1986-1989

Bacharelado em Publicidade e Propaganda [Bachelor in Publicity and Advertising], Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, Brazil

1990-1994

Bacharelado em Educação Artística [Bachelor in Art Education], UNICAMP, Campinas, Brazil EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

[SOLO EXHIBITIONS] 2017

Vânia Mignone, texto de Felipe Scovino, Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 2015

Horizonte Viajante, Casa Triângulo, São Paulo, Brazil

Novelas Exemplares, exposição com as ilustracões originais do livro de Miguel de Cervantes publicado pela Cosac Naify [exhibition of original illustrations of Miguel de Cervante’s book published by Cosac Naify], Casa Triângulo, São Paulo, Brazil

2014

Casa Daros, Rio de Janeiro, Brazil

Cenários, curadoria de Ana Magalhães, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brazil

2013

Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro, Brazil 2012

Casa Triângulo, São Paulo, Brazil

SESC Riberão Preto, Ribeirão Preto, Brazil 2011

Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro, Brazil 2010

Casa Triângulo, São Paulo, Brazil

VÂNIA MIGNONE

NASCEU EM [BORN IN] CAMPINAS, BRAZIL, 1967

VIVE E TRABALHA EM [LIVES AND WORKS IN] CAMPINAS, BRAZIL

2009

Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 2008

Amarelonegro Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Brazil 2007

Casa da Imagem, Curitiba, Brazil Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 2005

Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 2003

Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 2001

Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Campinas, Brazil 2000

Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 1999

Galeria D do Centro de Convivência Cultural de Campinas, Campinas, Brazil

1998

Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 1997

Galeria SESC Paulista, São Paulo, Brazil

Galeria de Arte da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brazil Galeria de Arte UNICAMP, Campinas, Brazil

1996

Projeto Macunaíma - FUNARTE/IBAC, Galeria Lígia Clark, Rio de Janeiro, Brazil Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brazil

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EXPOSIÇÕES COLETIVAS [GROUP EXHIBITIONS] 2016

13ª Bienal de Naïfs, SESC Piracicaba, Piracicaba, Brazil

Clube de Gravura: 30 anos, MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil Os Muitos e o Um: Arte Contemporânea Brasileira, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brazil 2015

Saideira, curadoria de [curated by] Fernando Mota, Casa Triângulo, São Paulo, Brazil Uma Coleção Particular: Arte Contemporânea no Acervo da Pinacoteca, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo, Brazil

Bidimensionais e Tridimensionais, Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Campinas, Brazil 2014

Figura Humana, curadoria de [curated by] Raphael Fonseca, Caixa Cultural, Rio de Janeiro, Brazil Casa Triângulo no Pivô, Pivô, São Paulo, Brazil

Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil, Wexner Center for the Arts, The Ohio University, Ohio, USA

140 caracteres, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil 2012

Passato Imediato, curadoria de [curated by] João Spinelli, Galeria Marta Traba, Memorial da América Latina, São Paulo, Brazil

Invenção de Paisagens, curadoria de [curated by] Felipe Scovino, SIM Galeria, Curitiba, Brazil 2011

Coletiva 11, Galeria Mercedes Viegas, Rio de Janeiro, Brazil

Cartografias Cotidianas, Casa de Cultura, Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Brazil Diálogos do Contemporâneo ao Moderno, curadoria de [curated by] Rejane Cintrão, Torre Santander, São Paulo, Brazil

2010

Paralela 2010, curadoria de [curated by] Paulo Reis, Liceu de Artes e Ofícios, São Paulo, Brazil

Se a pintura morreu o MAM é um céu!, curadoria de [curated by] Luiz Camillo Osorio, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brazil

20 anos do Programa de Exposições, Centro Cultural São Paulo, Brazil

Bienal Naifs do Brazil – Eixo Arte Erudita, curadoria de [curated by] Maria Alice Milliet, Sesc Piracicaba, Piracicaba, Brazil

Evasivas, Galeria Penteado, Campinas, Brazil

Preto no Branco – Do Concreto ao Contemporâneo, curadoria de [curated by] Celso Fioravante, Galeria Berenice Arvani, São Paulo, Brazil

2009

Acervo e Novas Representações, Galeria de Arte Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto, Brazil Nova Arte Nova, curadoria de [curated by] Paulo Venâncio Filho, Centro Cultural Banco do

