RESULTADOS E DESEMPENHO
31 de março de 2011
•
Em 27 de abril de 2011 foi concluído o processo de venda da Elektro para a
Iberdrola. Agora, a Elektro faz parte do maior grupo de energia elétrica da
Espanha, que está presente em 40 países, conta com uma equipe de
aproximadamente 30.000 pessoas e figura entre as cinco maiores empresas
do setor elétrico do mundo.
•
Manutenção do Rating Corporativo brAAA, o melhor rating da escala de
crédito, pela Standard & Poor’s.
•
Melhor FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por consumidor) da
história da Companhia, demonstrando a robustez do sistema elétrico e
efetividade do programa de manutenção preventiva, mesmo em condições
climáticas adversas.
•
XII Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente.
Destaques Econômico-financeiros (R$ milhões) Receita Líquida 907,6 815,0 11,4% EBITDA 274,1 240,7 13,9% Margem EBITDA 30,2% 29,5% 0,7 p.p. Lucro Líquido 143,3 125,5 14,2% Dívida Líquida 840,0 794,9 5,7% Investimentos 80,8 80,0 1,0% Outros Destaques 1T11 1T10 Clientes (milhares) 2.202 2.142 2,8% Volume de fornecimento (GWh) 2.999,6 2.931,9 2,3% DEC (horas) 9,22 9,61 -4,1% FEC (interrupções) 5,51 6,26 -12,0% Perdas 7,07% 7,31% -0,24 p.p.
Rating corporativo (Standard & Poor's) brAAA brAA+
-1T11 1T10
Reapresentado Variação
Sumário
1. A ELEKTRO E O MERCADO DE CAPITAIS ...3
1.1. Controle ... 3
1.2. Composição acionária ... 3
2. RELAÇÕES COM INVESTIDORES ...3
3. AMBIENTE ECONÔMICO ...4
4. ASSUNTOS REGULATÓRIOS ...4
4.1. Reajuste Tarifário de 2010 ... 4
4.2. 3º Ciclo de Revisão Tarifária ... 5
5. DESEMPENHO COMERCIAL ...6
5.1. Fornecimento de Energia e Uso do Sistema de Distribuição ... 6
5.2. Segmentação do Fornecimento de Energia ... 8
5.3. Contratos de Compra de Energia ... 9
6. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E CONVERGÊNCIA CONTÁBIL ...9
7. RESULTADOS ... 10
7.1. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio ... 11
8. ESTRUTURA DE CAPITAL ... 11
8.1. Estrutura de Capital ... 12
8.2. Pagamento antecipado ao BNDES ... 13
9. POLÍTICA DE UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS ... 13
10.FLUXO DE CAIXA ... 14
11.INVESTIMENTOS E MODERNIZAÇÃO... 15
12.DESEMPENHO OPERACIONAL ... 15
13.RECONHECIMENTO ... 17
1. A ELEKTRO E O MERCADO DE CAPITAIS
A Elektro é uma sociedade anônima de capital aberto, registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e listada na BM&FBovespa S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros sob os códigos EKTR3 (ações ordinárias) e EKTR4 (ações preferenciais). Do total de ações emitidas e em circulação, 0,32% são negociadas no mercado.
1.1. Controle
Em 19 de janeiro de 2011, a Elektro divulgou ao mercado Fato Relevante, informando que seu acionista controlador indireto AEI celebrou Contrato de Compra de Ações com Iberdrola Energia do Brasil Ltda.
Esclareceu, ainda, que tão logo fossem cumpridas determinadas condições precedentes estabelecidas no Contrato, bem como obtidas as aprovações regulatórias necessárias (Aneel), a AEI deveria alienar à Iberdrola a totalidade das ações detidas na Elektro, representando 99,68% do capital social e 99,97% do capital votante da Companhia.
Em abril de 2011, visando maior eficiência e simplificação da cadeia societária, com o alinhamento dos interesses dos sócios em uma única pessoa jurídica, as holdings brasileiras acionistas diretas detentoras de ações ordinárias da Elektro, ETB – Energia Total do Brasil Ltda. e AEI Investimentos Energéticos Ltda., foram incorporadas pela holding brasileira EPC – Empresa Paranaense Comercializadora Ltda..
Em 27 de abril de 2011, a AEI promoveu a alienação da totalidade das ações da Elektro à Iberdrola, tendo sido celebrados todos os atos acessórios necessários à formalização da referida cessão e transferência de ações, conforme divulgado ao mercado em 28 de abril de 2011 por meio de Fato Relevante.
1.2. Composição acionária
Em 31 de março de 2011, o capital social da Elektro era de R$ 952,5 milhões, dividido em 91.880.972 ações ordinárias e 101.878.293 ações preferenciais. Com a aquisição do controle pela Iberdrola, a composição acionária atual é:
A remuneração praticada pela Elektro para distribuição de dividendos aos seus acionistas é de até 95% dos lucros acumulados do exercício.
2. RELAÇÕES COM INVESTIDORES
A empresa mantém um canal de comunicação com o mercado pelo website www.elektro.com.br/ri ou pelo endereço eletrônico [email protected]
Ações Ordinárias Ações Preferenciais Total de ações
Qtde. Part (%) Qtde. Part (%) Qtde. Part (%)
Iberdrola Energia do Brasil Ltda - 0,00% 66.744.382 65,51% 66.744.382 34,45% EPC - Empresa Paranaense Comercializadora Ltda. 91.854.300 99,97% 34.535.211 33,90% 126.389.511 65,23% Acionistas Minoritários 26.672 0,03% 598.700 0,59% 625.372 0,32%
Total 91.880.972 100,00% 101.878.293 100,00% 193.759.265 100,00%
Participação sobre o total de ações 47,42% 52,58% 100,00%
COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA ATUAL Acionista
3. AMBIENTE ECONÔMICO
O primeiro trimestre de 2011 foi marcado por sinais de arrefecimento do ritmo de recuperação da atividade econômica e da produção industrial, e por medidas macroprudenciais adotadas pelo governo brasileiro diante das crescentes preocupações com o cenário inflacionário.
A desvalorização do dólar norte-americano, também verificado em relação a outras moedas, contribuiu para a valorização da moeda local e motivou medidas do governo brasileiro para inibir tal valorização. No primeiro trimestre de 2011, a moeda brasileira apresentou valorização de 2,25% frente ao dólar norte-americano, cotada a R$ 1,6287/US$, em 31 de março de 2011, dentre as mais baixas cotações dos últimos trinta meses.
No primeiro trimestre de 2011, o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) atingiu 2,43%, redução de 0,35 pontos percentuais, comparado ao mesmo período do ano anterior, quando apresentava inflação de 2,78%. Apesar do aumento dos preços de produtos agropecuários, a redução do índice se deve à queda dos preços por atacado (bens finais e intermediários) e dos preços ao consumidor (principalmente alimentação).
O índice de preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o trimestre em 2,44%, 0,38 pontos percentuais acima do registrado no primeiro trimestre de 2010, influenciado especialmente pelos itens de educação, transporte e despesas pessoais.
Diante desse cenário de elevação dos índices de inflação e do aumento da demanda, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros (Selic) para 12,00% a.a., em abril de 2011, 3,25 pontos percentuais acima da taxa de encerramento de março de 2010. O Conselho Monetário Nacional manteve a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) em 6,00% a.a., fixada neste nível até junho de 2011, o mais baixo patamar desde sua criação em 1994.
A produção industrial, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mesmo tendo apresentado em março de 2011 o patamar mais elevado desde o início da série histórica, registrou, no período acumulado do primeiro trimestre, crescimento de 2,3% frente a igual período do ano anterior, prosseguindo a trajetória de crescimento, porém com redução no ritmo de crescimento iniciado em outubro de 2010.
