R E L AT Ó R I O
F I N A N C E I R O M U N I C I PA L
REL A TÓ RIO M UNICIPAL
NOTA PRÉVIA 3
CÂMARA MUNICIPAL DE SINTRA 4
Receita 4
Despesa 9
SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO 18
EMES, EEM, SA 19 HPEM, EEM 21 EDUCA, EEM 22 SINTRAQUORUM, EEM 22 RESULTADOS ORÇAMENTAL/PATRIMONIAL 23 DÍVIDA A FORNECEDORES 24 DÍVIDA MUNICIPAL 25
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 3 R EL A TÓR I O F I NA N CEI R O MU N I CI PA L N OTA PR ÉVI A
O presente relatório, elaborado no âmbito da alínea c) do nº 2 do artigo 25º da Lei nº 75/2013, de 12 de setembro, tem por objetivo informar os eleitos locais do Município de Sintra da execução orçamental a março de 2014, nas perspetivas da receita e da despesa, por forma a garantir um acompanhamento e controlo do orçamento aprovado.
Pretende-se, ainda, dar conhecimento da situação financeira relativa às entidades que constituem o setor empresarial local desta Autarquia bem como dos serviços municipalizados (SMAS).
No âmbito do setor empresarial local, é importante salientar que foi aprovada na Assembleia Municipal de 28 de fevereiro de 2014 a dissolução das empresas municipais EDUCA, EEM, e HPEM, EEM, com internalização das suas atividades no Município e nos Serviços Municipalizados de Sintra, bem como a transformação da SINTRAQUORUM, EEM, internalizando a atividade do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas, no Município. Esta situação, acrescida dos trabalhos que estão a decorrer nas empresas relativamente à conclusão de duas prestações de contas, intercalares e finais, não permitiu que no atual exercício, os registos contabilísticos estejam atualizados, pelo que as demonstrações financeiras que eventualmente fossem apresentadas não teriam a qualidade necessária para o seu relato.
Portanto, a informação relativa às entidades envolvidas na reestruturação do setor empresarial local do Município será apenas centrada na estimativa de dívidas a terceiros à data de fevereiro de 2014.
Assim, importa salientar que a análise de seguida apresentada poderá não se revestir da consistência necessária tendo em conta que os valores apresentados para a CMS, a março de 2014, e para as restantes entidades, a fevereiro de 2014, têm um caráter provisório.
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 4 CMS R ECEI TA
A receita cobrada pelo Município ascendeu a cerca de 23,1 milhões de euros, um acréscimo de 12,6% (+2,6 milhões de euros) face ao período homólogo de 2013.
Do total de receita cobrada pela Autarquia, cerca de 22 milhões de euros (95,4%) respeita a receita corrente, 1,1 milhões de euros (4,6%) a receita de capital e 12,2 mil euros referentes a reposições não abatidas no pagamento.
Relativamente ao período homólogo de 2013, verificou-se um aumento de 3 milhões de euros de receita corrente (+15,5%), responsável pelo acréscimo da receita. Inversamente, a receita de capital diminuiu 293 mil euros (-21,8%).
Unid: €
Receita
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. Var. %
Recei tas Própri as 9.490.093 10.287.998 8.539.981 11.661.150 3.121.169 36,5%
Trans ferênci as 12.641.042 13.304.144 11.843.072 11.379.018 -464.054 -3,9%
Pa s s ivos Finance iros 9.000.000 5.500.000 0 0 0
-Repos ições n abat pagtos 15.574 1.083.381 95.270 12.175 -83.095 -87,2%
Sa ldo de Gerênci a 0 0 0 0 0
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 5 R ECEI TA COR R EN TE
Esta receita é constituída por transferências correntes provenientes da Administração Central, no montante de 10,4 milhões de euros (47,2%), cobrança de impostos diretos, 7,1 milhões de euros (32,2%) e indiretos, 2,4 milhões de euros (11%) e outras receitas correntes, 2,1 milhões de euros (9,6%).
O acréscimo da receita corrente em 2014 está sobretudo relacionado com as rubricas de impostos, designadamente, os impostos diretos, que cresceram cerca de 1,7 milhões de euros, impulsionados pela maior cobrança do IUC (+1,3 milhão de euros) e do IMI (+883,4 mil euros), e os impostos indiretos, que aumentaram 1,2 milhões de euros, face à cobrança de taxas com a ocupação da via pública (+1,1 milhões de euros).
Embora existam diferenças significativas relativamente às cobranças de 2014 face a 2013 é prematuro efetuar análises conclusivas, pois estas diferenças poderão estar eventualmente relacionadas com a tempestividade dos respetivos registos.
R ECEI TA DE CA PI TA L
A receita de capital compreende as transferências de capital, provenientes da Administração Central, num total de 1 milhão de euros (95,7%) e a receita própria de capital (incluí outras receitas de capital) com 45 mil euros (4,3%). A receita de capital não contempla empréstimos bancários, porque o financiamento de curto prazo contratado não teve utilização e em relação ao financiamento de médio e longo prazo não existem novas contratações desde 2011.