Brazil, São Paulo, Brazil 2008

Moving Horizons, The UBS Art Collection – 1960 to the Present Day, National Art Museum of China, Beijing, China

Nova Arte Nova, curadoria de [curated by] Paulo Venâncio Filho, Centro Cultural Banco do Brazil, Rio de Janeiro, Brazil

MAM 60, curadoria de [curated by] Annateresa Fabris e [and] Luiz Camillo Osorio, OCA, São Paulo, Brazil

Arquivo Geral, curadoria de [curated by] Fernando Cocchiarale, Centro Cultural da Justiça Eleitoral, Rio de Janeiro, Brazil

ARCO’08 – Brazil, curadoria de [curated by] Moacir dos Anjos e [and] Paulo Sérgio Duarte, Madrid, Spain

Contraditório - Panorama da Arte Brazileira, curadoria de [curated by] Moacir dos Anjos, Alcalá 31, Madrid, Spain

2007

Contraditório - Panorama de Arte Brazileira 2007, curadoria de [curated by] Moacir dos Anjos, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil

Rótulos, curadoria de [curated by] Charles Narloch, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, Brazil

Itaú Contemporâneo: Arte no Brazil 1981–2006, curadoria de [curated by] Teixeira Coelho,Itaú Cultural, São Paulo, Brazil

A Imagem do Som – Samba, curadoria de [curated by] Felipe Taborda, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil

Doações Recentes para a Coleção de Arte da Cidade de São Paulo, Galeria Olido, São Paulo, Brazil 2006

Sem Título, 2006 - Comodato Eduardo Brandão e [and] Jan Fjeld, curadoria de [curated by] Andrés I. Martín Hernández e Carolina Soares, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil Clube da Gravura: 20 anos, curadoria de [curated by] Cauê Alves e [and] Margarida Sant’Anna, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil

A Imagem do Som de Dorival Caymmi, curadoria de [curated by] Felipe Taborda, Museu Afro Brazil, São Paulo, Brazil

Brazilianart VI, curadoria de [curated by] Angélica de Moraes, Pavilhão da Bienal, São Paulo, Brazil 2005

Afinidades Eletivas, curadoria de [curated by] Agnaldo Farias, Galeria do Espaço Cultural da CPFL, Campinas, Brazil

A Imagem do Som de Dorival Caymmi, Curadoria de [curated by] Felipe Taborda, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil

2004

Paralela, São Paulo, Brazil Casa Triângulo, São Paulo, Brazil 2003

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Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil

Among Them, curadoria de [curated by] Sigismond de Vajay, Maribor, Slovenia; Salzwedel, Germany; Switzerland; France; England

2002

Selección Bienal de São Paulo, curadoria de [curated by] Alfons Hug, Museo de Arte Contemporáneo, Santiago, Chile

25ª Bienal Internacional de São Paulo, curadoria de [curated by] Agnaldo Farias, Pavilhão da Bienal no Ibirapuera, São Paulo, Brazil

Among Them, curadoria de [curated by] Sigismond de Vajay, Home Gallery, Synagogue, Samorin, Slovakia

A Imagem do Som - Rock Pop, curadoria de [curated by] Felipe Taborda, Paço Imperial, Rio de Janeiro e [and] Paralela, São Paulo, Brazil

20 anos do Programa de Exposições, Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brazil 2001

Salão de Arte Contemporânea da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brazil A Imagem do Som de Tom Jobim, curadoria de [curated by] Felipe Taborda, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil

2000

Salão Victor Meirelles, Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis, Brazil Macunaíma Reflexões, Galerias do Centro de Artes da Funarte, Rio de Janeiro, Brazil Panorama’99, Museu de Arte Contemporânea de Niterói, Niterói, Brazil

A Imagem do Som de Gilberto Gil, curadoria de [curated by] Felipe Taborda, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil

1999

Os 90, curadoria de [curated by] Sônia Salzstein, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brazil Museu de Arte de Ribeirão Preto, curadoria de [curated by] Ricardo Trevisan, Ribeirão Preto, Brazil

Panorama’ 99, curadoria de [curated by] Tadeu Chiarelli, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brazil

27º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, São Paulo, Brazil

Obras Recentes do Acervo, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, Brazil Inventário do Presente, curadoria de [curated by] Marco Mello, Galeria Casa da Imagem, Curitiba, Brazil

2º Salão Vinhedense de Arte Contemporânea, Espaço Carburundum, Vinhedo, Brazil VI Salão da Bahia, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, Brazil

