N. I. 15 com Autoridades Civis e Militares

Texto

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PMERJ

EMG

PM/3

29Jul83

NOTA DE INSTRUÇÃO Nº 015/83

1.FINALIDADE

Regular os procedimentos a serem observados pelos integrantes da Corporação quando do relacionamento com autoridades civis e militares.

2.OBJETIVO

a. Proporcionar aos integrantes da Corporação o conhecimento da postura que devem adotar diante de autoridades civis e militares, considerando o tratamento respeitoso a que têm di-reito.

b. Alertar os integrantes da Corporação da necessidade de dispensar tais tratamentos.

c. Possibilitar aos Cmt, Ch e Dir de OPM as condições de fazerem cumprir as normas em vi-gor na Corporação, no tocante ao tratamento que deve ser dispensado as autoridades civis e militares.

3.EXECUÇÃO

a. A cargo de todas as OPM.

b. Os Cmt, Ch e Dir de OPM deverão orientar os seus subordinados no sentido de dispensa-rem o tratamento respeitoso a que fazem jus às autoridades civis e militares, na seguinte forma:

1) Quando do relacionamento através de documentos - Deve ser observado o que

estabe-lece as "Instruções Gerais para a Correspondência no Ministério do Exército(IG-20-01)"e o que estabelece o "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa."

2) Quando no relacionamento pessoal - Deve ser observado que o tratamento respeitoso as

autoridades civis e militares, na firma dos documentos citados, é um tributo natural à-queles que se acham investidos de funções por lei e que, além disso, é uma prova de disciplina e cortesia que deve ser manifestada nas diversas situações.

4. PRESCRIÇÕES DIVERSAS

a. A espontaneidade e a correção no tratamento são índices seguros do grau de disciplina e

e-ducação profissional dos integrantes da PMERJ.

b.A afabilidade e o trato digno do Policial-Militar para com as autoridades civis e militares

deve ser uma constante em todas as atividades internas e externas.

c. É dever de todos os integrantes da Corporação evidenciar a máxima correção de atitudes em

público, a impecável apresentação individual e coletiva, a compostura e a correção de uni-formes.

d.É dever de todos os integrantes da Corporação evidenciar todas as provas de respeito e

defe-rência para com as autoridades civis e militares.

e. Desconsiderar ou desrespeitar a autoridade civil ou militar é transgressão disciplinar

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CONTINUAÇÃO

Fl nº 2

f. Para efeito desta NI, as expressões de tratamento mais comumente utilizadas no

relaciona-mento dos integrantes da Corporação com autoridades civis e militares são:

1) MERITÍSSIMO, no caso de atender ou se dirigir a juízes de Direito.

2) VOSSA EXCELÊNCIA, no caso de atender ou se dirigir a Secretários de Estado,

Membros do Legislativo, Oficiais Generais.

3) VOSSA REVERÊNCIA, no caso de atender ou se dirigir a Autoridades Eclesiásticas.

a. A urbanidade, o clima de harmonia, respeito mútuo e disciplina entre a Polícia Militar,

ci-vil, forças Armadas e Corpo de Bombeiros devem sempre existir para benefício público e prestígio para as respectivas instituições e Corporações.

b. Todo Policial-Militar ao abordar pessoas que se identifiquem como militares deverão

fa-zê-lo cortês e respeitosamente, como é exigido, aliás, com toda pessoa.

c. No trato das ocorrências que envolvam militares, deverá ser observado o que dispõe a

Resolução SSP nº 0257, de 27 Out 1978, transcrita em bol da PM nº 216 de 10 de Nov de 1978.