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 6
A análise seguinte permite evidenciar as alterações ao nível das principais rubricas da receita corrente e de capital do Município.
I m p o sto s ( rec ei ta c o r ren t e)
A cobrança de impostos regista uma variação positiva de 2,9 milhões de euros, consequência do aumento dos impostos diretos, designadamente o IUC (+1,3 milhões de euros) e o IMI (+883,4 mil euros) e dos impostos indiretos, concretamente da ocupação da via pública (+1,1 milhões de euros).
Os impostos diretos são constituídos pelo IMI, IUC e IMT com cobranças relativamente idênticas, não existindo ainda cobrança ao nível da derrama.
Note-se, ainda, em relação ao IMI e ao IUC que a cobrança conseguida em 2014 é a mais significativa do período em análise, acentuando-se neste último exercício o aumento verificado em 2013.
Unid : €
Impostos
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. Var. %
Impostos diretos 5.837.575 4.569.397 5.398.208 7.085.696 1.687.488 31,3% I MI +CA 985.786 1.117.094 1.267.769 2.151.187 883.418 69,7% I UC+IMV 1.171.529 1.371.989 1.438.510 2.693.934 1.255.425 87,3% I MT+SI SA 3.655.710 1.927.323 2.633.522 2.240.574 -392.947 -14,9% Derra ma 24.551 152.991 58.408 0 -58.408 -100,0% Impostos indiretos 2.324.926 3.590.432 1.225.861 2.412.660 1.186.798 96,8%
Lotea me nto e obras 64.372 43.859 22.719 119.849 97.130 427,5%
Ocupação da vi a públ ica 1.941.633 3.085.428 1.015.967 2.129.853 1.113.886 109,6%
Publ icidade 126.593 334.860 95.936 28.282 -67.654 -70,5%
Outros 192.328 126.285 91.239 134.676 43.436 47,6%
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 7
Em relação aos impostos indiretos, a cobrança ascendeu a cerca de 2,4 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 1,2 milhões de euros (+96,8%) em relação ao ano anterior. Este acréscimo está relacionado com o aumento das taxas cobradas pela ocupação da via pública, no montante de 1,1 milhões de euros (+109,6%), justificado pela cobrança das licenças da Lisboagás, que este ano ocorreram em março, ao contrário do ano anterior cujo registo foi efetuado em abril.
Tra n sf e rên c i a s ( rec e i ta c o rr en te e d e c a p i ta l)
As transferências provenientes da Administração Central ascenderam a 11,4 milhões de euros, um
decréscimo na ordem dos 464,1 mil euros (-3,9%) face ao período homólogo, justificado pela diminuição das transferências correntes.
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 8
Ao nível das transferências correntes verificou-se um decréscimo da receita cobrada na ordem dos 6,5% (-720,2 mil euros), relacionado com o imposto sobre o rendimento singular (IRS), cuja receita diminuiu 921,6 mil euros, secundado pela menor cobrança ao nível das outras transferências correntes em 94 mil euros (-55,6%).
Inversamente verificou-se um acréscimo no FEF, com uma cobrança superior em 292,5 mil euros em relação ao período homólogo de 2013.
As transferências de capital ascenderam a 1 milhão de euros em comparação com igual período do ano anterior, traduzindo um acréscimo de 256,2 mil euros (+34,1%). Este aumento está relacionado com a rubrica de cooperação técnica financeira, que reflete 681 mil euros, relativos ao investimento na escola EB 2,3 Visconde de Juromenha.
F i n a n c i a m en to B a n c á ri o ( rec ei ta d e c a p i ta l)
O Município, no final do ano anterior, contratou um empréstimo de curto prazo no valor de 6 milhões de euros, não tendo até à data feito qualquer utilização do mesmo.
TA X A DE EX ECU ÇÃ O DA R ECEI TA
Em 2014 foi orçada uma receita total de 152 milhões de euros, tendo-se verificado neste primeiro trimestre uma taxa de execução de 15,2% (23,1 milhões de euros), mais 2,4% que a registada no período homólogo de 2013.
De salientar que esta taxa de execução foi conseguida sem recurso a financiamento bancário, ao contrário dos anos 2012 e 2011 em que os níveis de execução incluem o efeito dessa cobrança.
Uni d: €
Transferências obtidas
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. Var. %
Transferências correntes 11.165.840 11.629.295 11.092.121 10.371.874 -720.247 -6,5%
Fund o e qui líbrio fin ancei ro (FEF) 2.134.447 1.977.270 2.636.361 2.928.906 292.545 11,1% Fund o s o ci al mun ici pal (FSM) 1.397.913 1.252.377 1.252.377 1.252.377 0 I mp os to s ob re o re ndi me nto s i ngul ar (I RS) 3.005.135 3.846.222 3.846.222 2.924.592 -921.630 -24,0% Refei ções e trans po rtes es col ares 488.317 101.472 106.721 152.062 45.341 Enri queci me nto curricul ar 1.º Ci cl o 1.373.181 1.418.463 0 0 0 Técni cas ação educati va /p es s oal n do ce nte 2.592.533 2.828.572 3.081.202 3.038.716 -42.486 -1,4% Ou tras trans ferênci as correntes 174.313 204.919 169.238 75.221 -94.017 -55,6%
Transferências de Capital 1.475.202 1.674.849 750.951 1.007.144 256.193 34,1%
Fund o e qui li bri o fi nancei ro (FEF) 1.472.272 1.318.179 659.088 325.434 -333.654 -50,6% Coop eração técni ca fi nan ce ira 0 3.950 0 681.023 681.023 Partici pação comuni tá ri a em projetos 0 343.058 0 0 0 Ou tras trans ferênci as de ca pi tal 2.930 9.662 91.863 687 -91.176 -99,3%
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 9 D ESPESA
A despesa realizada pelo Município em março 2014 ascendeu a 22,2 milhões de euros, verificando-se uma diminuição de 3,8 milhões de euros (-14,7%) face ao período homólogo de 2013.