1998

55º Salão de Arte Contemporânea do Paraná, Casa Andrade Muricy, Curitiba, Brazil Projeto Academia Brazileira de Arte/Coca Cola de Arte Atual, Centro Cultural São Paulo, São Paulo, Brazil

VI Salão Victor Meirelles, Florianópolis, Brazil

Antárctica Artes com a Folha, Casa Triângulo, São Paulo, Brazil

Antárctica Artes com a Folha, Pavilhão Padre Manuel da Nóbrega no Parque Ibirapuera, São Paulo, Brazil

30º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Casa das Artes Plásticas Miguel Dutra, Piracicaba, Brazil

23º Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto, Casa da Cultura, Ribeirão Preto, Brazil Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Campinas, Brazil

1ª Semana Fernando Furlanetto, Teatro Municipal, São João da Boa Vista, Brazil

Galeria de Arte da UNICAMP - exposição do acervo [collection exhibition], Campinas, Brazil IV Salão UNAMA de Pequenos Formatos, Universidade da Amazônia, Belém, Brazil

Horizonte Reflexivo, curadoria de [curated by] Eduardo Brandão e [and] Lisette Lagnado, Espaço Cultural da Light, Rio de Janeiro, Brazil

Mapa Cultural Paulista/98, Memorial da América Latina, São Paulo, Brazil

Exposição Comemorativa dos 50 anos da Declaração dos Direitos Humanos, Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Campinas, Brazil

1997

6ª Bienal Nacional de Santos, Centro de Cultura Patrícia Galvão, Santos, Brazil

29º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, Casa das Artes Plásticas Miguel Dutra, Piracicaba, Brazil

5º Salão Victor Meirelles, Florianópolis, Brazil

Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Campinas, Brazil 1996

Projeto Antárctica Artes com a Folha, curadoria [curated by] Tadeu Jungle, Nelson Brissac Peixoto, Stella Teixeira de Barros, Lisette Lagnado e [and] Lorenzo Mammi, Pavilhão Padre Manuel da Nóbrega, São Paulo, Brazil

1995

Desenho & Gravuras, curadoria de [curated by] Marco Buti, Instituto Cultural Itaú, Campinas, Brazil Centro de Convivência Cultural de Campinas, Campinas, Brazil

Museu de Arte Contemporânea de Campinas, Campinas, Brazil Espaço Cultural Cásper Líbero, São Paulo, Brazil

Goeldi e Nosso Tempo, Museu de Arte Brazileira / FAAP, São Paulo, Brazil Bienal Nacional de Santos, Centro de Cultura Patrícia Galvão, Santos, Brazil

Museu de Arte Contemporânea da USP, curadoria de [curated by] Marco Buti, Atelier Experimental de Gravura Francesc Domingo, São Paulo, Brazil

Projeto Macunaíma, FUNARTE/IBAC, Galerias Funarte, Rio de Janeiro, Brazil 1994

51º Salão Paranaense, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, Brazil

Galeria de Arte da Universidade Estadual de Campinas, Galeria de Arte UNICAMP, Campinas, Brazil 1993

II Sindicom - Salão de Belas Artes Sindicato dos Contabilistas, Campinas, Brazil Bienal Nacional de Santos, Centro de Cultura Patrícia Galvão, Santos, Brazil

V Semana de Arte da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brazil 50º Salão Paranaense, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, Brazil

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1992

Maratona Artística, Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brazil

1990

Mail Art Exhibition, Sala de Exposiciones de La Escuela de Artes Aplicadas, Soria, Spain Artistas pela Paz, Museu de Arte Contemporânea, Campinas, Brazil

PRÊMIOS [AWARDS] 2016

Prêmio Jabuti - 1º lugar na categoria Ilustração - Novelas Exemplares, Cosac Naify 2012

II Concurso de Arte Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores 2000

Prêmio Aquisitivo, 7º Salão Nacional Victor Meirelles 1999

Prêmio Aquisitivo, 27º Salão de Arte Contemporânea de Santo André 1998

Prêmio Aquisitivo, 55º Salão de Arte Contemporânea do Paraná Prêmio Aquisitivo, Projeto Abra/Coca Cola de Arte Atual

Primeiro Prêmio, 30º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba Prêmio Leonello Berti, 23º Salão de Arte Contemporânea de Ribeirão Preto

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Referências

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