No primeiro trimestre de 2011, as exportações e importações apresentaram cifras recordes e somaram, respectivamente, US$ 51,233 bilhões (30,6% de incremento sobre 2010) e US$ 48,064 bilhões (25,3% de aumento em relação a 2010). O superávit comercial encerrou o trimestre de 2011 com US$ 3,169 bilhões, 259% acima do registrado no mesmo período do ano anterior (US$ 882 milhões).
Os indicadores econômicos que mais influenciam os resultados da Elektro apresentaram a seguinte evolução:
Indicadores 1T11 1T10
Taxa de Câmbio R$/US$ (1) 1,6287 1,7810
Valorização / (desvalorização) cambial - real em relação ao dólar 2,25% -2,29%
IGP-M 2,43% 2,78% IPCA 2,44% 2,06% CDI 2,64% 2,04% TJLP 1,47% 1,47% (1) Cotação em 31 de março Variação Acumulada 4. ASSUNTOS REGULATÓRIOS 4.1. Reajuste Tarifário de 2010
Os reajustes tarifários, que ocorrem anualmente entre as revisões tarifárias, têm o objetivo de propiciar à concessionária o equilíbrio econômico-financeiro de sua concessão e a garantia de que a mesma não sofrerá perdas pela exposição ao processo inflacionário. Adicionalmente, permite a
apropriação pelos consumidores de parte dos ganhos de eficiência econômica que a concessionária atinge. Para a Elektro, este reajuste ocorre no dia 27 de agosto, conforme previsto no Contrato de Concessão.
A Aneel, por meio da Resolução Homologatória nº 1.049, de 19 de agosto de 2010, e da Nota Técnica nº 253, de 13 de agosto de 2010, homologou o reajuste anual da Elektro. O índice médio de reajuste tarifário foi de 14,49%, composto por 9,31% relativo ao reajuste tarifário anual e 5,18% relativo a componentes financeiros adicionais, baseado no que a Companhia apurou de ativos e passivos regulatórios desde o reajuste anterior. Devido à exclusão da base tarifária de componentes financeiros que haviam sido adicionados no reajuste tarifário anterior, o efeito médio percebido pelos consumidores cativos foi de 8,91%, para os faturamentos desde 27 de agosto de 2010.
4.2. 3º Ciclo de Revisão Tarifária
Em 8 de setembro de 2010, a Aneel deu início à Audiência Pública 040/2010, com o objetivo de receber contribuições para aprimoramento das seguintes metodologias referentes à Revisão Tarifária Periódica para o ciclo 2011-2014 (também definido como 3º Ciclo de Revisão Tarifária):
• Custos operacionais;
• Perdas Não Técnicas de Energia; • Base de Remuneração Regulatória; • Custo de Capital – WACC;
• Fator X;
• Outras Receitas e • Receitas Irrecuperáveis.
Para o custo de capital - WACC, a Aneel propôs, preliminarmente, um novo WACC real de 7,15% após impostos, o qual substituiria o valor de 9,95% utilizado no 2º ciclo de revisão tarifária. O envio de contribuições encerrou-se em 10 de janeiro de 2011.
Em 27 de abril de 2011, a Aneel reabriu a audiência pública 040/2010 e disponibilizou novas notas técnicas sobre Custos Operacionais, Base de Remuneração Regulatória, Custo de Capital – WACC, Fator X e Outras Receitas. Nessa segunda fase da audiência pública, o WACC proposto é de 7,57% após impostos. O envio de contribuições para a metodologia de tratamento regulatório para perdas não técnicas de energia elétrica encerrou-se em 16 de abril de 2011, e para as demais, o prazo para contribuições encerra-se em 27 de maio de 2011.
Como a Aneel não concluiu o aprimoramento da metodologia para o 3º ciclo de revisão tarifária, foi aberta a Audiência Pública 005/2011 propondo a possibilidade de prorrogação extraordinária da data de Revisão Tarifária de 2011. Em 15 de abril de 2011, como resultado desta audiência, a Aneel publicou a Resolução Normativa 433/2011 que estabelece, a partir de então, a prorrogação provisória das tarifas de energia até a publicação da metodologia definitiva a ser aplicada para o 3º ciclo. Como o prazo para esta publicação ainda não é conhecido, não é possível afirmar se a Elektro terá ou não suas tarifas prorrogadas.
Além das metodologias a serem empregadas para a definição do nível tarifário, também se encontram em discussão pública a alteração da estrutura tarifária (Audiência Pública 120/2010) e a revisão das taxas de depreciação (Audiência Pública 121/2010), cujo período de contribuições encerrou-se em março de 2011.
Os resultados dessas audiências públicas ainda não são conhecidos, e consequentemente os impactos para a Elektro não podem ser mensurados com precisão.
As contribuições encaminhadas para estas audiências podem ser encontradas no site da Aneel em
5. DESEMPENHO COMERCIAL
5.1. Fornecimento de Energia e Uso do Sistema de Distribuição
Nota: (1) Informações não revisadas pelos auditores independentes.
Obs.: Os valores de “Volume de Fornecimento de Energia a Clientes Finais” e “Consumo Total de Energia Elétrica na Área de Concessão”, referentes ao período de janeiro a março de 2009, foram reclassificados para refletir os volumes de energia medida por classe de consumo, de forma a adequar a comparação entre os períodos.
2.712,2 2.931,9 2.999,6
1T09 1T10 1T11
Volume de Fornecimento de Energia a Clientes Finais (GWh) (1) 8,1% 2,3% 3.402 3.929 5.021 1.290 2.996 2.996 1T09 1T10 1T11
Soma das Demandas de Uso do Sistema de Distribuição por Clientes Livres (MW) (1)
Soma das Demandas de Uso do Sistema de Distribuição por Clientes Livres (MW) Acordo TUSD-G 47,6% 15,5% 15,8% 27,8% 6.925 8.017 4.692 928 1.038 1.141 108 73 106 1T09 1T10 1T11
Receita de Fornecimento de Energia e de Uso do Sistema (R$ milhões)
Clientes Finais (Venda de Energia) Clientes Livres (Uso do Sistema de Distribuição) 1.036 1.111 1.247 12,2% 7,2% 3.320 3.674 3.813 1T09 1T10 1T11
Consumo Total de Energia Elétrica na Área de Concessão (GWh) (1)
3,8% 10,7%
A Elektro forneceu aproximadamente 3.000 GWh de energia elétrica a clientes finais, no primeiro trimestre de 2011, gerando um crescimento de 2,3% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Neste trimestre, o desempenho das classes residencial e comercial foi impactado pela migração de 6.500 unidades consumidoras, classificadas como condomínios, da classe residencial para a comercial, fato este imposto pela Resolução ANEEL 414/2010. Expurgado este efeito as classes residencial e comercial apresentaram crescimento de 2,0% e 5,7%, respectivamente.
O desempenho pouco expressivo da classe residencial é explicado pelo menor número de dias de faturamento, de 1,5 dias a menos em comparação com o primeiro trimestre de 2010, e pelas baixas temperaturas deste trimestre, em média 2ºC menores do que o primeiro trimestre de 2010, que afetam negativamente o consumo desta classe.
O crescimento do consumo da classe comercial, 5,7% de crescimento, mantem-se sustentado pelas vendas no varejo, aquecidas em virtude da expansão de renda média das famílias e emprego. O volume de energia elétrica fornecida para a classe industrial nos três primeiros meses de 2011 foi o mesmo fornecido no mesmo período do ano anterior. Este fato é explicado pelo fraco desempenho dos grandes clientes industriais em virtude do aumento das importações, resultado em linha com os últimos números da Produção Industrial, e pela migração de clientes do mercado cativo para o livre. A classe poder público, com crescimento no trimestre de 1,8%, sofreu o mesmo impacto da temperatura verificada na classe residencial, conforme explicado acima.
O crescimento do consumo, no trimestre, das classes rural de 5,0%, serviços públicos de 6,7% e iluminação pública de 2,2%, está dentro da média histórica.