Do total de despesa realizada pela CMS, cerca de 18,3 milhões de euros (82,5%) respeita a despesas correntes, registando-se uma diminuição de 333,8 mil euros (-1,8%) face a março de 2013. A despesa de capital ascendeu a 3,9 milhões de euros (17,5%), verificando-se em relação a igual período do ano anterior um decréscimo na ordem dos 3,5 milhões de euros (-47,5%).
Em relação à despesa corrente, a diminuição é devida às despesas de funcionamento, com um valor inferior em 408,3 mil euros, anulando o acréscimo verificado ao nível das GOP, que aumentaram 74,5 mil euros.
Ao nível da despesa de capital, a redução ficou a dever-se, essencialmente, às GOP, que registaram um decréscimo de 3,5 milhões de euros, consequência do registo, em 2013, da despesa incorrida no âmbito do cumprimento da sentença judicial, relativa à empreitada de construção do Centro de Ciência Viva, no montante de 2,1 milhões de euros.
U nid: €
Despesa corrente e de capital realizada
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. Var. %
Despesa corrente 132.112.888 32.814.363 18.619.648 18.285.821 -333.827 -1,8%
EP: Funci ona me nto 67.828.059 21.029.704 12.962.039 12.553.741 -408.298 -3,1% GOP: Gra nde s opções do pl ano 64.284.830 11.784.660 5.657.608 5.732.080 74.471 1,3%
Despesa de capital 42.021.748 20.833.198 7.371.452 3.873.599 -3.497.853 -47,5%
GOP: Inve sti me nto di re to e i ndi reto 24.296.069 5.910.062 4.190.773 720.926 -3.469.848 -82,8% EP: Pas si vos fi na nce i ros 17.725.679 14.923.135 3.180.679 3.152.674 -28.005 -0,9%
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 10
EP – EX TR A PL A N O ( FU N CI ON A MEN TO E PA SSI VOS F IN A N CEI R OS)
As despesas inerentes ao funcionamento ascenderam a 15,7 milhões de euros, o que significa um decréscimo de cerca de 436,3 mil euros (-2,7%) em relação ao período homólogo de 2013. Esta variação está essencialmente relacionada com as rubricas juros e outros encargos e pessoal, que diminuíram 223,1 mil euros e 216,8 mil euros, respetivamente.
Em sentido contrário, assistiu-se ao aumento da despesa relacionada com as rubricas limpeza e higiene (+65,3 mil euros), água e eletricidade (+64,7 mil euros), seguros (+27,7 mil euros) e assistência técnica (+25,3 mil euros).
U nid: €
Despesa realizada
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. Var. %
Extraplano 67.828.059 21.029.704 12.962.039 12.553.741 -408.298 -3,1%
Pe s s oal 45.177.993 9.552.025 9.997.604 9.780.851 -216.753 -2,2% Co mb us tivei s e lu bri fi ca ntes 576.288 99.296 100.608 76.140 -24.469 -24,3% Li mpeza e hi gie ne 1.026.069 114.129 183.610 248.864 65.254 35,5% Materi al de es cri tóri o 240.658 19.980 53.652 24.658 -28.994 -54,0% Prémi os , con dec., ofe rtas , art. ho nori f. d ec. 99.076 5.872 4.474 1.722 -2.752 -61,5% Água e e le tri cid ade 11.269.074 8.946.415 1.622.331 1.687.042 64.711 4,0% Co ns ervação de ben s 471.141 409.343 30.381 15.262 -15.119 -49,8% Loca çã o d e e di fi ci os 177.785 44.400 41.973 31.420 -10.553 -25,1% Co mu ni ca ções 865.268 196.382 36.860 46.687 9.826 26,7%
Se guros 214.871 174 30.426 58.135 27.708 91,1%
Pu bl ici dad e 96.304 35.871 21.545 4.286 -17.259 -80,1% Vigi l ânci a e s e gurança 882.585 179.123 147.117 146.033 -1.084 -0,7% As s is tên cia técni ca e ou tros tra b. es p ec. 303.016 35.778 24.594 49.851 25.257 102,7% En ca rgo s d e cob ra nça de re ce ita 1.666.206 110.808 191.011 178.608 -12.403 -6,5% Juros e outro s e ncargos 3.790.299 1.067.366 376.312 153.169 -223.142 -59,3% I mpos tos e ta xa s 662.520 41.068 19.187 5.438 -13.750 -71,7%
Outra s 308.905 171.675 80.355 45.577 -34.778 -43,3%
Amortização empréstimos 17.725.679 14.923.135 3.180.679 3.152.674 -28.005 -0,9%
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 11 Ao nível dos passivos financeiros, o valor amortizado é relativamente idêntico ao do período anterior, 3,2
milhões de euros. A dívida bancária ascendeu a 76,5 milhões de euros.
