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A Educação Física como factor preventivo do insucesso escolar

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Academic year: 2021

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Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º CICLO EM ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO

FACTOR PREVENTIVO DO

INSUCESSO ESCOLAR

Arménio Augusto Feio de Lira Fernandes

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UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO

2º CICLO EM ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

NOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO

A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO FACTOR

PREVENTIVO DO INSUCESSO ESCOLAR

Arménio Augusto Feio de Lira Fernandes

Orientador: Professor Doutor Armando Loureiro

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Dissertação apresentada à UTAD, no DEP – ECHS, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário, cumprindo o estipulado na alínea b) do artigo 6º do regulamento dos Cursos de 2ºs Ciclos de Estudo em Ensino da UTAD, sob a orientação da Professora Doutora Ágata Cristina Marques Aranha.

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AGRADECIMENTOS

Os meus agradecimentos vão em especial para a minha família, porque sem eles eu não estaria onde estou, nem estaria a ter trabalho em fazer esta tese, ou seja, não tinha vindo para a universidade. Em seguida para todos os meus amigos e colegas que de uma maneira ou de outra me ajudaram e me incentivaram ao longo da minha curta vida, sem esquecer o meu orientador, o professor Armando Loureiro, porque sem eles a realização desta tese não seria possível.

Sem esquecer os colegas e amigos que se cruzaram comigo em todos os bons e maus momentos passados na minha vida académica nesta magnifica UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO.

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ÍNDICE GERAL

AGRADECIMENTOS ... IV ÍNDICE GERAL ... V ÍNDICE DE GRÁFICOS ... VII RESUMO ... VIII ABSTRACT ... IX

I - INTRODUÇÃO ... 2

II - REVISÃO DA LITERATURA ... 5

2.1 CONCEITOS DE INSUCESSO/SUCESSO ESCOLAR ... 5

2.2 FACTORES DO INSUCESSO ESCOLAR ... 6

2.2.1. CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS ... 7

2.2.2. FAMÍLIA E MEIO SOCIAL ... 8

2.2.3. OS PROFESSORES ... 10

2.2.4. INSTITUIÇÃO ESCOLAR E SISTEMA EDUCATIVO ... 11

2.3 MEDIDAS DE COMBATE AO INSUCESSO ESCOLAR ... 13

2.4 A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE AO INSUCESSO ESCOLAR ... 14

III - METODOLOGIA ... 16

3.1. O PROBLEMA E OS OBJECTIVOS DA INVESTIGAÇÃO ... 16

3.2. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO DE INVESTIGAÇÃO ... 16

3.3 PROCEDIMENTO DE RECOLHA DE DADOS ... 16

3.4. AMOSTRA E PROCEDIMENTO DE ANÁLISE DE DADOS ... 17

IV. RESULTADOS ... 19

4.1. DADOS PESSOAIS ... 19

4.1.1. IDADES DOS ALUNOS ... 19

4.1.2. GÉNERO ... 19

4.1.3. ANO DE ESCOLARIDADE QUE FREQUENTAM ... 20

4.1.4. NÚMERO DE VEZES QUE REPROVOU ... 20

4.1.5. ANOS EM QUE OS ALUNOS REPROVARAM ... 21

4.1.6 PRINCIPAL MOTIVO DA REPROVAÇÃO ... 21

4.1.7. DISCIPLINAS PREFERIDAS POR ORDEM DE INTERESSE ... 22

4.2. OPINIÃO DOS ALUNOS SOBRE O INTERESSE NA EDUCAÇÃO FÍSICA... 22

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4.2.2. GOSTO DA EDUCAÇÃO FISICA PORQUE: ... 23

4.3. EFEITOS DA EDUCAÇÃO FISICA NOS ALUNOS ... 23

4.3.1 PASSAM A CONHECER MELHOR OS COLEGAS: ... 23

4.3.2. APRENDEM REGRAS SOCIAIS DE COMPORTAMENTO:... 24

4.3.3 PASSAM A GOSTAR MAIS DA ESCOLA ... 24

4.3.4. PASSAM A GOSTAR MAIS DOS PROFESSORES: ... 25

4.3.5. PASSAM A GOSTAR MAIS DAS OUTRAS DISCIPLINAS ... 25

4.3.6. DEIXAM DE PENSAR EM ABANDONAR A ESCOLA: ... 26

4.3.7. PASSAM A COMPREENDER MELHOR A MATÉRIA DAS OUTRAS DISCIPLINAS: ... 26

4.3.8. PASSARAM A TER MELHORES RESULTADOS ÀS OUTRAS DISCIPLINAS: ... 27

V. DISCUSSÃO ... 29

VI. CONCLUSÕES ... 32

VII. LIMITAÇÕES E INVESTIGAÇÕES FUTURAS ... 35

VIII. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 37

(8)

ÍNDICE DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - IDADE DOS ALUNOS ... 19

Gráfico 2 - GÉNERO DOS ALUNOS ... 19

Gráfico 3 - ANO DE ESCOLARIDADE QUE FREQUENTAM ... 20

Gráfico 4 - NÚMERO DE VEZES QUE REPROVOU ... 20

Gráfico 5 - ANOS EM QUE OS ALUNOS REPROVARAM ... 21

Gráfico 6 - PRINCIPAL MOTIVO DA REPROVAÇÃO ... 21

Gráfico 7 - DISCIPLINAS PREFERIDAS ... 22

Gráfico 8 - GOSTO PELA EDUCAÇÃO FÍSICA ... 22

Gráfico 9 - GOSTO DA EDUCAÇÃO FISICA PORQUE ... 23

Gráfico 10 - PASSAM A CONHECER MELHOR OS COLEGAS ... 23

Gráfico 11 - APRENDEM REGRAS SOCIAIS DE COMPORTAMENTO ... 24

Gráfico 12 - PASSAM A GOSTAR MAIS DA ESCOLA ... 24

Gráfico 13 - PASSAM A GOSTAR MAIS DOS PROFESSORES ... 25

Gráfico 14 - PASSAM A GOSTAR MAIS DAS OUTRAS DISCIPLINAS ... 25

Gráfico 15 - DEIXAM DE PENSAR EM ABANDONAR A ESCOLA ... 26

Gráfico 16 - PASSAM A COMPREENDER MELHOR A MATÉRIA DAS OUTRAS DISCIPLINAS ... 26

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RESUMO

Com esta pesquisa pretendemos explanar as nossas intenções de estudo com o sentido de o tornar relevante dentro das nossas capacidades reais e temporais para a sua consecução dado que o insucesso escolar está inserido no nosso dia-a-dia e consequentemente no futuro da sociedade em que nos inserimos.

Este estudo passou por tentar perceber se a Educação Física pode ajudar, na perspectiva dos alunos, no combate ao insucesso escolar, nomeadamente como meio de captar nos alunos um aumento do interesse pelo ambiente escolar.

