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Mediando o despertar da consciência do cidadão adolescente na escola

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(1)

UNIVERSIDADE

FEDER_AL

DE

SANTA

CATARINA

-

UFSC

CENTRO

DE

CIENCIAS

DA SAUDE

-

CCS

DEPARTAMENTO

DE

ENFERMAGEM

-

NFR

By

|v|ED|ANDo

o

DESPERTAR DA

coNsc|ÊNc|A

Do

c|DADAo

ADOLESCENTE

NA

EscoLA

Trabalho

de Conclusão

do

Curso de Graduação

em

Enfermagem da

UFSC

` I "-".'.Í'Â:_: -*À ' .'1 . ' \.-'\;. __ "n

W

Ê

Acadêmicas:

Maria

A.

M.

A.

Teodoro

_

1-__

Débora

Luciane

da

Silva'

Lorena Regina

Ban

, 1 _!

ENF

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60 A. r da consc e 0960 U UFSC Ma a o0 desper a

A

.24 SM

M

Em

_ __

E

72 CC

J

~›

Orientadora:

Profi.

Angela

da

Rosa

Ghiorzi

L. L

Supervisoras:

Enlë.

Elizabeth

Becker

EnF.Terezinha

Maria

de Andrade

¢_› N.Cham. TCC Au o Teodo o u o Med'and 972496 EX. u sc BsccsM 3-.: _.. CCSM TCC UFSC

T

ENF

0

60 E.

H

Z

FLORQNÓPOLIS,

DEZEMBRO

DE

1994

(2)

“Todos temos

a possibilidade de vencer as limitações auto-impostas e mesológicas,

mesmo

assim muitas vezes é preciso

um

mediador

para

que

isso aconteça, e essa mediação

proporciona ao seu agente a oportunidade

de

vivenciar a transfonnação por ele gerada.”

(3)

“Uma

tempestade arrastou milhares

de

conchas

para

a

beira

da

praia.

Um

rapaz

começou a

colher as conchas e voltá-las

ao

mar.

Um

homem

ao

observar

a

atitude daquele rapaz

afirmou: que

mesmo

vivendo

cem

anos

ele

jamais

conseguiria salvar todas as conchas.

Tomando

uma

cocha

em

sua

mão

0

rapaz disse: -

Eu

sei disso,

mas

para

essa

concha

isso

fará

uma

enorme

diferença, e

jogou-a

ao

mar.”

(4)

Nenhum

trabalho é realizado tão somente por

uma

consciência.

sempre várias

que cooperam

na sua construção.

Registramos aqui os

nomes

daqueles a

quem

sinceramente

admiramos

e

que

não

podem

faltar as

afirmações

de nossa gratidão por tudo

o que

nos ajudaram na vivência desta etapa de nossas vidas, ate'

chegarmos

aos resultados que cuhninaram

no

surgimento deste trabalho: Angela

da

Rosa

Ghiorzi; Terezinha

Maria de

Andrade; Elizabeth Becker; Zuleica

Patrício; os adolescentes

que

cuidamos; ao Wilson; à Tânia e ao Rudnei; ao

Corpo Docente

e Funcionários

da

Escola Básica Municipal

Professor Anísio Teixeira; aos nossos pais; ao esposo Augusto;

ao

noivo Rogério e ao

namorado Marco;

à filha Mariana; aos

amigos

(5)

SUMÁRIO

INTRODUÇÃQ

... .. 2 -

OBJETIVOS

... .. 2.1 _

oB1ETIvo

GERAL..

... .. 2.2 _

oBIET1vos

EsPEc11=1cos

... ..

3

_

R1‹:vIsÃo

DE LITERATURA

... ..

4

-

METODOLOGIA

... .. 4.1 _

REFERENCIAL TEÓR1co

... .., ... ..

4.2 _

DESCREVENDO

0 CAMPO DE

ESTAGIO

... _.

4.2.1 -

BUSCANDO

O

CAA/fl)O

... ..

4.2.2 _

APRESENTAÇÃO

D0

cA1m>0

... _.

ss

4.2.3 -

DESCREVENDOA POPULAÇAO ALVO

... ..

5

-

DESENVOLVENDO

O

PROCESSO DE CUIDAR-CUIDADO

5.1 -

GERANDO

EXPECTATIVAS

... ..

5.1.1 _

NA ESCDLA

... ... ... _.

5.1.2

-No CENIRD

DE

SAUDE

11 ... ..

5.1.5 _

Nos

ADOLESCENIES

... ..

5.2 -

DESCOBRINDO CAMINHOS DE CUIDAR

... ..

5.3 _

TRABAEHANDO

c0M

As

FRUSTRAÇÕES

...

5. 5.1

_AUSENc1A

DE

ENFERm‹:1R0

NA ESCOLA

... _. ... _.

5. 5.2 _

MDOSSIBILIDADE

DE

TRABALHAR

COMA

FAMILIA

coNsn›1‹:RAÇõ1‹:s

FINAIS

... ..

BIBLIOGRAFIA

... ..

APÊNDICES

... ..

(6)

Durante nossa vida acadêmica percebemos a necessidade de cuidado ao

adolescente, devido talvez à falta de conhecimento e recursos de outros indivíduos neste processo de transfomiação,

que

exige cuidados específicos

que

irão auxiliar a sua iniciação

na

vida adulta. Surgiu então a necessidade de nos envolvermos, enquanto futuros profissionais

de

saúde,

com

o Bem-Viver do

adolescente.

E

foi através

da

VIII Ê

Unidade

Curricular

do Curso

de

Graduação

de

Enfermagem

da Universidade Federal de Santa Catarina,

que vimos

a

possibilidade de satisfazer nosso desejo. Este trabalho, desenvolveu-se

no

período de 31

de

agosto a

28

de

novembro

de 1994 (Apêndice 01) na Escola Básica Municipal Professor Anísio

Teixeira sob orientação da Professora Enfermeira Angela da

Rosa

Ghiorzi e/ supervisão das

enfermeiras Terezinha

Maria

de

Andrade

e Elizabeth Becker.

Alguns aspectos foram relevantes para a escolha

do tema

a ser estudado:

o

desafio

de trabalhar

numa

área (adolescente escolar)

pouco

explorada

no

currículo acadêmico; a

escassez -de recursos

humanos

profissionalizados nesta área,

bem

como, pouco

material didático específico para aplicação na prática.

Ainda

em

nossa vida acadêmica, tivemos a oportunidade de vivenciar

o

Referencial

do Cuidado

Sócio-Cultural

que

se propunha a

desenvolver atividades de

enfennagem

a partir

do

escolar, inserindo-o

em

sua família e

em

sua

comunidade. Este referencial

tem

por foco a

combinação

das necessidades e possibilidades

do

homem

(crenças, valores, práticas de viver)

com

as necessidades e possibilidades

do

também

homem,

profissional de saúde.

Sendo

assim, escolhemos este referencial

como

guia

de

nossa prática, porque leva

em

conta os aspectos sócio-culturais

do

homem

e nos permite exercitar a relação indivíduo-

(7)

7

para cuidar deste adolescente?

Que

expectativas ele

tem

?

Aonde

este adolescente busca ajuda, apoio, incenrivo...'? Quais são os dispositivos legais

que

amparam

este adolescente

em

nossa

sociedade?

