CONTEÚDO: ORAÇÕES SUBORDINADA

Texto

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1. Todas as variedades linguísticas são estruturadas, e correspondem a sistemas e subsistemas

adequados às necessidades de seus usuários. Mas o fato de estar a língua fortemente ligada à estrutura social e aos sistemas de valores da sociedade conduz a uma avaliação distinta das características das suas diversas modalidades regionais, sociais e estilísticas. A língua padrão, por exemplo, embora seja uma entre as muitas variedades de um idioma, é sempre a mais prestigiosa, porque atua como modelo, como norma, como ideal linguístico de uma comunidade. Do valor normativo decorre a sua função coercitiva sobre as outras variedades, com o que se torna uma ponderável força contrária à variação.

Celso Cunha. Nova gramática do português contemporâneo. Adaptado. Considere as seguintes afirmações sobre os quatro períodos que compõem o texto:

I. Tendo em vista as relações de sentido constituídas no texto, o primeiro período estabelece uma causa cuja consequência aparece no segundo período.

II. O uso de orações subordinadas, tal como ocorre no terceiro período, é muito comum em textos dissertativos.

III. Por formarem um parágrafo tipicamente dissertativo, os quatro períodos se organizam em uma sequência constituída de introdução, desenvolvimento e conclusão.

IV. O procedimento argumentativo do texto é dedutivo, isto é, vai do geral para o particular.

Está correto apenas o que se afirma em

a) I e II. b) I e III. c) III e IV. d) I, II e IV. e) II, III e IV.

CONTEÚDO: ORAÇÕES SUBORDINADA

FICHA 01 – 27/03/2020

LÍNGUA PORTUGUESA 2ª SÉRIE – ENSINO MÉDIO PROFESSOR(A): SARA CAMPOS

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Texto I

O silêncio incomoda

1Como trabalho em casa, assisto a um grande número de jogos e programas esportivos, alguns porque gosto e outros para me manter atualizado, vejo ainda muitos noticiários gerais, filmes, programas culturais (são pouquíssimos) e também, por curiosidade, muitas coisas ruins. Estou viciado em televisão.

Não suporto mais ver 25tantas tragédias, crimes, violências, falcatruas e tantas politicagens para a realização da Copa de 2014.

Estou sem paciência 20para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil, consequência do estilo de jogar, da tolerância com a violência e do ambiente bélico em 14que 9se transformou o futebol, dentro e fora do campo.

Na transmissão das partidas, 30fala-se e grita-se demais. Não há um único instante de silêncio, nenhuma pausa. O barulho é cada dia maior no futebol, nas ruas, nos bares, nos restaurantes e em quase todos os ambientes. O silêncio incomoda as pessoas.

É óbvio 15que informações e estatísticas são importantíssimas. Mas exageram. 2Fala-se 26muito, mesmo com a bola rolando. Impressiona-me 18como 10se formam conceitos, dão opiniões, baseados em estatísticas 13que têm pouca ou nenhuma importância.

Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a 6“grande notícia”, 21que Neymar foi o primeiro jogador brasileiro a marcar dois gols contra a Escócia em uma mesma partida.

22Parece haver uma disputa para saber 19quem dá mais informações e estatísticas, e outra, entre os narradores, 3para saber quem grita gol mais 23alto e 24prolongado. 11Se dizem 16que a imagem vale mais que mil palavras, por que se fala e se grita tanto?

21Outra discussão 27chata, durante e após as partidas, é 8se um jogador teve a intenção de colocar a mão na bola e de fazer pênalti, e se outro teve a intenção de atingir o adversário. Com raríssimas exceções, 4ninguém é louco para fazer pênalti nem tão canalha para querer quebrar o outro jogador.

7O que ocorre, com frequência, é 5o jogador, no impulso, sem pensar, soltar o braço na cara do outro. O impulso está à frente da consciência. Não sou também tão ingênuo para achar 17que todas as faltas violentas são involuntárias.

Não dá para o árbitro saber 12se a falta foi intencional ou não. Ele precisa julgar o fato, e não a intenção. Eles precisam ter também bom senso, o que é raro no ser humano, para saber a gravidade das faltas. 29Muitas parecem 28iguais, mas não são. Ter critério não é unificar as diferenças.

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Texto II

O ídolo

Em um belo dia, a deusa dos ventos beija o pé do homem, o maltratado, desprezado pé, e, desse beijo, nasce o ídolo do futebol. 7Nasce em berço de palha e barraco de lata e vem ao mundo abraçado a uma bola.

1Desde que aprende a andar, sabe jogar. Quando criança, alegra os descampados e os baldios, joga e joga e joga nos ermos dos subúrbios até que a noite cai e ninguém mais consegue ver a bola, e, quando jovem, voa e faz voar nos estádios. Suas artes de malabarista convocam multidões, domingo após domingo, de vitória em vitória, de ovação em ovação.

