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Guião para a elaboração da Teoria de Mudança. ... juntos pela boa governação!

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Academic year: 2021

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... juntos pela boa governação!

Guião para a elaboração da

Teoria de Mudança

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Maputo, Março de 2013

Guião para a elaboração da

Teoria de Mudança

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Título: Guião para a elaboração da Teoria de Mudança Editor: MASC - Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil Layout: Tatiana Pinto

Concepção: José Dias e Maura Lamas Tiragem: 500

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3 3 ... Parte 1 1. CONTEXTUALIZAÇÃO...5 Parte 2 Parte 3 3. COMPONENTE DA TEORIA DA MUDANÇA...6

Parte 4

Índice

Guião para elaboração da Teoria da Mudança 2. O QUE É UMA TEORIA DE MUDANÇA...5

4. PAPEL DAS EVIDÊNCIAS NA FORMULAÇÃO DA TEORIA DE MUDANÇA...6

... Parte 5 5. EVIDÊNCIAS AO NÍVEL DE INTERVENÇÃO...7

... Parte 6 6. COMO SABER QUAIS SÃO AS MELHORES INETERVENÇÕES...7

... Parte 7 7. TIPO DE EVIDÊNCIAS ...7

... Parte 8 8. ELEMENTO CHAVE DA TEORIA DA MUDANÇA...8

A. Evidências preliminares...7

A. Evidências moderadas ou fortes...7

C. Desafios no estabelecimento da ligação das evidências às intervenções...8

Parte 9 9. PASSOS PARA A FORMULAÇÃO DA TEORIA DE MUDANÇA...9

Parte 10 10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA...9

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1. Contextualização

O Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) é um projecto financiado pelo Departa-mento Britânico para o DesenvolviDeparta-mento Internacional (DFID), Cooperação Irlandesa (Irish Aid) e Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que trabalha com vista a melhorar a governação e prestação de contas aos cidadãos moçambicanos, através do fortalecimento e diversificação do engajamento das Organizações da Sociedade Civil (OSC) moçambicanas na monitoria e advocacia sobre a governação.

De modo a melhorar o impacto das suas intervenções, o MASC pretende apoiar as organi-zações da sociedade Civil na elaboração das suas teorias de mudança. A posse de uma Teoria de Mudança ajuda as organizações a reflectir/esclarecer as seguintes questões:

• Quanto tempo será necessário para atingir a principal mudança desejada? • As intervenções planificadas são suficientes para alcançar a mudança desejada? • Os resultados previstos são suficientes para alcançar a mudança desejada? • Há recursos necessários para a implementação das intervenções?

• Que condições fora de controlo das organizações podem influenciar a capacidade de produzir os resultados desejados?

• É de facto possível criar aquela mudança desejada ao nível da comunidade através dos resultados previstos?

2. O que é uma Teoria de Mudança?

A Teoria de Mudança é uma forma de utilizar evidências para articular as relações entre as ne-cessidades das comunidades, os serviços e os resultados atingidos. A Teoria de Mudança olha para a relação causa-efeito e identifica as intervenções específicas necessárias para atingir os resultados desejados.

A lógica explicativa usada pela Teoria de Mudança é a seguinte: se realizarmos uma interven-ção, então ocorrerá um resultado particular, isto é, se a intervenção (X) for realizada numa determinada dosagem, então o resultado esperado (Y) será atingido.

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A Teoria de Mudança integra três principais componentes: • a problema: a necessidade comunitária identificada.

• a intervenção: actividades (o que é feito, com quem, e em que dosagem). • o resultado: a mudança que ocorre devido à intervenção.

3. Componentes da Teoria de Mudança

4. Papel das evidências na formulação da

Teoria de Mudança

As evidências servem de fundação para a elaboração de uma Teoria de Mudança, daí que são tomadas em consideração tanto na construção do problema, assim como nas intervenções. Enquanto ao nível do problema fornecem dados que documentam a existência da necessi-dade da comuninecessi-dade, ao nível da intervenção as evidências informam o nosso entendimento da razão porque uma determinada intervenção produzirá o resultado desejado.

5. Evidências ao nível de intervenção

As evidências ao nível de intervenção são dados que provam porquê a intervenção proposta tem a probabilidade de resolver o problema identificado.

A base das evidências pode incluir três aspectos: • Dados que medem o desempenho passado;

• Resultados da avaliação do impacto do seu programa;

• Resultados da avaliação do impacto do seu programa e outras pesquisas que docu-mentam resultados de programas similares.

A principal lição que aqui está sendo passada é de que não basta crer que a intervenção escolhida é a melhor para resolver o problema identificado, é preciso buscar factos ou fundamentos.

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Guião para análise Plítica e Económica - Nível Sectorial

6. Como saber quais são as melhores intervenções?

Para se conhecer as melhores intervenções numa determinada área ou sector pode-se recor-rer a três exercícios:

• Análise das evidências (ex. as pesquisas podem mostrar que tipo de intervenções têm pro-babilidades de criar os melhores resultados).

