Integração campus-cidade: Workshop Internacional de Desenho Urbano

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Ricardo Dias Silva1; Beatriz Fleury e Silva2; Milena Kanashiro3; Jorge Daniel de Melo Moura4; Jan Bartolomeu Zwiejski5

1 Professor Mestre da Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Arquitetura e Urbanismo. E-mail: rdsilva@uem.br 2

Professora Mestre da Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Arquitetura e Urbanismo. E-mail: bfsilva@uem.br

3 Professora Doutora da Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Arquitetura e Urbanismo. E-mail: milena@uel.br 4

Professor Doutor da Universidade Estadual de Londrina, Departamento de Arquitetura e Urbanismo. E-mail: Jordan@uel.br

5 Professor Doutor da Universidade de Laval, Canadá. E-mail: zwiejski@hotmail.com

RESUMO

Este trabalho apresenta o resultado do Workshop Internacional de Desenho Urbano: Integração Campus Cidade, atividade pedagógica realizada entre os dias 09 e 14 de março de 2009 na Universidade Estadual de Maringá – UEM, que objetivou promover debate e exercício projetual em torno da revitalização e integração urbana do campus sede com a cidade. A atividade reuniu estudantes do terceiro e quinto ano do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo e contou com a participação de docentes da UEM, Universidade de Laval - Canadá e Universidade Estadual de Londrina. A atividade foi organizada durante uma semana e dividida em três etapas: estudo do objeto de intervenção, através de palestras e debates sobre projetos de campus, desenvolvimento urbano da cidade e do campus; seguido de trabalho em ateliê onde, em equipes, os alunos desenvolveram as propostas e por fim; apresentação e discussão dos projetos. O resultado consistiu, além do aprofundamento da formação do aluno, na apresentação de oito propostas de requalificação do campus sede da UEM mediante intervenções urbanísticas. Palavras-chave: Desenho urbano. Campus. Intervenções urbanísticas.

INTRODUÇÃO

O campus sede da Universidade Estadual de Maringá localiza-se na região norte da cidade em área limítrofe ao traçado inicial desenhado pelo urbanista Jorge Macedo Vieira na década de 1940, que no seu zoneamento não previa uma área específica para esta atividade. Assim em 1969, com a criação da Universidade, a municipalidade designou a ocupação de uma área no eixo monumental da cidade, defronte a Avenida Colombo, principal acesso ao município.

O primeiro projeto para ocupação desta área foi encomendado ao escritório dos arquitetos Jaime Lerner, Domingos Bongestabs e Marcos Prado em 1970. O partido adotava um grande eixo longitudinal ao longo do qual se estendiam os edifícios das atividades pedagógicas encontrando-se numa praça com a reitoria e áreas de convivência. A porção frontal da área era destinada à instalação do hospital universitário. A idéia de praticamente um único edifício para abrigar todos os cursos lembra em muito o projeto da Universidade de Brasília – UnB desenvolvido pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1960.

Não sendo aceito este primeiro projeto o mesmo foi substituído por outro em 1977, desenvolvido pela mesma equipe. Neste, a primeira porção do terreno destinado à UEM já era ocupada por instalações que deveriam ser provisórias mas que ainda hoje abrigam atividades pedagógicas e administrativas. Este novo plano foi desenvolvido para abrigar uma população universitária de 10 mil estudantes. Assentado sobre uma malha modular composta por edifícios isolados com sistema construtivo padronizado, previa a construção em etapas dos pavilhões didáticos que, a duras penas, vêm sendo adaptados às necessidades atuais da universidade (Figura 1).

Um problema verificado a época da instalação do campus sede na área proposta, e que permanece, era a transposição da Avenida Colombo que isolava a Universidade do centro da cidade. A solução sugerida, segundo Oliveira (2006) era a construção de um viaduto na rua Demétrio Ribeiro, desta forma haveria, inclusive, a aproximação com o centro esportivo existente do outro lado da avenida que, como sugerido no plano inicial, poderia ser integrado às atividades esportivas da Universidade. No entanto, nem uma coisa nem outra ocorreu, de tal forma que, com o

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desenvolvimento da cidade em direção ao norte, agravou-se o problema. (Figura 2).

