UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE SAÚDE PÚBLICA
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO MULTIPROFISSIONAL NA ATENÇÃO BÁSICA 2015
Cassiana Lúcia Vinholi Sespede
A importância da dieta adequada ao tratamento da diabetes mellitus tipo II em pacientes cadastrados na
Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Operária, em Maringá - PR
Florianópolis, Março de 2016
Cassiana Lúcia Vinholi Sespede
A importância da dieta adequada ao tratamento da diabetes mellitus tipo II em pacientes cadastrados na Unidade Básica de
Saúde (UBS) Vila Operária, em Maringá - PR
Monografia apresentada ao Curso de Especi- alização Multiprofissional na Atenção Básica da Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para obtenção do título de Es- pecialista na Atenção Básica.
Orientador: Melisse Eich
Coordenador do Curso: Prof. Dr. Antonio Fernando Boing
Florianópolis, Março de 2016
Cassiana Lúcia Vinholi Sespede
A importância da dieta adequada ao tratamento da diabetes mellitus tipo II em pacientes cadastrados na Unidade Básica de
Saúde (UBS) Vila Operária, em Maringá - PR
Essa monografia foi julgada adequada para obtenção do título de “Especialista na aten- ção básica”, e aprovada em sua forma final pelo Departamento de Saúde Pública da Uni- versidade Federal de Santa Catarina.
Prof. Dr. Antonio Fernando Boing Coordenador do Curso
Melisse Eich Orientador do trabalho
Florianópolis, Março de 2016
Resumo
A diabetes mellitus tipo II ocorre quando há defeitos na ação e secreção da insulina e geralmente pacientes que são diagnosticados com diabetes estão com sobrepeso ou obesi- dade. A dieta para o controle glicêmico é uma das prioridades no controle e tratamento da doença. Esse estudo tem como base a orientação de uma equipe de saúde da famí- lia, para os pacientes com diabetes tipo II que apresentavam níveis glicêmicos alterados mesmo em uso de hipoglicemiantes orais devido a não realização de uma dieta adequada.
Foi realizado grupo com dez pacientes que se encontravam na situação descrita acima, e os mesmos foram acompanhados por quatro meses para avaliação dos resultados obtidos.
Na maioria das vezes, os pacientes não realizam uma dieta adequada por falta de conhe- cimento dos alimentos adequados e devido aos mitos impostos pela sociedade, por isso percebeu-se como problema a dificuldade de adesão a dieta desses pacientes e a neces- sidade de criação dessa estratégia de orientação em grupo. É esperado que os pacientes do grupo que realizaram a adequação da dieta tenham, no final do período de avaliação, reduzido os níveis de glicemia e colesterol. Essa adequação na dieta depende de vários fatores tanto psicossociais quanto econômicos, então cada um deve rá fazer a mudança alimentar guiada pelo que aprendeu conforme suas condições socieconômicas.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Prevenção, Promoção da Saúde, Atenção Primária à Saúde
Sumário
1 INTRODUÇÃO . . . . 9
2 OBJETIVOS . . . 11
2.1 Objetivo Geral . . . 11
2.2 Objetivos Específicos . . . 11
3 REVISÃO DA LITERATURA . . . 13
4 METODOLOGIA . . . 15
5 RESULTADOS ESPERADOS . . . 17
REFERÊNCIAS . . . 19
9
1 Introdução
A Estratégia de Saúde da Família (ESF) Equipe 34 a que pertenço, realiza a assistência na Unidade Básica de Saúde Vila Operária, denominada assim devido nome do bairro, que é uma região pioneira em Maringá que aos poucos foi mudando muito e hoje prevalece as construções de alvenaria, muitos comércios e edifícios. A classe social da população da área vai desde classe baixa, passando por classe média baixa até classe média alta. Toda região possui infraestrutura de saneamento básico, melhorando a qualidade de vida das pessoas que aqui vivem. Vale ressaltar que uma boa parte da população que aqui vive tem acesso a planos de saúde. Acompanhamos hoje uma população de 3437 habitantes, pertencentes a 1267 famílias cadastradas, sendo 1562 mulheres e 1875 homens. No que diz respeito a faixa etária, são 656 menores de 20 anos, 1486 pessoas de 20 a 50 anos, 460 de 50 a 59 anos e 745 pessoas que fazem parte da terceira idade. Com relação à frequência das principais doenças da comunidade, merece destaque a prevalência da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) presente em 454 pacientes e Diabetes Mellitus presente em 151 pacientes acompanhados. Atualmente, temos um caso de tuberculose, 1 caso de hanseníase, 68 casos de pacientes cadastrados na Saúde Mental e 41 casos de alcoolismo, o qual consideramos alto índice, visto todos os fatores em que isso afeta: trabalho, família, qualidade de vida, saúde mental, etc.
