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Álgebras train

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Academic year: 2021

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(1)´ Algebras train. Bruno Leonardo Macedo Ferreira. ˜ o apresentada Dissertac ¸a ao ´ tica e Estat´ıstica Instituto de Matema da ˜ o Paulo Universidade de Sa para ˜ o do t´ıtulo obtenc ¸a de ˆncias Mestre em Cie. Programa: Matem´atica Orientador: Prof. Dr. Henrique Guzzo J´unior. S˜ao Paulo, outubro de 2010.

(2) ii.

(3) ´ Algebras train. Esta vers˜ao definitiva da disserta¸ca˜o cont´em as corre¸c˜oes e altera¸c˜oes sugeridas pela Comiss˜ao Julgadora durante a defesa realizada por Bruno Leonardo Macedo Ferreira em 10/12/2010.. Comiss˜ao Julgadora: • Prof. Dr. Henrique Guzzo J´ unior (orientador) - IME-USP. • Prof. Dr. Luiz Antonio Peresi - IME-USP. • Prof. Dr. Jo˜ao Carlos da Motta Ferreira - UFABC..

(4) iv.

(5) Resumo Estudamos a estrutura de ´algebras de potˆencias associativas que s˜ao ´algebras train. Primeiramente, mostramos a existˆencia de idempotentes, que s˜ao todos principais e absolutamente primitivos. Em seguida, vemos as equa¸c˜oes train envolvendo a decomposi¸ca˜o de Peirce. Quando a ´algebra ´e de dimens˜ao finita, resulta que a dimens˜ao das componentes de Peirce s˜ao invariantes e o limite superior para seus nil´ındices s˜ao estudados para alguns idempotentes. Al´em disso, mostramos que as ´algebras localmente train s˜ao ´algebras train. Damos ent˜ao uma descri¸ca˜o completa para o conjunto dos ´ voltada uma aten¸c˜ao para o caso de idempotentes para obter suas f´ormulas expl´ıcitas. E ´algebras de Jordan, onde discutimos condi¸co˜es para que ´algebras train de potˆencias associativas sejam ´algebras de Jordan. Tamb´em mostramos que ´algebras train de Jordan s˜ao de dimens˜ao finita. Para ´algebras de Bernstein de ordem n e per´ıodo p, provamos que para termos associatividade nas potˆencias necessitamos p = 1. Neste caso, existem 2n−1 possibilidades de equa¸co˜es train, que s˜ao explicitamente descritas.. v.

(6) vi.

(7) Abstract We study the structure of power associative algebras which are train algebras. First we show the existence of idempotents, which are all principal and absolutely primitive. Then consider the train equations involving the Peirce decomposition. When the algebra is finite dimensional, it follows that the size of the Pierce components are invariant and the upper limit for its nil-indexes are studied for some idempotent. Furthermore, we show that locally train algebras are train algebras. Then we get a complete description for the set of idempotents to obtain their explicit formulas. We give attention to the case of Jordan algebras, where we discuss conditions for train power associative algebras be Jordan algebras. We also show that Jordan train algebras are finite dimensional. For Bernstein algebras of order n and period p, we prove that to have associativity in the powers we need p = 1. In this case, there are 2n−1 possibilities of train equations, which are explicitly described.. vii.

(8) viii.

(9) Sum´ ario Introdu¸c˜ ao. xi. 1 Preliminares 1.1. 1. 1.4. Resultados b´asicos . . . . . . . . ´ Algebras b´aricas . . . . . . . . . . ´ Algebras train . . . . . . . . . . . ´ Algebras de potˆencias associativas. 1.5. A ´algebra A(+). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 14. 1.6. 15. 1.7. Identidades envolvendo Lx e Rx . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ´ Algebra alternativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 17. 1.8. Idempotente em ´algebra de Jordan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 19. 1.9. Idempotente em ´algebras comutativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 21. ´ 2 Algebras train ´ 2.1 Algebras associativas nilpotentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ´ 2.2 Algebras b´aricas associativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ´ 2.3 Algebras train de potˆencias associativas . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 30. 1.2 1.3. 2.4 2.5. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 7. Representa¸ca˜o (s, t) de uma ´algebra train de potˆencias associativas . . ´ Algebra b´arica localmente train . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 3 Conjunto de idempotentes em uma ´ algebra train. 30 33 34 39 41 43. 3.1. Parte A: C´alculo de idempotentes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 43. 3.2. Processo de unitiza¸ca˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 46. 3.3. Parte B: Caracteriza¸c˜ao do conjunto dos idempotentes . . . . . . . . .. 50. ix.

(10) ´ 4 Algebras train de Jordan. 56. ´ 5 Algebras train e de Bernstein de ordem arbitr´ aria ´ 5.1 Algebras de Bernstein de ordem n e per´ıodo p . . . . . . . . . . . . . .. 62. 5.2. Decomposi¸ca˜o de Peirce . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. Referˆ encias Bibliogr´ aficas. 62 62 72. x.

(11) Introdu¸c˜ ao. O estudo de ´algebras de potˆencias associativas assume um importante lugar na teoria das ´algebras quase associativas, incluindo as ´algebras de Jordan cuja origem vem da formula¸ca˜o alg´ebrica da mecˆanica quˆantica. Outro grupo de ´algebras n˜ao associativas consiste das ´algebras train, que foram introduzidas por Etherington [7]. As ´algebras train tem sido estudadas de diversos pontos de vista, particulamente para aquelas de posto pequeno. Contudo, devido sua complexidade, pouco sabe-se sobre as ´algebras train de posto arbitr´ario. Em [28], Schafer descobriu a presen¸ca de algumas ´algebras de Jordan entre as ´algebras train. Motivados por estes resultados, Ouattara subsequentemente apresentou um estudo sobre as ´algebras train de Jordan em um contexto mais geral [23]. Depois Guzzo e Vicente [12] criaram os coeficientes das equa¸c˜oes train de uma ´algebra de potˆencias associativas. Mallol e Varro [19] usaram a decomposi¸c˜ao de Peirce para analizar a equa¸c˜ao train de uma ´algebra train que ´e de potˆencias associativas ou alternativa. A existˆencia de idempotentes em ´algebras de potˆencias associativas, t˜ao bem quanto em ´algebras train, ´e muito importante, j´a que os idempotentes produzem as decomposi¸co˜es de Peirce delas [1, 10, 13, 29]. A principal meta da presente disserta¸c˜ao ´e desenvolver uma estrutura te´orica para as ´algebras de potˆencias associativas que s˜ao ´algebras train. Esta disserta¸ca˜o est´a organizada como segue. O primeiro cap´ıtulo s˜ao as preliminares, onde resumimos nota¸co˜es, terminologia e propriedades cl´assicas, das ´algebras train e ´algebras de potˆencias associativas. xi.

(12) No cap´ıtulo 2, provamos a existˆencia de idempotentes, que s˜ao principais e absolutamente primitivos. Em particular, para as ´algebras de dimens˜ao finita, estabelecemos o limite superior para os nil´ındices das componentes de Peirce, que s˜ao independentes dos idempotentes. Mostramos tamb´em que toda ´algebra localmente train ´e uma ´algebra train. No cap´ıtulo 3, estudamos dois m´etodos diferentes na a¸ca˜o do conjunto dos idempotentes, fornecendo suas express˜oes espec´ıficas. No cap´ıtulo 4, damos uma aten¸ca˜o para o caso de ´algebras de Jordan dando condi¸c˜oes para as ´algebras train de potˆencias associativas serem ´algebras de Jordan e tamb´em que as ´algebras train de Jordan finitamente geradas s˜ao de dimens˜ao finita. No cap´ıtulo 5, dedicamos ao estudo de ´algebras de Bernstein de ordem n, onde estabelecemos que alguma ´algebra de Bernstein de potˆencias associativas de ordem n e per´ıodo p ´e necessariamente uma ´algebra de Bernstein de ordem n. Al´em disso, 2n−1 possibilidades de equa¸c˜oes train s˜ao criadas para ´algebras de Bernstein de ordem n que s˜ao de potˆencias associativas.. xii.

(13) Cap´ıtulo 1 Preliminares 1.1. Resultados b´ asicos. Neste cap´ıtulo resumiremos nota¸co˜es, terminologia e propriedades cl´assicas das ´algebras train e das ´algebras de potˆencias associativas. Ao longo desse trabalho, a menos que mencionado o contr´ ario, A ser´a uma ´algebra comutativa de dimens˜ao arbitr´aria sobre um corpo F infinito de caracter´ıstica diferente de 2 , 3 e 5 mesmo que alguns resultados funcionem apenas com a caracter´ıstica diferente de 2. Defini¸c˜ ao 1.1. Uma ´ algebra A ´e um espa¸co vetorial sobre um corpo F , onde est´a definida uma opera¸c˜ao de multiplica¸ c˜ ao que associa todo par de elementos x, y ∈ A ao produto xy ∈ A, que verifica as seguintes propriedades: α (xy) = (αx) y = x (αy) ; x (y + z) = xy + xz; (y + z) x = yx + zx; quaisquer que sejam os elementos x, y, z ∈ A e α ∈ F . Defini¸c˜ ao 1.2. Uma sub´ algebra S da ´algebra A ´e um subespa¸co vetorial de A tal que ax ∈ S, para quaisquer a, x ∈ S. Seja S um subespa¸co vetorial de A. Se ax ∈ S, para quaisquer a ∈ A e x ∈ S, ent˜ao S ´e chamado ideal ` a esquerda de A. Se xa ∈ S, para quaisquer a ∈ A e x ∈ S, ent˜ao S ´e chamado ideal ` a direita de A. Quando S ´e ideal `a esquerda e `a direita de A, dizemos que S ´e ideal de A. 1.

(14) ´ 1.2 Algebras b´aricas. 2. Defini¸c˜ ao 1.3. Uma ´algebra A ´e denominada uma ´ algebra comutativa se xy = yx, para quaisquer x, y ∈ A e associativa se (xy) z = x (yz), para quaisquer x, y, z ∈ A.. ´ Algebras b´ aricas. 1.2. Defini¸c˜ ao 1.4. Seja F um corpo. Se A ´e uma ´algebra sobre F e ω : A −→ F um homomorfismo n˜ao nulo de ´algebras, o par ordenado (A, ω) ser´ a chamado de uma ´ algebra b´ arica ou uma b-´ algebra sobre F e ω de sua fun¸c˜ ao peso. Denotamos por H o hiperplano H = {x ∈ A | ω(x) = 1}, notemos que H 6= ∅, pois existe x0 ∈ A, tal que ω(x0 ) 6= 0, logo y0 = ω(x0 )−1 x0 ∈ H. Observa¸ c˜ ao 1.1. Sejam (A, ω) uma b-´algebra e a ∈ A um elemento de peso n˜ao ω(x) nulo. Ent˜ao A = F a ⊕ ker(ω). De fato, para todo x ∈ A, temos que x = a+ ω(a) ¶ µ ¶ µ ω(x) ω(x) ω(x) ω(x) a . Como ω x − a = ω(x) − ω(a) = 0, temos que x − a∈ x− ω(a) ω(a) ω(a) ω(a) ker(ω). Al´em disso, se x ∈ F a ∩ ker(ω), ent˜ao x = αa, para algum α ∈ F e ω(x) = 0. Logo, 0 = ω(αa) = αω(a). Assim, α = 0, pois ω(a) 6= 0. Logo, F a ∩ ker(ω) = {0}. Defini¸c˜ ao 1.5. Sejam A uma ´algebra, B um subconjunto n˜ao vazio de A e x ∈ A. Definimos: (i) Potˆ encia principal ` a esquerda e ` a direita de x, respectivamente: 1. x=x. x1 = x. n+1. x = x(n x), para todo n ≥ 1;. xn+1 = (xn )x, para todo n ≥ 1.. (ii) Potˆ encia plena de x: x[1] = x. x[n] = x[n−1] x[n−1] , para todo n > 1.. (iii) Potˆ encia principal ` a esquerda e ` a direita de B, respectivamente: 1. B=B. B1 = B. n+1. B = B(n B), para todo n ≥ 1;. B n+1 = (B n )B, para todo n ≥ 1.. (iv) Potˆ encia plena de B: B [1] = B. B [n] = B [n−1] B [n−1] , para todo n > 1..