A pesquisa foi realizada com 53 alunos, dos quais 28 são do sexo Masculino e os restantes 25 do sexo Feminino que estão inseridos nas turmas do núcleo de estágio do Agrupamento de Escolas de Arcozelo do ano lectivo 2010/2011. Para a recolha de dados foi utilizado um questionário onde se verificou que 58,49% dos alunos através da Educação Física passou a gostar mais da escola, verificando-se assim que a Educação Física é um factor de Sucesso Escolar.

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ABSTRACT

With this study we intend to explain our intentions to study in order to make it relevant within our capabilities and real time to meet them as school failure is embedded in our day to day and therefore the future of society in which we operate.

This study is to try to see if physical education can help to combat school failure including as a means to attract students in an increased interest in the school environment.

The study was conducted on 53 students, of whom 28 are male and the remaining 25 females that are inserted into the core classes of the group stage of the School of Arcozelo the academic year 2010/2011. For data collection a questionnaire was used where it was found that 58.49% of students through physical education has to like school more, thus verifying that physical education is a fact of Educational Achievement.

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1

INTR

ODUÇ

ÃO

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Introdução

I - INTRODUÇÃO

A problemática do Insucesso Escolar é bastante discutida, mas não se sabe ao certo como o combater. Vários autores, ao longo dos tempos, debruçaram-se sobre esta temática. Definem o conceito de Insucesso Escolar, e procuram encontrar as causas que levam alguns alunos a não obter sucesso. O Sucesso Escolar significa uma das maiores e mais importantes conquistas na história de vida de todas as crianças. Porém, sabe-se que uma percentagem elevada de alunos experiencia, ao longo do seu percurso escolar, momentos de insucesso, de desânimo e até de abandono precoce da escola (Corte - Real, 2004).

De acordo com a literatura, a prática de Actividade Física tem um impacto importante na saúde mental. Segundo Cotman e Berchtold (2002), cit. Salgado (2009), existem vários benefícios que a prática de Actividade Física têm sobre a função e a saúde cerebral. Estes neurologistas, entre outros autores, como Byrd (2007) e Witek (s.d.), revelam a forte influência que a Actividade Física e Desportiva tem sobre o sistema nervoso.

Como afirma Neira (s.d.), a Educação Física, desenvolve nos alunos regras e valores sociais, de cooperação, solidariedade e respeito mútuo. Os alunos aprendem a partilhar, a jogar em equipa, a aceitar a perder e a ganhar, a dividir o material, a respeitar as regras, assim como aos colegas. Atendendo aos benefícios da Actividade Física e Desportiva, pretendeu-se com este estudo, perceber se a disciplina de Educação Física, poderá constituir-se num meio de combate ao Insucesso Escolar. Para tal, foram inquiridos vários alunos de diferentes anos escolares, de uma escola do Concelho de Ponte de Lima, e posteriormente foi feita a análise das suas opiniões, para aferir as potencialidades da disciplina de Educação Física, e se esta constitui uma mais-valia para o Sucesso Escolar dos alunos.

O presente estudo está organizado em seis grandes partes distintas: Revisão da Literatura, Objectivos e Hipóteses, Metodologia, Apresentação dos Resultados, Discussão dos Resultados e Conclusão.

No capítulo I consta a Revisão de Literatura específica, fundamentalmente dos conceitos de Insucesso Escolar, seus sintomas e principais causas, políticas educativas, objectivos e benefícios da Educação Física e da Actividade Física para o Sucesso Educativo.

A Metodologia adoptada na realização deste estudo surge no capítulo II, onde se enuncia o problema e objectivos da pesquisa, descreve a caracterização do contexto de investigação, o método, a amostra e os procedimentos de análise de dados.

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Introdução

No capítulo III, são expostos os resultados obtidos e no capítulo seguinte (capítulo IV), apresenta-se a Discussão dos Resultados onde os dados analisados são comparados com outros estudos efectuados.

Finalmente, no capítulo V, são patentes as conclusões e as principais ilações do estudo realizado.

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REV IS ÃO DA LITE RA TUR A

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Revisão da Literatura

II - REVISÃO DA LITERATURA

2.1 CONCEITOS DE INSUCESSO/SUCESSO ESCOLAR

O Insucesso Escolar é analisado como reflexo de disfuncionamentos ao nível do aluno, da família, dos programas ou do professor. Para os professores significa a falta de bases, de motivação ou de capacidades dos alunos ou, ainda, o disfuncionamento das estruturas educativas, familiares e sociais. Para os pais e para o público em geral os professores terão a sua quota-parte de responsabilidade (faltas, desmotivação, insuficiente formação, etc.).

Por outro lado, o insucesso pode aparecer de análises meramente individuais, ou seja, alunos pouco dotados, alunos e professores desmotivados, falta de bases, problemas ou carências afectivas e de ordem diversa, etc., ou de problemas que não podem ser resolvidos pela ou na própria escola. O insucesso escolar pode ainda ser encarado como um problema de política educativa social.

O sucesso/insucesso escolar dos alunos induz para a divisão social do trabalho e prepara-os para a pprepara-osição que cada um irá mais tarde ocupar no tecido social.

Depreende-se que não apenas o insucesso escolar está ligado à origem social dos indivíduos como também, em vez de diminuir as diferenças sociais, as pode acentuar pelas implicações que a escolaridade tem nos seus projectos de vida.

Para Muñiz (1993), o Insucesso Escolar é a dificuldade que pode experimentar uma criança, com o nível de inteligência normal ou superior, para acompanhar a formação escolar correspondente à sua idade. Considera-se que esta criança não sofra de nenhuma lesão cerebral, assista regularmente às aulas e a sua família não tenha um nível cultural excessivamente baixo. O aluno com Insucesso Escolar é aquele que não se encontra em condições de superar com êxito as exigências de adaptação da escola.

O Sucesso/Insucesso Escolar não tem uma relação directa com as classificações dos alunos, como inicialmente era abordado (Saavedra, 2001), em que as crianças eram encaradas como “boas ou más em função dos resultados obtidos e dos progressos efectuados no cumprimento dos programas de ensino” ” (Benavente, 1976, p. 9).

O Insucesso Escolar, numa primeira abordagem teórica pode-se referir como uma situação em que não se atingiu um objetivo educativo (De Landcheere, 1992, citado por Sil, 2004).

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Revisão da Literatura

O conceito de Insucesso Escolar, é portanto, usualmente considerado segundo vários autores, o não atingir metas pelos alunos dentro dos limites temporais estabelecidos, correspondentes às suas idades, traduzindo-se na prática pelas taxas de retenção e abandono escolar (Martins, 1993; Muñiz, 1993; Benavente, 1976).

