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101 lições que aprendi na Escola de Moda Alfredo Cabrera / Matthew Frederick

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Academic year: 2021

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101 lições que aprendi

®

na Escola de Moda

Alfredo Cabrera / Matthew Frederick

GG

101 lições concisas sobre cada aspecto da indústria da moda:

• Tendências • Design • Materiais e custos • Produção • Marketing • Licenciamento

• Terceirização • Preço... e muito mais.

Este livro indispensável oferece a universitários, designers e qualquer pessoa que se interesse

pelo mundo da moda conselhos básicos sobre o assunto. O layout de cada duas páginas é

ilustrado e explica um tópico importante da indústria com humor, estatísticas e exemplos

tirados da vida real, que destacam os aspectos mais importantes. Você se debruçará sobre

cada página, lição após lição, conforme os temas se desenvolvem. É como obter um diploma

de moda em 202 páginas!

é designer de moda, professor e ilustrador e tem ensinado, dado palestras e

atuado como crítico na Parsons The New School for Design, no Fashion Institute of Technology,

no Pratt Institute e na Altos de Chavón School of Design. Vive na cidade de Nova York.

é arquiteto, designer urbanista, professor, autor do bestseller 101 lições que

aprendi

®

na Escola de Arquitetura e criador, editor e ilustrador da série 101 lições que aprendi

®

.

Vive em Cambridge, Massachusetts.

101 lições concisas sobre cada aspecto da indústria da moda:

Alfredo Cabrera

Matthew Frederick

www.ggili.com.br

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na Escola de Moda

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era / Matthew Fr

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GG

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Editorial Gustavo Gili, SL

Rosselló 87-89, 08029 Barcelona, Espanha. Tel. (+34) 93 322 81 61 Editora G. Gili, Ltda

Av. José Maria de Faria, 470, Sala 103, Lapa de Baixo CEP: 05038-190, São Paulo-SP-Brasil. Tel. (+55) (11) 3611 2443

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101 lições que aprendi

®

na Escola de Moda

Alfredo Cabrera e Matthew Frederick

Ilustrações de Matthew Frederick

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Título original: 101 Things I LearnedTM in Fashion School. Publicado originalmente por Grand Central Publishing, uma divisão da Hachette Book

Group em 2010.

O livro original faz parte da coleção 101 Things I Learned™, marca registrada de Matthew Frederick.

Exceto quando especificado ao contrário, as ilustrações são protegidas por direitos autorais de ©2010 de Matthew Frederick. Ilustrações das lições 47 e 71 são de autoria de Taylor Forrest e Matthew Frederick. As ilustrações das lições 8, 9, 12, 17, 23, 24, 33, 36, 37, 43, 46, 56, 67, 68, 69, 70, 72, 74, 75, 76, 78, 92, 95, 96 e 98 são de direitos autorais de © 2010 Taylor Forrest. Utilizadas conforme permissão.

Matthew Frederick é o criador, editor e ilustrador da série. Tradução: Márcia Longarço

Preparação de texto: Grace Mosquera Clemente Revisão de texto: Solange Monaco

Design da capa: Toni Cabré/Editorial Gustavo Gili, SL

Qualquer forma de reprodução, distribuição, comunicação pública ou transformação desta obra só pode ser realizada com a autorização expressa de seus titulares, salvo exceção prevista pela lei. Caso seja necessário reproduzir algum trecho desta obra, entrar em contato com a Editora.

A Editora não se pronuncia, expressa ou implicitamente, a respeito da acuidade das informações contidas neste livro e não assume qualquer responsabilidade legal em caso de erros ou omissões. © da tradução: Márcia Longarço

© Matthew Frederick, 2010

Esta edição foi publicada de acordo com a Grand Central Publishing, Nova York, EUA. Todos os diretos resevados.

para a edição em português:

© Editorial Gustavo Gili, SL, Barcelona, 2014 ISBN: 978-85-65985-72-7 (digital PDF) www.ggili.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Cabrera, Alfredo

101 lições que aprendi® na Escola de Moda /

Alfredo Cabrera e Matthew Frederick ; [tradução Márcia Longarço]. 1. ed. --São Paulo : Gustavo Gili, 2014.