Na área de concessão, o crescimento do mercado da Elektro foi de 3,8%, no acumulado até março, o mercado cativo cresceu 2,3% e os clientes livres 9,5%. Cabe ressaltar que o expressivo crescimento do consumo dos clientes livres foi impactado pela migração de clientes do mercado cativo para o livre, o que resultou no crescimento de demanda dos clientes livres de 15,8% quando comparado ao primeiro trimestre de 2010. Em março de 2010 a Elektro possuía 34 clientes livres, frente a 54 clientes em 2011. 1T10 1T11 Var. % 1T10 1T11 Var. % Residencial 990,5 994,5 0,4% 429,1 463,3 8,0% Industrial 980,9 980,6 0,0% 285,7 307,4 7,6% Comercial 482,7 526,2 9,0% 185,4 221,4 19,4% Rural 195,0 204,7 5,0% 43,0 49,3 14,7% Poder Público 68,5 69,7 1,8% 26,6 30,0 12,8% Iluminação Pública 106,1 108,4 2,2% 24,2 26,7 10,3% Serviços Públicos 108,2 115,5 6,7% 31,6 37,1 17,4% Receita não Faturada (1) - - - 12,6 6,0 -52,4%
Fornecimento de Energia a Clientes Finais 2.931,9 2.999,6 2,3% 1.038,2 1.141,2 9,9%
1T10 1T11 Var. % 1T10 1T11 Var. %
Soma das Demandas de Uso do Sistem a
de Distribuição (2) 6.925,0 8.017,1 15,8% 72,8 105,8 45,3%
1.111,0
1.247,0 12,2%
Uso do Sistema de Distribuição por Clientes Livres
Fornecimento de Energia a Clientes Finais GWh (*) R$ milhões
MW (*) R$ milhões
Receita de Fornecimento de Energia + Uso do Sistema de Distribuição (R$ milhões)
(*) Informações não revisadas pelos auditores independentes.
(2) A Soma das Demandas de Uso do Sistema de Distribuição está apresentada como demanda faturada.
referente ao período após a medição mensal e até o último dia do mês.
A receita de fornecimento de energia e do uso do sistema de distribuição cresceu 12,2% nos três primeiros meses de 2011 sobre igual período do ano anterior. O montante apurado foi de R$ 1.247 milhões contra R$ 1.111 milhões no primeiro trimestre de 2010.
Em março deste ano foram atendidos 2.202 mil clientes, um crescimento de 2,8%, ou um acréscimo de 60 mil novos clientes, quando comparado ao mês de março de 2010, decorrente do crescimento vegetativo da população da área de concessão e, conseqüentemente, do aumento do número de domicílios ligados à rede elétrica.
(*) Informações não revisadas pelos auditores independentes.
5.2. Segmentação do Fornecimento de Energia
O fornecimento de energia elétrica a clientes finais apresentou a seguinte segmentação em 31 de março de 2011:
(*) Informações não revisadas pelos auditores independentes ¹ Inclui receita não faturada a clientes finais 2.123 19 10 17 17 2.186 16 2.202 2009 1T10 2T10 3T10 4T10 2010 1T11 2011
Evolução do Número de Clientes (*) (Milhares)
85,1% 1,0%
7,1% 5,7% 1,0%
Segmentação dos Clientes (*) (Total: 2,2 milhões)
Residencial Industrial Comercial Rural Demais
33%
33% 17%
7% 10%
Volume de Fornecimento de Energia a Clientes Finais (2.999,6 GWh) (*)
41%
27% 19%
4% 9%
Receita de Fornecimento de Energia a Clientes Finais (R$ 1.141,2 milhões)
5.3. Contratos de Compra de Energia
Durante o primeiro trimestre de 2011, 77,3% do suprimento de energia para a Elektro foi realizado através de contratos provenientes de Leilões de Energia, no Ambiente Regulado. A energia compulsória proveniente de Itaipu representou 20,7% do total de energia comprada. O restante do portfólio de compra foi composto de 1,9% de energia proveniente de empreendimentos participantes do Programa de Incentivo a Fontes Alternativas (PROINFA) e 0,1% de contratos bilaterais.
Considerando as condições estabelecidas pelo atual marco regulatório para a contratação de energia pelas distribuidoras, principalmente por meio de leilões regulados pela ANEEL, a Elektro participou ativamente de todos os mecanismos de compra de energia previstos na regulação, e contratou suas necessidades de energia para 2011 e 2012. A partir de 2013 há necessidade de contratação de energia, devido, principalmente, ao término da vigência dos contratos dos leilões de energia existente. Parte do volume necessário para atendimento do crescimento de mercado a partir de 2013 já foi adquirido nos leilões das usinas do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio) e de Belo Monte, sendo que o restante será recontratado em leilões específicos a serem realizados a partir de 2012, conforme previsto na legislação vigente.
O gráfico a seguir demonstra a composição do volume de compras de energia da Elektro no primeiro trimestre de 2011:
(*) Informações não revisadas pelos auditores independentes
6. APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS E CONVERGÊNCIA CONTÁBIL A promulgação das Leis nº 11.638/07 e 11.941/09 iniciou, para as Sociedades abertas brasileiras, o processo de adoção e convergência às normas internacionais de relatório financeiro, conhecidas como IFRS.
As Demonstrações Financeiras para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010 foram as primeiras apresentadas em concordância com os novos pronunciamentos contábeis em IFRS e com os Pronunciamentos e Interpretações Técnicas emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), devidamente referendados pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM. A Companhia preparou seu balanço de abertura com a transição iniciada em 1º de janeiro de 2009.
As informações referentes ao primeiro trimestre de 2010, apresentadas para fins de comparação, estão sendo reapresentadas para incluir a aplicação de todos os Pronunciamentos e Interpretações Técnicas emitidos pelo CPC e referendados pela CVM, em consonância com o IFRS.
77,3% 20,7%
1,9% 0,1%
Contratos de Compra de Energia (*)
7. RESULTADOS
Nos três primeiros meses de 2011, a receita operacional bruta da Elektro foi de R$ 1,3 bilhão, registrando aumento de 12,1%, quando comparada ao mesmo período de 2010.
As receitas operacionais líquidas atingiram R$ 907,6 milhões, registrando crescimento de 11,4% em relação a 2010. O incremento observado deve-se a (i) reajuste tarifário de 2010, com efeito médio para a Companhia de 8,9% e (ii) crescimento do consumo de energia em todas as classes, principalmente na comercial, serviços públicos e rural.
O custo da energia comprada para revenda cresceu 12,2% em comparação a 2010, devido ao incremento no volume comprado e aumento da tarifa média de energia nos reajustes dos contratos de compra. O resultado do serviço foi de R$ 235,0 milhões, com aumento de 14,0% sobre o resultado de 2010.
A Elektro encerrou o primeiro trimestre de 2011 com EBITDA1 de R$ 274,1 milhões, apresentando um aumento de 13,9% em relação a 2010. Esta variação ocorreu principalmente em função do aumento no volume e receita de fornecimento de energia.
O resultado financeiro dos três primeiros meses de 2011 foi uma despesa líquida de R$ 15,4 milhões, apresentando variação negativa de R$ 0,9 milhão frente à despesa financeira líquida auferida em 2010, de R$ 14,5 milhões.
A Elektro registrou lucro líquido de R$ 143,3 milhões no primeiro trimestre de 2011, comparado com o resultado de R$ 125,5 milhões do ano anterior. Esta variação ocorreu principalmente em função do aumento no volume e receita de fornecimento de energia.
Os gráficos a seguir ilustram o desempenho dos resultados operacionais da Elektro, no primeiro trimestre dos anos de 2011 comparados a 2010 e 2009.
