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CONTROLO. Cap 3 Respostano Tempo

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CONTROLO

1º semestre – 2007/2008

Transparências de apoio às aulas teóricas

Cap 3 – Resposta no Tempo

Maria Isabel Ribeiro António Pascoal

Setembro de 2007

Todos os direitos reservados

Estas notas não podem ser usadas para fins distintos daqueles para que foram p p q p q elaboradas (leccionação no Instituto Superior Técnico) sem autorização dos autores

(2)

Objectivos

• Rever conceitos sobre a resposta no tempo de SLITs

• Pólos, zeros, ganho estático e a resposta dinâmica de , , g p SLITs

• Caracterização da resposta de sistema de 1ª e 2ª

• Caracterização da resposta de sistema de 1ª e 2ª  ordem e ordem superior

d f ã í

• Sistemas de fase não mínima

• Relação tempo‐frequência

¾ Referências

¾ Referências

o Cap.3 – do livro de Franklin, Powel, Naemi (referência principal) o Sinais e Sistemas Isabel Lourtie Escolar Editora (para revisão de o Sinais e Sistemas, Isabel Lourtie, Escolar Editora (para revisão de 

conceitos sobre TL)

(3)

Função de Transferência: definição

r(t) y(t)

( ) SLIT y( )

FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA Q i t d t f d d L l d i l d

FUNÇÃO DE TRANSFERÊNCIA

) ( R

) s ( ) Y

s (

G =

Quociente da transformada de Laplace do sinal de  saída pela transformada de Laplace do sinal de  entrada considerando nulas as condições iniciais

0 .i .

) c

s ( ) R

(

=

R(s) G(s) Y(s)

G(s)

) ( R ) ( G )

( Y

Para condições iniciais nulas Y ( s ) = G ( s ). R ( s )

• A função de transferência é um conceito potente para descrever o

• A função de transferência é um conceito potente para descrever o  comportamento de sistemas do ponto de vista de entrada/saída

• Para SLITs a função de transferência caracteriza completamente o

• Para SLITs, a função de transferência caracteriza completamente o

sistema do ponto de vista de entrada‐saída

(4)

Resposta no Tempo

r(t) SLIT y(t)

Dados 

• a equação diferencial que representa um modelo do SLIT

• a equação diferencial que representa um modelo do SLIT

• a entrada r(t)

• as condições iniciais ç

Pretende‐se:

• Conhecer a evolução temporal da saída, y(t)

Uma maneira de resolver o problema

R l ã dif i l é ã d

Resolver a equação diferencial que é a representação do 

comportamento de entrada‐saída

(5)

Função de Transferência e a Resposta no Tempo

r(t) SLIT y(t)

R(s) G(s) Y(s)

) s ( ) Y

s ( G

r(t)

Resolução da eq.diferencial

y(t)

0 .i .

) c

s ( R

) ) (

s ( G

=

=

TL u TL u -1

R(s) Y(s)

) s ( R ).

s ( G ) s (

Y(s)=G(s).R(s) Y

Se as condições iniciais forem nulas

(6)

Resposta no tempo a partir da FT: 

exemplo de sistema de 1ª ordem p

m

f(t) F ( s ) V ( s ) 1

Sistemas mecânicos de translação

m s

m ) 1

s (

G = + β

b

m f(t) G(s) ( )

Sistemas mecânicos de translação

exemplo‐1ªordem

u(t) = escalão de Heaviside ( ) f(t) = F u(t) = entrada do 

)) F t ( f ( TL 1

)) t ( u (

TL = → =

( ) ( ) sistema

1 F

( ( )) s

)) s ( (

assume‐se que o 

1 F

q sistema está  inicialmente em repouso

β

= +

ms . 1 s ) F s ( V

⎟⎟ ⎞

⎜⎜ ⎛

F 1

TL ))

( V ( TL )

t

(

1 1

TL

‐1

⎟⎟ ⎠

⎜⎜ ⎝ + β

=

= . ms

TL s ))

s ( V ( TL )

t (

v

1 1

(7)

exemplo de sistema de 1ª ordem p

⎟⎟ ⎞

⎜⎜ ⎛

F 1

TL ))

