UNTT4ERSIDADE
DE
ÉYORA
MESTRADo EM
TNTERvENçÃo
sócro-oncarvrzacroNer
Na
saúpn
Curso ministradlo em parceria com a Escola §upcrior de Tecnologia da Saúile de Lisboa
(DR- II
Série, no. 250 de29 de Outubro de2002)keadecpecialização em
PolÍticas de Adminisaação e
fuão
rte Serviços de SaúdeEstudo
do
nível
de
ryalidade
percebida
dos
cuidados
de saúde pelos
utentes
de
uma IPSS:
O
caso
dos
Inválidos
do
Comércio.
DisseÍtação de Mestrado apreentada por:
Pedro
Jorge Rodrigues
da
Costa
N"
3497Orientador:
Prof.
Doutor
CarlosAlberto
daSilva
Évora
Aú'ril
de 2008TJNTI{ERSIDADE
DE
ÉYORA
MESTRADo
EM
rNTmvENçÃo
sócro-onclxrzacroNar
Na
setrpr
Curso minisüado em paÍoeÍia com a Escola §uperior rie Teoologia da Saúde rle Lisboa
(DR- II
Série, n". 250 de29 deOutúro
de2002)Área de especialização em
Políticas
deAdministrafão
e Gestão de Serviços deSdde
Estudo
do
nível
de
ryatidade
peÍcebida
dos crridados
de saúde pelos
utentes
de
uma IPSS:
O
caso
dos
Invtítidos
do
Comércio.
Dissertação de Mestrado aprcentada por:
Pedro
Jorge Rodrigues
da Gosta
N"
3497 L, -d.!-:l:-r.-,,j:ir,,,,,;.
i
Si1*"'rà'[,l,T-;f-
/Ii
,,A\ .--7T+r_.-. .{'f;{itp#"'
t6g
t
/4
Orimtador:Prof.
Doutor
CarlosAlberto
daSilva
Évora
Aú'rit
de2008
Não é
o
desafioque detine quem
setnos nemo
que somoscapcaes
de
fazer.
O
que
nos
deJine
é
o
modo
comoenfrenlarnos esse desafio: podemos deitar
fogo
às ntínas, ouconsfiuir
um camtnho através delas.AGRADECIMENTOS
Quando nos propomos a fazer uma caminhada sabemos qual o objectivo a
atingr,
sabemosqual
o
rumo, ou pelo
menos tentamos fazero melhor
taçado
possível para um caminho orientado o o mais eficiente possível. Porém, não sabemos o quevem de,pois de cada curva, depois de cada recta ou depois de cada declive, é
aqú,
neste percurso que nos propusemos a percorrer que precisamos de todas as ajudas que conseguimos e por vezes somos ajudados sem sequer nos apercebeÍrnos.Quero
por
isso agradecer a todos quantos, durante este percurso se cruzaxatn naminha vida, pois
tenhoa
cefiezaque com todos
eles,em
todosos
momentos,aprendi
algo
queme
ajudoua
avançar maisum
poü@,em
especial a todos oscolegas do
Itr
curso de Mestrado em Intervenção Sócio-Organizacional na Saúde.Contudo,
apraz-mefalar em
algumas pessoasque
muito
significativamente, embora de formas diferentes,contibuíram
para que estacamiúada
tivesse umfinal feliz:
Ao
orientador destetabalho,
Sr. Professor Doutor CarlosAlberto
Silva, pois sem ele nÍ[o seriapossível uma caminhada lógica eorientada-Ao
Exmo. Sr.
Presidenteda hstituição
Inválidos
do
Comércio
-
EngoVictor
Damião, por ter autorizado e
facilitado
o presente estudo. Assim como a todos os colaboradores e utentes dessa grande instituição.À
Sra
DÍa
ZulmiÍa
Sequeira, ooMira",como
semprefez
questÍtode ser
üratada(por
todos),
reformadado
sectorbancfuio
e a
exercer firnçõesde
Adjtmta
do Presidente de Invrálidos do Comércio, por tanto que me deixou aprender com ela, um pogo de força interior, aprendi sobretudo a força dorigor
edapersistência-Ao
Sr.
Enf
Ricardo
Passos,uma
amizade nascidana
adversidademas que
secimentou nos valores da lealdade, arljuva-me em fimções de gestiio de mais de 60 funcionários e mais de 200 utentes, e com
a
sua capacidade de trabalho e ajuda conseguiu dar-me alguma disponibilidade (bem escasso).Ao
meu querido amigoDr.
JoséLús
Pereira, gestor de cliente do Barclays Bank,(curiosidade:
licenciado em
enfermagem),guê
com a
suahistória de
üda
mee,nsinou o verdadeiro significado da palavra "coragem", obrigado
ZéLrtís.
A
todos os meus amigos (perdoem-me nãoos
nomeara
todos, não são meÍlos importantespor
isso), não imagino a minhaüda
sem a vossa pre§ença e podemcÍeÍ que também é por vocês que
lúo
paÍa crescer: tenho ime,lrso pÍaz,eÍ em que osmeus amigos se orgulhem de
mim.
Uma palavra especial paraum
gfupo especial,ss
amigos
da
Praia
do
Ribatejo,
ulna
pequena aldeia ribatejanaà
beira
Tejoergúdq
que meviu
crescer.Ah!
SaudosaPraiq
heide
voltarparati.
Ao
meu melhor amigo e mÍle do meufilho,
Maria
do Rosfuio Almeida Neves,já
lho disse pessoalmente muitas vezes: é o melhor ser humano que um dia
coúeci.
Aprendi
com ela a dar importância às coisas realme,nte importantes davida..
ummar de
serenidade. Obrigado Rosário, todos os dias agradeçoa
Deuspor te
terposto
laminhaüda
À
minha mulher,
IsabetSofia Nogueira
de
Oliveira,
quetanto,
mastanto
meajudou directa
e
indirectamenter rnês principalmentepor me
fazer se'lrtir sempÍe qne sou capa.z de tudo a que mepropnha
fürcr,
e porque, mesmo de'pois de lheroubar
tantas horasda
minha
companhiater
sempreuma
palanrade
apoio
eincentivo.
Não
agradeçoo
teu amoÍ por
mim
porqueo
amor
é
assim... não seagradece... acontece!
AMO-TE.
Aos
meus amadosfilhos,
FranciscoDiogo
Mendonça Nevesda
Cost4
IúanuelPedro Mendonça Neves da Costa (nunca te esquecerei), Sofia CaÍaÍina Nogueira
Oliveira
da Costa, épor
vocês que todos os esforços, todos os sacriffcios, é porvocês filhos que
TUDO
vale apena!Do fimdo do meu coração, obrigado atodos!