Airton da Silva Rabello - Cel PM Chefe do Estado-Maior Por Delegação:

Luiz Ribeiro de Souza - Maj PM Chefe Ev da PM/3

DISTRIBUIÇÃO

Cmt G, GCG, EM(Ch, Subch, Sect, PM/1, PM/2, PM/4, PM/5, APOM )...10

AjG, DGP, DGAL, DGF, DGE, DGS, DAS Gab. Mil, Cx Hab, Nu/CPM...10

1º e 2º CPA, 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º, 9º, 10º, 11º, 12º BPM...14

13º, 14º, 15º, 16º, 17º, 18º, 19º, 20º, 21º, 22º BPM, BPChq, RPMont...12

1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª CIPM, Cia PM Fem, BPRv, CECOPOM, CMM, CSM, CER...11

ESPM, EsFO, CFAP, CASP, HPM/Rio, HPM/Nit, PPM/Casc, PP/SJM...08

Cia Mus, Arquivo...02

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CONTINUAÇÃO

Fl nº 3

ANEXO À NI Nº 015

RESOLUÇÃO SP Nº 0257 DE 27 DE OUTUBRO DE 1978

Dispõe sobre a ação das autoridades policiais e seus agentes no trato de ocorrências, que envolvam militares de quaisquer das forças armadas, policiais-militares e bombeiros-militares e dá outras providências.

O Secretário de Estado de Segurança Pública, no uso de suas atribuições regulamenta-res, e,

Considerando as prerrogativas asseguradas no Estatuto dos Militares, Estatuto dos Polí-ciais-Militares e no Estatuto dos Bombeiros-Militares, previstas, respectivamente, na Lei Federal nº 5.774, de 23 de dezembro de 1971 - Art. 80, Decretos - lei Estadual nº 215,de 18 de julho de 1975 - Art. 69 e 177, de 09 de julho de 1975 - Art. 75;

Considerando que a urbanidade, o clima de harmonia, respeito mútuo e disciplina entre Policiais Civis, Militares, Policiais-Miitares e bombeiros-Militares devem sempre existir para bene-fício público e prestígio para as respectivas instituições e Corporações,

R E S O L V E:

Art. 1º - As autoridades Policiais e seus Agentes, ao abordarem pessoas que se identifi-quem como militares, Policiais-Militares ou bombeiros-militares, deverão fazê-lo cortês e respeito-samente, como é exigido, alias, com toda pessoa.

§ 1º - Se não forem correspondidos no tratamento, caso o fato não configure crime de ação pública, convidarão o(s) abordado(s) comparecer (em) à Delegacia Policial onde a Autoridade Policial apreciará o incidente, adotando as medidas cabíveis.

§ 2º - Ao tomar conhecimento da ocorrência, a Autoridade Policial deverá, imediata-mente, entrar em entendimento telefônico com o Oficial de dia da Unidade do Militar, Policial-Militar ou Bombeiro Policial-Militar, se possível, da Unidade mais próxima da Corporação ou com o oficial Superior de Dia da Corporação correspondente (1º Exército, 1º Distrito Naval, III COMAR, Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros) dando-lhe conhecimento do acidente, solicitando colaboração para a solução do fato, e, se for o caso, o auxílio do Oficial Superior de Dia ao Gabinete da SSP, para os contatos necessários junto às Corporações.

Art. 2º - A prisão de militares de quaisquer das Forças Armadas, policiais-militares ou bombeiros-militares, independentemente de posto ou graduação, por Autoridades Policiais e seus Agentes, só é cabível quando em flagrante delito ou em decorrência de determinação da autoridade competente, nos termos da legislação vigente.

Art. 3º - Em caso de prisão em flagrante delito, e quando assim parecer conveniente à Autoridade que presidir o Auto, a escolta deverá ser requisitada à Organização Militar (OM), Orga-nização Policial-Militar (OPM) ou OrgaOrga-nização Bombeiro-Militar (OBM) a que pertencer o militar, policial-militar ou bombeiro-militar, antes da autuação do detido, a qual, a critério da Autoridade Policial, poderá assistir à formalização dos autores processuais.

§ 1º - As armas e os instrumentos que tiverem relação com os fatos delituosos envol-vendo militar, policial-militar ou bombeiro-militar, deverão ser apreendidas pelas Autoridades Poli-ciais, para o competente exame pericial.

