Editorial
Dr. Francisco Carlos Ruiz Presidente
No último editorial defendemos a necessidade da vacinação para o enfrentamento da pandemia e que os “comentários” de que as vacinas estavam sendo produzidas com “excessiva rapidez”, fossem repudiados pela comunidade médica e por nossos conselhos de classe.
Para surpresa geral, o que se seguiu foi uma corrida desesperada pela vacina contra a COVID-19. O discurso de descrença de alguns foi substituído por crítica de outros pela demora na vacinação de alguns grupos de profissionais de saúde. De fato, alguns profissionais foram vacinados alguns dias após os demais. Não se ouviram mais críticas quanto à “excessiva rapidez no desenvolvimento das vacinas”, mas críticas pelo prejuízo de alguns profissionais em relação a outros pela “demora” de alguns dias.
É de se lamentar que o Governo Federal tenha hesitado em adquirir as vacinas que hoje são tão esperadas e que causaram grande comoção entre vacinados. É ainda mais lamentável que profissionais de saúde tenham desdenhado de sua importância e tenham feito eco a notícias veiculadas em redes sociais dos “perigos” de tais vacinas.
Superada a veiculação de posições ideológicas em lugar do conhecimento e da produção científica, o que temos hoje é o grande desafio de vacinar a totalidade de nossa população sem descuidar das medidas necessárias de evitação do contágio, como afastamento social, uso de máscaras e higiene das mãos.
Consideramos inaceitáveis e repudiamos a possibilidade de se comercializar vacinas ou de
que sejam adquiridas por empresas para seus funcionários. Sabemos que o enfrentamento e a superação da pandemia dependem da imunização de uma parcela considerável da população, chamada de imunidade coletiva. Sabemos igualmente que a comercialização de vacinas pode dificultar enormemente a vacinação de classes sociais de menor poder aquisitivo.
Acreditamos que a vacinação contra a COVID-19, neste momento, é dever do SUS, o que inclui o Poder Público Federal, Estadual e Municipal, e entendemos que toda a produção e disponibilização destas vacinas deve ser feita de acordo com os princípios de universalidade do SUS.
Importante ainda destacarmos a competência e a eficiência com que as vacinas estão sendo disponibilizadas em nosso município por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Indaiatuba. Não foi sem grandes prejuízos em termos de sofrimento e vidas que superamos o negacionismo da COVID-19 como uma “gripezinha”, bem como a ideia de que morreriam mais pessoas de fome e pela crise econômica que pela própria doença, ou que o “tratamento precoce com vermífugos” impediria o desenvolvimento de formas graves da doença.
Precisamos ter claro, nesse momento, que a vitória final sobre a doença virá por meio da vacinação de toda a população e que até lá permanecem necessárias as medidas de distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos.
Do negacionismo à
corrida pelas vacinas
atraídos pela oportunidade de obter lucro.
As vacinas hoje, têm uma oferta ainda muito aquém de uma demanda cuja premência é da magnitude dos impactos contra a vida no aspecto
biológico, psicológico, psiquiátrico, socioeconômico e até de relações internacionais.
Não obstante a competição entre países, sua aquisição por ora se dá somente através de governos para implementação de suas estratégias de políticas de saúde pública como viés mais humanista.
A possibilidade de comercialização dos imunizantes irá simplesmente reduzir a discussão sobre acesso a quem pode e quem não pode pagar. Certamente irá inflacionar o custo de um produto que de saída já é escasso. Se esta discussão é passível de acontecer por vivermos num mundo capitalista, não deixa de ser antiética e imoral, pois discrimina violentamente e mortalmente a esmagadora maioria da população mundial, além de não amortecer em nada as terríveis consequências claramente identificadas da pandemia.
Uma vez resolvido o problema da escassez, levanta-se o impedimento ético.
Defesa Profissional
Dr. Gabriel Carvalho de Alvarenga Diretor de Defesa Profissional
Vários são os desafios que a pandemia vem nos impondo. As respostas a eles são as mais diversas e embora todas com o mesmo objetivo, nenhuma se mostrou perfeita em mitigar seu impacto em toda sua amplitude.
