PLANO DE ENSINO I. IDENTIFICAÇÃO
Curso: Administração Pública
Departamento: Departamento de Administração Pública Disciplina: Administração Pública II
Carga horária: 72 horas Período letivo: 2013.1 Termo: 5° Professor: Patrícia Vendramini, MSc.
Contato: [email protected]
II. EMENTA
Mudança e aprendizagem nas organizações. A intervenção e o diagnóstico nas organizações públicas. As diferentes dimensões nas organizações públicas: dimensão técnica, dimensão psicossocial, dimensão cultural e dimensão política. Indicadores de desempenho em cada uma das dimensões. A implementação de mudanças. Modelos de gestão e metodologias para melhoria dos serviços públicos: qualidade total, reengenharia, sistemas de ouvidoria, BSC, cartas de serviços, avaliação de satisfação dos usuários, benchmarking, parceria público/privadas.
III. OBJETIVOS
Compreender a relação entre modelos de governança e a estruturação do serviço público;
Dominar as diferentes fases de intervenção nas organizações de caráter público, com vistas a promover mudanças organizacionais que elevem a qualidade dos serviços e contribuam para a aprendizagem organizacional;
Conhecer algumas das principais tendências em termos de gestão dos serviços públicos, tanto do ponto de vista teórico (conceitos, características, formas de implementação), quanto prático (por meio de estudos de caso e visitas técnicas). IV. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Unidade I: Processos de Mudança & Dimensões da Organização 1.1 Compreendendo o que é mudança organizacional
1.2 Implementação de mudanças
1.3 Rotinas Defensivas que atrapalham o processo de mudança 1.4 Aprendizagem organizacional e inovação
1.5 Imagens Organizacionais e as diferentes dimensões Unidade II: Diagnóstico Organizacional
2.1 GESPUBLICA
2.2 Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP) 2.3 Instrumento de Avaliação de Gestão
Unidade III: Intervenção Organizacional & Ferramentas da Qualidade 3.1 Carta de Serviços
3.2 Instrumento Padrão de Pesquisa de Satisfação (IPPS) 3.3 Ouvidoria
3.4 Benchmarking 3.5 Outras ferramentas
V. METODOLOGIA DE ENSINO
Aulas expositivo-dialogadas com utilização instrumentos de apoio audiovisuais, além de outros materiais didáticos, como artigos e vídeos. Exercícios práticos (dinâmicas e estudos de caso serão utilizados para fixação dos conteúdos). Os alunos serão estimulados a efetuar um esboço de diagnóstico organizacional em uma organização. VI. SISTEMA DE AVALIAÇÃO
*1ª Avaliação (30%):Avaliação individual, sem consulta, versando sobre todo o conteúdo ministrado até a aula imediatamente anterior à avaliação.
*2ª Avaliação (30%):Avaliação individual, sem consulta, versando sobre todo o conteúdo ministrado após o 1º teste até a aula imediatamente anterior à avaliação. **Trabalho Diagnóstico Organizacional (25%):Aplicação do IAGP em órgão público, com elaboração de diagnóstico e proposta de melhorias.
Boas práticas (5%): apresentação em sala de aula de síntese de matéria de jornal ou revista sobre boas práticas de gestão na administração pública – a síntese deve ser entregue em meio físico no dia da apresentação.
Instrumentos de Gestão (10%): apresentação em sala do instrumento escolhido peloa equipe, contemplando a origem, a estrutura, as
funcionalidades, as limitações e um exemplo prático. Entrega em meio digital da apresentação e disponibilização para a turma.
As datas das avaliações poderão ser alteradas mediante aviso prévio em sala de aula. * Atividades passíveis de recuperação, via 2ª chamada concedida conforme resolução vigente.
** Caso algum membro da equipe falte no dia da apresentação, mesmo com justificativa, terá direito apenas à nota do trabalho escrito.
