• Nenhum resultado encontrado

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Graduação em Enfermagem JOHNNY RIBEIRO LEITE

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Centro de Ciências Biológicas e da Saúde Graduação em Enfermagem JOHNNY RIBEIRO LEITE"

Copied!
46
0
0

Texto

(1)

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

Graduação em Enfermagem

JOHNNY RIBEIRO LEITE

AGRAVOS CLÍNICOS ATENDIDOS PELO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NA CIDADE DE CAMPO GRANDE/MS

CAMPO GRANDE/MS 2017

(2)

JOHNNY RIBEIRO LEITE

AGRAVOS CLÍNICOS ATENDIDOS PELO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NA CIDADE DE CAMPO GRANDE-MS

Trabalho apresentado como requisito para conclusão da graduação em Enfermagem pela da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/UFMS.

Orientadora: Enf. Ma. Daiana Terra Nacer Co-orientadora: Enf. Dra. Maria Lucia Ivo

CAMPO GRANDE/MS 2017

(3)

FOLHA DE APROVAÇÃO Johnny Ribeiro Leite

AGRAVOS CLÍNICOS ATENDIDOS PELO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR NA CIDADE DE CAMPO GRANDE-MS

Trabalho apresentado como requisito para conclusão do curso de Graduação em Enfermagem da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Resultado__________________

BANCA EXAMINADORA

__________________________________

Enf.Me.Daiana Nacer Terra

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

__________________________________

Profa.Dra. Enf.Olinda Maria Rodrigues de Araujo

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

_____________________________________

ST BM Enf. Esp. Marcelo Sampaio Ocampos

Corpo de Bombeiros Militar Mato Grosso do Sul

CAMPO GRANDE, MS

(4)

AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradecer a Deus, autor da vida, por ter abençoado e iluminado toda minha caminhada

Minha esposa Carolline de Almeida Ferreira Leite, que desde o início dessa trajetória esteve presente no momentos bons e ruins. Foi capaz de abdicar muitos momentos

que poderiam ser partilhados juntos, para somar com a realização desse desafio. Mulher de sabedoria ímpar, que com jeito único soube engrandecer minha vida e me

presentear com o mais lindo e verdadeiro amor.

Minha família. Meu pai João Leite da Silva, meu primeiro e grande herói, meu mestre. Vendo seu esforço, trabalho e dedicação motiva e impulsiona a buscar sempre mais, a querer ser um homem melhor. Te amo. Minha Mãe Maria Madalena

Pereira Ribeiro da Silva, mulher única, com coração enorme, que com apenas um olhar é capaz de transmitir um amor sem igual. Mulher essa que me ensinou o que é

amor, meu primeiro e grande amor. Meu irmão Jean Ribeiro Leite por tudo que tens feito, por ser essa pessoa especial com um futuro promissor

Minha irmã Jéssica Ribeiro Leite, por estar junto comigo nesse desafio desde 2012 e juntos fechando mais um ciclo e iniciando outro. Saiba que é peça chave durante esse período na graduação, inspiração e motivação nessa grande etapa. Gratidão

eterna e muito obrigado. Eu disse que ia conseguir...

Ao comando do 1ºGBM, em especial 1º Tenente BM Vinicius que desde o princípio apoiou o trabalho e não hesitou em auxiliar com documentação, autorização e dados. Ao CIOPS, na pessoa do TC BM Denny, pela disposição e fornecimento dos

dados de forma ágil e precisa. Saiba que foram essenciais para construção desse trabalho.

Obrigado professores do curso de graduação em enfermagem UFMS pelo rico conhecimento repassado, orientadoras e banca examinadora por aceitar o convite.

(5)

“Não entendo a tristeza como ausência de felicidade. Acho que elas coexistem. Somos felizes e tristes. Felizes porque tentamos entender a nossa missão. Tristes porque assim tem de ser. A tristeza nos empresta respeito ao outro e percepção mais aguçada da dor. Talvez tristeza seja ausência de alegria, de riso fácil, não de felicidade”.

(6)

LEITE, J.R. Agravos clínicos atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar Mato Grosso do Sul. 46f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) – Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, 2017.

RESUMO

Uma das causas mais frequentes de procura de atendimento médico pela população são agravos de natureza clínica. Todo atendimento em que a causa primaria não seja trauma, é denominado emergência clinica ou agravo clinico. No Brasil, 90% dos atendimentos de emergências são de características clínicas e apenas 10% são de natureza traumáticas, e a maioria poderia ser tratada nas Unidades de Saúde Básica. Estudo observacional, descritivo, retrospectivo com uso de dados secundários disponibilizado pelo Sistema Integrado de Gestão Operacional (SIGO) no período de janeiro a março de 2016, realizado na cidade de Campo Grande-MS. Foram analisados 854 solicitações caracterizadas como emergências clínicas. Desse total, 333 relatórios foram descartados. A maior concentração de atendimentos 34% (177) foi no período das 6 às 12h, sendo o sexo masculino 53,36%(278) mais prevalente,e a idade das vítimas sendo maior que 66 anos em 29,36% dos casos. A região central foi a que mais solicitou viaturas, com 17,1% (89) dos chamados. Queixas da vítima se enquadrou em outras queixas (lombalgia, etilismos, algia em membros inferiores ou superiores, etc.) em 51,01% (266) dos casos. Em apenas 7,1% (37) dos atendimentos foi solicitado apoio e dentre essas solicitações 89,2% (33) foram feitas ao SAMU, em relação ao destino final na maioria dos casos houve liberação da vítima/recusa do atendimento/permaneceu no local 11,7% (61). Conhecendo as características e perfil desses atendimentos verifica-se a necessidade do desenvolvimento de estratégias de orientação e conscientização da população para o uso dos serviços de saúde e que possa auxiliar no desenvolvimento de ações para o melhor uso dos recursos, viaturas, que evitem os desgastes tanto dos socorristas, equipamentos e lotações na unidades de forma que usuários compreendam as portas de entrada nas redes.

Palavras-chave: Emergências. Serviços médicos de emergência. Assistência pré-hospitalar. Bombeiros.

(7)

ABSTRACT

One of the most frequent causes of demand for medical care by the population is a clinc problem. All care in which the primary cause is not trauma is called a clinical emergency or a clinical worsening. In Brazil, 90% of the emergency services are of clinical characteristics and only 10% are traumatic in nature, and the majority could be treated in the Basic Health Units. Observational, descriptive, retrospective study using secondary data provided by the Integrated Operational Management System (SIGO) from January to March, 2016, in the city of Campo Grande-MS. We analyzed 854 requests characterized as clinical emergencies. Of this total, 333 reports were discarded. The highest concentration of care 34% (177) was in the period from 6 to 12h, with the male sex being 53.36% (278) more prevalent, and the age of the victims being greater than 66 years in 29.36% of the cases. The central region was the one that most requested vehicles, with 17.1% (89) of the calls. 51.01% (266) of the cases were included in other complaints (low back pain, etiology, upper limb algia, etc.). In only 7.1% (37) of the visits, support was requested and among these requests, 89.2% (33) were made to the SAMU, in relation to the final destination, in the majority of the cases the victim was released / refused service / remained in the Local 11.7% (61). Knowing the characteristics and profile of these services, there is a need to develop strategies for the orientation and awareness of the population for the use of health services and that can assist in the development of actions for the best use of resources, vehicles, that avoid the wastes Both of rescuers, equipment and stocking in the units so that users understand the ports of entry into the networks

Keywords: Emergencies. Emergency Medical Services. Prehospital Care. Firefighters.