No enfrentamento do problema, podemos identificar com clareza, três níveis chaves de inter venção: distanciamento social e sanitização dos ambientes; disponibilização de pessoal e infraestrutura em quantidade e qualidade que permitam resgatar os adoecidos; introdução da imunização.
Experiências aqui no Brasil, como lá fora, mostram que andamos a passos lentos, por vezes em círculos, cambaleando por todas essas etapas. Mas na última em particular, está sendo introduzido aos poucos em nosso país uma ideia que, se vingar, poderá definitivamente implodir qualquer experiência bem sucedida que possamos ter conseguido em meio à tragédia pela qual passamos e ainda iremos passar: a possibilidade da comercialização da vacina.
Essa conversa veio na boleia de letárgica reação das autoridades sanitárias federais frente à questão vacinal e o aguçado apetite de agentes econômicos
Um caso de
impedimento
ético e moral
O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza-ISSQN é um tributo municipal que incide sobre a prestação de serviços, inclusive aqueles prestados pelo médico, como previsto na lista anexa da Lei Complementar n° 116/03.
Em geral a apuração do valor do ISSQN é feita pela aplicação de um percentual sobre a sua base de cálculo (o preço do serviço).
Contudo, no caso dos profissionais liberais, como os médicos, não se aplica essa forma de calcular o imposto.
Isto porque, no artigo 9°, §1° do Decreto- Lei n° 406/68 prevê que o ISSQN seja fixo, ou seja, o valor do imposto será prefixado não importando qual seja a quantia do serviço prestado. Além disso, o ISS
Assessoria Jurídica
fixo também é anual.
Por algum tempo se discutiu se ainda estaria vigente tal modo de calcular o imposto, porém, atualmente, entende-se pela validade do ISSQN fixo.
Esse imposto é regido por uma lei geral federal e regulada de forma mais específica em cada município, por isso, é preciso verificar a legislação do Município onde será pago o imposto, no caso de Indaiatuba há previsão do ISSQN fixo está no artigo 54, §1° e 78 do Código Tributário Municipal (Lei n° 1284 de 20/12/1973) e da Lei Municipal n° Lei 4.289/2005.
O contribuinte do imposto é o prestador do serviço, no caso o médico, o qual deverá recolher aquele no município do local do seu
ISSQN Fixo
domicílio. Saliento que o ISSQN dos planos de saúde já foi objeto de um artigo específico.
No caso de a prestação de serviços não ser realizada por meio da pessoa física, ou seja, através pessoa jurídica, para aplicação do ISSQN fixo será preciso preencher o requisito previsto em lei, o que será tema de um artigo futuro.
Dessa forma, o ISSQ do profissional liberal é o fixo.
O ano de 2020 foi extremamente difícil para a maioria dos brasileiros e trouxe mudanças significativas no comportamento do investidor.
Com a taxa básica de juros (SELIC) a 2,00% e a inflação fechando 2020 na casa dos 4,5%, o poupador não vê outra saída a não ser partir para renda variável através de Fundos de Investimentos e até mesmo chegando a se aventurar na Bolsa de Valores brasileira (B3), isso para não ver seu dinheiro na poupança ou na renda fixa perdendo valor para inflação.
Com este crescente apetite por risco, aumentou também as opções de investimentos disponíveis no mercado, até mesmo a possibilidade de investir no exterior de forma simples e sem ter que viajar para outro país, tudo devidamente declarado no IR como manda a lei. Essa facilidade no acesso somada ao cenário político e econômico do Brasil das últimas
Investir no exterior está cada vez mais
acessível
décadas, está fazendo cada vez mais brasileiros atravessarem as fronteiras com seu patrimônio, buscando a segurança do dólar e a solidez das instituições financeiras americanas e europeias.
Nos últimos 10 anos o Real se desvalorizou mais de 200% perante o Dólar, uma média de 12% ao ano. Enquanto isso, uma das principais Bolsas de Valores do mundo, a S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas do planeta, cresceu mais de 260% no mesmo período. Portanto, se há 10 anos atrás, você tivesse investido 10 mil reais em algum fundo indexado
à S&P 500, hoje acumularia um valor próximo a 110 mil reais, ou seja, mais de 1000%.
