ACEF/1516/23562 — Relatório final da CAE
Caracterização do ciclo de estudos
Perguntas A.1 a A.10
A.1. Instituição de Ensino Superior / Entidade Instituidora: Instituto Universitário Militar
A.1.a. Outras Instituições de Ensino Superior / Entidades Instituidoras: A.2. Unidade(s) orgânica(s) (faculdade, escola, instituto, etc.):
Escola Naval (IUM) A.3. Ciclo de estudos:
Mestrado em Ciências Militares Navais, Especialidade de Engenharia Naval, Ramo de Armas e Electrónica
A.4. Grau: Mestre (MI)
A.5. Publicação do plano de estudos em Diário da República (nº e data): <sem resposta>
A.6. Área científica predominante do ciclo de estudos: Engenharia Electrónica e Informática
A.7.1 Classificação da área principal do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF):
863
A.7.2 Classificação da área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável:
523
A.7.3 Classificação de outra área secundária do ciclo de estudos de acordo com a Portaria nº 256/2005, 16 de Março (CNAEF), se aplicável:
<sem resposta>
A.8. Número de créditos ECTS necessário à obtenção do grau: 300
A.9. Duração do ciclo de estudos (art.º 3 Decreto-Lei 74/2006, de 24 de Março): 10 semestres
A.10. Número de vagas proposto: 8
Relatório da CAE - Ciclo de Estudos em Funcionamento
Pergunta A.11
A.11.1.1. Condições específicas de ingresso.
Existem, são adequadas e cumprem os requisitos legais
A.11.1.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
Para além das condições que obedecem aos requisitos legais (Ser titular de um curso de ensino secundário ou equivalente), ter realizado provas de ingresso de Matemática A e Física e Química (F), tendo obtido nas provas a classificação mínima exigida (95/200), ter obtido nota de candidatura com a classificação mínima exigida (95/200), satisfazer condições do regime de acesso ao ensino superior) acrescem condições específicas de ingresso numa instituição militar.
A.11.2.1. Designação É adequada
A.11.2.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
Não se encontraram termos de comparação, mas julga-se que a designação é adequada atendendo aos objetivos do ciclo de estudos.
A.11.3.1. Estrutura curricular e plano de estudos
Não são adequadas ou não cumprem os requisitos legais
A.11.3.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
O CE é apresentado com 300 ECTS igualmente distribuídos por 10 semestres, o que satisfaz as condições legais. No entanto, indica-se que a área científica predominante do ciclo de estudos é a Engenharia Eletrónica e Informática. Considerando todas as unidades curriculares (UCs) que fariam parte de um ciclo de estudos semelhante em engenharia eletrónica e informática, apenas se
encontram 221,5 ECTS (35 são da dissertação). As restantes UCs correspondem apenas a 53,5 ECTS podendo apenas parcialmente ser atribuídas à área das ciências militares.
Os 25 ECTS atribuídos para estágios e tirocínios não têm clara a sua afetação a qualquer uma das áreas do ciclo de estudos. Independentemente de poder conduzir a uma formação considerada suficiente para o exercício de funções na Armada, o ciclo de estudos, tal como é proposto, apresenta diversas lacunas na área da Engenharia Eletrónica e Informática, não garantindo um nível de
formação compatível com a atribuição do grau de Mestre.
A.11.4.1 Docente(s) responsável(eis) pela coordenação do ciclo de estudos Foi indicado e tem o perfil adequado
A.11.4.2. Evidências que fundamentam as classificações de cumprimento assinaladas.
O docente responsável pela coordenação do ciclo de estudos encontra-se no regime de tempo integral e é Doutor pelo IST desde 2010 em Engenharia Informática e de Computadores.
Pergunta A.12
A.12.1. Existem locais de estágio e/ou formação em serviço. Sim
A.12.2. São indicados recursos próprios da Instituição para acompanhar os seus estudantes no período de estágio e/ou formação em serviço.
Sim
A.12.3. Existem mecanismos para assegurar a qualidade dos estágios e períodos de formação em serviço dos estudantes.
Sim
A.12.4. São indicados orientadores cooperantes do estágio ou formação em serviço, em número e qualificações adequadas (para ciclos de estudos de formação de professores).