Eú,.r^ ,r^ âlúo, ,ro nrnlrÃa.ro Ãe?ohl.rd ,raa ,X§. n lanállila RESUMO
A
globaliz-açãroda
economia
obriga
as
organiz,açõesa
potenciareh
a
suaprodutividade
e
competitiüdade,
por
isso
as
oÍganizÂ*ões que voluntariamente pÍomovem estratégias de responsabilidade social beneficiarn de uma diferenciaçãopositiva, especificamente ao nível da sua credibilidade
junto
dos seus uúentes e da comunidade em geral. Havendo assim, uma clara vantagem no posicionamento da organizaçáo em termos de satisfação do utente em relação ao sector de actividade a que pertence.Somos
da opinião que dar
voz
aos
utentesdos
serviços
é
uma
questão deresponsabilização
social. Integrar
a
satisfaçãodos
utentescomo
um
objectivocentral de gestiio daoryanização é dar ao utente a oportunidade de avaliar e serem
ouvidos nos pÍocessos de melhoria.
A
utilização
da
informação obtida
visa
estimar
um
modelo
economético
de satisfação do utente aonível
da organização em geral e em particular aonível
doscúdados
de
saúde
poÍ
ela
prestados,
com
vários
factores
explicativos:expectativas
dos
clientes, imagem
da
organizacrão,a
qualidade
e o
valor
percepcionados
pelo
utente. Sendo identificados asprincipais
determinantes dos índices de satisfação e insatisfação dos utentes.Assrm, esta dissertat'ao é constituída por uÍna resenha histórica sobre as IPSS em Portugal assim como o seu sienificado social, depois sobre a IPSS em estudo, com
nm
enquadramento teóricona
área da *qualidade" exn o'cuidados de saúde", comuma breve
abordagemà
'!ercepçÊio".
Ao
que se
seguirá
os
procedimentosmetodológicos
na
áreada
investigaçãosocial,
num
estudode
caso
de
acçãopredominantemenê
positiüsta
EmúItimo
lugar, serão apresentados os resultadosdo eshrdo sendo neles firndamentada a reflexão conclusiva, assim como, possíveis sugestões de Intervenção Sócio-Organizacional.
A
CIJIDADOS DE
SAUDE.A
GESTÃO.*
rNovAÇÃo.
.:.
IPSS. Pala'rnas-chave:Abstact
The globalization
of
the economy requires organizations to potentate theirproductivity
and competitiveness, so organizations that promote shategies
of
social responsibilrty ona
voluntary basis enjoy
a
positive differentiation, specifically
in
terms
of
úeir
credibility
with
their clients
and
the
community
in
general.There
is
thus
a
clear advantagein
the position
of
the
organrzationin
terms
of
satisfactionof
the
userin
relation to the sector of
activity
to wtrichit
belongs.In
our opinion, give
voiceto
usersof
the
servicesis
a mafferof
social responsibility. Integratingthe
satisfactionof
users asa
cenüal objective
for
the
managementof
theorganization is
to
give users the opportunityto
evaluate and be heardin
úe
processof
improvement
The
useof
information
obtained intendsto
estimatean econometic
model
of
user satisfaction at the levelof
organtzationin
general and, particularly, at the level of healthcare
it
proüdes,
with
several
clari§ing
factors:
expectations
of
customeÍs,organizaÍio1's image,
quality
and value perceived by the user, being identified the maindeterminative of users' indices of satisfaction and dissatisfaction.
So
this
disserüationwill
bebútt
by
a historical overview on IPSSin
Portugal aswell
asits
social significance, than on the IPSS under studywith
a theoretical framework in the aÍeaof 'quality" in
"health care",with
a short approach tothe
i'perception". Afterwardswill
be the methodological proceduresin
the areaof
social research,in
a case studyof
predominantly
posiüvist
acüon andfinally
will
be presented the resultsof
the study,in
urhich
is
basedthe
conclusivereflection
as
well
as possible
suggestionsof
Socio-Organizational Statement.
.!.
Health care..i.
ManagementA
lnterventionA
Quality
N.
IPSS.3.
Innovaüon Keywords:hrorcB
TNTRoDUÇÃo.
r
-ENeUADRAMENTo
rusrónrco
DAs rpss,s.
1.2
-
A
IPSSEM
ESTUDO -*Inválidos
do Comércio".2
-
AQUALTDADE.
2.1
-
ENQUADRAMENTO
HTSTORTCO.2.2
-
ORGANZAÇÕBS
aUrrSTAS.
2.3
-
QUALIDADE oRGANIZACIoNAL NA
SAÚDE.2.4
-
QUALIDADE:
Uma Mudança De Comportamentos.2.5
-
QUALIDADE: A
ImportÍincia da Formação.2.6
-
MODELOS
DEAVALTAÇÃO
DA
QUALTDADE.
3
-MEDrÇÃO DA
QUALTDADE
DOS CUTDADOS.3.1
.
TAXONOMIA
DOSCT'IDADOS.
4
-SATTSTAÇÃO DO
UTENTE.
4.1
.
DIMENSÕES OO CONCEITO.5
-PERCEPÇÃO:
BreveAbordagem
sobre o Conceito.6
.
METODOLOGIÀ
6.1
-
ARQT.IITECTURADO
QI]ESTTONÁRrOORrcrNAL.
Â
)
_ADAPTAÇÃO
DOINSTRUMENTO:
Avaliação da Qualidade Hospitalar.6.2.1
-
Análise De Fidelidade Das Escalas.6.3
.
UNTVERSO DE ESTUDO E T'NTVERSO DETRABALHO.
6.4
-
PROCEDIMENTOS. Flh.t4
t9
22 24 25 32 35 384t
4t
46 48 52 54 56 59 60 62 64 66 686.5
-
rmóresss.
6.6
.
TRATAMENTO
EA}.IÁLISE
DOSDADOS.
6.7
-
ArRESENTAÇÃo
oos
RESULTADoS.
6.7.1
-
Caracterização Do Universo DeTrúalho.
6.7.2
-
Avaliação Das Dimensões.z n
.
Factores DeInfluênciaNaAvaliagão
Da Oualidade Doso'/'r
-
cúdrd""
6.7.4
V"rifi* r*
rioó*r",
For-.rlrd*.
z ,,
E
SÍnteseDaAvaliação
EDaVerificação
Das Hipóteseso'/')
-
F"r-rtrd*.
7
-CONCrrtÔO
I
-TNTERVENÇÃO SÓCIO-ORGANTZACTONAL.
9
-BIBLIOGRÂX'IÀ
ANEXOS
70 73 77 77 85 91 95 129 131 137 139I
tr
m
Iv
v
VI
-
Estrutura do inquérito identificador das preocupa@es.-
Inquérito: Como vê o seu hospital?-
Inquérito: Como vê o seu [ar?-
Autonzacfio do estudo.-
Instrtrmento de registo paraentevista
de avaliação do pré-teste.Quadro no
I
Quadro no 2 Quadro no 3 Quadro no4 Quadro no 5 Quadro no 6 Quadro no 7 Quadro no 8 Quadro no 9 Quadro nol0
Quadro no 11 Quadro no 12 Quadro n" 13Quadros:
Figuras:
FiguranoI
Figrrano
2 Figurano 3ÍNorcs
DE
euADRos
EFIGURAS
-
Visão da Quatidade para Deiming: o'14 Pontos de De,ming"...-
Grelhade Crosby-
Pontos fortes e fracosdaTotal
Qwlity
Maragement...