(8)

LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Dia da semana, horário do atendimento e viatura utilizada nos atendimentos de emergências clinicas na capital realizados pelo CBM-MS no primeiro trimestre de 2016... 24 Tabela 2- Características dos pacientes atendidos em emergências clinicas

pelo CBM-MS na cidade de Campo Grande-MS no primeiro trimestre de 2016... 25 Tabela 3- Região da cidade e local onde foi realizado o atendimento das

emergências clinicas na cidade de Campo Grande – MS no primeiro trimestre de 2016... 27 Tabela 4- Queixas e fato constatados pelo bombeiro nos atendimentos de

emergências clinicas na cidade de Campo Grande –MS no primeiro trimestre de 2016... 29 Tabela 5- Presença de morbidades ou comorbidades na vítimas de

emergências clinicas atendidas pelo CBM-MS de na cidade de Campo Grande no período de janeiro a março de 2016... 31 Tabela 6- Solicitações de apoio e instituições que forneceram apoio para o

atendimento das emergências clinicas na cidade de Campo Grande no período de janeiro a março de 2016... 31 Tabela 7- Destino das vítimas de emergência clinica atendidas pelo

CBM-MS na cidade de Campo Grande no período de janeiro a março de 2016... 32

(9)

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

APH Atendimento pré-hospitalar

CBM Corpo de Bombeiros Militar

CIOPS Centro Integrado de Operações de Segurança

CONASS Conselho Nacional de Secretários de Saúde

CRS Centro Regional de Saúde

GSE Grupo de Socorro e Emergência

PNAU Política Nacional de Atenção às Urgências

RAU Rede de Atenção as Urgências

RBCE Rede Brasileira de Cooperação em Emergência

SAMDU Serviço de Atendimento Médico Domiciliar de Urgência

SAMU Serviço de Atendimento Móvel de Urgência UFMS

SIATE Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência

SIGO Sistema Integrado Gestão Operacional

SUS Sistema Único de Saúde

UPA Unidades de Pronto Atendimentos

UR Unidade de Resgate

(10)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO... 11

2 REVISÃO DE LITERATURA... 14

2.1 Corpo de Bombeiros Militar e Atendimento Pré-Hospitalar... 14

2.2 Política Nacional de Atenção às Urgências... 17

2.3 Agravos clínicos e o uso indevido dos serviços de urgência... 20

3 OBJETIVOS... 21 3.1 Objetivo Geral... 21 3.2 Objetivos Específicos... 21 4 METODOLOGIA... 22 4.1 Tipo de Pesquisa... 22 4.2 Local e Período... 22 4.3 População e Amostra... 22 4.4 Critérios de Inclusão... 22 4.5 Critérios de Exclusão... 23

4.6 Instrumento de coleta de dados... 23

4.7 Análise de Dados... 23 4.8 Aspectos Éticos... 23 5 RESULTADO E DISCUSSÕES... 24 CONSIDERAÇÕES FINAIS... 34 REFERÊNCIAS... 36 APÊNDICE A... 41 ANEXO A... 44 ANEXO B... 45 ANEXO C... 46

(11)

1 INTRODUÇÃO

Uma das causas mais frequentes de procura de atendimento médico pela população são agravos de natureza clínica. Situações como choque, insuficiência respiratória, intoxicação exógena e acidentes com animais peçonhentos (MELO e SILVA, 2011).

Todo atendimento em que a causa primária não seja trauma, é denominado emergência clínica ou agravo clínico. Dentre eles podemos destacar as síndromes hipertensivas, sincope, dispneia, crises epiléticas, hipoglicemia, infarto agudo do miocárdio, choque, etc. (BRASIL, 2003a; MARTINS, et al, 2014).

Quando o usuário do sistema de saúde encontra-se em alguma situação de agravo clínico em que julgue estar com sua vida em risco, busca um atendimento rápido, ágil e qualificado, sendo esse um dos motivos da procura dos serviços de atendimento pré-hospitalar (APH) (MACHADO; SALVADOR; O´DWEYER, 2011).

O APH é toda assistência realizada fora do ambiente hospitalar, utilizando o conhecimento, técnicas e materiais para prestar o serviço com qualidade e segurança para que vítima/usuário atendido não desenvolva nenhum tipo de sequelas ou até mesmo a morte (RAMALHO NETO et al, 2013).

A Política Nacional de Atenção às Urgências (PNAU), instituída pela Portaria GM/MS nº 1.863, de 29 de setembro de 2003, apresenta o serviço de Atendimento Pré-Hospitalar sendo operacionalizado por um conjunto de ações envolvendo os sistemas estaduais, regionais e municipais de saúde, visando garantir o que preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS), integralidade, universalidade e equidade do atendimento nos atendimentos de causas traumáticas e também as clínicas (BRASIL, 2003b).

O APH pode ser dividido em móvel e fixo. O atendimento móvel, conhecido como APH clássico, é quando uma ambulância com o suporte necessário é deslocada para realizar o atendimento no local. Já fixo é o local destinado ao atendimento primário em quadros agudos de natureza clínica, traumática e ainda psiquiátrica, com todo o suporte necessário visando a cura, local onde a vítima pode ser regulada para um serviço de referência caso necessário (MINAYO; DESLANDES, 2008).

A rede de atendimento está hierarquicamente distribuída com diversos profissionais. Telefonistas, condutores de viaturas, técnicos de enfermagem,

(12)

enfermeiros e médicos, todos envolvidos no desenvolvimento das atividades do sistema de urgência e emergência (KONDER; O’DWEY, 2015).

O atendimento referente a urgência e emergência tem um aumento significativo, cada vez mais se consolidando e ganhando expressão na sociedade brasileira e também mundial. O impacto nesse aumento é referente aos gastos realizado pelo SUS com atendimento dos casos de acidentes, clínicos e violência. Casos de doenças respiratórias, metabólicas, cardiovasculares, violência urbana e as enfermidades por causas externas são eventos críticos para as pessoas, recorrendo ao atendimento imediato de emergência (SILVA et al, 2010).

O assunto APH remete aos serviços prestados em acidentes de trânsito, porém agravos clínicos são um campo pouco explorado na urgência e emergência (RAMALHO NETO et al, 2013).

No Brasil, 90% dos atendimentos de emergências são de características clínicas e apenas 10% são de natureza traumáticas, sendo que a maioria poderiam ser tratados nas Unidades de Saúde Básica. Grande parte da população busca por atendimentos em prontos-socorros dos hospitais ou nas unidades de pronto atendimento 24h, transformando urgência em uma das principais portas de entrada para o SUS. Isso mostra um perigo quanto a utilização inadequada desse serviço, sobrecarregando as Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) e prejudicando os pacientes graves. Uma atenção básica efetiva pode reduzir o uso inapropriado das urgências (BRASIL, 2009; MACHADO; SALVADOR; O´DWEYER, 2011)

O serviço de atendimento pré-hospitalar deu início no Brasil, no estado do Rio de Janeiro pelo Corpo de Bombeiros Militar. Os primeiros atendimentos eram realizados por veículos com tração animal. O Corpo de Bombeiros com suas atribuições de resgates, salvamentos aquático, terrestre e em alturas está descrito na Portaria GM/MS nº 2048/2002, como profissionais que prestam o serviço de APH oriundo da segurança pública (SILVA et al., 2010; KONDER; O’DWEY, 2015).

O Corpo de Bombeiros Mato Grosso do Sul, no ano de 2016, conta com oito quarteis na cidade de Campo Grande-MS. seis Unidades de Resgate, distribuídas nos quarteis do Costa e Silva, Tijuca, Central, Aeroporto, Parque dos Poderes e Coronel Antonino. Estrategicamente posicionadas na capital, com objetivo de otimizar o serviço, diminuindo o tempo resposta do atendimento (CRAPH,2014).

Nesse sentido, é importante o conhecimento aprofundado da procura da população, acometida por agravo clínico, pelo serviço móvel do Corpo de Bombeiros

(13)

Militar, que geralmente destina suas unidades de resgate para atendimentos de acidentes de trânsitos, salvamentos e resgates diversos. Dessa maneira se faz importante saber qual a frequência, perfil de agravos clínicos atendidos e o deslocamento desnecessário das viaturas.

(14)

2 REVISÃO DE LITERATURA

2.1 Corpo de Bombeiros Militar e Atendimento Pré-Hospitalar

O serviço de atendimento pré-hospitalar móvel pode ser divido em suporte básico de vida e suporte avançado de vida. O suporte básico é prestado por socorristas, condutores de viaturas, técnicos de enfermagem, com medidas não invasivas. Suporte avançado é prestado por médicos e enfermeiros, com medidas invasivas e não invasivas, intervindo diretamente nas ocorrências onde há risco de morte (SILVA et al. 2010).

Conforme Silva, et al. (2010), o APH tem dois grandes modelos internacionais, o modelos francês e americano. O modelo americano, é conhecido como “golden-hour”, o socorro tem a prioridade de atender em menor tempo, realizar todas as manobras de assistência, estabilização e transporte rápido para uma unidade hospitalar, muito semelhante aos serviços prestados pelas Unidades de Resgates do CBM. O Modelo francês tem como base uma central de comunicação e rede de regulação médica, modelo utilizado pelo SAMU. As chamadas são avaliadas pelo médico que define qual o serviço vai ser mobilizado para o atendimento com qualidade. Caso seja necessário, o médico desloca ao local em uma viatura especifica.

Em 1899 o Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, capital do Brasil na época, deu início aos serviços de atendimento fora do hospital utilizando veículos ambulância traçado por animais. As ambulâncias motorizadas foram aprimoradas por especialistas da Cruz Vermelha Internacional e seu uso foi implementado pelo Corpo de Bombeiros (MARTINS; PRADO, 2003).