Título original: 101 things I learnedTM in

fashion school.

ISBN 978-85-65985-72-7

1. Design de moda 2. Moda - Estudo e ensino I. Frederick, Matthew. II. Título.

14-01354 CDD-746.9207 Índices para catálogo sistemático:

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Nota do autor

Um bom currículo em Design de Moda motiva os alunos a buscar soluções criativas e fundamentadas na dificuldade que as pessoas têm para se vestir ao longo da vida. Nos meus muitos anos de ensino, descobri que o grande obstáculo para atingir esse objetivo não é a obtenção de proficiência técnica ou de informações intelectuais apropriadas (é certo que, com a disponibilidade de informações exis-tente agora, uma criança de oito anos é hoje mais sofisticada e dispõe de muito mais conhecimento sobre moda do que antes), mas sim a compreensão da ne-cessidade de um design para pessoas comuns.

Muitos alunos acreditam — e às vezes alguns professores — que a realidade (consumidores reais, com necessidades reais) é inimiga da criatividade. O que se teme é que a experiência real implique em trabalho duro, comprometimento e mediocridade. O resultado é a maioria dos currículos tendendo a ser mais teórica e a prática levada em conta somente quando é considerada inevitável. Normal-mente, o design de um aluno se parece mais com ideias do que com roupas.

Levei anos trabalhando como designer para perceber a importância de identi-ficar um consumidor que está vivo, que é real, para poder reconhecer o que ele irá ou não vestir. Longe de ser anticriativo, para mim foi o despertar da verdadeira

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criatividade. Para que serve a criatividade se não para pegar algo que existe na mente de alguém e aplicá-lo no mundo real?

Assim, o objetivo principal deste livro não é compartilhar uma proficiência téc-nica (embora esperemos que o livro possa também fazer um pouco disso) nem desafiar alunos de maneira criativa (apesar de esperarmos que ele possa fazer isso também), mas sim dar-lhes os meios de unir esses dois propósitos. Espera-mos poder oferecer aos alunos alguns lembretes, pontos de referência e catalisa-dores que os ajudem a solucionar problemas reais de modo criativo — e proble-mas criativos de modo real.

Espero que alunos e designers tenham este livro sempre à mão quando estive-rem fazendo pesquisas, desenhos, amostras e ilustrações. Também que a história de cada lição ajude os leitores a entender que a inovação acontece dentro de um contexto e é uma reação ao que aconteceu antes; que as lições sobre organização motivem o desenvolvimento de um processo de design holístico; que as lições sobre ilustração deixem a importância da comunicação muito clara; e que as li-ções sobre negócios deem um sentido ao papel do designer no mundo global. Alfredo Cabrera

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Agradecimentos

De Alfredo

Obrigado a Karin Yngvesdotter, Michele Wesen-Bryant, Howard Davis, Joseph Sullivan e Evelyn Lontok-Capistrano por sua ajuda, orientações, conselhos e apoio. De Matt

Obrigado a Karen Andrews, David Blaisdell, Sorche Fairbank, Taylor Forrest, Sarah Handler, Tracy Martin, Camille O’Garro, Karyn Polewaczyk, Janet Reid, Kallie Shimek, Flag Tonuzi, Tom Whatley e Rick Wolff.

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A moda nasceu no século

xii

Há duas formas de se vestir o corpo humano. Para proteção, o corpo é envolto por peças simples de tecido, e o excesso caindo em dobras naturais. Esse é o método mais antigo de se fazer roupas a partir de tecidos. Porém, enquanto en-rolar-se em tecidos era tradicionalmente efêmero (perde sua forma quando não está em contato com o corpo), o vestuário de proteção moderno normalmente apresenta uma estrutura interna.

A costura data do início da Renascença europeia no século xii, quando a

cele-bração do mundo natural pela ciência, filosofia e arte passa a focar na forma do corpo humano. A túnica que o envolvia foi dividida em diversas partes que se ajus-tam mais ao corpo. Essas partes evoluíram para moldes, utilizados para criar muitas outras peças de vestuário. O advento da costura deu, então, origem à moda.