1 O EBITDA (Earnings Before Interest,Taxes, Depreciation and Amortization) consiste no lucro líquido antes de receitas e
despesas financeiras líquidas, imposto de renda e contribuição social, e depreciação e amortização. A administração da Elektro entende o EBITDA como uma medida gerencial de lucratividade, amplamente utilizada por investidores e analistas para avaliar e comparar o desempenho das empresas. O EBITDA não é uma medida de desempenho financeiro elaborada segundo as Práticas Contábeis Adotadas no Brasil, IFRS ou USGAAP.
1T10 R$ %
Valores em R$ milhões Reapresentado
Receitas Operacionais 1.354,3 1.208,5 145,8 12,1%
Venda de Energia Clientes Finais 1.141,2 1.038,2 103,0 9,9%
Receita pelo Uso do Sistema de Distribuição 105,8 72,8 33,0 45,3%
Receita de construção 79,5 82,1 (2,6) -3,2%
Outras Receitas 27,8 15,5 12,3 79,4%
Receitas Operacionais Líquidas 907,6 815,0 92,6 11,4%
Deduções às Receitas Operacionais (446,8) (393,5) (53,2) 13,5%
Custo do serviço de energia elétrica e operação (542,0) (487,3) (54,7) 11,2%
Energia Comprada para Revenda (423,0) (377,0) (46,0) 12,2%
Gastos Operacionais (62,7) (63,5) 0,8 -1,3%
Depreciação e amortizações (1,4) (1,6) 0,2 -12,5%
Amortização de ativo intangível (37,7) (32,9) (4,8) 14,6%
Outros Gastos (17,3) (12,3) (5,0) 40,7%
Custo de Construção (79,5) (82,1) 2,6 -3,2%
Lucro Operacional Bruto 286,1 245,6 40,5 16,5%
Despesas operacionais (51,1) (39,4) (11,7) 29,7% Resultado do Serviço 235,0 206,2 28,8 14,0% EBITDA (1) 274,1 240,7 33,4 13,9% Resultado Financeiro (15,4) (14,5) (0,9) 6,2% Lucro Líquido 143,3 125,5 17,8 14,2% 1T11 1T11 / 1T10
7.1. Dividendos e Juros sobre Capital Próprio
Em reunião do Conselho de Administração, realizada em 10 de novembro de 2010, foi aprovada a distribuição e o pagamento de juros sobre capital próprio no montante de R$ 67,6 milhões, referente ao exercício de 2010, pagos em 19 de janeiro de 2011.
A Administração da Elektro também propôs distribuição de dividendos no montante de R$ 168,0 milhões, referente ao exercício de 2010 (já deduzidos os pagamentos efetuados de dividendos intermediários e juros sobre capital próprio), aprovada em Assembleia Geral Ordinária dos acionistas realizada em 29 de abril de 2011.
8. ESTRUTURA DE CAPITAL
802,3 815,0 907,6
1T09 1T10 1T11
Receitas Operacionais Líquidas (R$ Milhões) 11,4% 1,6% 253,8 240,7 274,1 31,6% 29,5% 30,2% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 1T09 1T10 1T11 EBITDA (R$ milhões)
EBITDA Margem EBITDA (%) = EBITDA / Receita Operac. Líq.
13,9% -5,2% 221,4 206,2 235,0 27,6% 25,3% 25,9% 0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% -50,0 100,0 150,0 200,0 250,0 300,0 1T09 1T10 1T11
Resultado do Serviço (R$ milhões)
Resultado do Serviço
Margem Res. Serviço (%) = Res. Serviço / Receita Op. Líq. 14,0% -6,9% 143,7 125,5 143,3 17,9% 15,4% 15,8% 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 10,0% 12,0% 14,0% 16,0% 18,0% -20,0 40,0 60,0 80,0 100,0 120,0 140,0 160,0 180,0 200,0 1T09 1T10 1T11
Lucro Líquido (R$ milhões)
Lucro Líquido Margem Líquida (%) = Lucro Líq. / Receita Operac. Líq. 14,2%
-12,7%
Curto Longo
Prazo Prazo R$ milhões %
Empréstim os com Terceiros 637,0 437,1 1.074,1 100,0%
Debêntures 220,0 298,7 518,6 48,3% BNDES Finem / Finame 290,8 - 290,8 27,1% Eletrobrás 10,1 89,2 99,4 9,3% Finep 8,2 36,9 45,1 4,2% Moeda estrangeira (1) 103,6 - 103,6 9,6% Arrendamento mercantil 4,3 12,3 16,6 1,5% Total da Dívida 637,0 437,1 1.074,1 100,0% Perfil da Dívida 59% 41% 100%
Caixa, Aplicações Financeiras e
Caução de Fundos (2) (234,1)
Endividam ento Líquido 840,0
(1) Convertido à taxa na data de fechamento do câmbio, em 31 de março, no valor de R$ 1,6287 / US$
(2) Considera garantias específicas de dívidas, excluindo garantias caucionadas para compra de energia elétrica, fundo educacional e outros
31/3/2011
A Elektro encerrou o trimestre de 2011 com endividamento líquido de R$ 840,0 milhões, resultado do endividamento total de R$ 1.074,1 milhões e saldo de caixa, aplicações financeiras e caução de fundos de R$ 234,1 milhões. A dívida de longo prazo corresponde a 41% do total do endividamento. Entre janeiro e março de 2011, a empresa captou recursos para financiar seu programa de investimentos, através de linhas de financiamento já existentes:
• BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social): R$ 3,4 milhões, através de agentes financeiros;
• FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia: R$ 3,4 milhões;
A captação total de financiamentos no período, considerando o financiamento do programa de investimentos da Elektro e de linhas de curto prazo, atingiu o montante total de R$ 6,8 milhões. 8.1. Estrutura de Capital
Nos três primeiros meses de 2011, o grau de alavancagem da Elektro era de 36%, patamar bastante prudente que garante uma situação de liquidez confortável para a empresa.
No primeiro trimestre de 2011, o endividamento total da Elektro apresentava as seguintes características:
¹ Considera recursos da FINEP sem indexação
2 Linha contratada em moeda estrangeira com juros pré-fixados e protegida por meio de Swap em CDI
62% 61% 64%
38% 39% 36%
mar/2010 dez/2010 mar/2011
Estrutura de Capital
Dívida Líquida / (Dívida Líq. + Patrimônio Líquido)
Patrimônio Líquido Dívida Líquida
48,3% 27,1% 9,3% 4,2% 9,6% 1,5% Modalidade do Financiamento (Total: R$ 1.074,1 milhões)
Debêntures BNDES Finem / Finame Eletrobrás
Finep Linha 4131² Arrendamento mercantil
17,1% 42,4% 25,4% 9,3% 5,8% Indexação (Total: R$ 1.074,1 milhões)
8.2. Pagamento antecipado ao BNDES
Em 24 de fevereiro de 2011, a Elektro solicitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (“BNDES”) e aos seus agentes repassadores aprovação prévia para transferência de seu controle acionário, nas condições do Contrato de Compra de Ações celebrado entre o acionista controlador indireto da Elektro, AEI, e Iberdrola, conforme divulgado pela Companhia em Fato Relevante de 19 de janeiro de 2011.
Devido à não obtenção de anuência prévia do BNDES, a administração da Companhia optou por realizar o pré-pagamento de seus financiamentos existentes junto ao BNDES.
Desta forma, em 25 de abril de 2011, a Elektro efetuou o pagamento da totalidade do saldo devedor, no valor de R$ 288,1 milhões, pagos aos agentes repassadores, com recursos oriundos de linhas de financiamento de longo prazo previamente contratados.
Para obtenção de tais recursos, a Elektro captou em 20 de abril de 2011, segundo a Lei nº 4.131, de 3 de setembro de 1962, uma linha de financiamento de longo prazo (de 725 dias) denominada em moeda estrangeira no montante total de R$ 360.000 (US$ 226.909).