Nos anos 60, a política nacional denominada como Serviço de Atendimento Médico Domiciliar de Urgência (SAMDU), tentou implantar o atendimento pré-hospitalar no Brasil, tendo como característica o atendimento domiciliar com a presença de médicos ou acadêmicos de medicina no comando da equipe. (SILVA et al, 2010)

Até a década de 80, o APH no Brasil era responsabilidade exclusiva do Corpo de Bombeiro, órgão ligado à secretaria de segurança, sendo que até esse período não estava ligado aos serviços de saúde. No ano de 1986, a Policia Militar de São Paulo, enviou militares para um intercambio em Chicago-EUA, no retorno eles propuseram a

(15)

criação de um serviço com viaturas, equipamento, pessoal especializado, reavaliação dos conceitos e instruções direcionadas para atendimento e transporte das vítimas de acidentes no Corpo de Bombeiros (VELLOSO et al, 2008).

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro,no ano de 1986 começou a incorporar médicos em seu quadro de socorristas surgindo o Grupo de Socorro e Emergência (GSE), com viaturas de suporte avançado de vida (SILVA et al, 2010).

Nos anos 90 deu-se início o Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência (SIATE) na cidade de Curitiba-PR, posteriormente em 2000 ampliado para outras capitais como Goiânia-GO. Com o fim da SAMDU o atendimento ficou prejudicado em várias capitais brasileiras que por vezes o realizavam com motorista e padioleiro, que retiravam pessoas de situações críticas sem nenhum preparo para este fim (SILVA et al, 2010).

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), componente principal implantado pela PNAU, composto por uma Central de Regulação, com o médico na figura de regulador e os elementos assistenciais, formada por viaturas básicas e avançadas. Rio de Janeiro é primeiro estado a criar o SAMU regional, acolhendo dois dos três maiores SAMU do Brasil, além de ser o pioneiro no APH, tem a coordenação da urgência sob gerência do CBM-RJ, onde já possuem um quadro de oficiais enfermeiros e médicos estruturado e em funcionamento. (O´DWYER; MATTOS, 2013).

O Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul tem sua criação em conjunto com o corpo de bombeiros do Mato Grosso no ano de 1964 pois nesse período o estado de Mato Grosso não havia sido dividido. O CBM teve sua criação dentro da Policia Militar do MT pela lei Nº 2.184/1.964, onde destina o Corpo de Bombeiros para o serviço de extinção de incêndio e salvamento. Em 1977 foi criado o estado do Mato Grosso do Sul, no ano de 1989 foi anunciada a separação do CBM da Policia Militar (MATO GROSSO DO SUL, 1964)

De acordo com a lei complementar nº 188/2014, compete ao CBM-MS:

I- atuar privativamente na prevenção contra incêndio e pânico, bem como, no controle de riscos em edificações, ocupações temporárias, instalações, áreas de risco, loteamentos urbanos e seus projetos; II - atuar no combate a incêndio em edificações, ocupações temporárias, instalações e áreas de risco; III - atuar na proteção, busca e salvamento de pessoas e bens, no socorro de emergência e urgência pré-hospitalar, na prevenção e

(16)

salvamento aquático; IV - atuar na execução de atividades de defesa civil estadual e nas funções de proteção da incolumidade e do socorro das pessoas em caso de infortúnio ou de calamidade; V - atuar na prevenção e combate a incêndio florestal e em terrenos baldios, e na proteção ao meio ambiente; VI - atuar na fiscalização do armazenamento, estocagem, transporte e no atendimento às emergências com produtos perigosos (MATO GROSSO DO SUL, 2014)

Em 1993 o CBM-MS adquiriu três unidades táticas de emergência com os padrões estabelecidos para uma atenção básica ao acidentado. Nesse período foi enviado uma equipe de militares para realizar uma especialização nos estados de São Paulo e Paraná, onde o modelo aplica era o americanizado. No ano 1995 foi aprovado pelo Comando Geral, o programa de atendimento pré-hospitalar e o Serviço de Atendimento à Emergência, teve por finalidade regular e padronizar o Programa de Atendimento Pré-Hospitalar, definir as bases doutrinárias quanto ao emprego de homens e viaturas e definir atribuições e competências quanto aos elementos de execução do serviço (CORPO DE BOMBEIROS MS, 2015)

Em 1994 o Médico Prof. Carlos Roberto Moreira da UFMS, procurou a Corporação com a finalidade de firmar um Convênio na área de formação e operacionalização do Serviço de Atendimento às Emergências Médicas nos moldes dos Estados Unidos, onde havia participado de um curso de atendimento pré-hospitalar e estudado o sistema americano de atendimento. A primeira providência da UFMS foi trazer para o Campus de Campo Grande uma equipe de profissionais do Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência do Estado do Paraná (CORPO DE BOMBEIROS MS, 2015)

Em 1996, foi assinado um convênio de cooperação mútua entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Segurança Pública através do Corpo de Bombeiros Militar e a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, com interveniência da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e a Cultura. Este convênio foi o embrião da estruturação de um sistema organizado de assistência envolvendo todos os órgãos responsáveis pelo gerenciamento da saúde no Estado e teve como objeto a implementação da fase de atendimento pré-hospitalar do Sistema Integrado de

(17)

Atendimento Pré-Hospitalar do Corpo de Bombeiros (CORPO DE BOMBEIROS MS, 2015)

Com a cidade de Campo Grande-MS dividida em área norte e sul, o Corpo de Bombeiros no ano de 2016, apresentou oitos quarteis distribuídos pela capital, em pontos estratégicos para um melhor atendimento no menor tempo possível. As Unidades de Resgate estão presentes em seis quarteis, Quartel Cel. Antonino, Quartel Aeroporto, Quartel Costa e Silva, Quartel do Tijuca, Quartel Central, Quartel Parque dos Poderes e são classificadas como viaturas tipo C, UR (unidades de resgate), sendo que as viaturas são divididas em tipo A, B, C, D e F pela Portaria nº 2048/2002, (CRAPH, 2014).

Veículos para atendimento de urgências pré-hospitalares de pacientes vítimas de acidentes ou pacientes em locais de difícil acesso, com equipamentos de salvamento terrestre, altura e aquático. São tripuladas por três bombeiros militares, sendo um motorista e os outros dois profissionais com capacitação e certificação em salvamento e suporte básico de vida (CRAPH, 2014).

2.2 Política Nacional de Atenção às Urgências

A Política Nacional de Atenção às Urgências, tem por finalidade ampliar o acesso e o acolhimento de casos agudos em todos os pontos de atenção do sistema, mediante a classificação de risco e a intervenção adequada e necessária aos diferentes agravos, podendo ser clinico e principalmente os traumáticos (GARCIA; REIS, 2014).

A PNAU tem seu alicerce em cinco eixos principais: promoção da qualidade de vida, organização em rede, operação de centrais de regulação, capacitação e educação continuada e humanização da atenção (MACHADO, SALVADOR, O’DWYER, 2011).

Conforme MACHADO, SALVADOR, O’DWYER (2011):

Os seguintes componentes foram considerados para a organização de redes de atenção integral às urgências: pré-hospitalar fixo (unidades básicas de saúde e de saúde da família, equipes de agentes comunitários, ambulatórios especializados, serviços de diagnóstico e terapia, e unidades não-hospitalares de atendimento às urgências); pré-hospitalar móvel (SAMU e

(18)

CBM); hospitalar; e pós-hospitalar (atenção domiciliar, hospitais-dia e projetos de reabilitação integral).

PNAU foi formulada no Brasil em 2003, fruto de uma grande insatisfação com o atendimento nas emergências hospitalares, seu início se deu com a mobilização do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), a Rede Brasileira de Cooperação em Emergência (RBCE), além do próprio Governo Federal o Programa Nacional de Atenção a Urgência (KONDER; O’DWYER, 2015).

Ele veio para atender todos os níveis do SUS, desde as unidades básicas, equipes de saúde da família até os cuidados pós internação. O início das políticas se deu com a criação do SAMU e estratégias de APH. Projeto que vai muito além de ambulâncias aleatórias que deixa os pacientes em hospitais ou centros de saúde. É composta por um número próprio, unidades de suporte avançado e básico, tipificação de viaturas, central de regulação e seus médicos reguladores (BRASIL, 2003b)

O PNAU é composto por três portarias:

 Portaria N.º 1863/GM, EM 29 de Setembro de 2003  Portaria Nº 1864/GM, EM 29 de Setembro de 2003  Portaria N.º 2048/GM, EM 5 de Novembro de 2002

A primeira a ser lançada foi a Portaria nº 2048/2002, na qual estrutura o atendimento pré-hospitalar móvel e fixo, atribui as funções das secretarias estaduais e municipais no atendimento as urgências e por fim as centrais de regulação onde o médico vai definir o melhor destino, recursos disponíveis e equipe para o atendimento adequado para o cidadão necessitado (BRASIL, 2003b).