GOP – GR A N DES OPÇÕ ES DO PL A N O
No final do primeiro trimestre de 2014, a despesa realizada com ações inscritas nas GOP atingiu os 6,5 milhões de euros, distribuídos por despesas com a aquisição de bens e serviços (51,6%), por transferências correntes e subsídios (35%), despesa com investimento (11,2%) e outras despesas (2,3%).
Primeiramente, importa referir que o exercício de 2011 não é comparável com os restantes exercícios, atendendo ao facto de em fevereiro de 2012 ter entrado em vigor a Lei dos compromissos e pagamentos em atraso (LCPA), a qual veio alterar o modelo de assunção de despesa, sendo esta comprometida em função dos fundos disponíveis previstos para o período respetivo.
Un id: €
Despesa GOP
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. %
Tra nsf. correntes e s ubs ídi os 48.736.913 7.598.618 3.849.756 2.256.890 -41,4%
I nvestimento di reto e i ndireto 24.296.069 5.910.062 4.190.773 720.926 -82,8%
Aquis içã o de bens e s ervi ços 15.366.944 4.137.702 1.665.720 3.328.229 99,8%
Outras despesa s 180.972 48.341 142.132 146.960 3,4%
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 12
Analisando as GOP através das rubricas económicas, verifica-se ao nível das transferências correntes e subsídios um decréscimo conjunto de 1,6 milhões de euros (-41,4%) em relação ao período homólogo de 2013. Esta diferença justifica-se porque em 2013, ao nível dos subsídios para as empresas municipais, está contemplado uma transferência para a EDUCA, EEM, relativa a uma tranche no âmbito da cobertura de prejuízos do exercício de 2008, no montante de 500 mil euros. Relativamente às transferências correntes, o período de 2013 tem registado a liquidação de três tranches relativas ao acordo de cedência de créditos (AMTRES), no montante de 593,8 mil euros, que terminou em novembro de mesmo ano.
As transferências correntes e subsídios são compostos, essencialmente, pelo apoio concedido às Juntas de Freguesia (792,9 mil euros), pelo financiamento das atividades relacionadas com a educação (922 mil euros), pelo apoio concedido às associações de bombeiros (336,3 mil euros) e por transferências para instituições sem fins lucrativos (191 mil euros).
No que se refere ao investimento, verifica-se uma diminuição contínua deste tipo de despesa ao longo dos quatro anos. Do investimento realizado em 2014 destaca-se a obra de remodelação do mercado do Cacém (285 mil euros), trabalhos diversos no gabinete médico-veterinário (61 mil euros), obras diversas em equipamentos lúdicos (54,2 mil euros) e apoio financeiro para a conservação das chaminés do Palácio da Vila (33 mil euros), entre outros.
As despesas com a aquisição de bens e serviços evidenciaram um aumento de 1,7 milhões de euros (+99,8%), relacionado, sobretudo, com o tratamento de resíduos sólidos urbanos, designadamente, ao registo de duas faturas, uma referente ao ano de 2013 e outra a Janeiro de 2014 (dada a redução do prazo de vencimento das mesmas), no montante de 1,6 milhões de euros.
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 13 Em relação à análise por área funcional, e comparando os períodos de março de 2013 e março de 2014
regista-se um decréscimo global da despesa realizada nas GOP em cerca de 3,4 milhões de euros. Este decréscimo justifica-se, essencialmente, ao nível das rubricas educação (-1,7 milhões de euros), designadamente ensino não superior que em 2013 contemplava 757,6 mil euros do investimento na EB 2,3 Visconde de Juromenha e 500 mil euros relativos a uma tranche da cobertura de prejuízos da Educa do exercício de 2008, e animação cultural (-2,1 milhões de euros), consequência do reconhecimento dos 2,1 milhões de euros do processo de indemnização relacionado com o Centro de Ciência Viva de Sintra.
Salientam-se, também, as reduções de cerca de 487,3, 332,7 e de 294,8 mil euros, ao nível dos serviços auxiliares de ensino, das transferências entre administrações (transferências para as freguesias) e da rede viária e transportes, respetivamente.
Inversamente, regista-se um acréscimo de 1,2 milhões de euros ao nível dos resíduos sólidos urbanos relacionado com a liquidação das faturas, conforme referido anteriormente.
No que se refere à taxa de execução total das GOP, esta situou-se nos 8,7%, não registando, praticamente, alteração em relação a igual período homólogo de 2013.