Objetivando a neutralização de qualquer risco cambial derivado dessa operação, a Companhia contratou uma operação de SWAP com o mesmo prazo de vencimento, e sobre o mesmo valor da operação de empréstimo, resultando assim em uma operação denominada em moeda nacional com um custo final atrelado ao CDI.
9. POLÍTICA DE UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS
De acordo com a política da Elektro, a utilização de derivativos tem como propósito único e específico proteger a empresa de eventuais exposições a moedas ou taxas de juros.
Atualmente, a Elektro possui uma transação envolvendo instrumentos financeiros derivativos, por meio de operação de SWAP, que foi contratada em dezembro de 2010 com vencimento em julho de 2011.
Tal instrumento visa mitigar 100% do risco de variação cambial de captação em moeda estrangeira com início e vencimento nas mesmas datas do SWAP.
O contrato de SWAP em referência consiste na troca de indexadores, neste caso, de uma taxa de juros pré-fixada (variação cambial + 2,13% a.a.) para uma taxa de juros pós-fixada (101,1% do CDI) e eliminar o risco de variação cambial para a Elektro, com a definição da mesma taxa de câmbio da dívida como índice de atualização do SWAP.
A empresa também possui pagamentos de compra de energia de Itaipu que são atrelados ao dólar norte-americano. Porém, essas variações cambiais estão contempladas no reajuste tarifário anual aplicável à Companhia, conforme mecanismo da Conta de Compensação de Variações de Itens da Parcela A (CVA).
Com relação à dívida indexada a inflação (IGP-M), a Elektro considera possuir hedge natural em virtude do mecanismo de reajuste tarifário previsto em seu contrato de concessão.
10. FLUXO DE CAIXA
No primeiro trimestre de 2011, a geração líquida de caixa foi de R$ 10,5 milhões, R$ 37,7 milhões de variação negativa em relação ao mesmo período de 2010. As principais justificativas foram:
• Redução de R$ 25,6 milhões na geração operacional de caixa, devido principalmente à amortização dos juros da 4ª emissão de debêntures. Esses impactos foram parcialmente compensados pelo aumento no volume de energia fornecida a clientes finais e livres, atrelado ao incremento médio de 8,91% no reajuste tarifário de agosto de 2010
• Menor captação de empréstimos, no valor total de R$ 12,0 milhões, principalmente como consequência da não liberação de quantias anteriormente programadas devido ao encerramento antecipado dos contratos junto ao BNDES. Vide Nota Explicativa nº 16
R$ milhões 1T10 Reapresentado
Lucro líquido do período 143,3 125,5 17,8
Depreciação e outras amortizações 39,0 34,5 4,5 Amortização de tributos diferidos 11,2 25,7 (14,5) Juros e variação monetária e cambial 31,0 33,3 (2,3) Constituição ativo - acordo TUSD-G (3,0) - (3,0)
Outros 22,7 15,0 7,7
Despesas (receitas) que não afetam o caixa 100,9 108,5 (7,6) Lucro Líquido Ajustado 244,2 234,0 10,2
Variação do Capital de Giro Operacional (70,0) (34,2) (35,8)
Geração Operacional de Caixa após Imposto de Renda, Contribuição
Social e Pagamento de Juros 174,2 199,8 (25,6)
Adições ao intangível (79,5) (82,0) 2,5 Outros (6,6) (13,6) 7,0 Atividades de Investimento (86,1) (95,6) 9,5 Amortização de principal (29,3) (19,8) (9,5) Captação de empréstimos 6,8 18,8 (12,0) Captação de debêntures - -
Atividades de Financiamento antes do Pagamento de Dividendos (22,6) (1,0) (21,6)
Dividendos Propostos e Juros sobre Capital Próprio Pagos (55,1) (55,0) (0,1)
Atividades de Financiamento após do Pagamento de Dividendos (77,6) (56,0) (21,6) Geração (consumo) Líquido de Caixa 10,5 48,2 (37,7)
Saldo Inicial do Período (excluindo caução de fundos) 223,4 283,8 (60,4)
Saldo Disponível de Caixa do Período (excluindo caução de fundos) 233,8 332,1 (98,3) Valores em R$ milhões
11. INVESTIMENTOS E MODERNIZAÇÃO
No primeiro trimestre de 2011, a Elektro investiu R$ 80,8 milhões, dos quais R$ 2,3 milhões foram investimentos realizados com recursos de clientes.
Os principais programas de investimentos foram:
• R$ 71,2 milhões na expansão, melhorias, preservação do sistema elétrico e suporte operacional, dos quais: (i) R$ 24,6 milhões foram investidos na preservação do sistema elétrico, (ii) R$ 4,8 milhões em melhorias e atualizações tecnológicas, (iii) R$ 24,1 milhões estão associados a novas ligações e à expansão de subestações e de linhas de transmissão e (iv) R$ 17,7 milhões foram investidos em programas de Tecnologia da Informação e Infraestrutura.
• R$ 9,6 milhões no Programa de Universalização, em cumprimento à Lei nº 10.438 de abril de 2002, segregados da seguinte forma:
o R$ 5,4 milhões referente a Programas Rurais, relacionados aos projetos de eletricificação de áreas rurais que viabilizam o fornecimento de energia elétrica a 682 novos clientes, por meio do Programa Luz para Todos;
o R$ 4,2 milhões referente a Programas de Universalização, que determina o atendimento de novas ligações a aumento de carga, sem ônus aos clientes com carga inferior a 50 kVA.
Os investimentos realizados no primeiro trimestre de 2010 foram superiores aos realizados no mesmo período de 2009 devido à aquisição de equipamentos como veículos e equipamentos de transporte, materiais e ferramentas, equipamentos de informática e ampliação e reforma de imóveis para o Projeto Novas Tecnologias.
A variação dos investimentos do primeiro trimestre de 2010 para 2011 ocorre principalmente em razão dos investimentos com tecnologia da informação e infra-estrutura para atendimento da resolução 414 (Aneel) que estabelece a abertura de novas agências de atendimento presencial. 12. DESEMPENHO OPERACIONAL
Como resultado dos constantes investimentos realizados no sistema elétrico, principalmente a manutenção preventiva e a utilização de novas tecnologias, como digitalização e automação, os indicadores DEC e FEC de março de 2011 apresentam resultados melhores do que os observados no mesmo período de 2010. Esse resultado também se deve ao fato de que no primeiro trimestre de 2010, 26 municípios situados na área de concessão da Elektro decretaram Situação de Emergência e/ou Calamidade Pública devido às condições atmosféricas.
47,0
68,0 71,2
13,0
12,0 9,6
1T09 1T10 1T11
Evolução dos Investimentos (R$ milhões)
Expansão e Modernização do Sistema Elétrico e Suporte Operacional Universalização
80,0
60,0
No gráfico abaixo, demonstramos os valores de DEC e FEC dos últimos três anos.
(*) Informações não revisadas pelos auditores independentes.
Obs: Os indicadores acima não consideram os dias criticos, associados a situações de emergência, conforme definido pela resolução ANEEL no Prodist (Procedimentos da Distribuição). Caso considerado, os indicadores DEC e FEC de 31/03/2009 seriam 10,37 e 6,69, respectivamente. Os indicadores de 31/03/2010 não consideram também os efeitos do blackout ocorrido em 10 novembro. Caso considerados, os indicadores DEC e FEC de 31/03/2010 seriam 15,31 e 8,21, respectivamente. Os indicadores DEC e FEC de 31/12/2010 seriam 12,50 e 6,72, respectivamente e os indicadores DEC e FEC de 31/03/2011 seriam 12,11 e 6,51, respectivamente.
(*) Informações não revisadas pelos auditores independentes.
Obs.: 1 - O método de cálculo das perdas considerado é uma média móvel de 12 meses 2 - O critério de cálculo das perdas é baseado na compra total de energia pela Elektro
3 – Estão sendo considerados os ajustes de serviço auxiliar CTEEP e das linhas de transmissão de Capão Bonito, que somados ao índice de perdas globais resultam no índice total do período em análise.
