Solu¸c˜ao dos Problemas de CMQ 1◦ Semestre 2009/2010 1. a) Uma regra emp´ırica diz que um s´olido funde quando a amplitude de oscila¸c˜ao dos
n´ucleos excede 1/4 da distˆancia interat´omica. Fa¸ca uma estimativa das frequˆencias de fon˜oes num s´olido.
A distˆancia interat´omica ´e da ordem de alguns (poucos) ˚A. A regra indica-nos que a amplitude das vibra¸c˜oes dos ´atomos num s´olido atinge essa ordem de grandeza. A incerteza na posi¸c˜ao pode ent˜ao ser estimada grosseiramente como ∆x ' 1 ˚A. Da incerteza de Heisenberg obtemos que ∆p ' ~/∆x. Como ´e uma oscila¸c˜ao < p >= 0 e temos que a ordem de grandeza de p 'p< p2 > ' ~/∆x, e a energia cin´etica ´a
Ek ' ~ 2 2M ∆x2 ' ~2 2M ∆x2 ' 1 A ~2 2mp∆x2
onde A ´e o n´umero de nucle˜oes e mp a massa do prot˜ao. A energia total ´e da mesma ordem de grandeza pelo que
ω ' 1 A ~ 2mp∆x2 ' 1 A3 × 10 12 Hz
o que d´a uma ordem de grandeza do Terahertz que est´a perto dos valores observados. Este racioc´ınio n˜ao ´e muito preciso porque o limite da incerteza de Heisenberg corre-sponde ao estado fundamental, e a fus˜ao ocorre quando j´a h´a muitos fon˜oes excita-dos, sem falar que ignora as rela¸c˜oes de dispers˜ao com os seus fon˜oes ac´usticos. De
ω = pk/M e usando o facto que a constante de mola ´e da ordem de 1 em unidades
at´omicas ter´ıamos uma estimativa mais precisa, em particular na dependˆencia de ω em
A.
b) Uma massa de 10 kg est´a pendurada de um fio de a¸co com 0.4 mm de diˆametro e comprimento de 2 m. N˜ao tem uma tabela de m´odulos de Young mas tem `a m˜ao uma tabela das constantes da natureza. Obtenha uma ordem de grandeza para o elongamento do fio. Procure uma tabela e compare com a estimativa feita.
A tens˜ao no fio ´e τ = mg/A ' 8 × 108 Pa. O alongamento relativo do fio ´e dado por
∆l/l = τ /E, onde o m´odulo de Young tem as mesmas dimens˜oes que a tens˜ao. A unidade at´omica de tens˜ao pode ser determinada pelo m´etodo geral de an´alise dimen-sional, mas neste caso vamos usar um atalho usendo o que foi feito na aula. A unidade at´omica de comprimento ´e o bohr, e a de energia ´e o Hartree. Como uma press˜ao ´e uma densidade de energia temos que
1 u.a.press˜ao ' 27.2 eV × 1.6 × 10 −19 J/eV (0.529 × 10−10 m)3 ' 2.9 × 10 13 Pa. Assim ∆l/l ' 8 × 108 Pa/2.9 × 1013 Pa ' 2.7 × 10−5, e ∆l = 5.4 × 10−5 m.
O m´odulo de Young do a¸co ´e da ordem E ∼ 200 GPa, cerca de 100 vezes inferior `a nossa estimativa. Este valor pode ser ligado ao facto que as liga¸c˜oes qu´ımicas tˆem energias
menores que 27.2 eV, e as distˆancias interat´omicas no a¸co s˜ao maiores que 0.5 ˚A. Se considerarmos que a energia de coes˜ao do ferro ´e da ordem de 4 eV por ´atomo e a distˆancia interat´omica ´e da ordem de 2.5 ˚A, vemos de onde vem o relativo falhan¸co da estimativa.
2. Obtenha a unidade at´omica de densidade de corrente el´ectrica. Fa¸ca uma estimativa da densidade de corrente el´ectrica no fio de um candeeiro em sua casa. Porque ´e que pode usar a lei de Ohm nesse fio?