Por meio da análise do boletim de registro médico diário e registros de enfermagem, percebe-se que a procura pelo serviço de saúde se dá principalmente pelos pacientes que possuem doenças crônicas como hipertensão e diabetes, que necessitam de um acompa- nhamento e renovação de receitas. Os pacientes pertencentes ao grupo de saúde mental também não deixam de comparecer devido a importância do tratamento e uso correto dos psicotrópicos. As causas mais comuns de atendimento são devido a necessidade de exames de rotina por esses doentes crônicos, lombalgia, alteração de pressão arterial, infecção de vias aéreas superiores, dor abdominal/alterações gastrointestinais, cefaléia, dores articu- lares, alteração emocional. Os atendimentos são programados da seguinte forma: 60% dos atendimentos são agendados e 40% conforme demanda e procura do atendimento no dia.
As procuras do dia são avaliadas pela equipe do acolhimento, que verifica os sinais vitais e as queixas dos pacientes, definindo a prioridade do atendimento.
Através de conversas, discussões, informações registradas e revisadas com minha equipe de ESF, consideramos que o principal problema é a não adesão ao tratamento correto dos pacientes acometidos por doenças crônicas como a hipertensão e diabetes, a falta de participação nos grupos, pois não compreendem a importância do compartilhamento de informações por profissionais preparados a dar orientações na tentativa de melhorar a qualidade de vida do mesmo, chegam a consulta já querendo ser encaminhados ao especi- alista, entre outros. É visível nas consultas de acompanhamento dos pacientes diabéticos,
10 Capítulo 1. Introdução
que os mesmos não tem a real noção da doença, dos danos que podem ser acarretados com a descompensação a longo prazo e de que o tratamento não depende apenas dos hipoglicemiantes orais/insulina e sim de que depende muito das escolhas alimentares e sempre que possível, aderir a uma atividade física regular. Diante disso, escolhi trabalhar com o tema: A importância da dieta adequada no tratamento do diabetes mellitus tipo 2.
A motivação principal desse projeto foi realmente a avaliação e constatação de hiper- glicemia significativa nos pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2, em que o uso dos hipoglicemiantes orais e uma dieta não apropriada ocorrem de maneira constante, pois muitos não possuem conhecimento suficiente sobre a importância de um tratamento adequado. A partir desse projeto, serão esclarecidas muitas dúvidas a respeito do tema, oportunizando que esses pacientes participantes possam ajudar outros pacientes portado- res da doença com o compartilhamento de informações e experiências. Após conversas e discussões de como seria realizado, vimos que seria viável, que era de grande importân- cia para nossa equipe esse esclarecimento e foi decidido: criar um grupo de educação em saúde com objetivo de demonstrar que a medicação é um dos pilares para o tratamento do Diabetes Mellitus (DM), porém para conseguir um bom controle da doença é necessário adequação na dieta e conscientização nas escolhas alimentares. Conforme literatura do tema, é imprescindível a reeducação alimentar no tratamento da doença e juntamente com a medicação tomada de forma correta, há mudança importante nos exames, visto principalmente na hemoglobina glicada. Quando mencionado nos grupos de Hiperdia a possibilidade desse projeto, a maioria das pessoas demonstraram interesse, ratificando as- sim que é de interesse da comunidade e que os pacientes possuem vontade de melhorar e saber mais sobre o controle da doença. Contamos, além de mim, com a ajuda também da enfermeira, de dois agentes comunitários de saúde e da nutricionista do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF).
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2 Objetivos
2.1 Objetivo Geral
O objetivo principal do projeto de intervenção é realizar orientações aos pacientes com diabetes mellitustipo 2 na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde Vila Operária sobre a necessidade de uma dieta adequada para um tratamento efetivo da doença.
