Sepse
Sepse
Bacteremia Sepse Sepse Severa Saudável infecção Choque SépticoDoença manifesta
Introdução
•
Sepse é uma grande preocupação de saúde pública.
•
EUA (2011) US $ 20 bilhões (5,2%) do total dos custos
hospitalares.
•
A incidência de sepse está aumentando.
•
Sepse é a principal causa de mortalidade e doença crítica
Introdução
•
Sepse:
•
Condição clínica grave.
•
Deve-se agir rapidamente.
Elevada Mortalidade Diagnóstico Rápido Tratamento Rápido
Epidemiologia
• USA >700.000 casos/ano de sepse;
• 2/3 casos doença de base;
• Sepse: contribui para >200.000 casos de óbitos;
• Aumento da incidência:
• Idade;
• Doenças crônicas;
• AIDS;
• Tratamentos médicos;
• Procedimentos médicos;
• Ventilação mecânica.
Sepse
•Definições:
• Bacteremia: bacteria presente no sangue (cultura)
• Pode ser transitória ou associada a sepsis
• Sepse: SIRS + evidência de infecção
• SIRS (2 ou + dos ítens a seguir):
• Febre ou hiportermia (T> 38oC ou T< 36oC) • Taquicardia (FC>90bpm)
• Taquipnéia (FR>20ipm) ou PaCO2 < 32 mmHg
• Leucocitose (GB> 12.000) ou Leucopenia (GB<4000 cel/ml) ou Formas jovens circulantes (desvio a esquerda)
Sepse
• Definições:
• Sepse Severa: (Sepse + sinais de falência de órgão) +
• Presença de 1 ou mais dos seguintes:
• Hipotensão
• Confusão mental • Oliguria
• Hipoxemia (sem causa respiratória) • Acidose metabólica (lática)
• Coagulação intravascular dissseminada (CID) • Disfunção hepática (sem causa que explique)
Sepse
• Definições:
• Choque séptico: (Sepse severa + hipotensão)
• Apesar da reposição de volume
Bacteremia Sepse Sepse Severa Saudável infecção Choque Séptico
MORTALIDADE
Chest 1992;101:1644.
•
Definição de Sepse:
• Disfunção orgânica causada por uma resposta do hospedeiro
desregulada à infecção.
•
Esta nova definição:
• Enfatiza a resposta desregulada do hospedeiro à infecção.
• Letalidade potencial que é consideravelmente superior a uma
infecção simples, e a necessidade de reconhecimento urgente.
Definição sepse: Quick SOFA
•
qSOFA:
• Frequencia respiratória: > 22ipm
• Alteração do nível de consciência.
• Pressão Arterial Sisistólica < 100 mmHg
Definição de sepse: SOFA
Choque séptico
Critérios clínicos para identificar com choque séptico:
• Hipotensão (<65mmhg):
Comprometimento cardiovascular• Necessidade de terapia vasopressora
• Dose, tempo, número de drogas, etc...
• Hiperlactatemia:
(> 2 mmol /dL)Agentes envolvidos na sepse grave
Bactéria Gram-negativa
40%
Bactéria Gram-positiva
31%
Fungos
6%
Polimicrobiana
16%
Patógenos clássicos
< 16%
Sands,KE et al. JAMA 1997
Identificação do agente etiológico
Condições que podem predispor infecções com
cultura positiva
Agente
Condição
Bactérias gram-negativas
Diabetes Melito Doenças linfoproliferativas Cirrose hepática QueimadurasProcedimentos e dispositivos invasivos Neutropenia
Sonda vesical
Doença diverticular do cólon
Munford,RS. In: Mandell GL, Douglas Jr RG, Bennett JE, eds. Principles and practice of infectious diseases. 7ª edição.
Condições que podem predispor infecções com
cultura positiva
Agente
Condição
Bactérias gram-positivas
Cateter intravascular
Procedimentos e dispositivos invasivos Queimaduras
Neutropenia
Infecção por bactérias produtoras de superantígenos (ex: S. pyogenes)
Fungos
NeutropeniaUso de antibióticos de amplo espectro
Munford,RS. In: Mandell GL, Douglas Jr RG, Bennett JE, eds. Principles and practice of infectious diseases. 7ª edição.
Reações imunológicas Reações fisiológicas
Homeostase
Fisiopatologia
SEPSE CHOQUE
Reações imunológicas
Reações fisiológicas
Fisiopatologia
•
Incapacidade
de
contenção
do
processo
infeccioso primário.