Sim
A.12.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
B São realizados estágios em diversas unidades da Marinha. De acordo com o relatório de auto avaliação (RAA), O acompanhamento técnico, científico e pedagógico do estágio de embarque é efetuado pelo Coordenador do Ciclo de Estudos (CCE), sendo o Diretor de Curso e o Comandante de Companhia (CC) responsáveis pelo acompanhamento, disciplina, apresentação e atuação dos
aspirantes. O Comandante da Unidade (CO) onde efetua estágio e o Oficial responsável pelo estágio (POC), nomeado pelo CO, habilitado na área de especialização do aspirante, tem ainda um
interlocutor institucional (CCE) ao qual, em complemento às atribuições já referidas, cabe também a avaliação regular das condições de realização do estágio e da adequação aos objetivos da UC
mantendo, para o efeito, articulação com o CO/POC. O suporte administrativo na gestão do estágio é efetuado pelo CC e a avaliação/seleção dos locais é efetuada pelo Comandante do Corpo de Alunos em articulação com o Diretor de Ensino.
A.12.6. Pontos Fortes.
Realização de estágios com vista ao treino prático dos estudantes. A.12.7. Recomendações de melhoria.
Nada a dizer.
1. Objetivos gerais do ciclo de estudos
1.1. Os objetivos gerais definidos para o ciclo de estudos foram formulados de forma clara. Sim
1.2. Os objetivos definidos são coerentes com a missão e a estratégia da Instituição. Sim
1.3. Os docentes envolvidos no ciclo de estudos, bem como os estudantes, conhecem os objetivos definidos.
Sim
1.4. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Os objetivos do ciclo de estudos estão definidos de forma clara e são coerentes com a missão e estratégia da instituição, sendo do conhecimento dos docentes e discentes.
1.5. Pontos Fortes. Nada de especial a dizer.
1.6. Recomendações de melhoria. Nada a dizer.
2. Organização interna e mecanismos de garantia da
qualidade
2.1. Organização Interna
2.1.1. Existe uma estrutura organizacional adequada responsável pelos processos relativos ao ciclo de estudos.
Sim
2.1.2. Existem formas de assegurar a participação ativa de docentes e estudantes nos processos de tomada de decisão que afetam o processo de ensino/aprendizagem e a sua qualidade.
Sim
2.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
A estrutura organizacional responsável pelo Ciclo de estudos é adequada e está descrita na portaria do MDN 21/2014 de 31 de janeiro). O RAA é esclarecedor.
A participação dos docentes e dos estudantes encontra se enquadrada no âmbito da legislação do ensino universitário, tendo em consideração a especificidade do ensino superior militar. Os estudantes estão representados no Conselho Pedagógico e na Comissão de Avaliação Interna do Gabinete da Qualidade e Avaliação. Para além destes órgãos os docentes, integram o Conselho Cientifico e o Gabinete de Estudos da Direção de Ensino. De acordo com o Manual de Qualidade da Escola Naval, o Sistema Integrado de Gestão da Qualidade da Escola Naval (SIGQEN) recolhe, valida e produz todas as análises necessárias para sustentar e apoiar a atividade do Coordenador do Ciclo de Estudos, a quem cabe garantir a qualidade dos ciclos de estudos, no âmbito do processo de melhoria contínua.
2.1.4. Pontos Fortes. Nada de especial a dizer.
2.1.5. Recomendações de melhoria. Nada a dizer.
2.2. Garantia da Qualidade
2.2.1. Foram definidos mecanismos de garantia da qualidade para o ciclo de estudos. Sim
2.2.2. Foi designado um responsável pelo planeamento e implementação dos mecanismos de garantia da qualidade.
Sim
2.2.3. Existem procedimentos para a recolha de informação, acompanhamento e avaliação periódica do ciclo de estudos.
Sim
2.2.4. Existem formas de avaliação periódica das qualificações e competências dos docentes para o desempenho das suas funções.
Sim
2.2.5. Os resultados das avaliações do ciclo de estudos são discutidos por todos os interessados e utilizados na definição de ações de melhoria.
