• Nenhum resultado encontrado

Sintomas osteomusculares e capacidade para o trabalho no contexto do processo judicial eletrônico

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Sintomas osteomusculares e capacidade para o trabalho no contexto do processo judicial eletrônico"

Copied!
10
0
0

Texto

(1)

originAl Aceito: 20/05/2020

resumo | Introdução: O contexto de transformações pelas quais o judiciário trabalhista brasileiro vem passando nos últimos anos, sobretudo com a introdução do processo judicial eletrônico (PJe), impactou de forma significativa o modo de trabalho.

Objetivos: Este estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência de sintomas osteomusculares e a capacidade para o trabalho em servidores de um órgão dessa justiça especializada. Métodos: Foi realizado estudo transversal com uma amostra composta por 449 servidores, os quais forneceram informações demográficas e ocupacionais e responderam ao Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares e ao Índice de Capacidade para o Trabalho. Resultados: A ocorrência de sintomas nos últimos 12 meses foi maior em punhos/mãos (62,4%), ombros (62,1%) e pescoço (60,4%), enquanto nos últimos 7 dias foi maior em pescoço (29,8%), ombros (29,4%) e punhos/mãos (29,2%). O Índice de Capacidade para o Trabalho médio da amostra foi de 38,7 (6,4), sendo que 31,4% dos participantes apresentaram baixa ou moderada capacidade e 68,6% apresentaram boa ou ótima capacidade para o trabalho. Para todos os segmentos corporais, os resultados do Índice de Capacidade para o Trabalho foram piores na presença de problemas, e o número de segmentos corporais com queixas foi maior entre os participantes com capacidade para o trabalho inadequada. Conclusões: A ocorrência de sintomas osteomusculares mais elevada em punhos/mãos, ombros e pescoço deve estar relacionada ao contexto do trabalho com o uso do PJe e está relacionada a piores resultados de capacidade para o trabalho, ressaltando a importância de intervenções preventivas ligadas aos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORTs).

Palavras-chave | saúde do trabalhador; dor musculoesquelética; desempenho profissional; servidores públicos.

AbstrAct | Introduction: The recent transformations undergone by Brazilian labor court, especially with the introduction of electronic process of law (processo judicial eletrônico [PJe]), had a significant influence on how people work. Objectives: This study aimed to evaluate the occurrence of musculoskeletal symptoms and work ability in public sector employees working in a specialized labor court body. Methods: A cross-sectional study was conducted with 449 workers, who provided demographic and occupational information and completed the Nordic Musculoskeletal Questionnaire (NMQ) and the Work Ability Index (WAI). Results:

Symptoms occurred more frequently in wrists/hands (62.4%), shoulders (62.1%), and neck (60.4%) in the past 12 months, and in the neck (29.8%), shoulders (29.4%), and wrists/hands (29.2%) in the past 7 days. The mean WAI score was 38.7 (6.4), and 31.4%

of participants had poor or moderate work ability. WAI scores were poorer when participants had previous problems, and the number of body segments involved in complaints was greater among those with inadequate work ability. Conclusions: Higher frequency of musculoskeletal symptoms in wrists/hands, shoulders, and neck may be related to using PJe for work and is associated with poorer work ability scores, highlighting the importance of preventive interventions for work-related musculoskeletal disorders.

Keywords | occupational health; musculoskeletal pain; work performance; public sector employees.

sintomas osteomusculares e capacidade para o trabalho no contexto do processo

judicial eletrônico

Musculoskeletal symptoms and work ability in a context of electronic process of law

Fauzi El Kadri-Filho1 , Thaís Moreira São-João1, Neusa Maria Costa Alexandre1, Roberta Cunha Matheus Rodrigues1, Marília Estevam Cornélio1

1 Faculdade de Enfermagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.

Fonte de financiamento: Nenhuma Conflitos de interesse: Nenhum

Como citar: Kadri-Filho FE, São-João TM, Alexandre NMC, Rodrigues RCM, Cornélio ME. Musculoskeletal symptoms and work ability in a context of electronic process of law. Rev Bras Med Trab. 2021;19(1):3-12. http://dx.doi.org/10.47626/1679-4435-2021-497

(2)

introdução

As mudanças promovidas pela introdução do processo judicial eletrônico (PJe) envolveram alterações no contexto de trabalho do judiciário trabalhista que impactaram de forma significativa o modo de trabalho1. A informatização das tarefas pode levar a um aumento na carga de trabalho e na repetitividade e monotonia das tarefas, assim como a maior frequência de posturas estáticas e menor variabilidade de movimentos. Isso resulta em um aumento de queixas osteomusculares em pescoço e membros superiores2, independentemente das adequações posturais e da adoção de mobiliário e equipamentos ergonomicamente adequados3. O aumento do tempo diário com o uso do computador está relacionado à ocorrência de sintomas e distúrbios osteomusculares, especialmente em membros superiores e pescoço4-8.