( V ( TL )

t

(

1 1

⎟⎟ 1 m

⎜⎜ ⎠

⎝ + β

=

= . ms

TL s ))

s ( V ( TL )

t (

v

1 1

m s

m ) 1

s (

G = + β

( ) ⎟⎟ ⎠

⎜⎜ ⎞

β

− β

= β

= β

β )

1 . 1

) F (

m 1 F 1

F

decomposição em fracções parciais

⎟ ⎠

⎜ ⎝ + β β

+ β

+ s ( s m ) s s m )

ms s

β

β

saída

F

β

) 1

t ( u 1 e

F ) t ( 1 u F )

t (

v

mt

− β

= β

− β

β

F β

0 t

para

1 e 1 F

F )

t (

v

mt

− β

= β

− β

Ganho em regime

β β

regime estacionário

(8)

A FT e a obtenção da resposta de um SLIT  com c.i. não nulas

Utilização da Função de

Transferência na obtenção da

r(t)

Resolução da eq.diferencial

y(t)

Transferência na obtenção da resposta de um SLIT

TL TL ‐1

Se as condições iniciais forem nulas

R(s) Y(s)

) s ( R ).

s ( G ) s ( Y =

E se as condições iniciais não forem nulas?

Não é possível continuar a usar (directamente) a Função de Transferência ? Não é possível continuar a usar (directamente) a Função de Transferência ?

TL

u

TL

u‐1

G(S) R(s)

TL

u

eq.diferencial Y(s) y(t)

c.i. ≠0

Já tem em 

linha de conta

as c.i.

(9)

um SLIT com c.i. não nulas um SLIT com c.i. não nulas

exemplo p

Y(s)/R(s) a

s

G(s) K =

= + ay(t) Kr(t)

dt dy(t)

=

a +

s + dt

TL

uconsiderando c.i. não  nulas

u(t) r(t) =

1 )

0 (

y

= sY(s) − y(0 ) + aY(s) = KR(s)

K R(s) )

Y(s) y(0 1 −

K )

Y(s) y(0

a R(s) s

a s

) Y(s) y(

+ +

= +

TL

‐1

s a s

a s

) Y(s) y(

+ +

= +

0 t

) e K (1

)e y(0

y(t) = - at + − at

TL

Sistema linear

Controlo ‐1ºsem‐2007/2008      © Isabel Ribeiro, António Pascoal

0 t

), e

a (1 )e

y(0

y(t) = + − ≥ Princípio da sobreposição

Resposta devida à 

excitação pelas condições Resposta devida à excitação pela entrada r(t)

(10)

Função de transferência: caso geral. Pólos e Zeros

R(s) G(s) Y(s)

n grau de

polinómio

m grau

de polinómio D(s)

G(s) = N(s) =

G(s) D(s) polinómio de grau n

1 0 n n

0 1

1 m 1 m m

m

, m, n N

b

b s b s

b s

b D( )

G(s) = N(s) = +

+ L + + ∈

0 0

1 1

n 1 n n

n

s b s a s a

a ( ) D(s)

+ +

+

+

L

Função de transferência

própria ⇔ n≥m

própria     ⇔ n≥m

estritamente própria ⇔ n>m

não própria ⇔ n<m

Só estudaremos este tipo de FT

não própria ⇔ n m

Pólo do SLIT

λ∈C é um polo do sistema com FT própria G(s) sse |G(λ)|=∞

Zero do SLIT

λ∈C é um zero do sistema com FT própria G(s) sse |G(λ)|=0

Se N(s) e D(s) não tiverem factores comuns

• Os pólos do sistema são os zeros de D(s) p ( ) cuidado ao cancelar factores comuns nos

• Os zeros do sistema são as zeros de N(s) polinómios N(s) e D(s)

(11)

Função de Transferência: outras representações

0 1

1 m 1 m m

m

s b s b s b m n N

b )

s ( ) N s (

G +

+ L + + ∈

0 0

1 1

n 1 n n

n

0 1

1 m

m

, m , n N

a s a s

b s

a )

s ( D

) ) (

s (

G ∈

+ +

+

= +

=

L

Representações alternativas ( Se não houver pólos e/ou zeros na origem n≥m )

Representações alternativas (  Se não houver pólos e/ou zeros na origem, n≥m )

0 m

2

1

, m , n N

) ) (

)(

(

) z s )....(

z s )(

z s K ( )

