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PROJETO PROVEDOR DE INFORMAÇÕES SOBRE O SETOR ELÉTRICO

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Academic year: 2021

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PROJETO PROVEDOR DE INFORMAÇÕES SOBRE

O SETOR ELÉTRICO

RELATÓRIO MENSAL ACOMPANHAMENTO DE CONJUNTURA:

GÁS E TERMOELÉTRICAS

OUTUBRO DE 2012

Nivalde J. de Castro Maria Saboia

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ÍNDICE

OFERTA DE GÁS NATURAL: DESCOBERTAS, EXPLORAÇÃO E PRODUÇÃO ... 4

DESCOBERTAS ... 4

PRODUÇÃO ... 4

CONSUMO DE GÁS NATURAL ... 6

IMPORTAÇÃO DE GÁS NATURAL ... 7

PREÇO E COMERCIALIZAÇÃO DE GÁS NATURAL ... 8

GERAÇÃO DE ENERGIA TERMOELÉTRICA ... 9

ASPECTOS INSTITUCIONAIS, REGULATÓRIOS E AMBIENTAIS ... 11

6.1 - PRONUNCIAMENTOS DE ÓRGÃOS PÚBLICOS ... 11

6.2- FINANCIAMENTOS ... 12

6.3- FUSÕES E AQUISIÇÕES ... 12

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SUMÁRIO EXECUTIVO

Este relatório está esquematizado em grupos de assuntos relacionados ao setor de Gás e às usinas termelétricas. São eles: i) oferta de gás natural; ii) consumo de GN; iii) importação de GN; iv) preço e comercialização do gás; v) geração termoelétrica e; vi) aspectos institucionais, regulatórios e ambientais. Estes grupos possuem subgrupos nos quais tornam o relatório ainda mais fácil para a busca encadeada dos fatos durante o mês.

No primeiro tópico, no qual se relacionam as principais informações veiculadas sobre ofertas de gás natural, encontram-se as divisões Descobertas e Produção. Destacam-se a produção de gás da Petrobras a produção de gás natural na camada do pré-sal no mês de agosto, registrada pela ANP.

O segundo tópico é sobre o consumo do gás natural. Neste mês, foi divulgado pela Abegás o consumo de GN no mês de setembro, que foi de 63, 8 mi de m³/dia, a maior média alcançada pelo setor desde 2010.

O terceiro tópico apresenta os dados acerca da importação de gás natural. Para este mês, é apresentado o histograma com o volume de importação de gás natural de outubro de 2011 à setembro de 2012. Aqui se ressalta que no mês de outubro, foi importado da Bolívia, o limite máximo permitido, alcançando 30.8 MMmcd.

O quarto tópico cita as principais informações veiculadas sobre preços e a comercialização do gás natural. Nessa parte, destaca-se o recorde no volume de entrega de gás natural da Petrobras.

O quinto tópico é reservado a informações do setor de geração de energia termelétrica. Neste tópico são apresentados dois gráficos referentes à parcela do setor termelétrico quanto a sua capacidade instalada assim como a subdivisão dos tipos destas termelétricas. Além da situação da matriz energética, destaca-se a determinação da ONS de despachar 2.100 MW de termelétricas a óleo a partir do dia 18 de outubro, devido ao baixo nível dos reservatórios. No sexto e último tópico abordam-se fatos ligados a aspectos institucionais, regulatórios e ambientais. Destaca-se o contrato assinado entre a Petrobras e o Japan Bank for International

Cooperation (JBIC) para financiamento de até US$ 1 bilhão com o, que será empregado em

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OFERTA DE GÁS NATURAL: DESCOBERTAS, EXPLORAÇÃO E

PRODUÇÃO

DESCOBERTAS

Em meados do mês de outubro, a Petrobras divulgou resultados preliminares de perfurações no poço Júpiter Nordeste, na Bacia de Santos, que confirmaram a presença de gás natural e condensado. Segundo comunicado, a Petrobras identificou uma coluna de 176 metros de petróleo, em rochas “com excelentes características de permeabilidade e porosidade”. A perfuração do poço, ainda em andamento, chega a 5.438 metros. O Júpiter Nordeste está localizado no bloco BM-S-24, de águas ultraprofundas. A profundidade de água é de 2.161 metros e o bloco fica a 275 quilômetros de distância do litoral do Rio de Janeiro.