2.2 Objetivos Específicos
• Elaborar uma intervenção educativa para fomentar o conhecimento sobre a doença diabetes mellituse o tratamento adequado aos pacientes diabéticos na área de abran- gência da Unidade Básica de Saúde Vila Operária.
• Promover mudanças nos hábitos alimentares dos pacientes portadores de diabetes mellitus tipo 2 na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde Vila Operária.
• Informar os pacientes acometidos pela diabetes mellitus tipo 2 sobre os riscos e complicações decorrente da doença, quando o tratamento não é realizado de forma adequada.
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3 Revisão da Literatura
O Diabetes Mellitus (DM) pode ser considerado uma pandemia, que tem um impacto substancial em todos os sistemas de saúde, bem como em toda a sociedade. É um dos mais importantes problemas de saúde na atualidade, tanto em termos do número de pes- soas afetadas, de incapacitações, de mortalidade prematura, como no que diz respeito aos custos envolvidos no seu controle e no tratamento de suas complicações. Estima-se que, no Brasil, existam cinco milhões de diabéticos. Vem aumentando sua importância pela crescente prevalência e habitualmente associado a dislipidemia, hipertensão arterial e a disfunção endotelial. É um problema de saúde considerado condição sensível à Aten- ção Primária, ou seja, evidências demonstram que o bom manejo deste problema ainda na Atenção Básica evita hospitalizações e mortes por complicações cardiovasculares e cerebrovasculares (SAÚDE, 2014).
Estudos sugerem que o custo dos cuidados relacionados ao diabetes é cerca de duas a três vezes superior aos dispensados a pacientes não diabéticos e está diretamente re- lacionado com a ocorrência de complicações crônicas. Assim, a análise epidemiológica, econômica e social do número crescente de pessoas que vivem com Diabetes Mellitus mostra a necessidade de implantação de políticas públicas de saúde que minimizem as di- ficuldades dessas pessoas e de suas famílias, e propiciem a manutenção da sua qualidade de vida (SAÚDE, 2014).
Por não produzir sintomas no início, na maior parte dos casos, esse problema cos- tuma ser despercebido (Manual de orientação clínica de Diabetes mellitus). A diabetes mellitus do tipo II é o resultado de um conjunto de fatores como a resistência à insulina nas células adiposas e musculares, um progressivo declínio na secreção pancreática de insulina, produção de glicose no fígado de forma descontrolada e deficiências hormonais.
Esses distúrbios metabólicos levam a alterações no metabolismo de carboidratos, lipídios e proteínas, acarretando ao longo do tempo, o comprometimento da função e estrutura vascular de diferentes órgãos. Os principais fatores para seu desenvolvimento incluem história familiar de diabetes, sedentarismo e a obesidade (PARANÁ,2014).
Esta última é um fator que pode ser prevenido e/ou controlado. Os estudos (PARKER et al., 1993) indicam que o alto teor de gorduras e baixo teor de fibras na alimentação do brasileiro, é um forte indicador para aumentar o risco de intolerância à glicose. Com a redução de ingestão de gorduras e aumento nos teores de ácidos graxos da dieta, além da perda de peso e adequação dos níveis sanguíneos de lipídios, há redução das complicações vasculares do diabetes. Uma população de baixa renda, como a encontrada na área de estudo, Vila Operária na cidade de Maringá, tem dificuldades para entender o que é a doença diabetes, seus riscos e como deve ser feito o seu controle, reforçando a importância de orientações adequadas, acompanhamento do tratamento, e envolvimento de toda equipe
14 Capítulo 3. Revisão da Literatura
para uma atenção especial a estes pacientes.
A alimentação está relacionada diretamente com alguns fatores que interferem na pre- venção e/ou controle do DM 2 e seus agravos. São eles: excesso de peso, dislipidemia, mau controle glicêmico e padrão alimentar com consumo excessivo de gordura saturada e pouca ingestão de frutas e vegetais. Assim, as modificações na alimetação são reconhe- cidas como um recurso tanto para o controle glicêmico como para o controle pressórico, manutenção ou perda de peso, resultando na redução dos riscos associados às doenças cardiovasculares (COPPELL et al., 2010).
O tratamento do Diabetes Mellitus tipo II consiste na adoção de hábitos de vida saudáveis, como uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, mode- ração no uso de álcool e abandono do tabagismo, acrescido do tratamento farmacológico.