Ainda que os estudos que avaliam a relação entre sintomas osteomusculares e o uso do computador façam uma abordagem dessa sintomatologia em trabalhadores ativos, os sintomas referidos podem representar o estágio inicial dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORTs) e levar a uma perda de produtividade dos indivíduos com queixas9 ou mesmo ao absenteísmo10. À medida que os sintomas possam estar relacionados à atividade de trabalho, a permanência na função sem o devido acompanhamento clínico e/ou de saúde ocupacional poderá levar a um agravamento do quadro, com perda progressiva da capacidade para o trabalho11.

A capacidade para o trabalho pode ser compreendida como quão bem está ou estará um trabalhador neste momento ou em um futuro próximo e quão capacitado está para executar seu trabalho em função das exigências de seu estado de saúde e capacidades físicas e mentais12. A ocorrência de sintomas osteomusculares está relacionada à redução de produtividade por parte de trabalhadores de áreas administrativas e redução da capacidade para o trabalho13-15. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo avaliar a ocorrência de sintomas osteomusculares e a capacidade para o trabalho em servidores de um órgão do judiciário trabalhista após a introdução do PJe.

métodos

O estudo foi realizado em um Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que conta com 164 unidades de 1ª instância distribuídas por mais de 100 cidades do estado de São Paulo, cujos servidores fizeram parte desta pesquisa.

Foram incluídos os servidores lotados em 148 unidades de 1ª instância que exerciam funções exclusivamente nas secretarias das varas do trabalho, nos postos avançados do judiciário trabalhista e nas varas do trabalho itinerantes, além dos assistentes de juízes. Não foram incluídos os oficiais de justiça lotados nas varas do trabalho, tendo em vista a realização de atividade externa (diligências), e os servidores lotados em unidades que participavam de atividade regular supervisionada de ginástica laboral, cuja oferta estava restrita circunstancialmente a dois fóruns trabalhistas (16 varas do trabalho). Considerando que a ginástica laboral vem sendo amplamente utilizada nas últimas décadas como um método de prevenção e tratamento dos DORTs, a inclusão de trabalhadores que a praticassem implicaria um viés de seleção. Foram excluídos os servidores com menos de 1 ano de trabalho em suas unidades e os servidores que exerciam função principal em secretaria de audiências. Os dados dos participantes que, após terem aceitado participar do estudo, não preencheram completamente os instrumentos de coleta de dados, não foram analisados.

O cálculo amostral foi realizado considerando a metodologia para estimação de um tamanho amostral para uma proporção, considerando uma proporção p = 0,50, cujo valor representa a variabilidade máxima da distribuição binomial, gerando, assim, uma estimativa com o maior tamanho amostral possível. Considerando os critérios de elegibilidade do estudo e o detalhamento das informações relacionadas à distribuição de cargos e funções dos servidores da 1ª instância, a população considerada para o cálculo amostral foi de 1.564 sujeitos.

Foi assumido um erro amostral de 5% e um nível de significância de 5%, obtendo um tamanho amostral de 309 servidores, atingindo pelo menos 371 servidores ao levar em conta a taxa de perda de 20%.

Foram contatados acerca da realização da pesquisa 1.767 servidores de 148 unidades de 1ª instância, entre

(3)

os quais 543 acessaram o link enviado por e-mail e responderam o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Desses, 11 não aceitaram participar. Entre os 532 servidores que aceitaram participar do estudo, 55 foram excluídos devido ao preenchimento incompleto dos instrumentos de coleta de dados; 22, por exercerem a função principal em secretaria de audiências; e seis, por estarem a menos de um ano na 1ª instância (Figura 1).

Foram analisados, portanto, os dados de 449 participantes distribuídos em 138 unidades de 1ª instância, resultando em uma taxa de resposta de 28,7%, que envolveu a participação de servidores de 93,2% das unidades pesquisadas.

A coleta dos dados foi realizada nos meses de outubro e novembro de 2017 por meio de instrumentos autoaplicáveis disponibilizados via internet, com uso da plataforma de questionários e pesquisas on-line SurveyMonkey®. Os servidores foram convidados a participar da pesquisa por meio de e-mail institucional (com link para acesso

aos questionários) e contato telefônico com um servidor de cada unidade. Um questionário de caracterização demográfica e ocupacional foi elaborado especificamente para este trabalho e composto por questões referentes a idade, sexo, tempo de trabalho na instituição, tempo de trabalho na 1ª instância, carga horária média da jornada de trabalho diária, carga horária média diária com o uso do PJe e presença de doença causadora de sintomatologia osteomuscular nos últimos 12 meses.