De Portugal, surge uma definição de Insucesso Escolar, citada por Sil (2004, p. 20), apresentada à Unidade Europeia, como sendo a “incapacidade que o aluno revela de atingir os objectivos globais definidos para cada ciclo de estudos” (Eurydice, 1995, p. 47).

2.2

FACTORES DO INSUCESSO ESCOLAR

A ideia de que a escola é aberta a todos e de que a todos cria uma igualdade de oportunidades permite responsabilizar e culpabilizar a criança no seu insucesso escolar. A distância entre as práticas escolares e as experiências socioculturais das crianças dos meios desfavorecidos constitui-se como factor determinante deste seu insucesso (Brandão, Baeta & Rocha, 1983).

Existe a visão que atribui à escolarização papel central na construção de uma nova sociedade, justa, aberta e democrática, na qual o acesso à escola pública e gratuita garantiria a igualdade de oportunidades. Segundo essa visão, os “indivíduos competiriam dentro do sistema de ensino, em condições iguais, e aqueles que se destacassem por seus dons individuais seriam levados, por uma questão de justiça, a avançar em suas carreiras escolares e, posteriormente, a ocupar as posições superiores na hierarquia social” (Nogueira & Nogueira, 2002, p. 16).

Foi, entretanto, no contexto da democratização do acesso à escola e do prolongamento da escolaridade obrigatória que se tornou evidente o problema das desigualdades de escolarização entre os grupos sociais.

Foi então “imperativo reconhecer que o desempenho escolar não dependia, tão simplesmente, dos dons individuais, mas da origem social dos alunos” (Coleman, 1966, p. 16).

Alguns indicadores sugerem que Portugal será um dos países ocidentais com maior taxa de reprovações escolares. A reprovação serve para sancionar a pouca aprendizagem dos alunos e, deste modo, para os obrigar a repetir a mesma aprendizagem. Por vezes pensa-se que a reprovação está nas dificuldades da criança, por vezes associadas a deficiências cognitivas, face às exigências dos programas. A situação é complexa, por exemplo, num estudo efectuado nos

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Revisão da Literatura

Estados Unidos, Portugal e Irlanda, verificou-se uma percepção negativa das capacidades dos alunos pelos professores mais frequente em Portugal e que tal percepção não estava relacionada com os níveis de realização em testes escolares e em testes de aptidão mental (Fontes e Archer, 1985).

Uma outra dificuldade advém dos estudos que verificaram que a reprovação ou a repetição escolar nem sempre desencadeiam os comportamentos e os resultados esperados de modo à sua justificação como prática educativa (Kamii & Weikart, 1963; Neville, 1967; Camargo, 1975). A par de não conseguir, mesmo após a repetência, o nível de competências dos alunos não reprovados, tal prática favorece o aparecimento de sentimentos pessoais, e nos outros, de incapacidade, de baixa auto-estima e de fracasso generalizado (Camargo, 1975).

Ao mesmo tempo, dizer que a reprovação/repetição eleva o nível do ensino ou obriga os alunos a estudar não corresponde, pelo menos em termos absolutos ou sempre, à verdade. Existem alunos que repetem um mesmo ano de escolaridade sem se motivarem, acabando geralmente por abandonar a escola sem aprenderem o mínimo ou ficarem mais habilitados para a vida. Caricata, ainda, é a situação dos alunos que num ano lectivo reprovaram a determinadas disciplinas enquanto no ano seguinte reprovam de novo e, por vezes, também em disciplinas em que obtiveram aproveitamento no ano lectivo anterior (Almeida, 1983).

2.2.1. CARACTERÍSTICAS DOS ALUNOS

Como refere Benavente (1990, p. 716), existe a teoria dos dotes para quem “O sucesso/insucesso é justificado pelas maiores ou menores capacidades dos alunos, pela sua inteligência, pelos seus «dotes» naturais”.

Alguns psicólogos, segundo Husén (s.d.), citado por Sil (2004), entre os quais, Simon, Terman, Köhler, Jensen, Spearman, Tern, Wechsler, durante a primeira metade do século XX, apontavam o nível de inteligência através do QI, para o relacionar com os níveis de Insucesso. Mas na verdade, nessa época, verificava-se a existência de muitas crianças descendentes de estratos sociais modestos, que apresentavam bons resultados escolares, mas não tinham possibilidades de prosseguirem os estudos.

Normalmente, aponta-se o atraso do desenvolvimento cognitivo, para explicar a falta de sucesso por parte dos alunos (Fontes, s.d.). No entanto, sabe-se que o desenvolvimento destas

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Revisão da Literatura

crianças é normal. Para o mesmo autor, as alterações de comportamento e as características da adolescência, também pode contribuir para os discentes desinvestirem no estudo e praticarem a indisciplina.

Outro facto que surge na literatura tem por base os estereótipos da diferença de género entre os alunos. Num estudo realizado por Saavedra (2001), que analisou a influência do género entre os alunos, concluiu-se que os resultados relativos às diferenças entre rapazes e raparigas, no conjunto global das disciplinas analisadas do 3º Ciclo, o sexo feminino consegue superar os rapazes, excepto na disciplina de Educação Física.

2.2.2. FAMÍLIA E MEIO SOCIAL

Como refere Benavente (1990, p. 716) “O sucesso/insucesso dos alunos é justificado pela sua pertença social, pela maior ou menor bagagem cultural de que dispõem à entrada na escola“.

A sociologia tem feito trabalhos empíricos efectuados em Portugal e noutros países, que referem a existência de uma relação positiva entre a origem social dos alunos e o Insucesso, como confirmam Benavente & Correia (1980).

Os problemas sociais e culturais da família são factores relevantes. Sabe-se que a informação da criança diferirá consoante o nível cultural dos pais (Avanzini, s.d.). De acordo com Rodrigues e Pereira (2004), citados por Cezário (2008), os pais e os professores são promotores do desenvolvimento da criança, para o Sucesso ou Insucesso Escolar, sendo que a família é a primeira responsável pela educação dos filhos (Alves e Leite, 2005).

O Sucesso Escolar, para Fonseca (1984), citado por Salgado (2009), é uma condição do sistema social actual, que guarnece expectações e esperanças familiares. Por vezes, os pais obrigam as crianças a trabalhar para corresponder às suas expectativas, e que trabalhar é para o seu próprio futuro (Avanzini, s.d.). Não é novidade a ligação entre o Insucesso Escolar e os níveis económicos mais desfavorecidos. Geralmente, é reconhecido que os alunos de classes sociais mais desfavorecidas têm atitudes negativas face à escola, demonstrando pouca motivação e dificuldades em realizar com sucesso as tarefas propostas, como menciona Saavedra (2001). Nesta ordem de ideias, a classe social baixa é frequentemente considerada como criadora de situações de risco, pois grande parte das crianças oriundas destes meios sociais económicos e culturais desfavorecidos têm ambientes familiares intelectualmente pouco estimulantes, como afirmam Manning & Baruth (1995), citados por Saavedra (2001).

