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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.49 número1

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Academic year: 2018

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Rev Assoc Med Bras 2003; 49(1): 1-23

20

D

iscussão de caso

iscussão de caso

iscussão de caso

iscussão de caso

iscussão de caso

EFMS, 27 anos, feminina, parda, residen-te em São Paulo, deu entrada no serviço de emergência do Hospital das Clínicas em 21/ 02/2003 com história de febre há dois dias (Tmáx de 38,5ºC), tosse e expectoração amarelada. Antecedentes pessoais: lúpus eritematoso sistêmico (LES) com nefrite lúpica (glomerulonefrite grau IV WHO) em uso de 30 mg/dia de prednisona e pulso mensal com ciclofosfamida (último pulso em 20/01/2003). Exame físico: Mau estado ge-ral, taquipnéica (24 ipm), taquicárdica (160 bpm), febril (38,4°C), pressão arterial 70 x

40 mmHg, saturação de O2 máscara 6l/min

93-95%. Bulhas rítmicas, sem sopros, taquicárdicas. Murmúrios vesiculares simé-tricos sem ruídos adventícios. Abdômen: nada digno de nota. Sem lesões cutâneas. Após expansão volêmica com soro fisiológi-co 2000 ml e estabilização da pressão arteri-al, foi transferida à UTI do serviço de emer-gência do pronto-socorro. Exames

labora-toriais iniciais: hemoglobina 10,8 g/dl, hema-tócrito 34,6%, leucócitos 14930/ml (91,1% neutrófilos; 6,3% linfócitos), plaquetas 254000/ml, uréia sérica 53 mg/dl, creatinina sérica 1,2 mg/dl, Relação Normatizada Inter-nacional (INR) 1,18, TTPA 29,6 segundos,

gasometria arterial: pH 7,32, pO2 79,8

mmHg, pCO2 25,0 mmHg, Bic 12,8 mEq/l, BE

-11,2, sat. O2 94,1%, lactato 1,33 mmol/l.

Na UTI, após 12 horas de internação, evoluiu com insuficiência respiratória e piora do padrão radiológico (infiltrado intersticial e alveolar difuso) e hipotensão refratária à ex-pansão volêmica, necessitando de ventilação mecânica e drogas vasoativas (noradrenalina). Iniciado esquema empírico com cefepime, oxacilina e azitromicina e realizado lavado broncoalveolar (LBA), que verificou presença de lavado hemorrágico, sugestivo de hemor-ragia alveolar importante. Houve queda con-comitante da hemoglobina para 8,4g/dl.

Man-tido PEEP em 18 cm/H2O com melhora dos

parâmetros gasimétricos. Hemocultura

peri-férica com S. pneumoniae sensível à

penicili-na. LBA cultura negativa.TC de seios da face em 23/02/2003 demonstrou presença de pansinusopatia. Após avaliação da equipe de otorrinolaringologia, realizou drenagem de seios da face em 24/02/2003 sem intercor-rências. Cultura da secreção negativa. Após 12 horas da drenagem, foram retiradas as drogas vasoativas. Houve melhora da leucocitose de 22490/ml (82% segmentados, 11% bastões, 1% metamielócitos) para 7240/ml sem des-vio. Evoluiu com desmame progressivo do PEEP e ventilação mecânica sem novos episó-dios de hemorragia alveolar até alta da UTI após 14 dias da drenagem dos seios da face.

Este caso demonstra um paciente com choque séptico secundário apenas a uma sinu-site, em paciente imunossuprimido. Também demonstra uma complicação grave do LES secundário à infecção, e não à ativação do próprio lúpus.

SSSSS

EPSE

EPSE

EPSE

EPSE

EPSE

POR

POR

POR

POR

POR

SINUSOP

SINUSOP

SINUSOPA

SINUSOP

SINUSOP

AA

AATIA

TIA

TIA

TIA

TIA

EM

EM

EM

EM

EM

PP

PPACIENTE

P

ACIENTE

ACIENTE

ACIENTE

ACIENTE

IMUNODEPRIMID

IMUNODEPRIMID

IMUNODEPRIMID

IMUNODEPRIMID

IMUNODEPRIMIDA

AA

AA

LEANDRO UTINO TANIGUCHI

AUGUSTO SCALABRINI

Referências

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