Estes hábitos de vida saudáveis são a base do tratamento do diabetes e possuem uma maior importância no controle glicêmico, além de atuarem no controle de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares (SAÚDE, 2014). Deparamo-nos com o despreparo dos profissionais que orientam estes pacientes e a indispensável presença de uma equipe multidisciplinar. Estudos demonstraram que os pacientes relataram um melhor conforto quando participavam de grupos que abordam orientações sobre a doença e seu trata- mento (DIABETES,2006). Sabe-se também que a participação das pessoas com diabetes em atividades de educação em saúde, tanto individuais quanto coletivas, é um fator mo- tivador para o autocuidado, reforçando a ideia de montar um grupo de orientação quanto a alimentação do grupo estudado. Estratégias cognitivo-comportamentais que promovam mudança de comportamento e aderência às recomendações, bem como programas de edu- cação em saúde que visam à promoção e ao apoio ao autocuidado são essenciais e depende da equipe aplicá-los no seu dia-a-dia. Intruir as pessoas sobre sua doença e as formas de enfrentá-la é muito importante para um melhor desfecho possível, ou seja, melhor controle glicêmico, melhor qualidade de vida e perda de peso (SPAHN et al., 2010).
Contudo, foi observado que além da orientação é necessário um trabalho de uma equipe a longo prazo, para que estes pacientes se conscientizem sobre a doença, e mudem os hábitos inclusive na família , já para prevenção dos familiares que possuem predis- posição. Os profissionais que acompanharão esses pacientes, deverão sempre questionar sobre os hábitos alimentares, buscando possíveis inadequações ou dificuldades para seguir as orientações nutricionais. Com a instituição de uma linha de cuidado essencialmente multiprofissional, pretende-se incrementar o controle glicêmico e reduzir as complicações decorrentes do diabetes.
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4 Metodologia
O grupo de pacientes analisados constava dez pessoas com diagnóstico prévio de di- abetes mellitus tipo II em uso de Metformina e Glicazida, com faixa etária de 38 a 62 anos, sendo sete mulheres e três homens. Como mediadores do grupo: médica da equipe, enfermeira e dois agentes comunitários de saúde. Os recursos necessários foram, além da sala de reuniões, caneta, papel, balança, fita atropométrica, solicitação de exames labora- toriais, computador, projetor de imagens, esfigmomanômetro, estetoscópio e material com orientações de dieta retiradas do site da Sociedade Brasileira de diabetes. Não foram ne- cessários recursos financeiros, pois todo material utilizado a unidade de saúde dispõe para o uso de todas as equipes, facilitando o desempenho dos encontros. Realizamos também uma parceria com agente comunitária de outra equipe da unidade que fez uma palestra sobre alimentação viva e reaproveitamento dos alimentos.
No primeiro encontro, foi conversado com os participantes sobre a importância da dieta para o tratamento da doença de base, foram solicitados exames laboratoriais como:
glicemia de jejum, hemoglobina glicada, colesterol total e frações e realizada avaliação an- tropométrica. Ainda no primeiro encontro, foi entregue aos pacientes os passos para uma alimentação saudável e questionado qual era a dificuldade para realizar uma alimentação adequada. Nos encontros subsequentes, foram realizadas novas medições antropométricas e questionado sobre as dificuldades para realização da mudança da alimentação e dúvi- das. No quarto mês, foram solicitados novos exames laboratoriais e as últimas avaliações antropométricas.
16 Capítulo 4. Metodologia
Tabela 1 – Acompanhamento das ações e resultados obtidos
exercidas obtidos
Início do grupo 01/09/2015
Reunião com os 10 pacientes;
Questionamento sobre a dieta atual;
Orientações de como deve ser feita a dieta;
Avaliação antropométrica;
Solicitação de exames laboratoriais.
Os dez pacientes compareceram a reunião, sendo sete mulheres e três
homens;
Foram retiradas dúvidas como:
diabético não pode comer fruta, diabético não pode comer a noite e
etc;
Encontrados resultados da avaliação antropométrica de sobrepeso e
obesidade grau 1.
A coleta dos exames laboratoriais foi realizada no dia 04/09/2015.
22/09/2015Entrega dos exames laboratoriais para os mediadores do grupo
Análise dos resultados encontrados nos exames
01/10/2015 Reunião com os dez pacientes;
Questionamentos sobre as dificuldades nesse primeiro mês de
adequação alimentar;
Palestra com agente comunitária que trabalha com alimentação viva, reaproveitamento dos alimentos e sua
importância;
Entrega dos resultados dos exames;
Nova avaliação antropométrica.