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Revisão da Literatura

Estudos feitos por sociólogos, apontam inúmeros factores sociais que permitem explicar a problemática da relação Insucesso Escolar/Meio dos discentes (Fontes,s.d.):

 Em famílias mais desfavorecidas, os pais tendem a ser mais autoritários, desenvolvendo nos filhos normas rígidas de obediência. Quando estes chegam à adolescência revelam-se menos preparados para enfrentarem as crises de identidade, na afirmação da sua independência. A instabilidade emocional, traduz-se na ausência de modelos e valores estáveis, levando-os a desinvestir na escola;

 Estes alunos raramente são motivados pelos pais para prosseguirem os seus estudos, pelo contrário, ao mais pequeno insucesso, estes colocam logo a questão da saída da escola, o que explica as mais elevadas taxas de abandono por parte destes alunos;

 Os níveis mais elevados de ensino, exigem um tipo linguagem que estes alunos são obrigados a utilizar, sendo cada vez mais afastada da que utilizavam no seu meio familiar, aumenta-lhes progressivamente as suas dificuldades de compreensão e integração, levando-os a desinteressarem-se pela escola. Para prosseguirem nos estudos são obrigados a renunciarem à linguagem utilizada no seio familiar.

 Os valores culturais destas famílias são, segundo alguns sociólogos, opostos aos que a escola propõe e supõe (mérito individual, espírito de competição, etc). Perante este confronto de valores, os alunos que são oriundos destas famílias estão, por isso, pior preparados para os partilharem, e não se identificam com a vida escolar.

 Entre outras causas, os pais autoritários, conflitos familiares, divórcios litigiosos, fazem parte de uma vasta lista de causas que podem levar a que o aluno se sinta rejeitado, e comece a desinteressar-se pelo seu percurso escolar, adoptando um comportamento indisciplinado. A abdicação dos pais da educação dos filhos é hoje uma das causas mais referidas. Referem ter pouco tempo livre e por isso, não podem dedicar muita atenção à educação dos filhos. Quando se dirigem à escola, raramente é para colaborarem, exigindo eficiência por parte da escola.

Os aspectos culturais, o nível socioeconómico e as atitudes dos pais têm revelado um papel muito importante neste contexto.

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Revisão da Literatura

Segundo estudos do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), a criança, cuja família participa de forma mais directa no quotidiano escolar, apresenta um desempenho superior em relação àquela onde os pais estão ausentes do seu processo educacional. Sabe-se que o acompanhamento feito pelo Encarregado de Educação em parceria com a escola, pode em muito ajudar o aluno a conduzi-lo ao Sucesso.

2.2.3. OS PROFESSORES

Benavente (1976, p. 25), há mais de trinta anos, dizia-nos que “Há que procurar os factores de insucesso na sua estrutura, nos seus programas, na sua organização do ensino, no conteúdo das matérias, nos ritmos de aprendizagem, nos meios pedagógicos utilizados, na formação dos professores, na relação que se estabelece entre professor e aluno”.

Tavares (1994) entende o Insucesso Escolar como uma disfunção a nível de transmissão e da compreensão de uma mensagem. Esta disfunção pode acontecer no sentido do professor para o aluno e deste para o professor, mas o maior responsável será o próprio professor, apesar dessa mesma responsabilidade se poder dissolver noutros agentes educativos e sociais envolventes ao aluno. Fontes (s.d.), mencionou que variadíssimas causas podem conduzir a uma deficiente relação pedagógica, e esta tem uma influência negativa nos resultados. São exemplo de tal relação pedagógica deficiente:

 Os métodos de ensino, recursos didácticos, técnicas de comunicação inadequadas às características da turma ou de cada aluno.

 A gestão da disciplina na sala de aula é outro factor que condiciona bastante o rendimento escolar dos alunos.

 No início dos anos lectivos, alguns professores criam expectativas sobre os alunos que acabam por influenciar o seu desempenho escolar. Seleccionam mentalmente os bons e maus alunos. Estes preconceitos, por vezes inconscientes, prejudicam muitas vezes os alunos sem que os professores se apercebam; outras causas dentro deste contexto serão os métodos de avaliação que variam consoante uma multiplicidade de factores.

No entanto, há determinadas funções que os professores desempenham, além da docência, que são cruciais para o envolvimento e inter-relação do aluno - escola - casa. Trata-se da função do Director de Turma. Através deste cargo pode promover-se um clima favorável à aprendizagem e um conhecimento aprofundado e sistematizado das famílias dos alunos. Pode

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Revisão da Literatura

estabelecer-se uma ligação educativa, onde a sua acção se desenvolve junto de alunos, professores/conselhos de turma, pais, auxiliares de acção educativa e estruturas de orientação (Muñiz, 1982). Além disso, são estes professores que muitas vezes tentam resolver problemas dos alunos, através de reuniões individuais com os Encarregados de Educação. De acordo com Villas-Boas (2000), as reuniões de pais podem ajudar a diminuir a descontinuidade cultural entre a escola e as famílias.

2.2.4. INSTITUIÇÃO ESCOLAR E SISTEMA EDUCATIVO

Benavente & Correia (1980, p. 23) referem que “(…) a escola, com o seu funcionamento e organização, os seus instrumentos pedagógicos e conteúdos a que os professores dão vida; e a escola tributária da política educativa que lhe atribui meios e objectivos”, tem também a sua responsabilidade na problemática do insucesso escolar.

Portanto, não se pode remeter as dificuldades de aprendizagem, apenas para os alunos e o contexto social. Será necessário também rever as condições de ensino bem como “questionar o sistema, a escola e os professores, quanto às suas políticas e práticas” (Almeida, 1998, cit Salgado, 2009).

Segundo Benavente & Correia (1980), a problemática do Insucesso Escolar surgida a partir da década de 70, tem a ver com a própria escola, com os mecanismos que a operam, o funcionamento e organização, onde a diferenciação pedagógica é sublinhada pela teoria socioinstitucional que evidencia o carácter activo da escola na produção do (In)Sucesso escolar dos alunos.

De acordo com Pires (1987), citado por Martins (1993), o Insucesso é referente à desadequação dos conteúdos transmitidos nas escolas, com aspirações dos alunos e a não conjugação destes factores com as necessidades do sistema social/político, cultural e económico. A organização escolar pode contribuir de diferentes formas para o (In)Sucesso dos alunos tendo em conta vários aspectos, de acordo com Fontes (s.d.) podem referir-se os seguintes:

 A qualidade do meio interno que se vive numa organização, é consensual que influencia bastante o comportamento dos seus membros contribuindo para o seu sucesso ou fracasso. O problema é que o clima escolar resulta de uma enorme variedade de factores, sobretudo dos que são de natureza imaterial como as atitudes, esperanças, valores, preconceitos dos professores e alunos, o tipo de

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Revisão da Literatura

gestão, etc, e não tanto do ambiente físico (instalações, localização da escola). O problema é identificar quais são as causas determinantes para um mau clima escolar. É certo que os alunos que trabalham num bom clima tendem a obter melhores resultados que os restantes.

