Cap. 2.- Matrizes e Sistemas Lineares 2.1. Definição
Representações Matriz retangular A, m x n (eme por ene)
linha = rows coluna = columns 2.2. Tipos Matriz linha Matriz coluna Matriz quadrada de ordem n Matriz unitária Matriz diagonal
Matriz é um conjunto organizado de números dispostos em linhas e colunas. A=
[
a11 a12 ⋯ a1n a21 a2n ⋮ ⋮ am1 am2 ⋯ amn]
A ou [ A] ou A ou ∥A∥aij é o elemento da matriz localizado na linha i e na coluna j
A = aij para i = 1m e j = 1 n
m = 1 n = 1
m = n
Os elementos da diagonal principal são: aij para i = j
Os elementos da diagonal secundária são: aij para i + j = n + 1
m = n = 1
Os elementos são: aij=0 para i≠ j A=
[
1 2 3]
A=[
12 3]
A=[
1 2 34 5 6 7 8 9]
[
1 5 9]
[
3 5 7]
A=[
3]
A=[
1 0 00 5 0 0 0 9]
2.2. Tipos(cont.) Matriz identidade Matriz triangular superior (U) (“upper”) Matriz triangular inferior (L) (“lower”) Matriz nula Matriz oposta A = -B Matriz idêntica A = B Matriz cheia Matriz esparsa Matriz de banda Matriz tridiagonal
É a matriz diagonal onde: aij=1 para i= j
aij=0 para i≠ j
Os elementos abaixo da diagonal principal são nulos.
Os elementos acima da diagonal principal são nulos.
Todos os elementos são nulos: aij=0 V i e j
A é oposta de B se: aij= −bij V i e j
A é idêntica a B se: aij= bij V i e j
São matrizes com a maior parte dos elementos não nulos. São matrizes com a maior parte dos elementos nulos
São matrizes quadradas esparsas cuja diagonal principal e algumas diagonais paralelas a principal são compostas de elementos não nulos.
[
1 1 0 0 1 2 2 0 0 2 3 3 0 0 3 4]
U =[
1 2 30 8 5 0 0 2]
L=[
2 0 03 5 0 1 2 1]
I3=[
1 0 0 0 1 0 0 0 1]
N =[
0 0 0 0]
L=[
2 0 03 5 0 1 2 1]
L=[
2 0 03 5 0 1 2 1]
A=[
1 −3 7
2]
B=[
−1 3 −7 −
2]
[
a b c d]
=[
1 2 5 7]
a=1 ;b=2 ;c=5 ; d =72.3. Operações Adição C = A + B Propriedades Subtração C = A - B Multiplicação por um número k C = k B Propriedades
Obs: a e b podem ser
números complexos
Multiplicação
C = A.B
Definição indicial
Obs: matrizes
quadradas devem ter a mesma ordem para poderem ser multiplicadas
As matrizes são do mesmo tamanho m x n.