-
Projectos do Instituto da Qualidade em Saúde..-
Tanonomia das preocupações dos doe,1rtes...-
Sfutese do questionário: *Como vê o seu-
Aspectos da qualidade dos cuidados hospita1ares...-
Síntese do instrumento "Como vê o seu lar?"...-
Conteúdos do instnrmento "como vê o seu lar?"...-
Análise de fidelidade das escalas-
Catucterrzaqãs dos suj ei1os...-
Síntese da avaliação dasdimensões...
-
Síntese
da
análise
do
relacionamento
da
avahacrão dasdimensões
com
as
características socioeconómicas
da população estudada...-
Modelo de Deming-
Evolução dos conceitos de qualidade...-
Ponto de convergência daqualidadeFlh. 27 30 31
M
496t
6t
63 63 65 78 129 130 283l
48ftfico
I
Grráfrco2 Gráfico 3frfico
4 Gnáfico 5 Crnáfico 6 Gnáfico 7 Gnáfico 8ftfico
9 Gráfico 10hrorcp
DEGRÁFrcos
-
Variável "idade."....-
Variável o'sexo."...-
Variável'1ocal
de alojamento."...-
Variável o'situaçãofamiüar."..
-
Variável oograu de ensino."...-
Variável ooéou
foi
funcionário desta instituição?...-
Variável "alguém da sua família é oufoi
firncionário?,'...-
Variável o're,ndimento médio mensal."...-
Variável o'quem vai preencher este questionrário?"...-
Valores médios observados para os vários itens da dimensão *avaliaçãodo pessoal de enfermagem"
-
Frequências absolutas das respostas à questâo 12...-
Valores médios observados para os vários itens da dimensão *avaliaçãado pessoal médico"....
-
Frequênciasúsolutas
das respostas àquestão 20...-
Valores médios observados para os vários itens da dimensãoooavaliação
de
outo
pessoal"....-
Valores médios observados para os vários itens da dimensãooocondições
de alojamento"...
-
Frequências absolutas das respostas à questão 34...-
Valores
médios observados paraos
dois
itens da
dimensão"opinião geral'...
-
o'Recomendaesta instituição a
tm
familiar
sp amigo?,,...-
Dishibuição
dos valores médios observados nas4
dimensões 78 79 80 80 81 82 83 83 84 85 86 86 87fffico
ll
fffico
12fffico
13Gráfico
14fffico
15 Gnáfico 16ftfico
17GHfico
18fffico
19G\áfrw24
87 88 89 89 90 de avaliação dos erridednsGnáfico
20 -
Intervalos de confiança na dimensão "avúiacrão do pessoal deffrfrco2l -
Intervalos
de
confiançana
dimensão 'oavaliaçÍlodo
pessoalmédico'
G,ráfrco22
-
Intervalos
de
confiança
na
dimensão
ooavaliaqÃode
ouüopessoal"....
93-
Intervalos
de
confiança
na
dimensão
oocondições dea1ojamento"...
94-
Comparação dos intenralos de confiança nas4
dimensões deGráfrco23
avaliação dos errirlarlns 94
G'ráfico 25
-
Dishibuição
dos valores médiosna
dimensão .'avaliação dopessoal
de
enfermagem'
em
função
dooogéneÍo"...
95
-
Dishibúção
dos valores médiosna
dimensão ooavaliação dopessoal
toidade"...
de
enfemagem"
em
função
dL 96-
DisEibuição
dos valores médiosna
dimen$o
o'avaliação dopessoal
de
enfermagem"
e,m
firnção
do
..local
dea1ojamento"...
97 G:ráfrc,o26 90 92 92 Gn.áfrco27G'ráfico 28
Gráfrco29
G'ráfico 30 Gnífico 31 GrÉfrco32 Gnáfico 33 G'ráfico 34 Gnífico 35fffico
36fffico
37 G'ráfico 38 Gnáfico 39 Gráfico 40fffico
41ClráfrcoM
G'ráfico 43 G'ráfico 44 Gráfico 45ftfico
46ÍNotcp
DE
GRÁFICos
(cont.)-
DisEibuição
dos valores médiosna
dimensão o'avaliação dopessoal
de
enfermaged'
em
função
da
"sifuaçãofamiliat''...
98-
Distribúção
dos valores médiosna
dimensão *avaliação dopessoal
de
enfermaged'
em
função
do
*grau
deensino"...
99-
Dishibuição
dos valores médiosna
dimensão 'oavaliação dopessoal
de
enfermagem"em
função
do 'tendimento
médiomensal"....
100-
Distribuição dos valores médios nadimensão "avaliação dopessoal médico" em fimção do
"género"...
101-
Distibuição
dos valores médios na dimensão "avaliaçilo dopessoal médico" em firnção
da*idade"
..
102-
Disüibúção
dos valores médios na dimensão"avúação
dopessoal médico" em fimção do
"local
de alojame'1r1o"... 103-
DisEibúção
dos valores médios na dimensão'oavaliaçâo dopessoal médico" em firnção da "situação
familiat''...
L04-
DistribuiSo
dos valores médios nadimensão "avaliação dopessoal médico- em fimção do 'ograu de
e,nsino"
105-
Distribuição dos valores médios nadimensão ooavaliação dopessoal médico" em firnção do otendimento médio
mensal"...
106-
DisüibúÉo
dos valores médios na dimensão *avaliação deoutro pessoal" em
ftnçfio
do'ogénero"...
107-
Disfibuição
dos valores médios na dimensão *avaliação deoutro pessoal" em função da
"idade"
108-
Disfiibúção
dos valores médios nadimensão'oavaliaçâo deoufio pessoal" em fimção do
*local
dealojamento"
109-
DistribuiçÍüo dos valores médios nadimensão ooavaliaçâo deoutro pessoal' e,m firnção da "situaçâo
familiaÍ"...
..
Il0
-
Dishibuição dos valores médios na dimensão "avaliaçâo deoufo
pessoal" em flmção do'ograu deensino"
111-
Dishibúç,ão dos valores médios na dimensâo*avúação
deouüo pessoal" em fimção
do'tendimento
médiomensa1"...
ll2
-
Disfiibuição
dos valores médios nadimensão'ocondições dealojamento'em
fimção do 113-
Distibúção
dos valores médios nadimensão "condi@es dealojamenÍo" em fimção da
"idade"
ll4
-
Distribuição dos valores médios na dimensão "condições dealojamento" em firnção do '1ocal de a1ojame,1rto"... 115
-
Distibúção
dos valores médios na dimensão "condições dealojame,nto" em funçÍlo da "situação
familiaÍ"...
ll7
-
Disfibuição
dos valores médios nadime,lrsão "condições dealojamento" em fimção do *grau de
e,nsino"
ll8
G'ráfico 48
Mfico49
G'ráfico 50fffico
51fffico
52fffico
53 Gráfico 54fffico
55 G'ráfico 56fffico
57fffico
58fffico
59fffico
60Ítulce
DEGRÁFICos
(cont.)-
Distribúção
dos valores médios na dimensão 'ocondições dealojamento" e,m função do "rendimento médio
mensa1"...