Por que

a dificuldade

em

encontrar profissionais

que atuem

nesta área?

(Apêndice 02).

Com

todos estes desafios presentes e

um

ideal a ser alcançado cada vez mais claro

em

nossas mentes, resolvemos então, “lançar a semente” (Apêndice 03).

Para alguns daqueles questionamentos

buscamos

respostas

na

literatura,

no

Estatuto

da

Criança e

do

Adolescente (1990),

em

nós

mesmos

e na busca

do

local para

amamos.

Outros,

respondemos

durante nosso Processo de Cuidar-Cuidado

do

adolescente.

Mas, temos

a convicção de

que

nenhuma

das respostas destes questionamentos se

esgotam

neste nosso

momento,

pois elas são passíveis de transformação.

Na

confecção deste relatório

optamos

por trabalhar

com

desenhos e ilustrações criados por nós, para seguirmos as

mesmas

linhas de trabalho utilizadas nas oficinas, nas quais

sempre

usávamos

recursos audiovisuais para enriquecer nossas exposições.

Procuramos

organizar a estrutura

do

trabalho

de

acordo

com

a

ordem

dos acontecimentos por ser

um

meio

mais eficaz de organização de idéias.

A

partir

do

entendimento e incorporação

do

referencial teórico

fomos

aos

poucos

definindo cada

uma

das etapas

do

trabalho.

Sendo

assim,

dispomos o

relatório

da

seguinte maneira: descrição dos objetivos; revisão de literatura; metodologia

com

o

referencial utilizado e

o

campo

de estágio.

Em

seguida, descrevemos

como

se

deu

o

desenvolvimento

do

Processo Cuidar-Cuidado que foi dividido

em

gerando expectativas, descobrindo caminhos

de

cuidar e trabalhando

com

as fiustrações, seguido das considerações finais, bibliografia,

apêndices e anexos.

Assim

sendo, “adolescer é palavra latina que significa crescer, desenvolver-se,

tomar-se jovem.

Os

dicionários registram

que

a adolescência é

o

período da vida

humana

entre

4

(8)

â

a puberdade e a virilidade e

que

adolescer quer dizer crescer durante

o

período

da

adolescência.

Embora

não

seja possível fixar limites universais e exatos para a sua duração os

doze

e os vinte

anos, aproximadamente, são

em

geral admitidos

como

as idades iniciais e finais desta etapa

do

desenvolvimento

humano”

(Netto, 1979, p.01).

Segundo

a Organização Mundial

da

Saúde

(OMS)

apud

Patrício (1990), a adolescência

compreende

a faixa etária dos 10 aos 19 anos de idade,

devendo

o

adolescente de

11,12 e 13 anos ser diferenciado daquele de 17

ou

19 anos, pois as transformações

ocorrem

em

todo este período.

Porém,

acreditamos

não

ser

o

critério cronológico básico para definir

o

adolescente

mas

sim,

também

o

seu contexto cultural e social.

Sendo

assim, resolvemos

trabalhar

com

o

adolescente escolar que, além de estar contextualizado cultural e socialrnente,

tem fimdamentalmente

a

Educação

como

grande auxiliador de seu exercício de Cidadania.

Desde

os

tempos

de Aristóteles,

têm

os

homens

procurado identificar as principais

características dos adolescentes. Acreditamos que, se existe algo

que

caracteriza a adolescência

é seu dinamismo.

Nada

permanece

imutável, tudo

muda, o

corpo

do

adolescente se desenvolve

em

estatura, força e capacidade reprodutiva e se

define

mais sexualmente; a

mente

se faz mais capaz de pensamentos abstratos, de previsão, de condição moral, de empatia e de capacidade

para autocontrole; as relações estreitas

com

os pais

cedem

primeiro a relações intensas

com

os companheiros

do

mesmo

sexo e, na maioria dos casos, a relações íntimas

com

os

membros

do

sexo oposto e

um

maior contato

com

os adultos fora da esfera familiar. Estas

mudanças

estão

muito inter-relacionadas e, de vez

em

quando ocorrem

irregularmente, pelo fato dos adolescentes

que

são biologicamente capazes de engendrar e conceber

um

filho,

poderem

ainda

serem socialmente imaturos.

Embora,

talvez, a seqüência seja a

mesma,

existe

uma

ampla

variação

no

ritmo de desenvolvimento dos indivíduos dentro

do

mesmo

sexo, e diferenças gerais entre

o

sexo, entrando as meninas na puberdade algo antes

que

os meninos.

As

circunstâncias sociais determinam

em

grande parte a experiência, e esta incide

profimdamente

(9)

9

deverá ser saudável. Esse desenvolvimento depende de outros fatores, entre eles as condições

no

lar, a escola, a comunidade,

o

trabalho, os lugares de ócio e os profissionais de saúde. Estes

podem

proporcionar oportunidades para desenvolvimento social, emocional, intelectual, fisico,

sexual e moral ou,

como

altemativa,

podem

ser limitantes

em

oportunidades para a educação,

capacitação, emprego, paz e vida familiar estável

do

adolescente.

Considerando

o

exposto até aqui, e sabendo que

o

adolescente é

um

sujeito

com

maior propensão a entrar

em

conflito

com

seus valores, aqueles

que

lhe são passados e aquilo

que

vivencia, se faz necessário

acompanhar

seu desenvolvimento utilizando subsídios

que

permitam vê-lo

em

seus aspectos biopsicosocial e cultural, dentro

do

contexto

que

ele pertence e das ações e reações das quais é sujeito. Frente a esta realidade está

o

enfermeiro

no

papel que

(10)

2.1

-

OBJETIVO

GERAL

1. Desenvolver as nossas habilidades

em

planejar, exercitar e avaliar

o

cuidado 'de

enfermagem

a

uma

clientela especifica

no

local de sua vivência, assegurando a ela

um

cuidado qualificado, ético e legal.

2.

Conhecer que

turma de adolescente escolar necessita

de

cuidado de

enfermagem

a

partir

da

percepçao

do

corpo diretivo

da

Escola Básica Municipal Professor Anísio

Teixeira

em

Florianópolis, Santa Catarina.

3.

Conhecer

as necessidades e possibilidades de saúde dos adolescentes escolares indicados pelo corpo diretivo da escola supracitada e, a partir deste conhecimento,

levantar expectativas para desenvolver

o

Cuidar-Cuidado de

enfermagem no

período

de 31.08.94 à 28.11.94, fundamentado

no

Referencial Sócio-Cultural proposto por

Pzmí¢i‹›(199“o-1994).

2.2

-

oBJEr¡vos Específicos

Ol. Identificar

o

referencial teórico proposto por Patrício, através

de

levantamentos

bibliográficos, leituras, análise, discussões

com

a autora supracitada, e orientadora,

determinando os constructos norteadores

do

trabalho.

02. Identificar a metodologia

da

forma

de

construção de projeto, através de

levantamentos bibliográficos, leituras, análises e discussões.

03. Identificar os dispositivos jurídicos, legais e éticos profissionais para assegurar

o

(11)

11

Promover o

conhecimento

do

projeto entre a direção geral, orientadores

educacionais e educadores

da

Escola Básica Municipal Professor Anísio Teixeira

do

bairro

da

Costeira

do

Pirajubaé e equipe de saúde

do

mesmo

bairro

com

a intenção de obter

o

aval para a realização deste projeto.