A densidade de corrente ele´ectrica tem a unidade de carga por unidade de ´area e por unidade de tempo. A unidade de carga em u.a. ´e e, a unidade de distˆancia em u.a. ´e
a0 = ~ 2 me e 2 4πε0 ' 5.291772 × 10−11 m
e a unidade de tempo em u.a. ´e ~ EH = ~ 3 me µ e2 4πε0 ¶2 ' 2.418884 × 10 −17 s
pelo que a unidade de densidade de corrente el´ectrica ´e
j0 = eEH ~a2 0 = e m3 e µ e2 4πε0 ¶4 ~7 ' 2.38 × 10 18 Am−2.
Vamos agora estimar as densidades de corrente num fio de candeeiro. Para uma potˆencia de 100 W vamos ter uma corrente da ordem de 0.5 A. Para um fio com um diˆametro um pouco inferior ao mm, vamor ter uma densidade de corrente da ordem de jfio '
106 Am−2 o que ´e muito pequeno em unidades at´omicas. Se a densidade de corrente ´e pequena podemos supor ela ´e linear no campo el´ectrico (lei de Ohm).
3. ´E poss´ıvel integrar numericamente a equa¸c˜ao de Schr¨odinger a uma dimens˜ao usando “Mathematica”. O objectivo deste problema ´e a familiariza¸c˜ao com este software no contexto da mecˆanica quˆantica. Vamos considerar o po¸co de potencial V (x) =
−1.5 exp(−x2/12) em unidades at´omicas de energia. Primeiro vamos encontrar os
esta-dos ligaesta-dos de V . Para tal come¸camos por escolher uma energia eig = -0.8 e pedir a solu¸c˜ao sim´etrica da equa¸c˜ao de Schr¨odinger para esta energia,
NDSolve[{ (-1/2) y’’[x] - 1.5 Exp[-x^2 / 12] y[x] == eig y[x], y[0]==1,y’[0]==0},y,{x,-10,10}]
podemos depois observar esta solu¸c˜ao no ecran com o comando Plot[{eig+Evaluate[y[x]/. %],eig,-1.5 Exp[-x^2 / 12]},
{x,-10,10},PlotRange->{-5,5}]
onde desenhamos a fun¸c˜ao de onda, a energia e o potencial. Note que o zero da fun¸c˜ao de onda est´a deslocado de eig. Como eig n˜ao ´e um valor pr´oprio, a fun¸c˜ao de onda diverge para grandes valores de x. Variando o valor de eig e repetindo os c´alculos podemos obter um valor num´erico aproximado para os valores pr´oprios.
a) Obtenha a fun¸c˜ao de onda para o estado n˜ao ligado sim´etrico com energia 0.1.
-40 -20 20 40
-2 -1 1 2
Vemos que a fun¸c˜ao de onda fora do po¸co de potencial ´e sinusoidal. por uma raz˜ao “misteriosa” a part´ıcula n˜ao gosta de estar onde o potencial ´e atractivo.
b) Obtenha todos os estados ligados do potencial V , apresentando os valores pr´oprios e o gr´afico correspondente. Verificar no gr´afico a posi¸c˜ao dos pontos de inflec¸c˜ao e as regi˜oes de comportamento oscilat´orio.
Os valores pr´oprios s˜ao -1.265712, -0.46899, -0.0215 para os estados pares,
-10 -5 5 10 -2 -1 1 2 -15 -10 -5 5 10 15 -2 -1 1 2 -20 -10 10 20 -2 -1 1 2
e -0.83118 e -0.1908 para os estados ´ımpares.
-10 -5 5 10 -2 -1 1 2 -15 -10 -5 5 10 15 -2 -1 1 2
podemos verificar nos gr´aficos que os pontos de inflec¸c˜ao correspondem `a diferen¸ca nula entre o potencial e a energia, e que as regi˜oes oscilat´orias correspondem `as regi˜oes classicamente permitidas.
4. A figura 1 mostra um interfer´ometro de neutr˜oes que tem a particularidade de poder ser rodado em torno do eixo incidente. As dimens˜oes s˜ao a = 2 mm, d = 35 mm. Com uma radia¸c˜ao de neutr˜oes com um comprimento de onda de λ = 1.445 ˚A o ˆangulo de Bragg ´e θ = 22.1◦.
a) Qual ´e a energia e a velocidade dos neutr˜oes?
p = h λ '
2π × 1.055 × 10−34 Js
1.445 × 10−10 m ' 4.58 × 10
−24 J s m−1 pelo que a velocidade ´e
v = p m ' 4.58 × 10−24 kg m s−1 ×1.67 × 10−27 kg ' 2.7 × 10 3 m s−1 e a energia ´e E = p 2 2m = h2 2mλ2 ' (4.58 × 10−24 kg m s−1)2 2 × 1.67 × 10−27 kg ' 6.3 × 10 −21 J ' 39 meV.
b) Verifique que os dados s˜ao consistentes com um interfer´ometro constru´ıdo em sil´ıcio. De nλ = 2dBsin θ temos que dB = n1.92 ˚A. A constante de rede do Si ´e al = 5.43 ˚A.