( D

) s ( ) N

s (

G + + + ∈

=

=

0

n 2

1

)( s p )....( s p ) p

s ( )

s ( ) D

( + + +

Pólos     {‐p

1

, ‐p

2

, ... , ‐p

n

} Zeros     {‐z

1

, ‐z

2

, ... , ‐z

m

} (em rad/seg)

i

i

p

= 1 τ

i

i

z

T = 1

m 0 2

0 1

, m, n N

) s ) (1 s

)(1 s

(1

) sT )....(1

sT )(1

sT K (1

D(s)

G(s) N(s) ∈

+ +

+

+ +

= +

= τ τ τ

Forma das constantes de

p

i

z

i

(em seg)

n 2

1

)(1 s )....(1 s ) s

(1

D(s) + τ + τ + τ

tempo

Se ‐p

i

for um pólo real

constante

0

1

K ganho estático Atenção ao valor do ganho  constante  de tempo

i

i = p

τ

0

ç g

estático quando houver pólos 

e/ou zeros na origem

(12)

Resposta no tempo a partir da FT: 

exemplo de sistema de 1ª ordem (cnt) exemplo de sistema de 1ª ordem (cnt)

m f(t)

β

m s

m ) 1

s (

G = + β b

) s ( V

G(s)

) s ( F pólo =

m

− β

não tem zeros

constante de tempo=

mβ

(seg) (rad/seg)

( )

jw

β

1 ) 1

( G

FT na forma das constantes de tempo

1

σ

m

β

+

β

= β

s

m

) 1 s (

G Ganho estático= β = 1.33

1

Quando         aumenta, 

a resposta do sistema torna‐se mais rápida.

m

− β

a constante de tempo diminui

o regime transitório atenua‐se mais rapidamente

=1

β 1

|pólo| a aumentar

m

375 . mβ =0

|pólo| a aumentar

¾ O pólo determina a natureza da componente  natural da resposta; pólo real Æ exponencial amortecida

75 .

= 0 amortecida β

¾ Como é a resposta em frequência para estas duas 

situações?

(13)

Resposta no Tempo: caso geral de 1ª ordem

R(s) a Y(s)

K ) s ( G

Pólo = ‐a (rad/seg) jw

C t t d t 1/ ( )

a K s

) s (

G

0

= +

a σ

− Constante de tempo = 1/a (seg)

Ganho estático = K

0

r(t)=u(t) s ) 1 s (

R =

a s

K s

K a s . a s K 1

Y(s)

0 0 0

− + + =

=

a . tempo K de

te tan cons . 1 K

declive= 0 = 0

at 0

0 K e

K

y(t) = − Para t≥0

K

0

tempo de

te tan cons

0

Tempo de estabelecimento (a 2%)–

tempo ao fim do qual a resposta se

5 %

tempo ao fim do qual a resposta se  confina a uma faixa de ±2% do valor  final.

t d t t

* 4 4 (2%) t

86. 5

tempo de

constante

* a 4 (2%) 4

t

s

= =

t

s

a 5%

a 1

a 2

a 3

a 4

a

tempo

5

de constante

* a 3 (5%) 3

t

s

= =

(14)

Teoremas dos Valores Inicial e Final (para SLITs)

Teorema do Valor Inicial

)]

t ( [ TL )

( X

Teorema do Valor Inicial

) s ( lim sX

) t (

lim x =

)]

t ( x [ TL )

s (

X = t 0

+

s

Teorema do Valor Final Se todos os pólos de sX(s) estão no s.p.c.e

Teorema do Valor Final

) s ( lim sX

) t ( lim x

0 s

t → ∞ = →

Se todos os pólos de sX(s) estão no s.p.c.e

De que modo estes teoremas podem ser usados na 

á ( í )

0 s

t → ∞ →

análise do comportamento (da saída) de SLITs ?

R( ) Y( ) Sem o cálculo explícito da saída para

R(s) G(s) Y(s)

) ( R ) ( G )

( Y

Sem o cálculo explícito da saída para  uma dada entrada é possível avaliar  valores particulares da saída:

) 0 ( )

0 ( )

( )

0

(

+

&

+

&&

+

) s ( R ).

s ( G )

s (

Y = ( 0 ), ( ), ( 0

+

), ( 0

+

),....