Identificar os locais

que

possibilitarão a execução

de

nosso trabalho, enquanto área

fisica,

bem como

seus recursos materiais e humanos.

Identificar junto

ao

corpo diretivo da Escola, através

de

pergunta, quais as turmas

de adolescentes

que

segundo sua percepção necessitam de cuidado

de

enfermagem

imediato.

Promover

a divulgação

do

trabalho a ser executado por nós

na

escola para

que

os

adolescentes

conheçam

nossa proposta e, junto conosco compartilhem seu saber e

sua vivência.

Identificar as necessidades e possibilidades de saúde

do

adolescente escolar,

indicados pelo corpo diretivo

da

escola, a partir

da

aplicação e análise

de

um

questionário aberto e da busca de suas expectativas.

Traçar

um

plano de ação junto

com

os adolescentes escolares para cuidar deles

em

seu contexto escolar, familiar e social , a partir

da

análise e discussão dos dados

levantados através

do

questionário aplicado e

da

coleta de suas expectativas.

Informar

o

corpo diretivo sobre as formas de trabalho e os temas a serem

abordados

com

a turma integrante

do

Processo de Cuidar-Cuidado.

Prestar cuidado

de enfermagem

ao adolescente escolar a nível individual e/ou

em

grupo, de acordo

com

a aceitação

do

plano proposto, tanto

na

escola, quanto na

(12)

Aumentar

e aperfeiçoar nossos conhecimentos acerca

do

cuidado

com

o

adolescente escolar

em

seu contexto, através de leituras, análises, discussões, oficinas , cursos e outras atividades

que

se

fizerem

necessárias.

Investigar a existência de

demanda

espontânea de adolescentes e qual

o

motivo da

procura

do

CSH

que serve à Costeira

do

Pirajubaé

no

período de nosso estágio.

Promover

condições para

que

haja possibilidade de continuidade

do

trabalho por

nós iniciado, a nível de Escola e Centro de

Saúde

integrantes deste projeto,

bem

como,

a nível de Departamento de

Enfermagem,

CCS,

UFSC

e VIII” fase

do Curso

(13)

3

-

REVISÃO

DE

LITERATURA

Com

o

intuito de desenvolver possibilidades , enquanto mediadoras

do

Processo

de

Cuidar-Cuidado

do

adolescente escolar, sentimos a necessidade de buscar conhecimentos

através de pesquisa bibliográfica dos temas discutidos e compartilhados

com

eles: educação

em

saúde, cidadania, sexualidade, drogas,

Doença

Sexualmente Transmissível

(DST)

e

Sindrome

da

Imuno

Deficiência Adquirida (AIDS).

Então, a revisão

que

agora apresentamos foi oriunda das necessidades sentidas e

vivenciadas durante

o

Processo

de

Cuidar-Cuidado.

Visto que,

o

ambiente

onde

atuamos foi

o

escolar, e, cientes de

que

a educação

convencional, dificulta

de sobremodo o

pensar reflexivo e crítico,

empenhamos

esforços para criarmos

um

ambiente propício ao desenvolvimento

do

processo educativo,

que

acreditamos ser questionador e estruturado de

modo

a permitir

ao

adolescente críticas e/ou acréscimos de

seu cotidiano.

Logo,

se a educação necessita ter essa amplitude só

pode

compreender

o

adolescente tal

como

ele é,

sem

lhe impor

nenhum

ideal relativo acerca

do que pensamos que

(14)

Uma

vez que a adolescência é

marcada

pelas transformações e buscando

compreendê-las, encontramos

uma

metáfora que sintetiza esse

momento

de mudanças:

_§' .-

dssr

y

Que

\,/

outro ser, mais

e dotado

de

asas ~

permitirá voar. lagarta

pensa

e senfigf _

oseu

pensamontoszo? se transformarão.

o

pensar e

o

sentir borboleta. Ela vai ter

outro astral, outro

com

o mundo”.

<<<<<<

,.~\

/`

,; Becker (1989, p. 14-17)

.';`*'t

É

dessa forma que

compreendemos

a

mudança

gradativa da criança na construção

do

que será sua adolescência, dentro e através da qual se transformará. Para isso, muitas vezes

precisa deixar de se relacionar tanto

com

o

mundo

que o cerca para se fechar

um

pouco

em

seu “casulo”, e se relacionar agora mais consigo

mesmo

e sua própria metamorfose.

(15)

15

Visto ser, segundo Matarazzo e

Manzin

(1988, p. 17),

“a adolescência

um

período

de

buscas,

de

ínquietudes,

de

auto-reconhecimento e

de

auto-afirmação porque,

além de

estranhar e

desconhecer

o

próprio corpo, of

jovem

nota

que

as modlficaçõesƒísicas

e psíquicas

que

lhe estão ocorrendo,

provocam

alterações

nas

formas

de

tratamento

que

a

sociedade lhe dispensa, e que

também

são

novas

para

ele. ”

Estas transformações integram

o

desenvolvimento

humano

da infância à idade adulta, contudo

não

se

cumpre

de maneira rítmica

ou homogênea.

faixas etárias

em

que

ocorrem

mudanças

peculiares

que

não

ocorrem

em

outras. Isto justifica a divisão

do

período evolutivo

em

etapas

ou

fases.

As

etapas evolutivas geralmente são relacionadas às faixas etárias.

Porém,

devido

as grandes diferenças individuais

convém

que

os limites de idade sejam

fixados

com

ampla

margem

de elasticidade,

bem como

eles isoladamente

não

podem

ser

tomados

como

único parâmetro. Fatores psicológicos, sociais e culturais

também

influenciam

o

homem

na delimitação destas etapas.

Para Souza,

apud Prando

et all (1993) as características

da

adolescência

podem

ser verificadas

em

três etapas,

que

são:

a) Adolescente Precoce (10-14 anos): os principais esforços

do

indivíduo estão voltados para as

modificações do

próprio corpo a estabelecer progressiva independência e

separação dos pais

ou

adultos

que

o

tutelam e a livrar-se das amarras

de

infancia

b) Adolescência

Média

(14-17 anos):

quando

a maioria, já tendo manifestado

a

puberdade, procura melhorar sua

imagem

através

da

cultura fisica e

do

vestuário. Inicia-se a estereotipagem, a busca pela identidade, de satisfação sexual e

de

um

lugar

na

sociedade.

c) Adolescência Tardia (17-20 anos):

emergem

os valores e

comportamentos

adultos e predomina

ou

cristaliza-se

uma

identidade estável.

O

relacionamento

com

o

parceiro

(16)

viabilidade

econômica

e estabilidade social, elabora valores e expressa

conforme

suas próprias

idéias.

Este processo de maturação

no

entanto,

não

evolui

sem

dramas

e dificuldades, as diferenças de

comportamento

entre

um

e outro adolescente e a variabilidade

da

conduta dos

mesmos

não

são estanques,

podendo

variar conforme a situação sócio-econômica e cultural

na

qual

o

indivíduo está inserido.

