• Nenhum resultado encontrado

Introdução à Tecnologia de Satélites CSE-200-4

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Introdução à Tecnologia de Satélites CSE-200-4"

Copied!
28
0
0

Texto

(1)

Introdução à Tecnologia de Satélites – CSE-200-4

S b i t

d C

t l Té

i

Subsistema de Controle Térmico

(2)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Conceitos básicos (*)

A complexidade e a longa vida dos satélites atuais exigem uma

análise detalhada, um projeto cuidadoso e testes extensivos que

garantam que cada parte do mesmo permaneça dentro das suas

garantam que cada parte do mesmo permaneça dentro das suas

faixas de temperatura em todos os modos de operação e ambientes.

Equipamentos considerados “termicamente críticos” são aqueles que

Equipamentos considerados termicamente críticos são aqueles que

possuem uma faixa muito estreita de temperaturas aceitáveis: p.ex:

tanques com hidrazina e componentes internos.

q

p

Componentes e equipamentos externos costumam tolerar faixas

largas de temperatura.

Todo o calor contido no satélite deve ser, em última instância,

(3)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Conceitos básicos (cont.)

Os dados a serem considerados para a análise térmica são:

– As temperaturas admissíveis para os equipamentos. Os modos de operação ao longo da missão

– Os modos de operação ao longo da missão. – A energia absorvida do meio externo.

– A energia gerada internamente.A energia gerada internamente.

– A energia irradiada para o meio externo.

As fontes de calor incluem:

– Equipamentos eletrônicos – Sol – Terra – Motores de foguete – Reações químicas – Reações químicas

(4)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Conceitos básicos (cont.)

Temperature Stability – maximum allowable temperature variation

over time of a given component or subsystem.

T

t

U if

it

i

ll

bl t

t

Temperature Uniformity – maximum allowable temperature

gradient within the component or subsystem.

Operating Temperature Range

temperature upper and lower

Operating Temperature Range – temperature upper and lower

limits within which the equipment fulfills all specified operating

performance and life requirements.

performance and life requirements.

Switch-on Temperature Limit – lowest temperature for activating

equipment without damage.

q p

g

Non-operating Temperature – temperature limits within which the

equipment must survive in the “off” condition without any

performance degradation once it reaches its operating temperature

range

(5)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Requisitos

Sistemas eletrônicos e mecanismos têm uma vida mais

longa se mantidos a temperaturas “moderadas” e estáveis.

No espaço não há atmosfera para reduzir os extremos de

frio e calor:

– Fonte solar a 149

o

C

– Espaço frio a -273

p ç

o

C

Sistemas eletrônicos geram calor quando operam:

– Não há atmosfera para remover o calor gerado

– Não há atmosfera para remover o calor gerado.

– O calor precisa ser transferido para radiadores exposto ao espaço

frio.

(6)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor

A transferência de calor dentro do satélite ocorre

por três modos distintos:

p

– Radiação: o calor se transfere por meio de ondas

eletromagnéticas emitidas por uma fonte e que se

eletromagnéticas emitidas por uma fonte, e que se

propagam em um meio ou pelo vácuo.

Condução: o calor se transfere de um ponto a outro por

– Condução: o calor se transfere de um ponto a outro por

um meio sólido, líquido ou gasoso.

C

ã

l

d i

f

t

i t

édi d

– Convecção: o calor deixa um fonte por intermédio de

um fluido em movimento, ou de um gás, que flui pela

f

t d

l

(

t

i

õ

t i

l d

)

(7)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor (cont.)

Radiação térmica: A energia emitida por uma superfície é proporcional à sua

temperatura absoluta elevada à quarta potência.

4

)

(

a a a

T

A



Fluxo de Radiação =

[W]

– Aa = área da superfície “a” [m2]

–  = constante de Stefan-Boltzman [5,67 x 10[ , -8 W/m2 K4]] – a = emissividade da superfície “a” [-]

(8)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor (cont.)

Condução Térmica: A energia que flui entre duas regiões é proporcional à

diferença da temperatura entre elas.

 O fluxo depende da condutividade térmica do material, da área de contato e daO fluxo depende da condutividade térmica do material, da área de contato e da distância entre os pontos.

T

T

KA

c

(

i

j

)

Fluxo de Condução =

[W]

l

Fluxo de Condução [W]

– K = condutividade térmica do material [W/m K]

A ã l [ 2]

– Ac = seção transversal [m2]

– (Ti – Tj) = diferença de temperatura entre os pontos i e j [K]

(9)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Modos de troca de calor (cont.)

Convecção Térmica: No vácuo espacial a convecção só ocorre em recipientes

fechados onde exista um fluido (líquido ou gás) em movimento. Neste caso o fluxo térmico é proporcional à diferença de temperatura entre o fluido e a superfície que p p ç p p q está cedendo ou absorvendo calor.