No entanto essa portaria teve como base o modelo francês de atendimento, constituído pela sua linha própria de atendimento a figura do regulador que, conforme o tipo de ocorrência, destina a viatura de suporte básico, podendo ainda levar o médico no local da ocorrência com a viatura de suporte avançado gerou um conflito pois os corpos de bombeiros já prestavam esse atendimento pré-hospitalar móvel baseado no modelo americano. Essa estratégia não valorizou a experiência adquirida e divergindo as ações das corporações que já possuem sua linha própria de atendimento (193), não necessitavam de regulação e valorizavam a ‘Golden-hour”, conhecida como a hora de ouro, onde a resposta ao sinistro, desde a chegada até o

(19)

destino final no intra-hospitalar, deve ser feita no menor tempo possível (O’DWYER, 2010).

Portaria nº 1863/2002, institui que é responsabilidade das três esferas de gestão administrativa a implementação da PNAU.

Estabelecer que a Política Nacional de Atenção às Urgências composta pelos sistemas de atenção às urgências estaduais regionais e municipais, deve ser organizada de forma que permita: garantir a universalidade, equidade e a integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e as relacionadas às causas externas (traumatismos não-intencionais, violências e suicídios) (BRASIL, 2003b).

Já a portaria 1864/2002 dispõe da inclusão do dispositivo móvel de atendimento:

Art. 1º Instituir o componente pré-hospitalar móvel previsto na Política Nacional de Atenção às Urgências, por meio da implantação de Serviços de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU-192, suas Centrais de Regulação (Central SAMU-192) e seus Núcleos de Educação em Urgência, em municípios e regiões de todo o território brasileiro, como primeira etapa da implantação da Política Nacional de Atenção às Urgências, conforme as orientações gerais previstas nesta Portaria. Art. 2º Instituir financiamento para investimento e custeio do componente pré-hospitalar móvel, visando à implantação e implementação dos SAMU – 192 (BRASIL, 2003b).

Com isso, é possível observar que são marcos do PNAU o financiamento federal, a regionalização do serviço e a capacitação dos profissionais para o melhor atendimento. Ainda, o Ministério da Saúde propõe a Rede de Atenção as Urgências tem por objetivo articular e integrar os equipamentos de saúde, ampliando e qualificando o acesso humanizado e integral aos usuários da urgência/emergência (KONDE; O’DWYER, 2015).

Rede de Atenção as Urgências (RAU) é uma das redes de prioridades do Ministério da Saúde, rede essa que é constituída por atendimentos aos usuários com

(20)

quadros agudos em todas as portas de entrada dos serviços de saúde do SUS. São considerados componentes pré-hospitalares, componente hospitalar e a atenção domiciliar tendo conexão a promoção e prevenção, acolhimento, qualificação profissional, informação e regulação (KONDE; O’DWYER, 2015).

2.3 Agravos clínicos e o uso indevido dos serviços de urgência

Toda emergência onde a causa não for traumática, é considerada como uma emergência clínica. Disfunção de algum sinal vital pode evidenciar essa emergência como dispneia, picos hipertensivos, dentre outros (BRASIL, 2003a).

Na faixa etária de 20 a 29 anos, grande parte dos atendimentos no Brasil é realizado devido a causas traumáticas, com predomínio do sexo masculino. Uma parcela da população brasileira procura o atendimento pré-hospitalar móvel e fixo, sem avaliar a real necessidade desse serviço, assim como os usuários com doenças crônicas não urgentes que procuram o atendimento como resposta rápida, meio de locomoção e não utilizando o serviço ambulatorial, gerando uma grande carga de atendimentos que poderiam ser evitados (RAMALHO NETO et al, 2013).

As doenças cardiovasculares são responsáveis por grande parte dos óbitos causados por doenças crônicas não tratada (ITO et al, 2014). A população idosa possui grande parte das morbi-mortalidades relacionadas as doenças crônico-degenerativas cardiovasculares, neoplasias e causas externas (GONSAGA et al, 2015)

Segundo Oliveira et al (2011) a excessiva demanda de atendimento dos serviços de urgência e emergência hospitalar é decorrente a problemas “simples” que poderiam ser resolvidos na atenção básica, serviços de urgência de menor complexidade ou serviços especializados de saúde.

Conforme Machado et al (2015), a procura aos serviços de urgência/emergência está relacionada a garantia do atendimento imediato e na maioria dos casos não são graves para tal atendimento, superlotando as unidades e podendo desviar o atendimento para caso que realmente necessite desse suporte.

(21)

3 OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral

Estimar frequência dos agravos clínicos atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul na cidade de Campo Grande-MS no período de janeiro a março de 2016.

3.2 Objetivos Específicos

Caracterizar o perfil dos agravos clínicos atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.

Identificar os agravos clínicos não urgentes com deslocamento de viaturas de resgate para o atendimento.

(22)

4 METODOLOGIA

4.1 Tipo de Pesquisa

Trata-se de um estudo observacional, descritivo, retrospectivo com uso de dados secundários realizado na cidade de Campo Grande-MS, através do levantamento dos relatórios das ocorrências de natureza clínica, atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar de MS, coletadas através do Sistema Integrado de Gestão Operacional (SIGO). Coleta de dados realizada com auxílio de um instrumento desenvolvido pelo pesquisador (APENDICE A), onde foram retirada as informações pertinentes ao trabalho.

4.2 Local e Período

Pesquisa realizada nas sete regiões da cidade de Campo Grande, sendo elas anhanduizinho, segredo, centro, imbirussu, lagoa, bandeira e prosa, através do levantamento dos atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros no ano de 2016, entre os meses de Janeiro a Março.

4.3 População e Amostra

No período de janeiro a março de 2016 o Corpo de Bombeiros Militar foram abertas no SIGO 4232 ocorrências de diversas naturezas, sendo que a amostra foi composta por 854 solicitações caracterizadas como emergência clínica. Desse total, 333 relatórios foram descartados por estarem dentro dos critérios de exclusão, citado abaixo. Com isso a amostra foi composta por 521 relatórios de atendimentos de natureza clínica.

4.4 Critérios de Inclusão

Foram incluídos na pesquisa, os relatórios de agravos de natureza clínica, atendidos pelo CBM na cidade de Campo Grande - MS, no período definido para coleta dos dados.

(23)

4.5 Critérios de Exclusão

Foram excluídos da pesquisa relatórios não preenchidos corretamente, que impossibilitaram a coleta dos dados, cancelados e indevidamente preenchidos com a falta de dados.

Relatórios de origem traumática.

4.6 Instrumento de Coleta de Dados

Os dados foram coletados com a utilização de um instrumento de coleta de dados formulado pelo próprio pesquisador, tendo como base os dados fornecidos pelo SIGO (APÊNDICE A).

4.7 Análise de Dados

Após a coleta, os dados foram armazenados no programa Microsoft Office Excel® 2010 e apresentados através de tabelas. Os dados obtidos foram analisados em média, frequência absoluta e frequência relativa.

4.8 Aspectos Éticos

O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética de Pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, sendo aprovado com o parecer CAAE 63779016.5.0000.0021 e número do parecer 1.952.532 (ANEXO C).

Por se tratar de uma pesquisa que utilizará dados secundários, foi solicitado dispensa do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e encaminhado ao Comitê de Ética para Pesquisa em Seres Humanos (CEP) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A pesquisa contou com autorização do Corpo de Bombeiros Militar do MS (ANEXO A) para sua realização e divulgação dos dados.

Termo de Compromisso para Utilização de informações do Banco de Dados (ANEXO B) assinado pela orientadora do estudo e pelo pesquisador.