I19
-
Disüibúção
dos valores médios na dimensão"opinião
geral'
em fimção do
"género"...
120-
Respstas
à questão otecomenda esta instituicÃo?- e,m fimçãodo género...,
-
Distribuição
dos valores médios na dimensão*opinião
geral'
em firnção da o'idade"-
Respostas à questiio "Íecomenda esta instituição?"ffi.
fimçãoda idade....
-
Disüibúç,ão dos valores médios na dimensão o'opinião geral"em fimção do o'local de alojamento"...
-
Respostas à questão "Íecomenda esta instituição?" e,m função do"local
de alojamento"...-
Distribúção
dos valores médios na dimensão ooopiniãogeral'
em função da "situaçãofamiliat''...
-
Respostas à questão 'tecome,nda esta instituicÃo?- em fimçãoda "situação
familiat''...
-
Distribuição dos valores médios nadimensão"opinião
geral"em firnção do "grau de ensino"
-
Respostas à questão .recomenda esta instituicÃo?- em fimçãodo oograude ensino"
-
Dishibuição dos valores médios na dimensão"opinião
geral"em fimçâo
do'tendimento
médio mensal"....-
Respostas à questão 'recomenda esta instituição?" em fimção do'hendimento médio mensal"120
t2l
122t22
123t24
124 125 126 127 128INTRODUÇÃO
Há
10 anos(1998)
na definição aonível
estratégico dareforma
do
sistema de saúdeportuguês,
o
Ministério da
Saúde consubstanciano
documento"Ilma
esfiatégia de saúde para ovirar
do século" um claro compromisso assente na centralidade do cidadão.No
entanto,
tlm
longo
caminho
haüa
a
percoÍrer para que
essacentralidade
seconstifuísse numa realidade, não
o
sendo ainda emmütos
casos de umaforma
plena.Organizações
de
saúde autistas
nos
seus processos
e
serviços
são
atnda
umapossibilidade real, considerando-se
por
isso pertinente e acfual oroteiro
escolhido paraesta viagem rumo à centalidade do utente.
A
sociedadeüve
em permanentes mudanças, a actualidade não é excepção, assim comoo
sector da saúde também não é.A
grande mudança, quetalvez
se deu nestesúltimos
tempos
na
saúde,
foi a
implementação
de
uma nova filosofia
na
gestão
dasOryanizações de saúde
-
a empresariahzação. Com ela é arrastada toda uma nova visão(no sector), tllrla visâo centrada na produtividade, nacompetitividade e como não podia deixar de ser, na Qualidade. Nesta perspectiva, a Qualidade surge com unx dos factores eleitos
pÍlra
que se instale atão
pretendidamudança
Tendopor
base estespilares,
anova
filosofia
assume a cenhalidade do consumidor do produto gerado pelas .oempresas de saúde", ou seja, o cidadEüc-utente, é ele o consumidor dos..cuidados de saúde,,.Como podere,mos ver, o conceito de Qualidade há
muito
que rege asfilosofias
de gestãoempresarial
de
outros sectores.Ele próprio evoluiu partindo
de meras actividades de inspecção, oomo garante da qualidade do produto até uma preocupação com a satisfaçãodas necessidades dos clientes. É, neste
último
patamarevolutivo
da gestÍio da qualidade, que percebemoso
quanto importanteé
paraa
organizaçiiro perceberqual
aopinião
doconsumidor sobre o seu produto. Com efeito, esta postura de dar expressâo à opinião do consumidor
assume rma
importlincia
cadavez maior num
ambiente cadavez
maisglobalmente
competitivo, onde
paÍa
a
qualidade
inferior
não
há
espaçoe
esta
éforteme,nte penalizada Podemos mesmo assumir que é ,,ma questão de sobreüvência, intimamente relacionada
com a
necessidade deoptimizar os
custose
de satisfazer os consumidores.Nos
sectores,primário e
secundiário a produção consiste em coisas fisicas e tangíveis,no sector terciiário as empÍesÍs produzem serviços, ou seja, um produto muitas vezes de
dificil
avaliação.No
sector da saúde, em particular, esseforte
componente de ..coisas,,intangíveis
é
ainda
maior
devido
a
existência
de
características
dificitnente
quantifioiveis
deforma uniforme.
Desenvolve-se, deste modo,um
mercado muitosui
generis que não tem uma tradução linear no mercado convencional.
As
leis
de
mercado
não
funcionarn
no
sector
da
saúdedevido, às
característicasparticulares
do
serviço*cúdados
de saúde", ao comportamentodo
consumidore
dosmecanismos
de
oferta
e
procura
de
cuidados.
O
consumidor
não
possui
umconhecimento sobre o produto que lhe permita optar por uma forma de fuatamento mais efiiciente, os intermedifuios em questEio (técnicos de saúde: médicos, enfermeiros, etc.)
detêm
um
"poder" de
influência
muito
superior
a
qualquer
ouüo
intermedirírio
do mercado convencional.Por
outro lado, existe uma grande insensibilidadepor
parte doconsumidor
pata
a
optimização
dos
seuscuidados
de
saúdemuito
por
conta
dosentimento
de
gratuidadedo
serviço,não
correndopor
isso,
o
consumidorriscos
demaior, cÍlso os seus cuidados de saúde não tenham sido geridos da forma mais eficiente.
Sendo a sociedade em geral quem suporta os custos de uma mrí qualidade
no
sector da saúde,talvez seja este
o
passoque falta dar
-
tomar
a
sociedade sensívela
umaresponsabilidade social.
Ferreim (1993)
consideraquaüo
aspectos que fundamentama
importância de saber aopinião do consumidor de cuidados de saúde, e de reorientar os serniços em função das
stuls necessidades e expectativas:
o
conceitode
saúdeda
orgaai?Âúo Mundiat de
saúde, ao defendera
saúdecomo
rrm
estado
de
completo
bem-estar
fisico,
social
e
mental,
apontaindiscutivehnente pala
a
satisfação dos indivíduos,o
queimplica
directamente que se não houver satisfação das necessidades, nãohâsaúde.Uma maior
satisfaçãodos
utentespotencia
a
conformidade
e
adesão aoscuidados
de
saúde.Por isso, os
processosde
diagnóstico
e
Eatamento sãot
I
os
"cuidados
de
saúde" são
um
serviço,
pelo que as
perdas
e
beneficiosenvolvem não
apenaso
indiúduo:
nâ.s
a
sociedadeem
geral.
Anteciparbeneficios
paÍa
o
indivíduo,
pode
representaruma forma de
eütar
grandes consumos nofuturo
puxaa sociedade.O
consumidorde *cúdados
de
saúde"é
actor
e
simultaneamente espectadorprivilegiado
no
processode
prestaçãode
o'cuidadosde
saúde,,,pelo
que
hiáelementos desse processo cujo conhecimento apenas lhe pertence a si.