Em

nosso processo de cuidar desenvolvemos atividades

com

adolescentes na faixa

etária

média

de l3 à l8 anos, e

pudemos

constatar as seguintes caracteristicas: crescimento estatural rápido e desproporcional; alongamento das

pemas

e braços; manifestações bruscas

de

mudanças

de

humor

(entusiasmo, apatia, agressividade, energia, relaxamento, comunicabilidade, interesse e desinteresse); apresenta

na

sua conduta características peculiares:

originalidade, critica e violência;

o

adolescente acha a vida errada, as ordens impositivas e

autoritárias, os padrões de vida da família arcaicos,

mas

não

tem

soluções para esses problemas; está

em

busca

de

sua personalidade, fase de maturação sexual e harmonização

corporal, apto para procriar e adquire a configuração corporal razoavelmente proporcional

como

decorrência

do

desenvolvimento

do

tronco e dos caracteres sexuais secundários.

Na

área

psicológica destacou-se: introversão ativa, oposição aqueles

que

se constituem

um

empecilho

em

suas conquistas, nos seus ideais

na

linha das grandes tendências humanas;

o

fisico feminino adquire as formas delicadas de mulher adulta e,

o

fisico masculino, os delineamentos rígidos de

homem

adulto; manifestação

da

razão crítica e

do

pensamento reflexivo equilibrado e objetivo,

participa de grupos estáveis, planeja concretamente os destinos

da

própria vida, luta por

uma

atitude valorativa pessoal.

A

sexualidade é

uma

das

mudanças

mais significativas

no

processo

de

adolescer e independente

da

faixa etária.

No

dizer

de

Zecker (1985),

de

um

modo

geral, os adolescentes

estão desinformados a respeito

do que

vem

ocorrendo consigo

mesmos. Procuram

respostas às suas principais dúvidas e pessoas

que

os

ouçam,

para

poderem

diminuir a

enorme

ansiedade

(17)

17

que

surge durante

o

desenvolvimento

da

sexualidade. Este aspecto reahnente foi apreendido

em

nossa prática assistencial .

No

pensar de Suplicy (1983)

um

grande

número

de pais, professores e profissionais

de

saúde acreditam

que

educar sexualmente é sentar e dar

uma

aula

de

anatomia

ou

fazer

um

discurso sobre os perigos

do

sexo. Continua Suplicy (1983, p.48)

“A base

do

erotismo saudável e

da

capacidade

de

gozar

a

intimidade

com

o

outro é obtida nos primeiros

anos de

vida através

do

afeto e

do

contato

de

pele

com

pele entre

a

mãe

e

o

bebê,

com

pais

que não tenham

receio

de

acariciar e beijar

a

criança, que propiciem

ao filho amplo

contato f1'sico e

temura

desde

a

mais

tenra idade”

Queimando

esta etapa,

pode

ocorrer

da

criança ingressar na escola desinformada e

com

atitudes negativas

em

relação ao sexo. Suas dúvidas, crenças e valores, poderao ser transmitidos aos colegas de classe e a educação sexual

pode

acontecer nas escolas, assim:

das

portas,

nos

banheiros,

no

grafite,

na

pornografia e através

de

atitudes

de

professores

que

não

têm

o

menor

preparo

para

lidar

com

este tipo

de

solicitação ” (Suplicy, l983,p.49).

O

resultado dessa desinfomiação, incidirá

no

processo

de

bem-viver

do

adolescente.

Sendo

assim, é desejável

que

a educação

em

saúde

“aborde

a

sexualidade dentro

de

um

enfoque sócio-

cultural, amplie

a

visão

de

mundo

do

estudante, e

o

ajude

a

aprofundar e refletir sobre seus próprios valores. Decorrente desta

postura é

o

respeito pelas diferentes opiniões e pela dignidade e

individualidade

do

ser

humano

(Suplicy, l983,p.49)..

Durante os dias que convivemos

com

nossos adolescentes escolares,

percebemos

que é repassado para a escola a responsabilidade de esclarecê-los sobre

o tema da

sexualidade.

Porém,

também

vimos que

muitos adultos (professores e até

mesmo

enfermeiros)

não

têm

este

conhecimento.

Vivem

em

um

mundo

cheio

de

tabus e dúvidas.

Até

mesmo

não

conhecem

seu próprio corpo. Então,

como

ajudar

o

outro a se conhecer?

As

fases

do

desenvolvimento

da

sexualidade

no

adolescente

não têm

limites

de

(18)

) as variáveis étnicas, históricas e culturais

com

suas

influências marcantes,

alem

da

própria hereditariedade

dos

diversos

grupos

de adolescentes” (Zecker, 1985, p. 181).

`

Para

Becker

(1985), existem três fases

do

desenvolvimento

da

sexualidade.

A

la ocorre

com

o

despertar

do

interesse sexual por estímulos hormonais e

aumentos

dos androgêneos circulantes. Já a 2” fase, envolve

o

relacionamento

amoroso

entre as pessoas,

onde

ocorre a masturbação e

o

adolescente passa a conhecer

o

seu próprio corpo, além de compará-

lo

com

o

corpo de outrem.

Na

3” e última fase, já há

o

amadurecimento

da

inter-relação afetiva

e a escolha

do

par sexual. Este

momento

acontece

no

final

da

adolescência.

É

na la fase

que ocorrem

as primeiras

mudanças

corporais,

que surgem

a menarca, a polução notuma, além

do

aparecimento dos caracteres secundários.

Na

etapa

de

experimentação de

comportamentos

sociais surge

o

conflito

do

adolescente

com

a família. Ele

se debate entre a necessidade fundamental de ser independente, ser ele

mesmo,

livre e

autônomo, e a necessidade de continuar dependente,

ganhando

as

mordomias

de sempre,

que

significam proteção, carinho e acolhimento

da

parte dos adultos.

Por

outro lado, a familia

pouco

aceita

o

relacionamento social

que

se inicia,

temendo

perder a

manutenção da

dominação

e submissão sobre

o

adolescente,

negando

muitas vezes suas novas amizades.

Concordamos

com

Gauderer (1987), Jane e

Codo

(1985)

apud

Patrício

(l990,p.20),

quando

dizem

que

“além

do

aspecto

da

sexualidade ser

um

destaque

importante nas relações conflitivas entre adolescentes e família, outro

ponto

crítico é

a

ligacão afetiva

dos filhos

com

outros

grupos

sociais,

responsabilizados muitas vezes pelas condutas reprováveis que apresentam

Em

nossa experiência,

não

tivemos a oportunidade de entrarmos

em

contato direto

com

as familias de nossa clientela. Entretanto,

no

seu discurso estava evidente os aspectos levantados pelos autores acima.

Assim, a partir

do

relacionamento social surge a inter-relação afetiva,

acompanhada

(19)

19

o

adolescente

começa

a

aceitar

melhor o papel

sexual escolhido e

a

se sentir

mais

confortável

com

sua

sexualidade (...)

resolve suas ambivalências e decide sobre seus valores, consolidando

sua

identidade própria sexual.

procuram

relações e práticas sexuais

que

intensificam

sua

auto-estima e

que o ajudem

a

aprofundar

os aspectos íntimos de

sua

feminilidade e/ou masculinidade

É

então

tempo da

primeira relação sexual, tão decantada pelos nossos jovens,

mas

nem

sempre considerada

como

a melhor experiência da vida.