4A bola 13o procura, 14o reconhece, precisa dele. No peito de 18seu pé, ela descansa e se embala. 6Ele 19lhe dá brilho e 20a faz falar, e neste diálogo entre os dois, milhões de mudos conversam. 11Os Zé Ninguém, os condenados a serem para sempre ninguém, podem sentir-se alguém por um momento, por obra e graça desses passes devolvidos num toque, 16essas fintas que desenham os zês na grama, 17esses golaços de calcanhar ou de bicicleta: quando ele joga o time tem doze jogadores.

— Doze? Tem quinze! Vinte!

10A bola ri, radiante, no ar. Ele a amortece, a adormece, diz galanteios, dança com ela, e vendo essas coisas nunca vistas, seus adoradores sentem piedade por seus netos ainda não nascidos, que não estão vendo 15o que acontece.

22Mas o ídolo é ídolo apenas por um momento, humana eternidade, coisa de nada; e quando chega a hora do azar para o pé de ouro, a estrela conclui sua viagem do resplendor à escuridão. 3Esse corpo está com mais remendos que roupa de palhaço, o acrobata virou paralítico, o artista é uma besta:

— Com a ferradura, não!

8A fonte da felicidade pública se transforma no 12para-raios do rancor público: — Múmia!

Às vezes, o ídolo não cai inteiro. 5E, às vezes, 2quando 9se quebra, a multidão 21o devora aos pedaços.

(Eduardo Galeano. Futebol, ao sol e à sombra.)

a) “Impressiona-me como se formam conceitos, dão opiniões, baseados em estatísticas...” (ref. 18, texto I)

b) “Parece haver uma disputa para saber quem dá mais informações e estatísticas...” (ref. 19, texto I)

c) “Estou sem paciência para assistir a tantas partidas tumultuadas no Brasil.” (ref. 20, texto I) d) “Na partida entre Escócia e Brasil, um repórter da TV Globo deu a “grande notícia”, que

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4.

O presidente Barack Obama e Hillary Clinton, a secretária de Estado dos Estados Unidos, tiveram de enfrentar uma desagradável surpresa em suas viagens ao México. O jornal mexicano El Universal, um dos mais importantes do país, revelou algo até então mantido sob sombras: há um item no orçamento do Pentágono de 2009 consignando verba para ajudar a evitar que o México se torne “território ingovernável”. São 13 milhões de dólares destinados a fortalecer as forças armadas mexicanas.

Outro dado importante foi a omissão de ambos diante do argumento do México de que a violência que coloca em risco as instituições nacionais, com a inserção do narcotráfico no poder político, resulta da demanda por drogas por parte do mercado consumidor norte-americano. (...) Há o lado policial, ou de guerra, com os Estados Unidos construindo muros e fortalecendo a repressão em suas linhas de junção com o território mexicano. E há o lado político e econômico: o da imigração. Um homem mexicano de 35 anos, com nove de instrução, pode ganhar 132% a mais trabalhando nos Estados Unidos.

(...) Mas o México terá de conformar-se com a redução da sua estatura de aliado preferencial dos Estados Unidos nas Américas. “Bye, bye, México, o Brasil emerge como líder da América Latina”. Essa frase foi escrita por Andrés Oppenheimer, colunista do Miami Herald, íntimo da comunidade hispânica e do setor do Departamento de Estado que cuida de questões latino-americanas.

(CARLOS, Newton. Narcotráfico corrói a estabilidade do estado mexicano. In: Mundo – geografia e política internacional. Edição 100, ano 17, n. 4, agosto/2009, p. 11. Adaptado)

Na organização sintático-semântica do Texto VII, o emprego da expressão “será que” se justifica por

a) compor uma frase interrogativa indireta. b) separar orações subordinadas.

c) constituir-se de verbo e pronome interrogativo.

d) tratar-se de uma expressão de valor enfático.

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repressão em suas linhas de junção com o território mexicano. E há o lado político e econômico: o da imigração. Um homem mexicano de 35 anos, com nove de instrução, pode ganhar 132% a mais trabalhando nos Estados Unidos.

As orações em cujo interior estão os verbos construindo e fortalecendo, destacados no trecho do texto, equivalem a orações subordinadas adjetivas (reduzidas de gerúndio). Assinale a alternativa em que essas orações encontram-se desenvolvidas adequadamente.

a) ... Estados Unidos ainda que construam muros e que fortaleçam a repressão... b) ... Estados Unidos, onde se constroem muros e se fortalecem a repressão... c) ... Estados Unidos, que constroem muros e que fortalecem a repressão... d) ... Estados Unidos logo que constroem muros e fortalecem a repressão... e) ... Estados Unidos no qual constroem muros que fortalecem a repressão...

5.

Os principais recursos utilizados para envolvimento e adesão do leitor à campanha institucional incluem

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6. Nos períodos a seguir, estão destacadas quatro orações subordinadas, na forma reduzida.

SENDO O AGREGADO HOMEM DE POUCAS PALAVRAS, entrou ele mudo e saiu calado. ACABADA A MISSA, o gerente do banco retornou a seu trabalho.