Temos que al '√8dB/n o que corresponde `a difrac¸c˜ao (2, 2, 0), ou seja de ordem 2 dos
planos de Miller (1, 1, 0).
c) Qual ´e a separa¸c˜ao m´axima entre as duas partes do pacote de ondas?
Pela geometria vemos que ´e de 2d sin θ ' 26 mm. Notar que ´e uma distˆancia bem macrosc´opica!
d) A figura 2 mostra o contraste na intensidade de neutr˜oes entre os detectores 2 e 3. Mostre que o ˆangulo entre extremos do contraste ´e o esperado pelo efeito da gravi-dade. (H´a algum erro sistem´atico nesta experiˆencia de 1975 devido `a deforma¸c˜ao do interfer´ometro. Medidas recentes reduziram esse erro.)
O comprimento do bra¸co do interfer´ometro ´e l = d/ cos θ ' 38 mm. A distˆancia entre dois percursos paralelos ´e l sin 2θ. A diferen¸ca de alturas entre os dois bra¸cos horizontais do interfer´ometro ´e l sin 2θ sin φ, pelo que a diferen¸ca de energia do neutr˜ao entre os dois bra¸cos ´e
∆E = −mgl sin 2θ sin φ.
No bra¸co inferior do interfer´ometro a fun¸c˜ao de onda oscilou l/λ vezes. O contraste completa uma oscila¸c˜ao quando no bra¸co superior do interfer´ometro a fun¸c˜ao de onda oscilar l/λ − 1, ou seja quando o comprimento de onda satisfizer a condi¸c˜ao
λ0 = l l λ− 1 = λ(1 + l 1 λ − 1 ) = λ + ∆λ com ∆λ ' λ2/l. De E = 2mλh22 temos que ∆E ' −2h 2∆λ 2mλ3 = −2E ∆λ λ ' −2E λ l o que d´a
−mgl sin 2θ sin φ ' −2Eλ l
O que resolvendo em ordem a φ d´a sin φ ' 2 sin 2θ E mgl λ l ' 2.87× 6.3 × 10−21 J 6.35 × 10−28 J× 1.445 × 10−10 m 3.8 × 10−2 m ' 2.87×10 7×3.8×10−9, pelo que sin φ ' 0.11 e o ˆangulo ´e φ ' 6.3◦, perto do valor da figura de aproximadamente
φexp' 7◦. Note o agrupamento dos factores na express˜ao que deriv´amos, em que entra a “resolu¸c˜ao” do interfer´ometro, e a precis˜ao na diferen¸ca de energias que se quer detectar.
5. Um spin 1/2 ´e um dos sistemas f´ısicos cujos estados s˜ao descritos pelo espa¸co de Hilbert
H = IC2. Pode usar o Mathematica desde que pense sobre o resultado.
a) Mostre que todos os observ´aveis podem ser escritos como uma combina¸c˜ao linear com coeficientes reais das matrizes
I 1 = ~ 2 µ 1 0 0 1 ¶ σx = ~ 2 µ 0 1 1 0 ¶ σy = ~ 2 µ 0 −i i 0 ¶ σz = ~ 2 µ 1 0 0 −1 ¶ .
A forma mais geral de uma matriz 2 por 2 herm´ıtica ´e ~ 2 µ a b + ic b − ic d ¶ = a + d 2 1 + bσxI + dσy + a − d 2 σz, com a, b, c, d reais.
b) Calcule os valores e vectores pr´oprios das matrizes σx, σy e σz.
Todas tˆem os valores pr´oprios ~/2 e −~/2. Os vectores pr´oprios de σx s˜ao √1
2(1, 1) e 1
√
2(−1, 1), os vectores pr´oprios de σy s˜ao 1
√
2(−i, 1) e 1
√
2(i, 1), e os vectores pr´oprios de σz s˜ao (1, 0) e (0, 1).
c) Calcule os valores e vectores pr´oprios da matriz σ2 = σ2
x+ σ2y+ σz2. σ2 = σ2x+ σy2+ σ2z.