A

população brasileira

em

geral,

ainda trata este

tema

de maneira preconceituosa e

poucos

estudos

demonstram o

comportamento

sexual

do

adolescente (Souza,.l99l).

E

ele se depara

com

contradições

marcantes entre as representações assimiladas pela sua cultura e

o que

é veiculado através dos

meios

de

comunicação. Independente

da

atitude sexual assumida,

o

adolescente terá de

conviver

com

as reações dos outros

que

também

influenciam

no

desenvolvimento de sua sexualidade futura.

Com

o

evoluir

da

liberação sexual, toma-se cada vez mais precoce

o

início desta experiência.

Meninos

e meninas extremamente jovens, desinforrnados e imaturos, envolvem-se

em

relacionamentos de curta duração. Desta maneira, sucedem-se os parceiros e instala-se a

promiscuidade sexual e

o

risco de

uma

gravidez indesejada.

Manzin apud

Barroso e Bruschine (1988) deixa claro que,

nem

sempre as pessoas

que

se

envolvem

num

relacionamento sexual, pretendem ter filhos, pois a atividade sexual

tem

como

primeiro objetivo preencher necessidades afetivas, satisfazer

o

desejo

de

obter prazer

fisico e ser

um

meio de

comunicação. Esta

afirmação

se faz presente

no

discurso dos

adolescentes escolares durante nossos contatos. Engravidar é

um

problema para

alguém que

não

se encontra preparado fisica e psicologicamente para encarar a gravidez.

“E

as estatísticas

comprovam, que

a

cada

década

cresce

0

número

de

partos

de meninas cada

vez

mais

jovens. Dentre as

adolescentes grávidas

que

tentam interromper

a

gestação,

a

imensa

maioria (cerca

de

95%)

não

conhece

ou

faz uso

de

qualquer

método

(20)

De

fato,

métodos

anticonceptivos

figurou

como

conteúdo eleito pelos jovens para

discutirmos

com

eles.

Por

este motivo,

houve

a necessidade de

um

estudo maior sobre eles:

o

que existe; quais seus beneficios e maleficios;

o que

indicar a

um

adolescente?

A

partir de leituras, reflexões, estudos realizados durante

o

curso, ficou-nos claro

que não

existe

um

método

ideal ,

que

seja

100%

efetivo todas as vezes

que

necessário e, de uso

facílimo, inócuo, barato e reversível. Entretanto, é possível combinar técnicas aproveitando as

vantagens de cada

uma

e conseguindo

promover o

desfiutamento dos encontros sexuais

sem

o

receio de

que

uma

gravidez não desejada venha a acontecer.

Mas

é

do

adolescente a decisão final sobre qual

o

melhor

método

a ser seguido.

A

nós cabe

o

papel de levar a informação,

discuti-la, propiciar reflexão e ação,

mas

nunca decidir por ele.

É

preciso

também

refletir sobre as doenças sexualmente transmissíveis, além

da

gravidez indesejada.

Para Oliveira

apud

Zecker, (1985, p. 129)

“as doenças venéreas são

comuns na

adolescência.

Um

dos

fatores principais

que

provavelmente contribuíram

para

as

atividades sexuais

mais promíscuas

e

mais

precoces é

o

uso

de

anticoncepcionais,

o que aumentou

muito

o

número

de

casos

de

gonorre'ia.

Os

anticoncepcionais

fizeram

com

que

houvesse

um

número

de

relações sexuais

mais

fieqüentes

e estão eliminando

o

uso

de

preservativo

ou

condon, pois

quando

se usa

adequadamente

os

referidos,

dão

uma

proteção contra as enfermidades venéreas”

De

fato,

o

adolescente

tem

dificuldades

em

identificar e recusar relações sexuais

não

seguras, visto a sua necessidade

em

satisfazer seu lado sexual.

Entretanto, adolescentes,

homens

e mulheres

devem

evitar ato sexual

sem

preservativo, principalmente por

que

está aí a

AIDS,

e ela

não

traz escrito nas pessoas

onde

se encontra.

É

preciso prevenir,

promovendo

a saúde e protegendo especificamente as pessoas.

Nesse

contexto, os profissionais

de

saúde, professores e pais,

devem

refletir junto

com

os jovens sobre as perturbações fisicas, emocionais e sociais

que

podem

resultar

de

uma

relação sexual destrutiva,

da

gravidez não desejada das doenças venéreas e sobretudo

da

AIDS,

doença

(21)

21

que, segundo

Matarazzo

e

Manzin

(1988) impossibilita

o

organismo de lutar contra as

infecções, devido a perda da resistência normal

do

organismo.

Seu

causador é

um

vírus

denominado HIV.

Pode

ser adquirida pelo contato sexual, agulhas contaminadas, transfusão sangüínea e derivados e

de

mãe

para filho.

Até

o

momento

não

existe cura para a

AIDS,

sendo

seu tratamento realizado para combater as infecções oportunistas.

Sendo

assim, deve-se

salientar a necessidade de sua prevenção.

Outro

tema que

convém

ser aqui lembrado e

não

menos

importante é a questão

da

busca e

do

envolvimento

do

adolescente

ao

uso

de

drogas e álcool.

Segundo

PREVIDA

(1991, p.24)

“nesta fase, muitas vezes

o

adolescente

toma

a

decisão

de

experimentar

o

álcool

ou

outra droga, pois

o

periodo

que

atravessa se caracteriza pelo descyio às autoridades, às normas, às leis e às

instituições

em

geral; pelo espírito

de

aventura, pela curiosidade,

na

busca

de

novas sensações e descobertas; mostra-se crítico

em

relação

a

tudo e

a

todos, especialmente, aos valores vivenciados pelos pais, escola, igreja, e outros.

E

importante alertá-los

para

os riscos existentes

na

curiosidade

de

experimentar

a

droga.”

Além

disso,

o

adolescente

que

faz uso de drogas normalmente

rompe

com

seu contexto sócio-cultural e familiar, impedindo ainda mais a sua adaptação na família,

no

trabalho, na escola e nos relacionamentos pessoais.

O

jovem

passa a buscar somente as fontes

que

correspondem às suas necessidades determinadas pela preocupação

com

as drogas, marginalizando-se

em

relação ao

meio

social.

Mas como

abordar todos estes temas

com

nossos adolescentes

sem

propiciarmos a

eles acréscimos, críticas, reflexões sobre seu viver cotidiano? Este viver

que

impregna a sua

representação de

mundo,

a sua concepção

de

saúde-doença?

Cientes

de que

estávamos utilizando

o

conceito

de

cidadania escolhido para

nortear nosso referencial teórico, sentimos a necessidade de clareá-lo, explicá-lo e entendê-lo. E, por incrível

que

possa parecer, esse

tema

acompanhou

todas as nossas leituras

como

um

dos

eixos centrais

do

processo de cuidar.

Assim,

no próximo

capítulo

procuramos

mostrar

como

executamos

o

Processo

de

(22)

A

opção

teórico-metodológica é

um

passo decisivo para a execução de

um

trabalho

assistencial

em

enfermagem.

Assim

sendo,

optamos

por

um

referencial holístico

que

se coloca

como

mediador

na

valorização

da

dimensão sócio-cultural dos indivíduos, pois acreditamos estar

o

homem em

constante relaçao

com

a natureza e a sociedade

no

seu cotidiano.