PRODUÇÃO

A produção de gás natural nos campos nacionais aumentou 7,4% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado e 0,7% se comparada com julho. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queima de gás natural teve redução de 21% em relação a agosto de 2011 e ficou estável na comparação com o mês anterior. A produção média de petróleo do Brasil foi de aproximadamente 2,006 milhões de barris diários, com queda de 2,2% na comparação com agosto de 2011 e de 0,8% em relação ao mês anterior.

No mês, o maior produtor de gás foi o Campo de Manati, no litoral da Bahia, com produção média de 6,7 milhões de m³. O aproveitamento do gás natural na fase de produção foi de 95,2%. O Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, foi o segundo maior produtor de gás natural, totalizando 312,8 mil boe/d. A produção média do pré-sal em agosto foi de 203,2 mil boe/d, sendo 168,6 mil bbl/d de petróleo e 5,5 mi de m³ de gás natural. Apesar da queda de 2,7% em relação ao mês anterior, esse foi a segunda maior produção do pré-sal, perdendo apenas para julho.

O alto nível da exploração do pré-sal, especialmente na Bacia de Santos, tem surpreendido a Petrobras. Os primeiros quatro poços do campo gigante de Lula, por exemplo, estão produzindo 50% a mais do que o previsto. Em Santos, o índice de sucesso é de 90%, contra os cerca de 30% da média mundial. Apenas os recursos da área da cessão onerosa e o potencial recuperável dos dois campos do pré-sal que a Petrobras declarou comercialidade à ANP equivalem a tudo o que a companhia produziu desde sua fundação, em 1953. São 15,4 bi de barris. Os quatro campos de Lula chegaram à meta esperada para seis poços: 100 mil barris

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por dia. Em quatro anos, a produção acumulada no pré-sal de Campos e Santos superou 100 milhões de barris de óleo equivalente.

Já a produção de óleo e gás da Petrobras no terceiro trimestre caiu 2,27% na comparação com igual período do ano passado, para 2,281 mi de BOE/dia, contra 2,334 mi de BOE/dia entre julho e setembro do ano passado. A produção apenas de petróleo ficou em 1,904 mi de barris/dia, 3,74% abaixo dos 1,978 mi de barris/dia do terceiro trimestre do ano passado. Nos nove primeiros meses do ano, a produção de óleo e gás foi de 2,347 mi de BOE/dia, uma queda de 1% frente aos 2,363 mi de BOE/dia do período janeiro-setembro de 2011.

De acordo com a companhia, a redução de 1% na produção do ano ocorreu principalmente devido às paradas operacionais, que foram compensadas em parte pelo aumento da produção nos campos de Uruguá e Lula e pelo início da produção dos campos de Tambaú e Baleia Azul. O custo de extração da companhia nos campos brasileiros subiu 15% entre o segundo e terceiro trimestres do ano, passando para US$ 15,42 por barril.

Em relação ao futuro, a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, afirmou que a produção de gás no Brasil poderá praticamente dobrar até 2020, atingindo até 120 mi de m³/dia. Segundo a diretora, o Brasil poderá ofertar entre 100 mi e 120 mi m³/dia em 2020. A produção atual é de 66 mi de metros cúbicos diários, segundo a executiva da ANP.

Abaixo se encontra uma análise gráfica da produção nacional de gás natural de setembro de 2012 a outubro de 2011, com destaque para a produção do mês de setembro, que marcou 2.152.215 10³m³, o que representa queda de 2,7% em relação à produção de 2.212.626 10³ m³ do mês de agosto.