As perdas globais apresentaram queda quando comparadas ao mesmo período anualizado de março de 2009 e 2010, encerrando o trimestre em 7,07 %. A redução observada é atribuída à retomada da economia após a crise de 2008, pois o índice é afetado pelas variações de consumo dos clientes da classe A2 (conectados ao sistema elétrico em alta tensão), cujas perdas são sensivelmente mais baixas do que as observadas nas demais classes de consumo.
Houve também contribuição significativa devido à conclusão da obra de interligação do sistema de Itararé - Capão Bonito, que foi concluída no final de 2010 e deixa de ter impacto no índice a partir do 1º trimestre de 2011. A manutenção das atividades de recuperação de perdas comerciais também contribuiu positivamente para o resultado observado.
O valor acima inclui dois itens que eram anteriormente expurgados das perdas divulgadas, por serem fatores fora do controle da Companhia: (i) perdas no Sistema de Transmissão de Capão Bonito, que foram expurgados porque eram transitórios e foram eliminados quando da entrada em operação da interligação por meio da SE Itararé II, 230/138 kV, e (ii) perdas nos sistemas auxiliares das subestações operadas pela CTEEP, conforme informado em relatórios anteriores.
A administração da Elektro entende que, apesar de serem itens não gerenciáveis pela Companhia devem ser incorporados ao seu índice de perdas globais, por ocorrerem internamente à sua área de concessão e afetarem suas necessidades de compra de energia e, desde 2010, passa a incluí-los nos índices apresentados. O gráfico acima mostra ainda a reconciliação entre os valores apresentados em períodos anteriores e os mesmos reapresentados de acordo com o novo critério.
8,38
9,61 9,22
mar/09 mar/10 mar/11
DEC - Duração Equivalente de Interrupção por Consumidor(*)
(horas)
5,75 6,26 5,51
mar/09 mar/10 mar/11
FEC - Frequência Equivalente de Interrupção por Consumidor(*)
(interrupções)
6,72% 6,84% 6,77%
0,24% 0,16%
0,31% 0,31%
0,30%
mar/09 mar/10 mar/11
Perdas de Energia (*)
Perdas reportadas – critério anterior Linha de Transmissão Capão Bonito Serviços auxiliares subestações CTEEP
7,31%
7,07% 7,27%
13. RECONHECIMENTO
XII Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente
Em maio de 2011 a Elektro será premiada com o XII Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente. O Prêmio, considerado o maior e mais importante prêmio de relações de consumo do Brasil, e organizado pelo Grupo Padrão, foi criado com o objetivo de identificar e difundir as melhores práticas em serviços ao cliente no Brasil e reconhecer aquelas empresas que privilegiam a excelência no atendimento, não só conquistando novos clientes, mas, principalmente, mantendo alto índice de satisfação e fidelidade.
Mais informações sobre a Elektro no site www.elektro.com.br Relações com Investidores
(19) 2122-1487 [email protected]
Este Release de Resultado não substitui o Relatório da Administração divulgado pela Companhia, que recomenda a leitura das informações periódicas previstas na Instrução CVM nº 480/09.
Balanços patrimoniais
em 31 de março de 2011 e 31 de dezembro de 2010 (em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante destas Informações Trimestrais.
Ativo Notas 31/03/2011 31/12/2010
Circulante 970.764 928.096
Caixa e equivalentes de caixa 5 233.830 223.357
Consumidores, parcelamentos de débitos e supridores 6 635.314 612.422 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 7 (40.982) (41.792)
Energia livre 8 2.849 3.196
TUSD-G 9 56.924 64.828
Tributos a compensar 10 43.610 38.265
Caução de fundos e depósitos vinculados 11 16.255 5.503
Almoxarifado 8.881 8.945
Outros créditos 14.083 13.372
Não circulante 2.345.326 2.314.132
Parcelamentos de débitos e supridores 6 38.442 39.272
Energia livre 8 3.654 4.628
TUSD-G 9 14.687 18.164
Tributos a compensar 10 27.084 27.188
Tributos diferidos 36 146.845 159.065
Caução de fundos e depósitos vinculados 11 12.058 11.750
Depósitos judiciais 12 53.927 51.325
Ativo indenizável (concessão) 13.2 312.570 283.259
Outros créditos 3.926 3.958
Propriedades para investimento 14 4.254 4.254
Imobilizado 15 20.103 19.139
Intangível 13.3 1.707.776 1.692.130
Balanços patrimoniais
em 31 de março de 2011 e 31 de dezembro de 2010 (em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante destas Informações Trimestrais.
Passivo Notas 31/03/2011 31/12/2010
Circulante 1.196.277 1.042.958
Empréstimos e financiamentos 16 412.697 196.701
Debêntures 17 219.958 219.935
Arrendamento mercantil 18 4.348 5.406 Fornecedores e supridores de energia elétrica 19 261.133 272.866
Tributos a recolher 20 172.710 148.772
Encargos do consumidor 21 33.228 32.453
Dividendos e juros sobre capital próprio a pagar 22 5 55.062 Provisões e encargos sobre folha de pagamento 23 34.429 47.667
Energia livre 8 3.778 4.201
TUSD-G 9 12.932 16.804
Obrigações P&D e eficiência energética 24 11.196 13.063 Plano especial de aposentadoria 25.2 871 705
Outros passivos 28.992 29.323 Não circulante 603.309 831.203 Empréstimos e financiamentos 16 126.177 363.429 Debêntures 17 298.690 298.687 Arrendamento mercantil 18 12.258 11.311 Energia livre 8 8.763 9.701
Obrigações P&D e eficiência energética 24 33.650 31.219 Provisão para ações judiciais e regulatórias, líquidas 26.1 110.408 102.974 Plano especial de aposentadoria 25.2 8.895 9.520
Outros passivos 4.468 4.362
Patrimônio líquido 1.516.504 1.368.067
Capital social 27.1 952.492 952.492
Reserva de capital - Pagamentos baseados em ações 28 7.465 4.333
Reserva de capital 50.539 50.539
Reservas de lucros 146.800 146.800
Outros resultados abrangentes 50.836 45.866
Lucros acumulados 140.335
-Dividendos adicionais propostos 168.037 168.037
Demonstração de resultados
para os trimestres findos em 31 de março de 2011 e de 2010 (em milhares de reais, exceto lucro por ação)
As notas explicativas são parte integrante destas Informações Trimestrais.
Notas 31/03/2011 31/03/2010
Reapresentada
Receitas operacionais liquidas 29 907.569 814.997
Custo do serviço de energia elétrica e operação (541.978) (487.301)
Energia comprada para revenda 30 (422.996) (376.958)
Gastos com pessoal 31 (41.839) (32.534)
Gastos com materiais 32 (6.813) (8.701)
Gastos com serviços de terceiros 33 (14.011) (22.313)
Depreciação e amortizações (1.375) (1.594)
Amortização de ativo intangível (37.659) (32.903)
Outras despesas operacionais líquidas 34 (17.770) (13.394)
Créditos de PIS e COFINS sobre o custo da operação 485 1.096
Custo de construção 13.4 (79.500) (82.068)
Lucro operacional bruto 286.091 245.628
Despesas operacionais (51.064) (39.446)
Despesas com vendas (7.795) (5.849)
Despesas gerais e administrativas (17.331) (12.125)
Outras despesas operacionais líquidas 34 (25.938) (21.472)
Resultado do serviço 235.027 206.182
Resultado financeiro 35 (15.436) (14.485)
Receitas financeiras 35 17.332 16.197
Despesas financeiras 35 (37.302) (25.418)
Variação monetária líquida 35 4.534 (5.264)
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 219.591 191.697
Imposto de renda 36 (47.614) (29.922)
Imposto de renda diferido 36 (8.229) (18.928)
Contribuição social 36 (17.475) (10.577)
Contribuição social diferida 36 (2.963) (6.729)
Lucro líquido do trimestre 143.310 125.541
Lucro líquido básico e diluído por ação:
Preferencial 0,77 0,68
Demonstrações do resultado abrangente
para os trimestres findos em 31 de março de 2011 e de 2010 (em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante destas Informações Trimestrais.
