ÍNDICE
Pesquisas comprovam relação entre cromossomos Y, menor expectativa de vida em homens e maior incidência de câncer • 3 Deficiência de vitamina D interfere no prognóstico de diversos tipos de câncer • 4 Câncer de próstata e vitamina D • 4 Aprovada lei que cria unidades móveis de prevenção ao câncer em Minas Gerais • 5 Circuncisão após os 35 anos pode
prevenir câncer de próstata • 6 Levanta-te e anda! A vida é bela! • 7 Coluna da AMB • 8
Relação inversa entre o câncer e o mal de Alzheimer? • 9
III Congresso Brasileiro das Ligas de Cancerologia • 10
Notas • 11
Dicas de livros • 12 Calendário de eventos • 12
Projeto leva unidades preventivas de
câncer para o interior de Minas Gerais
Vitamina D melhora
prognóstico de câncer
Novo estudo comprova que
pa-cientes com câncer que têm níveis mais elevados de vitamina D no mo-mento do diagnóstico tendem a apre-sentar maiores chances de sobrevi-vência e a permanecer em remissão por mais tempo do que os pacientes que possuem deficiência dessa vita-mina. A relação entre a vitamina e o bom prognóstico ocorre em diversos tipos de câncer, principalmente o de
mama, o colorretal e o linfoma. Hou-ve evidências, também, de uma rela-ção menos preponderante entre os dois fatores em casos de pessoas com câncer de pulmão, estômago, prósta-ta, leucemia, melanoma e carcinoma de células de Merkel. Em outro estu-do, também há evidências de que a deficiência de vitamina D pode ser um indicador de câncer de próstata agressivo. (p. 4)
Criada pelo deputado estadual de
Minas Gerais Wilson Batista, foi apro-vada a Lei 20658, intitulada Caminhos da Prevenção, que prevê a instalação de unidades móveis que realizarão exa-mes preventivos para diversos tipos de câncer. Serão 12 unidades instaladas em todo o estado que poderão encami-nhar diagnósticos precoces de câncer de mama, colo uterino, próstata, pele, lábio, boca e orofaringe.
O objetivo do projeto será diminuir as desigualdades regionais. “Alcançará cerca de 50% das mulheres que até o momento não tinham acesso ao prin-cipal aliado do diagnóstico precoce do
câncer de mama: a mamografia”, afir-ma o deputado.
Além disso, o rastreamento do câncer com a mamografia é pouco confiável no Brasil. “34% dos mamógrafos apresen-tam problemas na infraestrutura; 24%, nos processos que controlam a qualida-de da imagem e a dose qualida-de radiação; e 28% mostram discordâncias em relação à interpretação dos exames”, declarou.
A lei garantirá também, além do aces-so aos exames, o encaminhamento em tempo adequado para complementação da investigação diagnóstica e início do tratamento. Serão 750 mil mamografias realizadas pelo projeto até 2014. (p. 5)
ExpEDIENtE
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editorial
Dr. Roberto Gomes – Membro do Conselho Superior da SBC e Editor do Câncer Hoje. Dr. Robson Freitas de Moura
– Presidente da SBC.
Na edição do segundo trimestre de 2014 do jornal Câncer Hoje estão reunidas
novidades do mundo acadêmico e científico, principalmente no que concerne ao tratamento e à prevenção de câncer; assim como novidades que alteram para me-lhor o cotidiano da prática da medicina oncológica no Brasil.
O destaque, desta vez, é para a aprovação da Lei Caminhos da Prevenção, no estado de Minas Gerais. Criada por Wilson Batista, - deputado estadual pelo PSD, cirurgião cancerologista e sócio da SBC-, a norma institui unidades móveis de pre-venção ao câncer que serão direcionadas para locais estratégicos do estado, procu-rando atenuar desigualdades regionais em relação ao acesso e à confiabilidade do diagnóstico de câncer no estado.
Outra medida de incentivo, dessa vez à pesquisa acadêmica relacionada ao Cân-cer, o Congresso Brasileiro das Ligas de Cancerologia também recebeu menção. Em sua terceira edição, o evento terá premiações, participações ilustres e contará com um público de 600 acadêmicos e médicos. Este ano, ocorrerá em Vitória, no Espírito Santo.
Além disso, esta edição também traz um panorama geral das descobertas recen-tes que mais incidiram no noticiário científico internacional. Entre elas, a relação entre a deficiência de vitamina D e sua interferência no prognóstico de diversos tipos de câncer. O câncer de próstata, entre todos, mereceu um capítulo à parte.
Sobre esse tipo de câncer, especificamente, também foi feita análise sobre uma possível relação preventiva com a circuncisão realizada após os 35 anos. Esta edi-ção ainda conta com análises que apontam indícios da relaedi-ção entre o cromosso-mo Y, maior incidência de câncer e menor expectativa de vida.