A avaliação da ocorrência de sintomas osteomusculares foi realizada por meio da utilização do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO), criado por pesquisadores finlandeses com o intuito de padronizar a avaliação dos sintomas osteomusculares no contexto ocupacional16. O QNSO teve sua versão brasileira validada por Pinheiro et al.17; foi adaptado culturalmente para a língua portuguesa e teve sua confiabilidade confirmada por Barros e Alexandre18. O QNSO é composto por questões relacionadas à presença de sintomatologia em

1.767 servidores receberam oe-mailsobre a pesquisa

1.224 servidores não responderam o TCLE

11 servidores não aceitaram participar do estudo

55: preenchimento incompleto 22: secretários

de audiência 6: menos de 1 ano

na 1 instânciaª 83 servidores

foram excluídos do estudo 543 servidores responderam

o TCLE

532 servidores aceitaram participar do estudo

Foram analisados os dados de 449 servidores

Figura 1. Fluxograma da seleção e adesão dos participantes do estudo. TCLE = termo de consentimento livre e esclarecido.

(4)

pescoço, ombros, parte superior das costas, cotovelos, punhos e mãos, parte inferior das costas, quadris e coxas, joelhos, tornozelos e pés nos últimos 12 meses e nos últimos 7 dias. Avalia, ainda, a repercussão dessa sintomatologia sobre a realização de atividades funcionais e sobre a necessidade de consultar um profissional da área da saúde. Os resultados do QNSO fornecem uma medida da frequência da ocorrência de problemas em cada região corporal e podem fornecer uma medida do número de segmentos corporais com queixas para cada indivíduo.

A avaliação da capacidade para o trabalho foi realizada por meio da aplicação do Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT)12, o qual apresentou propriedades de medida satisfatórias quanto à validade de construto, de critério e de confiabilidade para avaliação da capacidade para o trabalho em abordagens individuais e inquéritos populacionais na população brasileira19. O ICT é um instrumento que permite avaliar a capacidade para o trabalho a partir da percepção do próprio trabalhador por meio de 10 questões sintetizadas em sete dimensões:

“capacidade para o trabalho atual comparada com a melhor de toda a vida”; capacidade para o trabalho em relação às exigências do trabalho”; “número atual de doenças autorreferidas e diagnosticadas por médico”, obtido a partir de uma lista de 51 doenças; “perda estimada para o trabalho devido a doenças”; “faltas ao trabalho por doenças no último ano”; “prognóstico próprio sobre a capacidade para o trabalho daqui a 2 anos”; e “recursos mentais”. As respostas do item 2, referentes às exigências da tarefa, foram ponderadas considerando o trabalho com exigências fundamentalmente mentais, conforme orientado por Tuomi et al.12 para o trabalho administrativo.

Os resultados das sete dimensões do ICT fornecem uma medida da capacidade para o trabalho que varia de 7 a 49 pontos, classificados da seguinte forma: de 7 a 27 pontos, baixa; de 28 a 36 pontos, moderada; de 37 a 43, boa; e de 44 a 49, ótima19. As duas primeiras categorias podem, ainda, ser agrupadas e classificadas como “capacidade para o trabalho inadequada” (resultado < 37), enquanto as duas últimas podem ser classificadas como “adequada”

(resultado ≥ 37)20,21.

Realizaram-se análises descritivas dos dados e testes de comparação. O teste não paramétrico de Mann-Whitney U foi utilizado para comparar o ICT de acordo com a ocorrência de problemas em cada região corporal e para

comparar do número de segmentos corporais com queixas de acordo com o ICT categorizado em “inadequado” e

“adequado”. Foi adotado p = 5% como nível de significância, e o software SAS versão 9.4 foi utilizado para a realização das análises.

Este estudo foi conduzido de acordo com a Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) nº 466/12 e complementares. O projeto de pesquisa foi autorizado pela direção do TRT e obteve anuência do sindicato que representa os servidores. Foi submetido à avaliação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e aprovado sob o parecer 2.021.746/2017. Os participantes somente aderiram ao estudo e tiveram seus dados utilizados após concordância com o TCLE.

resultAdos

A idade média da amostra foi de 45,0 (8,4) anos, sendo o tempo médio de trabalho no TRT e na 1ª instância de 15,1 (8,6) e 14,8 (8,5) anos, respectivamente. A maioria dos participantes era do sexo feminino (58,8%), exercia o cargo de técnico judiciário (67,3%), não exercia função específica na vara do trabalho (54,1%) e não apresentava doença diagnosticada nos últimos 12 meses causadora de sintomatologia osteomuscular (82%). A carga horária média de trabalho foi de 7,6 (0,9) horas, sendo que 6,3 (1,4) horas contaram com o uso do PJe (Tabela 1).

Quanto aos resultados do QNSO por segmento corporal, a ocorrência de sintomas nos últimos 12 meses foi maior em punhos/mãos (62,4%), ombros (62,1%) e pescoço (60,4%), enquanto nos últimos 7 dias foi maior em pescoço (29,8%), ombros (29,4%) e punhos/

mãos (29,2%). Sintomas em ombros foram apontados com maior frequência como responsáveis por impedir atividades diárias e pela realização de consulta a um profissional de saúde (19,2% e 26,9%, respectivamente) (Tabela 2).