cij=aijbij V i e j A + B = B + A comutativa A + (B + C) = (A + B) +C associativa A + 0 = A A+(-A) = 0 C = A - B = A + (-B) cij=k bij V i e j a (b A) = (a b) A a (A + B) = a A + a B (a +b) A = a A + b A 1.A = A A = aij m× p B = bjk p×n C = cik m×n onde cik = ai1 b1k ai2 b2k ai3 b3k aip bpk cik =
∑
j=1 p aijbjk[
1 2 1 3]
[
4 7 5 8]
=[
5 9 6 11]
[
2 3 0 1]
[
7 2 5 3]
=[
9 5 5 4]
[
4 7 2 3 0 5]
−[
7 1 3 2 7 0]
=[
−3 6 −1 1 −7 5]
3[
2 3 1 −4]
=[
6 9 3 −12]
2[
2 3 5]
4[
11 −2]
=[
8 10 2]
2.3. Operações (cont.) Multiplicação C = A.B Definição esquemática Wikipédia, 2009 Propriedades Matriz Transposta At Propriedades Matriz simétrica Matriz anti-simétrica cik =
∑
j=1 p aijbjkA.B ≠ B.A não é comutativa
A.B = 0 ≠ > A = 0 ou B = 0
(A.B).C = A.(B.C) associativa
(A+B).C = A.C+B.C distributiva a direita
C.(A+B) = C.A+C.B distributiva a esquerda
(k.A).B = A.(k.B) = k.(A.B) k = constante real ou imaginária
A.In = Im.A = A A é uma matriz m x n
At = (b
ji) , tipo m x n, é a matriz transposta de A = (aij), tipo m x n onde, bij = aij V i e j
(A+B)t = At + Bt (kA)t = kAt (A.B)t = Bt.At
É a matriz quadrada cuja transposta é igual a matriz original:
At = A ou seja, a
ij = aji V i e j
É a matriz quadrada cuja transposta é igual a oposta da matriz original:
At = -A ou seja, a ij = -aji V i e j ai1 ai2 ai3 aip ⋅ b1k b2k b3k ... bpk cik
i−ésima linha de A k −ésima linha de B elementoik de C
[
1 1 2 2 3 1]
.[
4 0 5]
=[
14 13]
2 x 3 3 x 1 2 x 1 A.B=[
1 2 3 5]
.[
4 6 7 8]
=[
−18 22 47 58]
B.A=[
4 6 7 8]
.[
1 2 3 5]
=[
22 38 31 54]
[
1 0 1 0]
.[
0 0 1 1]
=[
0 0 0 0]
2.4. Determinantes
2.5. Matrizes inversíveis Gabriel Cramer 1704-1752 Matriz Inversa (A-1) Matriz de Cofatores (A') Matriz Adjunta (Ᾱ) 2.6. Matrizes no SciLab A−1 = 1 D A pois, A A=A A=D In D A−1 = A D A A−1 = A A D In= A A D A−1 = A D A−1 A = A A D In= A A
2.7. Resolução de Sistemas Lineares 2.7.1. Representação 2.7.2. Solução 2.7.3. Classificação Solução única Sem solução (eq. inconsistente) Infinitas soluções (eq. redundante) Solução trivial 2.7.4. Operações com Sistemas Lineares a11x1a12x2=b1 a21x1a22x2=b2 x1 x2 x1 x2 x1 x2 x1 x2
2.7.5. Aplicações
Diagrama de corpo livre
Força de uma mola K é a constante da mola Força da gravidade g é aceleração da gravidade A matriz de coeficientes K é chamada de matriz de rigidez do sistema e é simétrica.
Modelo de um sistema mecânico
2a Lei de Newton no equilíbrio
∑
F ext=0 Massa 1:∑
Fx=2F1−P1−2F2−W1 Massa 2:∑
Fx=2F2−P2−2F3−W3 Massa 3:∑
Fx=2F3−P3−W3 F1=K1x1 F2=K2x2−x1 F3=K3x3−x2 W1=m1g W2=m2g W3=m3gO sistema de equações lineares que modelam o problema é: 2 K1K2x1−2K2x2=P1m1g −2K2x12 K2K3x2−2K3x3=P2m2g −2K3x22K3X3=P3m3g 2
[
K1K2 −K2 0 −K2 K2K3 −K3 0 −K3 K3][
x1 x2 x3]
=[
P1 P2 P3]
[
m1g m2g m3g]
2 K X =P W● para P = 0 o sistema está em equilíbrio devido ao peso próprio;
● para uma dada carga P os decolamentos X são únicos;
2.7.5. Aplicações (cont.) Ponte de Wheatstone Ao longo de qualquer circuito envolvendo a fonte. Nós do circuito = pontos A, B, C e D na figura Nó D Nó B Circuito ADC Circuito ABC Circuito ADBC Usar substituição progressiva! Instrumentação:
Uma Ponte de Wheatstone (ao lado) é um circuito elétrico usado para medição de sinais de vários tipos de sensores (de termistores a células de carga). O medidor de tensão, de resistência Rg, fica entre os terminais D e B da ponte. A fonte fornece uma força eletromotriz E ao circuito.
