Encontros. Primavera. 13 > 16 Junho Picote (Miranda do Douro)

Texto

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Encontros da Prim

avera

O conceito proposto como ponto de partida para as atividades da XIV edi- ção dos Encontros de Primavera, é a

“paisagem” como topos físico e histó- rico de estratificação, conflito e encon- tro de múltiplas leituras dos territórios trasmontanos e durienses que foram e podem ser feitas a partir de tradições disciplinares e abordagens metodoló- gicas diferentes.

Como é tradição nos Encontros de Pri- mavera, a interrogação deste conceito e dos seus referentes territoriais irá ser feita através de leituras teóricas cruza- das marcadas por um diálogo profundo entre as ciências sociais e as artes vi- suais, como também por experiências sensoriais de exploração daqueles lu- gares, guiadas por especialistas de áreas diferentes.

Depois de mais de uma década de ati- vidades, esta edição dos Encontros de Primavera pretende também ser uma oportunidade para interrogar a relação entre os territórios do interior – marca- dos por processos sociais, económi- cos e políticos por vezes dramáticos – a pesquisa académica e as iniciativas culturais e artísticas que são nestes contextos frequentemente realizadas.

De que forma este diálogo é possível e com quais finalidades? O confronto com outras experiências realizadas em territórios diferentes (em Portugal, em Espanha e na Itália), irá servir de base para abordar esta temática.

O evento central (13-16 junho) será complementado por um programa de residência artística (1-12 junho) para dois artistas, que, durante os dias ante- riores aos Encontros, irão permanecer no território levando a cabo uma ativi- dade de pesquisa artística e realizando um ou mais projetos site-specific. Os artistas selecionados para a residência em 2019 são Marco Maria Zanin (Itália) e Pedro Vaz (Portugal).

A edição 2019 dos encontros contará ainda com a inauguração da exposição das obras realizadas pelos artistas em residência no verão de 2018, que terá lugar no Museu da Terra de Miranda (Miranda do Douro).

13 > 16 Junho 2019

Picote (Miranda do Douro)

A participação comporta o pagamento de 50 euros. Este valor inclui a participação em todas as atividades previstas e os materiais necessá- rios para as mesmas, alojamento em camaratas de 4 camas com casa de banho privativa, alimentação (pequeno almoço, almoços e janta- res), certificado de participação emitido pelo DESG-UTAD e Frauga.

Os interessados deverão entrar em contacto através do email encon- trosdeprimavera@gmail.com até 31 de Maio 2019. Os participantes selecionados deverão efetuar uma transferência do valor da inscrição para a associação Frauga (PT50003504710000996653026).

Inscrições limitadas a 30 pessoas.

UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

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Quinta-feira, 13 de junho

14h-17h Chegada e acolhimento dos participantes (Praça da Igreja, Picote)

19h (Museu da Terra de Miranda, Miranda do Douro)

Inauguração da exposição dos artistas residentes dos Encontros de Primavera 2018 e apresentação do programa dos Encontros de Primavera 2019, com Humberto Martins (criador dos Encontros de Primavera) e Jorge Lourenço (Presidente da JF de Picote e Presidente da FRAUGA)

21h Jantar (Miranda do Douro) – Restaurante Miradouro 00h Regresso a Picote

Sexta-feira, 14 de junho

9h30 Experiência de leitura da paisa- gem (orientada por João Carva- lho, Maria Elisa Preto Gomes, Margarida Telo Ramos e Fran- cisco Preto)

12h – 13h Reencontro no Ecomuseu – Debate

13h-14h30 Almoço ligeiro

14h30 Visita às obras dos artistas em residência.

16h – 18h Mesa redonda 1

- Ana Isabel Afonso (Antropóloga, FCSH, Universidade Nova de Lisboa): “Baldios, ventos e homens – gestão local das novas paisagens energéticas”

- Chus Domínguez (Realizador, LAAV – La- boratorio de Antropología Audiovisual Expe- rimental, León)

- Pedro Vaz (Artista) 18h30-20h Projeção

(com a presença do realizador,Chus Domínguez)

Puta Mina (Espanha, 2018, 59’)

20h Jantar

22h30 Caminhada noturna com Ob-

servações Astronómicas e es-

cuta dos sons da noite (orienta-

da por Jorge Jacoto Lourenço,

João Carvalho e António Bárbo-

lo Alves)

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Sábado, 15 de junho

9.30h Visita às obras dos artistas em residência.