Tem existido uma grande mudança na fomra de entender os cuidados de saúde e de os
gerir,
confudo, quando sefala em
organizações responsáveispor
esse serviçoo
maisnatural
é
pensarnos
hospitais,pois
são elespor
excelênciaa
oryanizaçÍlo que maisvisivelmente
produz
esse
serviço. Contudo,
existem
também
outas
organizações responsíveis pela prestação de cuidados de saúde que não sendo tão visíveis à sociedadenão
deixam
de
ser
tilo
importantescomo os
hospitais.
Trata-sede
instituições
deacolhimento
de
idosos,a mais significativa
faixa
etrária consumidorade cúdados
desaúde,
onde
começae
termina muitas
vezestodo
esüe processo.Como
poderemos perceber, Portugaltem
uma grandee
antiga cultura nestetipo
de solidariedade social bem paÍente na secular ecoúecida
instituição Santa Casa daMisericórdia,
e ainda nas numerosasInstituições
Particularesde
SolidariedadeSocial (IPSS)
existentes. EstasIPSS's têm como
missão
responderàs
necessidadesdas
comunidades envolventesatingindo os viírios públicos-alvo ahavés de várias valências:
Lar
de idosos, Crianças eJovens em Risco, Creche, Jardim de InÍZincia,
Actiüdades
de Tempos Lirnes, Ce,lrao deActiüdades
Ocupacionais,Cento
deDia,
Serviços deApoio Domiciliário,
entreoutas.
No
primeiro
capítulo deste estudo, faz-seum
enquadramentohistórico
desta reatidade no nosso país, passando-se depois ao conhecimento da Instifuição em estudo.No
terceiro capítulo, procuramos percebera
evoluçãodo
conceito de o'qualidade,,e
afoma
como ele penefrou e influenciou o sector da saúde. Será ainda abordado os viáriosreferenciais normativos para avaliação da qualidade. Seguidamente, falar-se-á na
foma
como
se podemsuMividir
os
oocuidadosde
saúde"com
o
objectivo de os
avaliar napercepção do utente. Como vimos, o
principal
objectivo de rrma gestão pela quatidade éa satisfação das necessidades e expectativas do consumidor, pelo que era incontornável
TraÍando-se
a
percepçãode
uma
concepçãoalgo
vagae
bastante estudadapor
qm domÍnio docoúecimento
específico (a Psicologia) fez-se apenÍs uma breve abordagemsobre
o
conceito, deforma
a perceber como este fenómenoinfluencia
o
entendimento que o utente tem do serviço (cuidados de saúde) que lhe é prestado.No
sétimo capítuloseá feito
a descrição detalhada do desenho escolhido parao
estudode
investigação
realizado,com vista
a
alcançaros
nossosobjectivos.
Tendo
sidodefinido como objectivo geral:
Identificar qual
o nível
de qualidade dos cuidadosde
saúde na percepção dos utentes da instituição Inválidos do Comércio.A fim
de alcançarmoso
objectivo definido, impõe-se a operacionalização de objectivosespecíficos,
de fonna
a
consubstanciara
resposüaao
nosso
objectivo
geral
e
a complementar o conhecimento adquirido com o esfudo:CaracterlzÂr o uniysÍss em esfudo.
Identificar
a
avalia$o
dos cuidados de saúde nas várias dimensões datipologia
dos cuidados de saúde
definida
Identificar
factores
de
influência
na
avaliaçãodos
cuidadosde
saúde pelosr
t
I
utentes de Inválidos do Comércio.
Identificar
as similaridades e as diferenças nas avaliações dos cüdados de saúdedos utentes de Inválidos do Comércio.
Existe
rrma
gmrde
variedade
de
métodos
que nos
poderiam
ajudar
a
obter
estasrespostas, com base em metodologras qualitaüvas e quantitativas, no entanto, limitações como
um
elevado número de indivíduos, custos, tempo, precisão e comodidade para outente, foram aspectos determinantes nas opções tomadas. Optou-se por um instrumento prodnüor
de informaçb
iâ
exisúentee
validado
pelo Prof,
Doúor
pedro
Ferreira:
Instrumento de
Avaliação de
Qualidade Hospitalar. Tendosido
necessário recorrer aDepois da descrição dos procedimentos na colheita dos dados são definidas as hipóteses
do
estudo
e
são
abordadosos
testes estatísticosúilizados, além
das medidas
de estatísticadescritiv4
seguindo-se a apresentação dos resultados e as conclusões.I
. ENOUADRAMENTO
HISTÓRICODAS
IPSS'SA
Constituição da República Portuguesa consagÍao direito
de
liwe
constituição das instituições particulares de solidariedade social não lucrativas, como
desenvolvimentode
actividade
de
segurançasocial,
nomeadamentede
apoio
à
família, inÍânci4
juventude, população com deficiências, e, ainda à terceira idade.
" (sétima revisão) CAPÍT(ILO
il
- Direitos e deveres sociaisArtigo
63.'(Segurança social e solidariedade):
1. Todos têm dtreito à segurança social.
2. Ina,mbe ao Estado
organizu,
coordenw e subsídior um sistema de segurança social mificado e descentralizado, com a participação das associações sindicais, deoutras organizqões
representativasdos
trabalhadores
e
de
associaçõesrepres entativas dos demais beneficiwios.
3. O sístema de segwança social protege os cidadiios na doença, velhice, invalidez, viuvez e orfandde, bem como no desemprego e etn todas as ouÍras situações defaha ou diminuição de metos de subsistência ou de cqtacidade para o traballn.
4. Todo o tempo de traballa contribui, nos termos da lei, para o cálculo das pensões
de velhice e invalidez, independentemente do sector de acttvidade em que ttver sido 5. O Estado
qoia
e fucaliza, nos tertnos da lei, a acttvidade e o ft*rcioncrmento das instituíçõespoticalues
de solidwiedade sociol e de oúras de reconhecído interessepülico
sem carácter hrcrativo,
com vista
à
Ttrossecaçõode
objectivos de solidwiedade social consignados, nomeadomente, nestettigo,
na alínea b) dort"
2 dowtigo
67.", no ortigo69.i
na alíneo e) do n."I
do artigo 70." e nosotigos
7L" e72.o-"
Este
normativo
constifucional situa-seno
seguimento damelhor
tadição
PoúuguesaAo
recuarmos na história deste género de instituições peÍcebemos que logo noinício
da nacionalidade se erigiram confrarias e instiürúos quase todos de origem eclesiástica quethham
como objectivo as actividades de solidariedade social.Segundo
o
historiador
CarlosBoxer na
sua obra ooO
Império
Marítimo
Português",cotnpensou
de
longe
as
ocasionais imperfeições humanas
dos
seus
membros.A
maneira como as irmandodes da
Misericórdia
se adaptaram a meios tão exóticos comoo Brasil e o
Japão,
mantendo sempreos mais
estreitoslaços
cornas
suas origens medievaiseuropeias,
exempliJicabem
o
respeito
pelo
passado,
a
capacidade
de adaptação, o poder de recuperação e a tenacidade dos portugueses.De
facto, Portugaltem
desde hámuito
umacultura de
solidariedade social, denfro efora de
fronteiras. Quando
tentamos percebera história de
instituições
deste cariz esbarramosobrigatoriamente
nas Misericórdias,
sendo,
segundoFreire (1995),
aMisericórdia de Lisboa a primeira na ordem histórica, erigida em Agosto de 1498.