(15) ´ 1.3 Algebras train. 3. (v) Potˆ encia produto de B: B (1) = B. B (n) = B (n−1) B + B (n−2) B (2) + · · · + BB (n−1) , para todo n > 1.. Defini¸c˜ ao 1.6. Seja (A, ω) uma b-´algebra. Se e ∈ A, ´e tal que e2 = e e w(e) = 1 ent˜ao e ´e chamado de idempotente de A de peso 1. Observemos que se e2 = e, 2 e = e ou e[2] = e2 = e, ent˜ao en = e, n e = e ou e[n] = e, respectivamente, para qualquer n ≥ 1. Al´em disso, w(e) = 0 ou w(e) = 1. Proposi¸c˜ ao 1.1. Seja (A, ω) uma ´algebra b´arica, tal que para cada x ∈ ker(ω), existe n ∈ N, onde xn = 0 ou n x = 0 ou x[n] = 0. Ent˜ao a fun¸c˜ ao peso ´e u ´nica. Demonstra¸c˜ ao: Seja (A, ω) uma ´algebra b´arica e suponhamos que ω 0 seja outra fun¸ca˜o peso de A. Considere x ∈ ker(ω), tal que xn = 0. Logo ω 0 (x) = 0 e portanto x ∈ ker(ω 0 ), segue que ker(ω) ⊂ ker(ω 0 ). Agora tome x0 ∈ A, tal que ω 0 (x0 ) = 1. Como ker(ω) ⊂ ker(ω 0 ), segue que, x0 ∈ / ker(ω). Logo ω(x0 ) 6= 0. Ent˜ao A = F x0 + ker(ω). Como x20 ∈ A, ent˜ao x20 = αx0 + y, onde α ∈ F e y ∈ ker(ω). Aplicando ω 0 em x20 , obtemos ω 0 (x20 ) = αω 0 (x0 ), portanto α = 1. Da´ı x20 = x0 + y, aplicando ω, temos ω(x0 )2 = ω(x0 ), o que implica ω(x0 )(ω(x0 ) − 1) = 0, como ω(x0 ) 6= 0, ent˜ao ω(x0 ) = 1. Portanto, para todo x ∈ A, temos que x = αx0 + y, onde α ∈ F e y ∈ ker(ω), o que implica ω 0 (x) = α = ω(x).. 1.3. ¤. ´ Algebras train. Neste par´agrafo A ser´a uma F −´algebra de dimens˜ao finita. Defini¸c˜ ao 1.7. Sejam A uma ´algebra, F um corpo e x ∈ A. Definimos (i) O operador multiplicativo ` a direita de A, determinado por x Rx :. A −→. A. a 7−→ ax (ii) O operador multiplicativo ` a esquerda de A, determinado por x Lx :. A −→. A. a 7−→ xa.

(16) ´ 1.3 Algebras train. 4. Defini¸c˜ ao 1.8. A ´algebra b´arica comutativa (A, ω) ´e chamada ´algebra train se para cada x ∈ A, o polinˆ omio caracter´ıstico do operador linear Lx sobre A depende somente da fun¸c˜ ao peso, isto ´e, existe γ1 , ..., γk em F (n˜ao depende de x) tal que PLx (X) = X k + γ1 ω(x)X k−1 + ... + γk ω(x)k. (1.1). onde Lx ´e o operador multiplicativo a esquerda e PLx ´e o polinˆ omio caracter´ıstico de Lx . Proposi¸c˜ ao 1.2. Uma ´algebra b´arica (A, ω) ´e uma ´algebra train se, e somente se, existe um polinˆ omio p(X) tal que para todo x ∈ A com ω(x) = 1, temos que p(Lx ) ≡ 0. Demonstra¸c˜ ao: Suponhamos que A seja uma ´algebra train. Ent˜ao o polinˆomio caracter´ıstico de Lx ´e o mesmo para todo x ∈ H e consequentemente pelo Teorema de Cayley-Hamilton segue o resultado. Agora, suponha que existe um polinˆomio n˜ao nulo p(X) em F [X] tal que p(Lx ) ≡ 0, para todo x ∈ H. Sejam e ∈ H e {u1 , · · · , un−1 } base do ker(ω). Ent˜ao, cada x ∈ H ´e dado por x = e + λ1 u1 + · · · + λn−1 un−1 com λ1 , · · · , λn−1 ∈ F . O polinˆomio caracter´ıstico de Lx tem a seguinte forma pLx (X) = X n − f1 (λ1 , · · · , λn−1 )X n−1 + · · · + (−1)n fn (λ1 , · · · , λn−1 ), onde fi (λ1 , · · · , λn−1 ) s˜ao polinˆomios de grau igual a i ou a zero. A condi¸ca˜o p(Lx ) ≡ 0 implica que o conjunto dos autovalores de Lx est´a contido entre as ra´ızes de p(X). Como existe somente um n´ umero finito de polinˆomios de grau n cujas ra´ızes s˜ao os autovalores de Lx , temos que Im(fi ) ´e finito. Logo, como um polinˆomio sobre um corpo infinito ´e constante ou sua imagem ´e infinita, segue que os polinˆomios fi s˜ao constantes. ¤ Proposi¸c˜ ao 1.3. Seja (A, ω) uma ´algebra b´arica, γ1 , · · · , γn−1 ∈ F e P (X) = X n + γ1 ω(x)X n−1 + · · · + γn−1 ω(x)n−1 X. Se P (x) = 0, para todo x ∈ H, ent˜ao P (x) = 0 para todo x ∈ A. Demonstra¸c˜ ao: Ver em [18]. ¤. Observa¸ c˜ ao 1.2. Seja (A, ω) uma ´algebra train e considere m(X) = X n−1 + γ1 X n−2 + · · · + γn−2 X + γn−1 o polinˆ omio de menor grau tal que m(Lx ) ≡ 0, para todo x ∈ H..

(17) ´ 1.3 Algebras train. 5. Temos que para todo x ∈ H, m(Lx )(x) = 0 o que implica em xn + γ1 xn−1 + · · · + γn−1 x = 0.. (1.2). Assim, se x ∈ A, com w(x) 6= 0, ent˜ao para w(x)−1 x temos xn + γ1 ω(x)xn−1 + · · · + γn−1 ω(x)n−1 x = 0.. (1.3). Como (1.3) vale para todo x ∈ H, ent˜ao pela Proposi¸c˜ ao 1.3 temos que (1.3) vale para todo x ∈ A. Defini¸c˜ ao 1.9. A equa¸c˜ ao (1.3) ser´ a chamada a equa¸ c˜ ao train de A, onde n ≥ 2 ´e o posto de A, que ´e o menor inteiro para que tal equa¸c˜ ao seja verdadeira. Observa¸ c˜ ao 1.3. Seja (A, ω) uma ´algebra train com equa¸c˜ ao train (1.3). Ent˜ao, 1 + γ1 + · · · + γn−1 = 0 e y n = 0, para todo y ∈ ker(ω). De fato, notemos que aplicando ω em (1.3) e usando que ω ´e um homomorfismo, obtemos que ω(xn + γ1 ω(x)xn−1 + · · · + γn−1 ω(x)n−1 x) = 0; ω(xn ) + γ1 ω(x)ω(xn−1 ) + · · · + γn−1 (ω(x))n−1 ω(x) = 0; ω(xn ) + γ1 ω(xn ) + γn−1 ω(xn ) = 0; (ω(x))n (1 + γ1 + · · · + γn−1 ) = 0, para todo x ∈ A. Para x ∈ H, concluimos que 1 + γ1 + · · · + γn−1 = 0. Por outro lado, se y ∈ ker(ω), ent˜ao de (1.3), claramente y n = 0. Observa¸ c˜ ao 1.4. Se (A, ω) ´e uma ´algebra train, ent˜ao para todo x ∈ ker(ω), xn = 0 e segue da Proposi¸c˜ao 1.1 que a fun¸c˜ ao peso ω ´e u ´nica. Defini¸c˜ ao 1.10. Seja (A, ω) uma ´algebra train com equa¸c˜ ao train (1.3), ent˜ao o polinˆ omio p (X) = X n + γ1 X n−1 + · · · + γn−1 X. (1.4).

(18) ´ 1.3 Algebras train. 6. ´e chamado o polinˆ omio train de A. Para todo x ∈ H temos que p(x) = 0, notemos que 0 e 1 s˜ao ra´ızes de p(X). Em uma extens˜ao apropriada de F, (1.4) ´e decomposto em fatores lineares p(X) = X(X − 1)(X − λ1 ) · · · (X − λn−2 ),. (1.5). onde λ0 = 1, λ1 , · · · , λn−2 s˜ao chamadas as ra´ızes principais train de A. De (1.5), conclu´ımos que, (Lx − ω(x)IA )(Lx − λ1 ω(x)IA ) · · · (Lx − λn−2 ω(x)IA )(x) = xn + γ1 ω(x)xn−1 + · · · + γn−1 ω(x)n−1 x = 0 para todo x ∈ A, onde Lx ´e o operador multiplicativo `a esquerda de A determinado por x e IA ´e a transforma¸ca˜o identidade. Proposi¸c˜ ao 1.4. Sejam (A, ω) uma ´algebra train de posto n com equa¸c˜ ao train (1.3). Ent˜ao I = {q(X) ∈ F [X] | q(0) = 0 e q(a) = 0 ∀a ∈ H} ´e um ideal de F [X] gerado pelo polinˆ omio train de A. ´ f´acil ver que I ´e um ideal de F [X]. Como F [X] ´e um dom´ınio de Demonstra¸c˜ ao: E ideais principais, temos que I = hq(X)i. Como A ´e uma ´algebra train, temos xn + γ1 ω(x)xn−1 + · · · + γn−1 ω(x)n−1 x = 0, ∀x ∈ A. Em particular, an + γ1 an−1 + · · · + γn−1 a = 0, ∀a ∈ H. Ent˜ao p(a) = 0 para todo a ∈ H, onde p(X) = X n + γ1 X n−1 + ... + γn−1 X. Da´ı p(X) ∈ I. Agora p(X) ´e o polinˆomio mˆonico de menor grau que est´a em I, logo I = hp(X)i.. ¤. ´ importante notar que todo e ∈ A tal que e2 = e e e 6= 0, em uma Observa¸ c˜ ao 1.5. E ´algebra train A, tem peso 1. De fato, seja e ∈ A um idempotente. Ent˜ao, como e = e2 ,.