Notas 31/03/2011 31/03/2010 Lucro líquido do exercício 143.310 125.541 Ganho (perda) na marcação a mercado do ativo indenizável 13.2 7.531 5.822 ICPC01 - Contratos de concessão
Tributo diferido sobre a marcação a mercado (2.561) (1.980) Perdas atuariais imediatamente reconhecidas 27 - (18.423) Efeito do limite do ativo de benefício definido 27 (4.508) 10.600 Tributo diferido sobre ajustes atuariais 1.533 2.660 Outros resultados abrangentes do exercício 1.995 (1.321) Total do resultado abrangente do exercício 145.305 124.220
13 de maio de 2011
Relações com Investidores | Elektro Eletricidade e Serviços S.A. CNPJ 02.328.280/0001-97
22 Demonstração das mutações do patrimônio líquido
para o trimestre findo em 31 de março de 2011 e exercício findo em 31 de dezembro de 2010 (em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante destas Informações Trimestrais. Capital social Reserva de capital Pagamentos baseados em ações Reservas de lucro/legal Lucros (Prejuízos) acumulados Dividendos adicionais propostos Outros resultados abrangentes Total Saldos em 31 de dezembro de 2009 (reapresentado) 952.492 50.539 2.680 143.078 - 155.589 29.555 1.333.933 Lucro líquido do exercício - - - - 450.403 - - 450.403 Outros resultados abrangentes:
Marcação do valor justo - ativo financeiro - - - - - - 16.311 16.311 Ganhos e perdas atuariais - - - - - - (20.653) (20.653) Reclassificação requerida parágrafo 98 b do CPC 33 - - - - (20.653) - 20.653 -Aprovação de dividendos propostos - - - - - (155.589) - (155.589) Reconhecimento de pagamento baseado em ações - - 1.653 - - - - 1.653 Destinação do lucro líquido:
Constituição de reserva legal - - - 22.521 (22.521) - - Dividendos propostos e pagos - - - - (190.352) - - (190.352) Dividendos adicionais propostos - - - (18.799) (149.238) 168.037 - Juros sobre capital próprio - - - - (67.639) - - (67.639) Saldos em 31 de dezembro de 2010 952.492 50.539 4.333 146.800 - 168.037 45.866 1.368.067 Lucro líquido do trimestre - - - - 143.310 - 143.310 Outros resultados abrangentes:
Marcação do valor justo - ativo financeiro - - - - - - 4.970 4.970 Ganhos e perdas atuariais - - - - - - (2.975) (2.975) Reclassificação requerida parágrafo 98 b do CPC 33 - - - - (2.975) - 2.975 -Aprovação de dividendos propostos - - - - - - - -Reconhecimento de pagamento baseado em ações - - 3.132 - - - - 3.132 Destinação do lucro líquido:
Constituição de reserva legal - - - - - - - Dividendos propostos e pagos - - - - - - - Dividendos adicionais propostos - - - - - - - Juros sobre capital próprio - - - - - - - -Saldos em 31 de março de 2011 952.492 50.539 7.465 146.800 140.335 168.037 50.836 1.516.504
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23 Demonstração dos fluxos de caixa
para os trimestres findos em 31 de março de 2011 e de 2010 (em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante destas Informações Trimestrais.
31/03/2011 31/03/2010
Atividades operacionais Reapresentada
Lucro líquido do trimestre 143.310 125.541
Itens que não afetam o caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 106.855 108.516 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 5.907 4.878
Juros e variações monetárias e cambial 30.991 33.315
Depreciação e amortizações 39.034 34.497
Perda na baixa de ativos intangíveis e financeiros indenizaveis 2.876 6.753
Plano de pensão (4.508) (7.823)
Plano especial de aposentadoria 3 (266)
Provisão para ações judiciais e regulatórias 7.814 387
Amortização de tributos diferidos 11.192 25.657
Programa de P&D e eficientização energética 10.414 10.747 Pagamentos baseados em opções de ações 3.132 371
Variações no ativo e passivo (73.042) (34.217)
Consumidores (28.780) (21.323)
Almoxarifado - Ativo circulante 64 (272)
Tributos a compensar (5.241) (1.039)
Ativos acordo TUSD-G 13.459 12.220
Outros créditos (1.092) 1.356
Juros pagos (empréstimos, debêntures e arrend. mercantil) (33.110) (9.047) Fornecedores e supridores de energia elétrica e encargos do consumidor (10.957) 5.675
Tributos a recolher 79.653 31.979
Imposto de renda e contribuição social pagos (55.715) (23.610)
Passivos acordo TUSD-G (4.280) (3.307)
Provisão para ações judiciais e regulatórias (380) (499)
Plano especial de aposentadoria (629) (611)
Programa de P&D e eficientização energética (10.860) (8.453)
Outros passivos (15.174) (17.286)
Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 177.123 199.840 Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento (89.021) (95.607)
Adições ao intangível (79.500) (82.039)
Valor recebido na venda do ativo intangível 1.539 1.909 Valor recebido na venda de investimento - 116
Caução de fundos e depósitos vinculados (11.060) (15.593)
Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamento (77.629) (55.997) Dividendos e juros sobre capital próprio pagos (55.057) (54.992) Amortização de empréstimos e debêntures (principal) (26.892) (17.611) Amortização de arrendamento mercantil (principal) (2.448) (2.196)
Captação de empréstimos 6.768 18.802
Total dos efeitos no caixa e equivalentes de caixa 10.473 48.236 Saldo inicial de caixa e equivalentes de caixa 223.357 283.831 Saldo final de caixa e equivalentes de caixa 233.830 332.067
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24 Demonstração do valor adicionado
para os trimestres findos em 31 de março de 2011 e de 2010 (em milhares de reais)
As notas explicativas são parte integrante destas Informações Trimestrais.
Notas 31/03/2011 31/03/2010 Reapresentada
Receitas 1.350.844 1.206.395
Vendas de energia e serviços 29 1.274.842 1.126.467 Receita de construção 79.500 82.068 Provisão para créditos de liquidação duvidosa 7 (4.380) (3.278)
Outras receitas 882 1.138
Insumos adquiridos de terceiros (626.646) (577.947) Energia comprada 30 (466.112) (419.040)
Materiais 32 (7.486) (9.373)
Serviço de terceiros 33 (27.725) (29.370) Custo de construção (79.500) (82.068) Outros custos operacionais (45.823) (38.096) Valor adicionado bruto 724.198 628.448 Depreciação e amortizações (39.034) (34.497) Valor adicionado líquido 685.164 593.951 Receitas financeiras e variações monetárias 35 29.608 22.445 Valor adicionado a distribuir 714.772 616.396 Distribuição do valor adicionado 714.772 616.396
Pessoal 44.024 41.116
Impostos, taxas e contribuições 381.392 338.264
Federais 162.488 141.551
Estaduais 218.831 196.562
Municipais 73 151
Encargos do consumidor e outros 101.094 74.718 Despesas financeiras e variações monetárias e cambiais 44.952 36.757
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25 ELEKTRO ELETRICIDADE E SERVIÇOS S.A.
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS EM 31 DE MARÇO DE 2011
(em milhares de reais, exceto se indicado de outra forma) 1. A SOCIEDADE, SUAS OPERAÇÕES E A CONCESSÃO
A Elektro Eletricidade e Serviços S.A., denominada a seguir como “Elektro” ou “Sociedade”, cuja sede localiza-se à Rua Ary Antenor de Souza, 321 no município de Campinas, Estado de São Paulo, é uma concessionária de serviço público de distribuição de energia elétrica, e os seus negócios, incluindo os serviços prestados e as tarifas cobradas, são regulamentados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), de acordo com o contrato de concessão celebrado entre a Sociedade e a União (Poder Concedente), intermediado pela ANEEL e assinado em 27 de agosto de 1998.