O ICT médio da amostra foi de 38,7 (6,4). De acordo com a classificação do ICT, 31,4% dos participantes apresentaram baixa ou moderada capacidade para o trabalho (capacidade inadequada), enquanto 68,6%

apresentaram boa ou ótima capacidade (adequada) (Tabela 3).

(5)

Tabela 1. Análise descritiva das variáveis demográficas e ocupacionais (n = 449), estado de São Paulo, 2017

Variável n (%) Média (DP) Mediana (IQR) Variação

Idade (anos) 45,0 (8,4) 46,0 (13,0) 26,0-66,0

Sexo

Feminino 264 (58,8)

Masculino 185 (41,2)

Cargo

Executante 53 (11,2)

Técnico judiciário 302 (67,3)

Analista judiciário 94 (20,9)

Função

Diretor 62 (13,8)

Assistente de diretor 47 (10,5)

Assistente de juiz 45 (10,0)

Assistente de cálculo 52 (11,6)

Outra 243 (54,1)

Tempo no TRT (anos) 15,1 (8,6) 15,0 (16,0) 1,0-38,0

Tempo na 1ª instância (anos) 14,8 (8,5) 14,0 (16,5) 1,0-38,0

Carga horária média (horas) 7,6 (0,9) 7,0 (1,0) 6,0-12,0

Carga horária média com PJe (horas) 6,3 (1,4) 6,5 (1,0) 1,0-11,0

Até 5 92 (20,5)

Mais de 5 até 6 112 (24,9)

Mais de 6 até 7 177 (39,4)

Mais de 7 68 (15,1)

Doenças nos últimos 12 meses

Não 369 (82,0)

Sim 80 (18,0)

DP = desvio padrão; IQR = intervalo interquartil; PJe = processo judicial eletrônico; TRT = Tribunal Regional do Trabalho.

Tabela 2. Distribuição das queixas osteomusculares por região corporal (n = 449), estado de São Paulo, 2017 Variável

Problemas nos últimos 12 meses

n (%)

Impedimentos nos últimos 12 meses

n (%)

Consulta nos últimos 12 meses

n (%)

Problemas nos últimos 7 dias

n (%)

Pescoço 271 (60,4) 82 (18,3) 107 (23,8) 134 (29,8)

Ombros 279 (62,1) 86 (19,2) 121 (26,9) 132 (29,4)

Parte superior das costas 247 (55,0) 59 (13,1) 180 (24,1) 111 (24,7)

Cotovelo 130 (29,0) 37 (8,2) 57 (12,7) 60 (13,4)

Punhos/mãos 280 (62,4) 81 (18,0) 101 (22,5) 131 (29,2)

Parte inferior das costas 239 (53,2) 81 (18,0) 106 (23,6) 117 (26,1)

Quadril/coxas 111 (24,7) 35 (7,8) 57 (12,7) 48 (10,7)

Joelhos 132 (29,4) 49 (10,9) 74 (16,5) 54 (12,0)

Tornozelos/pés 112 (24,9) 44 (9,8) 57 (12,7) 56 (12,5)

(6)

Tabela 4. Comparação dos resultados de capacidade para o trabalho de acordo com a ocorrência ou não de problemas em cada segmento corporal (n = 449), estado de São Paulo, 2017

Variável Resposta n Mediana (IQR) Variação p-valor*

Problemas nos últimos 12 meses em

Pescoço Não 178 41,8 (7,5) 26,0-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 271 38,5 (9,5)

Ombros Não 170 41,5 (7,5) 24,5-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 279 38,5 (9,0)

Parte superior das costas Não 202 42,0 (7,5) 24,5-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 247 38,0 (9,5)

Cotovelos Não 319 40,5 (8,0) 14,5-49,0

23,0-49,0

< 0,0001

Sim 130 36,8 (10,0)

Punhos/mãos Não 169 41,5 (8,0) 19,5-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 280 38,5 (9,5)

Parte inferior das costas Não 210 41,5 (7,5) 26,0-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 239 38,0 (10,0)

Quadril/coxas Não 338 40,5 (8,5) 19,5-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 111 36,5 (8,5)

Joelhos Não 317 40,0 (7,5) 24,5-49,0

14,5-48,0

< 0,0001

Sim 132 37,0 (10,7)

Tornozelo/pés Não 337 40,5 (7,5) 24,5-49,0

14,5-48,0

< 0,0001

Sim 112 35,3 (9,0)

Problemas nos últimos 7 dias em

Pescoço Não 315 41,0 (8,0) 19,5-49,0

14,5-48,5

< 0,0001

Sim 134 36,0 (9,5)

Ombros Não 317 40,5 (7,5) 19,5-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 132 36,0 (10,0)