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 14 Un id: € Despesa GOP
Realizado Tx Execução Realizado Tx Execução Variação
Funções Gerais 603.525 6,0% 929.957 11,2% 326.431
Servi ços Gera i s da Admi nis tra çã o Públ ica 575.607 8,1% 593.708 8,6% 18.101
Racionalização dos Serviços 284.577 5,9% 422.778 9,6% 138.201
Apetrechamento dos Serviços 153.830 8,2% 134.633 6,9% -19.197
Comunicação e Imagem 137.200 19,7% 36.297 7,6% -100.903
Segurança e Ordem Públi ca 27.918 0,3% 336.249 21,9% 308.330
Protecção Civil 27.918 0,3% 336.249 22,6% 308.330
Funções Sociais 7.115.940 9,0% 4.085.749 8,9% -3.030.191
Educa çã o 2.739.222 9,1% 1.047.218 5,8% -1.692.004
Ensino não Superior 1.426.276 4,7% 221.541 1,3% -1.204.735
Serviços Auxiliares de Ensino 1.312.947 22,1% 825.677 20,6% -487.270
Sa úde 83.129 4,5% 76.814 3,8% -6.315
Saúde Médico - Veterinária 83.129 4,5% 76.814 6,9% -6.315
Acçã o Socia l 93.109 3,0% 104.074 2,6% 10.966
Terceira Idade 5.638 1,4% 1.323 1,8% -4.315
Deficiência 7.632 14,5% 596 1,9% -7.036
Minorias Étnicas 17.259 34,8% 7.200 3,9% -10.059
Outras Intervenções 62.580 2,3% 94.955 2,8% 32.376
Habi taçã o e Servi ços Col ecti vos 1.972.119 3,5% 2.775.369 14,2% 803.249
Habitação 65.541 4,4% 58.713 5,3% -6.828 Planeamento Urbanístico 21.194 0,0% 14.760 7,4% -6.434 Urbanização 2.520 0,1% 4.120 0,5% 1.600 Requalificação Urbana 62.852 3,3% 28.399 2,9% -34.453 Saneamento 179.690 2,9% 0 0,0% -179.690 Resíduos Sólidos 1.314.960 3,2% 2.513.436 34,3% 1.198.476 Ambiente 58.812 9,5% 4.447 0,5% -54.365 Parques e Jardins 266.550 11,8% 151.494 8,3% -115.057
Serv.Culturai s, Recrea tivos e Reli gi osos 2.228.362 31,0% 82.275 1,2% -2.146.087
Património Histórico-Cultural 26.037 1,3% 39.924 3,3% 13.887
Animação Cultural 2.140.582 73,2% 5.923 0,7% -2.134.659
Desportos e Tempos Livres 55.108 2,3% 36.323 0,1% -18.785
Juventude 4.239 7,3% 105 0,2% -4.134
Cemitérios 2.396 16,7% 0 0,0% -2.396
Funções Económicas 1.003.337 9,0% 644.391 5,6% -358.946
I ndús tri a e Energi a 61.541 3,0% 75.683 5,4% 14.141
Iluminação Pública 61.541 3,0% 75.683 5,4% 14.141
Tra ns portes e Comuni ca ções 535.133 7,7% 240.343 3,8% -294.791
Rede Viária e Transportes 535.133 7,7% 240.343 3,8% -294.791
Comérci o e Turi smo 406.662 15,5% 328.366 11,9% -78.296
Mercados e Feiras 355.911 14,7% 304.060 11,8% -51.851
Turismo 10.751 10,1% 24.305 16,4% 13.554
Comércio 40.000 28,6% 0 0,0% -40.000
Outras Funções 1.125.579 10,3% 792.908 8,7% -332.671
Transferências entre Administrações 1.125.579 10,3% 792.908 8,7% -332.671
Total 9.848.382 8,9% 6.453.005 8,7% -3.395.376
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 15 EX ECU ÇÃ O DA DESPESA
No final de março de 2014, a taxa de execução da despesa total (funcionamento e GOP) atingiu os 11%, um decréscimo de 1% em relação ao período homólogo de 2013, com o nível de pagamentos a atingir 78,3% de despesa realizada.
PR OVEI TOS N O PER I ODO
Em termos patrimoniais, os proveitos do exercício, no final de março de 2014, ascenderam a 19 milhões de euros. Em relação ao período homólogo de 2013, registou-se um decréscimo de 3,2 milhões de euros (-14,4%), consequência sobretudo da diminuição das rubricas transferências e subsídios (-1,6 milhões de euros) e proveitos financeiros (-1,2 milhões de euros).
O decréscimo registado nos proveitos operacionais em cerca de 1,9 milhões de euros (-9,1%) é o resultado de uma quebra generalizada de todas as rubricas. Destacam-se os impostos e taxas com uma diminuição de 223,1 mil euros (-3,1%) consequência da redução verificada na receita com IMT, derrama e publicidade.