Por último, o leitor também pode desfrutar do artigo escrito pelo diretor do Instituto de Oncologia San Giovanni, William Soares, que, de forma descontraída, enaltece a importância da atividade física para a qualidade de vida do ser humano.
Já é comprovado que a expectativa
de vida do homem é consideravelmen-te menor que a da mulher. No Brasil, por exemplo, a diferença passa dos sete anos, de acordo com o IBGE. Enquan-to para as mulheres a expectativa é de 78,3 anos, para os homens é de 71. Ago-ra, um estudo feito pela Universidade de Uppsala, na Suécia, pode ajudar a explicar esse fato.
De acordo com a pesquisa, há uma correlação entre a baixa expectativa de vida e a perda de cromossomos Y em células sanguíneas. Esse fenômeno, aliás, está relacionado também à maior incidência de câncer nos homens do que nas mulheres.
A equipe internacional de especia-listas da universidade sueca analisou amostras de DNA em células sanguí-neas de 1.100 homens entre 70 e 80 anos de idade. A pesquisa, publicada na revista Nature Genetics, descobriu que a alteração genética mais comum entre eles é a perda de cromossomos Y em uma porção dos glóbulos brancos.
O estudo foi conduzido ao longo de 40 anos. Foi possível detectar uma
rela-pesquisas comprovam relação
entre cromossomos Y, menor
expectativa de vida em homens
e maior incidência de câncer
ção entre essa perda e menor sobrevi-vência. Os homens que perderam cro-mossomos Y em uma parcela maior de seus glóbulos brancos viveram cerca de cinco anos menos que aqueles que permaneceram com seus cromosso-mos masculinos intactos, independen-temente da causa da morte.
"Nós também detectamos uma corre-lação entre a perda do cromossomo Y e o risco de morte por câncer", diz Lars Forsberg, pesquisador no Departamen-to de Imunologia, Genética e PaDepartamen-tologia da Universidade de Uppsala, que lide-rou a pesquisa.
O cromossomo Y está presente ape-nas em homens e, até agora, foi asso-ciado somente à determinação dos sexos e à produção de esperma. Acre-ditava-se que ele continha pouquíssima informação genética. Este estudo, po-rém, pode provar o contrário.
"Nossos resultados indicam que o cromossomo Y tem um papel na su-pressão do tumor e que pode explicar porque homens contraem câncer mais frequentemente que mulheres. Nós acreditamos que análises do
cromosso-mo Y podem, no futuro, ajudar a pre-ver o risco de desenvolvimento de cân-cer em homens", diz Jan Dumanski, professor no Departamento de Imuno-logia, Genética e Patologia da Universi-dade de Uppsala.
Outra pesquisa, publicada na revis-ta Nature, ajuda a explicar esse fenô-meno. Ela mostra que o cromossomo Y contém o que os biólogos responsá-veis pelo estudo chamaram de 12 ge-nes "de elite".
Esses genes não têm relação algu-ma com a determinação do sexo, algu-mas têm tudo a ver com o funcionamento correto das células do corpo. Eles sin-tetizam proteínas, ajudam a formar conexões entre células nervosas e au-mentam a habilidade do sistema imu-nológico de detectar ameaças, entre outras funções. Sem os cromossomos Y, portanto, os glóbulos brancos, res-ponsáveis por buscar e destruir célu-las cancerosas, por exemplo, podem falhar em sua missão.
fontes: medical news todaY e scientific american
De acordo com um novo estudo
publicado no Endocrine Society's
Jour-nal of Clinical Endocrinology & Metabo-lism (JCEM), pacientes com câncer que
têm níveis mais elevados de vitamina D no momento do diagnóstico tendem a apresentar maiores chances de sobre-vivência e a permanecer em remissão por mais tempo do que os pacientes com deficiência dessa vitamina.
"Ao analisar os estudos, no qual fo-ram medidos os níveis de vitamina D em 17.332 pacientes com câncer, foi comprovado que os níveis de vitamina D estão ligados a melhores resultados em vários tipos de câncer", disse um dos autores do estudo, Hui Wang, ao
Medi-cal News Today. Ele é professor do
Institu-to de Ciências da Nutrição do InstituInstitu-to de Xangai de Ciências Biológicas da Aca-demia Chinesa de Ciências, em Xangai, na China. "Os resultados sugerem que a vitamina D pode influenciar o prognós-tico, principalmente de pacientes com
câncer de mama, colorretal e linfoma". A pesquisa analisou os resultados de 25 estudos, feitos separadamente, que mediram os níveis de vitamina D em pacientes com câncer no momento do diagnóstico e, depois, rastrearam o pro-gresso da doença e as taxas de sobrevi-vência. Em grande parte das pesquisas, os pacientes tiveram seus níveis de vi-tamina D testados antes de serem sub-metidos a qualquer tratamento contra o câncer. O estudo apontou aumento de 10 μmol/L em níveis de vitamina D relacionado a aumento de 4% nas chan-ces de sobrevivência entre pacientes com câncer.