Parte superior das costas Não 338 40,5 (8,5) 19,5-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 111 36,0 (9,5)

Cotovelos Não 389 40,0 (8,5) 14,5-49,0

23,5-48,0

< 0,0001

Sim 60 35,0 (10,8)

Punhos/mãos Não 318 40,5 (8,5) 19,5-49,0

14,5-48,0

< 0,0001

Sim 131 37,0 (10,5)

Parte inferior das costas Não 332 40,5 (8,5) 21,0-49,0

14,5-49,0

< 0,0001

Sim 117 37,0 (9,5)

Quadril/coxas Não 401 40,0 (8,5) 19,5-49,0

14,5-48,0

< 0,0001

Sim 48 34,0 (9,0)

Joelhos Não 395 40,0 (8,5) 19,5-49,0

14,5-47,0

< 0,0001

Sim 54 34,8 (9,5)

Tornozelo/pés Não 393 40,0 (8,5) 19,5-49,0

14,5-44,5

< 0,0001

Sim 56 34,0 (9,0)

IQR = intervalo interquartil.

* Teste de Mann-Whitney U.

Tabela 3. Frequência de acordo com a classificação do Índice de Capacidade para o Trabalho (n = 449), estado de São Paulo, 2017

ICT n %

Baixo 27 6,0

Moderado 114 25,4

Bom 186 41,4

Ótimo 122 27,2

ICT = Índice de Capacidade para o Trabalho

Quando comparados os resultados do ICT de acordo com a presença ou ausência de problemas nas nove regiões do corpo apontadas pelo QNSO, tanto nos últimos 12 meses quanto nos últimos 7 dias, o resultado do ICT foi significativamente maior na ausência de problemas em todos os itens (Tabela 4).

O ICT foi categorizado como “inadequado” e

“adequado”. Quando comparadas essas duas categorias, o

(7)

número de segmentos corporais com queixas apresentou diferença estatisticamente significativa, com melhores resultados observados na segunda categoria para todas as questões (Tabela 5).

discussão

A ocorrência de sintomas nos últimos 12 meses apresentou resultados semelhantes aos do estudo de Griffiths et al.4, no qual o levantamento das queixas foi realizado pelo QNSO, sendo que, de forma geral, as mesmas regiões corporais estiveram entre as mais afetadas nas atividades que envolviam digitação intensiva (pescoço, ombros e punhos/mãos). No entanto, Griffiths et al. observaram uma ocorrência maior de sintomas em pescoço e ombros (80 e 79%, respectivamente), seguidos por queixas em coluna lombar (66%) e punhos/mãos (58%). Esses resultados estão provavelmente relacionados ao fato de os autores terem avaliado trabalhadores com funções diversas, enquanto, no presente estudo, foram avaliados trabalhadores com funções semelhantes.

Além disso, houve menor variação do tempo de uso do computador na amostra analisada neste estudo, dado que o percentual médio de uso do PJe durante a jornada diária de trabalho na amostra atingiu 83,4% no momento do levantamento de dados.

Outros estudos com levantamento da sintomatologia osteomuscular entre os trabalhadores fizeram uso de instrumentos diversos e adaptações do QNSO, o que

torna difícil a comparação direta entre os resultados. De qualquer forma, na maior parte deles, é possível observar que houve um aumento de queixas em pescoço, ombros e, especialmente, em punhos/mãos com a intensificação do uso do computador no trabalho2,7,8. O aumento das queixas de sintomas osteomusculares em pescoço e membros superiores pode estar relacionado a um aumento na carga de trabalho e à monotonia das tarefas decorrentes da informatização dos processos de trabalho, que foram, por sua vez, relacionados a uma maior frequência de posturas estáticas e menor variabilidade de movimentos4,6. Os sintomas em pescoço, ombros e punhos/mãos também estão entre as queixas que foram mais frequentemente apontadas como responsáveis por impedir atividades diárias e pela realização de consulta a um profissional de saúde, o que vai ao encontro da relação com a atividade de trabalho realizada pelos participantes do estudo e deve representar, de forma geral, sintomas mais graves nestes segmentos corporais.

O resultado do ICT da amostra, mesmo com a inclusão de participantes que referiram doenças causadoras de sintomatologia osteomuscular, apresentou uma média de 38,7 (6,4), dentro do espectro em que pode ser classificado como boa capacidade para o trabalho22. Esse resultado foi muito próximo dos obtidos por Gharibi et al.23, que observaram uma média de 38,0 (6,3) para o ICT entre os trabalhadores de atividades diversas, e por Guidi et al.24, que observaram uma média de 38,0 (6,27) em bancários.