(19) ´ 1.4 Algebras de potˆencias associativas. 7. temos que ω(e) = ω(e2 ) = ω(e)ω(e), ou seja, ω(e)(ω(e) − 1) = 0 e portanto ω(e) = 0 ou ω(e) = 1. Por outro lado, en + γ1 ω(e)en−1 + · · · + γn−1 ω(e)n−1 e = 0; e + γ1 ω(e)e + · · · + γn−1 ω(e)n−1 e = 0; Se ω(e) = 0, ent˜ao e = 0, que ´e uma contradi¸c˜ ao. Denotaremos por hx1 , x2 , · · · , xn i ao subespa¸co vetorial de A gerado por {x1 , x2 , · · · , xn }. Defini¸c˜ ao 1.11. Dados x, y ∈ A, define-se o comutador de x com y pela f´ormula [x, y] = xy − yx. Observemos que o comutador ´e bilinear e anti-sim´etrico, isto ´e, dados x, y, z ∈ A, tem-se, respectivamente, que [x, y + z] = [x, y] + [x, z] e [x, y] = −[y, x]. Defini¸c˜ ao 1.12. Dados x, y, z ∈ A, define-se o associador de x, y e z por (x, y, z) = (xy)z − x(yz).. 1.4. ´ Algebras de potˆ encias associativas. Defini¸c˜ ao 1.13. Uma ´algebra A ´e uma ´ algebra de potˆ encias associativas se para todo x ∈ A a sub´algebra A(x) gerada por x ´e associativa. De modo equivalente, podemos afirmar que uma ´algebra A ´e de potˆencias associativas se, e somente se, xi xj = xi+j , para quaisquer x ∈ A e i, j ≥ 1 Defini¸c˜ ao 1.14. Dizemos que um elemento x ∈ A ´e nilpotente se existe um inteiro r tal que xr = 0. O menor inteiro positivo r para o qual xr = 0 ´e denominado nil´ındice ou ´ındice de nilpotˆ encia de x. Defini¸c˜ ao 1.15. Diz-se que A ´e uma nil´ algebra se todos os elementos de A s˜ ao nilpotentes. O nil´ındice da ´algebra A ´e definido como sendo o menor inteiro positivo n tal que an = 0, para todo a ∈ A, caso exista..

(20) ´ 1.4 Algebras de potˆencias associativas. 8. Defini¸c˜ ao 1.16. Se todos os elementos de um ideal B da ´algebra A forem nilpotentes, ent˜ao B ´e denominado um nilideal. Nosso objetivo agora ´e provar que A ´e uma F −´algebra de potˆencias associativas se, e somente se, x2 x2 = x4 para todo x ∈ A, onde a caracter´ıstica de F ´e diferente de 2, 3 e 5 e A ´e uma F -´algebra comutativa. Primeiramente provaremos alguns resultados. Proposi¸c˜ ao 1.5. Seja A uma ´algebra sobre um corpo F , cuja caracter´ıstica ´e diferente de 2. Se xx2 = x2 x, para todo x ∈ A, ent˜ao para quaisquer x, y, z ∈ A, tem-se que [xy + yx, z] + [yz + zy, x] + [zx + xz, y] = 0.. (1.6). Demonstra¸c˜ ao: Por hip´otese, temos que [x2 , x] = 0. Em particular, substituindo x por x + λy, onde λ ∈ F , temos 0 = [x2 , x] = [(x + λy)2 , x + λy] = [x2 + λxy + λyx + λ2 y 2 , x + λy] = [x2 , x] + λ([x2 , y] + [xy + yx, x]) + λ2 ([y 2 , x] + [yx + xy, y]) + λ3 [y 2 , y] = λT (x, y) + λ2 U (x, y), em que, T (x, y) = [x2 , y] + [xy + yx, x] e U (x, y) = [y 2 , x] + [yx + xy, y]. Tomando λ = 1, obtemos T (x, y) + U (x, y) = 0 e λ = −1, fornece −T (x, y) + U (x, y) = 0. Ent˜ao 2T (x, y) = 0, ou seja, T (x, y) = 0. O pr´oximo passo ´e substituir x por x + µz, onde µ ∈ F e z ∈ A, em T (x, y) = 0. 0 = T (x + µz, y) = [(x + µz)2 , y] + [(x + µz)y + y(x + µz), x + µz] = [x2 + µxz + µzx + µ2 z 2 , y] + [xy + µzy + yx + µyz, x + µz] = [x2 , y] + [xy + yx, x] + µ([xz + zx, y] + [zy + yz, x] + [xy + yx, z]) +µ2 ([z 2 , y] + [zy + yz, z]) = T (x, y) + µW (x, y, z) + µ2 T (z, y), em que W (x, y, z) = [xz + zx, y] + [zy + yz, x] + [xy + yx, z]. Como T = 0, obtemos a igualdade fazendo µ = 1.. ¤.

(21) ´ 1.4 Algebras de potˆencias associativas. 9. Notemos que se a caracter´ıstica de F for diferente de 2 e de 3, ent˜ao fazendo x = y = z em (1.6), temos 3[2x2 , x] = 0. Logo, 6[x2 , x] = 0. Assim x2 x = xx2 . Proposi¸c˜ ao 1.6. Seja A uma ´algebra sobre um corpo F , cuja caracter´ıstica ´e diferente de 2. Se xi xj = xi+j para todo x ∈ A para todos os inteiros positivos i e j tais que i + j < n e n ≥ 4, ent˜ao n[xn−1 , x] = 0,. [xn−α , xα ] = α[xn−1 , x],. α = 1, 2, · · · , n − 1.. (1.7). Demonstra¸c˜ ao: Sejam α e β inteiros positivos com α + β < n. Substituindo x, y e z por xα , xβ e xn−(α+β) , respectivamente, na identidade (1.6), temos que [xα xβ + xβ xα , xn−(α+β) ] + [xβ xn−(α+β) +xn−(α+β) xβ , xα ]+[xn−(α+β) xα +xα xn−(α+β) , xβ ] = 0. Logo [xα+β , xn−(α+β) ]+ [xn−α , xα ] + [xn−β , xβ ] = 0, ent˜ao [xn−(α+β) , xα+β ] = [xn−α , xα ] + [xn−β , xβ ]. Usaremos esta u ´ltima igualdade para provar a proposi¸c˜ao. Fazendo α = 1, 2, · · · , n − 1 e β = 1, temos, respectivamente [xn−2 , x2 ] = [xn−1 , x] + [xn−1 , x], [xn−3 , x3 ] = [xn−2 , x2 ] + [xn−1 , x], ································· [xn−(k−1) , xk−1 ] = [xn−(k−2) , xk−2 ] + [xn−1 , x], [xn−k , xk ] = [xn−(k−1) , xk−1 ] + [xn−1 , x]. Somando membro a membro as igualdades acima, obtemos [xn−k , xk ] = k[xn−1 , x]. Para k = n − 1, segue da identidade anterior que n[xn−1 , x] = 0. ¤ Corol´ ario 1.7. Com as mesmas hip´oteses da Proposi¸c˜ ao 1.6. Se carF = p > 0 e p n˜ao divide n, ent˜ao [xn−α , xα ] = 0..

(22) ´ 1.4 Algebras de potˆencias associativas. 10. Proposi¸c˜ ao 1.8. Seja A uma ´algebra sobre um corpo F , cuja a caracter´ıstica ´e diferente de 2. Se x2 x2 = (x2 x)x, para todo x ∈ A, ent˜ao (xy + yx)(zw + wz) + (xz + zx)(yw + wy) + (xw + wx)(zy + yz) +(zy + yz)(xw + wx) + (yw + wy)(xz + zx) + (zw + wz)(xy + yx) = [(zw + wz)y + (wy + yw)z + (yz + zy)w]x + [(zw + wz)x + (wx + xw)z +(xz + xz)w]y + [(xw + wx)y + (wy + yw)x + (yx + xy)w]z +[(zx + xz)y + (xy + yx)z + (yz + zy)x]ω.. (1.8). Demonstra¸c˜ ao: Substituindo x por x + λy na hip´otese, para x, y ∈ A e λ ∈ F , tem-se que (x + λy)2 (x + λy)2 − [(x + λy)2 (x + λy)](x + λy) = 0. Efetuando os c´alculos, chegamos `a K + λL + λ2 M + λ3 N + λ4 P = 0, onde K = K(x) = x2 x2 − x3 x = 0, P. = K(y) = y 2 y 2 − y 3 y = 0,. L. = L(x, y) = x2 (xy) + x2 (yx) + (xy)x2 + (yx)x2 −x3 y − ((xy)x)x − ((yx)x)x − (x2 y)x,. M = M (x, y) = x2 y 2 + (xy)2 + (xy)(yx) + (yx)(xy) + (yx)2 + y 2 x2 − ((xy)y)x −((yx)x)y − (y 2 x)x − (x2 y)y − ((xy)x)y − ((yx)y)x, N. = L(y, x) = y 2 (yx) + y 2 (xy) + (yx)y 2 + (xy)y 2 − y 3 x − ((yx)y)y − ((xy)y)y −(y 2 x)y.. Segue que λL + λ2 M + λ3 N = 0. Quando λ = 1, temos que L + M + N = 0 e quando λ = −1, temos que −L + M − N = 0. Logo, M (x, y) = 0 e substituindo x por x + µz, onde µ ∈ F e z ∈ A obtemos M (x + µz, y). =. (x + µz)2 y 2 + [(x + µz)y]2 + [(x + µz)y][y(x + µz)] + [y(x + µz)][(x + µz)y] + [y(x + µz)]2 + y 2 (x + µz)2 − [y 2 (x + µz)](x + µz) − [((x + µz)y)y](x + µz) − [(y(x + µz))y](x + µz) − [((x + µz)y)(x + µz)]y − [(y(x + µz))(x + µz)]y − [(x + µz)2 y]y..

(23) ´ 1.4 Algebras de potˆencias associativas. 11. Isto fornece a equa¸ca˜o M (x + µz, y) = M (x, y) + µQ(x, y, z) + µ2 M (z, y), onde Q(x, y, z) = y 2 (xz + zx) + (xz + zx)y 2 + (xy + yx)(zy + yz) + (zy + yz)(xy + yx) − (y 2 x)z − z(y 2 x) − [(xy + yx)y]z − [(zy + yz)y]x − [(xy + yx)z]y − [(zy + yz)x]y − [(xz + zx)y]y. Mas, com vimos acima, M = 0 e, assim, Q(x, y, z) = 0. Agora, substituindo y por y + αw, encontramos a igualdade Q(x, y, z)+αR(x, y, z, w)+α2 Q(x, w, z) = 0. Lembrando que Q ´e nula e fazendo α = 1, obtemos o resultado, ou seja (xy + yx)(zw + wz) + (xz + zx)(yw + wy) + (xw + wx)(zy + yz) +(zy + yz)(xw + wx) + (yw + wy)(xz + zx) + (zw + wz)(xy + yx) = [(zw + wz)y + (wy + yw)z + (yz + zy)w]x + [(zw + wz)x + (wx + xw)z +(xz + xz)w]y + [(xw + wx)y + (wy + yw)x + (yx + xy)w]z +[(zx + xz)y + (xy + yx)z + (yz + zy)x]w. Assim fica provada a equa¸ca˜o (1.8). ¤. Observemos que se a caracter´ıstica de F for diferente de 2 e de 3, ent˜ao fazendo x = y = z = ω em (1.8), obtemos x2 x2 = x3 x. Proposi¸c˜ ao 1.9. Seja A uma ´algebra sobre um corpo F de caracter´ıstica diferente de 2, de 3 e de 5. Se n ≥ 5 e xλ xµ = xλ+µ , quaisquer que sejam os inteiros positivos λ e µ, com λ + µ < n, ent˜ao xn−α xα = xn−1 x +. α − 1 n−1 [x , x], 2. α = 1, 2, · · · , n − 1.. (1.9). Demonstra¸c˜ ao: Consideremos os inteiros positivos α, β, γ, δ tais que α +β +γ +δ = n. Substituindo x por xα , y por xβ , z por xγ e w por xδ em (1.8) obtemos 4xα+β xγ+δ + 4xα+γ xβ+δ + 4xα+δ xβ+γ + 4xβ+γ xα+δ + 4xβ+δ xα+γ + 4xγ+δ xα+β = 6xβ+γ+δ xα + 6xα+γ+δ xβ + 6xα+β+δ xγ + 6xα+β+γ xδ , de onde segue que 2(xα+β xγ+δ + xγ+δ xα+β + xα+γ xβ+δ + xβ+δ xα+γ + xα+δ xβ+γ + xβ+γ xα+δ ) = 3(xn−α xα + xn−β xβ + xn−γ xγ + xn−δ xδ ). (1.10).