Vamos mostrar que para uma condição de equilíbrio na ponte, temos:
Ig=0 ⇒ R4
R3
=R1 R2
As leis que regem o fenômeno físico são:
Lei de Ohm V =R.I
Lei de Kirchhoff
∑
Inó=0O sistema de equações lineares que modelam o sistema é: I1−I2−Ig=0 I3−I4Ig=0 R1I1R2I2=E R3I3R4I4=E R1I1R3I3RgIg=E Na notação matricial:
[
1 −1 0 0 −1 0 0 1 −1 1 R1 R2 0 0 0 0 0 R3 R4 0 R1 0 R3 0 Rg]
[
I1 I2 I3 I4 Ig]
=[
0 0 E E E]
ou seja, A X =BResolvendo o sistema para Ig = 0 , obtemos, R4
R3
=R1 R2
2.7.6. Métodos Numéricos de Solução de Sistemas Lineares Métodos Diretos Exemplos de métodos diretos Métodos Indiretos Exemplos de métodos indiretos (SOR = successive over relaxation) 2.7.6.1.. Métodos Diretos
A solução é encontrada por métodos algébricos com um número fixos de operações. A solução é exata.
Recomendados para:
• Sistemas lineares pequenos (n<=1000).
• Matriz de coeficientes do tipo matriz cheia, onde a maioria dos elementos são não nulos (aij ≠ 0).
• Método da Eliminação de Gauss
• Método da Eliminação de Gauss-Jordan
• Método da Inversão da Matriz de Coeficientes
• Método da Decomposição LU
A solução é encontrada por tentativa e erro, através de um processo iterativo. Uma solução é assumida e substituída no sistema de equações para o cálculo do erro. Este erro é usado para melhorar a estimativa. O procedimento é repetido até que o erro calculado seja menor que um valor pré-definido. A solução final é aproximada.
Recomendados para:
• Sistemas lineares grandes (n>1000).
• Matriz de coeficientes do tipo matriz esparsa , onde a maioria dos elementos são nulos (aij =0).
• Método de Iteração de Jacobi
• Método de Iteração de Gauss-Siedel
• Método da Relaxação
• Método da Super-Relaxação Sucessiva (SOR)
2.7.6.11.. Método de Gauss Método da Eliminação de Gauss Método da Triangularização de Gauss
Carl Friedrich Gauss 1777-1855 Fórmula generalizada de transformação: Lik=m ikk−1Lkk −1Lik −1 k = índice de iteração; i = índice da linha. Obs.: nenhum elemento da diagonal principal pode ser nulo.
É um método direto de solução de sistemas lineares.
Consiste em transformar um sistema de equações lineares em um outro sistema triangular superior, equivalente ao primeiro, e de solução direta por substituição retroativa.
[
a11 a12 ⋯ a1n b1 a21 a22 ⋯ a2n b2 ⋮ ⋮ ⋮ ⋮ ⋮ an1 ⋯ ⋯ ann bn]
[
1 c12 ⋯ c1n d1 0 1 ⋯ c2n d2 ⋮ ⋮ ⋮ ⋮ ⋮ 0 0 ⋯ 1 dn]
Etapas:1) Escrever a matriz aumentada C0= [A : B]
2) Pivotamento
• Escolher o pivô (elemento da diagonal principal) a011
• Encontrar os multiplicadores para eliminar os termos a021 e a031 m210 =−a21/a11
m31 0
=−a31/a11
3) Transformar as linhas para obter a nova matriz aumentada C1 L11=L10 L2 1 =m21 0 L1 0 L2 0 L13=m310 L10L30
4) Repetir as operações de pivotamento e transformação para o novo pivô até chegar a última linha da matriz aumentada.