CONHECENDO MELHOR A JOVEM, não a teria recomendado para o cargo. MESMO CHORANDO A MENINA, seus lábios se abriram em amplo sorriso.

Assinale a alternativa que, na ordem, corresponda ao sentido das orações destacadas.

a) Embora o agregado fosse.../ Depois que.../ Porque conhecia.../ Porque chorava...

b) Se o agregado fosse.../ Porque a missa tinha acabado.../ Embora conhecesse.../ Embora chorasse...

c) Porque o agregado era.../ Quando a missa acabou.../ Ainda que conhecesse.../ Se chorasse... d) À medida que.../ Quando a missa acabou.../ Embora conhecesse.../ Ainda que chorasse... e) Como o agregado era.../ Logo que a missa acabou.../ Se conhecesse.../ Embora chorasse...

7. É comum, no Brasil, a prática de tortura contra presos. A tortura é imoral e constitui crime.

Embora não exista ainda nas leis penais a definição do "crime de tortura", torturar um preso ou detido é abuso de autoridade somado a agressão e lesões corporais, podendo qualificar-se como homicídio, quando a vítima da tortura vem a morrer. Como tem sido denunciado com grande frequência, policiais incompetentes, incapazes de realizar uma investigação séria, usam a tortura para obrigar o preso a confessar um crime. Além de ser um procedimento covarde, que ofende a dignidade humana, essa prática é legalmente condenada. A confissão obtida mediante tortura não tem valor legal e o torturador comete crime, ficando sujeito a severas punições.

(Dalmo de Abreu Dallari)

Pode-se afirmar que esse trecho é uma dissertação

a) que apresenta, em todos os períodos, personagens individualizadas, movimentando-se num espaço e num tempo terríveis, denunciados pelo narrador, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam a sequência dos acontecimentos.

b) que apresenta, em todos os períodos, substantivos abstratos, que representam as ideias discutidas, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam o encadeamento lógico da denúncia.

c) que apresenta uma organização temporal em função do pretérito, jogando os acontecimentos denunciados para longe do momento em que se fala, bem como a predominância de orações subordinadas, que expressam o prolongamento das ideias repudiadas.

d) que consegue fazer uma denúncia contundente, usando, entre outros recursos, a ênfase, por meio da repetição de um substantivo abstrato em todos os períodos, bem como a predominância de orações coordenadas sindéticas, que expressam o prolongamento das ideias repudiadas. e) que consegue construir um protesto persuasivo com uma linguagem conotativa, construída sobre metáforas e metonímias esparsas, bem como a predominância de orações subordinadas, próprias de uma linguagem formal, natural para esse contexto.

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PARA QUEM QUER APRENDER A GOSTAR

01 "Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

02 Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

03 Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão-somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo do amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

04 Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

05 Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, 'aquela conversa importante que precisamos ter'; arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama, toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

06 Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como a criança de nariz encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos sonhos); não teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

07 Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.

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09 Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é, e nunca: deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.

10 Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz."

(TÁVOLA, Arthur da. "Para quem quer aprender a amar". In: COSTA, Dirce Maura Lucchetti et al. "Estudo de texto: estrutura, mensagem, re-criação". Rio, DIMAC, 1987. P. 25-6)

A vírgula de "Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto", parágrafo 10, separa:

a) termos de mesma função sintática.

b) uma oração subordinada de uma principal. c) orações subordinadas.

d) orações coordenadas. e) orações simples.

09. Os trechos a seguir foram extraídos de diferentes capítulos da obra SÃO BERNARDO, de

Graciliano Ramos.

"RESOLVI estabelecer-me aqui na minha terra, município de Viçosa, Alagoas, e logo planeei adquirir a propriedade S. Bernardo, onde trabalhei, no eito, com salário de cinco tostões." (Cap.4) "AMANHECI um dia pensando em casar. Foi uma ideia que me veio sem que nenhum rabo de saia a provocasse. Não me ocupo com amores, devem ter notado, e sempre me pareceu que mulher é um bicho esquisito, difícil de governar. (Cap. 11)

"CONHECI que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste." (Cap. 19)

As orações subordinadas desempenham funções sintáticas nas orações principais. Considerando, no terceiro trecho, os períodos:

I. "Conheci QUE MADALENA ERA BOA EM DEMASIA, mas não conheci tudo de uma vez." II. "A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, QUE ME DEU UMA ALMA AGRESTE."

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Pode-se dizer que as orações em destaque simples desempenham, respectivamente, funções sintáticas de

a) objeto direto e adjunto adnominal. b) adjunto adverbial e sujeito.

c) objeto indireto e adjunto adverbial. d) sujeito e adjunto adverbial.

e) adjunto adnominal e sujeito.

10. "Parecia que a ventania queria levar a cidade"

No período acima, a oração subordinada é

a) substantiva objetiva direta. b) substantiva subjetiva. c) adjetiva explicativa. d) substantiva predicativa.

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Referências

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