Sim
2.2.6. O ciclo de estudos já foi anteriormente avaliado/acreditado. Não
2.2.7. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
O Sistema Integrado de Gestão da Qualidade da Escola Naval (SIGQEN) recolhe, valida e produz todas as análises necessárias para apoiar a atividade do Coordenador do Ciclo de Estudos, a quem cabe garantir a qualidade dos ciclos de estudos, no âmbito do processo de melhoria contínua. São realizados questionários pelos alunos relativos aos docentes e às Unidades Curriculares (UC) e pelos docentes por UC lecionada. São realizados nas últimas duas semanas antes do término do semestre.
Os docentes também os realizam no início do semestre. Também se realizam questionário para os exalunos, Comandantes e Diretores (Clientes). Relatórios de autoavaliação são enviados aos
regentes, que elaboram os relatórios de regência onde podem apresentar propostas de melhoria. O Coordenador de Ciclo de Estudos, ouvindo a Comissão de Avaliação do Ensino e avaliando a eficácia de medidas anteriores, elabora o Relatório de Ciclo de Estudos. O DE integra todas as propostas e elabora Relatório de Ensino.
2.2.8. Pontos Fortes.
Realização de questionário para os ex-alunos, Comandantes e Diretores (Clientes) de unidades. 2.2.9. Recomendações de melhoria.
Nada a dizer.
3. Recursos materiais e parcerias
3.1. Recursos materiais
3.1.1. O ciclo de estudos possui as instalações físicas necessárias ao cumprimento sustentado dos objetivos estabelecidos.
Em parte
3.1.2. O ciclo de estudos possui os equipamentos didáticos e científicos e os materiais necessários ao cumprimento sustentado dos objetivos estabelecidos.
Em parte
3.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
A Escola Naval dispõe de boas instalações físicas e de uma boa biblioteca. A componente
laboratorial é muito fraca e só é melhorada recorrendo ao apoio da Escola de Tecnologias Navais. Mesmo assim, é necessário providenciar a substituição de equipamento avariado, atualização de equipamento antiquado e aquisição de equipamento para colmatar lacunas existentes.
A ocupação diária intensa dos estudantes, em regime de internato, impede uma boa utilização da biblioteca devido ao seu horário de funcionamento. Não existe acesso à b-on.
3.1.4. Pontos Fortes.
Possibilidade de recorrer ao apoio da Escola de Tecnologias Navais, 3.1.5. Recomendações de melhoria.
Melhorar meios laboratoriais.
Alguns equipamentos educacionais podem ser melhor utilizados com uma melhor coordenação com os cursos teóricos: isto é, o conhecimento sobre sistemas de controlo (Automação e Controlo) não é claramente aplicado nos laboratórios (como ér em Máquinas Elétricas).
Criar melhores condições horárias para acesso dos alunos à biblioteca. Melhorar os meios da biblioteca nomeadamente através do acesso à b-on.
O tempo necessário para a deslocação dos estudantes entre a Escola Naval e a Escola de Tecnologias Navais recomenda que se situem no mesmo dia as atividades laboratoriais, das diferentes UCs, realizadas nesta última escola.
3.2. Parcerias
3.2.1. O ciclo de estudos estabeleceu e tem consolidada uma rede de parceiros internacionais. Sim
3.2.2. O ciclo de estudos promove colaborações com outros ciclos de estudo dentro da sua Instituição, bem como com outras instituições de ensino superior nacionais.
Sim
3.2.3. Existem procedimentos definidos para promover a cooperação interinstitucional no ciclo de estudos.
Sim
3.2.4. Existe uma prática de relacionamento do ciclo de estudos com o seu meio envolvente, incluindo o tecido empresarial e o sector público.
Sim
3.2.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
A Esc Naval mantém parcerias nacionais com vista a promover a cooperação interinstitucional incluindo docência, projetos ou eventos de carácter científico ou ainda material didático: a FCT da UNL, o ISEL, a Univ. Católica, a Esc. Sup. Náutica Infante D. Henrique, a Univ. de Lisboa através do IST, da das Faculdades de Letras, de Medicina, de Direito, de Ciências e outras.
A EN mantém relações bilaterais com várias instituições de ensino superior internacionais,
frequentando atualmente cursos de Mestrado Integrado, alunos oriundos de Angola, Argélia, Cabo Verde, Moçambique e S. Tomé e Príncipe.