11h30-13h Mesa redonda 2:

- João Castro Silva (Escultor, coordena- dor do Mestrado em Escultura da FBAUL e membro da Associação Luzlinar)

- Eneas Bernal (Coordenador da progra- mação artística, Laboratorio 987, MUSAC, León) e Sira Escobar (Laboratorio 987, MU- SAC, León)

- Marco Maria Zanin (Artista) 13h30-15h Almoço ligeiro 15h–18h30 Projeção

(com a presença da realizadora,Catarina Mourão)

Pelas Sombras (Portugal, 2010, 83’) A Toca do Lobo (Portugal, 2015, 102’)

19.30h Jantar-picnic em Picote com

leitura de poesia

Domingo, 16 de junho

9h30 Passeio de barco no Douro 12h30 Almoço em Atenor

15h Fim das atividades

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Chus Domínguez es realizador audiovisual especializa- do en cine documental. Con el DEAC MUSAC (Museo de Arte Contemporáneo de Castilla y León) ha puesto en marcha el Laav_ (Laboratorio de Antropología Audio- visual Experimental), en el que se están desarrollando diversos proyectos de creación-investigación colabora- tiva. Forma parte del colectivo Orquestina de pigmeos, con el que ha realizado acciones en España, Bélgica, Reino Unido y Alemania. Es profesor en la Diplomatura en Documental de la ECAM (Escuela de Cine de la Co- munidad de Madrid). www.chusdominguez.es

João Castro Silva. Professor Auxiliar da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL). Doutor em Escultura pela (FBAUL). Mestre em História da Arte pela Universidade Lusíada de Lisboa. Licenciado em Es- cultura pela FBAUL. Lecciona nos três ciclos de estudos - Licenciatura, Mestrado e Doutoramento – do curso de Escultura da FBAUL. Coordenador do Mestrado em Es- cultura. Membro do Conselho Científico e Coordenador da Secção de Escultura do Centro de Investigação de Estudos em Belas-Artes (CIEBA). Colaborador estrangei- ro no grupo de pesquisa LEENA (Laboratório de Exten- são e Pesquisa em Artes), da Universidade Federal do Espírito Santo. Desenvolve investigação plástica na área da escultura de talhe directo em madeira. Expõe regu- larmente desde 1990 e tem obra pública em Portugal e no estrangeiro. Participa em simpósios, ganhou diversos prémios e está representado em colecções nacionais ei nternacionais. Tem desenvolvido projectos de curadoria de exposições de Escultura e integra comissões científi- cas de Residências Artísticas.

Ana Isabel Afonso, Antropóloga, professora no Depar- tamento de Antropologia da NOVA-FCSH, investigado- ra integrada no CICS.NOVA. Participação em projectos colectivos na área dos estudos ciganos, antropologia visual, paisagens energéticas e mudança social, entre os quais se destaca: Eoliennes et Paysage - Program

«Paysage et Développement Durable», MEDD (2017- 2010); Wind Power, Greening Society and Environmental Justice. Socio-cultural Impacts of Renewable Energies in American Landscapes, Fulbright-Schuman Advanced Research Grant (2013-14); Urban Gardening in Lisbon, with Krista Harper, University of Massachusetts-Amherst.

(ai.afonso@fcsh.unl.pt)

Pedro Vaz (Maputo, 1977, www.pedrovaz.com) é li- cenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2006). Vive e trabalha em Lis- boa. O seu trabalho artístico centra-se numa pesquisa em torno da natureza e paisagem, maioritariamente em suporte de pintura e instalação vídeo. O contato pes- soal com o lugar é essencial na sua prática e os seus projetos incluem muito frequentemente uma expedição.

Exposições individuais recentes a destacar: Terra Firme, Colégio das Artes, Coimbra (2018), Azimute, Galeria 111, Lisboa (2018); Superstition Wilderness, Camões – Cen- tro Cultural Português no Luxemburgo (2018); Peralta to Boulder Canyon, Phoenix Institute of Contemporary Art, Phoenix, EUA (2017); Trilha do Facão, Kubikgallery, Porto (2017). Exposições coletivas recentes a destacar:

Second Nature, The Kreeger Museum, Washington D.C., US (2018); depois do choque, os trópicos, Galeria Luísa Strina, São Paulo (2018); Il tesoro è sempre più grande di quello che hai stretto tra le mani, Museo del Paesaggio Torre di Mosto, Torre di Mosto, Itália (2017).

