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vista da exposição exhibition view

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Academic year: 2021

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vista da exposição exhibition view

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Juggler #15, 2013 / papel-alumínio preto e vidro dicroico / 116 x 77 x 8 cm Juggler #15, 2013 / aluminum black foil and dichroic glass / 116 x 77 x 8 cm Juggler #6, 2013 / papel kraft e vidro dicroico / 103,5 x 90 x 8 cm Juggler #6, 2013 / kraft paper and dichroic glass / 103.5 x 90 x 8 cm

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Juggler #11, 2013 / papel-alumínio preto e vidro dicroico / 98,5 x 76,7 x 8 cm Juggler #11, 2013 / aluminum black foil and dichroic glass / 98.5 x 76.7 x 8 cm Juggler #7, 2013 / papel kraft e vidro dicroico / 103,5 x 90 x 8 cm

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Juggler #9, 2013 / papel-alumínio preto e vidro dicroico / 89 x 77 x 8 cm Juggler #9, 2013 / aluminum black foil and dichroic glass / 89 x 77 x 8 cm Juggler #8, 2013 / papel kraft e vidro dicroico / 103,5 x 90 x 8 cm

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Juggler #13, 2013 / papel-alumínio preto e vidro dicroico / 116 x 77 x 8 cm Juggler #13, 2013 / aluminum black foil and dichroic glass / 116 x 77 x 8 cm Juggler #2, 2013 / papel kraft e vidro dicroico / 139,5 x 104 x 8 cm

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Juggler #7, 2013 / papel-alumínio preto e vidro dicroico / 103,5 x 90 x 8 cm Juggler #7, 2013 / aluminum black foil and dichroic glass / 103.5 x 90 x 8 cm Juggler #10, 2013 / papel kraft e vidro dicroico / 98,5 x 76,7 x 8 cm

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Juggler #14, 2013 / papel-alumínio preto e vidro dicroico / 116 x 77 x 8 cm Juggler #14, 2013 / aluminum black foil and dichroic glass / 116 x 77 x 8 cm Juggler #4, 2013 / papel kraft e vidro dicroico / 117,5 x 92 x 8 cm

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Juggler #3, 2013 / papel kraft e vidro dicroico / 139,5 x 104 x 8 cm Juggler #3, 2013 / kraft paper and dichroic glass / 139.5 x 104 x 8 cm Juggler #12, 2013 / papel-alumínio preto e vidro dicroico / 116 x 77 x 8 cm

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Olé, 2013, vídeo, 4’ 50’’

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Casa Triângulo tem o prazer de anunciar a nova exposição individual do artista franco-americano Stephen Dean na galeria. Reverenciando as últimas pinturas abstratas de Picabia, Dean apresenta trabalhos que enchem a galeria com pontos e manchas de tons saturados. Internacionalmente conhecido por seus vibrantes vídeos em grande escala, Dean escolheu um dos elementos chave da pintura: a cor, e a transforma em um meio por si só, que excede os seus trabalhos em papel e em suas instalações.

Intitulados Juggler [Malabarista], 14 trabalhos se espalham pelas paredes do térreo da galeria. Esta série de trabalhos é feita de discos de vidro dicroico - material desenvolvido pela NASA para os visores dos trajes espaciais - montado sobre papel kraft marrom ou papel de alumínio preto. Estas composições geométricas, enganosamente simples, às vezes parecem máscaras de um período arcaico, às vezes expressões minimalistas de uma realidade escondida. Os trabalhos quase retangulares apresentam os discos em combinações de 3 e, como se fossem pequenas janelas que nos conectam com o mundo da cor, o vidro muda de cor de acordo com a luz e o movimento do espectador. Já familiarizado com as características do material, Stephen Dean explora as possibilidades deste raro meio técnico justapondo os complexos pedaços de cor mutante com um papel de embalagem cotidiano. Graças ao contraste de materiais, a atenção do espectador é focalizada diretamente ao que parece uma miragem de tons. A visão do espectador fica amarrada a um artefato hipnótico de qualidades instáveis em que apenas a cor permanece.

No primeiro andar da galeria, a celebração da cor continua com o vídeo Olé, que parte da série Fever. O artista, que sempre grava cenas com uma forte carga ritualística, junta imagens filmadas nas touradas de San Fermines. As câmeras térmicas usadas pelo artista são as mesmas usadas pela medicina e militares. Com a crescente ansiedade pelas pandemias e o terrorismo, as câmeras térmicas tem aparecido para detectar a presença de febre nos corpos. Na era da globalização estas câmeras são também instrumentos de guerra, repressão e vigilância, pois elas são ferramentas para “fazer recuar as fronteiras espaciais” e acrescentar conhecimento para “fazer visível o invisível”. Esta mesma ferramenta é a que permite a Stephen Dean fazer arte e até arte abstrata. Sob a lente da câmera térmica, estas imagens perdem a sua qualidade figurativa e tornam-se manchas vermelhas, amarelas, verdes e azuis em movimento, puro material artístico.

Tanto nas séries em papel, como no vídeo Olé, Stephen Dean insinua uma alteridade de cores raramente vistas em estado puro.

Casa Triângulo is pleased to announce a solo exhibition by Stephen Dean. Reverencing the last Francis Picabia’s abstract paintings, Dean fills the gallery spaces with dots and spots of saturated hues. Internationally known for his vibrant large scale videos, Dean has elected one key element of painting: Color, and turned it into a medium of it’s own - that also override his works on paper and various installations.

14 works on paper entitled Juggler (2013) spread over the walls in the ground floor gallery. This new series employs of dichroic glass disks -a material that was originally designed by NASA for the visors of its space suits- mounted on brown kraft paper or aluminum black foil. These misleadingly simple compositions of geometric configurations resemble at times masks of an archaic period, at times minimalist expressions of a hidden reality. The almost rectangular works present the spots arranged in combinations of 3, the dichroic glass disks change hue according to both the light and the movements of the viewer, as if they were small windows that connect us with the world of color. Already familiar with the qualities of this material, Stephen Dean explores the possibilities of the technical mean by juxtaposing these complex changing glass patch with everyday packing paper. Thanks to the contrast of materials, the viewer’s attention is directly pointed to what looks like a mirage of tones and the gaze is trapped in a hypnotic arte-fact of an unstable quality with just one steady thing left: color. On the first floor of the gallery, the celebration of color continues with the video Olé, part of a series of videos entitled Fever (2009–2013). The artist, who always shoots situations that have a strong connection with celebratory rituals, edits images taken at the San Fermines bullfights. The thermal cameras used by the artist are the same ones used by medicine and military; with the rise in anxiety about pandemic as well as terrorism, thermal cameras have made their appearance enabling detection of the presence of fever in bodies. In the age of globalization these cameras are also instruments of war, repression and surveillance, doubtless because they are first and foremost tools for “pushing back spatial borders” and increasing knowledge by “making the invisible visible”; the same tools that allow Stephen Dean to make art–and even abstract art. Under these lenses, the images lose their figurative quality and become moving spots of red, yellow, green and blue, pure artistic material.

Both with the Juggler series and the video Olé, Stephen Dean hints at an otherness of colors that we rarely see on its raw state.

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