A EN recebe anualmente alunos da Escola Naval francesa, no âmbito do programa ERASMUS, enviando também alunos para esta escola naval homóloga no mesmo regime.
Está a ser ultimada uma parceria com a Escola Naval dos Estados Unidos, para intercâmbio de alunos e professores, assim como cooperação em projetos de I&D.
A EN mantém também parcerias nacionais com várias empresas. 3.2.6. Pontos Fortes.
Boa dinâmica de estabelecimento de parcerias. 3.2.7. Recomendações de melhoria.
4. Pessoal docente e não docente
4.1. Pessoal Docente
4.1.1. O corpo docente cumpre os requisitos legais (corpo docente próprio, academicamente qualificado e especializado na(s) área(s) fundamental(ais)):
Não
4.1.2. Os membros do corpo docente (em tempo integral ou parcial) têm a competência académica e experiência de ensino adequadas aos objetivos do ciclo de estudos.
Em parte
4.1.3. O número e o regime de trabalho dos membros do pessoal docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos.
Em parte
4.1.4. É definida a carga horária do pessoal docente e a sua afectação a atividades de ensino, investigação e administrativas.
Sim
4.1.5. O corpo docente em tempo integral assegura a grande maioria do serviço docente. Sim
4.1.6. A maioria dos docentes mantém a sua ligação ao ciclo de estudos por um período superior a três anos.
Sim
4.1.7. Existem procedimentos para avaliação da competência e do desempenho dos docentes do ciclo de estudos.
Em parte
4.1.8. É promovida a mobilidade do pessoal docente, quer entre instituições nacionais, quer internacionais.
Não
4.1.9. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Teve-se em conta o nº1 do Artº23 do DL nº249/2015 de 28 de out, o nº1 do artº 27 do DL nº27/2010 de 31 de mar e o nº1 do artº 7 do DL nº37/2008 de 5 de mar, considerando os docentes externos como da Esc Naval.
Com 34 docentes, tem 94,9% de docentes próprios; 49,4% Doutores (ETI); 39,9%
Doutores/Especialistas área fundamental do CE; 14,6% Doutores na área fundamental do CE. A baixa % de doutores em Eng. Electrónica e Informática é manifestamente insuficiente.
Durante a visita, a EN entregou à CAE dois mapas do corpo docente actualizados e corrigidos para as datas de 31 de Dez de 2017 e 31 de Dez de 2019, onde pretende demonstrar poder vir a atingir as condições legalmente exigidas. Não ficou claro que assim seja sendo discutível a atribuição das áreas fundamentais do ciclo de estudos aos docentes.
O procedimento de avaliação do desempenho do corpo docente baseia-se fundamentalmente no resultado dos inquéritos.
Não há evidências de mobilidade do corpo docente. 4.1.10. Pontos Fortes.
Não são evidentes.
4.1.11. Recomendações de melhoria.
É necessário um grande esforço no sentido de garantir que o corpo docente obedeça às condições legalmente exigidas.
4.2. Pessoal Não Docente
lecionação do ciclo de estudos. Em parte
4.2.2. O número e o regime de trabalho do pessoal não docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos.
Em parte
4.2.3. O desempenho do pessoal não docente é avaliado periodicamente. Sim
4.2.4. O pessoal não docente é aconselhado a frequentar cursos de formação avançada ou de formação contínua.
Sim
4.2.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
A resposta "em parte" resulta do praticamente inexistente apoio laboratorial na escola Naval. O recurso ao apoio da Escola de Tecnologias Navais da Armada soluciona em parte esta situação. Nas restantes áreas existe pessoal não docente qualificado e em número suficiente.
Existe um sistema de avaliação do desempenho do pessoal não docente, tanto civil como militar. Existe um Sistema de Formação Profissional da Marinha aberto a todos os elementos civis e
militares que prestam serviço na Escola Naval, que assegura a formação básica e avançada, estando descritas as ações de formação e ensino no Plano de Atividades de Formação de Marinha.
4.2.6. Pontos Fortes.
Possibilidade de apoio da Escola de Tecnologias Navais da Armada. 4.2.7. Recomendações de melhoria.
Aumentar o número de pessoas no apoio laboratorial.