•
Fatores relacionados ao agente infeccioso:
• Carga infectante.
• Produção de superantígenos.
• Resistência à opsonização e fagocitose.
Fisiopatologia
Imunidade inata:
• Reconhecimento de antígenos bacterianos. • Receptores de reconhecimento de padrões.• Produção de citocinas inflamatórias.
Cruvinel.WM, et al. Rev Bras Reumatol 2010
Fisiopatologia
Imunidade adaptativa
Proliferação de linfócitos B: Produção de anticorpos Proliferação de linfócitos T CD4+ Perfil TH1 TNF-α Interleucina 1-β Perfil TH2 IL-4 IL-10RESPOSTA IMUNE
DISTÚRBIOS NA COAGULAÇÃO
Pró-coagulantes Anticoagulantes
Fisiopatologia
Deposição fibrinas Trombose CIVD Prejuízo da função da proteína C, S e aumento do nível ativador de plasminogêneoRESPOSTA INFLAMATÓRIA
Fisiopatologia
• Citocinas e outros mediadores >fluxo sangue
>permeabilidade quimiotaxia
Fisiopatologia
Disfunção de múltiplos órgãos e choque:
Ativação dos fatores de coagulação
Oxigenação
tecidual
prejudicada
> Permeabilidade vascularInjúria endotelial
Adesão de neutrófilosCHOQUE CIRCULATÓRIO
TAQUIARRITMIAS BRADIARRITMIAS VDF - VSF CHOQUE CARDIOGÊNICO CHOQUES HIPOVOLÊMICO E OBSTRUTIVO CHOQUE DISTRIBUTIVO PA = DC x RVS FC x VS PRÉ-CARGA CONTRATILIDADE Willian,F.Y.Jr.,MD. Shock.Current Diagnosis & Treatment Emergency Medicine. USA: 2008: 160 -166.
Legenda
• PA (presão arterial) • DC: débito cardíaco
• RVS: resistência vascular sistêmica • FC: frequencia cardíaca
• VS: volume sistólico
• VDF: volume diastólico final • VSF: volume sistólico final
Manifestação clínica
•
Secundárias a inflamação:
• Febre ou hipotermia. • Taquicardia. • Taquipnéia. • Hipotensão. • Oligúria.Manifestação clínica
•
Disfunção Cardiovascular:
• Hipovolemia:
• redução da resistência vascular periférica = vasodilatação
• perda de líquido para o extra vascular= aumento da
permeabilidade vascular.
Manifestação clínica
•
Disfunção Pulmonar:
• Lesão do endotélio vascular pulmonar:
• Edema intersticial.
• Alteração do equilíbrio entre ventilação e perfusão
pulmonar.
• Hipóxia refratária.
• Queda da PaO2.
Manifestação clínica
•
Disfunção Renal:
• Baixa perfusão leva a isquemia e dano tubular renal:
• Oligúria progressiva.
• Aumento da creatinina.
• Necrose tubular aguda.
• Necessidade de diálise.
Manifestação clínica
•
Disfunção Neurológica:
• Diferentes graus de alteração no nível de
consciência:
• Estado confusional leve.
• Estupor.
• Coma.
Manifestação clínica
•
Disfunção Hematológica:
• Leucocitose ou leucopenia.
• Desvio a esquerda.
• Anemia progressiva (redução de eritropetina).
• Trombocitopenia.
Tratamento
•Abordagem precoce.
•Suporte hemodinâmico.
•Suporte respiratório.
•Tratamento da infecção:
• Sistêmico
• Local.
Tratamento
•
Cobertura empírica rápida:
• Idealmente durante a 1ª hora.
• Coleta de culturas.
• Antibioticoterapia:
• Sepse grave ou choque séptico
• Considerar:
• Foco infeccioso
• suscetibilidade dos patógenos
• Infecções prévias
• uso recente de antimicrobianos
SITIO DE INFECÇÃO AGENTE PROVÁVEL EPIDEMIOLOGIA PENETRAÇÃO NOS TECIDOS TOXICIDADE - POSOLOGIA CUSTO
Tratamento
Escolha do Antimicrobiano
Tratamemto
Tratamento
•
Terapia nutricional:
• Enteral.
•
Controle glicêmico:
• manter a glicemia ≤ 180 mg /dl.