Unid: €
Proveitos no período
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. Var. %
Proveitos operacionais 24.766.639 21.375.782 20.539.493 18.673.335 -1.866.158 -9,1%
Impo s tos e ta xas 12.138.082 8.353.721 7.265.333 7.042.263 -223.070 -3,1%
Trans ferência s e su bs ídios 12.331.648 12.649.158 12.913.317 11.274.508 -1.638.808 -12,7%
Ou tros prove itos 296.909 372.903 360.843 356.563 -4.280 -1,2%
Proveitos financeiros 102.053 198.572 1.438.090 199.737 -1.238.353 -86,1%
Proveitos extraordinários 278.509 451.712 251.309 151.171 -100.138 -39,8%
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 16
No que respeita às transferências e subsídios obtidos, o decréscimo ocorrido, na ordem dos 1,6 milhões de euros (-12,7%), está essencialmente relacionado com a diminuição das transferências da Administração Central ao nível da Participação em IRS (-921,6 mil euros) e ao nível das atividades de enriquecimento curricular - AEC’s (-700 mil euros).
Os proveitos financeiros totalizaram cerca de 199,7 mil euros, um decréscimo de 1,2 milhões de euros (-86,1%) justificado, pelo facto da primeira tranche da renda da EDP ainda não se encontrar reconhecida. O valor reflete, essencialmente, a renda relativa ao contrato de concessão celebrado com a BP referente ao posto de abastecimento no Cacém (Av. dos Bons Amigos).
Quanto aos proveitos extraordinários, estes ascenderam a 151,2 mil euros (-100,1 mil euros face ao período homólogo de 2013) e compreendem 85,5 mil euros de proveitos de anulações de provisões de cobrança duvidosa e 64 mil euros de correções relativas a exercícios anteriores.
Ainda relativamente aos proveitos operacionais, que representam cerca de 98,2% dos proveitos totais do Município, estes têm vindo a sofrer decréscimos sucessivos, constatando-se uma redução de 6,1 milhões de euros em relação ao período homólogo de 2011.
É no seguimento desta tendência que surge a necessidade de se proceder a um ajustamento simultâneo nos níveis da despesa por forma a garantir o equilíbrio financeiro da Autarquia.
CU STOS N O PER Í ODO
Os custos do exercício da CMS ascenderam a 13,6 milhões de euros no final de março de 2014, registando um nível de custos inferior em cerca de 5,1 milhões de euros face ao ano anterior. No entanto, esta diferença justifica-se, sobretudo, pelo facto de ainda não se encontrarem registadas as amortizações.
24.767 21.376 20.539 18.673 102 199 1.438 200 279 452 251 151 m€ 6.500 m€ 13.000 m€ 19.500 m€ 26.000 m€
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 17
Embora seja transversal a todas as áreas uma diminuição dos custos, é na área operacional onde a redução é mais acentuada (-4,8 milhões de euros). No entanto, não estamos perante uma diminuição efetiva, tendo em conta que se encontram ainda em curso procedimentos para o fecho contabilístico do período.
A variação registada ao nível do pessoal é demonstrativa do acima referido, tenho em conta que se prevê um aumento das obrigações assumidas no âmbito do processo de internalização em curso.
Os FSE’s contemplam, fundamentalmente, os custos com o consumo de água (101,9 mil euros), os encargos com limpeza e higiene (156,4 mil euros), os gastos com aquisições de bens e serviços (891,2 mil euros) e os encargos de cobrança de receita (91,9 mil euros).
No que respeita às transferências e subsídios, estas são constituídas essencialmente, por transferências para as escolas, no montante de cerca de 831 mil euros, para atividades de enriquecimento curricular e para manutenção e conservação de edifícios e equipamentos escolares, assim como, por apoio financeiro às freguesias no montante de 792 mil euros. De referir ainda, o apoio concedido às associações de bombeiros do concelho em cerca de 336 mil euros.
Os custos financeiros totalizaram cerca de 52 mil euros e respeitam a juros relativos ao empréstimo de médio e longo prazo para a construção de equipamentos escolares.
Os custos extraordinários ascenderam a 291,6 mil euros, sendo constituídos pelo somatório de correções relativas a transferências de capital concedidas (107,1 mil euros), por perdas com dívidas incobráveis (73,8 mil euros) e por correções de exercícios anteriores (106,1 mil euros).
Da análise do gráfico seguinte é possível constatar o peso dos custos operacionais na estrutura de custos da Autarquia.
U ni d: €
Custos e perdas do exercicio
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14 Var. Var. %
Custos Operacionais 17.409.451 16.345.100 18.072.459 13.243.866 -4.828.594 -27%
CMVMC 303.143 273.278 195.455 200.269 4.815 2%
FSE 3.063.912 1.839.885 2.284.967 1.854.516 -430.452 -19%
Pes soa l 9.561.819 9.378.578 9.986.721 9.202.993 -783.729 -8% Amorti zações Imob. Corp. 2.426.003 2.608.306 2.683.988 0 -2.683.988 -100%
Provi sões 96.786 2.453 0 0 0
Tra ns ferênci a s e Subs i di os 1.945.747 2.198.590 2.854.413 1.954.297 -900.117 -32% Outros Cus t. e Perd. Operaci ona i s 12.042 44.010 66.915 31.792 -35.123 -52%
Custos Financeiros 282.479 382.869 223.079 52.005 -171.073 -77%
Custos Extraordinários 1.190.791 458.427 381.744 291.636 -90.108 -24%
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 18
Apresenta-se, de seguida, uma síntese dos resultados financeiros dos SMAS e da EMES, E.M.,S.A. bem como uma análise à dívida das restantes empresas municipais, reportada a fevereiro de 2014.