Orientações para realização do trabalho: DIAGNÓSTICO ORGANIZACIONAL - Equipes de até 4 componentes
- Tempo de apresentação: 1h20min
- Entrega de trabalho escrito, dentro da norma culta e científica (ABNT), no dia previsto no calendário
- Forma de avaliação, conforme plano de ensino (90%) e pelo aproveitamento e feedback dos demais alunos (10%)
- Sugestão: retomar uma das organizações objeto de trabalhos anteriores (SIG, por exemplo) - Conteúdo do trabalho:
1. Definir e caracterizar o setor de atuação da organização nos cenários nacional e
subnacional (energia, água e saneamento, habitação, educação e cultura, saúde, segurança) em termos de políticas públicas setoriais
2. Caracterizar a identidade organização: 2.1 breve histórico
2.2 missão/visão/valores (se existirem) 2.3 produtos ou serviços oferecidos 2.4 estrutura organizacional
3. Procedimentos metodológicos
Caracterizar os passos para a realização do trabalho científico (pesquisa exploratória e descritiva, quantitativa ou qualitativa, como estudo de caso, com entrevistas ou questionários, qual a amostra escolhida, tratamento dos dados coletados) 4. Diagnóstico
4.1 Identificação do quadro atual a partir das diferentes dimensões e do auto-diagnóstico 4.2 Definir a caracterizar os instrumentos de gestão presentes
5. Proposta de melhorias
Propor soluções para cada oportunidade de melhoria encontrada. As soluções mais efetivas, são muitas vezes, de caráter interdisciplinar.
6. Análise crítica do estudo
Refletir sobre o aprendizado da equipe, destacando pontos (favoráveis e desfavoráveis) do conteúdo e da dinâmica da equipe para desenvolvimento desta atividade.
7. Elaboração de cinco questões (abertas ou fechadas, a critério da equipe) sobre o conteúdo apresentado para serem respondidas pelos colegas de sala após a apresentação da equipe. No trabalho devem constar as perguntas com o respectivo gabarito. As perguntas devem ser distribuídas antes de se iniciar a apresentação, recolhidas e corrigidas, mediante a presença de um auditor, para que seja calculada a média dos respondentes.
Referências:
Obras utilizadas para fundamentar o estudo IMPORTANTE! Critérios gerais de avaliação:
O processo de avaliação irá considerar, ainda, a participação nas aulas, com contribuições positivas aos debates e a realização das atividades solicitadas. São critérios complementares:
- freqüência regular (conforme critérios regimentais da Universidade): anão permanência em sala
durante todo o período das aulas implicará em registro de presença parcial no diário de classe. Não
serão toleradas entradas e saídas sistemáticas da sala durante as aulas sem motivo justificável. - nas provas: as respostas de caráter interpretativo serão consideradas corretas ou parcialmente
corretas quando apresentarem reflexões lógicas, coerentes e fundamentadas/articuladas ao conteúdo estudado; as provas serão individuais, sem consulta a colegas.
- Emapresentações de trabalhos (individual ou em grupos): salvo força maior, todos os integrantes do grupo deverão participar ativamente da apresentação. Nas apresentações orais: apreensão e clareza do conteúdo; postura e atitudes coerentes com as orientações e propostas da disciplina; criatividade e adequação dos recursos didáticos; objetividade e expressividade na
apresentação.
- Nostrabalhos apresentados por escrito: lógica na escrita, com a utilização dos principais conceitos estudados; criticidade das argumentações; clareza conceitual; correta ortografia; cumprimento às normas de elaboração de trabalhos acadêmicos (normas da ABNT).