+

y t y y

y

lim

t

(15)

Teoremas dos Valores Inicial e Final (para SLITs)

no cálculo de características da saída de um SLIT

R(s) G(s) Y(s)

Valor Inicial da Saída

) s ( R ) s ( lim sG

) s ( lim sY

) t ( lim y

s 0 s

t = → ∞ = → ∞

+

s s

0

t →

+

→ ∞ → ∞

Entrada

escalão 1 lim G(s)

sG(s) y(t) lim

lim = =

R(s) = 1

Valor Final da saída

escalão unitário

s ( ) ( ) y( )

s 0 s

t +

( ) s

Valor Final da saída

) s ( R ) s ( lim sG

) s ( lim sY

) t ( lim y

0 s 0

s

t → ∞ = → = →

Entrada escalão

i á i

) s ( lim G s

) 1 s ( lim sG )

t ( lim y

0 s 0

s

t

=

=

s ) 1 s (

R =

Valor do ganho em

unitário Valor do ganho em

regime

estacionário

(16)

Ganho Estático: exemplo

X

b

m f(t)

) s ( X )

s (

F G

1

( s )

Entrada=f(t) Saída = x(t)

)

1

(

) ( )

( s ) V ( s ) X ( )

( F

m s

m 1

β +

) s ( X

s 1

m ) 1

s ( G

este sistema tem um pólo na origem (a posição é o integral da velocidade)

) m s

( ) s

s ( G

1

β

= +

=

= lim G (s)

K

0 1

( )

lim

1

0 0 s

(17)

Resposta no Tempo: sistema de 2ª ordem

exemplo X

b

m f(t) Objectivo: controlar o sistema em posição

) s ( G

1

) s ( ) V

s ( F

m s

m 1

β +

) s ( X s

K 1 ) +

s ( R

)

1

(

m

s + β s

_

Qual é a função de transferência do sistema controlado?

[ R ( s ) X ( s ) ]

K ) s ( G )

s ( F ) s ( G )

s (

X ( s ) G ( s ) F ( s ) G ( s ) K [ R ( s ) X ( s ) ]

X = 1 = 1

) s ( R ) s ( KG )

s ( X )) s ( KG 1

( + 1 = 1 X ( s ) m K

) s ( G )

s ( KG 1

) s ( KG )

s ( R

) s ( X

1 1

= + m

K s m

s

m )

s ( R

) ) (

s ( G

2

+ β +

=

= )

( )

(

1

• sistema de 2ª ordem, com 2 pólos, sem zeros

• ganho estático = ?

(18)

Resposta no Tempo: sistema de 2ª ordem. Caso geral

2

w

n

) s (

G =

G(s)

R(s) Y(s)

2 n n

2

2 w s w

) s s (

G = + ζ +

G(s)

Qual é a resposta para uma entrada escalão de amplitude unitária ?

• depende da localização dos pólos 0

w s w 2

s

2

+ ζ

n

+

n2

= s = ζw

n

± w

n

ζ

2

1

ζ

ζ=

jw

0

1

0 ≤ ζ < Sistema subamortecido

>>

ζ

w

n

jw

n

jw

d

Pólos complexos

conjugados

2

n

n

jw 1

w ± − ζ

ζ

n

ζ

=

θ arcsin

= 1 ζ

= 1 ζ

Pólo real duplo − ζ w = − w

Sistema criticamente amortecido − w

n

ζ w

n

> 1 ζ

p ζ w n = w n

Sistema sobreamortecido − jw

n

jw

d

> 1 ζ

Pólos reais distintos − ζ w

n

± w

n

ζ

2

− 1

j

n

=0 ζ

(19)

Resposta no Tempo: sistema de 2ª ordem (exemplos)

0

, 1

w

nn

= , ζ ζ = w

nn

= 1 , , ζ ζ = 0.3

Sistema subamortecido

1

, 1

w

n

= ζ = w

n

= 1 , ζ = 2

Sistema criticamente amortecido Sistema sobreamortecido

(20)

Resposta no Tempo: sistema de 2ª ordem (exemplos)