5. Estudantes e ambientes de ensino/aprendizagem
5.1. Caracterização dos estudantes
5.1.1. Existe uma caracterização geral dos estudantes envolvidos no ciclo de estudos, incluindo o seu género e idade.
Sim
5.1.2. Verifica-se uma procura do ciclo de estudos por parte dos potenciais estudantes ao longo dos últimos 3 anos.
Sim
5.1.3. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
A procura do ciclo de estudos foi 6 vezes superior ao número de vagas no ano de apresentação do RAA. Em anos anteriores foi mais elevada.
5.1.4. Pontos Fortes.
Elevado número de candidatos. 5.1.5. Recomendações de melhoria. Nada a dizer.
5.2. Ambiente de Ensino/Aprendizagem
5.2.1. São tomadas medidas adequadas para o apoio pedagógico e o aconselhamento sobre o percurso académico dos estudantes.
Não
5.2.2. São tomadas medidas para promover a integração dos estudantes na comunidade académica. Não
5.2.3. Existe aconselhamento dos estudantes sobre a possibilidade de financiamento e de emprego. Não
5.2.4. Os resultados de inquéritos de satisfação dos estudantes são usados para melhorar o processo de ensino/aprendizagem.
Sim
5.2.5. A Instituição cria condições para promover a mobilidade dos estudantes. Não
5.2.6. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
As respostas "não" resultam de os proponentes terem considerado Não Aplicável (N/A) responderem a estas questões.
No entanto, trata-se de uma formação em regime de internato em que certamente existe um acompanhamento muito próximo e adequado. Numa secção anterior referiu-se a existência de mobilidade dos estudantes no âmbito do programa ERASMUS pelo que não se entende a resposta N/A no RAA.
Durante a visita foi evidente a existência de um bom ambiente de ensino/aprendizagem e de proximidade docente/estudante.
5.2.7. Pontos Fortes.
Bom ambiente de ensino/aprendizagem. Boa proximidade docente/aluno. 5.2.8. Recomendações de melhoria.
Nada a dizer.
6. Processos
6.1. Objetivos de Ensino, Estrutura Curricular e Plano de Estudos
6.1.1. Estão definidos os objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) a desenvolver pelos estudantes e foram operacionalizados os objetivos permitindo a medição do grau de cumprimento.
Em parte
6.1.2. A estrutura curricular corresponde aos princípios do Processo de Bolonha. Sim
6.1.3. Existe um sistema de revisão curricular periódica que assegura a atualização científica e de métodos de trabalho.
Sim
6.1.4. O plano de estudos garante a integração dos estudantes na investigação científica. Em parte
6.1.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
São claramente definidos os objetivos do ciclo de estudos e a estrutura curricular obedece aos requisitos legais, A Escola Naval também considera que a formação neste ciclo de estudos é a necessária e suficiente para o exercício profissional de funções na Armada.
No entanto, a integração da formação militar com a formação na área predominante do ciclo de estudos, abrangendo ainda um semestre com estágios e tirocínios, conduz a uma formação na área de eng. eletrónica e informática que se considera básica e incompleta não sendo compatível com o nível de um grau de Mestre. Para tal será necessário completar/aprofundar adequadamente a formação na área da eng. eletrónica e informática com mais um ano de formação, com os estágios e tirocínios após o fim da formação.
A integração dos estudantes em atividades de investigação é feita através dos trabalhos da
dissertação. No entanto, considera-se que será difícil assegurar o nível desta atividade atendendo à formação que receberam.
6.1.6. Pontos Fortes.
6.1.7. Recomendações de melhoria.
Não se concorda com a necessidade de tantas UCs de inglês.
Durante as reuniões com graduados foi referido que se sentia a necessidade de formação em áreas tais como Gestão de Projectos e Logística.
6.2. Organização das Unidades Curriculares
6.2.1. São definidos os objetivos da aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) que os estudantes deverão desenvolver em cada unidade curricular.