(24)

5 RESULTADO E DISCUSSÃO

Tabela 1 –Dia da semana, horário do atendimento e viatura utilizada nos atendimentos de emergências clinicas na capital realizados pelo CBM-MS no primeiro trimestre de 2016 (N=521)

Variáveis N % Dia da semana Domingo 70 13, 4 Segunda 77 14,8 Terça 64 12,3 Quarta 73 14 Quinta 84 16, 1 Sexta 89 17 Sábado 64 12,3 Horário do atendimento 0h às 6h 54 10,3 6h às 12h 177 34 12h às 18h 151 29 18h às 24h 139 26,7

Viatura utilizada no atendimento

UR 501 96,2 ABT 0 0 ABR 11 2,1 AS 0 0 MOB 9 1,7 Total 521 100

Neste estudo, a maior parte dos atendimentos ocorreu no período das 6 às 12h, 34% (177). Em uma pesquisa realizada por Dias et al. (2016) com o objetivo de identificar o perfil epidemiológico e de saúde dos atendimentos realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Rio Grande do Norte, no que diz respeito ao horário dos atendimentos às emergências clínicas, o período vespertino (12h01min às 18h00min) predominou com 30,9% do total deste tipo de atendimento. Segundo Oliveira et al. (2011) a procura por atendimentos de emergências ocorre com maior frequência no período diurno e nos dias uteis. Isso demonstra a necessidade de orientação mais eficaz sobre os modelos de atenção à saúde. Nesse período apresentado pelo estudo, as unidades básicas de saúde estão abertas. Com isso, o modelo hospitalocêntrico é o mais vigente no país, a procura de uma solução rápida para os sinais e sintomas apresentados em casos de baixa complexidade, e com isso não apresenta continuidade nos tratamentos.

(25)

Tabela 2- Características dos pacientes atendidos em emergências clinicas pelo CBM-MS na cidade de Campo Grande-MS no primeiro trimestre de 2016 (N=521)

Variáveis N % Sexo Masculino 278 53,36 Feminino 243 46,64 Faixa etária 0 a 2 anos 3 0,58 3 a 6 anos 3 0,58 7 a 10 anos 0 0 11 a 19 anos 29 5,57 20 a 30 anos 80 15,35 31 a 45 anos 116 22,26 46 a 65anos 137 26,3 ≥66 anos 153 29,36 Total 521 100

Em relação ao sexo, neste estudo 53,36 %(278) dos pacientes eram do sexo masculino, no estudo de Ribeiro et al. (2014) que teve como objetivo investigar as características demográficas e identificar as emergências clínicas predominantes e verificar o destino de 9756 pacientes atendidos no pronto-atendimento da emergência de um Hospital de Ensino em São José do Rio Preto, o resultado foi diferente, a maioria (56,33%) dos pacientes era do sexo feminino. Já na pesquisa de Coelho, Goulart e Chaves (2013) com 5285 atendimentos realizados em um hospital público de ensino, localizado no interior de São Paulo com o objetivo de caracterizar o perfil dos atendimentos de urgência clínica no que diz respeito ao sexo, o que predominou foi o masculino com 54,1%, refletindo o mesmo resultado a pesquisa de Casagrande, Stamm e Leita (2013) que teve como objetivo identificar o perfil dos atendimentos realizados por uma unidade de suporte avançado do serviço de atendimento móvel de urgência do Rio grande do sul, onde os atendimentos e maior escala eram do sexo masculino. Segundo Gonsaga et al. (2013) seja pelas atividades econômicas e recreativas ou pela exposição à violência e drogas, a população masculina está mais exposta a diversas doenças, tende a não procurar atendimento e evita as unidades

(26)

de saúde de imediato e o resultado é o agravamento do quadro de saúde. Geralmente a procura se dá por meio da atenção especializada, como consequência da doença já instalada devido ao atraso no tratamento (BRASIL, 2009).

A maioria dos pacientes atendidos no período do estudo 29,36% estava na faixa etária maior de 66 anos. No estudo de Cabral e Souza (2008) realizado no município de Olinda – PE, com o objetivo descrever o perfil epidemiológico das ocorrências atendidas no município, de fevereiro (implantação do serviço) a junho de 2006, a faixa etária dos pacientes atendidos em emergências clínicas que predominou foi de ≥60 anos de idade, representando 34,4%. Dias et al. (2016) encontraram que 26,7% dos atendimentos em emergências clínicas foram realizados em pacientes com faixa etária de ≥75 anos de idade. De acordo com o IBGE (2010) a pirâmide etária do Brasil nas últimas décadas apresenta mudanças, a sua base está se estreitando, o corpo e o topo se alargando, o que demonstra um envelhecimento da população, fato que pode estar influenciando no atendimento às urgências médicas.

(27)

Tabela 3 – Região da cidade e local onde foi realizado o atendimento das emergências clinicas na cidade de Campo Grande – MS no primeiro trimestre de 2016 (N=521)

Variáveis N % Região da cidade Centro 89 17.1 Segredo 84 16.1 Prosa 44 8.5 Imbirussu 69 13.2 Lagoa 76 14,6 Anhanduizinho 85 16,3 Bandeira 74 14,2 Área rural 0 0 Local do atendimento Residência 364 70 Estabelecimento comercial 32 6,2 Escola/Faculdade 8 1,6 Local público 19 3,7 Via urbana 54 10,4 Via rural 2 0,4 Área militar 8 1,6 Ônibus/veiculo 20 3,9 Prisão/reformatório/instituto penal 8 1,6 Total 521 100

A região com a maior solicitação de atendimento foi a Central e com 17,1% (89). Estudo de Almeida et al (2016) sobre a análise dos atendimentos do SAMU 192, com objetivo de investigar o componente móvel da Rede de Atenção as Urgências na cidade de Botucatu-SP, envolvendo situações clinicas, traumáticas, obstétrica e psiquiátrica onde os maiores chamados foi para emergências clínica, mostra que a maioria das solicitações foram feitas na região central, pois nessa região as unidades de atenção primaria não são suficientes para o atendimento da população, diferentes de outras regiões onde existe uma maior concentração de unidades de atendimento primário e também falta de unidades de pronto atendimento na região, sendo que nessa região temos hospitais referencias. Algo semelhante em Campo Grande, as chamadas foram maiores na região central. Conforme Sebrae (2015), o comercio é

(28)

um dos maiores empregadores de Campo Grande, com isso o centro concentra uma grande quantidade de pessoas, uma das explicações para as chamadas de solicitações para atendimento, o grande fluxo da população, seja ela pelo vínculo empregatício e pelo fato da busca dos serviços.

No que diz respeito a origem das ligações para o serviço, nesta pesquisa 70% (364) dos chamados foram feitos das residências. Almeida et al. (2016) e Fernandes (2004) em sua pesquisa sobre a caracterização da atenção pré-hospitalar móvel com dados do SAMU do Município de Ribeirão Preto- SP mostraram que a maioria das solicitações de atendimento partiram de residências, corroborando com os dados aqui encontrados. As pessoas ainda acreditam que o serviço de atendimento pré-hospitalar móvel tem por finalidade transportar até uma unidade para o recebimento do atendimento, muitas vezes podem possuir com planos e utilizam o transporte porem vale ressaltar o os planos não repassam os valores do transporte.

(29)

Tabela 4- Queixas e fato constatados pelo bombeiro nos atendimentos de emergências clinicas na cidade de Campo Grande –MS no primeiro trimestre de 2016 (N=521)

Variáveis N % Queixas Dor de cabeça 37 7,10 Mal-estar 83 15,93 Dor peito/tórax 60 11,51 Dor abdominal 75 14,40 Outros* 266 51,06 Fato encontrado Abdome agudo 4 0,77 Crise hipertensiva 7 1,34 Insuficiência respiratória 2 0,38 Parada cardiorrespiratória 24 4,60 Emergência obstétrica 16 3,07 Complicação na gestação 1 0,19

Acidente vascular cerebral 4 0,76

Cardiopatia 5 0,95 Congestão 1 0,19 Convulsão 71 13,62 Mal súbito 298 57,19 Sincope 8 1,53 Atendimento a gestante 9 1,72 Total 521 100

*Lombalgia, pós-ictal, letargia, dor em membros inferiores, dor membros superiores, etilismo etc.

Em relação à queixa referida pela vítima a que teve maior prevalência com 51,01% (266) se enquadrou em outras queixas (lombalgia, etilismos, algia em membros inferiores ou superiores, etc.), a segunda queixa que mais apareceu foi o mal-estar com 15,93% (83) dos casos.

Segundo Brasil (2002), o Corpo de Bombeiros realiza atividades de resgate, identificação dos riscos e comando das ações de proteção do ambiente, vítimas e de todos os profissionais envolvidos no atendimento. São esses profissionais responsáveis pelas atividades de salvamentos aquático, altura, terrestre, como o

(30)

desencarceramento em acidentes veicular, intervenções em incidentes com produtos perigosos. Esse serviço é de extrema importância e com aplicação em situações extremas de risco de vida e a realidade apresentada é diferente, estão sendo deslocadas equipes tecnicamente especializadas para atendimento de situações que clinicamente não apresentam risco iminente de morte. Assim, situações extremas, que realmente necessitem de uma intervenção especializada fica ameaçada, causando o desgaste de materiais, viaturas e principalmente da equipe.