0.3

, 1

w

n

= ζ = w

n

= 1 , ζ = 2

Sistema subamortecido Sistema sobreamortecido

zoom zoom

A derivada na origem é nula

sw

2

Demonstre este resultado usando o  teorema do valor inicial, mostrando que:

w 0 s

w 2 s

lim sw )

t (

lim y

2

n n

2

n 0 s

t

+ = ζ

= +

+

&

(21)

Sistema de 2ª ordem Subamortecido 0 ≤ ζ < 1

1

2

j

pólos complexos W

n

freq. oscilações naturais NÃO  amortecidas

fi i t d t i t

43 ζ 42 1

wd

2 n

n 2

,

1

w j w 1

s = − ζ ± − ζ ‐‐ coeficiente de amortecimento

W

d

frequência das oscilações amortecidas

ζ

Resposta a uma entrada escalão unitária

) t

1 1 i (

1 ) t

(

ζw t

ζ

2

Ψ T

d Período das oscilações

0 t ≥ )

t 1

w sin(

1 e 1

) t (

y

w t n 2

2

n

− ζ + Ψ

ζ

− −

=

ζ

sobreelevação

0 t ≥

parte real dos pólos

parte 

imaginária dos Consequência de o ganho

estático ser unitário

S

%

±2 sobreelevação

1 0.9

ζ ζ

= −

Ψ 1

2

arctg

imaginária dos  pólos

ζ

Nota: 

wnactua apenas como factor de escala

t t t

0.1

n p

de tempo

t

p

t

s

Tempo  de pico

Tempo de estabelecimento

t

r

Tempo de subida

(22)

Especificações no domínio do tempo

• As especificações para o desempenho de um sistema controlado são, por vezes, expressas em termos da sua resposta no tempo

• Especificações típicas em termos de:

Tempo de subida (t

r

) – tempo que o sistema demora a atingir a vizinhança de  um novo set‐point p

• Vulgarmente o intervalo entre 0.1 e 0.9 do valor final

Tempo de estabelecimento (t

s

) – tempo que o regime transitório demora a decair

• Vulgarmente o tempo até a saída se confinar a uma faixa de 5% do valor final

Sobreelevação (S%) – valor máximo da saída menos o valor final divido pelo  valor final

±

valor final

Tempo de pico (t

p

) – é o tempo que o sistema demora a atingir o valor máximo  da saída

P i t d 2ª d b t id t

• Para sistemas de 2ª ordem, sem zeros, subamortecidos, estas

especificações podem expressar‐se como função de ζ e de ω n

(23)

Sistema de 2ª ordem Subamortecido

Características da resposta

Pontos em que a derivada se anula

dt 0 ) t (

dy = n 0 , 1 , 2 ,...

1 w

n w

t n

2 d n

ζ =

= π

= π

•Período das oscilações T

d

Para n=0 y & ( 0

+

) = 0 A derivada na origem é nula

Período das oscilações  T

d

d

d

w

T = 2 π

•Tempo de pico ‐ t

p

Tempo ao fim do qual ocorre o máximo absoluto de y(t) 2

T w

t π

d

d

p

= = n=1

↑⇒

=

n 2 p

d

w 1 ζ parte imaginária dos pólos t

w

(24)

Sistema de 2ª ordem Subamortecido

Características da resposta

Sobreelevação – S%

final final max

y y 100 y

S% = − Só depende do 

coeficiente de 

ζ2

1 ζπ p

max

y(t ) 1 e

y

+

=

=

ζπ

amortecimento

↓ S%

ζ

1 2

e . 100

%

S

ζ

− ζ

=

ζ

T d bid t

Tempo requerido para a saída evoluir de 10% a 90% do valor final

Tempo de subida ‐ t

r

Não há uma expressão analítica simples que relacione tr com o coeficiente de amortecimento e a frequência wn.