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CONTINUAÇÃO

Fl nº 4

Art. 4º - A permanência do militar, policial-militar ou bombeiro-militar, nas condições do artigo anterior, em qualquer Delegacia Policial ou Especializada, deverá restringir-se ao tempo necessário a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante, com a inserção do local e Organização Mili-tar (OM), Organização Policial-MiliMili-tar (OPM) ou Organização Bombeiro-MiliMili-tar (OBM) onde ser-ve, e a expedição da competente Nota de Culpa, ou não sendo o caso, aos esclarecimentos ou depo-imentos do militar, policiais-militares ou bombeiro-militar, após o que, se não foi liberado, será en-caminhado a sua Corporação, mediante ofício e escolta adequada solicitada da Corporação a que pertencer o militar, policial-militar ou bombeiro-militar.

Parágrafo Único - Aplica-se o disposto neste artigo aos militares, policiais-militares e bombeiros-militares da Reserva Remunerada e Reformados das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

Art. 5º - Nos casos de militares, policiais-militares e bombeiros-militares da ativa, após o procedimento legal cabível à espécie, deverá a Autoridade Policial encaminhar cópia do Auto de Prisão em flagrante Delito ou Registro de ocorrências ao Comandante da Organização Militar (OM), Organização Policial-Militar (OPM) ou Organização Bombeiro-Militar(OBM) a que perten-cer o Militar, Policial-Militar ou Bombeiro-Militar.

Art. 6º - Em se tratando de mandado de prisão de autoridade competente, a Autoridade Policial encarregado de seu cumprimento, conhecendo a condição de militar, policial-militar ou bombeiro-militar do paciente, determinará, quando necessário, investigação prévia no sentido de conhecer posto ou graduação e a qual Instituição ou Corporação pertence o paciente, solicitando en-tão colaboração, na forma do § 2º do art. 1º retro, para a efetivação da medida determinada, de tudo dando ciência através de ofício à autoridade emitente do mandado.

Parágrafo Único - A hipótese tratada neste artigo aplica-se o disposto no parágrafo úni-co do artigo 4º da presente Resolução.

Art. 7º - A apresentação do militar, policial-militar ou bombeiro-militar da ativa, far-se-á mediante requisição dirigida ao Comandante de sua Organização Militar (OM), Organização Poli-cial-Militar (OPM) ou Organização Bombeiro-MIlitar (OBM), de forma clara e precisa, mencio-nando posto ou graduação, unidade onde serve, esclarecendo ainda se o requisitado é indiciado, a-cusado, testemunha ou ofendido do fato delituoso em apuração.

§ 1º - As requisições, sempre que tiverem data para a apresentação, deverão ser entre-gues na Organização Militar (OM), Organização Policial-Militar (OPM) ou Organização Bombeiro-MIlitar (OBM) a que pertença o requisitado, sempre que possível, com antecedência razoável de da-ta aprazada.

§ 2º - A apresentação do policial-militar ou bombeiro-militar da ativa, far-se-á por in-termédio do seu Chefe, Diretor ou Comandante imediato.

Art. 8º - Em se tratando de militares, policiais-militares ou bombeiro-militares da reser-va remunerada ou reformados, as autoridades Policiais deverão solicitar diretamente dos interessa-dos o seu comparecimento para o procedimento legal devido, com a inserção obrigatória, nos atos processuais, dos locais onde podem ser encontrados, para posterior apresentação às autoridades competentes.

Parágrafo Único - Somente deverá ser solicitado o concurso da maior autoridade militar, policial-militar ou bombeiro-militar, da Força Armada respectiva, Polícia Militar ou Corpo de Bombeiro, após esgotados todos os meios disponíveis para apresentação dos militares, policiais-militares ou bombeiro-policiais-militares.

Art. 9º - As normas da presente Resolução deverão ser observadas por todas as autori-dades Policiais e seus agentes desta SSP, incluídos nestes os integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, independentes de posto ou graduação, considerando-se falta grave sua inob-servância.

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CONTINUAÇÃO

Fl nº 5

1968, Ordem de Serviço SPJ nº 02, de 28 de março de 1974 (EX-SSP/GB), Portaria nº 25, de 17 de fevereiro de 1967 (EX-SSP/RJ), a Resolução SSP nº 184, de 09 de março de 1977 e demais dispo-sições em contrário.

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1978.

RUBENS MÁRIO BRUM NEGREIROS Secretário de Estado de Segurança Pública

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Referências