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A grande discussão que persistia nas últimas décadas do século XIX em relação à contagiosidade da febre amarela se dava entre os não-contagionistas e não-contagionistas, sendo que estes acreditavam no contágio entre humanos.
Na Conferência Sanitária Internacional, realizada em Washington em 1881, o Dr. Carlos Juan Finlay, representante da delegação cubana, expôs sua teoria afirmando ser necessário a presença de um agente transmissor independentemente da enfermidade e do enfermo para que a doença fosse transmitida a um homem são. Acreditava, portanto, que qualquer medida para conter a transmissão da doença seria ineficaz se não
Epidemias na história
do país
Da perseverança de Finlay ao trabalho
científico de Walter Reed
envolvesse o controle do agente transmissor.
Sua teoria, entretanto, foi recebida com “fria indiferença”, conforme Dr. Odair Franco. Dr. Finlay, por sua vez, continuou suas pesquisas em Cuba, contrariando a ideia de que a febre amarela seria uma doença de adaptação, já que acometia principalmente os estrangeiros, poupando nativos. Sua intuição o levou a defender a ideia de que o transmissor seria um mosquito e sua disseminação estaria vinculada à distribuição da doença.
Suas pesquisas em relação aos mosquitos o levaram a duas espécies que poderiam estar relacionadas à doença e que seriam o Culex quinque fasciatus
e o Cules fasciatus. Este último foi conhecido pelos nomes de Stegomyia fasciata e Aedes aegypti. Observou especialmente que este era encontrado nas casas de enfermos da febre amarela e que ao contrário, o Culex quinque fasciatus era observado nas residências não atingidas pela doença.
Considerando que o Culex fasciatus era o único transmissor da febre amarela, promoveu a experimentação direta, conseguindo inicialmente cinco indivíduos que se deixaram picar por mosquitos que haviam se alimentado do sangue de doentes. Como resultado, todos desenvolveram a doença, ainda que com graus variados de acometimento. Imag em: c urioushist orian.c om
Persistindo nos estudos e na defesa de sua teoria, Dr. Finlay a apresentou no Congresso de Higiene e Demografia realizado em Budapeste em 1894, bem como tentou convencer o Governo dos Estados Unidos a executar um plano de controle da doença em Havana, sendo igualmente ignorado.
A confirmação de sua teoria veio por meio de um trabalho mais profundo que foi realizado pela Comissão de Saúde do Exército Americano, sob o comando de Walter Reed. Tal estudo provocou dúvidas sobre a teoria da transmissão da febre amarela pelo mosquito. Uma resolução do XIV Congresso Internacional de História da Medicina, realizado em Roma no ano de 1954, reconheceu definitivamente que o Dr. Finlay foi o descobridor do agente transmissor da febre amarela, bem como identificou a necessidade de saneamento no seu controle.
Ao término da guerra hispano americana, a ilha de Cuba estava sob o controle dos EUA, porém soldados americanos continuavam sendo vítimas da febre amarela. Na tentativa de encontrar um meio de controlar a doença, foi nomeado o major médico Walter Reed, coordenador de uma comissão de pesquisa para encontrar a etiologia e um meio de controlar a doença na ilha.
As pesquisas em relação a possíveis causadores da febre amarela, como Bacillus icteroides e o Bacillus X havanensis, resultaram
infrutíferas e resolveu-se procurar o Dr. Carlos Juan Finlay, já com 67 anos de idade, o qual mantinha sua posição em relação à transmissão da doença por um mosquito.
Walter Reed, assim como o Dr. Finlay, observaram que pessoas eram acometidas pela doença sem contato com doentes, ao contrário daqueles que cuidavam dos infectados nas enfermarias. A comissão de pesquisa decidiu por dar início às provas experimentais, o que não se configurou uma tarefa fácil, uma vez que era de conhecimento geral que as estatísticas demonstravam alta mortalidade pela infecção. Walter Reed persistiu nos experimentos e identificou que de fato o adoecimento estava relacionado à picada por inseto que havia picado o doente.