Foi demonstrada dificuldade na substituição do açúcar pelo adoçante,
principalmente no consumo de café, baixa aderência no consumo de
alimentos integrais.
03/11/2015 Reunião com oito pacientes;
Questionamentos sobre percepção de alguma melhoria em sua condição
física;
Nova avaliação antropométrica.
Foi observada a manutenção do peso e das queixas de parestesia de
membros inferiores.
01/12/2015 Reunião com nove pacientes;
Verificado a desistência de um paciente no grupo;
Questionado sobre a experiência e o que eles aprenderam nesse período;
Nova avaliação antropométrica;
Solicitação de novos exames laboratoriais, com coleta somente em
22/12/2015.
Três pacientes relataram a adequação alimentar juntamente com o uso dos
hipoglicemiantes, mas nestes pacientes houve mínima redução na
hemoglobina glicada, glicemia de jejum e colesterol total (Viés: se realmente realizaram a adequação
alimentar de forma correta);
Um paciente desistiu do grupo;
Seis pacientes relataram que estão realizando as mudanças alimentares
aos poucos, de acordo com a limiração de cada um. Quatro desses pacientes obtiveram praticamente os
mesmos resultados de exames laboratoriais e dois desses obtiveram
os melhores resultados, mostrando que apesar de acharem que ainda podem mudar mais, conseguiram adequar algumas escolhas alimentares
que fizeram diferença.
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5 Resultados Esperados
É esperado que os pacientes do grupo que realizaram a adequação da dieta tenham, no final do período de avaliação, reduzido os níveis de glicemia e colesterol. Essa ade- quação na dieta depende de vários fatores tanto psicossociais quanto econômicos, então cada um deve fazer a mudança alimentar guiada pelo que aprendeu conforme suas condi- ções socieconômicas. Entendemos que não somente orientações devem ser realizadas para abordar a população, é importante entender cada indivíduo como um todo, os motivos da dificuldade de aderência ao que é proposto e ao tratamento adequado e o preparo dos profissionais para acompanhar isto.
Os resultados obtidos poderão ser avaliados também com o tempo, após avaliações periódicas, como as que já são realizadas, e ver melhora progressiva dos exames e controle do DM se esses pacientes aderirem ao que é proposto e ensinado e realizar com consciência o auto-cuidado. Também é um projeto que pode ser realizado muitas outras vezes, já que os pacientes diabéticos acompanhados no Hiperdia tiveram muito interesse em participar. A própria equipe participante pode sempre que possível continuar frisando as informações dadas, cartazes para relembrar no dia do grupo Hiperdia, reforçar a participação dos pacientes nos grupos de caminhadas feitos pelo educador físico do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), depoimento de algum participante do projeto na palestra do Hiperdia para estímulo de outros pacientes: atitudes que farão a diferença e darão continuidade ao projeto a longo prazo.
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Referências
COPPELL, K. J. et al. Nutrition intervention in patients with type 2 diabetes.
Who are hyplerglicemic despite optimised drug treatment: Lifestyle over and above drugs in diabetes (loadd) study: randomised controlled trial. 2010. Disponível em:
<http://dx.doi.org/10.1136/bmj>. Acesso em: 26 Jan. 2016. Citado na página 14.
DIABETES, S. B. de. Atualização brasileira sobre diabetes. Rio de Janeiro: Diographic, 2006. Citado na página 14.
PARANÁ, S. de Estado da Saúde do. Linha Guia de Diabetes. Curitiba: Catalogado na fonte, 2014. Citado na página 13.
PARKER, D. et al. Relationship of dietary saturated fatty acids and body habitus to serum insulin concentrations: the normative aging study. Am J Clin Nutr, p. 129–136, 1993. Citado na página 13.
SAÚDE, M. da. Caderno de Atenção Básica: Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica - diabetes mellitus. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Citado 2 vezes nas páginas 13 e14.
SPAHN, J. et al. State of the evidence regarding behavior change theories and strategies in nutrition counseling to facilitate health and food behavior change. Journal of The American Dietetic Association, v. 110, n. 6, p. 879–891, 2010. Citado na página 14.