O fato encontrado mais registrado pelos socorristas foi o mal súbito com 57,19% (298), que segundo Braz et al (2009) é uma perda repentina da estabilidade hemodinâmica, e/ou neurológica de um indivíduo, a convulsão resultou 13,62% (71), sendo a segunda maior solicitação de atendimento. Casagrande, Stamm e Leite (2013) em um estudo sobre o perfil dos atendimentos realizados por uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Rio Grande do Sul, realizado com 624 usuários, sendo 360 atendidos por causas clínicas, constatou resultado diferente deste estudo, sendo que dos atendimentos por causas clínicas (360), 35,5% (128) eram por motivos cardiovasculares. Giaretta et al (2012) com o objetivo de caracterizar os atendimentos prestados pelo SAMU de um município da região oeste de Santa Catarina, no ano de 2011, no que diz respeito às intercorrências clínicas das 937, 21% (197) estavam relacionadas as causas neurológicas (acidente vascular encefálico, crise convulsiva e epilepsia com elevada demanda de crises convulsivas), as mesmas causas também foram encontradas no estudo de Marques, Lima e Ciconet (2011) que teve como objetivo caracterizar os agravos clínicos atendidos SAMU, de Porto Alegre, no período de janeiro a junho de 2008. Dos 7293 atendimentos, os agravos neurológicos corresponderam a 20,04% (1.462) dos casos mais atendidos pelas equipes, seguido dos cardiológicos com 17,42% (1275) e respiratórios com 12,97% (946).

Vale ressaltar que as opções do fato encontrado é disponível no SIGO e deve ser escolhido tendo como base o relato do solicitante por telefone ao CIOPS, onde o despachante determina qual viatura está pronta para o atendimento. As opções a serem marcadas, são disponíveis A falta de conhecimento do solicitante e a distorção dos sinais e sintomas leva a equipe a uma dificuldade em determinar o fato, assim como no estudo de Ribeiro et al (2014), com objetivo de caracterizar o perfil das emergências clinicas no pronto atendimento de hospital de ensino, onde buscou

(31)

identificar as emergências clinicas predominante, onde foi possível observar que a maioria das emergências clinicas apresentaram dificuldades em realizar o diagnostico eficaz, devido a informações conflituosas e não coesas com os sinais apresentados e eram de causas desconhecidas.

Tabela 5 – Presença de morbidades ou comorbidades na vítimas de emergências clinicas atendidas pelo CBM-MS de na cidade de Campo Grande no período de janeiro a março de 2016

Variáveis N %

Sim 195 37,43

Não 59 11,32

Não informado 267 51,25

Total 521 100

É possível observar que nesse estudo os casos não informados sobre a presença de doenças prevaleceram com 51,25% (267), seguido pelas vítimas que possuíam algum tipo de morbidade ou comorbidades com 37,43% (195). No resultado de Marques (2010), que estudou sobre a utilização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelos usuários com demandas clínicas em Porto Alegre, em 52,2% (407) dos boletins de ocorrência foi constatado a presença de comorbidade. Resultado fica uma lacuna pois muitos atendimentos não foram relatados sobre a existência de doença em alguma vítima.

Tabela 6 Solicitações de apoio e instituições que forneceram apoio para o atendimento das emergências clinicas na cidade de Campo Grande no período de janeiro a março de 2016.

Variáveis N % Apoio Sim 37 7,10 Não 484 92,90 Instituição de apoio SAMU 33 89,2 PM 3 8,1 Ambulância particular 1 2,7 Outros 0 0 Total 100

Em apenas 7,1% (37) dos atendimentos foi solicitado apoio e dentre essas solicitações 89,2% (33) foram feitas ao SAMU. No estudo de Fernandes (2004) a solicitação do suporte avançado de vida representa 45% das chamadas por natureza clínica. Neste estudo, a presença da viatura de suporte avançado de vida do SAMU

(32)

foi solicitada para auxílio no atendimento em todos os casos (24) de parada cardiorrespiratória.

Tamanha diferença na solicitação de apoio entre os estudos, pode substanciar a extrema capacidade técnica dos bombeiros em lidar, gerir e solucionar os atendimentos. Porém forma-se um hiato, a possibilidade de que em várias situações do atendimento a necessidade da presença de um quadro de profissionais da saúde (enfermeiros e médicos) compondo uma unidade avançada dentro do CBM, já que nossos dados comprovam a importância do serviço prestado por esta instituição, no atendimento a emergências clínicas, a presença do profissional da saúde, respalda todos os profissionais em seu atendimento, e traz mais benefícios ao paciente atendido e também torna a instituição auto suficiente no atendimento pré-hospitalar e abrindo uma grande possibilidade no aumento capacidade de eficácia no município de Campo Grande. A distribuição dos CRS e UPA facilita a chegada das UR’s até um atendimento definitivo, sendo que em menos de 10 min, dependo do local da cidade, é possível deslocar sem necessidade do acionamento a USA.

Tabela 7 - Destino das vítimas de emergência clinica atendidas pelo CBM-MS na cidade de Campo Grande no período de janeiro a março de 2016.

Variáveis N %

Unidade de atendimento

UPA Universitário 30 5,76

UPA Almeida 43 8,25

UPA Cel. Antonino 46 8,82

CRS Coophavilla 25 4,80 CRS Aero Rancho 35 6,71 CRS Guanandy 54 10,36 CRS Nova Bahia 41 7,86 CRS Tiradentes 61 11,70 CRS Moreninhas 37 7,10 Hospital da Mulher 2 0,38

Maternidade Candido Mariano 11 2,11

Santa Casa 29 5,56 Hospital Regional 5 0,95 Hospital Universitário 2 0,38 Hospital Militar 6 1,15 Hospital particular 31 5,96 Hospital do Câncer 2 0,38

Liberado/ recusou atendimento/permaneceu no local 61 11,70

Total 521 100

Em relação ao destino da vítima, neste estudo observamos que a liberação da vítima/recusa do atendimento/permaneceu no local obteve resultado de 11,7% (61) sendo o mais prevalente juntamente com o Centro Regional de Saúde do Tiradentes

(33)

com o mesmo resultado. Ressaltando ainda que as vítimas são destinadas para as unidades de saúde pela através da Central de Regulação do município de Campo Grande. Contato é feito por rádio, onde o militar reporta os sinais e sintomas da vítima para o médico regulador, que avalia o caso e destina para o local apropriado.

No estudo de Pitteri e Monteiro (2011), foi encontrado que 108 atendimentos foram recusados. Houve casos onde a remoção poderia ser feita por outras ambulâncias de menor complexidade, consideradas remoções sociais.

Marques, Lima e Ciconet (2011) em seu estudo reafirmam os casos de vítimas que permaneceram no local não sendo removidas para as unidades de saúde e também destacam a importância das Unidades de Pronto Atendimento no recebimento das vítimas, e que esses atendimentos de recusa e liberação causam desgastes importantes de recursos, materiais e principalmente o fator físico e mental do socorrista.

Mendes et al (2010) ressalta que o serviço de atendimento pré-hospitalar não pode ser previsto, alto índice de conviver com morte iminente de morte, grande quantidade de atendimento e sem grande necessidade, determinando fatores estressantes para o profissional.

Nesse cenário devemos repensar o emprego das equipes para todo e qualquer tipo de chamada e solicitação. Uma triagem mais qualificada e programas de orientação para a população se faz necessária. O emprego demasiado de viaturas para os atendimentos, principalmente os desnecessários causam um impacto grande aos cofres públicos, desviando também o foco principal do serviço de resgate do CBM.

Quanto ao destino, o CRS Tiradentes possui uma localização geográfica próxima ao centro da cidade de Campo Grande, local com maior número de solicitações conforme já mencionado. Estudo de Pícoli, Cazola e Maurer (2016) em uma Unidade de Pronto Atendimento em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, constatou a intensa procura dos cidadãos pelas unidades de pronto atendimento e destaca que os usuários devem buscar a atenção primaria.

(34)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo mostra que a procura pelos serviços de saúde é predominante no período diurno e nos dias uteis. Algo que desperta curiosidade pois também é possível observar uma grande quantidade de atendimentos cancelados, liberados e também com causas que não foi possível determinar um diagnóstico preciso ou que as queixas também eram dificultosas para todo o sistema de análise dos chamados, despacho da viatura e equipe de atendimento dimensionar a real necessidade do atendimento de emergência.