Os pesquisadores descobriram uma forte correlação entre os níveis de vita-mina D e as taxas de sobrevivência em casos de câncer de mama, colorretal e linfoma. Houve evidências, também, de uma relação menos preponderante entre os dois fatores em casos de pes-soas com câncer de pulmão, estômago,
próstata, leucemia, melanoma e carci-noma de células de Merkel; mas, mes-mo nesse casos, os dados disponíveis ainda foram positivos.
"Considerando-se que a deficiência de vitamina D é um problema genera-lizado em todo o mundo, é importan-te garantir que todos importan-tenham níveis suficientes deste nutriente importan-te", disse Wang. "Os médicos precisam prestar muita atenção aos níveis de vi-tamina D em pessoas que foram diag-nosticadas com câncer".
A vitamina D é produzida naturalmen-te no organismo após exposição à luz so-lar e também pode ser absorvida de cer-tos alimencer-tos. Além de ajudar o corpo a absorver cálcio e fósforo necessários para a saúde dos ossos, ela afeta uma variedade de processos biológicos por meio da ligação a uma proteína chama-da receptor de vitamina D, ou receptor de calcitriol. Esse receptor está presente em quase todas as células do corpo.
deficiência de vitamina d interfere no
prognóstico de diversos tipos de câncer
câncer de próstata e vitamina d
Publicado na revista Clinical Can-cer Research, nos Estados Unidos, um
es-tudo também sugere que a deficiência da vitamina pode ser um indicador de câncer de próstata agressivo. De acordo com o autor do estudo, Adam B. Mur-phy, professor-assistente do Departa-mento de Urologia da Feinburg Nor-thwestern University of Medicine, em Chicago, a deficiência de vitamina D em homens pode, aparentemente, pre-ver o risco para a modalidade agressiva da doença.
A equipe de pesquisadores contou com 548 homens inscritos no estudo, sendo 275 caucasianos e 273 afrodes-cendentes, que foram observados no período entre 2009 e 2013. Os
partici-pantes tinham entre 40 e 79 anos e fo-ram submetidos a biópsia da próstata inicial, após terem passado pelo teste de PSA (do inglês, antígeno prostático específico) ou pelo exame retal digital (DRE). A partir de biópsia, o diagnósti-co de câncer de próstata foi dado a 168 homens de cada grupo.
Os níveis de vitamina D dos pacien-tes foram medidos por meio da análi-se dos níveis de 25-hidroxivitamina D (25-OH D) no sangue. São considerados normais resultados que apresentem a 25-OH D em intervalo de 30 a 80 ng/mL.
O estudo, enfim, concluiu que ho-mens caucasianos com níveis de 25-OH D abaixo de 12 ng/mL demonstraram 3,66 vezes mais chances de desenvolver
câncer de próstata agressivo; enquanto homens afrodescendentes, com os mes-mos índices, eram 4,89 vezes mais pro-pensos a desenvolver a forma agressiva da doença. Além disso, os pesquisadores descobriram que os afrodescentes tam-bém foram 2,43 vezes mais propensos a serem diagnosticados com câncer de próstata, caso apresentassem 25-OH D inferior a 20 ng/mL.
Sendo a exposição ao sol a principal fonte de vitamina D, a cor da pele pode afetar em qual quantidade ela é absor-vida. Os pesquisadores afirmam que isso pode explicar a razão pela qual afrodescendentes parecem ter risco maior de diagnóstico de câncer agressi-vo de próstata.
Criada pelo deputado estadual do
PSD de Minas Gerais, Wilson Batista, foi aprovada a Lei n. 20.658, intitulada Caminhos da Prevenção, que prevê a instalação de unidades móveis que rea-lizarão exames preventivos para diver-sos tipos de câncer. Serão 12 unidades instaladas em todo o estado que pode-rão encaminhar diagnósticos precoces de câncer de mama, colo uterino, prós-tata, pele, lábio, boca e orofaringe.
O objetivo do projeto é diminuir as desigualdades regionais, que concer-nem principalmente à qualidade de certos diagnósticos. Entre os quais, Wilson cita a mamografia, exame que detecta o câncer de mama. “O
rastrea-mento do câncer com a mamografia é pouco confiável no Brasil. (...) 34% dos mamógrafos apresentam problemas na infraestrutura; 24%, nos processos que controlam a qualidade da imagem e a dose de radiação; e 28% de discordân-cia em relação à interpretação dos exa-mes”, afirma o deputado.