σ2 = 3 4~ I1
pelo que s´o tem um valor pr´oprio degenerado, e todos os vectores s˜ao vectores pr´oprios. s2 = sx.sx + sy.sy + sz.sz
d) Calcule os comutadores [σx, σy], [σy, σz], e [σz, σx].
[σx, σy] = i~σz, [σy, σz] = i~σx, [σz, σx] = i~σy, que s˜ao as rela¸c˜oes de comuta¸c˜ao do momento angular.
sx.sy - sy.sx
e) Calcule as matrizes σ+ = σx+ iσy e σ− = σx− iσy, mostre que n˜ao correspondem a observ´aveis e calcule a sua ac¸c˜ao nos estados pr´oprios de σz.
σ+ = ~ µ 0 1 0 0 ¶ e σ− = ~ µ 0 0 1 0 ¶ .
Como n˜ao s˜ao matrizes herm´ıticas, n˜ao correspondem a observ´aveis. σ+(1, 0) = 0, σ+(0, 1) = (1, 0), σ−(1, 0) = (0, 1), σ−(0, 1) = 0, pelo que σ+ aplicado ao vector de
valor pr´oprio +~/2 d´a o vector nulo, e aplicado ao vector de valor pr´oprio −~/2 d´a o vector de valor pr´oprio +~/2. Estes operadores permitem a partir de um estado pr´oprio obter os outros.
sp = sx + I sy sp.{1, 0}
f) O vector ~u = (ux, uy, uz) tem m´odulo 1, (|~u| = 1). Calcule os valores e vectores pr´oprios de ~u · ~σ.
Os valores pr´oprios s˜ao −1/2 e 1/2 e os vectores pr´oprios (n˜ao normalizados) s˜ao (uz−
1, ux+ iuy) e (uz + 1, ux+ iuy)
Eigensystem[ux sx + uy sy + uz sz] /. ux^2 + uy^2 + uz^2 -> 1
Este operador corresponde a um spin 1/2 quantificado na direc¸c˜ao ~u. Temos assim o operador de projec¸c˜ao do spin 1/2 numa direc¸c˜ao arbitr´aria, e os respectivos estados pr´oprios.
6. Considere um sistema quˆantico a 2 n´ıveis. O Hamiltoniano n˜ao perturbado ´e diagoanal,
H(0) = µ E + ∆E 0 0 E − ∆E ¶ .
Vamos considerar o caso mais geral para uma perturba¸c˜ao,
H(1) = µ a + d b + ic b − ic a − d ¶ .
onde todos os coeficientes s˜ao reais.
Vamos entrar as matrizes no Mathematica. h0 = en + delen, 0, 0, en - delen
h1 = a + d, b + I c, b - I c, a - d sol = Eigenvalues[h0 + h1] vec = Eigenvectors[h0 + h1]
a) Calcule exactamente os valores pr´oprios e vectores pr´oprios de
H = H(0)+ H(1).
Os valores pr´oprios s˜ao
E + a ±pb2+ c2+ d2+ 2d∆E + ∆E2
e os vectores pr´oprios s˜ao
(d + ∆E ±pb2+ c2+ d2+ 2d∆E + ∆E2, b − ic)
Note que E + a e d + ∆E vˆem sempre juntos, e que E + a n˜ao aparece na express˜ao dos vectores pr´oprios.
b) O qua acontece no caso particular ∆E = 0? Os valores pr´oprios s˜ao
c) Obtenha para o caso geral uma aproxima¸c˜ao para os dois casos limites ∆E ¿pb2+ c2+ d2 e ∆E Àpb2+ c2+ d2.
Temos que apenas aproximar o que est´a dentro da ra´ız quadrada. No primeiro caso temos p b2+ c2+ d2+ 2d∆E + ∆E2 =pb2+ c2+ d2 r 1 + 2d∆E b2+ c2+ d2 + ∆E2 b2+ c2+ d2 'pb2+ c2+ d2(1 + d∆E b2+ c2+ d2) =pb2+ c2+ d2+ √ d b2+ c2+ d2∆E
No segundo caso temos que p
b2+ c2+ d2+ 2d∆E + ∆E2 = ∆E
r 1 + 2d ∆E + b2+ c2+ d2 ∆E2 ' ∆E(1 + d ∆E) = ∆E + d
d) Compare o resultado da al´ınea anterior com teoria das perturba¸c˜oes.