O contrato de concessão tem prazo de vigência de 30 anos, podendo ser prorrogado, por requerimento da concessionária e a critério exclusivo da ANEEL, por prazo adicional de, no máximo, 30 anos. Segundo o contrato, a Elektro tem o direito de explorar o serviço de distribuição de energia elétrica em 228 municípios, sendo 223 no Estado de São Paulo e 5 no Estado do Mato Grosso do Sul, bem como obriga-se a construir novas instalações e ampliar as existentes de modo a garantir o atendimento da demanda atual e futura do seu mercado de energia elétrica.
A Sociedade é registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como companhia de capital aberto e tem suas ações (0,32% do capital total) negociadas na BM&FBovespa S.A. - Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros.
2. APRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS
As Informações Trimestrais foram elaboradas de acordo com as Práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais incluem as disposições da Lei das Sociedades por Ações e normas e procedimentos contábeis emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM e pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), em conformidade com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Board – IASB. A emissão dessas Informações Trimestrais foi
autorizada pela Administração em 13 de maio de 2011 e divulgadas na mesma data.
A Sociedade adotou no preparo das Informações Trimestrais todas as normas, revisões de normas, pronunciamentos técnicos, interpretações técnicas e orientações técnicas emitidas pela CVM e CPC, os quais são consistentes com aqueles adotados na elaboração das Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2010, e devem ser analisadas em conjunto com aquelas Demonstrações.
As políticas, práticas e critérios contábeis foram consistentemente adotados no preparo dessas Informações Trimestrais, em todos os períodos apresentados. Os efeitos da adoção das IFRS e dos novos pronunciamentos emitidos pelo CPC estão apresentados na nota 4 às Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2010.
3. PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS
Vide as principais práticas contábeis adotadas pela Sociedade na nota explicativa nº 3 às Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2010.
4. ADOÇÃO INICIAL DOS NOVOS PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS
Vide impactos e comentários sobre a adoção inicial dos novos pronunciamentos na nota explicativa nº 4 às Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2010.
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26 5. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
A Sociedade apresenta abaixo os vencimentos das suas aplicações financeiras:
A Sociedade possui uma política de tesouraria na qual são estabelecidos os critérios de aplicação dos recursos disponíveis no caixa de acordo com as opções oferecidas no mercado. Nesta política é definido o rating de crédito mínimo que as Instituições Financeiras devem ter com pelo menos uma das Agências de Classificação de Risco (Standard and Poors, Moody’s ou Fitch Rating) como critério para aplicação de recursos. São definidos, ainda, limites máximos de exposição com cada instituição. Os produtos bancários utilizados são vinculados a títulos de renda fixa, com taxas pós-fixadas, indexados à variação diária dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Esses títulos são, principalmente, Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e debêntures com compromisso de recompra atrelado ao CDI e fundo de investimento com lastro em Títulos Públicos Federais.
Em 31 de março de 2011, as aplicações estavam indexadas à variação média de 100,74% das taxas diárias dos Certificados de Depósitos Interbancários (CDI). Essas aplicações financeiras apresentam liquidez diária, podendo ser resgatadas a qualquer momento, sem perdas para a Sociedade, independentemente do ano de vencimento dos títulos e sem riscos significantes de mudança de valor (vide nota 39 – Instrumentos Financeiros).
31/03/2011 31/12/2010
Conta corrente 5.297 9.748
CDB 100.337 73.948
Debêntures Compromissadas 128.196 139.546
LFT - 115
Tota aplicações financeiras 228.533 213.609
Total caixa e equivalentes de caixa 233.830 223.357
Ano Vencimento 31/03/2011 31/12/2010 2011 72.439 81.680 2012 40.800 131.814 2013 115.294 115 Total 228.533 213.609
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27 6. CONTAS A RECEBER – CONSUMIDORES, PARCELAMENTOS DE DÉBITOS E SUPRIDORES
Em 31 de março de 2011, do montante de R$ 27.601 classificado como Supridores (R$ 28.118 em 31 de dezembro de 2010), registrados no ativo não circulante, R$ 20.057 referem-se a transações no âmbito da CCEE no período do racionamento de energia elétrica, entre 2000 e 2002, e contemplam: (i) R$ 16.048 referentes a liminares interpostas junto à CCEE por agentes do setor; e (ii) R$ 4.009 referentes a acordos bilaterais em negociação. De acordo com o parecer emitido por seus assessores jurídicos, a Sociedade não espera incorrer em perdas na realização desses valores.
O período médio para recebimento dos serviços é de 48 dias. A Administração da Sociedade constitui provisão para créditos de liquidação duvidosa para valores considerados irrecuperáveis, baseada em experiência de inadimplência e da análise financeira de cada devedor.
Sobre as faturas atrasadas incidem juros de 1% ao mês, além de multa de 2%.
A política de cobrança é considerada bastante eficaz pela Administração da Sociedade atrelada ao fato do fornecimento de energia elétrica ser essencial para 100% de seus clientes. Ademais, não há concentração de faturamento a um número reduzido de clientes.
7. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
A provisão para créditos de liquidação duvidosa apresenta a seguinte composição e movimentação por classe:
Até 31 de março de 2011 o valor total de contas a receber baixado para incobráveis é R$ 35.081 (R$ 28.364 em 31 de dezembro de 2010), os quais representam as faturas baixadas contabilmente por atenderem os critérios de baixa fiscal, mas que continuam em processo judicial para cobrança.
31/03/2011 31/12/2010
Vencidos Vencidos
A Vencer até 90 dias (+) 90 dias Total A Vencer até 90 dias (+) 90 dias Total Fornecimento 185.703 111.815 18.685 316.203 174.162 102.521 17.947 294.630 Residencial 83.754 75.276 5.399 164.429 76.776 67.843 4.935 149.554 Industrial 31.572 10.415 5.945 47.932 29.716 11.479 6.156 47.351 Comercial 29.978 17.455 2.189 49.622 28.388 14.690 2.385 45.463 Rural 7.627 4.618 571 12.816 7.667 4.148 504 12.319 Poder público 11.685 1.480 625 13.790 10.683 1.585 322 12.590 Iluminação pública 10.851 1.327 3.700 15.878 11.071 1.237 3.456 15.764 Serviço público 10.236 1.244 256 11.736 9.861 1.539 189 11.589 Outras contas a receber 345.259 3.104 9.190 357.553 345.677 3.004 8.383 357.064 Parcelamentos de débitos 40.520 3.104 9.190 52.814 43.860 3.004 8.383 55.247 Receita não faturada 268.958 - - 268.958 262.991 - - 262.991 Supridores 27.601 - - 27.601 28.118 - - 28.118 Outros 8.180 - - 8.180 10.708 - - 10.708 Total 530.962 114.919 27.875 673.756 519.839 105.525 26.330 651.694 Circulante 492.520 114.919 27.875 635.314 480.567 105.525 26.330 612.422 Não circulante 38.442 - - 38.442 39.272 - - 39.272 31/12/2010 Adições Baixas 31/03/2011 Residencial 5.781 4.236 (3.767) 6.250 Industrial 2.101 962 (1.478) 1.585 Comercial 2.426 663 (1.026) 2.063 Rural 215 270 (269) 216 Poder público (federal, estadual e municipal) 1.111 137 (118) 1.130 Iluminação pública 4.987 80 (48) 5.019 Parcelamentos de prefeituras 18.983 (487) (11) 18.485 Parcelamento privado 6.188 46 - 6.234 Total 41.792 5.907 (6.717) 40.982