Em 1901, no Congresso Pan-Americano realizado em Havana, Dr. Reed descreveu suas experiências e postulou que o mosquito Culex fasciatus seria o hóspede intermediário do parasita da febre amarela, o qual seria transmitido por meio de uma picada do mosquito c o n t a m i n a d o ao indivíduo não imune. D e m o n s t r o u também que havia um período para que o mosquito
fosse capaz de transmitir a doença, bem como a impossibilidade de transmitir a doença por roupas de cama, vestes ou qualquer objeto de contato dos enfermos, mas que esta poderia ser transmitida pela injeção subcutânea de sangue de um infectado. Observou e relatou ainda que uma casa somente poderia ser considerada infectada pela febre amarela quando em seu interior fossem encontrados mosquitos contaminados.
Tentativas foram feitas de vacinação pelo Dr. Finlay com a inoculação de mosquitos infectados, porém a baixa eficiência e três resultados fatais fizeram com que a proposta fosse abandonada. Inegável, porém, a iniciativa e perseverança do Dr. Finlay, bem como a pesquisa com critérios científicos empreendidas pela comissão de pesquisa sob a coordenação do Dr. Walter Reed.
O pé plano (PP), também conhecido como pé chato, na maioria das vezes não deve ser considerado uma doença, pois pode apenas representar uma condição fisiológica da criança, principalmente quando flexível e indolor. O mesmo ocorre com o adulto/idoso (pé plano adquirido). Caso este se torne patológico, apresentará alguma perda de função: calosidade, dor, redução da flexibilidade (acarretando alterações biomecânicas aos pés), sendo mandatório algum tipo de intervenção do ortopedista.
Em geral a criança nasce com o pé plano em função de sua abundante matriz cartilaginosa, frequentemente o arco plantar inicia sua formação aos 5 ou 7 anos. Considerar pé plano assintomático como doença é precoce antes dos 9 ou 10 anos de idade. Momento no qual a matriz cartilaginosa começa a se tornar rígida, dando o aspecto final do pé do indivíduo.
Na infância 99% dos PP´s são flexíveis, em torno de 97% destes se resolvem de maneira espontânea e apenas 3% se mantém até a vida adulta necessitando de tratamento. Estes adultos que apresentam a deformidade dolorosa foram os que, provavelmente, não obtiveram diagnóstico etiológico precoce e, portanto, não foram tratados adequadamente.
Dica do Ortopedista
Pé Plano
Seu diagnóstico é feito pelo exame clínico, testes físicos (Jack test), teste da ponta dos pés, baropodometria, postura de caminhada do paciente e exames radiográficos realizados com o paciente em pé, nos quais o ortopedista irá medir os ângulos que determinarão a gravidade e opção (ou opções) de tratamento quando necessário. Tomografias e ressonâncias magnéticas são indicadas nas suspeitas de barras ósseas, sequela de fratura e lesões tendíneas (os dois últimos nos casos de pé plano adquirido).
Em relação ao tratamento, quanto mais precocemente for estabelecido, melhores serão os resultados. Estes podem ser desde o simples
acompanhamento ortopédico, fisioterapias, uso de palmilhas, órteses e
até cirurgias.
A prescrição em larga escala de palmilhas, botas e outras órteses, tal qual se fazia com maior frequência no passado, apresentou uma queda significativa. Basicamente hoje,
só as utilizamos em casos de dor, deformidades moderadas à graves ou sua progressão na tentativa de frear o processo de deformação dos pés.
Recebo semanalmente filhos que foram levados a consulta a pedido do pediatra, de algum professor(a) da escola, parentes que se preocupam com a pisada da criança e chamam a atenção dos pais para o fato, vizinhos, amigos e até outros ortopedistas. A maior parte destes pacientes são assintomáticos, porém de rotina realizamos o mesmo “screening” para os sintomáticos e assintomáticos, esta atitude tem tranquilizado muito os pais e minimizado a chance de se tornarem adultos com pé plano sintomático.