Estas instituições têm como pilares essenciais a
doutina
dareligião
cristê[. Segundo o mesmo autor os fundadores das Misericórdias entenderam perfeitamente a lição de SãoPaulo (epístola de São Paulo aos corÍntios, capítulo
)íII
daBíblia)
e por isso, segundoo
autor, a obra floresceu na mais perfeitarealizaiao
da caridade. São constituídas porpessoas
de
honesüavida,
boa fama, sã consciênciq
tementesa
Deus, humildes
de coração e sobretudo, disponibilizadas para o serviço ao próximo.Assentes nestes
princípios,
estas instituições foram-seerigindo um
poucopor todo
opaís
e, como nos
diz
Freire (1995), em
menosde
um
século,não
só as capitais deprovíncia, como
a
generalidade das cidadese
ülas
do
Reino
seviram
dotadas comSantas Casas da
Misericórdia
E
o
movimento em beneflcio de novas edificações nãomais
paroq
podendo
assegurar-seque
existe
uma
Santa Casaem
cada concelho, mesmo localidades que não fossem sede de concelho viam nascer a sua Santa Casa Comojá
se perceberl
no
enquadramentotemporal
o
surgime,ntodas
Santas Casascoincidiu
oomo
apogeu da nossa epopeiamarítima,
e
assimtamMm
pelas terras dadescoberta
e
da
conquistrase foram
disseminando estasinstifuições.
tlavia,
ainda segundoFreire
(1995), mesmoum
ditado
quedizia
e
que reflectebem
este espíritoportuguês de fomentar este üpo de Instituições:
"
Dois portugueses que se encontravam Í?a novo mundo, confraternizavam eembebedarum-se,
três
esperovamque um
saíssepara
afiarem
a
língua contra o ausente, quatro, fundovam uma SantaCasa."
Segundo
o
mesmo
autoÍ,
os
historiadores assinalam
quato
gÍandes zonas
deimplantação:
Médio
Oriente, ExEemo Oriente,Brasil
eÁfrica
Sendoo
paradigma de todas, as da Ásia e a de Goa.Também existem
outas
instituições do género de origem não portuguesq em Espanhaexistem
casas
da
Misericórdia,
sendo
no
entanto
confinadas
às
actividades
de residências para velhos ou invrílidos, não praticando o vasto leque de actividades queͧ
de
nascimento portuguêspraticam.
Socorrendo-nosainda
da obra de FREIRE,
sómesmo as Santas Casas de origem portuguesa, sifuem-se em
território
nacional ou outraparte que resultem da "confraterntzação de quatro portugueses", assumem
um
caúrctpr de diversificaçáo de acüvidades que se expressam nas 14 obras de misericórdia que ossetrs compromissos postulam para o corpo e para
aqlma:
Sete espirituais:
.
Ensinar os simples,r
Dar bom conselho a quem o pede,.
Castigar com caridade os que erram,r
Consolar os histes desconsolados,I
Perdoar a quem nos erroU.
Sofrer as iqiúrias com paciência,.
Rogar a Deus pelos vivos e pelos mortos.r
Remir os cativos evisitar
os presos,r
Visitar
e cuÍaÍ os enfermos,.
Cobrir osÍlts,
r
Dar de comer aos famintos,.
Dar de beber aos que têm sede,.
Dar pousada aos peregrinos,r
Enterrar os finados.Anteriormente
à
edificação
da
Misericórdia
de
Lisboa
funcionavamjá
presügiadasinstituições voltadas para
o
serviço aos mais necessitados. ParaMrírio
Gonçalves Vianain
"Rainha Dona Leonor", citado
por
Freire (1995),
oologocom
o
alvorecer
damonarquia
apareceÍzunem
Portugal
as primeiras
instituições
de
caridade
com
oobjectivo
de dar
apoio as
penosase
dificeis
viagens dessa época".As
albergariassurgiram precisamente para ajudar os viajantes. Para além das albergarias existiam os
hospitais,
não
sendo esquecidasas
mulherespobres
e
os
"enjeitados".
A
caridade expandia-se e desentranhava-se em fecundas obras de misericórdia.Só mais tarde,
com a
rainha Dona Leonor
é
que
suÍgea
grandiosaInstituição
dasMisericórdias,
sendoa
expressãomáxima
da
caridadecristÍÍ
e a
primeira
e
mais oÍganiz,ada Instifuição de caridade que jamais se tinhacoúecido.
Paralelamente com asSantas Casas, completando-as ou intervindo mesmo em sectores para os quais aquelas
nÍlo se
julgavam
vocacionadas, continuaram e continuam aexistir
outras instituições debeneficência,
hoje
conhecidaspelo nome
genérico
de IPSS, sigla
de
InstituiçõesParticulares de Solidariedade Social.
1.1 -
A
IPSSEM
ESTUDO - *Invrálidos Do Comércio".Esta Organização é uma Instituição Particular de Solidariedade Social com origem em
1929
na
cidadede
Lisboa,
freguesiado Lumiar.
O
seufimdador portador de
ideiasinovadoras
ao criar
estainstituição
teve
como objectivo apoiar, acolher
e
protegerindiüduos
tanto na invalidez como na velhice que tenham tinhamtido
uma vida ligadaao ramo comercial, mas também ajudar crianças e jovens.
A
Instituição destacou-se pelomodo
oomo assumiu
os
seuspropósitos,
sobrefudopelo facto
da
acçãosocial
ser praticada não como um favor, mas como um direito.Em
1978, a Instituição deixou de estar ligada apenas aos someÍciantes, passando a darapoio
tamMm
a
idosos que tenham exercidooutro
tipo
de profissão,por
essemotivo
surge oomo que uma sucursal na freguesia dos Prazeres, que actualmente se
enconta
Mantém em firncionamento uma série de serviços e estruturas que
permitem
ajudar oidoso, através de apoio
domiciliário,
centro dediq
assim como apoiar economicamentepessoÍLs que apreserúem carências e também seguir os esfudos de crianças e jovens.
Sendo constituída
por um
grande número de sócios (pessoas singularesou
colectivas)que, com a sua quotização, representam uma percentagem significativa dos proveitos da
Instituição.
Os corpos sociais são constituídospor:
Assembleia Geral (todos os sócioscom quotas em
dia),
Direcção, Conselho Fiscal, ComissõesAuxiliares
e Delegados.A
Direcção é formada
por
sete membros: Presidente, Vice-presidente,primeiro
e segundo secretário, um tesoureiro e dois vogais.Os rendimentos
da Instituição
são resultantes de bense
capitais, herançase
doações,quotas
dos
sócios, serviçose
comparticipações dos utentes, donativose
produtos de festase
subscrições, comparticipaçõese
subsídiosdo
Estadoe
deoutos
Organismosoficiais
e Instituições particulares.Neste eqúpamento social
residem cercade 300
pessoÍtsna
modalidadede
'olar deidosos", existem sectores
femininos e
sectores masculinos, sectores para casais e para pessoÍls dependentes, âptr
de refeitorios, salas de leitura, de estar e de enfietenimento.Existe
tambémum auditório
onde se realizam as Assembleias Gerais daInstituição
eoufas
reuniões.Em
Abril
de
1996
é
inauguradoum novo
sector
da
InstituiÇão, denominado"r{la
Residencial", com
o
qualfoi
iniciado um
novo sisüema de cedênciavitalícia
a sócios edemais interessados, que pela sua qualidade suscitou
um
grande interesse por parte dos sócios e público em geral e rapidamente excedeu as expectativas mais optimistas.Passado cerca de trm ano e meio
§ovembro
de 1997)foi
terminada uma nova ala-
Ala
Sú
- com quartos novos que proporcionam óptimas condições de vida aos utentes. Queros
quartosda
*Na
Residencial"
quetr estesnovos,
sãoduplos,
têm
casade
banho2 -
A QUALIDADE.