- propõe-se estabelecer um ambiente de respeito, bom relacionamento interpessoal entre todos os envolvidos na disciplina – alunos e professora. Para tanto, demonstrar maturidade e postura ética, de responsabilidade e compromisso com a própria aprendizagem são requisitos
fundamentais. Espera-se, então, que sejam respeitadas as orientações a seguir para o bom desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem: permanecer com o telefone celular desligado durante toda a aula; não será permitido o uso de laptops ou outros aparelhos eletrônicos durante as aulas; cumprir os prazos determinados para entrega de trabalhos (não serão aceitos trabalhos via fax, e-mail ou escaninho, salvo em situações previamente acordadas com a professora); trabalhos nos quais se constatar evidência de cópias de outros trabalhos, livros ou da internet, sem menção às fontes, não serão considerados e não poderão ser refeitos. “Plágio
é igual a zero!”.
VII. BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
ARGYRIS, C. Enfrentando as defesas empresariais: facilitando o aprendizado organizacional.Rio de Janeiro: Campos, 1992.
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Gestão. Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização - GesPública; Instrumento para Avaliação da Gestão Pública - 250 e 500 Pontos; Brasília; MP, SEGES 2009 Versão
1/2009. Disponível
em
https://www.gespublica.gov.br/folder_produtos/folder_produtos/pasta.2010-04-26.6448349404/anexos/iagp_250_500_web.pdf
MORGAN,Gareth, Imagens da organização. Atlas: São Paulo, 1996. COMPLEMENTAR:
BRESSER PEREIRA, L. C. Da administração pública burocrática à gerencial. In: BRESSER PEREIRA, L. C.; SPINK, P. Reforma do Estado e administração pública gerencial.Riode Janeiro: FGV, 2003.
CARR, D.; LITTMAN, I. D. Excelência nos serviços públicos. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1992.
DENHART, R. B.; DENHARDT, J. V. The New Public Service: serving rather than steering. In: PublicAdministrationReview.vol 60, n. 6, nov./dez., 2000.
DERANI, C. Privatização e serviços públicos. São Paulo: Max Limonad, 2002. ENAP. Experiências internacionais voltadas para a satisfação dos usuários-cidadãos com os serviços públicos. Brasília: ENAP, 2000. Texto para discussão, n. 42. 65f (mimeo).
FARAH, M. F. S. Parcerias, Novos Arranjos Institucionais e Políticas Públicas Locais In: Revista de Administração Pública, v. 35, n 1, jan/fev, 2001, p. 119-145
FARAH, M. F. S.; BARBOZA, H. B. Novas experiências de gestão pública e cidadania. Rio de Janeiro: FGV, 2001.
GAETANI, F. O ensino de administração pública no Brasil em um momento de inflexão. In: Revista do Serviço Público. Ano 50, n. 4, out-dez, 1999.
LIMA, Paulo Daniel B. A Excelência em gestão pública: a trajetória e a estratégia do gespública. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2007.
MOTTA, Fernando C. Prestes; CALDAS, Miguel P. (org.) Cultura organizacional e cultura brasileira. São Paulo: Atlas, 1997.
PINTO, Mario Couto Soares, COUTO-DE-SOUZA, Cristina Lyra. Mudança organizacional em uma empresa familiar brasileira. RAP, Rio de Janeiro 43(3):609-34, maio/jun. 2009.
ROBBINS, Stephen. O território gerencial. In: ROBINS, Stephen Administração: mudanças e perspectivas. São Paulo: Saraiva, 2000.
TROSA, Sylvie. GestãoPública por resultados, quando o Estado se compromete. Tradução Maria Luíza de Carvalho. Rio de Janeiro: Revan; Brasília, DF:ENAP, 2001.
Roteiro de aula
Aula Conteúdo Referências, textos de apoio, material didático
1ª 21/02
Integração alunos Plano de ensino
Material entregue aos alunos 2ª
28/02
Diagnóstico Saída de campo
3ª 07/03
Promovendo a mudança organizacional Os passos da mudança organizacional
PINTO, Mario Couto Soares, COUTO-DE-SOUZA, Cristina Lyra. Mudança organizacional em uma empresa familiar brasileira. RAP, Rio de Janeiro 43(3):609-34, maio/jun. 2009.