Atendimento aos homens, nos casos clínicos, superou o sexo feminino constatando a dificuldade destes procurarem as unidades para um atendimento continuo, protelando a procura até o ponto de que seja necessário o serviço móvel para o deslocamento ao serviço de saúde. E para acrescentar, a idade acima dos 66 anos também foram os que mais utilizaram o serviço, mostrando o envelhecimento da população e deixando uma lacuna para saber qual a real situação par atendimento da população idosa de Campo Grande - MS.

A região do centro concentrou os maiores atendimento logo em seguida a região do anhanduizinho, onde fica localizado o bairro mais populoso de Campo Grande – MS, locais de intenso fluxo de pessoas e que podem explicar a procura, porém nada de concreto na literatura.

Foi possível observar que os usuários ainda enxergam os serviços móveis da rede de atenção às urgências como um mecanismo de transporte para possibilidade de entrar no sistema e conseguir os atendimentos rápido, especializados que por vezes deveriam ser realizados pela atenção básica, com isso sobrecarregando as unidades móveis e os pronto atendimentos.

A divergência dos resultados relativos as queixas apresentados está relacionado ao fato de que os estudos foram desenvolvidos em diferentes locais do país, apresentando assim, variações demográficas e características que influenciam nos resultados. Muitos relatórios não constavam se as vítimas apresentavam algum tipo de ocorrência que poderia auxiliar na conclusão do diagnóstico da solicitação

O serviço avançado foi solicitado para atendimento, sendo esse pertencente ao SAMU, pois as unidades de suporte avançado em Campo Grande não fazem parte do

(35)

CBM do Mato Grosso do Sul visto que ainda não tem o quadro existente dentro da corporação.

Em Campo Grande – MS além das Unidades de Pronto Atendimento, temos os Centros Regionais de Saúde, eles estão a mais tempo que as UPAs porém com sua estrutura física diferente. Alguns possuem salas para exames de imagens, contudo ambos funcionam 24h e recebem as vítimas reguladas pela central em casos menos complexo onde não há necessidade do suporte hospitalar ou que necessite de estabilização para posterior ser transferido para uma unidade de referência.

Conclui-se que é preciso o desenvolvimento de estratégias de orientação e conscientização da população para o uso dos serviços de saúde, de quando e como procurar os serviços de atenção básica e os serviços das redes de urgência e emergência. Ações de promoções a saúde, prevenção e acompanhamento vem em consonância a esse estudo.

Almeja-se que esse estudo possa auxiliar no desenvolvimento de ações para o melhor uso dos recursos, viaturas, que evitem os desgastes tanto dos socorristas, equipamentos e lotações na unidades de forma que usuários compreendam as portas de entrada nas redes.

(36)

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, P.M.V. de; et al; Analise dos atendimentos do SAMU 192: Componente móvel da rede de atenção às urgências e emergências. Escola Anna Nery, v. 20, n.2, p. 289-295, Abr-Jun, 2016. Disponivel:<http://www.scielo.br/pdf/ean/v20n2/1414-8145-ean-20-02-0289.pdf> Acesso em: 07 mar de 2017

BRASIL. Ministério da Saúde. FIOCRUZ. Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003a.

BRASIL. Ministério da Saúde. Politica Nacional de Atenção às Urgências. Brasilia: Ministério da Saúde, 2003b. Disponível em:

<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_urgencias_3e d.pdf>

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção á Saúde. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. Disponivel:<

http://hc.fm.usp.br/humaniza/pdf/Acolhimento%20e%20Classificacao%20de%20Risc o%20nos%20Servicos%20de%20Urgencia.pdf>. Acesso em 16 nov de 2016

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: princípios e diretrizes. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2009. p. 7-16.

Disponivel:http:<//bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_atencao_ho mem.pdf> Acesso em: 16 nov de 2016

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº. 2048, de 5 de novembro de 2002. Regulamenta o atendimento das urgências e emergências. Diário Oficial da União 12 nov 2002; Seção 1.

BRAZ, A.O; et al. O mal súbito e suas notificações: ocorrência de atendimentos no estado do Rio de Janeiro pelo Corpo de Bombeiros. Congresso Nacional de Enfermagem. Fortaleza 2009.

CABRAL, A. P. de. S; SOUZA, W. V. de. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): análise da demanda e sua distribuição espacial em uma cidade do

Nordeste brasileiro. Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v.11, n.4, p. 530-540, dec, 2008. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v11n4/01.pdf. Acesso em: 04 mar de 2017.

CASAGRANDE, D; STAMM, B; LEITE, M. T. Perfil dos atendimentos realizados por uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Rio Grande do Sul. Scientia Medica, Porto Alegre, v. 23, n. 3, p. 149-155, 2013. Disponível em:<file:///C:/Users/User/Downloads/13343-59593-2-PB.pdf>. Acesso em:04 mar de 2017.

(37)

COELHO, M. F; GOULART, B. F; CHAVES, L. de. P. Urgências Clínicas: Perfil de atendimentos hospitalares. Revista da RENE, Fortaleza, v. 14, n. 1, p. 50-59, 2013. Disponível em: < http://www.redalyc.org/pdf/3240/324027985007.pdf>. Acesso em: 04 mar de 2017.

CORPO DE BOMBEIROS MS. A criação do Corpo de Bombeiros no estado do Mato Grosso do Sul, 2015. Disponível em:<

http://www.bombeiros.ms.gov.br/historico/cbmms/>

CRAPH. Corpo de Bombeiros do Estado do Mato Grosso do Sul. Protocolo de Atendimento Pré-Hospitalar. Centro de Resgate e Atendimento Pré-Hospitalar. Campo Grande: 2014

GARCIA, V.M; REIS, R.K. Perfil de usuários atendidos em uma unidade não

hospitalar de urgência. Rev Bras Enferm. v. 67 n. 2. mar-abr, 2014. Disponivel em:<

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-71672014000200261&script=sci_abstract&tlng=pt> Acesso em: 15 mar 2016 GONSAGA, R.A.T; et al. Padrão e necessidades de atendimento pré-hospitalar a idosos. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. v.18 n.1, Rio de Janeiro, 2015 Acesso

em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-98232015000100019&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: Acesso em: 15 mar 2016

DIAS, J, M. da. S. et al. Perfil de atendimento do serviço pré-hospitalar móvel de urgência estadual. Revista Cogitare Enfermagem, Curitiba, v. 21, n. 1, p. 1-9, jan-mar, 2016. Disponível em:<

https://www.researchgate.net/publication/300368331_PERFIL_DE_ATENDIMENTO_ DO_SERVICO_PRE-HOSPITALAR_MOVEL_DE_URGENCIA_ESTADUAL>.

Acesso em: 04 mar de 2017.

FERNANDES, R.J. Caracterização da atenção pré-hospitalar móvel da Secretaria de saúde do município de Ribeirão Preto-SP.101f. Dissertação (Mestrado em

Enfermagem). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo, 2004. Disponível em file:///C:/Users/USER/Downloads/mestrado.pdf . Acesso em: 05/03/217

GIARETTA, V. et al. PERFIL DAS OCORRÊNCIAS EM UM SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v. 26, n. 2, p. 478-487, maio-ago, 2012. Disponível em:<

https://www.portalseer.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/6597/6364>. Acesso em: 04 mar de 2017.

GONSAGA, R. A. T. et al. Características dos atendimentos do SAMU em

Catanduva-SP. Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, Brasília, v. 22, n.2, p.317-324, abr-jun, 2013. Disponível em:<

http://scielo.iec.pa.gov.br/pdf/ess/v22n2/v22n2a13.pdf.>. Acesso em: 04 mar de 2017.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Um panorama da saúde no Brasil. Acesso e utilização de serviços, condições de saúde e fatores de risco e proteção à saúde 2008: Brasil/IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. Rio de Janeiro: IBGE;

(38)

2010. Disponível em:<

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pnad_panorama_saude_brasil.pdf>. Acesso em: 04 mar de 2017.