Atualmente consideramos como os dois principais fatores de sucesso do tratamento, seja no pé plano infantil ou adquirido do adulto, o correto diagnóstico causal e a boa adesão do paciente e familiares ao tratamento (o que, particularmente, considero o mais desafiador para nós médicos).
Dr. Raphael Netto Silveira - Ortopedia e Traumatologia - Especialista em Pé e Tornozelo
Imag
em: maeme
que
r.sapo
Visitas frequentes ao oftalmologista e a realização de exames de rotina podem prevenir um tipo raro de câncer que atinge os olhos, o melanoma ocular. Esse câncer atinge as células produtoras de melanina (pigmento responsável pela coloração da pele e dos olhos). É o câncer de olho mais comum em pessoas adultas. Se apresenta como o melanoma de pele, uma mancha escura acastanhada, tonalidade variada e bordas irregulares. Pode aparecer na conjuntiva ou na íris e também na coroide, que é a camada interna dos olhos responsável por receber luz externa e transmitir para o cérebro.
A gravidade depende do local acometido que pode ser a pálpebra, conjuntiva ou coroide, sendo no último mais severo. O melanoma de coroide pode evoluir com gravidade, e se não tratado a tempo, pode causar metástases. Pode ser identificado durante o exame de rotina com o oftalmologista, pois é visível aos microscópios e aparelhos de imagem.
O tratamento depende do
Melanoma Ocular
estágio da doença, que vai desde o tratamento quimioterápico e implantes de placa radioativa, até a cirurgia, com a possibilidade da remoção de todo o globo ocular.
A causa é desconhecida, mas alguns fatores de risco já foram identificados, o principal é o genético.
A incidência da doença na conjuntiva e pálpebras aumenta com o envelhecimento e ocorre mais em homens, assim como em pessoas com pele clara, cabelos e olhos claros, e trabalhadores que ficam mais expostos ao Sol. Portadores da síndrome de nevos displásicos (múltiplas pintas pelo corpo) também têm riscos a u m e n t a d o s para apresentar o melanoma palpebral. A radiação solar com a e x p o s i ç ã o à radiação ultravioleta é um outro fator de risco. Por isso, o uso de óculos
Utilidade Pública
escuros certificados pode contribuir para a prevenção da doença. Usar chapéus de abas largas e bonés também pode resguardar os olhos dos raios ultravioletas.
A prevenção das doenças oculares, como em todas as áreas da medicina, é primordial e deve ser estimulada para a promoção de saúde e manutenção da qualidade de vida.
Desde o início da pandemia da COVID-19 no final do ano de 2019, e posteriormente com o alastrar da doença com suas trágicas consequências por todo o mundo, o que mais se ansiava era pelo desenvolvimento de uma vacina que nos devolvesse a vida que tínhamos antes.
Muito já se avançou no conhecimento quanto ao manejo dos casos graves, mas ainda não temos a cura. Graças a todo um conhecimento prévio e uma dedicação incansável dos cientistas, conseguiu-se enfim, lançar as tão esperadas vacinas.
Devo salientar que a imunização é a segunda maior responsável pelo aumento da longevidade humana, ficando apenas atrás do saneamento básico.
Muito se discute quanto à eficácia, se essa ou aquela vacina tem um perfil mais favorável. O fato é um só: Não teremos direito à escolha. Teremos que tomar aquela que estiver disponível. Vacina boa é vacina aplicada. Se a eficácia da Coronavac, por exemplo é de 50% para não
proteção do equilíbrio da saúde particularmente dos idosos, que naturalmente têm a imunidade mais debilitada. Nessa população em especial, se questiona a eficácia de vacinas como a da Oxford, o que levou muitos países a duvidar se deveria ser aplicada nesta população. É conhecido que o processo de imunosenescência leva a uma menor resposta imune às mais variadas vacinas. No entanto essa população é a mais acometida por casos graves (mortalidade de 66% entre os >80 anos), sendo assim toda e qualquer proteção é bem-vinda.