4ª 14/03
Enfrentando e superando as rotinas defensivas ARGYRIS, Chris. Enfrentando as defesas empresariais: facilitando o aprendizado organizacional. Rio de Janeiro: Campus, 1992. Cap. 3 e 6. 5ª
21/03
A aprendizagem organizacional Inovação no serviço público
SENGE, Peter. A quinta disciplina. São Paulo: Best Seller, 2002. Cap. 1. BARRACHINI, S. A. A inovação presente na administração pública brasileira. RAE, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 104-109, abr./jun. 2002. 6ª
04/04
As dimensões do diagnóstico organizacional a partir das metáforas
MORGAN, G. Imagens da organização. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006. Cap. 2: as organizações vistas como máquinas. Estudos de caso: Organizações militares
7ª 11/04
As dimensões do diagnóstico organizacional a partir das metáforas
MORGAN, G. Imagens da organização. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006. Cap. 3: as organizações vistas como organismos. Estudos de caso: O caso de Nicole Aubert.
8ª 18/04
As dimensões do diagnóstico organizacional a partir das metáforas
MORGAN, G. Imagens da organização. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006. Cap. 5: as organizações vistas como culturas.Estudo de caso: Os sonacirema.
9ª 25/04
As dimensões do diagnóstico organizacional a partir das metáforas
MORGAN, G. Imagens da organização. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2006. Cap. 6: As organizações vistas como sistemas políticos.Estudo de caso: Tecnoplan
10ª 02/05
1ª avaliação individual (8:20 – 10h)
Qualidade: princípios, processos Histórico e Princípios da Qualidade Gerenciamento dos serviços
VENDRAMINI, P. Histórico e princípios da qualidade. Florianópolis, 20 p. Trabalho não publicado.
ALBRECHT, K.; ZEMKE, R. Serviços ao cliente. RJ: Campus, 2002. Cap. 2-3. Caso: Qualidade na PM de SP
11ª 09/05
Gespública: caminhada da qualidade rumo ao gespública
BARRETO LIMA, Daniel. A excelência em gestão pública. RJ: Qualitymark, 2006. Cap. 1-4.
Estudo de caso da Santa Casa de Misericórdia e da PM
12ª 16/05
Modelo de Excelência na Gestão Pública IAGP
BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Secretaria de Gestão. Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização -
GesPública; Instrumento para Avaliação da Gestão Pública - 250 e 500 Pontos; Brasília; MP, SEGES 2009 Versão 1/2009. Disponível
emhttps://www.gespublica.gov.br/folder_produtos/folder_produtos/pa
sta.2010-04-26.6448349404/anexos/iagp_250_500_web.pdf
13ª 23/05
Instrumentos para a melhoria da gestão pública 3.2.1 Carta de serviços
3.2.2 Instrumento Padrão de Pesquisa de Satisfação (IPPS)
3.2.3BSC
Experiências internacionais voltadas para a satisfação dos usuários-cidadãos com serviços públicos. Brasília: ENAP, 2001. (meio eletrônico)
MARINI, Caio. Inventário das Principais Medidas para Melhoria da
Gestão Pública no Governo Federal Brasileiro. Brasília: Gespública,
2009. (apenas em meio eletrônico). Disponível em
https://conteudo.gespublica.gov.br/folder_publicacoes/pasta.2009-04-23.1308768764/inventario_miolo_final_com_sangria.pdf. Acesso em 05/03/2009. 14ª 25/05 Trabalho de campo 15ª 06/06 3.2.4Ouvidoria/Observatórios 3.2.5 5S 3.2.6 Benchmarking 16ª 13/06
Apresentação de trabalhosDiagnóstico Sorteio das apresentações do dia 17ª
20/06
Apresentação de trabalhosDiagnóstico Sorteio das apresentações do dia 18ª
27/06
2ª avaliaçãoindividual