Marco Maria Zanin (www.marcomariazanin.com) nas- ceu em Pádua em outubro de 1983. Vive e trabalha entre Pádua e São Paulo, Brasil. Formou-se primeiro em Lite- ratura e Filosofia, e depois em Relações Internacionais, obteve um Mestrado em Psicologia. Ao mesmo tempo, desenvolveu sua carreira artística e viajou amplamente em diferentes partes do mundo, colocando em prática o “deslocamento” tão essencial para uma análise crítica dos contextos sociais e para alimentar sua pesquisa des- tinada a identificar os espaços comuns da comunidade humana. Mito e arquétipo como as matrizes submersas do comportamento moderno são o foco de sua inves- tigação, que se baseia na observação da relação entre homem, território e tempo. Seu instrumento de escolha é a fotografia, que muitas vezes é usada combinando dife- rentes técnicas e transcendendo as fronteiras de outras disciplinas artísticas. Marco Maria Zanin fui também fun- dador em 2015 do projeto HUMUS INTERDISCIPLINARY RESIDENCE, uma plataforma interdisciplinar quem num estreito diálogo com entidades locais e internacionais, organiza intercâmbios artísticos, convidando artistas a formular as suas interpretações das áreas rurais da re- gião italiana do Veneto através os instrumentos da arte contemporânea.

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João Paulo Fidalgo Carvalho. Professor de Silvicultura e Dendrologia da UTAD (1988/90). Doutoramento na área de Silvicultura e pós-doc nos EUA (USDA Forest Service e NCSU). Membro delegado da Assoc. Europeia Silvicul- tura (2001). Grupo para a Estratégia Nacional de Adap- tação às Alterações Climáticas (Florestas). Trabalhos na especialidade em Portugal e no estrangeiro e em parti- cular com as florestas de carvalho. Integra Proj. Floresta Comum para a floresta autóctone.

Eneas Bernal. Dedica-se a acompanhar e iniciar traba- lhos no campo da arte. Integra parte da equipe do MU- SAC, Museu de Arte Contemporânea de Castilla y León [Espanha] como Coordenador de Projetos. Desde 2015, junto com pessoas de dentro e de fora da instituição, foi desenvolvido o Laboratório Call 987 do MUSAC, um pro- grama permanente de auxílio à produção e divulgação cultural que busca aprofundar a relação entre atividade cultural, pensamento crítico e participação social.http://

musac.es/Lab987

Humberto Martins, 48 anos, Almada. É antropólogo e professor Auxiliar na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Tem como principais interesses de investi- gação a antropologia visual (campo onde mais tem pu- blicado) e os estudos das áreas protegidas. Desde 2006 que organiza os Encontros da Primavera – Antropologia, Cinema e Sentidos.

Catarina Mourão estudou Música, Direito e Cinema (Mestrado na Universidade de Bristol e Doutoramento pela Universidade de Edimburgo, bolseia da FCT em am- bos). Fundadora da AporDOC (Associação pelo Docu- mentário Português). Dá aulas de Cinema e Documentá- rio desde 1998 em diferentes Licenciaturas e Mestrados.

Em 2000 cria com Catarina Alves Costa a Laranja Azul, produtora independente de cinema. É neste contexto que realiza os seus filmes que têm sido sempre premiados e exibidos em festivais internacionais. O seu último filme

“A toca do Lobo” realizado no âmbito do doutoramen- to estreou comercialmente em várias salas do país e foi exibido pela primeira no Festival Internacional de Cinema de Roterdão. As suas áreas principais de investigação são documentário; memória; sonho; arquivo; autobio- grafia. Presentemente é docente no mestrado de Artes e Multimedia na FBAUL. https://catarinamourao.com/

António Bárbolo Alves (1964), nasceu em Picote (Mi- randa do Douro). É licenciado em Ensino de Português e Francês (Universidade do Minho), mestre em Ensino da Língua e Literatura Portuguesas (Universidade do Minho) e Doutorado em Linguística pela Universidade de Toulou- se – Le Mirail, com equivalência ao grau de Doutor em Linguística Portuguesa (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - UTAD). Nesta mesma Universidade reali- zou trabalho de pós-doutoramento, de 2005 a 2009.De 1990 a 1995 esteve na Universidade do Minho, no Projeto MINERVA e, de 1997 a 2003, desempenhou as funções de Leitor de Língua e Cultura Portuguesas na Universida- de de Nice – Sophia Antipolis. Foi bolseiro da JNICT, em 1995, e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia de 2005 a 2008. Desde 1989 é professor do ensino secundá- rio e, desde 2007, investigador do Centro de Estudos em Letras da UTAD. O seu tema de investigação é a língua e cultura mirandesas- É colaborador regular do semanário Mensageiro de Bragança, com textos em mirandês e so- bre o mirandês − http://www.mdb.pt/cronistas/antonio- -barbolo-alves − e autor de várias publicações, livros e artigos, que se podem consultar na base de dados www.

degois.pt. É sócio da Associação Portuguesa de Linguís- tica, da AIDLCM (Association Internationale pour la Dé- fense des Langues et des Cultures Menacées); e membro da Comissão Científica da Revista Asturiana de Filologia (Universidade de Oviedo, Espanha); e da Comissão Cien- tífica da Revista Studii şi cercetări filologice. Seria limbi romanice (Universidade de Pistesti, Roménia).