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CONSUMO DE GÁS NATURAL

O consumo médio de gás natural no mês de setembro foi de 63, 8 mi de m³/dia, a maior média alcançada pelo setor desde 2010. De acordo com o levantamento divulgado pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), na comparação com mesmo mês do ano anterior houve um amento de 32,8%. A demanda pelo insumo em setembro foi puxada pelo acionamento das termelétricas, causado pelo baixo nível dos reservatórios do Nordeste, que consumiram 20,6 mi de m³/dia, um volume 124% maior em relação ao mês anterior.

A região Sudeste continua sendo a região que mais consome gás natural no país, com 42,5 mi de m³/dia em setembro. Na sequência, está a região Nordeste com 10,4 milhões m³/dia e Sul com 6,8 milhões. Já as Regiões Centro-Oeste e Norte consumiram, respectivamente, 1,2 milhões m³/dia e 2,6 milhões m³/dia.

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IMPORTAÇÃO DE GÁS NATURAL

Abaixo, é possível analisar graficamente o nível de importação de gás natural de setembro de 2012 a outubro de 2011. Aqui se destaca o aumento na importação no mês de setembro, quebrando a sequência de baixa dos meses anteriores. O mês de setembro apresentou volume de gás natural importado de 1.251.750 10³ m³, aumento de 74,5% em comparação com os 717.304 10³ m³ importados em agosto.

FONTE: DADOS ESTATÍSTICOS MENSAIS DA ANP

O secretário de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis do MME, Marco Antonio Martins Almeida, expressou preocupação com o fato dos contratos de importação de gás natural da Bolívia vencerem em 2019. Ele ressaltou que da oferta total de 180 mi de m³/dia no país, 71 mi são importados, dos quais 30 mi são da Bolívia. De acordo com Almeida, a oferta de gás em 2020 em diante não é absolutamente segura, depende da existência de gás da Bolívia. O secretário ressaltou que são necessárias novas descobertas no país vizinho para que os contratos sejam cumpridos a partir da próxima década. Segundo ele, as reservas bolivianas provadas não dão conta de Brasil, Argentina e do mercado interno deles.

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PREÇO E COMERCIALIZAÇÃO DE GÁS NATURAL

Em meados do mês de outubro foi divulgado um amplo estudo realizado pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). De acordo com o estudo, o Brasil tem o oitavo maior preço de gás natural do mundo, em uma lista de 46 países pesquisados. Paga-se uma tarifa média de US$ 9 por mi de BTU e tarifa final de cerca de US$ 13. De acordo com o trabalho, caso o preço final chegasse a US$ 7, a demanda da indústria poderia chegar à marca de 137 mi de m²/dia em 2025. O sistema de reajustes aplicados pela Petrobras às distribuidoras estaduais está na contramão da tendência mundial e foi atrelado às variações do petróleo, mesmo após as descobertas do pré-sal e a diminuição da dependência do gás boliviano. Chama ainda mais atenção a perda de competitividade de setores que usam o gás como insumo em seus processos produtivos. A balança comercial dessas indústrias saiu de um superávit de US$ 5 bilhões em 2005 para um déficit de US$ 15,8 bilhões em 2011. O estudo demonstra que a produção nacional de gás pode subir dos atuais 42 mi para 144 mi de m3 /dia.

Quanto a oferta de gás da Petrobras, houve um disparou de 40% no mês de outubro em relação ao mesmo período do ano passado, puxada pela grande demanda das térmicas para geração de energia elétrica, num momento em que essas usinas são acionadas para suprir a menor produção nas hidrelétricas. Dados da estatal mostram que as vendas médias diárias subiram para 90,1 mi de m³/dia neste mês, ante 64,4 mi de m³/dia em outubro de 2011. Segundo a empresa, só foi possível atender à alta recorde de demanda graças ao aumento da produção nacional, em especial nos campos da bacia de Santos e do pré-sal. As importações do insumo da Bolívia via gasoduto também estão em sua capacidade máxima, além de ter havido aumento na produção dos terminais de Gás Natural Liquefeito da estatal no Ceará e no Rio de Janeiro. A demanda do mercado por gás vem batendo sucessivos recordes nos últimos meses. No dia 28 de setembro a estatal entregou ao mercado 96,1 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, volume considerado recorde pela empresa.