 A organização de turmas demasiado heterogéneas, não apenas dificulta a gestão da aula pelo professor, mas também a sua coesão do grupo, traduzindo-se no incremento de conflitos internos;

 O elevado número de alunos por escola e turma, tendem igualmente não apenas a provocar o aumento dos conflitos, mas sobretudo a diminuir o rendimento individual.

Grácio (1995), cit. por Salgado (2009), refere que o Sistema Educativo privilegia os favorecidos e os desfavorecidos não conseguem ultrapassar o Insucesso Escolar em que se encontram. De facto, os alunos provenientes de meios sociais culturais desfavorecidos são os mais penalizados. Como foi referido anteriormente, é reconhecido que os alunos provenientes de famílias mais desfavorecidas têm atitudes negativas face à escola, revelam pouca motivação e dificuldades em obter Sucesso (Saavedra, 2001).

Segundo Fontes (s.d.), verifica-se uma escassa diversidade das ofertas formativas nos níveis terminais do sistema, em particular no secundário. Quando existem, estão desarticuladas, das necessidades do mercado de trabalho e neste caso, mesmo que o aluno tenha tido êxito no seu percurso escolar, por desajustamento de competências está depois voltado ao fracasso, na sua transição para a vida activa; a elevada centralização do Sistema de Educativo, torna a capacidade de adaptação muito lenta, e acaba por desenvolver irresponsabilidades ou burocracias, ao nível das escolas; a definição de objectivos realistas por parte do Ministério da Educação, ou seja, uma turma composta por alunos reingressados no sistema educativo, o seu patamar inicial de sucesso deverá ser a manutenção na escola e não tanto a obtenção de resultados excelentes/acima da média. Cabe às escolas criarem situações que fomentem primeiramente o gosto pela permanência e, posteriormente a obtenção de bons resultados.

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Revisão da Literatura

2.3 MEDIDAS DE COMBATE AO INSUCESSO ESCOLAR

Os professores são os catalisadores do processo educativo. Mesmo com programas rígidos e desadaptados eles têm sempre algumas hipóteses ou momentos para a sua adequação às características e cultura do aluno. Experiências várias demonstraram, por exemplo, o efeito decisivo das expectativas dos professores em relação aos alunos. Essas expectativas positivas ou negativas, estranhando a comunicação entre ambos e o processo educativo, afectam o desenvolvimento intelectual e o processo escolar dos alunos (Rosenthall & Jacobson, 1986).

Um melhor conhecimento da especificidade experimental de cada aluno, por parte dos professores, poderia ter uma aplicação muito positiva no processo de ensino e de aprendizagem.

Os professores tendem a valorizar a necessidade de conhecerem o contexto social e familiar dos seus alunos, mesmo que nem sempre daí resulte uma verdadeira alteração da sua prática ou algum espaço de individualização educativa.

O sucesso da aprendizagem poderia ser efectivamente ampliado pelo recurso à cultura e às aprendizagens extra-escolares, como reconhecem alguns trabalhos recentes a propósito da melhor realização das crianças dos meios sociais desfavorecidos em tarefas cognitivas ligadas às suas experiências do que nos testes formais, mesmo quando essas tarefas fazem apelo às mesmas funções e estruturas lógico-cognitivas (Carraher, Carraher & Schliemann, 1985; Roazzi, 1987).

A escola deve estar atenta às realidades sociais em que os alunos se encontram inseridos, considerando as diferenças como diferenças e não como deficiências (Benavente, 1988). A sua actuação deve pautar-se pela promoção do indivíduo sem o fazer de uma forma tendenciosa, ou seja, favorecendo um grupo social em relação a outro. Aqui, cada vez mais se contesta o facto de, no Sistema Educativo Português, ser o Ministério a ditar os programas a dar nas escolas do país. Nesta altura, não só se dificulta o atender às realidades socioculturais dos diversos grupos e regiões (Formosinho, 1987).

Outros estudos evidenciam os vários benefícios resultantes de uma maior colaboração entre pais e professores (Becher, 1984; Comer, 1980; Henderson, 1987). Os pais que possuem um maior envolvimento na vida académica dos seus filhos desenvolvem uma atitude mais positiva em relação à escola e tendem a melhorar a relação com os filhos (Becher, 1984). Da

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Revisão da Literatura

mesma forma, quando essa relação tem êxito, evidencia-se uma melhoria no rendimento escolar, a diminuição de faltas e repetências e uma redução dos problemas de mau comportamento (Henderson, 1987; Comer, 1980).

Por outro lado, elos fracos entre a família, a escola e professores despreparados, representam riscos para o desenvolvimento, bem como ao processo ensino-aprendizagem (Lisboa, 2001; Oetting; Donnermeyer, 1988).

Resultados de uma pesquisa com 826 adolescentes espanhóis (Díaz-Aguado, 2000) demonstram o quanto os professores estão carentes de habilidades para manejar as demandas do quotidiano escolar. As conclusões desse estudo evidenciam que os jovens, normalmente, não procuram a ajuda de professores, sendo este preteridos aos amigos e pais.

2.4 A EDUCAÇÃO FÍSICA COMO ESTRATÉGIA DE COMBATE AO

INSUCESSO ESCOLAR

Em relação ao insucesso escolar, a Actividade Física tem um papel significativo no sucesso académico. Foram realizados vários estudos que referem a existência de uma relação entre a Actividade Física e o aumento dos níveis da função mental e da aprendizagem. Nestes mesmos estudos, a pesquisa indica que as escolas que oferecem intensos programas de Actividade Física verificam efeitos positivos quanto à realização académica: aumento da concentração; melhoria da interpretação oral e escrita e verificou-se também uma redução de comportamentos disruptivos (Franklin, 2007; Kolbe et al 1986; Symons et al, 1997).

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3

ME

TODOLOG

IA

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Metodologia

III - METODOLOGIA

3.1. O PROBLEMA E OS OBJECTIVOS DA INVESTIGAÇÃO

O insucesso escolar é uma realidade que afecta as nossas escolas, conforme foi referido antes. Face a esta realidade e dada a formação académica na qual o autor do texto se insere e com base na qual espera vir a desenvolver a sua actividade profissional, achou-se pertinente partir da seguinte questão/problema: Qual a opinião dos alunos acerca do papel da Educação Física no combate ao insucesso escolar?

A presente pesquisa tem dois grandes objectivos. Por um lado, a introdução à familiarização teórica com uma problemática que certamente será vivida profissionalmente enquanto docente: a do insucesso escolar. Por outro, e este é o principal objectivo, pretende-se responder à questão colocada a partir de um estudo empírico.