Mas há expressões aproximadas

t

r

≅ 1 . 8

Controlo ‐1ºsem‐2007/2008      © Isabel Ribeiro, António Pascoal

t

r

n

r

w

(25)

Sistema de 2ª ordem Subamortecido

Características da resposta

Tempo de estabelecimento a 2% (t

s

(2%))

•Instante de tempo em que a saída atinge e se mantém numa faixa de ± 2% do valor final

•A mesma definição usada nos sistemas de 1ª ordem

) t

1 w sin(

1 e 1 1

) t (

y

w t n 2

2

n

− ζ + Ψ

− ζ

=

ζ

1 − ζ

2

1 aproximação

02 . 0 1 e

1

w t

2

n

=

ζ

ζ

1 ) t

1 w

sin(

n

− ζ

2

+ Ψ = aproximação

n

s

w

t 4

= ζ 3

a 2% ζ w n ↑ ⇔ | parte real dos pólos | ↑⇒ t s

Valores aproximados

Verifique a analogia com os 

n

s

w

t 3

= ζ

a 5%

4 6 sistemas de 1ª ordem

n

s

ζw

t = 4.6

a 1%

(26)

Sistema de 2ª ordem Subamortecido – Vários Exemplos

Figuras retiradas de

Análise de Sistemas Lineares, M. Isabel Ribeiro, IST Press, 2001

(27)

Sistema de 2ª ordem Subamortecido – Vários Exemplos

Figuras retiradas de

Análise de Sistemas Lineares, M. Isabel Ribeiro, IST Press, 2001

(28)

Sistema de 2ª ordem Subamortecido

Lugar geométrico dos pólos que correspondem a determinadas especificações

constante ω

n

constante ξω

n

Tempo de subida constante

Tempo de estabelecimento constante

constante

ξ ω

d

constante

Sobreelevaçãoconstante

Tempo de pico constante

(29)

Exercício

1 1

+ K Y(s)

R(s)

2

s + s

K

_

• O ganho estático do sistema em cadeia fechada depende de K?

• Determine o valor de K para que a resposta do sistema em cadeia fechada a uma entrada escalão de amplitude unitária tenha sobreelevação de 20%.

l d l é d b l % d ?

• Para esse valor de K qual é o tempo de estabelecimento a 5% da resposta?

2) K s(s

K

Y(s) +

K 2s s

2) s(s 1 K

) (

R(s) =

2

+ +

+ +

= Ganho estático unitário, independente de K

O sistema em cadeia fechada  Das especificações pretendidas:

tem uma f.t. da forma

2 2

2 n

2 ) w

s (

G = ζ ln 0 . 2

2 . 0 2 ln

. 0

% 20

%

2 2

2 1 2

= +

=

=

ξ π

ξ ξπ

e S

46 ξ 0

Das especificações pretendidas:

2 n n

2

2 w s w

) s

( + ζ +

Por  ⎨ ⎧ 2 ξω

n

= 2

ξ

= 1 ω

n

46 .

= 0 ξ

8 . 4 2

.

2 ⇒ =

= K

ω

n

Controlo ‐1ºsem‐2007/2008      © Isabel Ribeiro, António Pascoal

comparação:

⎩ ⎨ K = ω

n2

ξ

seg t

n

s

3 3

%) 5

( = =

Confirme resultados usando Matlab ξω

(30)

Sistema de 2ª ordem – Criticamente amortecido

2

w

n

) s (

G =

=1 ζ 2

n n

2

2 w s w

) s s (

G + ζ +

= 1 ζ

w

n

2

w

n

) s (

G =

ζ 1

2 n

) w s

) ( s (

G +

) 1 s (

R =

t d lã d lit d itá i

ganho estático unitário

) s s (

R =

entrada escalão de amplitude unitária

3 2

1 2

n

c c c

) w ( Y

n 3 2

n 2 1

2 n n

w s

) w s

( s )

w s

( ) s

s (

Y + +

+ + + =

=

t w t

w

n te

n

e

n

w 1

) t (

y = − t ≥ 0

t w n te )

n

w

1 ( 1 )

t (

y = − + t 0

(31)

Sistemas de ordem superior. Efeito de pólos adicionais

w . ) a

s ( G

2

=

n

) a s )(

w s w 2 s

) ( s (

G

2

n n

2

+ ζ + +

=

s ) 1 s (

R =

a s

R w

) w s

(

w R ) w s

( R s

) R s (

Y

2 4

d 2

n

d 3 n

2 1

+ + +

ζ +

+ ζ

+ +

=

at 4 d

3 d

2 t w

1

e ( R cos w t R sin w t ) R e

R ) t (

y = +

ζ n

+ +

t 0

• De que modo um pólo influencia a resposta global?