Sim
6.2.2. Existe coerência entre os conteúdos programáticos e os objetivos de cada unidade curricular. Em parte
6.2.3. Existe coerência entre as metodologias de ensino e os objetivos de cada unidade curricular. Em parte
6.2.4. Existem mecanismos para assegurar a coordenação entre as unidades curriculares e os seus conteúdos.
Sim
6.2.5. Os objetivos de cada unidade curricular são divulgados entre os docentes e os estudantes. Sim
6.2.6. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
A necessidade de transmitir informação sobre diversas matérias através de apenas algumas UCs conduzem a um ensino pouco aprofundado e incompleto tendo em consideração a área de
engenharia relevante. Se se considerarem apenas as UCs que teriam cabimento num curso de engenharia eletrónica e informática numa universidade pública (excluindo a dissertação e incluindo as ciências básicas) teremos apenas 186,5 ECTS. Este número de ECTS é praticamente igual ao de um 1º ciclo de estudos de licenciatura.
Alguma bibliografia é antiquada ou não está datada. 6.2.7. Pontos Fortes.
Não existem.
6.2.8. Recomendações de melhoria. Ver o que se disse em 6.1.
6.3. Metodologias de Ensino/Aprendizagem
6.3.1. As metodologias de ensino e as didáticas estão adaptadas aos objetivos de aprendizagem das unidades curriculares.
Em parte
6.3.2. A carga média de trabalho necessária aos estudantes corresponde ao estimado em ECTS. Sim
6.3.3. A avaliação da aprendizagem dos estudantes é feita em função dos objetivos da unidade curricular.
Em parte
6.3.4. As metodologias de ensino facilitam a participação dos estudantes em atividades científicas. Em parte
6.3.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. Ver o que se disse em 6.1 e 6.2.
6.3.6. Pontos Fortes. Não existem.
6.3.7. Recomendações de melhoria. Ver o que se disse em 6.1 e 6.2.
7. Resultados
7.1. Resultados Académicos
7.1.1. O sucesso académico da população discente é efetivo e facilmente mensurável. Sim
7.1.2. O sucesso académico é semelhante para as diferentes áreas científicas e respetivas unidades curriculares.
Sim
7.1.3. Os resultados da monitorização do sucesso escolar são utilizados para a definição de ações de melhoria no mesmo.
Sim
7.1.4. Não há evidência de dificuldades de empregabilidade dos graduados. Sim
7.1.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada. A Armada garante a empregabilidade de todos os graduados.
Dado o número reduzido de alunos, existe uma grande proximidade docente/estudante o que, aliado a um regime de internato, potencia o sucesso dos resultados académicos.
7.1.6. Pontos Fortes. Nada de especial a dizer.
7.1.7. Recomendações de melhoria. Nada de especial a dizer.
7.2. Resultados da atividade científica, tecnológica e artística
7.2.1. Existem Centro(s) de Investigação reconhecido(s), na área científica do ciclo de estudos onde os docentes desenvolvam a sua atividade.
Em parte
7.2.2. Existem publicações científicas do corpo docente do ciclo de estudos em revistas internacionais com revisão por pares, nos últimos 5 anos e na área do ciclo de estudos. Em parte
7.2.3. Existem outras publicações científicas relevantes do corpo docente do ciclo de estudos. Em parte
7.2.4. As atividades científicas, tecnológicas e artísticas têm uma valorização e impacto no desenvolvimento económico.
Em parte
7.2.5. As atividades científica, tecnológica e artística estão integradas em projectos e/ou parcerias nacionais e internacionais.
Em parte
7.2.6. Os resultados da monitorização das atividades científica, tecnológica e artística são usados para a sua melhoria.
Sim
7.2.7. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
Apenas é referido o CINAV (Centro de Investigação Naval da Marinha). Não se dispõe de mais informação. A resposta do RAA à maioria das questões anteriores é direcionar para endereços da
internet a que não foi possível aceder.
O número de publicações científicas em revistas internacionais com revisão por pares é muito pequeno.
7.2.8. Pontos Fortes. Não existem.
7.2.9. Recomendações de melhoria.
Desenvolver fortemente a atividade científica do corpo docente e a sua participação em centros de investigação e projetos nacionais e internacionais.
7.3. Outros Resultados
7.3.1. No âmbito do presente ciclo de estudos, existem atividades de desenvolvimento tecnológico e artístico, prestação de serviços à comunidade ou formação avançada.
Em parte
7.3.2. O ciclo de estudos contribui para o desenvolvimento nacional, regional e local, a cultura científica e a ação cultural, desportiva e artística.