Iniciamos então, leitura bibliográfica nas férias acadêmicas, para identificação

do

referencial

que

iríamos utilizar.

Encontramos no

referencial teórico proposto por Patrício

(1990/1994) afinidade

com

o

tipo

de

cuidado para

o

qual nos

propusemos

desenvolver: Cuidar-

Cuidado. Identificado, realizamos vários encontros

com

nossa orientadora para discussão e análise

do mesmo.

Foram

ainda necessárias três reunioes

com

a autora

do

referencial para sanarmos nossas dúvidas e melhorarmos

o

nível de

compreensão

do

gmpo.

A

partir de então,

o

Referencial

do Cuidado

Sócio-Cultural nos oportunizou a reflexão e

o

relacionamento

do

pensar-fazer

em

enfermagem de

modo

dinâmico. Estando

o

Processo de Cuidar-Cuidado voltado para a interação

com

o

outro, e, fazendo a mediação

no

processo

de

transformação das necessidades de saúde

do

homem,

no

seu ciclo de crescimento e desenvolvimento,

optamos

por cuidar

do

adolescente escolar.

Para tanto, partimos para a elaboração de nossos objetivos

acompanhados

das

estratégias operacionais e avaliação (Apêndice 04)

do

cuidado prestado.

Este cuidado teve

como

instrumento metodológico

o

Processo de

Enfermagem,

operacionalizado através

das

atividades de Consulta de

Enfermagem

e trabalho

de

grupo.

Foram

realizadas

04

Consultas de

Enfennagem

para

04

adolescentes escolares

numa

proporção de Ol para 01 ao longo de 55 dias.

Com

relação ao trabalho de grupo

optamos

pela técnica de oficina (Workshop), pois,

na

nossa percepção foi

o que

mais se enquadrou

com

o

(23)

23

referencial escolhido por nós.

Foram

realizadas

27

oficinas para

46

adolescentes distribuídos

em

03 turmas

de 7ë

séries.

Para

que

este cuidado se concretizasse partimos de contatos

com

a população

envolvida (professores, orientadora educacional, supervisora, diretora, adolescentes e

enfermeira

do

CSII) a

fim

de colhermos as suas expectativas quanto ao nosso trabalho,

bem

como

percepção dos alunos sobre: saúde-doença, adolescência, direitos e deveres

na

escola,

trabalho, família, e enfennagem/enfermeiro,

mantendo

a integralidade de nosso referencial

teórico (Apêndice 05).

Desta conduta emergiram: a) a escolha das turmas de trabalho (sugestão

da

direção e professores); b) os temas e as formas

de

cuidá-los (Sexualidade, Drogas,

Doença

Sexuahnente Transmissível e

Aborto

-

Anexo

01); e c)

o

trabalho de Primeiros Socorros feito junto

com

os professores. Nesta oportunidade integramos nossa atividade

com

outro grupo de

VIII” ,

que

tinha

como

um

de seus objetivos desenvolver palestras sobre Primeiros Socorros

em

escolas.

Em

função destes dados coletados, ainda necessitamos

também

aprofiindar

estudos específicos sobre:

o

adolescente,

o

nosso

Código

de Ética,

o

Estatuto

da

Criança e

do

Adolescente, a Constituição Brasileira de 1988, nos artigos de soberania e cidadania brasileiras,

a sexualidade humana, as drogas, as

Doenças

Sexuahnente Transmissíveis, os

métodos

contraceptivos/aborto, os primeiros socorros,

o

exercício

de

cidadania e as técnicas para a

construção

do

material didático. Estudos estes realizados

ao

longo

do

pen'odo de 01/agosto à

28/novembro

de 1994 através de estudos independentes, oficinas, participação de encontros e

congressos

(Anexo

02) e

fichamento

de textos. .

Passamos

a seguir a descrição dos elementos teórico-metodológicos

em

suas amplitudes.

(24)

4.1

-

REFERENCW.

rEÓRlco

Os

conceitos que guiaram nossa prática foram :_

homem,

necessidades, recursos,

adolescente, familia, ambiente, cultura, saúde e doença, Cuidar-Cuidado, enfermeiro e

processo de enfermagem. Tais conceitos foram extraídos

do

referencial

de

Patrício (1990/1994)

e

sofieram

algumas

modificações

e acréscimos oriundos

da

nossa prática social,

que

serão

descritas

ao

final

do

conceito referenciado.

Convém

aqui salientar

que

o

termo recurso deve ser substituído pelo leitor por possibilidades,

também

já escolhido pela autora

do

referencial.

Além

disso, ao entendermos

como

o

adolescente escolar vivia,

que

necessidades e

possibilidades possuía

no

seu cotidiano e

o

que ahnejava,

vimos

confirmar a necessidade

de

associannos ao referencial escolhido os conceitos explícitos de: cidadania, trabalho e educação.

HOMEM

um

ser sócio-cultural e espiritual, singular, individual

representado pelo ser

homem

e pelo ser mulher.

É

pensante, elabora

significações

a

partir

de sua

visão

de mundo.

É

ativo, suas ações

geram

uma

cultura

que

orienta

novas

ações, transformando

a

si próprio e

ao

ambiente

em

que

vive. Auxilia

ou

limita

o

viver

de

outros

homens.

É

suscetível às influências dos elementos

de

todo

o

ambiente,

o

que resulta

em

limitações

ou

recursos (individuais e coletivos).

No

seu processo

de

evolução percorre etapas

de

desenvolvimento

de

acordo

com

sua cultura, sexo, classe social e características biológicas. Integra

uma

família, tem necessidades e executa cuidados

de

saúde, individuais e grupais, durante todo

o

seu crescimento e desenvolvimento, compreendidos dentro

de

crenças e valores originados

de sua

cultura através

da

história, e

por

influências

de

culturas estranhas.

É

capaz

de

ter liberdade

para pensar

e agir, e

de

buscar, criar e

manter

recursos

no

ambiente

para

atender suas

necessidades e alcançar seus recursos

de

bem-viver” (Patricio, 1990, p. 64-65).

(25)

“As

NECESSIDADES

do

homem

são elementos dinâmicos, essenciais

à

vida e

ao

bem-viver,

promovendo a

reprodução

da

espécie,

o

crescimento e desenvolvimento

do

indivíduo

como

ser singular e social.

As

necessidades

possuem

dimensão

física, sócio- cultural, biológica, espiritual e psicológica (afetivas). Dentre estas

necessidades está

o

cuidado de saúde.

O

sentido

das

necessidades está

condicionado

à

visão

de

mundo

do homem,

às suas crenças, valores e metas,

como

ser singular e social,

em

cada

estágio

de

seu crescimento e desenvolvimento, estando

o

atendimento destas necessidades condicionado às possibilidades disponíveis pelo

homem

” (Patrício, 1990, p. 65).

“Os

RECURSOS

do

homem

são fatores fundamentais

para

o

atendimento

das

necessidades

do

homem

como

ser singular e social. Esses fatores

fazem

parte

da

constituição

de cada

indivíduo,

da

familia e de outros

grupos

sociais.