As opções que temos hoje disponíveis no SUS estão longe de serem perfeitas, mas são muito boas. A Coronavac é uma vacina de vírus inativado (plataforma já bem conhecida utilizada em vacinas como a da Poliomielite e Hepatite A) de fácil armazenamento e o intervalo entre as doses é de 2 a 4 semanas. A Vacina de Oxford é uma vacina que usa um adenovírus de macacos, que não causa doença em humanos por
à aplicação. Se limitam a dor local, mialgias, cefaleia, mas são quadros autolimitados e melhoram com a administração de antitérmicos convencionais.
Temos no momento 8 vacinas registradas e 2 em uso limitado no mundo. No Brasil 2 apenas liberadas para o uso emergencial pela ANVISA. Já são 41 vacinas na fase clínica, além de 222 projetos pré-clínicos. Isso nos faz acreditar que num futuro não tão distante, teremos vacinas melhores, mais eficazes, de mais fácil produção, com dose única e com maior facilidade de armazenamento.
Portanto, todos nós médicos, como agentes formadores de opinião e promotores de saúde, devemos incentivar nossos pacientes a se vacinarem contra a COVID-19. As vacinas fornecidas pelo sistema público são de excelente qualidade, seguras e eficazes. Vale apenas enfatizar que as medidas de prevenção como isolamento social, uso de máscaras e higienização das mãos devem ser mantidas mesmo após a vacinação. A capacidade dessas
Uma dose de esperança
Existem dois tipos de paciente paliativo: o em fase terminal ou muito avançada de doença e o não terminal, ainda com perspectiva de algum tratamento oncológico e/ou clínico específico de alta complexidade, até mesmo, cirúrgico paliativo, para poder usufruir de, pelo menos, um mínimo tolerável de dignidade numa sobrevida razoável.
Existem pacientes paliativos em fase terminal que são virgens de tratamento, uma vez que já se apresentaram ao serviço de saúde em tal condição irreversível e sem condição físico-clínica para um tratamento específico, senão os cuidados paliativos exclusivos (melhor suporte básico de vida possível).
“Deixar morrer dignamente não é matar. O compromisso primordial da Medicina não é a cura. É ajudar. Medicina e cuidados paliativos constituem-se tanto de BOM SENSO quanto de ciência.”
Morte por doença grave não é fracasso do bom médico. É “fracasso” do corpo
Cuidados paliativos terminais – Parte II
humano perante as mazelas daHumanidade. A doença é a autora da morte, mas não o médico que a assiste com consolo, limites e humildade.
É direito do paciente saber de toda a verdade, não sendo culpa do bom médico, a doença que aflige o seu doente. E é dever do médico dizer toda a verdade. No entanto, mormente na Oncologia Paliativa, é bem visto e até “exigido” ou forçado que o médico esconda a verdade absoluta, preservando um pouco de esperança. A extensão da notícia e da verdade varia em cada caso, cada paciente, cada mente, cada família. Por outro lado, deve-se evitar excesso de ilusão e, consequentemente, despreparo persistente e deveras sofrível do paciente e dos familiares para o Fim desta Jornada.
Taxar o paciente paliativo de “poliqueixoso” é assinar atestado de incompetência como paliativista e cuidador. Não basta ter ciência. Tem que ter bom senso, sensibilidade, aptidão, talento e força de vontade.
O paciente terminal jamais deve se tornar um simples cobaia submetido a sofrimento desumano ou fútil para experimentação desenfreada.
Infelizmente, a distanásia é bastante estimulada por familiares leigos e desesperados. Cabe ao médico ter calma, segurança, clareza e bom relacionamento médico-paciente-família para agregá-los à dignidade e nobreza dos fundamentais cuidados paliativos reais, como uma equipe unida.
Uma conversa serena e clara com o doente e seus familiares são fundamentais para a prática consensual da ortotanásia. Mesmo o analfabeto, paciente ou familiar ou acompanhante maior responsável, costuma entender muito bem a língua portuguesa, mas jamais um palavreado médico impaciente, arrogante ou obscuro.