Maria Elisa Preto Gomes, Professora na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Doutorada em Geo- logia - Petrologia e Geoquímica. Membro da Comissão Organizadora e Científica de diversos eventos cientí- ficos. Orientação ou co-orientação de teses de dou- toramento (5) e mestrado (12). Publicação de dezenas abstracts em actas de congressos e artigos em revistas.

Tem exercido cargos de gestão na UTAD e serviços de extensão na região.

António Jorge Jacoto Lourenço, nasceu no Porto, em abril de 1971. É licenciado em Direito (Universidade Lu- síada), pós-graduado, em Desenvolvimento Integrado e Politicas Socais (Instituto Superior Miguel Torga), em Administração Publica (Universidade do Minho) e Espe- cialização em Ciências Documentais -Variante Arquivo

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(Instituto Superior de Línguas e Administração). De 1995 a 2000 desempenhou funções docentes, na área do Di- reito, no Instituto Politécnico de Bragança. De 2001 a 2008 foi colaborador docente na Extensão de Miranda do Douro da Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, lecionando disciplinas da área do Direito. Entre 2002 e 2007 foi Jurista Coordenador do Gabinete Técnico Lo- cal, do Município de Miranda do Douro, coordenou a Equipa Multidisciplinar do Gabinete Técnico Local, que elaborou estudos, projetos e planos, necessários e pre- paratórios de operações de recuperação e reabilitação ou renovação de áreas urbanas em diversos locais do concelho de Miranda do Douro. Desde 2007, exerce fun- ções de técnico superior de arquivo, no Arquivo Munici- pal de Miranda. Desde outubro de 2017, é Presidente da Junta de Freguesia de Picote. É fundador e presidente da direção da FRAUGA-Associação para o Desenvolvi- mento Integrado de Picote.

Margarida Telo Ramos, nasceu em Travanca (Moga- douro), no dia 22 de Maio de 1970. Descende de uma família de agricultores, que se dedicava principalmente à produção de cereal e gado leiteiro. As suas vivências e memórias estão muito relacionadas com o meio rural.

Nas férias escolares colaborava com a família nos tra- balhos agrícolas e participava nas actividades tradicio- nais da família e da aldeia, o que lhe incutiu competên- cias e gosto pela agricultura e natureza, influenciando-a na escolha do seu percurso académico e profissional.

Licenciou-se em Gestão de Recursos Florestais no Ins- tituto Politécnico de Bragança (IPB_ESAB). Em 1995 ini- ciou a sua actividade profissional na CAP, no inventário cartográfico do parcelário agrícola. Entre 1997 e 2007 trabalhou no Parque Natural do Douro Internacional, em tarefas de gestão florestal, educação ambiental e guia de visitantes ao Parque. A paixão pela natureza intensificou- -se com esta experiência, o que a levou à realização de um Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza (IPB_ESAB), tendo defendido como tese final o estudo da “EtnoFlora do Planalto Mirandês”. Esta tese deu ori- gem à realização de um trabalho, em colaboração com a Associação Frauga, que constou no “Inventário da Etno- flora da Terra de Miranda”. Quis o destino que em 2007 viesse viver para a aldeia de Picote, onde outrora terão vivido seus ascendentes familiares. É nesta aldeia que vive hoje (2019), com a sua família, onde faz a gestão de um pequeno empreendimento de Turismo no Espa- ço Rural, no qual recebe pessoas de várias partes do mundo, e às quais dá a conhecer o riquíssimo património natural da Terra de Miranda.

Sira Escobar, Grado Hª del Arte Universidad de Léon.

Estudiante en Prácticas en la Convocatoria Laboratorio 987, MUSAC.

José Francisco Preto, nasceu em Picote a 13 de agosto de 1954. Concluiu o 6º ano de escolaridade. Desde mui- to cedo que se dedica á pastorícia, há mais de 40 anos, actividade que acumula com a de segurança privado numa empresa de segurança.

Equipa

Direção: Humberto Martins

Curadoria e produção: Lorenzo Bordonaro

Elaboração gráfica e documentação: Gonçalo Mota Produção e apoio local: Jorge Lourenço

encontrosdeprimavera@gmail.com +351 934024993

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Referências

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