São

fatores provenientes

da

hereditariedade

do homem,

do

seu processo

de

crescimento e desenvolvimento,

da

sua visão

de

mundo

e atitudes

fiente

à

vida e

das

condições

do

ambiente

em

que vive. Esse ambiente é ofísico e

o

sócio- cultural,

que

se

tomam

recursos

quando

oferecem

ao

homem

as

possibilidades (incluindo os direitos)

de

criar, buscar e

manter

os seus elementos físicos, tecnológicos, culturais, sociais, econômicos,

educacionais, políticos, legais, religiosos, afetivos, cuidados

familiares e cuidados

de

saúde profissionais,

que

são essenciais

para

o

atendimento

de

suas necessidades durante todo

o

seu crescimento e desenvolvimento” (Patrício, 1990,p.65-66). (Apêndice O6)

Ao

longo de nosso trabalho muito refletimos sobre direitos e deveres

com

os

adolescentes e, por isso, acreditamos que

o

ambiente

dá ao

homem

possibilidades ( direito e

também

deveres) de buscar (...), e

percebemos que

há necessidade de acréscimo

do

elemento

civil a esse ambiente, pois trata

da

liberdade

do

ser.

ADOLESCENTE

“É

o

homem

que

no

seu processo

de

crescimento e

desenvolvimento está

na

fase

da

adolescência, representada pelo processo

de

transição entre

o

ser criança e

o

ser adulto,

caracterizando-se

por

transformações biológicas, psicológicas, culturais e sociais, cujo significado e vivência

são

dependentes

do

sexo, classe social e

do

ambiente e

momento

histórico

em

que

se insere

o

adolescente.

É

uma

fase

que

oportuniza novas sensações e experiências, antes completamente desconhecidas, cujos determinantes

principais são

o

desenvolvimento

da

sexualidade,

nos

aspectos

de

prazer e reprodução, as

novas

capacidades,

de pensar

a

respeito

de

si

mesmo

e

do

mundo

que

o

cerca, as respostas que

obtém de

seu

mundo

cultural frente às suas reações e às ações

no

ambiente.

Na

busca

de

sua

individualidade e

no

confronto

com a

cultura,

o

adolescente

(26)

propostas novas,

0 que

em

algumas

culturas tem

gerado

situações

de

mal-viver” (Patrício, 1990, p. 76-77). (Apêndice O7)

Durante nossa prática, percebemos ser

o

aspecto psicológico a transformação mais

evidente naqueles adolescentes;

que

demonstraram viver

num

conflito humoral entre os

sentimentos de paciência

X

impaciência, afetividade

X

agressividade e intolerância ,

caracterizando-se pela presença freqüente

do

elemento social.

FAMÚJA

um

sistema interpessoal

formado por homens

que

interagem

por

variados motivos, tais

como

afetividade e reprodução, dentro

de

um

processo histórico

de

vida,

mesmo

sem

habitar

o

mesmo

espaço fisico.

É

uma

relação social

dinâmica

que, durante todo seu processo

de

desenvolvimento,

assume

formas, tarefas e sentidos,

a

partir

de

um

sistema

de

crenças, valores e

normas

estruturados

na

cultura

da

família e

na

classe social

a

qual pertence e também,

em

outras influências e determinações

do

ambiente

em

que

vivem, incluindo valores e

normas

de outras culturas.

Durante

seu processo

de

desenvolvimento,

a

dinâmica

familiar apresenta

mudanças

representadas

por

aquelas

mudanças

esperadas

no

decorrer

do

desenvolvimento e

por

mudanças

situacionais

ou

acidentais, originadas

no

ambiente familiar e extemo.

A

família

também pode

ser

um

recurso

para o

crescimento e desenvolvimento

de

seus

membros

'como

também pode

colaborar

na

limitação desses aspectos através

da

imposição

de normas

e

de

tarefas (para as quais seus

membros

ainda

não

estejam

preparados ou

que

não façam

parte de seus valores);

da

limitação

da

liberdade cultural e através

do não

provimento

de

recursos (incluindo

o

cuidado

para

o

atendimento

das

necessidades

para

o

crescimento e desenvolvimento saudável) ” (Patrício, 1990, p.74-75).

Não

tivemos oportunidade

de

vivenciar

o

referencial de família, portanto

não temos

condições de analisar

o

mesmo.

AMBIENTE

a

natureza fisica e

o

contexto sócio-cultural

no

qual

o

homem

vive.

São

elementos dinâmicos, interdependentes e inter-

relacionados, cuja dinâmica influencia e é influenciada pelo ambiente

maior, representado pelo

mundo.

A

natureza física é representada pela flora, fauna, ar, terra, rios,

mares

e

demais

elementos

do

universo.

O

Contexto Cultural é representado

por

todas as culturas

(27)

influenciando-o constantemente. Este contexto é representado pelos elementos sociais (incluindo

o grupo

familiar

com

seu espaço físico e cultura própria): históricos, econômicos, políticos, legais,

tecnológicos, religiosos e educacionais,

bem como

de produção de

alimentos e

de

cuidados

à

saúde

Qopular

e profissional).Da relação sócio-cultural

com

a

natureza é

gerado

o

contexto fz'sico, representado

pelas transformações elaboradas pelo

homem.

O

ambiente está

em

constante mudanças, observadas através

da

história geral e particular.

Essas

mudanças

ocorrem

por

influência

da

natureza física (através

das

leis naturais

do

universo) e

por

influência

dos

homens

através

de

suas ações, geradas pelas suas necessidades e utilização

de

recursos, individuais e coletivos.

O

contexto sócio-cultural e

o

contexto físico (

elementos produzidos pelo

homem

e natureza)

influenciam

a

vida

dos

homens na

medida

em

que

podem

auxiliar

ou

limitar

o

atendimento

de

suas necessidades durante todo

o

seu processo

de

crescimento e desenvolvimento, interferindo nos

comportamentos de

cuidado e

nos

recursos

para

o

seu bem-viver” (Patrício, l990,p.67-68).

ambiente que vivenciamos foi

o

escolar, e neste presenciamos a influencia

do

meio

sobre a vida dos indivíduos.

CULTURA

quanto os indivíduos estão ligados

ao

seu

meio

cultural e constatamos

uma

grande interferência

do meio

social na vida dos adolescentes, pois estes estavam sempre preocupados

com

o que o

“Cultura refere-se

aos

valores, crenças,

normas

e

modos

de

vida praticados

que

foram

aprendidas, compartilhados e

transmitidos entre os

homens ao

longo

da

história.

É

um

processo

permanente

pelo qual os

homens

orientam e

dão

significado ás suas

ações, cuja dinamicidade ocorre

a

partir

das

reorganizações

das

representações

na

prática social.

Apesar

dessa dinamicidade, alguns

fatores

não

se

modificam por

longo tempo,

tomando-se

característica

dominantes

do

indivíduo

ou

grupo. Praticamente todas as culturas tem seus pontos

de

vista sobre saúde e

doença

e

comportamentos de

cuidados próprios. Através

da

cultura

o

homem

determina suas

necessidades e

obtém

possibilidades

para o

atendimento dessas

necessidades, incluindo

o

cuidado

de

saúde.

Os

valores

que

integram

uma

cultura são forças difundidas e

profundamente

enraizadas

que

guiam

os pensamentos, decisões e ações

das

pessoas, variando

marcantemente

em

fimção

de

um homem

para

outro dentro

de

uma

mesma

cultura e

com

tendência

a

se modificar durante os estágios

de

seu desenvolvimento ”(Patrício, 1990, p. 68-69).