ITO, C.A.S; et al; Risco presumido para doenças cardiovasculares em servidores de uma universidade estadual do Paraná, Brasil. Rev Ciênc Farm Básica Apl. v.35 n.4 2014. Disponível:<

http://serv-bib.fcfar.unesp.br/seer/index.php/Cien_Farm/article/view/3020>. Acesso em: 15 mar de 2016

KONDER, M.T; O’DWEY, G. As Unidades de Pronto-Atendimento na Política

Nacional de Atenção às Urgências. Physis: Revista de Saúde Coletiva. 2015 v. 25 n.2. Disponível em:<http://www.scielo.br/pdf/physis/v25n2/0103-7331-physis-25-02-00525.pdf>. Acesso em: 14 mar de 2016

MACHADO, C. V.; SALVADOR, F.G.F; O'DWYER, G. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: análise da política brasileira. Rev. Saúde Pública. v. 45 n. 3, 2011. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102011000300010> Acesso em: 14 mar de 2016

MACHADO, G.V.C; et al. Fatores associados à utilização de um serviço de

urgência/emergência, Ouro Preto, 2012. Cad. Saúde colet. V.23 n,4. Rio de Janeiro: 2015. Disponivel em:<http://www.scielo.br/pdf/cadsc/v23n4/1414-462X-cadsc-23-4-416.pdf>. Acesso em: 14 mar 2016

MARQUES, G.Q; et al. Agravos clínicos atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Porto Alegre – RS. Acta Paulista Enfermagem. São Paulo, v.24, n. 2, p. 185-191, 2011. Disponível em:<

http://www.scielo.br/pdf/ape/v24n2/05.pdf>. Acesso em: 04 mar de 2017.

MARQUES, G. Q. Acesso e utilização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Porto Alegre por usuários com demandas clínicas. 190f. Tese do doutorado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Enfermagem. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Porto Alegre, 2010.

MARTINS, et al. Fatores associados à utilização de um serviço de

urgência/emergência, Ouro Preto, 2012. Cad. Saúde Colet. Rio de Janeiro, v.23 n.4 2015

MARTINS, P.P.S; PRADO, M.L do. Enfermagem e serviço de atendimento pré-hospitalar: descaminhos e prespectivas. Rev. Bras. Enfermagem. Brasilia, v.56 n.1 2013

MATO GROSSO DO SUL. Lei Nº 2.184 de 25 de agosto de 1964. Diario Oficial Nº 14.533 do Estado do Mato Grosso do Sul

_____________. Lei Complementar Nº 188 de 03 de abril de 2014. Lei de Organização Básica do CBM-MS.

(39)

MELO, M. do C. B. de. Urgência e Emergência na Atenção Primária à Saúde / Maria do Carmo Barros de Melo e Nara Lúcia Carvalho da Silva. -- Belo Horizonte: Nescon/UFMG, 2011.

MENDES, S.S; et al; Identificação dos níveis de stress em equipe de atendimento pré-hospitalar móvel. Estudos da Psicologia. Campinas, v. 28, n. 2, p. 199-208, 2011. Disponivel em: http<://www.scielo.br/pdf/estpsi/v28n2/07.pdf> Acesso em: 08 mar de 2017

MINAYO, M. C. de S.; DESLANDES, S. F. Análise da implantação do sistema de atendimento pré-hospitalar móvel em cinco capitais brasileiras. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 24, n. 8, p. 1877-1886, ago. 2008. Disponível em:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2008000800016> Acesso em 14 mar de 2016

O’DWYER, G. A gestão da atenção às urgências e o protagonismo federal. Cienc. Saúde coletiva. Rio de Janeiro, v 15 n 5, 2010. Disponível em:

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232010000500014> Acesso em: 14 mar 2016

O’DWYER, G; MATTOS, R.A. Cuidado Integral e Atenção às Urgências: o serviço de atendimento móvel de urgência do Estado do Rio de Janeiro. Saúde Soc. São Paulo, v.22, n.1. 2013 Disponível em:

<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902013000100018> Acesso em:14 mar de 2016

OLIVEIRA, G. N. et al. Perfil da população atendida em uma unidade de emergência referenciada. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 19, n. 3, maio-jun, 2011. Disponível em:< http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n3/pt_14>. Acesso em 04 mar de 2017.

PÍCOLI, R.P.; CAZOLA, L. H. de O.; MAURER, N.M. de J. S. Usuários de classificação de risco azul em uma unidade de pronto atendimento. Cogitare Enferm. Para v.21, n. 1, p. 1-7, 2016. Disponível

em:<http://docs.bvsalud.org/biblioref/2016/07/755/43044-174147-1-pb.pdf>. Acesso em 06 mar de 2017.

PITTERI, J.S.M; MONTEIRO, P.S. Caracterização do serviço de atendimento móvel de urgência (SAMU) em Palmas-Tocantins, Brasil, em 2009. Comum. Ciencias da . Saúde, Brasilia, v. 21, n. 3, p. 227-236, 2010. Disponível em:

<http://www.escs.edu.br/pesquisa/revista/2010Vol21_3art5CaracterizacAO.pdf>. Acesso em 06 mar de 2017.

RAMALHO NETO, H. de; et.al; Caracteristicas do atendimento pré-hospitalar intra-domiciliar em Curitiba-PR. J health Sci Inst. V.31 n.2 2013 Disponível em:

https://www.unip.br/comunicacao/publicacoes/ics/edicoes/2013/02_abr-jun/V31_n2_2013_p155a160.pdf> Acesso em: 14 mar de 2016

RIBEIRO, R. M. et al. Caracterização do perfil das emergências clínicas no pronto-atendimento de um hospital de ensino. Revista Mineira de Enfermagem, Belo

(40)

Horizonte, v.18, n.3, p. 533-538.jul-set, 2014. Disponível em:<

http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/944>. Acesso em: 04 mar de 2017.

SEBRAE. Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul. Estudo sobre a Competitividade nos Setores de Comércio, Serviços e Turismo em Mato Grosso do Sul: Perspectivas até 2020.Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso do Sul

(FECOMERCIO/MS); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/MS). Campo Grande-MS, 2015.

SILVA E.A.C, et al. Aspectos históricos da implantação de um serviço de atendimento pré-hospitalar. Rev. Eletr. Enf. v.2 n.3, 2010. Disponível em:

https://www.fen.ufg.br/fen_revista/v12/n3/pdf/v12n3a23.pdf. Acesso: 14 nov de 2016.

VELLOSO, I.S.C. et.al.; Atendimento Movel de urgência como política pública de saúde Rev. Min. Enferm.v12 n4, 2008. Disponível em:

(41)

APÊNDICE A – Instrumento de coleta de dados

Nº ocorrência do SIGO:

1. Unidade Bombeiro Militar A. ( ) Costa e Silva B. ( ) Guanandi C. ( ) Tijuca D. ( ) Moreninhas E. ( ) Aeroporto F. ( ) Central G. ( ) Coronel Antonino H. ( ) Parque dos poderes 2. Dia da semana: A. ( ) Domingo B. ( ) Segunda-feira C. ( ) Terça-feira D. ( ) Quarta-feira E. ( ) Quinta-feira F. ( ) Sexta-feira G. ( ) Sábado 3. Mês da Ocorrência A. ( ) Janeiro B. ( ) Fevereiro C. ( ) Março 4. Horário da ocorrência: A. ( ) 1h às 6 h B. ( ) 6h às 12h C. ( ) 12h às 18h D. ( ) 18h às 24h 5. Fato constatado: A. ( )Abdome agudo B. ( )Crise hipertensiva C. ( )Crise renal D. ( )Hipotermia E. ( )Insuficiência Respiratória F. ( )Parada Cardiorrespiratória PCR G. ( )Parada Respiratória H. ( )Emergência obstétrica I. ( )Complicação na gestação J. ( )Acidente vascular cerebral AVC K. ( )Cardiopatia L. ( )Congestão M. ( )Convulsão N. ( )Crise asmática O. ( )Mal súbito P. ( )Sincope Q. ( )Aborto R. ( )Atendimento a gestante

Referências

Documentos relacionados

Para Azevedo (2013), o planejamento dos gastos das entidades públicas é de suma importância para que se obtenha a implantação das políticas públicas, mas apenas

Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as características de madeira do híbrido Euca/ytpus grandis x Euca/ytpus urophylla e da celulose entre o primeiro ano até o sétimo ano

Pretendo, a partir de agora, me focar detalhadamente nas Investigações Filosóficas e realizar uma leitura pormenorizada das §§65-88, com o fim de apresentar e

intitulado “O Plano de Desenvolvimento da Educação: razões, princípios e programas” (BRASIL, 2007d), o PDE tem a intenção de “ser mais do que a tradução..

A presente dissertação é desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação (PPGP) do Centro de Políticas Públicas e Avaliação

De acordo com o Consed (2011), o cursista deve ter em mente os pressupostos básicos que sustentam a formulação do Progestão, tanto do ponto de vista do gerenciamento

Pensar a formação continuada como uma das possibilidades de desenvolvimento profissional e pessoal é refletir também sobre a diversidade encontrada diante

Dessa forma, diante das questões apontadas no segundo capítulo, com os entraves enfrentados pela Gerência de Pós-compra da UFJF, como a falta de aplicação de