A lei garante também, além do aces-so a exames confiáveis, o encaminha-mento em tempo adequado para a complementação da investigação diag-nóstica e início do tratamento, em eventual confirmação da doença. A pre-visão para 2014 é de que 750 mil ma-mografias sejam realizadas por meio do projeto.
aprovada lei que cria unidades móveis
de prevenção ao câncer em minas gerais
LEI N.20.658, DE 30 DE ABRIL DE 2013
O governador do Estado de Minas Gerais, O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, promulgo a seguinte Lei:
Art. 1º A rede de prevenção ao câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde contará, em caráter complementar, com o apoio, a ser oferecido pelo Estado, de unidades móveis de prevenção da doença, com vistas a garantir o acesso aos programas de prevenção em todas as regiões de Minas Gerais.
Parágrafo único. As unidades móveis de prevenção de que trata o caput serão instaladas em veículos adaptados e contarão com equipe multidisciplinar, que atuará de forma coordenada em todo o Estado.
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio Tiradentes, em Belo Horizonte, aos 30 de abril de 2013; 225º da Inconfidência Mineira e 192º da Independência do Brasil.
Antonio Augusto Junho Anastasia
A circuncisão já foi cogitada como
fator de proteção contra o câncer de próstata em diversos estudos, princi-palmente porque é raro encontrar esse tipo de câncer nas populações judaica e muçulmana, cujos homens são, em sua grande maioria, circuncidados. Trata-se de um procedimento cirúrgico simples para a remoção do prepúcio, a pele que recobre a glande. Ele dura cerca de 10 minutos e apresenta taxas de complica-ções menores que 0,5%.
Um novo estudo agora ajuda a cor-roborar essa tese. Pesquisadores da Universidade de Montreal e do Insti-tut Armand Fappier, da Universidade de Quebec, no Canadá, entrevistaram 1.590 homens diagnosticados com cân-cer de próstata e 1.618 homens que não desenvolveram a doença. O estu-do foi feito ao longo de quatro anos e descobriu-se que, em geral, homens circuncidados têm 11% menos chances de desenvolver a doença.
Essa porcentagem não é estatisti-camente significativa, mas o cenário muda em populações específicas. Ho-mens que realizaram o pequeno proce-dimento cirúrgico depois dos 35 anos de idade apresentaram risco 45% me-nor de desenvolver o câncer de prósta-ta, enquanto os que foram submetidos à postectomia com até um ano após o nascimento apresentaram apenas 14% menos chances.
Entre homens negros, a proteção é ainda maior: o procedimento pode
re-duzir em até 60% as chances de desen-volver a doença. Este dado é importan-te, já que a amostragem da pesquisa demonstrou que o risco é 1,4 vez maior do que entre a população branca.
O estudo canadense, porém, não ex-plica as possíveis causas para a prote-ção oferecida pela remoprote-ção do prepú-cio. Ele indica, no entanto, que pode haver uma relação com a higiene. “Ao contrário da pele que cobre o corpo, a superfície interna do prepúcio é com-posta principalmente de epitélio mu-coso não queratinizado, o qual é mais facilmente penetrável por micróbios que provocam infecções”, explica o estudo. Por conta disso, a remoção da pele pode reduzir o risco de alguma infecção que esteja associada ao cân-cer de próstata.
Muitas outras pesquisas já demons-traram que a circuncisão diminui em 50 a 60% o risco de infecção por HIV em homens e reduz a incidência do
ví-rus da herpes e do HPV. A proteção con-tra infecções bacterianas também já foi constatada em diversas pesquisas, prin-cipalmente contra as tradicionalmen-te transmitidas sexualmentradicionalmen-te: clamídia, gonorreia e sífilis. Mulheres com par-ceiros circuncidados também apresen-tam menos riscos de contraírem DST.
Ainda assim, o estudo canadense afirma que os benefícios reais da cir-cuncisão para a prevenção do câncer de próstata devem ser confirmados por outras pesquisas, já que a realizada por eles foi apenas observacional. Faltam ainda evidências científicas sobre as reais causas e consequências do proce-dimento.
Entre as principais causas conheci-das do câncer de próstata, está a falta de higiene no local, que propicia o sur-gimento de infecções que, caso tornem--se crônicas, podem originar tumores. Outros fatores comprovadamente rela-cionados à doença são a falta de exercí-cios físicos e a idade mais avançada, já que, em 3/4 dos casos, os pacientes têm mais de 65 anos.