Para uma alma amputada, não existe prótese ! Cuidado para não ferir a alma do seu paciente; e deixe-a ir em Paz...
Científico
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A praticidade dos temperos industrializados pode custar caro para a saúde. Das 19 principais variedades do produto vendidas no Brasil, em pó, pasta e tablete, nenhuma tem o consumo recomendado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste). O motivo? A alta concentração de sódio. O sódio em excesso é apontado pelos médicos como o principal vilão da hipertensão, podendo agravar doenças cardiovasculares. Existem opções de temperos que são saudáveis e recomendadas, como o alho, a cebola, açafrão, pimentas e até mesmo o limão!
Conheça os aditivos mais frequentes nos temperos industrializados e os riscos que eles apresentam:
Sódio: de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sódio não deve ultrapassar 2.400 miligramas. Para se ter uma ideia, algumas variedades de temperos prontos apresentam 1.038 miligramas por porção, dependendo
Bate Papo com o
Nutrólogo
O perigo do tempero pronto. Qual o impacto
na saúde e na dieta?
Glutamato monossódico: esse realçador de sabor visa tornar os alimentos mais atrativos para o consumo, no entanto, o excesso dessa substância estimula a ingestão excessiva, contribuindo para o ganho de peso. Além disso, ele afeta as células, principalmente do sistema nervoso, e pode danificá-las, causando alto grau de toxicidade, o que pode acionar ou piorar disfunções de aprendizado e desencadear Mal de Alzheimer e Doença de Parkinson.
Como facilitar o dia a dia Para aqueles que prezam ou necessitam muito de uma solução mais prática, existem alternativas que são fáceis de preparar e podem substituir os temperos prontos com êxito e ainda trazer praticidade para o dia a dia. Confira algumas sugestões:
Tempero pronto: Ao invés de comprar um pote de alho triturado, recheado de conservantes,
mas nem sempre sobra tempo para descascar e picar tudo na hora de cozinhar. Por isso, com um pouco de azeite e sal, é possível triturar a cebola e o alho no liquidificador e conservar na geladeira por algumas semanas em uma embalagem de vidro bem fechada. A vantagem é que, além de eliminar os químicos, ainda é possível ter um controle sobre a quantidade de sal.
Caldo de legumes caseiro: preparado, geralmente, com 2 litros de água, folhas de alho-poró, cenoura, folhas de cenoura, alho, cebola, salsão, tomate e outros legumes a gosto, cozidos lentamente em água fervente. Esse caldo é a versão mais saudável dos tabletes industriais e pode ser facilmente armazenado em formas de gelo para ser usado até acabar. Além de facilitar na hora de cozinhar, ele ainda tem uma capacidade maior de preservação dos nutrientes e uma durabilidade longa quando armazenado no freezer.
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ANNA PAULA CHIEKO HAYASHI LUIZ CARLOS ANASTACI JÚNIOR JOSÉ PIRES DA CUNHA JÚNIOR PRISCILA SILVA MARSHALL RITA DE CÁSSIA PERINA MARTINS RUFINO ANTUNES DE ALENCAR NETO JOÃO AIRES FIGUEIREDO
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MARCELO PEDRO RAMOS JOSÉ EMÍLIO DE MELLO E CURI JOSÉ LUIZ DE SÁ NETO RODRIGO HENRIQUE PAES ANDY FEDOR RIVERA INDARÁS NAÍMA CRISOL BÉRGAMO ROCHA SILVAL FERNANDO CARDOSO ZABAGLIA ANTONIO BOTOSSI
CÁSSIO ANDREI MALTONI MANUEL DIAS DA SILVA NETO FLÁVIA MAGALHÃES NUNES LATERZA ELIZABETH RIGO DEBERALDINI WAGNER CAVALCANTE TARCÍSIO GASIOLA JÚNIOR 01/03 01/03 04/03 04/03 04/03 07/03 07/03 07/03 10/03 12/03 13/03 14/03 16/03 16/03 18/03 19/03 20/03 20/03 21/03 21/03 24/03 25/03 26/03 26/03 27/03 28/03 28/03 29/03
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