(24) ´ 1.4 Algebras de potˆencias associativas. 12. Aplicando a Proposi¸ca˜o 1.9, substituindo xn−δ xδ , xα+β xγ+δ , xα+γ xβ+δ , xβ+γ xα+δ pelos correspondentes termos com os dois fatores trocados, obtemos 3(xn−α xα + xn−β xβ + xn−γ xγ + xn−(α+β+γ) xα+β+γ ) = 4(xn−(α+β) xα+β + xn−(α+γ) xα+γ + xn−(β+γ) xβ+γ ) − (α + β + γ)[xn−1 , x]. (1.11) Vamos discutir os casos em que α + β + γ = 3, 4 e 5. No primeiro caso, obrigatoriamente α = β = γ = 1 e aplicando acima, temos que 3(xn−1 x + xn−1 x + xn−1 x + xn−3 x3 ) = 4(xn−2 x2 + xn−2 x2 + xn−2 x2 ) − 3[xn−1 , x], xn−3 x3 = 4xn−2 x2 − 3xn − [xn−1 , x].. (1.12). Se α + β + γ = 4, pode ser que α = 2 e β = γ = 1. Aplicamos na equa¸ca˜o (1.11) e usando (1.12), fornecem 3(xn−2 x2 + xn−1 x + xn−1 x + xn−4 x4 ) = 4(xn−3 x3 + xn−3 x3 + xn−2 x2 ) − 4[xn−1 , x], 3xn−2 x2 + 6xn−1 x + 3xn−4 x4 = 8xn−3 x3 + 4xn−2 x2 − 4[xn−1 , x], xn−4 x4 = 11xn−2 x2 − 10xn − 4[xn−1 , x].. (1.13). Os casos em que α = γ = 1 e β = 2 e em que α = β = 1 e γ = 2 fornecem uma igualdade semelhante a (1.13) pela simetria em rela¸c˜ao `a α, β e γ. Agora, vejamos o que ocorre quando α + β + γ = 5. Ent˜ao n > 6 e se α = β = 2 e γ = 1, segue de (1.11) que 3(xn−2 x2 + xn−2 x2 + xn−1 x + xn−5 x5 ) = 4(xn−4 x4 + xn−3 x3 + xn−3 x3 ) − 5[xn−1 , x], 6xn−2 x2 + 3xn + 3xn−5 x5 = 4xn−4 x4 + 8xn−3 x3 − 5[xn−1 , x].. (1.14). Se α = 3 e β = γ = 1, ent˜ao 3(xn−3 x3 + xn−1 x + xn−1 x + xn−5 x5 ) = 4(xn−4 x4 + xn−4 x4 + xn−2 x2 ) − 5[xn−1 , x], 3xn−3 x3 + 6xn + 3xn−5 x5 = 8xn−4 x4 + 4xn−2 x2 − 5[xn−1 , x]. Subtraindo (1.15) de (1.14), obtemos 3xn−3 x3 + 3xn − 6xn−2 x2 = 4xn−4 x4 + 4xn−2 x2 − 8xn−3 x3 ,. (1.15).

(25) ´ 1.4 Algebras de potˆencias associativas. 13. 3xn + 11xn−3 x3 − 10xn−2 x2 = 4xn−4 x4 .. (1.16). Usando (1.12) e (1.13) em (1.16) 3xn + 11(4xn−2 x2 − 3xn − [xn−1 , x]) − 10xn−2 x2 = 4(11xn−2 x2 − 10xn − 4[xn−1 , x]), 1 xn−2 x2 = xn + [xn−1 , x], 2 que ´e o resultado da Proposi¸ca˜o para α = 2. Agora vamos proceder por indu¸c˜ao. Suponhamos que (1.9) seja v´alida para α = 1, 2, · · · , k + 1, onde k ≥ 1. Substituindo β = γ = 1 e α = k em (1.11), obtemos 3(xn−(k+2) xk+2 + 2xn−1 x + xn−k xk ) = 4(2xn−(k+1) x(k+1) + xn−2 x2 ) − (k + 2)[xn−1 , x], 3xn−(k+2) xk+2 + 6xn−1 x + 3xn−k xk = 8xn−(k+1) xk+1 + 4xn−2 x2 − (k + 2)[xn−1 , x], 3xn−(k+2) xk+2 = 8xn−(k+1) xk+1 + 4xn−2 x2 − 3xn−k xk − 6xn−1 x − (k + 2)[xn−1 , x].. (1.17). Fazendo α = k e α = k + 1 na hip´otese de indu¸ca˜o, obtemos respectivamente xn−k xk = xn−1 x +. k − 1 n−1 [x , x], 2. k xn−(k+1) xk+1 = xn−1 x + [xn−1 , x]. 2 Levando esses resultados em (1.17), concluimos que. 3xn−(k+2) xk+2 = 3xn−1 x+[4k+2−3. k−1 3 −(k+2)][xn−1 , x] = 3xn−1 x+ (k+1)[xn−1 , x], 2 2 (1.18). da´ı, obtemos k + 1 n−1 [x , x]. 2 Portanto, o resultado tamb´em ´e v´alido para α = k+2 e isso encerra a demonstra¸ca˜o. xn−(k+2) xk+2 = xn−1 x +. ¤ Proposi¸c˜ ao 1.10. Seja A uma F -´ algebra comutativa. A ´e de potˆencias associativas se e somente se x2 x2 = x4 , para todo x ∈ A, onde a caracter´ıstica de F ´e diferente de 2, 3 e 5..

(26) 1.5 A ´algebra A(+). 14. Demonstra¸c˜ ao: Se A ´e de potˆencias associativas, ent˜ao xi xj = xi+j , para quaisquer x ∈ A e i, j ≥ 1. Segue que x2 x2 = x4 . Suponhamos que x2 x2 = x4 para todo x ∈ A. Como A ´e uma ´algebra comutativa, ent˜ao [xn−1 , x] = 0, isto ´e, xn−1 x = xxn−1 e de (1.9) conclui-se que as n-´esimas potˆencias s˜ao associativas bem como vale para as k-´esimas potˆencias, com k < n e n ≥ 5. ¤. 1.5. A´ algebra A(+). Veremos agora que, a partir de uma F -´algebra A dada com caracter´ıstica de F diferente de 2, podemos contruir uma nova ´algebra, apenas modificando o produto. Esta nova ´algebra ser´a u ´til no estudo das ´algebras de potˆencias associativas n˜ao comutativas. Definiremos uma ´algebra associada A(+) que como F -espa¸co vetorial ´e a mesma de A, mas com produto denotado por x · y e defnido em fun¸ca˜o do produto xy em A da seguinte maneira :. 1 x · y = (xy + yx) 2. 1 1 Temos que a ´algebra A(+) ´e comutativa, pois x·y = (xy +yx) = (yx+xy) = y ·x. 2 2 Definimos as potˆencias de A(+) por x·1 = x e x·n = x·(n−1) x, onde n > 1 ´e inteiro. Essas potˆencias coincidem com as de A. De fato, suponhamos por indu¸ca˜o que isso seja verdade para o inteiro positivo k, ou seja, x·k = xk , ent˜ao x·(k+1) = x·k · x = xk · x = xk+1 . Logo A(+) ´e uma ´algebra de potˆencias associativas, se A for de potˆencias associativas. Por´em, ´e possivel construir uma ´algebra A(+) de potˆencias associativas, sem que A seja de potˆencias associativas. Exemplo 1.1. Seja A um F -espa¸co vetorial de dimens˜ao 4 com base {u1 , u2 , u3 , u4 }. Em A definimos a seguinte multiplica¸c˜ ao: u21 = u2 , u1 u2 = u3 , u2 u1 = u4 e os outros produtos s˜ao zero. Assim, para a = u1 , temos a2 = u2 , aa2 = u3 e a2 a = u4 . Como x·α · x·β = x·(α+β) , para todos os inteiros positivos α + β ≥ 4, ent˜ao A(+) ´e de potˆencias associativas. No entanto, A n˜ao o ´e, pois aa2 6= a2 a..

(27) 1.6 Identidades envolvendo Lx e Rx. 1.6. 15. Identidades envolvendo Lx e Rx. Com as nota¸co˜es de Lx e Rx a multiplica¸ca˜o por y em A(+) ´e unicamente representada pela aplica¸ca˜o:. 1 Tx = (Rx + Lx ). 2 Reescrevendo a identidade (1.6) em termos de multiplica¸c˜ao `a direta e `a esquerda, temos Lxy+yx − Rxy+yx + (Ly + Ry )x − x(Ly + Ry ) + (Lx + Rx )y − y(Lx + Rx ) = 0, que ainda pode ser reescrita como segue (Rx + Lx )(Ry − Ly ) + (Ry + Ly )(Rx − Lx ) = Rxy+yx − Lxy+yx .. (1.19). Reescrevendo a identidade (1.8) em termos de multiplica¸c˜ao `a esquerda e `a direita temos que: (xy + yx)(Rz + Lz ) + (xz + zx)(Ry + Ly ) + (Rx + Lx )(zy + yz) + (zy + yz)(Rx + Lx ) + (Ry + Ly )(xz + zx) + (Rz + Lz )(xy + yx) = [(Rz + Lz )y + (Ry + Ly )z + Lyz+zy ]x + [(Rx + Lx )y + (Ry + Ly )x + Lxy+yx ]z +[(Rz + Lz )x + (Rx + Lx )z + Lxz+zx ]y + L(xz+zx)y + L(xy+yx)z + L(yz+zy)x . Portanto,. L(xz+zx)y + L(xy+yx)z + L(yz+zy)x = (Rx + Lx )(Ryz+zy + Lyz+zy − Ry Rz − Rz Ry )+ (Ry + Ly )(Rxz+zx + Lxz+zx − Rx Rz − Rz Rx )+ (Rz + Lz )(Rxy+yx + Lxy+yx − Rx Ry − Ry Rx )− (Lxy+yx Rz + Lxz+zx Ry + Lyz+zy Rx ). (1.20). Fazendo x = y em (1.19), temos que R2xx − L2xx = 2(Rx + Lx )(Rx − Lx ), ou ainda Rxx − Lxx = (Rx + Lx )(Rx − Lx ) e quanto x = y = z, segue de (1.20), temos que 3L2(xx)x = 3(Rx + Lx )(R2xx + L2xx − 2Rx2 ) − 3L2xx Rx ,. (1.21).