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GERAÇÃO DE ENERGIA TERMOELÉTRICA

Gráfico 3: Parcela Termoelétrica na Matriz Energética (kW)

FONTE: BANCO DE INFORMAÇÕES DE GERAÇÃO DA ANEEL

Gráfico 4: Divisão dos Tipos de Termoelétricas (kW)

FONTE: BANCO DE INFORMAÇÕES DE GERAÇÃO DA ANEEL

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou o despacho de 2.100 MW de termelétricas a óleo a partir do dia 18 de outubro. As usinas, que são as mais caras do parque gerador brasileiro, serão acionadas devido ao atraso das chuvas e à atual situação dos

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reservatórios das hidrelétricas. No Nordeste, por exemplo, o índice dos reservatórios em meados do mês estava apenas 5,3% acima da Curva de Aversão ao Risco (CAR). No Sudeste/Centro-Oeste, o nível estava em 42,2%, enquanto que no Sul em 38,8%. De acordo com o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, a medida funciona como “um seguro adicional para minimizar o risco de corte de carga em dezembro, caso as chuvas não venham até lá, o que causaria um custo bem maior do que terá agora ao adotar esse procedimento”.

O gasto estimado pelo ONS com a geração térmica no País neste ano deve superar os R$ 1,4 bilhões de 2011. Por conta da seca nas regiões onde estão instaladas usinas hidrelétricas, principalmente no Nordeste, e a consequênte redução do nível dos reservatórios. Além disso, contribui com o aumento dos gastos o fato de a tarifa de energia estar mais cara neste ano do que em 2011. Contudo, a expectativa é de que as chuvas ocorram neste fim de ano.

Contudo, das dezenove termelétricas a óleo combustível acionadas no dia 18 de outubro pelo ONS dez geraram menos energia que o previsto. De acordo com o órgão, os motivos foram indisponibilidade de turbinas, restrições internas e falta de combustível. No primeiro dia do regime de despacho de térmicas a óleo para garantir a segurança do atendimento elétrico do país, essas usinas produziram 1.200 MW médios, segundo relatório preliminar. Das dezenove usinas acionadas, cinco se encontram no subsistema Sudeste/Centro–Oeste e produziram 354 MW médios. Outras 14 térmicas estão localizadas no Nordeste e geraram cerca de 850 MW médios.

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ASPECTOS INSTITUCIONAIS, REGULATÓRIOS E AMBIENTAIS

6.1 - PRONUNCIAMENTOS DE ÓRGÃOS PÚBLICOS

A ANEEL autorizou o início da operação em teste das unidades geradoras 1 e 2, de 44 MW e 48 MW, respectivamente, da UTE Chapadão, localizada no município de Brejo Alegre (SP). Com 92 MW de capacidade instalada, a térmica utiliza bagaço da cana como combustível e opera com um turbo gerador de contrapressão de 48 MW e um de condensação de 44 MW.

Outra usina que obteve autorização da ANEEL para iniciar operações de testes foi a termelétrica Presidente Getúlio Vargas, no PR. A usina, que é da Petrobras, tem capacidade instalada de 52 MW, mas apenas para a unidade UG3, de 20 MW, foi autorizado o comissionamento.

Em relação a UTE do Porto do Itaqui, no Maranhão, a ANEEL adiou para 20/12 o início da sua operação comercial, atendendo a pedido feito pela MPX Energia, proprietária do empreendimento. A MPX Energia, já havia pedido o adiamento da entrada em operação comercial mais de uma vez. A prorrogação de prazo somou, primeiramente, 92 dias, depois, 61 dias e, por último, 122 dias. Originalmente, o empreendimento deveria começar a funcionar em dezembro de 2011.