No primeiro caso temos que usar a teoria das perturba¸c˜oes para o caso quase degener-ado, o que corresponde ao que fizemos. Tratando ∆E como a perturba¸c˜ao obtemos a express˜ao da al´ınea anterior. Para o segundo caso a teoria de perturba¸c˜oes em primeira ordem d´a o resultado anterior.
e) Encontre uma rela¸c˜ao entre H(1) e o problema anterior?
Tirando o parˆametro a que ´e apenas uma constante adicional para a energia, e portanto n˜ao muda a f´isica, H(1) = ~B · ~S em que B = (b, c, d)/~. Note que este ´e o hamiltoniano
da interac¸c˜ao entre um campo magn´etico e um spin 1/2. Todos os sistemas a dois n´ıveis acabam por ter a mesma F´ısica.
O caso ∆E À √b2+ c2+ d2 corresponde a um sistema que tem um campo magn´etico
forte segundo z ao qual ´e adicionado um campo magn´etico arbitr´ario. A perturba¸c˜ao ´e dada pelo componente do campo na direc¸c˜ao z ou seja d.
O caso ∆E ¿√b2+ c2+ d2 corresponde a um sistema que tem um campo forte numa
direc¸c˜ao arbitr´aria, ao adicionar um campo fraco na direc¸c˜ao z vamos ter uma per-turba¸c˜ao proporcional `a projec¸c˜ao de z nessa direc¸c˜ao, da´ı o termo d/√b2+ c2+ d2.
7. Resolva o problema do efeito Stark (campo el´ectrico uniforme) no n´ıvel n=3 do hidro-g´enio n˜ao relativista. N˜ao ´e preciso calcular os integrais, mas dever´a ser poss´ıvel obter as fun¸c˜oes de onda perturbadas e explicar o padr˜ao dos deslocamentos dos n´ıveis de energia.
a) Escolha a representa¸c˜ao das fun¸c˜oes angulares e direc¸c˜ao do campo que facilitam a resolu¸c˜ao do problema.
Vamos ter 1 fun¸c˜ao de onda 3s, 3 fun¸c˜oes de onda 3p e cinco fun¸c˜oes de onda 3d, no total 9 fun¸c˜oes de onda. Todas tˆem a mesma energia. (Estamos a desprezar o spin.) H´a v´arias escolhas. O campo el´ctrico na direc¸c˜ao z ´e uma escolha ´obvia, mas para a parte angular das fun¸c˜oes de onda pode-se escolher a conven¸c˜ao dos f´ısicos Y`m ou a dos qu´ımicos px, py, pz.
Vamos fazer a escolha qu´ımica das fun¸c˜oes de onda: s, px, py, pz, dxy, dyz, dzx, dx2−y2
e d2z2−x2−y2.
b) Qual ´e o padr˜ao da matriz a diagonalizar?
Segundo a teoria de perturba¸c˜oes degeneradas vamos ter que diagonalizar a matriz da perturba¸c˜ao no subespa¸co degenerado. Usando a base escolhida anteriormente vamos ter VStark = 0 0 0 Vsp 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Vpd 0 0 0 0 0 0 0 Vpd 0 0 0 Vsp 0 0 0 0 0 0 0 V2pd 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Vpd 0 0 0 0 0 0 0 Vpd 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 V2pd 0 0 0 0 0
c) O que pode dizer sobre as fun¸c˜oes de onda perturbadas?
As fun¸c˜oes perturbadas v˜ao ser dx2−y2, px + dzx, px − dzx, py + dyz, py − dyz, e trˆes
combina¸c˜oes lineares de s, pz, d2z2−x2−y2.
d) O que pode dizer sobre as energias perturbadas?
A fun¸c˜ao dx2−y2 fica com a mesma energia, os pares px+dzx, px−dzx e py+dyz, py−dyz
abrem um hiato en energia com ∆E = ±Vpd. Do grupo s, pz, d2z2−x2−y2 uma fun¸c˜ao
fica com a mesma energia, as outras duas abrem um hiato ∆E = ± q
V2