No entanto, o resultado é bastante inferior à média de 42,7 (4,2) pontos obtida por Monteiro e Fernandes25

Tabela 5. Comparação entre a ocorrência de sintomas osteomusculares (número de segmentos corporais com queixas) de acordo com a categoria do Índice de Capacidade para o Trabalho (n = 449), estado de São Paulo, 2017

Variável ICT n Mediana (IQR) Variação p-valor*

Problemas nos últimos 12 meses < 37 146 5,0 (3,0) 0,0-9,0

0,0-9,0

< 0,0001

≥ 37 303 3,0 (3,0)

Impedimentos nos últimos 12 meses < 37 146 2,0 (4,0) 0,0-9,0

0,0-8,0

< 0,0001

≥ 37 303 0,0 (1,0)

Consultas nos últimos 12 meses < 37 146 3,0 (4,0) 0,0-9,0

0,0-9,0

< 0,0001

≥ 37 303 0,0 (2,0)

Problemas nos últimos 7 dias < 37 146 3,0 (4,0) 0,0-9,0

0,0-9,0

< 0,0001

≥ 37 303 1,0 (2,0)

ICT = Índice de Capacidade para o Trabalho; IQR = intervalo interquartil.

(8)

em trabalhadores de uma empresa de tecnologia da informação e telecomunicações.

Enquanto aproximadamente 1/3 dos participantes do presente estudo apresentou capacidade para o trabalho inadequada, mais de 2/3 apresentaram capacidade para o trabalho adequada. O estudo de Santos et al.26, com servidores do Tribunal de Justiça de Pernambuco, por outro lado, identificou uma proporção maior de participantes no grupo com baixa ou moderada capacidade para o trabalho (37,5%), enquanto 62,5% dos servidores apresentaram boa ou ótima capacidade, mesmo obtendo um ICT médio de 37,6 (4,5), semelhante ao do presente estudo.

Um levantamento realizado com servidores do TRT de Pernambuco27 evidenciou que apenas 22%

dos participantes apresentaram baixa ou moderada capacidade para o trabalho e 78% apresentaram boa ou ótima capacidade, sendo que a média obtida foi de 40,0 (5,0) pontos. A amostra do estudo possuía características demográficas e ocupacionais semelhantes às do presente estudo quanto à média de idade e ao tempo de trabalho no TRT, no entanto, houve diferenças quanto à inclusão de servidores de áreas administrativas e, especialmente, quanto ao período de coleta de dados, que foi realizada no ano de 2011, ou seja, anteriormente à implementação do PJe no judiciário trabalhista.

A relação entre a ocorrência de sintomas osteomusculares e a capacidade para o trabalho pode ser evidenciada quando observada a comparação dos resultados do ICT de acordo com a ocorrência de problemas em cada segmento corporal e quando considerados os números de segmentos corporais com queixas entre os participantes para cada questão do QNSO. Na primeira, foram obtidas diferenças significativas nas medianas dos resultados do ICT para todos os segmentos, de acordo com a presença ou ausência de problemas nos últimos 12 meses e nos últimos 7 dias.

Na segunda, a mediana do número de segmentos com queixas entre os participantes com capacidade para o trabalho adequada foi significativamente maior que entre aqueles com capacidade inadequada. Essa relação pode ser compreendida à medida em que o funcionamento musculoesquelético está entre os aspectos que mais exercem impacto sobre a capacidade funcional, a qual é considerada como a base para a capacidade para o trabalho, influenciando o desgaste do trabalhador ao passo em que se relaciona ao desempenho das demandas do trabalho20. De fato, entre os

estudos que utilizaram o ICT para estabelecer uma relação com as queixas osteomusculares, foi possível observar que um menor volume de sintomas esteve relacionado a melhores resultados de capacidade para o trabalho21,22,28.

No que tange ao impacto dos sintomas osteomusculares na capacidade para o trabalho, a capacidade de trabalhar é uma estrutura complexa, afetada por um conjunto de diferentes interações entre envelhecimento biológico, saúde, habilidades, contexto organizacional, contexto social e demandas da atividade laboral. A capacidade para o trabalho tem sido influenciada pela sintomatologia musculoesquelética autorreferida e pela percepção de variáveis relacionadas à saúde. Nessa perspectiva, parece promissor delinear e implementar estratégias específicas de promoção da saúde, contribuindo para a manutenção da capacidade de trabalho ao longo dos anos29.

Quanto ao viés do trabalhador saudável, pelo fato de os trabalhadores afastados, de férias, de licença e aposentados não terem sido incluídos na amostra, pode-se levar em consideração que trabalhadores ativos também apresentam situações de saúde ou de doença que são congruentes com a rotina de trabalho, como a presença de doenças crônicas não transmissíveis, entre outras.

Nessa perspectiva, todos os participantes incluídos na amostra possuíam as mesmas chances de apresentarem percepção dos sintomas ou capacidade para o trabalho modificadas pela presença de condições moderadoras de suas respostas. Um estudo30 que avaliou 1,686 trabalhadores chineses de setores como administração e educação, dividindo a amostra entre aqueles com ou sem algum distúrbio musculoesquelético relacionado ao trabalho, encontrou diferença significativa entre os grupos, com menor capacidade para o trabalho entre os que apresentavam algum distúrbio.