Tal
como
ficou
expressono
capítulo introdutório,
este estudotem
como
objectivoidentificar um nível
de qualidade na perspecüva do consumidor decúdados
de saúde,neste caso um consumidor específico: os utentes da IPSS - Invráüdos do Comércio.
Deparamo-nos
logo aqui com
umaprimeira dificuldade
queé a
deavaliar
emedir
aqualidade e ainda antes disso com a própria definição do que é a qualidade e a forma
como ela é vista de diferentes ângulos: qualidade para quem? Quem a define?
Neste estudo sabe-se
que
a
perspectivaque
se pretende analisaré a do
utente doscúdados de
saúde,mas
sení
essaa
perspectivaindicadora
de
um
bom nível
de qualidade? Sení que Qualidade se define pela satisfaçãodo
cliente? Segundo Deming(1991),
eles poderãonão ser
os
melhoresjúzes
em
matériade
inovação. ContudopaÍece-nos consensual
que
é,
sem
dúüda,
um
factor
importante
na
definição
de Qualidade, a opinião que o utente tem sobre um serviço que consome.Segundo Domingues (2006),
a
qualidade pode ser concebida como aptidão adquiridapara
o
uso, considerando as características do produto que satisfazem as necessidadesdos clientes e a ausência de deficiências. Esta perspectiva encontra
o
seu enfoque nosprocessos
internos
da
OrgarizurcÃa responsabilizandoos
operadorese
supervisores,privilegiando a
elevada produçãocom um
controle apertadodo
desperdício.Ou sej4
muito
útil
em
organizaçõesindustiais
mas
com
pouca
valia
em
Oryani?Âúes
de serviços.Veremos mais algumas definições e perspectivas da Qualidade, rrra.s esüa
resultaú
comtoda
a
e,efieza,de
um corfunto
de
acções que realizamosquotidianameúe de
formameticulosa
e
persistente.A
adopçãode
práficas
de
qualidadeobriga
a
suspender certeras inamovíveis, sistematizaro
conhecimento, substituir modos deagiÍ
antigos e2.1 -
ENQUADRAMENTO
HISTÓRrCO.Para Pires Q004), ooas preocupações com a qualidade sempÍe existiram e são intrínsecas à natureza humana". Quando as pessoas produziam para coÍrsumo
próprio
a qualidadepodia ser entendida como a boa e simples comida,
o
abrigo, a sobrevivência eo
bem-estar, que se conseguiam com uma habilidade própria,muito
sacrificio
e persistência"Hoje
emdia
os consumidores não têma
capacidade deinfluenciar
directamente uma grande parte dos produtos que consomem", mas ainda assim, não são passivos e exigemgarantias de qualidade dos produtos que consomem.
oâ
garantia da qualidade tomou-seuma tarefa complexa", tanto mais complexa
consoanteas
perspectivas
que
os consumidores podem entender da qualidade.Segundo
Pessoa Q002),
a
questão
da
qualidade
estlí
intimamente
ligada
ao desenvolvimentodo
mercadoe à
suacenfalidade
no
modo
de produçãocapitalisüa-Sendo
óbvia
a
melhoria
das condiçõesde
vida na
passagemde
uma
economia de subsistênciapüa
uma economia de acumulação, pelo menos nos países desenvolvidos. Aumentando-se apluralidade diversificada de postos detabalho
e aumentando tambéma complexidade davida social. Com as melhores condições de vida e consequentemente
nma
maior
disponibilidadede
rjqrrcza, passaa existir
tambémuma
diflerenciação no constm.o,além
do
coÍlsumo básico, passaagoÍa
a
haver
outos tipos
de
consumos:culturais, de
laret,
de serviços, etc.Esta
diferenciação
a
par
do
desenvolvimento
do
Estado-Providência,imFlicou
oaparecimento
de
uma
grande diversidadede
serviços,iniciahnente
básicoscomo
a educação, a saúde, os transportes, e depoisoutos
mais diferenciados comojá
vimos.A
concorrência entre produtores de serviçosimpõe
tuna necessidade de relacionamentocom os consumidores para
ir
de encontro às suas expectativas e desejos,ou
seja, para que o cliente sinta satisfação no seu consumo. Este factor passa a ser considerado como essencial na prosperidadee
sucesso de qualquerramo
deactiüdade
-
a
satisfação docliente.
Sendomesmo
uma
condição
indispensávelà
fidelização
dos
clientes
e
à sobrevivência das Organizações inseridas em ambientes cada vez mais competiüvos.Em
firnção desta evolução socioeconómica das sociedades passoua
existir, como
sedisse anteriormente intrínseca à natureza humana, uma preocupação
com
a qualidade do produto ou serviço que se disponibilizÂ.paÍao coÍrsumo.Pires (2004), da-nos que
"ao
longo dos últimos 20-30
anos
existiram
algumas abordagensà
qualidade que se impuseram como referências pelos resultados obtidospelos
seus autores." Parecepois
importante aprendercom
a
experiênciaadquirida
etanspô-la
adequadamente para as nossas realidades e métodos.r
EDWARD
DEMING
Quando
se
fala
em
Qualidade surge
quase obrigatoriamenteo
nome
de
EdwardDeming,
sendo semdúvida'tm
dos
grandesvultos
da revoluçãoda
Qualidade".A
escola Taylorista sustentava um modelo de
contolo
de qualidade baseado 1a inspecçãodo
bem produzido, não
envolvendo globalmente
os
diferentes intervenientes
nopÍocesso
produtivo. Por
se
tratar de um
mecanismode conüols
final,
o
processooriginava
desperdícios irrecupenáveis. Estemodelo
eravisto
comoum
elemento queacrescentava
custos
e
portanto
afectava
negativamentea
produtiüdade.
Demingaperfeiçoa este modelo e põe em causa o
mito
da Qualidade (aumento de custos). ComoPires
nos
diz.,o
que Deming
faz é
centrar
o
ponto de partida para
a
melhoria
daQualidade
nas
n@essidadese
expectaüvasdos
consumidorescriando
dento
daOr ganiz,açio
um'hovimento
contínuo de melhorias".Esta
é a
abordagem
de
Deming
que
veio
revolucionar
a
indúshia
Japonesa,contrariando
as filosofias
de
gestãode
então,
Deming
proprmha
rma
abordagemhumanista baseada
em
novosprincípios de
gestÍiode forma a
melhorara
qualidade, aumenÍando assim a produtiüdade.Na
suafilosofia de
actuação evocava vrárias recomendações, sendo célebresos
14Quadro
I
-
14 pontos de Deming1.