SMA S
Os proveitos da empresa, em fevereiro de 2014, registaram uma quebra de 2,2 milhões de euros (-25,3%) relativamente ao período homólogo, justificado, sobretudo, pela redução verificada no volume de negócios.
O volume de negócios representa cerca de 94,8% do total de proveitos e é constituído pelas seguintes rubricas:
Abastecimento de água (1,7 milhões de euros);
Prestação de serviços relativa à cobrança de tarifas (tarifa fixa de água e tarifa de saneamento) e à limpeza de fossas (4,2 milhões de euros);
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 19 Os custos totais ascenderam a 4,3 milhões de euros evidenciando uma redução de 3,9 milhões de euros,
justificada pela diminuição registada, sobretudo, no CMVMC, relacionada com a aquisição da água, e nos FSE’s, respeitantes ao saneamento das águas.
A redução referida, verificou-se, também, ao nível da rubrica dos custos com pessoal, refletindo uma diminuição face ao ano de 2013 de cerca de 314,4 mil euros.
EMES, E. M. , S. A .
GA N HOS
Os rendimentos da EMES, Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra, E.M., S.A., no final de fevereiro de 2014, ascenderam a 112,1 mil euros, um crescimento relativo de 1,2% face ao período homólogo de 2013.
O crescimento ocorrido teve uma expressão diminuta quando comparado com o registado em anos anteriores, no entanto, salienta-se o facto de se ter conseguido, pelo terceiro ano consecutivo, um aumento do nível de rendimentos.
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 20
As receitas da empresa advêm das vendas dos tickets (obtidos nas diversas áreas de rotação), das avenças (valores pagos mensalmente), dos avisos, dos cartões de residentes e outros rendimentos.
No que concerne ao volume de negócios, nomeadamente às unidades de negócio relativas à rotação e avenças, verificou-se uma redução de cerca de 5,1 mil euros (-15,9%) face ao período homólogo de 2013, a qual, também, foi acompanhada por uma diminuição conjunta da emissão de avisos e de cartões de residente, no montante de 903 euros (-22,4%).
Contrariamente, verificou-se ao nível da rubrica de outros rendimentos um acréscimo de 7,3 mil euros, tendo este desempenho sido determinante para o aumento dos rendimentos.
GA STOS
Relativamente aos gastos, estes registaram um aumento na ordem dos 6,7 mil euros (+8,1%), sendo constituídos sobretudo por gastos com pessoal e fornecimentos e serviços externos, que em conjunto representam 84,8% do total de gastos.
Em relação ao período homólogo de 2013, os gastos com o pessoal aumentaram 6,6 mil euros, refletindo o efeito da remuneração dos subsídios de férias e de natal à totalidade dos funcionários.
Os fornecimentos e serviços externos representam a segunda maior parcela de gastos e estão relacionados com as rubricas de eletricidade, de conservação e reparação parquímetros, de seguros e dos combustíveis, sofreram um decréscimo de 3,3 mil euros (-15,6%).
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 21
Face ao nível de ganhos e de gastos registados no período, a empresa apresenta no final de fevereiro de 2014 um resultado líquido do exercício positivo e na ordem dos 23,5 mil euros.
HPEM, E. E. M.
A dívida a terceiros ascende a 8,8 milhões de euros, sendo constituída, basicamente, por dívidas aos fornecedores SUMA (4,7 milhões de euros) e Ecoambiente (2,9 milhões de euros) no âmbito das atividades de recolha de resíduos.
U nid : €
Dívida a terceiros
fev-11 fev-12 fev-13 fev-14
Fina nci a mento ba ncári o 0 1.814.690 1.037.048 212.926
Fornecedores 9.828.718 7.476.525 7.342.882 7.913.640
Outros credores 865.955 782.876 535.283 709.576
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 22 EDU CA , E. E. M.
A dívida a terceiros ascende a 3,4 milhões de euros, representado a dívida a fornecedores cerca de 64,6% do total, destacando-se, entre outros, os valores em aberto relativos aos seguintes fornecedores: SMAS (917,3 mil euros), Gertal, no âmbito do fornecimento de refeições escolares (783,1 mil euros) e EDP (118,3 mil euros).
SI N TR A QU OR U M, E. E. M.
A dívida a terceiros ascende a 519,7 mil euros, representado a dívida a fornecedores cerca de 18,4% do total, salientando-se, atendendo à sua materialidade, os valores em aberto relativos aos seguintes fornecedores: Ronsegur, relativo a serviços de vigilância (24,2 mil euros), Euromex, referente a atividades de outsourcing (8,5 mil euros) e EDP (8,4 mil euros).