¾ Através de:

¾ Através de:

tipo de pólo (real, complexo, simples, duplo)

t l d t i it d

Contribuição de pólos para a  resposta transitória

pólo simples

parte real ‐ que determina o ritmo de

decaimento da componente transitória associada – resíduo associado – que depende da localização

e

at

at at

te e

,

pólo simples

pólo duplo

resíduo associado que depende da localização 

dos outros pólos e zeros. e

at

sin( bt + Ψ )

pólos complexos

(32)

Sistema de 3ª ordem sem zeros

a

* 25

) 25 s

4 s )(

a s (

a ) 25

s (

G

2

+ +

= +

3 1 8

-2 -3 -1 -8

a =1, 3, 8 rad/seg

sistema de 3ª ordem c/ 2 pólos complexos conjugados e um pólo real

sistema de 2ª ordem

¾ Quando |a| aumenta

a=3 a=8

¾ Quando |a| aumenta

a influência do pólo real diminui

O pólo torna‐se “menos dominante”

A resposta é “dominada” pelos pólos complexos

a=1 a=3

A resposta é  dominada  pelos pólos complexos

¾ Em qualquer das situações o sistema torna‐se mais lento

• A largura de banda DECRESCE quando |a| diminui

a 1

Compare o diagrama de Bode para as quatro situações

(33)

Sistemas de ordem superior: Pólos não dominantes

a

* ) 25

s (

G =

) 25 s

4 s

)(

a s ) (

s (

G

2

+ +

= +

¾ Quando |a| aumenta

• a influência do pólo diminui

• O pólo torna‐se “menos dominante”

• O pólo torna‐se  menos dominante

• Os pólos complexos são pólos dominantes

¾ Em que condições é possível desprezar o pólo (real) não dominante ? q ç p p p ( )

¾ Quando o regime transitório associado é desprezável, no conjunto de todas as contribuições transitórias, ao fim de aproximadamente 5 constantes de tempo.

¾ Quando o módulo do pólo real é pelo menos cinco vezes maior que o módulo 

da parte real dos pólos dominantes.

(34)

Sistemas de ordem superior: Pólos não dominantes

a

* ) 25

(

G ( s ) ( s a )( s 4 s 25 )

G

2

+ +

= +

) 250 s ( G

2ªordem

= 10 a

) 25 s

4 s

)(

10 s

) ( s (

G

2

+ +

= +

) 25 s ( G

3ªordem 2 ordem

) 25 s

4 s )(

1 10 s

( 1 ) s ( G

2

+ +

+

=

O desprezo de pólos não  dominantes tem que preservar o  ganho estático

) 25 s

4 s ( ) 25 s (

G

2

+

≅ +

Aproxima o sistema de 2ªordem,  no que respeita à resposta no  tempo

Que acontece no domínio da frequência?

Qual é o conceito de pólo não dominante no domínio da 

frequência?

(35)

Efeito de zeros adicionais

Qual a influência de zeros na resposta de SLITs?

R R

R bc c)

b)(s (s

a) (s a

G(s) bc

+ +

= +

ganho estático

unitário

c ) s

R b

s R s

( R a ) bc s (

Y

1 2 3

+ + + +

=

1 a

Entrada escalão de  amplitude unitária

) b c )(

b (

b R a

bc R a

2 1

= − s =

R(s) = 1

Cálculo geométrico dos resíduos

) c b )(

c (

a R c

) b c )(

b (

3

− −

+

= −

‐b

‐c ‐a

b

Os zeros determinam o valor dos resíduos

) e R e

R R

a ( ) bc t (

y =

1

+

2 bt

+

3 ct

• Os resíduos R

2

ou R

3

serão pequenos se o zero estiver

ó i d ól b d ól R

2

<< R

3

bc ( R R e ) )

t (

y =

1

+

3 ct

aproximação

próximo de pólo em –b ou do pólo  em –c, respectivamente.

3

2

R

R << ( R R e )

) a t (

y

1

+

3

(36)

Pólos não dominantes: Redução de ordem

Em que condições 

Sistemas de ordem superior podem ser aproximados por sistemas de ordem mais baixa?