No Brasil, é o segundo câncer mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. No mundo, trata-se do sexto tipo mais co-mum e o mais prevalente em homens, representando quase 10% do total de cânceres entre eles.
fontes: science dailY, diário de pernambuco e inca
circuncisão após os 35 anos pode
prevenir câncer de próstata
“Ao contrário da pele que cobre
o corpo, a superfície interna
do prepúcio é composta
principalmente de epitélio
mucoso não queratinizado,
o qual é mais facilmente
penetrável por micróbios
que provocam infecções.”
artigo
levanta-te e anda! a vida é bela!
Durante recente visita à
Julius--Maximilians Universität, na peque-na e aprazível cidade de Würzburg, peque-na Alemanha, tomei conhecimento de um novo estudo, publicado há poucas se-manas pela American Cancer Society e corroborado por pesquisadores alemães e australianos, que afirma que “quan-to mais tempo você fica sentado, maior será o seu risco de morte prematura.”
O estudo revela que mulheres que fi-cam sentadas por mais de 6 horas ao dia aumentam o seu risco de morrer mais cedo em 37%; e os homens, em 18%. Mesmo entre homens e mulheres saudáveis com peso normal, o fato de permanecerem sentados por longos pe-ríodos ao longo do dia tem apresentado um efeito negativo sobre os níveis de açúcar e gordura no sangue, uma das causas de morte prematura entre hu-manos.
Foi visto ainda que a inatividade pro-longada diminui a produção da lipo-proteína lipase, ou LPL, que é vital para o processamento de gordura, facilitan-do o acúmulo em locais indesejáveis, inclusive nas artérias. O mais assusta-dor é que a ociosidade parece inibir os efeitos benéficos da atividade física, mesmo a mais rigorosa.
Quando você, forçosamente, for obrigado a ficar muito tempo sentado durante uma reunião, no trabalho ou viajando, procure mexer as pernas ou cruzá-las constantemente, bem como levantar-se e andar um pouco a cada 20
ou 30 minutos. Isto é bom para o cor-po e também para o cérebro. Diversos estudos revelaram que a associação de ideias e a solução de problemas ocor-rem mais rapidamente durante uma simples caminhada, ao se comparar o grupo que caminhava mais rápido com os que ficavam sentados.
Várias companhias alemãs descobri-ram que o rendimento do trabalhador e da indústria no fim do mês era maior quando seus funcionários levantavam--se, andavam e faziam seus comunica-dos ou trocas de ideias “face a face”
com seus superiores ou colegas, do que via e-mail ou por telefone.
Portanto, se você quer ter uma vida mais longa, mais saudável, queimar ca-lorias, perder peso, pensar melhor e co-municar-se mais claramente, levante--se já dessa cadeira e comece a andar, pois a vida é bela!
Steh auf und wandle! (Levanta-te e anda!) Das Leben ist schön! (A vida é bela!)
dr. william e. n. soares
Diretor do Instituto de Oncologia San Giovanni e membro da Academia Sergipana de Medicina.
Dr. William visita a sala onde foi descoberto o raio-X, na Universidade de Würzburg, por Wilhelm Conrad Röentgen , em 8 de novembro de 1895. Foto: arquivo pessoal.
colunA dA
Di
vu
lgaç
ão
Florentino Cardoso Filho
Mudanças
n e c e s s á r i a s
Este ano teremos eleições para
pre-sidente, senadores e deputados. O cres-cente envolvimento das pessoas, inclu-sive da classe médica, nas eleições que se avizinham nos interessa demasiada-mente.
Precisamos escolher os melhores candidatos, que pensam no que favo-rece a população e que tenham bons projetos. É necessária profunda análi-se: passado, presente, atitudes, com-promissos assumidos e cumpridos, etc. O mundo político eleitoral, o Con-gresso Nacional e as assembleias legis-lativas exercem forte influência nas nossas vidas e no destino do nosso Bra-sil amado.
Os médicos, pelo respeito e credibili-dade que exercem, precisam conversar cada vez mais com as pessoas, com nos-sos estimados pacientes, mostrar com clareza suas opiniões e percepções, e mais dedicadamente expor a atual si-tuação da saúde do nosso país, do des-caso com as pessoas, notadamente com aquelas que dependem exclusivamen-te do SUS. Não podemos deixar de re-conhecer avanços nesses 25 anos, mas estamos muito aquém do mínimo que muitos precisam. A propaganda
gover-namental é bastante diferente da reali-dade. Ainda convivemos com longas fi-las para consultas, exames e cirurgias, e com pacientes, que se avolumam em grandes emergências, onde mortes evi-táveis ocorrem.
A Associação Médica Brasileira estará sempre aberta a sugestões e contribui-ções que visem a melhorias para a saú-de, para unirmos forças e conseguir-mos vitórias. Jamais nos desviareconseguir-mos dos princípios éticos, da qualidade e da transparência. Queremos, sim, mais
acesso, porém com qualidade. Quere-mos, sim, mais médicos, mais profis-sionais de saúde, trabalhando em con-dições adequadas, com equipamentos, materiais e medicamentos. Continua-remos a busca por melhorias no finan-ciamento, na qualificação da gestão e no rigoroso combate à corrupção.