Figura 1. 2° Plano Piloto do Campus Sede da UEM – 1977 Fonte: Melo apud Oliveira -2006

Figura 2. Em destaque, os limites do Campus Sede, sua inserção na malha urbana da cidade de Maringá e os principais eixos viários do entorno

Legenda: 1. Praça de acesso / Prestação de serviços; 2. Serviços de manutenção – PCU; 3. Administração / Serviços; 4. Pavilhões didáticos; 5. Pesquisa; 6. Habitação; 7. Caixa d’água / Estação meteorológica; 8. Estacionamentos; 9. Centro esportivo; 10. Anfiteatro / Concha acústica; 11. Amenização e lazer; 12. Laboratórios pesados; 13. Estações

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Figura 3. Campus Sede e sua inserção na malha urbana da cidade de Maringá

WORSHOP: OBJETIVOS

A realização do Workshop de Desenho Urbano foi motivada pelas diversas discussões estabelecidas recentemente como o Novo Plano Diretor do Campus, projetos advindos de trabalhos de conclusão do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da UEM, dissertações (Melo, 2001), debates em eventos e, por fim, o desejo da administração atual de promover este debate entre os membros da comunidade acadêmica. As questões que se colocam vão desde a legibilidade da paisagem urbana do campus sede até os problemas de integração entre este e a cidade.

Através da discussão do tema, que envolve o dia a dia de todos que vivenciam a UEM, o Workshop objetivou aprimorar a formação dos alunos de graduação em Arquitetura e Urbanismo na área do desenho urbano, através de um exercício prático de desenvolvimento de projeto com enfrentamento de problemas identificados na realidade cotidiana. Outros objetivos foram estimular o processo de internacionalização do curso e da UEM e trocar experiências pedagógicas entre as escolas envolvidas, na busca de um olhar externo sobre uma questão doméstica.

METODOLOGIA

A atividade teve início com o aprofundamento do tema tratado no evento em conferência ministrada pelo Prof. Jan B. Zwiejski da Universidade Laval – Canadá, que apresentou projetos de campi universitários instalados em diversas partes do mundo, fazendo uma análise destes projetos e de sua relação com as cidades que os abrigam. A abordagem eminentemente arquitetônica buscou despertar no público a compreensão do que levou àquele desenho e ressaltar aspectos da qualidade deste objeto dentro da ampla diversidade de linguagens e soluções adotadas em localidades de diferentes países.

A seguir foi realizada uma mesa redonda onde foram debatidos o projeto e desenvolvimento do campus sede da UEM e as implicações da sua inserção no desenho de Maringá. Nesta etapa participaram um representante da prefeitura municipal e um docente do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEM. Ao primeiro coube apresentar as diretrizes urbanísticas pensadas na atualidade para solucionar os problemas viários do entorno do campus e; ao segundo, relatar a história da feitura e da manipulação do projeto do campus nos anos subseqüentes à sua implantação. Esta etapa de reconhecimento do problema foi aberta a toda comunidade.

Identificados os problemas e ampliado o repertório dos alunos através da apreensão de outras experiências e do reconhecimento do objeto tratado no workshop tiveram início as atividades práticas. A primeira delas foi uma visita técnica ao campus sede e seu entorno imediato; a segunda, a reunião dos alunos em ateliê para o diagnóstico dos problemas urbanísticos identificados no campus e o

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desenvolvimento de propostas para sua minimização e solução, através de complementações ou mesmo de seu redesenho. Esta atividade foi realizada por oito equipes formadas por dois a quatro alunos, sendo alguns do 3º e outros do 5º ano da graduação, durante quatro dias e meio. Importante salientar que a partir deste momento, a área de intervenção a noroeste foi limitada até o córrego Mandacaru, excetuando os demais terrenos pertencentes à UEM como, por exemplo, o HUM (hospital universitário), devido à complexidade que toda esta extensão originaria para o tempo disposto no Workshop.

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Figura 4. Atividades desenvolvidas no Workshop (1 palestra, 2 atividade em ateliê, 3 apresentação de trabalho) Através da disponibilização por parte da prefeitura do campus, da documentação necessária para o desenvolvimento dos projetos como o Plano Diretor do Campus, mapas, plantas, etc, foi iniciado o ateliê com a elaboração da maquete física por cada uma das equipes participantes, como ferramenta para compreensão do sítio e visualização das intervenções, através de subtrações e adições de novos elementos. Somou-se a esta ferramenta, os croquis e softwares aplicados em arquitetura.

Figura 5. Maquetes de estudo desenvolvidas pelas equipes

O fechamento do workshop, aconteceu ao fim dos 4 dias e meio, com a exposição e discussão das propostas entre todos os envolvidos, alunos e professores, contando ainda com a presença de alguns docentes do curso de arquitetura e o vice-reitor da Universidade Estadual de Maringá que ressaltou os problemas enfrentados na administração da infra-estrutura do campus e comentou as propostas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico apresentado pelos alunos pode ser agrupado em cinco temas específicos: comunicação com entorno, circulação e sistema viário, paisagem, organização intra-campus e arquitetura das edificações e novas demandas. Dentro destes invólucros cabe toda a discussão realizada em torno dos problemas detectados.