Quanto às termelétricas Monte Pascoal e Itapebi (BA), a diretoria da ANEEL ratificou a decisão de revogar suas autorizações e de determinar a quitação do valor correspondente às garantias de fiel cumprimento dos dois empreendimentos. As usinas do grupo Multiner tiveram suas outorgas cassadas em caráter punitivo pela Agência, devido ao descumprimento do cronograma de implantação da usina e de obrigações contratuais como a renovação das garantias financeiras. A agência reguladora negou ainda pedido de suspensão do procedimento punitivo de declaração de inidoneidade da Multiner, e das empresas Termelétrica Itapebi e Termelétrica Monte Pascoal, responsáveis pela implantação das usinas. Por fim, um imbróglio ocorrido entre as concorrentes à construção da termelétrica a gás natural denominada Mauá 3, da Amazonas Energia, subsidiária da Eletrobras, parece ter sido solucionado. Depois de suspender a licitação do empreendimento orçado em cerca de R$ 1,2 bilhões, o Tribunal de Contas da União (TCU) resolveu liberar a obra, após examinar a documentação da concorrência. O processo licitatório habilitou apenas a proposta da construtora Andrade Gutierrez, o que gerou um pedido de representação por parte da Isolux Ingenieria, ao alegar suspeitas de irregularidades na licitação da termelétrica, com potência

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estimada entre 350MW e 650MW, de acordo com o edital de licitação. A partir daí, Eletrobras e Andrade tiveram que apresentar suas argumentações em defesa do certame. O TCU analisou a oferta de todas as concorrentes e chegou à conclusão que proposta da empresa Sumimoto, que apresentou o orçamento mais barato, na realidade não era mais baixa do que a da Andrade.

6.2- FINANCIAMENTOS

Em meados do mês de outubro, a Petrobras assinou, em Tóquio, Japão, um contrato para financiamento de até US$ 1 bilhão com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), que será empregado em projetos de eficiência energética, com objetivo de reduzir a emissão de gases do efeito estufa. O JBIC será responsável pelo empréstimo de até US$ 600 milhões do montante total e por prover garantias parciais aos outros US$ 400 milhões, que serão emprestados pelo The Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ, Ltd. (BTMU). Foram escolhidos a unidade de cogeração de energia e vapor do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o programa de redução de queima de gás em tocha da Bacia de Campos (RJ). A companhia explica que esse é o maior financiamento já realizado pelo JBIC na categoria de eficiência energética e o primeiro financiamento de grande porte contratado pela Petrobras para esse tipo de projeto. De acordo com a Petrobras, a iniciativa também atende sua necessidade de captação de recursos, previstas no Plano de Negócios 2012-2016.

Também em outubro, a Comgás informou ter assinado um contrato de longo prazo com o BNDES para uma linha de financiamento de R$ 1,13 bilhão. Os recursos serão utilizados para expansão, modernização, remanejamento e reforço da rede de distribuição de gás canalizado e outros serviços de suporte previstos para o triênio 2012-2014. Segundo a companhia, o início dos desembolsos está condicionado ao cumprimento de “determinadas condições pré-contratuais” junto ao banco de fomento.

6.3- FUSÕES E AQUISIÇÕES

No final do mês, a Cosan afirmou que a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (ARSESP) autorizou a transferência de controle societário da Comgás para a Provence Participações S.A, controlada pela Cosan. Em setembro, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) já havia aprovado a compra de 60,1% da Comgás pela Cosan.

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6.4- LICENCIAMENTOS

A usina termelétrica da AES Uruguaiana, localizada no município de Uruguaiana (RS), obteve a renovação da Licença de Operação da usina, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo divulgou a companhia, o MME, que vem acompanhando as negociações para a retomada da usina, reestruturou junto com a Petrobras, Sulgás, TSB e a própria AES Uruguaiana, as medidas necessárias para que a termelétrica volte a operar. A térmica situa-se próxima à fronteira entre o Brasil e a Argentina e enfrentou problemas de abastecimento de gás.

Referências

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