Buscaremos a excelência na assistên-cia, no ensino e na pesquisa. A forma-ção médica, tanto em graduaforma-ção e pós--graduação como na residência médica, não pode se desviar da qualidade, pois lidamos com vidas e isso é sagrado. O título de especialista da AMB e de nos-sas sociedades de especialidade serão sempre valorizados e terão qualidade. A pesquisa no Brasil precisa dar o sal-to que merecemos, para não ficarmos mais a reboque da burocracia, da lenti-dão e do retrabalho, que tanto atrasa e prejudica nosso país e nossos pacientes, que perdem, às vezes, oportunidades de se tratarem.
Vamos adiante, juntos, humildemen-te, pensar o Brasil do futuro, com mais saúde, mais educação e mais inteligên-cia. Estaremos sempre prontos para contribuir na busca por soluções me-lhores para nossa saúde pública.
Nova pesquisa, realizada no
Hospi-tal-escola 12 de Outubro, em Madri, na Espanha, investiga a possibilidade de que pessoas idosas que sofrem de pro-blemas de memória e raciocínio podem correr risco menor de adquirir câncer do que as pessoas mais velhas que não têm esses problemas.
Em 2013, um estudo realizado pelo Conselho Nacional de Pesquisa da Itá-lia já havia descoberto que pacientes com Alzheimer tinham metade das chances de desenvolver câncer e que, por sua vez, pacientes com câncer eram 35% menos propensos a desen-volver a doença de Alzheimer.
Outro estudo divulgado em 2009, conduzido na Washington University School of Medicine, em Saint Louis, Es-tados Unidos, observou 3.020 pessoas com 65 anos de idade ou mais e con-cluiu que doença de Alzheimer e cân-cer são muito pouco prováveis de ocor-rerem simultaneamente.
"Em idosos brancos, a presença de Alzheimer (DA) foi paralelamente as-sociada a risco reduzido de câncer; e um histórico de câncer, associado a
Relação inversa
entre o câncer e o
mal de Alzheimer?
um risco reduzido de DA", afirmam os autores desse estudo. "Juntamen-te com outros trabalhos que mostram associações inversas entre câncer e doença de Parkinson, estes resultados sugerem a possibilidade de que o apa-recimento de tumores está ligado à neurodegeneração".
Nesse último estudo, recentemen-te publicado pela revista Neurology, 2.627 pessoas com 65 anos de idade ou mais fizeram testes para avaliar suas habilidades de memória e racio-cínio. Os participantes, então, repeti-ram os testes 3 anos depois e forepeti-ram acompanhados pelos pesquisadores por um período de 13 anos.
Os participantes do estudo foram di-vididos em três grupos: aqueles cujos escores nos testes de pensamento esta-vam em declínio mais rápido, aqueles que demonstraram melhora nos testes e os participantes cujos resultados per-maneceram estáveis. Em 13 anos, 1.003 participantes morreram, dos quais 34% haviam demonstrado "declínio rápido da capacidade de pensamento" e 66% estavam nos outros dois grupos.
Ao incluírem na análise fatores como tabagismo, diabetes e doenças cardía-cas, foi descoberto que pacientes que manifestaram declínio mais rápido de memória e raciocínio demonstraram 30% menos probabilidade de morte por câncer.
"Precisamos entender melhor a re-lação entre uma doença que causa a morte de células normais e outra que provoca o crescimento anormal de cé-lulas," afirma Julian Benito-León, um dos autores do estudo. "Com o aumen-to do número de pessoas com demên-cia e câncer, entender esta assodemên-ciação poderia nos ajudar a entender melhor e a tratar ambas as doenças".
Precisamos entender melhor
a relação entre uma doença
que causa a morte de células
normais e outra que provoca o
crescimento anormal de células.
iii congresso brasileiro das ligas
de cancerologia
Ocorrerá em Vitória, Espírito
San-to, de 21 a 23 de agosSan-to, o III Congres-so Brasileiro das Ligas de Cancero-logia. Esse evento faz parte de uma série de ações promovidas pela Socie-dade Brasileira de Cancerologia (SBC) em incentivar os acadêmicos de me-dicina interessados na temática do câncer. O Congresso será realizado em conjunto com o congresso de fun-dação da regional da Sociedade Brasi-leira de Cirurgia Oncológica no Espí-rito Santo. Para tal, a Liga Acadêmica de Oncologia do Espirito Santo (LION-CO), está trabalhando para a realiza-ção desse evento, recebendo apoio do
Comitê Brasileiro das Ligas de Can-cerologia (COBRALC), entidade de re-presentação acadêmica nacional, fun-dada por incentivo da SBC.