L12=L11 L2 2 =L2 1 m321 =−a32/a22 L23=m321 L21L31
2.7.6.1.1. Método de Gauss (cont.) Exemplo A X = B C0 = [A : B] L1 2 = -2*[ 2 3 -1 : 5] + [ 4 4 -3 : 3 ] = [ 0 -2 -1 : -7] Matriz triangular superior Solução por substituição retroativa Solução Final Sistema de ordem 3 2x13x2−x3=5 4x14x2−3x3=3 2x1−3x2x3=−1 C0=
[
2 3 −1 ⋮ 5 4 4 −3 ⋮ 3 2 −3 1 ⋮ −1]
L11=L 1 0 m210=−a 21/a11=−2 L2 1=m 21 0 L 1 0L 2 0 m310 =−a31/a11=−1 L31 =m310 L 1 0 L30 C1=[
2 3 −1 ⋮ 5 0 −2 −1 ⋮ −7 0 −6 2 ⋮ −6]
L12 =L11 L22=L 2 1 m321=−a32/a22=−3 L23=m132L21L31 C2 =[
2 3 −1 ⋮ 5 0 −2 −1 ⋮ −7 0 0 5 ⋮ 15]
5x3=15 −2x2−x3=−7 2x13x2−x3=5 X =[
12 3]
ou Xt =[
1 2 3]
2.7.6.1.1. Método de Gauss (cont.) Exemplo Matriz triangular superior Solução por substituição retroativa Sistema de ordem 4 C0=
[
3 2 0 1 ⋮ 3 9 8 −3 4 ⋮ 6 −6 4 −8 0 ⋮ −16 3 −8 3 −4 ⋮ 18]
L11=L 1 0 m210=−a 21/a11=−3 L2 1=m 21 0 L 1 0L 2 0 m310 =−a31/a11= 2 L31 =m310 L 1 0 L30 m410=−a41/a11=−1 L14=m410 L10L40 C1=[
3 2 0 1 ⋮ 3 0 2 −3 1 ⋮ −3 0 8 −8 2 ⋮ 10 0 −10 3 −5 ⋮ 15]
L12=L 1 1 L22 =L21 m321 =−a32/a22=−4 L32=m132L21L31 m42 1 =−a42/a22= 5 L4 2 =m42 1 L2 1 L4 1 C2=[
3 2 0 1 ⋮ 3 0 2 −3 1 ⋮ −3 0 0 4 −2 ⋮ 2 0 0 −12 0 ⋮ 0]
L13=L 1 2 L23=L 2 2 L33 =L32 m430=−a43/a33= 3 L34=m432 L32L42 C3=[
3 2 0 1 ⋮ 3 0 2 −3 1 ⋮ −3 0 0 4 −2 ⋮ 2 0 0 0 −6 ⋮ 6]
X =[
2 −1 0 −1]
ou Xt=[
2 −1 0 −1]
Obs.: n = 4 exige 76 operações aritméticas
n = 5 exige 145 operações aritméticas
Exercício: Obter uma equação para calcular o número de operações aritméticas necessárias para a solução de um sistema linear de ordem n pelo método de eliminação de Gauss.
2.7.6.1.1. Método de Gauss (cont.) No SciLab: function x = GaussElim(n,a,b) // Matriz aumentada c = [a b]; // Triangularização da matriz // aumentada for k=1:n-1 for i=k+1:n mik=c(i,k)/c(k,k); c(i,k) = 0; for j = k+1:n+1 c(i,j)=c(i,j)-mik*c(k,j); end end end // Substituição retroativa x=zeros(n,1); x(n)=c(n,n+1)/c(n,n); for i=n-1:-1:1 soma = 0; for j=i+1:n
soma = soma +c(i,j)*x(j); end
x(i)=(c(i,n+1)-soma)/c(i,i); end
endfunction
Algorítimo de Triangularização de Gauss para Sistema Lineares Entradas:
Ordem do sistema linear n
Matriz de coeficientes a[n,n]
Matriz de termos independentes b[n,1]
Saída:
Matriz de incógnitas x[n,1]
Início
// Definir os termos da matriz aumentada c[n,n+1]= a[n,n]:b[n,1];
// Triangularização da Matriz aumentada Para k=1 até n-1 faça
início
Para i=k+1 até n faça início
mik=c(i,k)/c(k,k); c(i,k) = 0;
Para j = k+1 até n+1 faça início c(i,j)=c(i,j)-mik*c(k,j); fim; fim; fim; // Substituição retroativa x(n)=c(n,n+1)/c(n,n); Para i=n-1 até 1 faça início
soma = 0;
Para j=i+1 até n faça início
soma = soma +c(i,j)*x(j); fim;
x(i)=(c(i,n+1)-soma)/c(i,i); fim;
Mostre a matriz x[n,1]; fim.