3.2. CARACTERIZAÇÃO DO CONTEXTO DE INVESTIGAÇÃO

O estudo foi realizado numa escola do concelho de Ponte de Lima, com 1279 alunos e 53 professores, no ano lectivo de 2010/2011. Esta escola tem 6 anos de existência.

Presentemente, esta escola interage com outras instituições na concretização de projectos, nomeadamente com o clube náutico de Ponte de Lima, com a junta de freguesia de Arcozelo, a Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro, o Instituto Português da Juventude, com os serviços de segurança social, as mesmas com que os estagiários dos cursos profissionais.

3.3 PROCEDIMENTO DE RECOLHA DE DADOS

Para definirmos até que ponto a educação física pode constituir uma medida de combate ao insucesso escolar, foi realizado um inquérito por questionário (em anexo) aos alunos da escola referenciada. Constituiu uma preocupação, a realização de um inquérito pouco moroso para o tornar mais acessível aos inquiridos e consequentemente tornar os resultados mais fidedignos.

O questionário é constituído por duas partes. A primeira parte é referente aos dados pessoais dos inqueridos. Na segunda, são feitas questões fechadas, relativamente à relação educação física e o (in) sucesso escolar, havendo uma questão de resposta aberta.

(27)

Metodologia

3.4. AMOSTRA E PROCEDIMENTO DE ANÁLISE DE DADOS

A amostra foi formada por 53 alunos, 28 rapazes e 25 raparigas, que representavam as turmas do núcleo de estágio, 7ºB, 10ºA e 12ºA. Foram seleccionados estes alunos por uma questão de maior facilidade de acesso aos mesmos.

Após a recolha de dados, foi feito o tratamento estatístico com recurso ao programa Microsoft Office 2003 na folha de cálculo do Excel.

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4

RES

ULT

AD

OS

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Resultados

IV. RESULTADOS

Nesta fase serão apresentados os resultados do estudo, começando pelos dados pessoais referentes à amostra seguindo, depois, com o estudo propriamente dito, ou seja, os resultados do questionário aplicados, bem como das respostas abertas dos inquiridos.

4.1. DADOS PESSOAIS

4.1.1. IDADES DOS ALUNOS

:

Dado a amostra ser feita em alunos do 7º, 11ºe 12º anos, há uma discrepância entre os alunos mais novos e os mais velhos, havendo maioritariamente, 75,5%, alunos dentro da dita idade normal dos respectivos anos escolares, ou seja, os restantes são parte dos repetentes existentes na amostra.

(30)

Resultados

Como já foi referido anteriormente, na amostra, 52,8% dos inquiridos são do sexo masculino e 47,2% são do sexo feminino, é de referir um certo equilíbrio a este nível.

4.1.3. ANO DE ESCOLARIDADE QUE FREQUENTAM

Em relação ao ano de escolaridade que frequentam, 39,6% dos alunos frequentam o 7º ano do ensino normal (21 alunos), 33,9% frequentam o 11º (18 alunos) e 26,4% o 12º ano (14 alunos) de Cursos de Educação e Formação (CEF’s)

.

4.1.4. NÚMERO DE VEZES QUE REPROVOU

:

Como podemos reparar, a reprovação, um dos indicadores do insucesso escolar, é uma realidade significativa nesta amostra, dado que em 53 alunos da amostra, 47,8% dos alunos respondeu já ter reprovado no mínimo uma vez, havendo ainda 11,3% dos alunos diz já ter reprovado mais do que uma vez

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Resultados

4.1.5. ANOS EM QUE OS ALUNOS REPROVARAM

:

Aos alunos que responderam já ter repetido de ano, foram feitas outra pergunta, neste caso, “em que ano repetiram?” da qual obtivemos os resultados expressos no gráfico 5. É de realçar que desde muito cedo o insucesso escolar está inserido na vida dos nossos alunos, havendo reprovações no 1º ciclo de 28% dos alunos. No 2º ciclo ocorreram 16% dos casos de reprovação. Já no 3º ciclo é onde ocorreram o maior número de reprovações, 80%, sendo que metade deste número de reprovações ocorreu no 9º ano de escolaridade. Havendo ainda um único caso de reprovação no 10º ano.

4.1.6 PRINCIPAL MOTIVO DA REPROVAÇÃO

A outra questão, de resposta aberta, efectuada aos alunos que responderam já terem reprovado de ano foi “Qual o principal motivo por terem reprovado?” onde se evidencia a falta de estudo,56%, e a reprovação por faltas, 16%, que derivam ambas da falta de interesse pela escola.

(32)

Resultados

4.1.7. DISCIPLINAS PREFERIDAS POR ORDEM DE INTERESSE

Em seguida foi questionado aos alunos quais eram as três disciplinas preferias, sendo que 45,3% têm Educação Física como disciplina preferida. Já Educação Física como segunda opção responderam 28,3% dos inquiridos, sendo que os restantes 26,4% não têm Educação Física como sendo das suas disciplinas preferidas. É de referir que os resultados que não se encontram aqui referidos, das outras disciplinas, não são relevantes para o estudo.

4.2. OPINIÃO DOS ALUNOS SOBRE O INTERESSE NA EDUCAÇÃO

FÍSICA

4.2.1. O GOSTO PELA EDUCAÇÃO FÍSICA:

Em relação ao gosto pela Educação Física, a esmagadora maioria (90,6%) dos alunos responderam que gostam, os restantes 9,4% responderam não gostar nem desgostar.

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Resultados

4.2.2. GOSTO DA EDUCAÇÃO FISICA PORQUE:

Dos que responderam gostar, foi feita uma questão de resposta aberta, a maioria, 41,7%, respondeu por gostarem de fazer desporto. Em seguida com menos de metade das respostas, aparecem 18,7% dos alunos a responderem que gostam por ser divertido.

4.3. EFEITOS DA EDUCAÇÃO FISICA NOS ALUNOS

4.3.1 PASSAM A CONHECER MELHOR OS COLEGAS:

Os alunos, na sua maioria, 83%, responderam concordo e concordo totalmente em relação a passarem a conhecer melhor os colegas através da disciplina de Educação Física. Apenas 1,8 dos alunos é que não concorda, os restantes alunos, 13,2%, têm opinião neutra em relação à questão.

(34)

Resultados

4.3.2. APRENDEM REGRAS SOCIAIS DE COMPORTAMENTO:

Apenas 1,8% dos alunos, um aluno, concorda totalmente com a questão, havendo ainda 16,9% que concordam. 62,3% não concordam nem discordam e 18,9% não concordam.

4.3.3 PASSAM A GOSTAR MAIS DA ESCOLA

:

A maioria, 58,5%, dos inquiridos concordam e concordam totalmente. Os que têm opinião neutra, ou seja, não concordam nem discordam, apresentam uma percentagem de 24,5. Não Concordam 16,9% dos inquiridos.