U nid : €
Dívida a terceiros
fev-11 fev-12 fev-13 fev-14
Fina nci a mento ba ncári o 850.000 0 0 0
Fornecedores 7.290.142 7.889.127 2.357.449 2.209.468
Outros credores 1.441.771 1.774.660 1.992.570 1.211.977
Total 9.581.913 9.663.787 4.350.020 3.421.445
U nid : €
Dívida a terceiros
fev-11 fev-12 fev-13 fev-14
Fina nci a mento ba ncári o 100.000 120.000 0 0
Fornecedores 236.687 110.840 73.367 95.476
Outros credores 298.058 408.180 453.167 424.176
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 23 R ESU L TA DOS OR ÇA MEN TA L /PA TR I MON IA L
CMS
O POCAL consagra no ponto 3.1.1. o princípio do equilíbrio orçamental para as Autarquias, o qual estabelece que o orçamento deve prever os recursos necessários para cobrir todas as despesas, devendo as receitas correntes ser pelo menos iguais às despesas correntes.
Ao nível da CMS, a execução orçamental registada em março de 2014 cumpre o princípio acima mencionado, com a formação de poupança corrente na ordem dos 8,2 milhões de euros. Numa comparação mais prudente, entre a receita cobrada e a despesa realizada, ainda assim verifica-se uma poupança corrente na ordem dos 3,7 milhões de euros.
Em termos totais, o saldo orçamental da CMS ascende a cerca de 29,5 milhões de euros em março de 2014, correspondendo ao montante das disponibilidades bancárias do Município, na ordem dos 31,7 milhões de euros, expurgado do efeito do valor de operações não orçamentais em cerca de 2,2 milhões de euros.
Este saldo orçamental permite fazer face aos compromissos assumidos em 2013 e que transitaram para o exercício de 2014 (cerca de 9,8 milhões de euros). Os compromissos assumidos ascenderam a 55,5 milhões de euros, encontrando-se faturados 22,2 milhões de euros, dos quais 4,8 milhões de euros estão por liquidar.
Un id : €
Resultado orçamental receita cobrada vs despesa paga receita cobrada vs despesa realizada mar-14 mar-14 Recei ta corrente 21.987.706 21.987.706 Despesa corrente 13.771.719 18.285.821 Poupança corrente 8.215.987 3.701.885 Recei ta ca pita l 1.052.462 1.052.462 Despesa ca pita l 3.576.291 3.873.599 Saldo de capital -2.523.829 -2.821.137
Sd.gerênci a a nt. e reposi ções 23.764.479 23.764.479
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 24
SMA S E EMPR ESA S MU N I CI PA I S
Em termos patrimoniais e de forma síntese, os resultados obtidos por estas entidades com referência a fevereiro, são os seguintes:
DI VI DA A F ORN ECEDOR ES
A março de 2014, a dívida a fornecedores do universo do Município de Sintra ascende a 13,4 milhões de euros, sendo 1,6 milhões de euros dívida da CMS e 1,5 milhões de euros dívida dos SMAS. No que concerne às empresas, o valor mais significativo advém da HPEM, E.E.M., cujo valor representa 59,2% do total, e regista 2,8 milhões de euros de dívida em atraso
U nid: €
Compromissos por liquidar
mar-14
Compromis s os 55.512.918
Real i zado/faturado 22.159.420
Pa ga me ntos 17.348.011
Compromissos por liquidar 38.164.908 Faturas por liquidar 4.811.410
Uni d: €
Resultado Líquido do Exercício
fev-11 fev-12 fev-13 fev-14
SMAS nd 1.847.609 474.959 2.168.917
EMES 31.435 12.563 28.764 23.478
nd - dados não disponíveis
U nid : €
Dívida a fornecedores curto prazo
< 90 dias > 90 dias Total
CMS 1.608.449 0 1.608.449 SMAS 1.544.055 0 1.544.055 HPEM 5.156.760 2.756.880 7.913.640 EDUCA 2.209.468 0 2.209.468 Sintra Quorum 95.476 0 95.476 EMES 1.575 0 1.575 Total 10.615.782 2.756.880 13.372.662
R E L A T Ó R I O M U N I C I P A L – M A R Ç O 2 0 1 4 25 DI VI DA MU N I CI PA L
Em março de 2014 a dívida total do Município de Sintra é 82,7 milhões de euros, reportando-se essencialmente a financiamento bancário (76,9 milhões de euros). Salienta-se, ainda, a redução contínua ao nível da dívida a fornecedores.
Relativamente ao universo municipal, a dívida atinge 97,8 milhões de euros, representando a dívida da CMS cerca de 84,5% do total.
U nid : €
Dividas a terceiros
mar-11 mar-12 mar-13 mar-14
Fina nci a mento ba ncá ri o 107.603.687 114.698.638 87.534.391 76.882.055
Fornecedores 15.810.890 11.774.581 4.150.514 1.608.449 Outros credores 17.475.330 11.275.871 6.735.931 4.175.730 Total 140.889.908 137.749.090 98.420.836 82.666.234 Unid : € Divida municipal CMS 82.666.234 SMAS 2.289.497 HPEM 8.836.142 EDUCA 3.421.445 SINTRA QUORUM 519.652 EMES 62.153 Total 97.795.122 NOTA: Os valores dos SMAS e das EM's reportam-se ao mês de fevereiro.