)

(

T

T

f

hA

Fluxo de Convecção = [W]

– h = coeficiente de transferência de calor [W/m[ 2 K]]

– A = área “molhada” [m2]

(10)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Balanço energético de um satélite

Radiação Solar direta: 1.358 +/- 5 W/m2

Alb d (30 / 5)% d Albedo: (30 +/- 5)% da Radiação Solar incidente na Terra Infra-vermelho terrestre: 237 +/- 21 W/m2 Dissipação interna

(11)
(12)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Balanço da Radiação

Radiação Refletida ()

Radiação Recebida

 +  +  = 1

Radiação Absorvida (

)

A radiação refletida () é uma fração da energia recebida que depende da temperatura

Radiação Transmitida ()

A radiação refletida () é uma fração da energia recebida, que depende da temperatura

da superfície, da emissividade e da área da superfície.

A radiação absorvida é medida pelo parâmetro , dado pela razão entre a energia

absorvida e a recebida. Depende da superfície do material que absorve e do comprimento

d d d di ã h

de onda da radiação que chega.

Emissividade () é a razão entre o calor emitido pelo corpo e aquele emitido por um

corpo negro à mesma temperatura. Depende da superfície do material que emite e do comprimento de onda da radiação emitida.

comprimento de onda da radiação emitida.

(13)
(14)
(15)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Temperaturas típicas

O bi t i l (K l i C l i + 273 15)O ambiente espacial (Kelvin = Celsius + 273,15)

– Fonte quente: Sol a 5.700 K

– Sumidouro: Espaço a 4 K

Temperat ras de ma esfera no espaço [oC]Temperaturas de uma esfera no espaço [oC]:

– Tinta Branca: -58

– Tinta Negra: 6

Alumínio Polido: 94

– Alumínio Polido: 94

– Ouro Polido: 223

Requisitos típicos de temperaturas de operação [oC]:

Eletrônica digital: 0 a 50

– Eletrônica digital: 0 a 50

– Eletrônica analógica: 0 a 40

– Baterias: 10 a 20 (até -5 em alguns casos)

– Rodas de reação motores elétricos: 0 a 50 – Rodas de reação, motores elétricos: 0 a 50 – Detectores infravermelhos: -200 a -80

– Painéis solares: -100 a 125

(16)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Técnicas de Controle Térmico

Passiva

– Utiliza radiadores, placas condutoras (“doublers”), recobrimentos superficiais, isoladores absorvedores persianas tubos de calor simples uma configuração isoladores, absorvedores, persianas, tubos de calor simples, uma configuração favorável do satélite, o lay-out dos equipamentos e as propriedades térmicas da estrutura.

Exemplo:

Radiação para o espaço

Radiador Dispositivo de interface Placa fria Radiador Equipamento Dispositivo de interface

(17)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Técnicas de Controle Térmico (cont.)

Ativa

– Utiliza aquecedores termostáticos, tubos de calor de condutância variável, sistemas de bombeamento mecânico com circuitos dotados de irradiadores e sistemas de bombeamento mecânico com circuitos dotados de irradiadores e trocadores de calor, geometrias móveis.

Radiação para o espaço

Exemplo:

Radiação para o espaço

Exemplo:

Radiador

(18)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Exemplo, [10]

Satélite recoberto por manta de Satélite recoberto por manta de

(19)
(20)
(21)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Exemplos de Tubos de Calor, [12]

(22)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Exemplos de análise Divisão nodal do SACI-2 Divisão nodal do CIMEX Distribuição de temperaturas temperaturas em um satélite Fator de forma entre superfícies de satélite e de satélite e o espaço em uma posição da p ç órbita

(23)
(24)
(25)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Thermal Balance Test do CBERS-3&4 (2009)

(26)

2.8 – Subsistema de Controle Térmico: Thermal Balance Test do CBERS-3&4 (2009)

CBERS-3&4 TBT

http://www.lit.inpe.br/node/197

http://www.lit.inpe.br/node/197

(27)
(28)

Referências

Documentos relacionados

Despite seeds germinated more rapidly at temperatures of 30 and 35 °C, there were no big variations between treatments in the germination index, due to great germination

The Development Journals are also proud to present an interview with economist and professor Wilson Cano, one of the most important proponents of Brazilian develop-

O projeto de extensão “O design como meio emancipador para grupos de geração de renda – Emancipar”, realizado no curso de Desenho Industrial da Universidade Norte do Paraná

One final consideration regards the stress scores identified by our study: when compared to most previous studies about stress among parents of preterm infants and term infants with

Às dispu- tas entre estados são suscetíveis de serem solucionadas por acordos que só deveriam ser decididas pela guerra, instituição que HEGEL considerava ao mesmo tempo

Ao observar o erro de posição, apresentado na Figura 5.4, em relação à restrição virtual, desde o momento anterior a atingir a restrição virtual até o elemento

Quando comparado a somatória de comportamentos de alimentação ligados à itens da rotina com itens do enriquecimento, os itens da rotina tiveram um consumo significativamente maior

violaceum (encoding for 13 tsr, 15 tar, 9 trg, and 4 tap), added to the multiple copies of the chemotaxis genes (four CheA, three CheB, two CheD, three CheR, three CheV, five CheY,