Em parte
7.3.3. O conteúdo das informações sobre a Instituição, o ciclo de estudos e o ensino ministrado são realistas.
Sim
7.3.4. Existe um nível significativo de internacionalização do ciclo de estudos. Sim
7.3.5. Evidências que fundamentem a classificação de cumprimento assinalada.
No RAA são citadas diversas atividades que se enquadram neste capítulo. No entanto, não é possível responder de forma mais clara ao solicitado dada a dificuldade de avaliar o impacte destas
atividades.
As informações sobre a instituição são realistas e facilmente acessíveis. A percentagem de estudantes de outros países (10,7%) é significativa.
7.3.6. Pontos Fortes.
Percentagem de alunos estrangeiros a frequentar o ciclo de estudos. 7.3.7. Recomendações de melhoria.
Nada a dizer.
8. Observações
8.1. Observações:
A instituição reconhece uma boa parte das debilidades apontadas neste relatório no que se refere ao corpo docente próprio. e à necessidade de rever o plano de estudos.
8.2. Observações (PDF, máx. 100kB): <sem resposta>
9. Comentários às propostas de ações de melhoria
9.1. Comentários à análise SWOT e às propostas de ações de melhoria:
A instituição propõe-se contratar mais docentes qualificados na área predominante do ciclo de estudos e qualificar mais docentes militares não doutorados. Também se propõe manter o corpo docente militar por um período mas longo (até 4 anos) na instituição. A CAE considera
imprescindível e urgente dar seguimento a estes desideratos.
proposta com esse objetivo. Esta proposta assenta na eliminação das Unidades Curriculares de Formação Militar Naval I, Inglês I, Inglês II, Inglês III, Inglês IV, Inglês V, Inglês VI, Inglês VII e Inglês VIII e na redistribuição e harmonização dos ECTS e horas de trabalho pelas restantes Unidades Curriculares.
Não é feita qualquer referência ao apoio laboratorial.
10. Análise da proposta de reestruturação curricular.
10.1. Nova estrutura curricular:
A Escola Naval devia aumentar dois semestres lectivos de forma a introduzir novas UCs
complementares da formação agora fornecida na área predominante do ciclo de estudos – Eng. Eletrónica e Informática, para além de passar para fora do curso os Estágios e Tirocínios. A proposta de reestruturação curricular assenta apenas num aumento de 1 ECTS nas áreas de Engenharia Eletrónica e Informática, Engenharia Mecânica, Matemática, Física, História, e de Ciências Jurídicas e Ciências Politicas, e de 2 ECTS nas áreas de Ciências do Mar e de Psicologia. Nada é dito sobre as possíveis alterações dos conteúdos programáticos das UCs que sofrem modificações.
No total, a formação em engenharia eletrónica e informática agora proposta cobre apenas 190,5 ECTS (excluindo a dissertação) o que se considera ainda insuficiente para um nível de Mestrado. Faz-se notar que um ciclo de estudos de Mestrado Integrado cobre normalmente um mínimo de 270 ECTS letivos a que acresce a dissertação com 30 ECTS.
10.2. Novo plano de estudos:
Nada é dito sobre os conteúdos programáticos. 10.3. Novo corpo docente:
Não é indicado.
11. Conclusões
11.1. Recomendação final.
O ciclo de estudos deve ser acreditado condicionalmente 11.2. Período de acreditação condicional (se aplicável): 2
11.3. Condições (se aplicável): 2 anos para:
Reestruturar o plano de estudos acrescentando 2 semestres de forma a garantir um nível de formação compatível com o grau de Mestre: mais um ano de formação para completar/aprofundar adequadamente a formação na área da eng. eletrónica e informática, com os estágios e tirocínios realizados após o fim da formação.
Garantir que o corpo docente obedece aos requisitos legais. 3 anos para:
Desenvolver investigação científica conforme dito em 7.2 11.4. Fundamentação da recomendação:
A Escola Naval dispõe de excelentes instalações e garante uma formação em que o ambiente de trabalho/aprendizagem é muito bom e assenta numa boa proximidade docente/aluno. A formação nas ciências básicas é boa e sólida.
formação na área predominante (engenharia eletrónica e informática) não se encontra ao nível de um grau de Mestre.
É também necessário que que os docentes do curso desenvolvam investigação científica conforme é clarificado em 7.2.