(28) 1.6 Identidades envolvendo Lx e Rx. 16. L(xx)x = (Rx + Lx )(Rxx + Lxx − Rx2 ) − Lxx Rx .. (1.22). No caso particular em que x = e = e2 , a f´ormula (1.21) se transforma em Ree − Lee = (Re + Le )(Re − Le ), de onde segue que (Re + Le )(Re − Le ) − (Re − Le ) = 0. Logo, (Re + Le − I)(Re − Le ) = 0.. (1.23). Fazendo x = e = e2 tamb´em em (1.22), obtemos L(ee)e = (Re +Le )(Re +Le −Re2 )−Le Re , ou ainda, Re2 + Re Le − Re Re2 + Le Re + L2e − Le Re2 − Le Re − Le = 0. Assim, temos (Re + Le )2 − (Re + Le )Re2 − Le (Re + I) = 0. (1.24). onde I ´e o operador identidade em A. N˜ao ´e possivel deduzir a partir de (1.23) e (1.24) equa¸c˜oes que s´o contenham Re e Le . Quando A ´e comutativa, segue de (1.20) que 2Rx(yz) + 2Ry(zx) + 2Rz(xy) =. (Rx + Ly )(4Ryz − Ry Rz − Rz Ry ) (Ry + Ry )(4Rzx − Rz Rx − Rx Rz ) + (Rz + Rz )(4Rxy − Rx Ry − Ry Rx ) − 2(Rxy Rz + Rzx Ry + Ryz Rx ).. portanto, temos Rx(yz) + Ry(zx) + Rz(xy) = 4(Rx Ryz + Ry Rzx + Rz Rxy ) − (Ryz Rx + Rzx Ry + Rxy Rz )− [Rx (Ry Rz + Rz Ry ) + Ry (Rz Rx + Rx Rz ) + Rz (Rx Ry + Ry Rx )]. (1.25) Al´em disso, (1.19) e (1.21) se anulam, pois Lx = Rx , para todo x ∈ A. A igualdade (1.22) se torna R(xx)x = 2Rx (Rx x − Rx2 ) − Rx xRx , ou seja, R(xx)x = 4Rx Rx x − 2Rx3 − Rx xRx .. (1.26). Finalmente, usando a express˜ao (1.25) com y = x e z = x2 e a express˜ao (1.26), chegamos `a identidade 2 R(xx)(xx) = Rxx + 10Rx2 Rxx − 6Rx Rxx Rx − 4Rx4 .. (1.27).

(29) ´ 1.7 Algebra alternativa. 1.7. 17. ´ Algebra alternativa. Defini¸c˜ ao 1.17. Uma ´algebra A sobre F ´e dita alternativa se x2 y = x(xy),. yx2 = (yx)x. (1.28). para todo x, y ∈ A, onde (1.28) s˜ao ditas leis alternativas `a esquerda e `a direita, respectivamente. ´ fac´ıl ver que as leis alternativas implicam nas identidades E (x, y, z) + (y, x, z) = 0,. (x, y, z) + (x, z, y) = 0.. Equivalentemente, em termos do associador, temos (x, x, y) = (y, x, x) = 0, para todo x, y ∈ A ou, em termos de Lx e Rx Lx2 = L2x ,. Rx2 = Rx2. (1.29). para todo x ∈ A. Defini¸c˜ ao 1.18. Dizemos que a ´algebra A ´e flex´ıvel se (xy)x = x(yx),. (1.30). quaiquer que sejam x, y ∈ A. Substituindo x por x + z em (1.30), onde z ∈ A, ficamos com (xy + zy)(x + z) = (x + z)(yx + yz), implicando (xy)z + (zy)x = x(yz) + z(yx).. (1.31). Reciprocamente, se uma ´algebra A sobre um corpo F de caracter´ıstica diferente de 2 cumpre a condi¸ca˜o (1.31), ent˜ao A ´e flex´ıvel. Em particular a igualdade x2 x = xx2 ´e ´ f´acil ver que se A ´e alternativa, ent˜ao v´alida para todo x em uma ´algebra flex´ıvel. E A ´e flex´ıvel. Proposi¸c˜ ao 1.11 (Identidades de Moufang). Seja A uma ´algebra alternativa ent˜ao.

(30) ´ 1.7 Algebra alternativa. 18. (i) (xax)y = x[a(xy)], (ii) y(xax) = [(yx)a]x, (iii) (xy)(ax) = x(ya)x, para todo x, y, a ∈ A. Demonstra¸c˜ ao: (i) (xax)y − x[a(xy)] = (xa, x, y) + (x, a, xy) = −(x, xa, y) − (x, xy, a) = −[x(xa)]y + x[(xa)y] − [x(xy)]a + x[(xy)a] = −(x2 a)y − (x2 y)a + x[(xa)y + (xy)a] = −(x2 , a, y) − (x2 , y, a) − x2 (ay) − x2 (ya) +x[(xa)y + (xy)a] = x[−x(ay) − x(ya) + (xa)y + (xy)a] = x[(x, a, y) + (x, y, a)] = 0. ´ a rela¸ca˜o rec´ıproca de (i). Note que (ii) ´e equivalente `a (ii) E (y, xa, x) = −(y, x, a)x, para todo x, y, a ∈ A. De fato, (y, xa, x) = [y(xa)]x − y(xax) = [y(xa)]x − [(yx)a]x = −(y, x, a)x. Substituindo x por x + λz, onde z ∈ A e λ ∈ F , temos (y, xa, z) + (y, za, x) = −(y, x, a)z − (y, z, a)x.. (iii) (xy)(ax) − x(ya)x = (x, y, ax) + x[y(ax) − (ya)x] = −(x, ax, y) − x(y, a, x) = −(xax)y + x[(ax)y − (y, a, x)] = −x[a(xy) − (ax)y + (y, a, x)] = −x[−(a, x, y) + (y, a, x)] = 0.. (1.32).

(31) 1.8 Idempotente em ´algebra de Jordan. 19 ¤. Defini¸c˜ ao 1.19. Uma ´algebra comutativa A ´e uma ´ algebra de Jordan se x2 (yx) = (x2 y)x, para quaisquer x, y ∈ A. Proposi¸c˜ ao 1.12. Se A ´e uma ´algebra de Jordan ent˜ao A ´e de potˆencias associativas. Demonstra¸c˜ ao: Se A ´e uma ´algebra de Jordan, ent˜ao x2 (yx) = (x2 y)x, para quaisquer x, y ∈ A. Fazendo x = y, temos x2 x2 = x4 . Segue da Proposi¸c˜ao 1.10 que A ´e de potˆencias associativas. ¤. 1.8. Idempotente em ´ algebra de Jordan. Seja A uma ´algebra de Jordan que possui um idempotente e. Sabemos que A satisfaz a identidade de Jordan x2 (yx) = (x2 y)x. (1.33). Linearizando (1.33), substituindo x por x + λz, onde z ∈ A e λ ∈ F , obtemos x2 (yz) + 2(xz)(yx) = (x2 y)z + 2((xz)y)x. (1.34). e linearizando (1.34), substituindo x por x + γw, onde w ∈ A e γ ∈ F , obtemos (xw)(yz) + (xz)(yw) + (wz)(yx) = ((xw)y)z + ((wz)y)x + ((xz)y)w.. (1.35). Usando o operador multiplicativo `a esquerda de A temos que (1.35) ´e equivalente L(yz) Lx − Lz Ly Lx + L(xz) Ly − Lx Ly Lz + L(yx) Lz − L((xz)y) = 0.. (1.36). Tomemos y = x e z = xi−1 para i ≥ 2 ent˜ao temos, Lxi+1 = Lx2 Lxi−1 − Lxi−1 L2x − L2x Lxi−1 + 2Lxi Lx .. (1.37). Agora em (1.37) tomemos i = 2 e x = e. Da´ı obtemos, 2L3e − 3L2e + Le = 0,. (1.38).

(32) 1.8 Idempotente em ´algebra de Jordan. 20. 1 ou seja, f (Le ) = 0 , onde f (x) = (x − 1)(x − )x. Portanto o polinˆomio minimal do 2 1 operador Le divide f (x). As u ´nicas possibilidades para os autovalores de Le s˜ao 1 , 2 e 0. Segue que pelo Teorema da decomposi¸ca˜o prim´aria temos, A = A1 ⊕ A1/2 ⊕ A0 ,. (1.39). 1 onde Ai = {xi ∈ A | exi = ixi } , i = 1, , 0. 2 Defini¸c˜ ao 1.20. Dizemos que (1.39) ´e a decomposi¸ c˜ ao de Peirce da ´algebra de Jordan A relativa ao idempotente e. Defini¸c˜ ao 1.21. Diz-se que os subespa¸cos B e C da ´algebra A s˜ao ortogonais quando xy = 0, para quaisquer x ∈ B e y ∈ C. Os subespa¸cos Ai em (1.39) est˜ao relacionadas da seguinte maneira 1 1. Ai Ai ⊆ Ai se i 6= . 2 De fato, tomemos x = e, z = xi ∈ Ai , y = yi ∈ Ai em (1.34). Segue que e(yi xi ) + 2(exi )(eyi ) − (eyi )xi − 2e((exi )yi ) = 0.. (1.40). Se i = 0, obtemos e(y0 x0 ) = 0 o que implica em y0 x0 ∈ A0 . Se i = 1, obtemos e(y1 x1 ) = y1 x1 o que implica em y1 x1 ∈ A1 . 2. A1 A0 = A0 A1 ⊆ A0 ∩ A1 = 0. De fato, tomemos x = e, y = x0 e z = y1 em (1.34). Da´ı obtemos, e(x0 y1 ) = 0. Portanto A0 A1 ⊆ A0 . Agora, tomando x = e, y = x1 e z = y0 em (1.34), temos e(y0 x1 ) = y0 x1 . Segue que A0 A1 ⊆ A1 . Logo, A0 A1 = A1 A0 ⊆ A0 ∩ A1 = 0. Portanto A1 e A0 s˜ao ortogonais. 3. A1/2 A1/2 ⊂ A1 ⊕ A0 . De fato, tomemos y = w = e, x = x1/2 , z = z1/2 em (1.35). Segue que e(x1/2 z1/2 ) = e(e(x1/2 z1/2 )). (1.41). Escrevamos x1/2 z1/2 = a1 + a1/2 + a0 . Segue que e(a1 + a1/2 + a0 ) − e(e(a1 + a1/2 + 1 a0 )) = 0. Ent˜ao a1/2 = 0. Logo a1/2 = 0, ou seja, x1/2 z1/2 = a1 + a0 . 4.

(33) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas 4. A1 A1/2 ⊆ A1/2. 21. e A0 A1/2 ⊆ A1/2 .. 1 De fato, tomemos x = e, y = x 1 e z = y1 em (1.34). Obtemos e(y1 x 1 ) = (y1 x 1 ). 2 2 2 2 Logo A1 A1/2 ⊆ A1/2 . 1 Agora tomemos x = e, y = y 1 e z = x0 em (1.34). Temos e(x0 y 1 ) = (x0 y 1 ). 2 2 2 2 Segue que A0 A1/2 ⊆ A1/2 . Observa¸ c˜ ao 1.6. Notemos que A0 e A1 s˜ ao sub´algebras ortogonais de A.. 1.9. Idempotente em ´ algebras comutativas. Seja A uma ´algebra comutativa de potˆencias associativas, ent˜ao x2 x = xx2 ,. (1.42). x2 x2 = (x2 x)x,. (1.43). para todo x ∈ A e tamb´em. para todo x ∈ A. Em termos de associadores (1.43) pode ser escrito como (x2 , x, x) = 0, para todo x ∈ A. Linearizando (1.43), substituindo x por x + λy, onde y ∈ A e λ ∈ F , temos (x + λy)2 (x + λy)2 − [(x + λy)2 (x + λy)](x + λy) = 0.. (1.44).