O Congresso contará com um públi-co estimado de 600 pessoas, entre aca-dêmicos e médicos. Terá premiações para trabalhos científicos e participa-ção de 13 palestrantes de fora do Espí-rito Santo.
“Estamos nos dedicando bastante para fazermos um congresso de quali-dade. Pensamos em temas compreen-síveis para alunos de qualquer período do curso de medicina e criamos tam-bém uma programação atrativa para
os médicos já formados”, diz William Rangel, presidente da LIONCO.
“Com certeza será um grande evento, e é muito satisfatório ver o projeto que iniciamos há 3 anos em parceira com a SBC dando tão bons frutos”, afirma Dui-lio Eutropio, presidente do COBRALC.
Duilio Eutropio- Presidente do Cobralc e William Rangel – Presidente da Lionco.
Dr. Giovanni de Manzoni – Itália Dr. Charles Vollmer – EUA Prof. Dr. Elijah Dixon – Canadá Dr. Javier Lendoire – Argentina Dr. Thomas A. Aloia – EUA
COORDENAÇÃO GERAL: Dr. Felipe José Fernández Coimbra
Diretor do Núcleo de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center
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chega a dobrar o risco
de câncer de próstata
Um novo estudo conduzido por pesquisadores do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center, em Baltimore, Estados Unidos, descobriu que, comparativamente, homens com inflamação crônica não cancerosa no tecido da próstata correm o dobro do risco de desenvolver câncer neste órgão.
O estudo, publicado na revista Cancer
Epidemiology, Biomarkers & Prevention,
também constatou que a relação entre inflamação crônica e câncer de próstata demonstrou maior proeminência em homens que apresentaram, posteriormente, cancro de alto grau na pontuação de Gleason, entre 7 e 10. Pontuações altas geralmente significam a presença de mais células anormais e crescimento mais rápido do câncer. No entanto, os resultados não provam que a inflamação crônica de próstata leva ao câncer. Os pesquisadores ressaltam que o fator não deve ser usado como indicador no diagnóstico de câncer de próstata - em vista da inflamação ser bastante comum. Mais pesquisas devem ser feitas para descobrir o que provoca inflamação da próstata e como tais causas podem levar ao câncer e se elas podem ser evitadas.
fonte: medical news todaY
Exame de sangue
simples pode
diagnosticar tumores
As células de tumores, mesmo sem tratamento, se dividem e morrem. Quando isso ocorre, o DNA em seu núcleo escapa para a corrente sanguínea e pode ser encontrado em pequenas concentrações no sangue. Pesquisadores da Escola de
Medicina da Universidade de
Stanford desenvolveram um método ultrassensível que detecta a presença desse DNA. Ele demonstrou-se eficaz na detecção de uma grande variedade de tipos de câncer.
A pesquisa, publicada na revista
Nature Medicine, parece aproximar
da realidade o diagnóstico simples e rápido da doença. Também foi concluído que a presença do DNA do tumor em circulação é proporcional ao volume tumoral estimado pelo uso de tomografia computadorizada e tomografia por emissão de pósitrons. Dessa forma, o teste também se torna uma maneira rápida e não invasiva de monitorar as concentrações pequenas de DNA das células de cancro, o que é útil para que os médicos possam estimar o tamanho do tumor, como se altera ao longo do tempo e monitorar sua resposta ao tratamento.
fonte: medical news todaY
Pesquisa avança em
uso de nanopartículas
para tratamento de
câncer de cérebro
Uma equipe de engenheiros biomédicos e neurocirurgiões da Universidade de Johns Hopkins criou nanopartículas biodegradáveis capazes de carregar DNA para células cancerosas no cérebro de ratos.
Essas nanopartículas são projetadas de modo que são atraídas pelas células cancerosas, mas não pelas saudáveis, o que confere ao tratamento mais segurança que os convencionais. Além disso, ele se mostrou mais eficiente que os utilizados hoje.
A equipe utilizou o tratamento em casos de glioblastoma multiforme, a forma mais letal e agressiva de câncer no cérebro. Com os tratamentos
convencionais de cirurgia, quimioterapia e radioterapia, o tempo médio de
sobrevivência costuma ser de apenas 14,6 meses. Com o novo tratamento, espera-se que esse tempo seja cada vez maior.
“Nós agora temos evidências de que esses pequenos cavalos de Troia também serão capazes de carregar genes que seletivamente induzem as células de câncer à morte, enquanto deixam as células saudáveis intactas”, afirmou Jordan Green, um dos
pesquisadores do estudo.