(35)

Resultados

4.3.4. PASSAM A GOSTAR MAIS DOS PROFESSORES:

Na opinião dos inquiridos, 37,8% concordam com o facto de que através da Educação Física passam a gostar mais dos professores. 20,8% concordam totalmente e 15,1% não concordam, os restantes, 26,3% não concordam nem discordam.

4.3.5. PASSAM A GOSTAR MAIS DAS OUTRAS DISCIPLINAS

:

À questão em que relacionava a Educação Física com as outras disciplinas, no caso se passavam a gostar mais das outras disciplinas através da Educação Física, 41,5% têm opinião neutra. 13,2% dos inquiridos não estão de acordo com a afirmação. Os alunos que

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Resultados

concordaram/concordam totalmente foram de 45,3%. Ou seja, em conjunto as respostas positivas a esta questão representam as respostas mais dadas.

4.3.6. DEIXAM DE PENSAR EM ABANDONAR A ESCOLA:

Quanto à disciplina de Educação Física proporcionar um gosto pelos estudos, ou seja, fazer com que os alunos deixem de pensar em abandonar a escola, 35,9% da amostra responderam que não concordam. Não concordo nem discordo teve 24,5% da escolha dos alunos. 37,7% responderam que concordam e concordam totalmente.

4.3.7. PASSAM A COMPREENDER MELHOR A MATÉRIA DAS

OUTRAS DISCIPLINAS:

(37)

Resultados

A opção que teve mais respostas foi a opção neutra com 35,8%, seguida da opção concordo com 30,2% dos alunos a responderem que concordavam. 20,8% responderam que não concordavam e apenas 13,2% concordam totalmente.

4.3.8. PASSARAM A TER MELHORES RESULTADOS ÀS OUTRAS

DISCIPLINAS:

Nesta questão é de notar um certo equilíbrio nas respostas dos inquiridos, Como se pode ver no gráfico, 47,2% responderam as opções concordo totalmente e concordo sendo que os restantes, 52,8%, responderam não concordar nem discordar 24,5% e, 28,3% não concordam.

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5

DISCUSS

ÃO

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Discussão

V. DISCUSSÃO

Este estudo surgiu para definir até que ponto a Educação Física pode constituir uma medida de combate ao Insucesso Escolar. Após a análise pormenorizada dos inquéritos, preenchidos pelos alunos de uma escola do Concelho de Ponte de Lima, fez-se a interpretação dos resultados obtidos nomeadamente no papel da Educação Física para o Sucesso Escolar

Relativamente à questão da Educação Física como factor de socialização e de integração dos alunos, verificou-se que grande parte dos alunos concorda que passam a conhecer melhor os colegas. De facto, são vários os autores, Morouço (2008); Neira (s.d.); González (2001), que mencionam como sendo ponto assente, que através do desporto e da Educação Física em concreto, as crianças e jovens desenvolvem a sua formação social. Incrementa regras e valores sociais de cooperação, lealdade, respeito mútuo, solidariedade, fair-play, entre outros. Além disso, as Actividades Físicas e Desportivas poderão ajudar a derrubar barreiras culturais entre populações diferentes, como afirma Pereira (2004), citando Neira (s.d.).

Quanto às questões de os alunos passarem a gostar mais da escola, ou dos professores em geral, as opiniões foram positivas, a maioria assinalou a opção concordo com a questão. Sabe-se que a promoção de actividades desportivas na escola vão alegrar e despertar mais interesse nos alunos, como explica Bento (1995), que refere que a escola necessita de entusiasmo e isso pode acontecer, por exemplo, através de torneios dentro da própria escola, ou com outras instituições escolares. Se a escola proporcionar condições para o desenvolvimento de eventos desportivos, entre alunos e professores, poderá melhorar a relação entre estes, e consequentemente, os alunos criarem uma certa empatia e passarem a gostar mais dos professores em geral, e a estarem mais motivados para as outras disciplinas. Na perspectiva dos inquiridos, houve opiniões equilibradas. Salienta-se, em relação ao gostar mais das outras disciplinas, com resposta neutra 41,5%. No entanto, 45,3%dos alunos manifestaram uma versão positiva, assinalando as opções concordo/ concordo totalmente.

Após a análise das percepções dos alunos, quanto à Educação Física desenvolver mais capacidades para compreender melhor as outras disciplinas, as respostas voltaram a ser equilibradas, em que cerca de 43,4% concordam/concordam totalmente com a questão, 35,8% são neutros, ou seja, não concordam nem discordam e os restantes 20,8% não estão de acordo, havendo ainda a questão dos resultados, em que 47,2% dos discentes concordam/concordam totalmente que através da Educação Física passaram a ter melhores resultados em outras

(40)

Discussão

disciplinas, discordando apenas 28,3%, e 24,5% não concordam nem discordam. Como menciona Dubow e Kelly (2003), citados por Salgado (2009), a Actividade Física tem um impacto relevante a nível psicológico, pois estimula sensação de bem-estar, reduzindo a ansiedade e depressão, aumentando desta forma a predisposição das actividades diárias de uma forma agradável.

Num estudo realizado por Cezário (2008), confirma-se através de testes psicomotores, que os discentes que praticavam Actividade Física, apresentaram um melhor desempenho motor e na comparação com as notas escolares, estes possuíam uma melhor média.

De acordo com vários autores, tais como Coltman e Berchtold (2002); Rogers et al (1990), citados por Salgado (2009), a prática de Actividade Física tem benefícios sobre a função cerebral, contribuindo positivamente para o desenvolvimento da função cognitiva.

Estudos realizados por Witek (s.d.), vêm confirmar que a prática da Educação Física, proporciona uma boa circulação sanguínea e consequentemente, maior oxigenação do sangue, podendo fortalecer determinadas áreas específicas do cérebro que conduz a uma boa capacidade de memorização, como afirma Symons, et al (1997), citados por Salgado (2009).

Na verdade, de acordo com pesquisas feitas por Salgado (2009), constata-se que a Actividade Física melhora a memória (Hillman, 2005), promove a vascularização cerebral (Black et al, 1990), estimula a neurogénese, melhora a aprendizagem (Buck et al, 2008), e é responsável pela melhoria do rendimento escolar em crianças (Castelli et al, 2007). Existem inúmeros estudos, citados anteriormente, que confirmam que as Actividades Físicas e Desportivas proporcionadas pela Educação Física trazem efeitos positivos quanto ao rendimento escolar, ou seja, que levam a um aumento da concentração, uma melhoria da interpretação oral e escrita e do cálculo matemático, como refere Salgado (2009).