(34) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 22. Efetuando os c´alculos, chegamos `a K + λL + λ2 M + λ3 N + λ4 P = 0, onde K = K(x) = x2 x2 − x3 x = 0, P. = K(y) = y 2 y 2 − y 3 y = 0,. L. = L(x, y) = x2 (xy) + x2 (yx) + (xy)x2 + (yx)x2 −x3 y − ((xy)x)x − ((yx)x)x − (x2 y)x,. M = M (x, y) = x2 y 2 + (xy)2 + (xy)(yx) + (yx)(xy) + (yx)2 + y 2 x2 − ((xy)y)x −((yx)x)y − (y 2 x)x − (x2 y)y − ((xy)x)y − ((yx)y)x, N. = L(y, x) = y 2 (yx) + y 2 (xy) + (yx)y 2 + (xy)y 2 − y 3 x − ((yx)y)y − ((xy)y)y −(y 2 x)y.. Portanto, L = L(x, y) = x2 (xy)+x2 (yx)+(xy)x2 +(yx)x2 −x3 y−((xy)x)x−((yx)x)x−(x2 y)x = 0, (1.45) onde podemos escrever (1.45) em termos de associadores como (xy + yx, x, x) + (x2 , y, x) + (x2 , x, y) = 0,. (1.46). para todo x, y ∈ A. Analogamente, substituindo x por x + βz em (1.46), onde z ∈ A e β ∈ F obtemos (xz + zx, y, x) + (xy + yx, z, x) + (xz + zx, x, y) + (yz + zy, x, x) +(xy + yx, x, z) + (x2 , z, y) + (x2 , y, z) = 0,. (1.47). para todo x, y, z ∈ A. Por outro lado, se e ´e um idempotente da ´algebra A, ent˜ao a identidade (1.24) se torna 2L3e −3L2e +Le = 0, pois A ´e comutativa. E como no caso das ´algebras de Jordan, temos uma decomposi¸c˜ao de Peirce A = A1 ⊕ A1/2 ⊕ A0 , 1 onde Ai = {xi ∈ A | exi = ixi } , i = 1, , 0. 2. (1.48).

(35) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 23. Proposi¸c˜ ao 1.13. Seja A uma ´algebra comutativa de potˆencias associativas com decomposi¸c˜ ao de Peirce (1.48), relativa ao idempotente e. Ent˜ao A1 e A0 s˜ao sub´algebras ortogonais de A e s˜ao v´alidas as seguintes inclus˜oes: A1/2 A1/2 ⊆ A1 + A0 , A1 A1/2 ⊆ A1/2 + A0 , A0 A1/2 ⊆ A1 + A1/2 . Demonstra¸c˜ ao: Como A ´e uma ´algebra de potˆencias associativas segue que (1.43), vale para todo x ∈ A, portanto da Proposi¸ca˜o (1.8), temos 4[(xy)(wz) + (xz)(yw) + (xw)(yz)] = x[y(zw) + z(wy) + w(yz)] +y[x(zw) + z(wx) + w(xz)] +z[x(yw) + y(wx) + w(xy)] +w[x(yz) + y(xz) + z(xy)].. (1.49). Em particular, quando z = w = e, obtemos a seguinte identidade 4[(xy)e+2(xe)(ye)] = x[ye+2(ye)e]+y[xe+2(xe)e]+2e[x(ye)+y(xe)+(xy)e]. (1.50) Sejam x, y ∈ A1 , ent˜ao x = ex = xe e y = ey = ye. Fazendo essas substitui¸co˜es em (1.50) temos 4(xy)e + 8xy = 6xy + 4e(xy) + 2((xy)e)e. Logo, ((xy)e)e − xy = 0, da´ı 0 = ((xy)e)e − xy = (Re2 − I)(xy). Segue que (Re2 − I)(xy) = 0, como Re + I ´e injetor, pois seja x = x1 + x 1 + x0 ∈ A tal que (Re + I)(x) = 0. Ent˜ao 0 = 2x1 + 32 x 1 + x0 , 2. 2. logo x1 = 0, x 1 = 0 e x0 = 0. Ent˜ao, (Re − I)(xy) = 0, assim e(xy) = (xy)e = xy, 2. portanto xy ∈ A1 . Ent˜ao A1 ´e uma sub´algebra. Agora consideremos x, y ∈ A0 , de modo que ex = xe = 0 = ey = ye. Com isto, a equa¸c˜ao (1.50) se reduz `a 4(xy)e = 2((xy)e)e, que pode ser reescrita como ((xy)e)e − 2(xy)e = 0. Logo (Re2 − 2Re )(xy) = (Re − 2I)Re (xy) = 0. Assim, Re (xy) = 0, pois (Re − 2I) ´e injetor, ou seja e(xy) = (xy)e = 0. Portanto, xy ∈ A0 e fica provado que A0 tamb´em ´e sub´algebra. Vamos provar que elas s˜ao ortogonais. Dados x ∈ A1 e y ∈ A0 . Segue de (1.50) que 4(xy)e = 3xy + 2(xy)e + 2((xy)e)e. Portanto, (2Re2 − 2Re + 3I)(xy) = 0, usando a decomposi¸ca˜o de Peirce e fazendo xy = a1 + a 1 + a0 , temos 0 = (2Re2 − 2Re + 3I)(xy) = 2.

(36) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 24. 5 (2Re2 − 2Re + 3I)(a1 + a 1 + a0 ) = 3a1 + a 1 + 3a0 , como a soma ´e direta, a1 = 0, a 1 = 0 2 2 2 2 e a0 = 0, segue que xy = 0. Logo, as sub´algebras A1 e A2 s˜ao ortogonais. Resta provar as inclus˜oes. Fazendo x = e, y = y1/2 e z = z1/2 , em (1.47), onde y1/2 , z1/2 ∈ A1/2 obtemos e(e(y1/2 z1/2 )) = e(y1/2 z1/2 ).. (1.51). Agora, usando a decomposi¸ca˜o de Peirce, substituindo y1/2 z1/2 = a1 + a1/2 + a0 , onde a1 ∈ A1 , a1/2 ∈ A1/2 e a0 ∈ A0 , em (1.51), temos a1/2 = 0. Logo y1/2 z1/2 = a1 + a0 . Portanto A1/2 A1/2 ⊆ A1 + A0 . Analogamente, substituindo x = e, y = y1/2 e z = z1 , em (1.47), onde y1/2 ∈ A1/2 e z1 ∈ A1 , obtemos A1 A1/2 ⊆ A1/2 + A0 e fazendo x = e, y = y1/2 e z = z0 , em (1.47), onde y1/2 ∈ A1/2 e z0 ∈ A0 , temos A0 A1/2 ⊆ A1 + A1/2 . ¤ Para cada x1 ∈ A1 definimos as transforma¸co˜es lineares S 1 (x1 ) : A 1 → A 1 , tal que 2. 2. 2. x 1 7−→ (x1 x 1 ) 1 e S0 (x1 ) : A 1 → A0 , tal que x 1 7−→ (x1 x 1 )0 . Similarmente, para cada 2. 2. 2. 2. 2. 2. x0 ∈ A0 defina as transforma¸c˜oes lineares T 1 (x0 ) : A 1 → A 1 , tal que x 1 7−→ (x0 x 1 ) 1 e 2. 2. 2. 2. 2. 2. T1 (x0 ) : A 1 → A1 , tal que x 1 7−→ (x0 x 1 )1 . Temos as seguintes identidades de Peirce. 2. 2. 2. Lema 1.14. Para todo x0 , y0 , w0 ∈ A0 , x1 , y1 , w1 ∈ A1 e w 1 , a 1 ∈ A 1 , temos: 2. 2. 2. (i) S 1 (x1 y1 ) = S 1 (x1 )S 1 (y1 ) + S 1 (y1 )S 1 (x1 ), 2. 2. 1 S (x y ) 2 0 1 1. 2. 2. 2. = S0 (x1 )S 1 (y1 ) + S0 (y1 )S 1 (x1 ); 2. 2. (ii) T 1 (x0 y0 ) = T 1 (x0 )T 1 (y0 ) + T 1 (y0 )T 1 (x0 ), 2. 2. 1 T (x y ) 2 1 0 0. 2. 2. 2. = T1 (x0 )T 1 (y0 ) + T1 (y0 )T 1 (x0 ); 2. 2. (iii) T 1 (x0 )S 1 (y1 ) = S 1 (y1 )T 1 (x0 ); 2. 2. 2. 2. (iv) [T1 (x0 )w 1 ]y1 = 2T1 (x0 )S 1 (y1 )w 1 , [S0 (y1 )w 1 ]x0 = 2S0 (y1 )T 1 (x0 )w 1 ; 2. 2. 2. 2. 2. 2. 1 1 (v) xλ (x 1 y 1 ) = [x 1 (xλ y 1 ) 1 + y 1 (xλ x 1 ) 1 ]λ + [x 1 (xλ y 1 )1−λ + y 1 (xλ x 1 )1−λ ]λ 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 4 2 (λ = 0, 1); (vi) S 1 (w1 )a 1 = T 1 (w0 )a 1 , onde a21 = w1 + w0 . 2. 2. 2. 2. 2.

(37) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 25. Demonstra¸c˜ ao: (i) Substituindo x = x1 ∈ A1 , z = e, y = w ∈ A 1 em (1.47) e usando o fato que 2 1 e(x1 w) = (x1 w), pois x1 w ∈ A1 A 1 ⊆ A 1 + A0 obtemos, 2 2 2 e[2(wx1 )x1 + wx21 ] + wx21 − 4(wx1 )x1 = 0.. (1.52). Tomando a componente A 1 em (1.52), temos 2. e[2(wx1 )x1 + wx21 ] + wx21 − 4(wx1 )x1 = 0, 1 ((x1 w) 1 x1 ) 1 + (wx21 ) 1 + (x21 w) 1 − 4((wx1 )x1 ) 1 = 0, 2 2 2 2 2 2 3 2 (x w) 1 = 3((x1 w) 1 x1 ) 1 , 2 2 2 1 2 2 (x1 w) 1 = 2((x1 w) 1 x1 ) 1 , 2. 2. 2. S 1 (x21 ) = 2S 21 (x1 ). 2. (1.53). 2. Substituindo x1 por x1 + y1 em (1.53), temos S 1 ((x1 + y1 )2 ) = 2S 21 (x1 + y1 ), 2. 2. S 1 (x21 + 2x1 y1 + y12 ) = 2(S 1 (x1 ) + S 1 (y1 ))2 , 2. 2. 2. S 1 (x21 ) + S 1 (2x1 y1 ) + S 1 (y12 ) = 2(S 21 (x1 ) + S 1 (x1 )S 1 (y1 ) + S 1 (y1 )S 1 (x1 ) + S 21 (y1 )), 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2S 1 (x1 y1 ) = 2(S 1 (x1 )S 1 (y1 ) + S 1 (y1 )S 1 (x1 )), 2. 2. 2. 2. 2. S 1 (x1 y1 ) = S 1 (x1 )S 1 (y1 ) + S 1 (y1 )S 1 (x1 ). 2. 2. 2. 2. 2. Agora, tomando a componente A0 em (1.52), temos (wx21 )0 = 4((wx1 )x1 )0 , S0 (x21 ) = 4S0 (x1 )S 1 (x1 ). 2. Substituindo x1 por x1 + y1 em (1.53), temos 1 S0 (x1 y1 ) = S0 (x1 )S 1 (y1 ) + S0 (y1 )S 1 (x1 ). 2 2 2 (ii) An´alogo ao (i). (1.54).