2.7.6.1.2. Método de Decomposição LU A matriz U é única! Método de solução lij=1 se i= j lij=0 se i j uij=0 se i j Decomposição usando a igualdade LU = A Forma indicial Substituição progressiva Substituição retroativa Solução AX =B A=
[
21 3 −10 2 0 3 −1]
X =[
x1 x2 x3]
B=[
34 2]
A=LU LUX =B LY =B UX =Y LY =B Y UX =Y X A=LU L=[
1 0 0 l21 1 0 l31 l32 1]
U =[
u11 u12 u13 0 u22 u23 0 0 u33]
A=[
21 3 −10 2 0 3 −1]
u11=a11 u12=a12 u13=a13 l21u11=a21 ⇒ l21=a21/u11 l21u12u22=a22 ⇒ u22=a22−l21u12 l21u13u23=a23 ⇒ u23=a23−l21u13 l31u11=a31 ⇒ l31=a31/u11 l31u12l32u22=a32 ⇒ l32=a32−l31u12/u22 l31u13l32u23u33=a33 ⇒ u33=a33−l31u13−l32u23 para i j uij=aij se j=1 e uij=aij−∑
k=1 j −1 likukj se j1 para i j lij= aij ujj se j=1 e lij=aij−∑
k=1 j−1 likukj/ujj se j1 LY =B L=[
11/2 01 00 0 −2 1]
Y =[
y1 y2 y3]
B=[
43 2]
UX =Y U =[
0 −3/2 5/22 3 −1 0 0 4]
X =[
x1 x2 x3]
Y =[
41 4]
Xt=[
1 1 1]
2.7.6.1.2. Método de Decomposição LU (cont.) Rotina de Decomposição LU em código do SciLab
//Rotina de Decomposição LU para Sistema Lineares //entrada Ordem do sistema linear n // Matriz de coeficientes a[n,n] // Matriz de termos independentes b[n,1] //saída Matriz de incógnitas x[n,1] function x = DecoLU(n,a,b)
// Decomposição de A em L(matriz triangular inferior) e U(matriz triangular superior) // LU=A
l = zeros(n,n); // zerar matrizes L e U u = zeros(n,n);
for i=1:n // diagonal de L igual a 1 l(i,i)=1;
end
j=1; // cálculo dos elementos de L e U para j=1 for i=1:n if i<=j then u(i,j)=a(i,j); else l(i,j)=a(i,j)/u(j,j); end end
for i=1:n // cálculo dos elementos de L e U para j>1 for j=2:n SumLU=0; for k=1:j-1 SumLU=SumLU+l(i,k)*u(k,j); end if i<=j then u(i,j)=a(i,j)-SumLU; else l(i,j)=(a(i,j)-SumLU)/u(j,j); end end end
// Substituição progressiva LY=B y=zeros(n,1);
y(1)=b(1); for i=2:n SumLY=0; for j=1:i-1
SumLY = SumLY + l(i,j)*y(j); end
y(i)=b(i)-SumLY; end
// Substituição retroativa UX=Y x=zeros(n,1);
x(n)=y(n)/u(n,n); for i=n-1:-1:1 SumUX = 0; for j=i+1:n
SumUX = SumUX +u(i,j)*x(j); end
x(i)=(y(i)-SumUX)/u(i,i); end
endfunction
2.7.6.2. Métodos Iterativos Exemplo: AX =B AX −B=0 AX IX −B= IX X = AI X −B 2.7.6.2.1. Método de Jacobi
Carl Gustav Jakob Jacobi 1804-1851 Obs: aii ≠ 0 V i
Senão é necessário reagrupar as equações do sistema original.