É ainda de salientar que, num tema importante como é o abandono escolar, houve respostas equilibradas. No que toca ao ponto “Através da Educação Física deixei de pensar em abandonar os estudos”, 37,7% concorda/concorda totalmente, 35,9% não concordam e 24,5% não concordam nem discordam.

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CONC

LUSÕE

S

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Conclusões

VI. CONCLUSÕES

O objectivo fundamental do estudo em causa centrou-se em analisar se a Educação Física podia ser considerada uma medida de combate ao insucesso e abandono escolar. Para um conhecimento mais aprofundado e com resultados mais concretos, seria pertinente a implementação deste estudo em várias escolas, e em vários pontos distintos de Portugal, no sentido de obtermos uma representação mais completa e fidedigna, mas devido a algumas limitações na concretização deste estudo, como por exemplo o seu limite de tempo, foi apenas possível analisar uma escola, assim sendo os resultados obtidos não poderão ser vistos de uma forma generalizada, mas sim particular.

É de referir que a Educação Física é a disciplina de maior interesse por parte dos alunos. Atendendo à complexidade do problema do Insucesso Escolar, será difícil delinear receitas simplistas no combate a este problema. O Insucesso Escolar é um fenómeno educacional e social complexo, com causas profundamente interrelacionadas, como afirma Ponte (s.d.). É preciso conhecer e respeitar os factores que conduzem ao Insucesso do aluno e considerá-los na resolução do problema. Segundo Formosinho (s.d.), as causas do Insucesso Escolar podem centrar-se na falta de interesse dos alunos, no ambiente restrito do seio familiar, a nível da sociedade à qual pertence, a nível da própria escola e do Sistema Educativo.

Os objectivos da Educação Física assim como qualquer Actividade Física, para além dos tradicionais efeitos sobre os sistemas cardiovasculares, respiratórios e musculares, como indicam Vancini et al (2008), vão trabalhar de uma forma harmoniosa o corpo e a mente, contribuindo para um melhor equilíbrio físico, psicológico e cognitivo do aluno. Assim, a Educação Física, enquanto área curricular, estabelece relações com os que com ela partilham, os contributos fundamentais, para a formação dos alunos ao longo da sua escolaridade. A acrescentar às suas finalidades e objectivos específicos, a Educação Física, contribui igualmente para o desenvolvimento pessoal e social das crianças e adolescentes.

Os discentes que colaboraram no preenchimento dos inquéritos foram unânimes em considerar a disciplina de Educação Física como factor de socialização e integração do aluno no meio escolar. No que diz respeito ao papel da disciplina para a obtenção do Sucesso Escolar, as opiniões foram divergentes, no entanto, 47,2% estão de acordo com a questão. Resumindo:

(43)

Conclusões

 A Educação Física pode ser vista, na opinião dos alunos, como uma medida de integração e socialização, o que corresponde ao sucesso escolar na componente socializadora do acto educativo;

 A Educação Física implementa nos alunos um aumento do interesse pela escola;  A Educação Física como uma medida de combate ao abandono escolar;

 Destas formas de representação do sucesso escolar, tanto ao nível da integração e socialização, ao nível do interesse pela escola, do combate ao abandono escolar e ao nível da instrução e conhecimentos, os resultados obtidos, nos alunos que já tiveram insucesso escolar, reforçam de uma maneira significativa a constatação de que a Educação Física pode ser encarada como uma medida de combate ao insucesso e abandono escolar.

Na globalidade dos alunos, as opiniões analisadas, são maioritariamente representações positivas, podemos verificar assim, que duma forma global os alunos analisados concluem que a Educação Física pode ser considerada como factor potenciador de sucesso escolar.

Com este trabalho, adquire-se a certeza de que é urgente estar atento aos problemas referidos e que a Disciplina de Educação Física pode contribuir como estratégia de combate ao Insucesso Escolar.

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LIMITA ÇÕE S E I NV E S TIGAÇÕE S FUTU RA S

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Limitações e Investigações Futuras

VII. LIMITAÇÕES E INVESTIGAÇÕES FUTURAS

A investigação baseou-se em questionários, pelo que os nossos resultados são limitados aos participantes investigados. Por isso, para futuros trabalhos podem testar hipóteses que podem ser desenvolvidas a partir dos resultados da nossa investigação e tentar validar e/ou generalizar as conclusões obtidas, partindo de uma mostra que seja representativa. Consideramos ainda que também seria interessante investigar separadamente os alunos que, concordavam e não concordavam, que a Educação Física seria de factor de combate ao insucesso escolar, que através da Educação Física passaram a obter melhor resultados nas outras disciplinas, a gostar mais das outras disciplinas e que deixaram de pensar em abandonar a escola. Aí veríamos a investigação a longo prazo e não limitados a opiniões pessoais de concordo/não concordo nem discordo/não concordo!

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REFE RÊNC IAS BIBL IO GRÁF ICAS

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Referências Bibliográficas

VIII. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ANEXOS

ANEXOS

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

2º Ciclo em Ensino de Educação Física dos Ensino Básico e Secundário

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Agrupamento de Escolas de Arcozelo – Ponte de Lima

No âmbito do Mestrado em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, ministrado na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, pedimos a vossa colaboração no preenchimento deste inquérito, que visa identificar factores de combate ao insucesso escolar através da disciplina curricular de Educação Física, nos alunos do Agrupamento de Escolas de Arcozelo – Ponte de Lima.

______________________________________________________________________

Questionário aos alunos

I.

Dados Pessoais:

Idade: ____________________________________________________________ Sexo: Feminino Masculino

Ano escolar: _______________________________________________________

II.

Percurso Escolar:

III.

Opinião dos alunos sobre o interesse da Educação Física:

Já reprovaste?

Sim Não

Se sim :

Quantos anos reprovaste: _____________________________________________ Em que ano: ________________________________________________________ Principal motivo: ____________________________________________________

De todas as disciplinas que já tiveste indica as 3 que mais gostaste por ordem de interesse: 1ª _________________________________________________________________ 2ª _________________________________________________________________ 3ª _________________________________________________________________

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Agrupamento de Escolas de Arcozelo – Ponte de Lima

Gostas de Educação Física?  Sim  Não

 Nem gosto nem desgosto  Não responde

Se Sim diz brevemente porquê?

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

Através da Educação Física:

Relativamente a cada item, assinala com x a resposta que melhor corresponde à tua opinião.

Nota:

1 - Concordo totalmente; 2 – Concordo; 3 - Não Concordo/Nem discordo; 4 - Não

Concordo.

1

2

3

4

Passei a conhecer melhor os meus colegas Integrei-me melhor na escola

Aprendi regras sociais de comportamento (respeitar o colega...) Passei a gostar mais da escola

Passei a gostar mais dos professores Passei a gostar mais de outras disciplinas Deixei de pensar em abandonar os estudos

Consigo compreender melhores matérias de outras disciplinas Passei a ter melhores resultados noutras disciplinas

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Referências

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