Estabelecer objectivos estávets, com vista à melhoria dos produtos e serviços;2.
Ádoptaranovafilosofia
(de gestão da Qualidade);3.
Não depender exclusivamente da inspecçãopara
aceitar a qualidade;4.
Nãoutiltzar
apenas o preçopara
conduzir o negócio. Em vez dissominimizar
os custos totais, trabalhando com um
únicofornecedor;
5.
Melhorar
constantementequalquer processo de
planeamento,produção
efornecimento de um serviço;
6.
Institutr aformação
no posto detabalho;
7.
Adoptar einstituir
a liderança daDirecção;
8.
Eliminar
o medo (de cometer erros);9.
Eliminar barreirasfuncionais
entre áreas;10.
Eliminar
slogans,
exortaçõese
cartqzesdirigidos aos
trabalhadores
dos níveis mais baixos (inadequadosnaforma
no conteudo e no tempo;11.
Eliminar
indicadores monetáriospara
os
trabalhadores e numéricosparq
a
gestão;
12.
Eliminar
barreiras que dificultem o orgulhopelo
trabalho realizado.Eltminar
sistemas de pontuações anuais, ou sistemas de mérito;
Ii.
Instituirum
ststema deformação eauto-melhoriapara
toda a gente; 14. Envolver toda a gente no trabalho de alcançar os objectivos da mudança.Melhoria da qualidade Aumento da produtividade Redução de custos Redução de preços Aumento de mercados Continuação do negócio
Mais empregos e melhor recuperação do investimento
Fig.l-
Modelo de Deming(Fonte: Pires, 2(X)4. Si$smas de g€s0ão da qualidqde, p. 28)
JT]RAN
Apoiando-nos
no
estudo de PessoaQ002)
vemos que alguns anos depois,em
1879,Jtrran firndou o Juran
Instituted
Wilton afim
de divulgar o seu programa no caminho daqualidade.
Através das
suas alteraçõesinovadoras
consegueactuar
no
sentido
deprevenir o aparecimento do controle. Tendo como grande premissa que a qualidade niio
deve ser encarada com um custo, mas sobretudo senüda pelos gestores como um grande
investimento.
A
úordagem
que
mais
e,ancteriza" esteautor
é,
para Pires (2004),
o
facto de
eleestabelecer
como "objectivo
da
gest€Íoalcançar
um
melhor
desempenhopilra
aOrgmizÂçãa
e
não
o
de
mantero
nível actual'.
Ao
queo
próprio
arúor
chama demtrnogettent breafuhrough.
ooJuran sustentaque
pelo
menos
85% das falhas
emqualquer oÍganizÂqÃo são falhas dos sistemas
contolados
pela gestão, menosde
15%peÍspectiva,
a
gestilo,a
principal
responsávelpelo
actual estadoe
pela melhoria
dodesempeúo da Organização
Para Juran existem
o'duassituações
distintas:
a
INSPECÇÃO/CONTROLO
e
aPREVENÇÃO
ou BREAKTHROUGH.Numa
situação de controlo (gestiiohadicional)
pressupõe-se que
o
nível
actual de desempenho é suficientemente bom e não pode sermelhorado".
Numa
situação de brealohrough acredíta-se precisamenteno
inverso, ousej4
que o nível de desempenho actual pode e deve ser melhorado.Nesta
úordagem,
"Jur?Íl parte doprincípio
que não existe mudança numa organização a não ser que exista alguém a reclamá-Ia", sendopois o "primeiro
passo acreditar que uma mudança é possível e desejável", a longo prazo, em todos os aspectos da operaçãode uma
organização.Não
setatando de
resultadosa curto
ptar;o.Aliás, a
grandedificuldade
destaúordagem
é,
para Pires,o
facto de
os
gestoresnão
terem temposuficiente para planear a mudança
por
se encontarem absorvidos em fazer funcionar a organizaqáo ao nível dos problemas quotidianos.I
PHILIP
B. CROSBY
"LJm dos princípios
fundamentaisde
Crosby
é
taÍar
da
qualidadeoomo
taÍar
deproblemas
de
pessoas",
pam além
deste
conceito
asisumetambém
os
princípiosenunciados
por
Deming e
Juran."Crosby identifica
seis postulados paraa
gestão da qualidade":o
Qualidade significa conformidade e não elegância,o
Não existem problemas da Qualidade,o
Não existe uma economia da Qualidade, é sempre mais barato fazer bemàprimeiravez,
r
A
unica medida de desempenho é o custo da Qualidade,e
O unico padrão dedesempeúo
é o zero defeitos,Crosby
consfiuiu
uma
grelha
de
maturidade
para
identificar
até
que ponto
a Organização começa a integrar a gestão da Qualidade:Quadro 2 - Grelha de Crosby
GRELIIADE MATI'RIDADE DE INTEGRAÇÃO DO PROCESSO DA OUALIDADE
INCERTEZA Quando a gestão não tem conhecimento da qualidade com uma ferramenta positiva da gestão
DESPERTAR Quando a gestão oomeça a reconhecer que a gestão da quaüdade pode ajudarmas não lhe afecta os recunios.
CLARIFICAR Quando a gestão decide introduzir um programa formar de
qualidade.
SABER Quando a gestão e aOrgaúzação atingem o estado em que as mudanças permanentes podem ser feitas.
CERTEZA Quando a gestão da Qualidade é uma parte vital da gestão da
empresa
@orte: Pires, 2ffi4. SisAetnâs de g€úão da qualitlade, p. 30)
No
comparativo dostês
nomesmais
importantesno
desenvolvimento desta matérianota-se que
no
essencial todas as abordagenstêm em
comum3
vectores:a
melhoriacontÍnua, uma mudança assente num
codunto
de atitudes pelas quais a gestão tem umaimportante responsabilidade, uma gestão da mudança a longo pÍaz-o.
Mais
recentementeDomingues
(2006) refere que
a
filosofia
TQM
(Total
Quality
Management)teú,vindo
a seÍ cada vez mais adoptada Nesta novafilosofia
o enfoque é colocado na prevenção dos problemas, na satisfação dos consumidores e na melhoriaconfinua dos
processosda
organiz.aqÁo.Com uma
extensamatiz
de
actividades degestEÍo visa-se a compreensão dos processos da organização de forma a
elimiftf
perdas ea
aumentar a previsibiüdade. Esta nova abordagem à temática da qualidadeêm
em consideraçÍÍo todos os vectores descritos anteriormentg acrescentando-lheum novo:
asatisfação do cliente.
Diversos
aúores
entendema
TQM
comoum
sistema estruturado quecria
condições perraa
participação
de
todos
os
colaboradoresda
organização,no
planeamento hiáimplementação da* melhorias e respectiva avaliaçiio com base no
tabalho
em eqúpa,sempÍe com