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Os designers de moda criam coleções

e não uma única peça de vestuário.

Dependendo do porte da casa de moda, uma coleção pode apresentar um número de peças que varia entre 12 e 400. O designer planeja sua coleção de modo que cada item complemente os demais, podendo ser usados juntos ou separadamente.

É dada especial atenção a cada peça da coleção, desde itens básicos até peças de sobreposição, e não somente aos incríveis vestidos festa, conjuntos, vestidos e outras peças importantes. Depois de dar duro para cativar um cliente com peças de vestuário, por que deixá-lo comprar os demais itens de seu guarda-roupa em outro lugar?

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Molde (defin. 1) de um vestido sem manga Costas

direita

Frente direita

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Modanês

Coleção: 1. Um conjunto de peças de vestuário tematicamente coesivo e criado por um designer para uma estação. 2. Uma categoria de vestuário, por exemplo, uma coleção de moda inverno ou de moda praia.

Corte: 1. Reação de um tecido à gravidade, como este “cai”. 2. Manipulação de um tecido em um molde de vestido enquanto se cria o modelo.

História do tecido: Um grupo de amostras de tecidos que conduzem as escolhas do designer para uma coleção. É também chamada de painel de tecido ou fabricação. Acabamento: 1. A textura da superfície de um tecido urdido. 2. Versão final de um desenho de moda.

Caimento: A forma como uma peça cai sobre o corpo; fazer ajustes na musselina ou testá-la em um modelo ou no manequim.

Linha: 1. A silhueta como um todo ou o movimento de uma peça de vestuário, por exemplo, “a linha de um vestido para noite”. 2. Sinônimo para coleção, por exem-plo, “nossa linha outono predomina no visual retrô”.

Musselina: 1. Tecido de algodão muito fino e leve, de baixo custo. 2. Protótipo de uma peça de vestuário criada para desenvolver design e caimento; chamada de musselina independentemente do tipo de tecido.

Padrão: 1. Ou molde, padrão de corte específico para cada peça de vestuário. 2. Ou estampa, o padrão do tecido, por exemplo, xadrez, listrado ou floral.

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A moda nasce das ideias.

Um único vestido ou camiseta pode ser criado sem que haja um conceito funda-mentado, mas isso não ocorre com uma coleção inteira. Uma coleção de moda deve ser conduzida por uma ideia que transcenda a realidade material e seja ba-seada em uma atitude que se relaciona, ou apresenta uma abordagem à vida, arte, beleza, sociedade, política e ao indivíduo. Exemplos de modas direcionadas à ideia incluem:

Vestido-envelope de Diane von Furstenberg: motivado e precedido pela

entra-da generalizaentra-da de mulheres no mercado de trabalho e pelo desejo de projetar autoridade, sem deixar de ser feminino e sexy.

Corte elegante e descontraído de Giorgio Armani: atendeu à emergência

de novos negócios e aos modelos executivos mais informais das décadas de 1970 e 1980.

O grunge: antes de se tornar um visual de moda conhecido, o grunge foi um

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“Moda é a tentativa de notar a arte

em forma vivas.”

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Os cinco Cs de um bom pré-design

O processo de design de moda é algo complexo e repetitivo e não se dá de modo exatamente igual para todos os designers. Apesar disso, uma progressão consis-tente dos passos de um pré-design pode ser identificada nos processos aplicados por designers de moda bem-sucedidos:

1 Cliente: conheça bem a pessoa para a qual você está criando. 2 Clima: entenda a estação do ano para a qual a coleção se destina.

3 Conceito: defina e explore uma “grande ideia”, que irá inspirar toda a coleção. 4 Cor: determine uma paleta de cor adequada.

5 Tecido: pesquise e escolha os tecidos que serão utilizados nas peças de sua coleção.

Na verdade, o design de cada peça em específico desenvolve-se somente depois de se ter definido os tecidos.

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Referências

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