Apesar do número total de participantes ter sido elevado e o tamanho mínimo de amostra ter sido superado, a taxa de resposta obtida poderia representar melhor a população estudada caso fosse mais alta. Servidores de unidades que participavam de atividade supervisionada de ginástica laboral não foram incluídos neste estudo, tendo em vista a já bem documentada relação entre essa prática e a prevenção de sintomas osteomusculares e a possibilidade de incorrermos, portanto, em um viés de seleção, dado que mais de 90% das unidades não dispunham dessa atividade preventiva. No entanto, esse é um fator que pode

(9)

ter contribuído para que os resultados da nossa amostra fossem piores para o QNSO e o ICT.

A coleta de dados via internet, ao mesmo tempo em que favorece a participação de trabalhadores amplamente distribuídos geograficamente, pode desfavorecer o engajamento na pesquisa. No mesmo sentido, o fato de os participantes terem informado tanto sobre a ocorrência de sintomas quanto sobre a capacidade para o trabalho (ambas medidas autorreferidas) pode implicar um viés de fonte única.

Por se tratar de um estudo transversal, ainda que tenham sido observadas relações importantes entre as variáveis pesquisadas, não foi possível definir relações de causa e efeito. É possível que, considerando a natureza das variáveis do estudo, piores resultados para a capacidade para o trabalho possam estar relacionados a um aumento de queixas osteomusculares, implicando um viés de causalidade reversa. Para esse fim, sugere-se

1. Antloga CS, Maia M, Cunha KR, Peixoto J. Contexto de trabalho e custo humano no trabalho em um órgão do poder judiciário brasileiro. Cienc Saude Colet. 2014;19(12):4787-96.

2. Oha K, Animägi L, Pääsuke M, Coggon D, Merisalu E. Individual and work-related risk factors for musculoskeletal pain: a cross-sectional study among Estonian computer users. BMC Musculoskelet Disord. 2014;15:181.

3. Marcus M, Gerr F, Ensor C, Monteilh C, Ortiz DJ, Gentry E, et al.

A prospective study of computer users: II. Postural risk factors for musculoskeletal symptoms and disorders. Am J Ind Med.

2002;41(4):236-49.

4. Griffiths KL, Mackey MG, Adamson BJ, Pepper KL. Prevalence and risk factors for musculoskeletal symptoms with computer based work across occupations. Work. 2012;42(4):533-41.

5. Alavi SS, Abbasi M, Mehrdad R. Risk factors for upper extremity musculoskeletal disorders among office workers in Qom province, Iran. Iran Red Crescent Med J. 2016;18(10):e29518.

6. Waersted M, Hanvold TN, Veiersted KB. Computer work and musculoskeletal disorders of the neck and upper extremity: a systematic review. BMC Musculoskelet Disord. 2010;11:79.

7. James C, James D, Nie V, Schumacher T, Guest M, Tessier J, et al. Musculoskeletal discomfort and use of computers in the university environment. Appl Ergon. 2018;69:128-35.

8. Kaliniene G, Ustinaviciene R, Skemiene L, Vaiciulis V, Vasilavicius P. Associations between musculoskeletal pain and work-related factors among public service sector computer workers in Kaunas County, Lithuania. BMC Musculoskelet Disord. 2016;17(1):420.

9. Descatha A, Dale AM, Franzblau A, Evanoff, B. Natural history and predictors of long-term pain and function among workers with

que novos estudos longitudinais sejam realizados junto a essa população, para uma análise mais adequada dessas relações.

Concluindo, o presente estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência de sintomas osteomusculares e sua relação com a capacidade para o trabalho em servidores de um órgão do judiciário federal trabalhista no contexto do PJe. Os achados sugerem que a ocorrência de sintomas osteomusculares, tendo sido mais elevada em punhos/

mãos, ombros e pescoço, deve estar relacionada ao contexto do trabalho com o uso do PJe e está relacionada a piores resultados de capacidade para o trabalho. Essa relação ressalta a importância de intervenções preventivas ligadas aos DORTs não apenas motivadas pelos índices de absenteísmo, dado que a ocorrência de sintomas osteomusculares em trabalhadores ativos, além de afetar o seu bem-estar, também é capaz de afetar o desempenho e a produtividade.

referênciAs

10. Haeffner R, Kalinke LP, Felli VEA, Mantovani MF, Consonni D, Sarquis LMM. Absenteísmo por distúrbios musculoesqueléticos em trabalhadores do Brasil: milhares de dias de trabalho perdido.

Rev Bras Epidemiol. 2018;21:e180003.

11. Evanoff B, Dale AN, Descatha A. A conceptual model on musculoskeletal disorders for occupational health practitioners. Int J Occup Med Environ Health. 2014;27(1):145-8.