(38) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 26. (iii) Substituindo x = x0 , y = y1 , z = e, w = w 1 , em (1.49), onde x0 ∈ A0 , y1 ∈ A1 , 2. w 1 ∈ A 1 , obtemos 2. 2. ·. 4(x0 w 1 )y1 2. 1 = x0 y1 w 1 + e(w 1 y1 ) + w 1 y1 2 2 2 2 · ¸ 1 + y1 e(w 1 x0 ) + w 1 x0 2 2 2 h i + e x0 (y1 w 1 ) + y1 (w 1 x0 ) . 2. ¸. 2. (1.55). Usando as rela¸c˜oes de inclus˜ao da Proposi¸ca˜o (1.13) temos, 4(x0 w 1 )y1 = 4y1 [T1 (x0 )(w 1 )] + 4S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) + 4S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ), 2 2 2 2 2 2 2 · ¸ h i 3 h i 1 x0 y1 w 1 + e(w 1 y1 ) + w 1 y1 = 2 T1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ) + T 1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ) + x0 S0 (y1 )(w 1 ) , 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 · ¸ i 1 3 h y1 e(w 1 x0 ) + w 1 x0 = y1 T1 (x0 )(w 1 ) + S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) + S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ), 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 i h 1 1 e x0 (y1 w ) + y1 (w x0 ) = 2. 2. h i 1 1 1 1 1 T1 (x0 )S (y1 )(w ) + T (x0 )S (y1 )(w ) + y1 T1 (x0 )(w ) 2 2 2 2 2 1 + S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ). 2 2 2 2 1 2. 1 2. Portanto, (1.55) pode ser visto como 4y1 [T1 (x0 )(w 1 )] + 4S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) + 4S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) = 3T1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ) 2 2 2 2 2 2 2 2 i 3 h i 5 3 5 h + T 1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ) + S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) + y1 T1 (x0 )(w 1 ) + x0 S0 (y1 )(w 1 ) 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 +S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ). 2. (1.56). 2. Comparando as componentes de A 1 , em (1.56), obtemos 2. 5 3 4S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) = T 1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ) + S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ), 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 5 5 S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) = T 1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ), 2 2 2 2 2 2 2 2 S 1 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) = T 1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ). 2. 2. 2. 2. 2. 2. (iv) Comparando as componentes de A1 , em (1.56), obtemos i 5 h 4y1 [T1 (x0 )(w 1 )] = 3T1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ) + y1 T1 (x0 )(w 1 ) , 2 2 2 2 2.

(39) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 27. 3 y1 [T1 (x0 )(w 1 )] = 3T1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ), 2 2 2 2 y1 [T1 (x0 )(w 1 )] = 2T1 (x0 )S 1 (y1 )(w 1 ). 2. 2. 2. Agora, comparando as componentes de A0 , em (1.56), temos i 3 h 4S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) = x0 S0 (y1 )(w 1 ) + S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ), 2 2 2 2 2 2 i 3 h 3S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) = x0 S0 (y1 )(w 1 ) , 2 2 2 2 h i 2S0 (y1 )T 1 (x0 )(w 1 ) = x0 S0 (y1 )(w 1 ) . 2. 2. 2. (v) Em (1.49) fa¸ca x = x 1 , y = y 1 , z = e, w = x0 , onde x 1 , y 1 ∈ A 1 , x0 ∈ A0 e 2. 2. 2. 2. 2. obtenha 4[(xy)(wz) + (xz)(yw) + (xw)(yz)] = 2[(x 1 (y 1 x0 ) 1 + y 1 (x0 x 1 ) 1 )1 2. 2. 2. 2. 2. 2. +(x 1 (y 1 x0 )1 + y 1 (x0 x 1 )1 ) 1 2. 2. 2. 2. 2. +(x 1 ((y 1 x0 )1 + (y 1 x0 ) 1 ) 2. 2. 2. 2. +y 1 ((x0 x 1 )1 + (x0 x 1 ) 1 ))0 ], 2. 2. 2. 2. 3 3 x[y(zw) + z(wy) + w(yz)] = (x 1 (x0 y 1 ) 1 )1 + (x 1 (x0 y 1 )1 ) 1 + [x 1 ( (x0 y 1 )1 + (x0 y 1 ) 1 )]0 , 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 y[x(zw)+z(wx)+w(xz)] = (y 1 (x0 x 1 ) 1 )1 + (y 1 (x0 x 1 )1 ) 1 +[y 1 ( (x0 x 1 )1 +(x0 x 1 ) 1 )]0 , 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 z[x(yw) + y(wx) + w(xy)] = [(x 1 (y 1 x0 )1 ) + (y 1 (x0 x 1 )1 )] 1 + [x 1 (y 1 x0 ) 1 + y 1 (x0 x 1 ) 1 ]1 , 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 w[x(yz) + y(xz) + z(xy)] = 2(x0 (x 1 y 1 )0 ). 2. 2. Comparando as componentes de A0 , temos 2(x 1 ((y 1 x0 )1 + (y 1 x0 ) 1 ) + y 1 ((x0 x 1 )1 + (x0 x 1 ) 1 ))0 = 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. 3 [x 1 ( (x0 y 1 )1 + (x0 y 1 ) 1 )]0 2 2 2 2 2 3 +[y 1 ( (x0 x 1 )1 + (x0 x 1 ) 1 )]0 2 2 2 2 2 +2(x0 (x 1 y 1 )0 ). 2. 2. (1.57). Segue de (1.57) que 1 1 x0 (x 1 y 1 ) = x0 (x 1 y 1 )0 = [x 1 (x0 y 1 ) 1 + y 1 (x0 x 1 ) 1 ]0 + [x 1 (x0 y 1 )1 + y 1 (x0 x 1 )1 ]0 . 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 4 2.

(40) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 28. An´alogo para λ = 1. (vi) Fazendo x = y = z, w = e, onde e ´e um idempotente, em (1.49), obtemos 4x2 (ex) = 2x(x(ex)) + (ex2 )x + ex3 .. (1.58). Substituindo x por a 1 , onde a 1 ∈ A 1 , a equa¸ca˜o (1.58) se torna 2. 2. 2. a31 = (ea21 )a 1 + ea31 . 2. 2. 2. (1.59). 2. Usando as rela¸c˜oes de inclus˜ao da Proposi¸c˜ao (1.13), temos que a 1 = w1 + w0 , onde 2. w1 ∈ A1 e w0 ∈ A0 . Ent˜ao, segue de (1.59) que a31 = a 1 (w1 + w0 ) = (a 1 w1 ) + (a 1 w0 ) = (a 1 w1 ) 1 + 2. 2. 2. 2. 2. 2. (a 1 w1 )0 + (a 1 w0 ) 1 + (a 1 w0 )1 = S 1 (w1 )(a 1 )+ 2. 2. 2. 2. 2. 2. S0 (w1 )(a 1 ) + T 1 (w0 )(a 1 ) + T1 (w0 )(a 1 ). 2. 2. 2. (1.60). 2. Mas, por outro lado temos que a31 = ea31 + (ea21 )a 1 = ea31 + w1 a 1 = e[a21 a 1 ] + w1 a 1 = 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. 2. e[(w1 + w0 )a 1 ] + w1 a 1 = e[w1 a 1 + w0 a 1 ] + w1 a 1 = 2. 2. 2. 2. 2. e[(w1 a 1 ) 1 + (w1 a 1 )0 + (w0 a 1 ) 1 + (w0 a 1 )1 ] + w1 a 1 = 2 2 2 2 2 2 2 1 1 (w1 a 1 ) 1 + (w0 a 1 ) 1 + (w0 a 1 )1 + (w1 a 1 ) 1 + (w1 a 1 )0 = 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 i h 1 S 1 (w1 )(a 1 + T 1 (w0 )(a 1 )) + T1 (w0 )(a 1 ) + S 1 (w1 )(a 1 ) + S0 (w1 )(a 1 ). 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Portanto, segue de (1.60) e (1.61). (1.61). S 1 (w1 )(a 1 ) + S0 (w1 )(a 1 ) + T 1 (w0 )(a 1 ) + T1 (w0 )(a 1 ) = 2 2 2 2 2 2 i 1h S 1 (w1 )(a 1 + T 1 (w0 )(a 1 )) + T1 (w0 )(a 1 ) + S 1 (w1 )(a 1 ) + S0 (w1 )(a 1 ). 2 2 2 2 2 2 2 2 2 Da´ı obtemos,. 1 1 T 1 (w0 )(a 1 ) = S 1 (w1 )(a 1 ) + T 1 (w1 )(a 1 ), 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 T 1 (w0 )(a 1 ) = S 1 (w1 )(a 1 ), 2 2 2 2 2 2 T 1 (w0 )(a 1 ) = S 1 (w1 )(a 1 ), 2. onde a21 = w1 + w0 .. 2. 2. 2. ¤. 2. Considere A = A1 ⊕A 1 ⊕A0 uma decomposi¸ca˜o de Peirce da ´algebra A de potˆencias 2. associativas, relativa ao idempotente e..

(41) 1.9 Idempotente em ´algebras comutativas. 29. Defini¸c˜ ao 1.22. Dizemos que dois idempotentes u, v ∈ A s˜ ao ortogonais se uv = vu = 0. Defini¸c˜ ao 1.23. Um idempotente e de uma ´algebra A ´e denominado idempotente principal de A se n˜ao existir outro idempotente n˜ao nulo u ∈ A que seja ortogonal a e. Proposi¸c˜ ao 1.15. Seja A uma ´algebra de potˆencias associativas com um idempotente e, se u ∈ A ´e um idempotente ortogonal a e, ent˜ao u ∈ A0 . Demonstra¸c˜ ao: Seja u = u1 + u 1 + u0 , como e ´e ortogonal a u, segue que 2. 1 0 = eu = e(u1 + u 1 + u0 ) = u1 + u 1 . 2 2 2 Portanto, u1 = u 1 = 0. Logo u = u0 ∈ A0 . 2. Corol´ ario 1.16. Seja e ∈ A um idempotente. Ent˜ao e ´e principal, se e somente se, A0 n˜ ao tem idempotentes n˜ao nulos. Demonstra¸c˜ ao: Seja e um idempotente principal, seja u ∈ A0 , segue que u n˜ao ´e idempotente. Portanto A0 n˜ao possui idempotentes. Agora considere que A0 n˜ao tem idempotentes. Mostremos que e ´e principal. Seja u ∈ A um idempotente tal que u = u1 + u 1 + u0 . Se eu = u1 + 12 u 1 = 0, ent˜ao u1 = u 1 = 0. Segue que u = u0 ∈ A0 , 2. 2. 2. logo u n˜ao ´e idempotente.. ¤. Defini¸c˜ ao 1.24. Um idempotente e de uma ´algebra A ´e dito primitivo se ´e o u ´nico idempotente em A1 . Um idempotente e ´e chamado absolutamente primitivo se cada elemento de A1 tem a forma αe + x, onde α ∈ F e x ´e um elemento nilpotente. Observa¸ c˜ ao 1.7. No caso em que e ´e um idempotente absolutamente primitivo e se A ´e uma ´algebra b´arica, ent˜ao A1 = F e ⊕ A1 , onde A1 ´e uma nil-sub´algebra de A. Defini¸c˜ ao 1.25. Uma ´algebra A ´e dita e-est´ avel se A ´e uma ´algebra de potˆencias ¡ ¢ ao os subespa¸cos de associativas tal que Ai A 1 ⊆ A 1 (i = 0, 1), onde Ai i = 0, 12 , 1 s˜ 2. 2. A obtidos da decomposi¸c˜ ao de Peirce de A relativo ao idempotente e. A ´e est´ avel se ´e est´avel para todo idempotente e. Em particular, ´algebras de Jordan s˜ao est´aveis..