Este referencial foi

um

grande norteador dos nossos cuidados.

Observamos o

(28)

sA

ÚDE

E

DOENÇA

“Saúde é

a

capacidade

que

o

homem

tem,

como

ser individual e social,

de

buscar,

manter

e normalizar seu bem-viver. Bem-`viver é

um

sentimento condicionado às necessidades

do homem.

Sendo

assim, somente se consegue conceitualizar Bem-viver se tivermos presente

a

realidade

do homem,

com

suas crenças e valores

em

constante dinamismo, através

de

todo

o

seu processo

de

crescimento e desenvolvimento.

Desta

forma, saúde tem expressão

individual, significando que

num

indivíduo (ou grupo), se mostrará

distinta

de

um

outro, devido

à

presença

dos

caracteres genéticos e ambientais. Assim, entendo que ter saúde é possuir recursos

para

o

atendimento

das

necessidades

na

saúde e

na

doença

(incluindo

0

cuidado popular e

o

cuidado profissional)

para

recuperação

de

sofrimentos e vivência

do

seu processo

de

desenvolvimento

com

capacidade

de

efetuar as tarefas

da

vida (incluindo

a

do

cuidado)

bem

como

para

alcançar,

com

satisfação, os objetivos e os

padrões de

vida

desejados.

A

doença

é

compreendida

por

situações

de

mal-viver, nos quais

o

homem

apresenta dificuldade

para

atender as suas

necessidades.

A

exteriorização dessas situações se

fará

através de seu corpomente , e

das

relações

com

os outros indivíduos e

com

o

ambiente.

Poderá

ser expressa

por

queixas

de sofiimentos

e

de

incapacidade

de

realizar suas tarefas e expectativas, e

por

sinais

de

disfunções e incapacidades fisicas, psicoespirituais e sócio-culturais

nos

aspectos

de

crescimento e desenvolvimento.

O

sentimento e

compreensão

da

doença,

bem

como

os cuidados

com

ela,

são

determinados pela cultura que

o

homem

elaborou e pelos recursos disponíveis

para

esses cuidados.

“Saúde é

um

conceito

mais

amplo,

uma

vez

que

a

doença

é

um

momento

que

insere

a

busca

da

saúde,

ou

da

normalização

anterior

do

bem-viver”(Patrício, 1990, p. 69-70).

Durante

o

desenvolvimento

do

nosso trabalho

percebemos

aspectos

do

referencial,

porém

acrescentamos nesse conceito os aspectos psicológicos e espirituais

que

trabalhamos

intensamente, pois acreditamos

que o

equilíbrio psico-espiritual leva a homeostase biológica.

Pressupomos,

também, que

as interferências geradas pelo

meio

na homeostase biológica

do

ser

humano

não

se

diretamente a nível biológico, atuando sim na situação psicológica e

(29)

C

UIDAR-CUIDADO

“Enquanto

conceito operacional (...)

Cuidado

Sócio-

cultural é

denominado de

Cuidar-Cuidado

ou Cuidar-Cuidando o que

sign1`fica cuidar

com

cuidado .

É

representado

por

diversos

componentes

que

o

caracterizam

como

um

processo

de

cuidar, pois

traduzem objetivos, ações e

o

próprio

modo

de

cuidar.

O

Processo

de

Cuidar

se

fundamenta

na

interação

com

o

outro, através

da

comunicação

verbal e

não

verbal e

de

ações físicas

que

fazem

a

mediação no

processo

de

transformação

das

necessidades

de

saúde

do

homem. Para

tanto, incorpora

em

sua prática, conhecimentos teórico- práticos oriundos

da

medicina oriental e

da

parapsicologia (..)

dialogar, refletir, meditar com, trocar idéias, experiências,

promover

conhecimentos; esclarecer; informar; reforçar; (...) educar;

desenvolver potencialidades; (...) tocar (diferente

de

manuseio);

prevenir; (...) adotar atitudes

com

a; fazer por; ter sensibilidade,

consideração, paciência; ser empático, autêntico, sincero; observar, analisar,

comparar

, validar, expressar, ;

manter

(preservar),

acomodar

e repadronizar

modos

de

cuidar;

propor

e negociar

modos

de

cuidar; planejar, organizar

com;

coordenar; estar aberto

à

outra

pessoa; dispensar atenção; demonstrar interesse, estar

dando

importância, disponibilidaü; (...) dedicar-se; (..) compreender;

calar; (...)

amar;

valorizar; (...) comparecer; assumir

responsabilidade, compromisso; (...)

não

condenar; colocar limites; (...) desafiar; estimular; lutar

com;

desenvolver

a

capacidade

de

reflexão

crítica

de

crenças, valores e práticas

@ensar

criticamente);

(...) supervisionar/vigiar (segurança

com

liberdade); (...)

promover

momentos

de

alegria/prazer; aceitar expressões

de

sentimentos negativo; preservar individualidade e

a

integridade

do

outro;(..) executar

medidas de promoção,

tratamento e reabilitação; desenvolver afetividade/compromisso entre pares; considerar caracteristicas individuais/coletivos

de

viver

o

cotidiano, suas interações, suas potencialidades e limitações, valores, crenças , metas, desejos e

expectativas; considerar

a

história de vida, queixas e sinais

do

corpo

atual; demonstrar confiança e ajudar'

o

indivíduo

a

desenvolver confiança, esperança, fé, coragem,

também

aos

seus pares; ter

comportamento

altruísta somente

em

caso

de

emergência, visando

(30)

seus direitos; ajudar

o

indivíduo

a

desenvolver suas possibilidades

de

liberdade e

também

de

assumir responsabilidade pela

sua

própria

existência e pela existência

dos

outros, incluindo ser solidário e

cuidados

à

natureza; ajudar

o

indivíduo

a

identificar, desenvolver e utilizar seus recursos Qossibilidades) individuais, incluindo

a

sua

vontade,

de

seus familiares,

da

sua comunidade

e sociedade

como

um

todo,

em

busca

da

transformação

de

limitações

de

bem-viver; (..) ajudar

o

indivíduo

a

desenvolver possibilidades

de

participar ativamente, politicamente consciente,

nas

decisões

que

envolvem seus processos

de

viver coletivo, incluindo seu próprio cuidado;

desenvolver os cuidados baseados

em

conhecimentos e técnicos científicos e nas significações e maneiras culturais próprias dos

indivíduos; focalizar as possibilidades presentes

ao

processo

de

cuidar, as possibilidades

dos

indivíduos, e aqueles necessários

para o

bem-viver (qualidade de vida),

bem como

os recursos

que o

profissional necessita

para

prestar os cuidados, incluindo

o

uso

da

Constituição Federal, incluindo

o

Estatuto

da

Criança e

do

Adolescente, e

da

colaboração

de

profissionais

de

outras disciplinas”

(Patricio, I994,p.20-21-22).

seguir, mostraremos

o

Referencial Teórico

do

Cuidar-Cuidado adaptado

ao

(31)

REEERENCIAL

TEÓR1c0

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CUIDAR-CUIDADO

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ADOLESCENTE

ESCOLAR

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. Práticas populares de saúde,

. Processo de enfermagem,

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Desenvolvimento

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