• Quando há PÓLOS NÃO DOMINANTES

– o resíduo associado ao pólo é pequeno – o resíduo associado ao pólo é pequeno

• Proximidade com um zero – a parte real do pólo é elevada

• Regime transitório extingue‐se muito rapidamente Como se faz a aproximação ?

despreza se o pólo e o zero – despreza‐se o pólo e o zero – despreza‐se o pólo

Cuidado a ter na aproximação Cuidado a ter na aproximação

O sistema original e o aproximado devem ter o mesmo ganho estático

) 1 1 s ( 236 +

exempl o

] 3 )

2 s )[(

20 s

)(

1 s (

) 1 . 1 s ( ) 236

s (

G

2 2

+ +

+ +

= +

(37)

Sistemas com zeros. Efeitos de um zero adicional

2

n ( s b )

) w s (

G +

2 n n

) w s

(

) (

) b s (

G = +

1 pólo duplo e 1 zero

Para entrada escalão unitário

n n

2

n

( s b ) 1 ( w b ) w / b 1

) w (

Y + −

n 2

n n n

2 n n

w s )

w s (

) (

s )

w s ( s

) (

) b s (

Y − +

+ + + =

=

) b w (

w ⎞

⎛ t 1 e , t 0 b

) b w ( 1 w

) t (

y

n n

wnt

⎜ ⎞

⎛ − −

+

=

0 ) 0 (

y

+

=

Características da resposta

Use os teoremas dos valores inicial e final para chegar a  estas conclusões

1 ) ( y

b ) w 0 ( y

2 n

+

=

&

Pode ser negativo se  o zero estiver no spcd

1 ) (

y ∞ =

o zero estiver no spcd

(38)

Sistemas com zeros. Efeitos de um zero adicional

2 2

n

) (

) b s

( b

) w s (

G = +

2

n

) w s

(

b +

b w

0 <

n

< 0 < b < w

n

-w

n

-b -w

n

-b

Existe

4 b

2 w

n

=

=

sobreelevação 1

b 2 w

n

=

=

1 w

) w s ( s

) b s ( b ) w s ( Y

2 2 n 2

n =

+

= + Combinação linear de um sinal

e da sua derivada )

s ( bY ) s ( ) sY

w s ( s

1 b

)w b s (

1 1

) s ( Y

2 n n

1

+ + =

+

=

4 4 3 4

4 2 1

(39)

Sistemas com zeros. Efeitos de um zero adicional

2

n

( s b )

) w (

G + b < 0 < w

n

2 n n

) w s

(

) b s

( ) b

s (

G = +

-w

n

-b

n

Pólo duplo e zero no spcd

Sistema tem um zero no spcd

‐ sistema de FASE NÃO MÍNIMA

Sistema de fase não mínima é aquele que

Sistema de fase não mínima é aquele que tem pelo menos um pólo e/ou um zero no semi‐plano complexo direito

Derivada na origem é negativa

– Pólo no spcd – instabilidade

– Qual é o efeito de um zero no spcd ?

(40)

Sistema de Fase não mínima: Exemplo. Barrilete

Exemplo – Barrilete

– Centrais termoeléctricas – Produção de vapor 

r(t) h(t)

b il t

Caudal de água  fria à entrada

Altura da água no  barrilete

barrilete

• Relação entre a abertura da válvula da 

Lento

água fria e a altura da água no  barrilete depende de:

• Efeito rápido de contracção da água Efeito rápido de contracção da água devido à injecção de água fria

• Efeito de integração devido à adição de 

massa

Rápido

massa

p

(41)

Sistema de Fase não mínima: Exemplo. Barrilete

Exemplo – Barrilete

) s ( R

) s ( H )

s ( R

) s ( H )

s ( R

) s ( ) H s (

G = =

1

+

2

) 1 s ( s

s ) 1 K

( K 1

s 1 s

) K s (

G

1 1 1

+ τ

− τ

= + +

− τ

=

Para certa relação de K

1

e τ o sistema tem um zero no semi‐plano complexo direito ( τ <1/ K

)

• Nos sistemas reais τ<<1, K

1

<<1.

entrada escalão r(t) =u(t)

(42)

Sistema de fase não mínima: Manipulador Flexível

Manipulador Rígido

saída

Τ θ T(t) entrada θ (t)

T‐binário motor

0 t 0 t

saída Manipulador Flexível

T(t) entrada θ (t)

Τ θ

0 t t

θ

T binário motor T‐binário motor

Efeito de “chicote” (FASE NÃO MÍNIMA)

Referências

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