Os métodos iterativos consistem em transformar o sistema de equações lineares original para uma outra forma que permita obter novas estimativas de valores do vetor de incógnitas X a partir de uma estimativa anterior de valores do vetor X.
A X =B
para
X =F X D
A partir de uma aproximação inicial:
X0 t=[x 1 0 x 2 0 x 3 0 ... x n 0 ]
obtemos a nova estimativa ,
X1=F X0D
e repete-se até que,
máx∣xi k 1 −xi k ∣≤ ou kM
onde, ε = tolerância na solução
M = número máximo de iterações Seja o sistema de equações lineares (LES),
a11x1a12x2a13x3...a1nxn=b1
a21x1a22x2a23x3...a2nxn=b2 ...
an1x1an2x2an3x3...annxn=bn explicita-se as incógnitas x da seguinte forma:
x1=b1−a12x2a13x3...a1nxn a11 x2=b2−a21x1a23x3...a2nxn a22 ... xn=bn−an1x1an2x2...an n−1xn −1 ann
2.7.6.2.1. Método de Jacobi (cont.)
Método do Resíduo Ri(k)
É mais atual!
O método iterativo de Jacobi consiste em: a) Partindo-se de uma aproximação inicial
X0=x 1 0, x 2 0, x 3 0,, x n 0t
b) Calcula-se a sequência de aproximações X1,X2, X3, ..., Xk utilizando as equações: x1 k1 = 1 a11b1−a12x2 k −a13x3 k −a14x4 k −−a1nxn k x2 k1 = 1 a22b2−a21x1 k −a23x3 k −a2x4 k −−a2nxn k x3k1 = 1 a33b3−a31x1 k −a32x2k−a34x4k−−a3nxnk xnk1=a1 nn bn−an1x1k−an2x2k−−an n −1 xn −1k
c) Continuar a gerar aproximações até que uma das seguintes condições for satisfeita: máx∣xik 1−xik∣≤ ou kM onde, ε = tolerância
M = número máximo de iterações
xik1 =xik Ri k aii i=1..n Rik =bi−
∑
j =1 n aijxjk i=1..n2.7.6.2.2. Método de Gauss-Siedel Método do Resíduo Ri(k) É mais atual! Seja o sistema: A X = B
O método iterativo de Gauss-Siedel consiste em: a) Partindo-se de uma aproximação inicial
X0=x10, x02, x30, , xn0t
b) Calcula-se a sequência de aproximações X1,X2, X3, ..., Xk utilizando as equações: x1k1 = 1 a11b1−a12x2 k −a13x3k −a14x4k −−a1nxnk x2k1 = 1 a22b2−a21x1 k 1 −a23x3k −a2x4k −−a2nxnk x3k1 = 1 a33b3−a31x1 k 1 −a32x2k1 −a34x4k −−a3nxnk xn k1 = 1 ann bn−an1x1 k1 −an2x2 k1 −−ann−1xn−1 k 1
c) Continuar a gerar aproximações até que uma das seguintes condições for satisfeita: máx∣xik 1−xik∣≤ ou kM onde, ε = tolerância
M = número máximo de iterações
xik1 =xik Ri k aii i=1..n Rik =bi−
∑
j =1 i −1 aijxjk1 −∑
j =i n aijxjk i=1..n2.7.6.2.3. Super-relaxação Sucessiva (SOR) SOR = successive over-relaxation Método do Resíduo Ri(k) w< 1 sub-relaxado w> 1 super-relaxado
Alteração do método de Gauss-Siedel para acelerar a convergência.