(42) Cap´ıtulo 2 ´ Algebras train Nesta se¸ca˜o discutiremos as estruturas de ´algebras train de potˆencias associativas envolvendo as suas decomposi¸co˜es de Peirce. No decorrer dos nossos resultados o idempotente e ∈ H.. 2.1. ´ Algebras associativas nilpotentes. Defini¸c˜ ao 2.1. Uma ´algebra A sobre F ´e chamada uma ´ algebra zero se ab = 0 para todo a, b ∈ A. Proposi¸c˜ ao 2.1. Uma ´algebra A associativa sobre F de dimens˜ao 1 ´e isomorfo `a F ou ´e uma ´algebra zero sobre F . Demonstra¸c˜ ao: Como A ´e uma ´algebra de dimens˜ao 1, temos que A = hai sobre F , onde a ∈ A. Seja a2 = γa, onde γ ∈ F . Se γ = 0, temos que A ´e uma ´algebra zero. De fato, sejam x = αa, y = βa ∈ A ent˜ao xy = αaβa = αβa2 = αβγa = 0, onde α, β ∈ F . Se γ 6= 0, temos que A ´e um isomorfo `a F . De fato, A = hai = hei, onde e = γ −1 a ´e um idempotente. Considere ϕ : A → F tal que ϕ(αe) = α, com α ∈ F . Temos que ϕ : A → F ´e um isomorfismo de A em F .. ¤. Proposi¸c˜ ao 2.2. Seja A uma ´algebra associativa, g ∈ A e B uma sub´algebra de A. A dimens˜ao de Bg (ou gB) ´e igual a dimens˜ao de B se, e somente se, bg 6= 0 (gb 6= 0) para todo b 6= 0 de B. 30.

(43) ´ 2.1 Algebras associativas nilpotentes. 31. Demonstra¸c˜ ao: Suponhamos que a dimens˜ao de B ´e igual a dimens˜ao de Bg. Seja {u1 , · · · , um } uma base de B. Como {u1 g, · · · , um g} ´e um conjunto gerador de Bg, segue que {u1 g, · · · , um g} ´e base de Bg. Seja b ∈ B tal que b 6= 0. Afirmamos que bg 6= 0. De fato, bg =. Ã m X i=1. ! αi ui. g=. m X. αi (ui g).. (2.1). i=1. Se bg = 0, teriamos αi = 0, em (2.1), para i = 1, ..., m, mas isso n˜ao ocorre, pois b 6= 0. Agora suponhamos que bg 6= 0, para todo b 6= 0 ∈ B. Seja {u1 , · · · , um } uma base de B. Sabemos que {u1 g, · · · , um g} ´e um conjunto gerador de Bg. Resta provarmos que m X {u1 g, · · · , um g} ´e linearmente independente. Seja αi (ui g) = 0, onde αi ∈ F . Ent˜ao, i=1. m m X X ( αi ui )g = 0, da´ı αi ui = 0, segue que αi = 0, i = 1, ..., m. Logo, {u1 g, · · · , um g} i=1. i=1. ´e linearmente indempendente. Portanto, dimens˜ao de B ´e igual a dimens˜ao de Bg. ¤ Defini¸c˜ ao 2.2. Uma ´algebra A associativa ´e dita nilpotente se Ap = 0, para algum inteiro positivo p. O menor inteiro positivo p, tal que Ap = 0 ´e chamado ´ındice de nilpotˆ encia de A. Portanto A ´e uma algebra nilpotente de ´ındice α se, e somente se, y1 · · · yα = 0, para todo yi ∈ A e existem elementos xi ∈ A (i = 1, · · · , α − 1) tais que x1 · · · xα−1 6= 0. Proposi¸c˜ ao 2.3. Toda ´algebra finitamente gerada nilpotente ´e de dimens˜ao finita. Demonstra¸c˜ ao: Seja {a1 , a2 , · · · , ak } um conjunto de geradores de uma ´algebra A. Suponhamos que A tenha ´ındice de nilpotˆencia n. Seja u ∈ A ent˜ao u = f (a1 , · · · , ak ), onde f ´e um polinˆomio n˜ao associativo, n˜ao comutativo com grau menor que n e © ª sem termo constante. Considere S = ai11 , · · · , aikk | 1 ≤ ij ≤ n − 1 , e T o conjunto formado por todos os produtos com no m´aximo n − 1 elementos de S. Temos que T gera A como F -espa¸co vetorial e T ´e finito. Logo, A tem dimens˜ao finita. ¤ Proposi¸c˜ ao 2.4. Sejam B e C dois ideais `a esquerda (direita) de uma ´algebra associativa A. Ent˜ao B +C ´e um ideal `a esquerda (direita) de A. Se B e C s˜ao nilpotentes, ent˜ao B + C tamb´em o ´e..

(44) ´ 2.1 Algebras associativas nilpotentes. 32. Demonstra¸c˜ ao: Primeiramente, observemos que ´e de f´acil verifica¸c˜ao que a soma de ideais `a esquerda (direita) ´e um ideal `a esquerda (direita). Agora vamos verificar que B + C ´e nilpotente. De fato, observe que os elementos de (B + C)α s˜ao somas de elementos da forma a = a1 · · · aα ,. (2.2). onde ai pertence ou a B ou a C, e α ´e um inteiro positivo. Seja β o n´ umero de fatores de B que aparecem em (2.2), agrupados de maneira que, a = b1 · · · bβ a0 , com bi ∈ B e a0 ∈ C. De modo semelhante a = c1 · · · cγ a00 , com ci ∈ C, a00 ∈ B onde, α = β + γ. Considere α = α1 + α2 − 1, onde α1 ´e o ´ındice de nilpotˆencia B e α2 o de C. Se β ≥ α1 , ent˜ao a = 0. Por outro lado se β < α1 , ent˜ao γ = α1 + α2 − 1 − β > α2 , o que implica a = 0. Portanto B + C ´e nilpotente de ´ındice no m´aximo α1 + α2 − 1. De modo an´alogo, podemos provar que a soma de dois ideais nilpotentes `a direita de A ´e um ideal nilpotente `a direita de A.. ¤. Proposi¸c˜ ao 2.5. Se S ´e um ideal `a esquerda nilpotente da ´algebra associativa A, ent˜ao a soma S + SA ´e um ideal nilpotente de A. Demonstra¸c˜ ao: Seja α o ´ındice de nilpotˆencia de S, segue que (SA)α = S(AS)α−1 A ⊆ SS α−1 A = 0 e portanto SA ´e um ideal `a esquerda nilpotente de A. Pela Proposi¸ca˜o (2.4), S + SA ´e um ideal `a esquerda nilpotente de A. Mas (S + SA)A ⊆ SA + SA ⊆ S + SA. Logo, S + SA ´e um ideal nilpotente de A.. ¤. Proposi¸c˜ ao 2.6. Todo ideal nilpotente `a esquerda, `a direita ou ideal de uma ´algebra associativa A de dimens˜ao finita est´a contido em um u ´nico ideal nilpotente maximal de A, este ideal ´e chamado radical ou nil-radical de A. Demonstra¸c˜ ao: Seja R um ideal nilpotente de A de dimens˜ao m´axima. Se R0 ´e tamb´em um ideal nilpotente, pela Proposi¸ca˜o (2.4) temos que R + R0 ´e um ideal `a esquerda nilpotente de A. Com isso, R + R0 ´e um ideal nilpotente de A, cuja dimens˜ao ´e maior ou igual a de R. Mas como R tem dimens˜ao maximal, R ⊇ R + R0 , segue que R ⊇ R0 . Agora se S ´e um ideal nilpotente `a esquerda de A, temos pela Proposi¸ca˜o (2.5) que S + SA ´e um ideal nilpotente de A, portanto como R tem dimens˜ao m´axima S + SA ⊆ R, logo S ⊆ R. De modo semelhante R tamb´em cont´em todos os ideais nilpotentes `a direita de A.. ¤.

(45) ´ 2.2 Algebras b´aricas associativas. 2.2. 33. ´ Algebras b´ aricas associativas. Proposi¸c˜ ao 2.7. Se (A, ω) ´e uma ´algebra b´arica associativa e a ∈ A, com ω(a) = 1, ent˜ao Aa ´e uma sub´algebra b´arica de (A, ω). Demonstra¸c˜ ao: Temos que Aa 6= ker(ω), pois a2 ∈ Aa e ω(a2 ) = ω(a)ω(a) = 1. Ent˜ao, se b, c ∈ A, temos que (ba)(ca) = (bac)a ∈ Aa. ¤. Proposi¸c˜ ao 2.8. Se (A, ω) ´e uma ´algebra b´arica de dimens˜ao finita tal que para algum a ∈ A, temos Aa = A, com ω(a) = 1, ent˜ao (A, ω) cont´em um elemento idempotente de peso 1. Demonstra¸c˜ ao: De acordo com a Proposi¸ca˜o (2.2) tem-se dimAa = dimA se, e s´o se, para todo b ∈ A com b 6= 0, entao ba 6= 0. Consequentemente, ba = 0 se, e s´o se, b = 0. Al´em disso, como a ∈ A, existe e ∈ A, e 6= 0 tal que a = ea. Ent˜ao, a = ea = e2 a, da´ı (e − e2 )a = 0 e e = e2 . Como 1 = ω(a) = ω(e)ω(a), segue que ω(e) = 1.. ¤. Teorema 2.9. Seja A uma ´algebra associativa de dimens˜ao finita que n˜ao ´e nilpotente, ent˜ao A cont´em um elemento idempotente n˜ao nulo. Demonstra¸c˜ ao: Faremos a prova deste Teorema por indu¸ca˜o na dimens˜ao n da ´algebra A. Para ´algebras de dimens˜ao 1 o resultado ´e consequencia da Proposi¸c˜ao (2.1). Assumiremos o resultado verdadeiro para ´algebras de dimens˜ao menor que n. Se Aa = A, para algum elemento a ∈ A, ent˜ao pela Proposi¸ca˜o (2.2) obtemos o resultado desejado. Agora, suponhamos que Aa ⊂ A, para todo a ∈ A. Ent˜ao o ideal `a esquerda Aa tem dimens˜ao menor que A e dois casos ser˜ao considerados. Se Aa ´e n˜ao nilpotente, ent˜ao por hip´otese de indu¸ca˜o Aa cont´em um elemento idempotente, o que implica que A cont´em um elemento idempotente. No caso em que Aa seja nilpotente, temos (AaA)k ⊆ (Aa)k A = 0, onde k ´e o ´ındice de nilpotˆencia de Aa. Segue que todos os ideais AaA s˜ao nilpotentes para todo a ∈ A. Pela Proposi¸ca˜o (2.6) todos os ideais AaA est˜ao contidos no radical R de A. Mas A3 pode ser visto como uma soma de um n´ umero finito de ideais Aai A, onde A = ha1 , · · · , an i sobre F . Logo A3 est´a no radical R de A e portanto ´e nilpotente, o que implica A ser nilpotente, o que contradiz a hip´otese. Da´ı temos que Aa n˜ao ´e nilpotente.. ¤. Corol´ ario 2.10. Seja A uma ´algebra de potˆencias associativas de dimens˜ao finita que n˜ao ´e uma nil´algebra. Ent˜ao A tem um elemento idempotente..

Referências

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