• Identificação dos constrangimentos (tempo, dinheiro, disponibilidade de voluntários, etc.) que podem impedir a realização da intervenção ideal;

• Caso não seja possível obter a intervenção ideal, temos que entender os Custos de Oportu-nidade (tradeoffs )1.

1 Em economia se refere à alternativa preferida que não é escolhida. Assim o trade-off, então envolve um sacri-fício que deve ser feito para se obter um determinado produto em vez de outros, usando os mesmos recursos requeridos. Por exemplo, para uma pessoa que vai assistir ao jogo de basketball, o seu custo de oportunidade é o dinheiro e o tempo gastos, os quais podiam ter sido gastos assistindo a um determinado programa de televisão. http://en.wikipedia.org/wiki/Trade-off, acedido a 8/3/13.

7. Tipos de evidências

As evidências são divididas em categorias, que dependem do nível de provas disponíveis em relação a um certo tipo de intervenção. Assim, podem ser preliminares, moderadas ou fortes.

Evidências preliminares Evidências preliminares: estão ligadas ao novo tipo de intervenções. São preliminares porque não apresentam provas suficientes que mostrem a existência de uma forte relação causal en-tre as intervenções e os resultados esperados. Exemplos:

• Estudos iniciais sobre um novo tipo de intervenções;

• Dados referentes à a avaliação do programa em implementação.

Evidências moderadas ou fortes • Dados de modelos já experimentados ou abordagens similares que procuram mos-trar se a intervenção causa os resultados esperados.

• São moderadas ou fortes em função do conjunto de estudos compilados que con-firmam a Teoria de Mudança e que esclarecem claramente em que condições a inter-venção é mais ou menos provável de ter sucesso.

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8. Elementos chave da Teoria da Mudança

Uma Teoria de Mudança incorpora quatro elementos chave: Mapa da mudança;

Indica-dores; Intervenções e Assumpções.

Mapa da mudança: é a parte central da teoria de mudança. Reflecte apenas os resultados

que são necessários, os quais se tomados como um todo/conjunto serão suficientes para o alcance da mudança desejada (o resultado de longo prazo).

Indicadores: os indicadores reflectem o sucesso (como reconhecer o sucesso) em cada etapa

do Mapa da Mudança. As questões chave que orientam a construção dos indicadores são: • Quem ou qual é o objecto da mudança (o que queremos mudar)?

• Quanta mudança (uma pequena mudança é suficiente?) deve ocorrer em cada indi-cador para que se possa reivindicar que houve sucesso no alcance do resultado? • Quanto tempo será necessário para criar a mudança desejada neste indicador?

Intervenções: são as actividades ou programas a realizar para atingir resultados específicos

que fazem parte do Mapa da Mudança.

Assumpções: as assumpções explicam três principais aspectos:

• As ligações entre os resultados que ocorrem na fase inicial, bem como os que acon-tecem na fase intermediária de modo a se atingir a mudança final desejada.

• As expectativas em relação ao como e porquê as intervenções propostas criarão a mudança desejada.

• Porque é assumido que cada resultado é necessário para criar a mudança desejada (no mapa) e porque o conjunto de resultados serão suficientes para gerar o resultado de longo prazo.

Desafios no estabelecimento da ligação das evidências às intervenções

• O ambiente e/ou os recursos podem impedir a execução da intervenção ideal; • Restrição de evidências que mostram que a intervenção funciona (muito pouco re-gistro de sucesso);

NB: Na busca de evidências não procure apenas o que sustenta a sua intervenção, pode haver outras alternativas mais promissoras que não tinha idealizado.

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9. Passos para a formulação da Teoria de Mudança

Para a elaboração da Teoria de Mudança, segue-se em sequência os passos abaixo: 1. Define-se a mudança (longo prazo);

2. Elabora-se o Mapa da mudança;

3. Operacionaliza-se os resultados (construção dos indicadores); 4. Define-se as intervenções;

5. Articula-se as assumpções.

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Bibliografia consultada

Anderson, A. 2005. The community Builder´s Approach to Theory of Change: a Practical Guide to Theory Development. New York: The Aspen Institute Roundtable on Community Change. In: www.theoryofchange.org

Farrar, A. 2011. Theory of Change - Facilitator Notes. Corporation for National and Community Service.

INSP. 2005. Theory of Change Tool Manual. International Network on Strategic Philanthropy. ORS. 2004. Theory of Change: A practical Tool for Action, Results and Learning. Annie. E. Casey Foundation.

Vogel, I. 2012. Review of the use of Theory of Change in International Development- Review Report. DFID-UK.

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... juntos pela boa governação!

ENDEREÇOS/CONTACTOS:

MASC

Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil COWI Moçambique Lda

Avenida do Zimbabwe, nº 1374 Caixa Postal 4296 Maputo Tel: (+258) 21 486794 Fax: (+258) 21 486795 Cel: (+258) 82 3049946 (+258) 84 3983782 Web: www.masc.org.mz E-mail: [email protected]

Referências

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