12. Tuomi K, Ilmarinen J, Jahkola A, Katajarinne L, Tulkki A. Índice de capacidade para o trabalho. São Carlos: Edufscar; 2005.

13. Bochman JS, Noor A, Lundström R, Nilsson T, Sluiter JK, Hagberg M. Relationships between work-related factors and musculoskeletal health with current and future work ability among male workers. Int Arch Occup Environ Health.

2017;90(6):517-26.

14. Madeleine P, Vangsgaard S, Andersen JH, Ge H-Y, Arendt-Nielsen L.

Computer work and self-reported variables on anthropometrics, computer usage, work ability, productivity, pain, and physical activity. BMC Musculoskelet Disord. 2013;14:226.

15. Bayattork M, Jakobsen MD, Sundstrup E, Seidi F, Bay H, Andersen LL. Musculoskeletal pain in multiple body sites and work ability in the general working population: cross-sectional study among 10,000 wage earners. Scand J Pain. 2019;19(1):131-7.

16. Kuorinka I, Jonsson B, Kilbom A, Vinterberg HF, Biering- Sørensen F, Andersson G, et al. Standardised Nordic questionnaires for the analysis of musculoskeletal symptoms.

Appl Ergon. 1987;18(3):233-7.

17. Pinheiro FA, Tróccoli BT, Carvalho CV. Validação do Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares como medida de morbidade. Rev Saude Publica. 2002;36(3):307-12.

(10)

2021 Associação Nacional de Medicina do Trabalho Este é um artigo de acesso aberto distribuído nos termos de licença Creative Commons.

18. Barros ENC, Alexandre NMC. Cross-cultural adaptation of the Nordic musculoskeletal questionnaire. Int Nurs Rev.

2003;50(2):101-8.

19. Martinez MC, Latorre MRDO, Fischer FM. Validade e confiabilidade da versão brasileira do Índice de Capacidade para o Trabalho. Rev Saude Publica. 2009;43(3):525-32.

20. Cordeiro TMSC, Araújo TM. Prevalência da capacidade para o trabalho inadequada entre trabalhadores de enfermagem da atenção básica à saúde. Rev Bras Med Trab. 2017;15(2):150-7.

21. Cordeiro TMSC, Araújo TM. Capacidade para o trabalho entre trabalhadores do Brasil. Rev Bras Med Trab. 2016;14(3):262-74.

22. Martinez MC, Latorre MRDO, Fischer FM. Capacidade para o trabalho: revisão de literatura. Cienc Saude Colet. 2010;15(Suppl 1):1553-61.

23. Gharibi V, Mokarami H, Taban A, Aval MY, Samimi K, Salesi M. Effects of work-related stress on work ability index among Iranian workers. Saf Health Work. 2016;7(1):43-8.

24. Guidi S, Bagnara S, Fichera GP. The HSE indicator tool, psychological distress and work ability. Occup Med (Lond).

2012;62(3):203-9.

25. Monteiro MI, Fernandes ACP. Capacidade para o trabalho de trabalhadores de empresa de tecnologia da informação. Rev Bras Enferm. 2006;59(5):603-8.

26. Santos JF, Holanda ASS, Oliveira GSS, Mendonça CNG, Veras ACC, Leite FNTS. Relação entre qualidade de vida e capacidade para

o trabalho em funcionários do poder judiciário. Rev Bras Med Trab. 2018;16(1):2-9.

27. Santana RM. As relações entre capacidade para o trabalho e saúde dos servidores do Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco [Dissertação de Mestrado]. Recife: Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fundação Oswaldo Cruz; 2012 [citado em 01 fev. 2021]. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.

br/bitstream/icict/13606/1/325.pdf

28. Godinho MR, Ferreira AP, Fayer VA, Bonfatti RJ, Greco RM. Capacidade para o trabalho e fatores associados em profissionais no Brasil. Rev Bras Med Trab. 2017;15(1):88-100.

29. Ribeiro CA, Cotrim TP, Reis V, Guerreiro MJ, Candeias SM, Janicas AS, et al. The influence of health perception on the work ability index among municipal workers in 2015 and 2017.

In: Arezes P, Baptista JS, Barroso MP, Carneiro P, Cordeiro P, Costa N, et al., eds. Occupational and Environmental Safety and Health. Cham: Springer International Publishing; 2019.

30. Zhang L, Huang C, Lan Y, Wang M, Shu L, Zhang W, et al. Impact of work-related musculoskeletal disorders on work ability among workers. Zhonghua Lao Dong Wei Sheng Zhi Ye Bing Za Zhi. 2015;33(4):245-9.

Endereço para correspondência: Fauzi El Kadri-Filho – Rua Conceição, nº 1080, 6º andar – Centro – CEP: 13015-081 – Campinas (SP), Brasil – E-mail:

[email protected]; [email protected]

Referências

Documentos relacionados