De acordo com Green, o método é mais fácil de ser realizado e mais seguro do que o uso de vírus modificados para carregar o tratamento, já que estes podem atingir células saudáveis também.
fonte: medical news todaY
Célula que impede
o uso de vacinas
para tratamento de
câncer é descoberta
Um estudo publicado no Jornal
Europeu de Imunologia pode ajudar
a explicar porque as vacinas não
conseguem estimular o próprio sistema imunológico a combater os tumores. Há três tipos de células que auxiliam o sistema imunológico a encontrar e a matar células de câncer: células
T-helper, células T citotóxicas e células
B. Elas deveriam reagir a peptídeos específicos de células cancerosas, e até agora acreditava-se que todas elas eram “treinadas” para ignorá-los. Agora, graças à pesquisa realizada na Universidade Thomas Jefferson, sabe-se que diversos tipos de câncer desativam apenas uma delas, a
T-helper. Esta célula é a responsável
tanto por ajudar as outras duas a agirem quanto para criar memória imunológica. A partir disso, foi criada uma vacina que, ao conseguir ativar a célula T-helper, foi capaz de aumentar o tempo de vida de diversos ratos testados e até curar alguns deles.
INDIquE AO pACIENtE
À mARGEm DO LEItO: A mãE E O CÂNCER INfANtIL Marta Cristina Meirelles Ortiz
arte e ciência
Escrito pela psicóloga Marta Cristina Meirelles Ortiz, este livro traz uma meticulosa e diversificada pesquisa feita na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que trata da incidência do câncer em crianças e seus efeitos e repercussões na relação entre mães e filhos, assumindo uma perspectiva humana. A autora entrevistou mães e pacientes, retratando essa situação desafiadora desde o diagnóstico da doença até os tratamentos mais agressivos que a doença inflige.
ENtENDENDO O CÂNCER 2014 Christina P. Oppermann
artmed
Este livro dedica-se a desvendar a doença, que é cada vez mais frequente entre os brasileiros e uma das mais temidas da atualidade.
Especialistas renomados discorrem sobre como os diversos tipos de câncer se apresentam, os fatores que os desencadeiam, e como é possível modificar hábitos e condutas individuais, de modo a evitar o seu surgimento ou diagnosticá-lo precocemente, aumentando as chances de cura.
DICAS DE LIvROS
tRAtAmENtO CIRúRGICO DO CÂNCER GAStROINtEStINAL – 2ª EDIçãO Leonaldson dos Santos Castro e José Humberto Correia
diliVros
Desenvolvido para servir como um guia para consultas rápidas e atualizadas para médicos da área da oncologia gastrointestinal e de
retroperitônio, a 2a edição de Tratamento
Cirúrgico do Câncer Gastrointestinal, dos
oncologistas Leonaldson dos Santos Castro e José Humberto Correia, do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), traz uma abordagem multidisciplinar completa do câncer do sistema digestivo e suas principais técnicas cirúrgicas.
mANuAL DE CONDutAS Em ONCOLOGIA Paulo M. Hoff
atheneu rio
O Manual de Condutas em Oncologia, já em sua 2ª edição, procura refletir as condutas do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo como centro de excelência no diagnóstico e tratamento oncológicos. Não se trata apenas de um manual de protocolos clínicos, já que abrange também diagnósticos e procedimentos dos mais variados tipos de tumores.
CALENDáRIO DE EvENtOS
III SImpÓSIO uRO-ONCOLOGIA – pÓS-ASCO
2 de agosto de 2014
hotel mercure – salVador – ba
Informações – [email protected]
SImpÓSIO INtERNACIONAL DE CÂNCER DO ApARELhO DIGEStIvO
21 de agosto de 2014
a.c.camargo cancer center – são paulo – sp
Informações: www.accamargo.org.br/eventos
AStRO’S 56th ANNuAL mEEtING
14 a 17 de setembro de 2014
são francisco – eua
Informações: www.astro.org
ESmO (EuROpEAN SOCIEty fOR mEDICAL ONCOLOGy)
26 a 30 de setembro de 2014
madri – espanha
Informações: www.esmo.org
vIII CONGRESSO fRANCO- -BRASILEIRO DE ONCOLOGIA
9 a 11 de outubro de 2014
hotel sofitel – rio de janeiro – rj
Informações: www.sfbo.com.br
II BIENAL INtERNACIONAL DE ONCOLOGIA – 2014
6 a 8 de novembro de 2014
a.c.camargo cancer center – são paulo – sp
Informações: www.accamargo.org.br/eventos
III SImpÓSIO DE ONCOLOGIA DE pRECISãO – fOCO Em mAmA
8 de novembro de 2014
hospital israelita albert einstein – são paulo – sp
Informações: www.einstein.br/eventos
37th ANNuAL SABCS (SAN ANtONIO
BREASt CANCER SympOSIum)
9 a 13 de dezembro de 2014
são antonio – texas – eua