xik1 =xik Ri k aii i=1..n Rik =bi−
∑
j =1 i −1 aijxjk1 −∑
j =i n aijxjk i=1..n Fator de relaxação (ω) 0 < w < 22.8. Problemas de Autovalor Exemplo ϖ = freqüência natural ϕ = ângulo de fase Xi = amplitude da oscilação da massa i
Seja o sistema de equações lineares:
A X = B
● Se det A ≠ 0
○ Ele admite solução única
● Se: det A = 0
○ Ele pode não admitir solução
○ Ele pode admitir um número infinito de soluções
○ Ele pode admitir ao menos a solução trivial, X = 0, se o sistema for homogêneo, A X= 0
Para sistemas homogêneos, com det A = 0, só existe a solução trivial se os coeficientes aij forem fixos. Se alguns destes coeficientes for função de
uma variável, tal como lambda (λ), existem outras soluções diferentes da trivial. Neste caso, a matriz X é chamada de autovetor e os valores de lambda são chamados de autovalores do sistema de equações lineares.
O sistema da figura acima é constituído de duas massas e duas molas idênticas. As equações diferenciais que descrevem o seu estado (posições das massas) são obtidas a partir do balanço de forças em cada massa do sistema. Do seguinte modo,
Md 2 x1 d t2 =K x2−x1−K x1=K x2−2 K x1 Md 2 x2 d t2 =−K x2−x1=K x1−K x2 As solução isoladas dos sistemas massa-mola são:
x1=X1sen t ˙ x1=X1cos t ¨ x1=−X12sen t x2=X2sen t ˙ x2=X2 cos t ¨ x2=−X22sen t K K M x x1 x2 M x1 x2 x1 x2
2.8. Problemas de Autovalor (cont.) Definição arbitrária Problema de Autovalor Equação característica Solução Numérica do Exemplo Autovalores
Substituindo as soluções nas equações diferenciais, temos, 2− X1−X2=0
−X11− X2=0 onde, lambda foi definido como,
= 2 M K Na forma matricial,
[
2− −1 −1 1−]
[
X1 X2]
=0 ou, A− I X =0Esta é a forma clássica do Problema de Autovalor.
A equação característica do problema de autovalor é obtida pela condição de múltiplas soluções, não triviais, para o sistema de equações lineares.
det A− I =0
A solução gera um polinômio da mesma ordem do número de equações do sistema e cujas raízes são os autovalores do sistema de equações lineares homogêneo.
∣
2− −1 −1 1−∣
=0 2−1−−1=0 2−31=0 Assim, 1=2,6180 2=0,38202.8. Problemas de Autovalor (cont.)
Autovetores
Significado físico
Para calcular os autovetores, usamos cada um dos autovalores, Para λ1 = 2,6180
[
−0,6180 −1 −1 −1,6180]
[
X1 X2]
=0 X2=−0,6180 X1 Para λ2 = 0,3820[
1,6180 −1 −1 0,6180]
[
X1 X2]
=0 X2=1,6180 X1 Considerando X1 = 1 , temos, X1 = 1 e X2 = -0,6180 para λ1 X1= 1 e X2 = 1,6180 para λ2● Para λ1 as massas estão se movendo em direções opostas e a
amplitude da oscilação da segunda massa é 61,8 % da amplitude de oscilação da primeira massa. A freqüência de oscilação é dada por:
1=
1K M● Para λ2 as massas estão se movendo na mesma direção e a
amplitude da oscilação da segunda massa é 161,8 % da amplitude de oscilação da primeira massa. A freqüência de oscilação é dada por:
2=
2K MMétodos de solução Solução do problema de autovalor em programas simbólicos Matlab Scilab Obs
O problema é achar os autovalores quando o polinômio gerado é de elevado grau, por exemplo, de ordem 300. Ou seja, possui 300 raízes. A solução do problema de achar os autovalores pode ser feita através dos seguintes métodos:
● Diretos – solução pela definição ou usando uma modificação da
equação característica;
● Indiretos – solução iterativa ou outro método de busca de raízes, tais como,
○ Método da potência
○ Método do inverso da potência
○ Método do deslocamento de autovalores.
eig(A,X)
[erots,X] = spec(A)
Existem problemas de autovalor que não são lineares: [A−B ] X =0