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conhecimento, mas também qualificar a cidade onde está inserida, sendo o ponto de partida sua relação física para com ela, que não se restringe somente a conexões viárias, mas a proximidade de suas atividades de extensão com a comunidade, ser percebida por ela, comunicando ser a instituição um espaço de extensão da cidade, seja no dia a dia, nos fins de semana, para educação, lazer, cultura, etc. Abrir os braços e receber a cidade.

A circulação e o sistema viário são vistos sob dois enfoques: o entorno do campus e sua interface com a cidade e o deslocamento de veículos e pedestres no interior do mesmo. Quanto ao primeiro ponto o grande problema é a constituição da área ocupada pela universidade como uma barreira na malha urbana, gerando como conseqüência problemas com relação a sua transposição, ou seja, de ligação entre o centro da cidade e a região norte que precisam ser resolvidos. Na junção da malha viária externa e interna ao campus existe o entroncamento da circulação de veículos nos horários de pico e o conflito com os pedestres. Internamente é difícil a legibilidade do sistema de circulação no campus, não existindo uma hierarquização clara, o que dificulta o deslocamento.

No desenho da paisagem observa-se a não integração entre paisagem natural e edificada e a não ordenação dos espaços segundo regras pré-estabelecidas. Não existe integração com o desenho da cidade que poderia ser observado, por exemplo, pela continuidade do eixo monumental, para o interior do campus. Também não existem marcos visuais e a disposição das construções, embora exista um plano norteador, com constantes adaptações, parece caótica.

Figura 6.Vista aérea do acesso principal, em primeiro plano restaurante universitário e biblioteca central

Quanto à organização intra-campus, a primeira vista se destaca a existência de um plano de ocupação para a “área nova” do campus; o que não acontece para a “porção pioneira” que vem se reformando através de sucessivas adequações e substituição de algumas edificações de forma a atender demandas pontuais. Neste quesito, sobretudo na porção pioneira, o conjunto de edifícios parece compor uma colcha de retalhos onde não há organização setorial e hierarquização na ocupação dos espaços. Outro aspecto é o conflito existente entre algumas edificações e a declividade natural do terreno que ainda recebe significativa quantidade de água pluvial vinda a jusante da Av. Colombo.

A arquitetura das edificações existentes expõe quatro situações: a incorporação das construções provisórias como permanentes, a grande quantidade de adaptações equivocadas, a baixa qualidade arquitetônica das novas edificações e; a replicabilidade do bloco didático do projeto original do campus sede, aquele elaborado em 1977, que não atende de forma satisfatória as demandas atuais (em termos de programa, de implantação, de reflexão formal, etc) causando conflitos com, por exemplo, o acesso e escoamento de pessoas em caso de incêndio.

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resulta em espaços pouco atraentes e paisagens monótonas. Para inclusão de novas edificações inexiste a reflexão quanto à qualidade de cada objeto e do conjunto como um todo. Falta esclarecer quanto às diretrizes de ocupação. Estes novos elementos precisam apagar equívocos, qualificar o desenho do campus e incorporar marcos visuais que contribuam para sua maior legibilidade e identidade. No trabalho das equipes ficaram registradas demandas já observadas pela administração da universidade como a construção de um novo prédio para reitoria, a instalação de um teatro e de habitação para os estudantes, mas também outras foram propostas como: praças, espaços de convivência, ciclovias, museus e vias de circulação para veículos e pedestres.

PROPOSTAS

Para cada um dos temas abordados no diagnóstico as equipes apresentaram diversas propostas. Algumas se repetiram em diversos trabalhos demonstrando quase um consenso quanto à resposta a ser dada àquele problema específico. Outras se destacaram no universo de soluções demonstrando a criatividade e capacidade de se resolver uma questão a partir de diferentes abordagens.

Figura 7. Implantação de uma proposta que se estruturou por eixos e que buscou comunicação com os bairros, ao norte e leste, através da abertura de praças

Estabelecer a comunicação com a cidade para além dos eixos viários, especialmente com seu entorno foi o maior desafio, uma vez que a UEM se encontra com sua vizinhança ocupada por 3 dos seus lados, sendo os outros 2 limitados por fortes barreiras : Av. Colombo e córrego Mandacaru. Como proposta algumas equipes estabeleceram localizar as atividades culturais próximas da Avenida imersas em grandes espaços livres, com intuito de melhor expô-las, já outras equipes se preocuparam com os vizinhos residentes ao norte, abrindo praças e ampliando a permeabilidade entre os espaços.

O enfrentamento da transposição do campus sede teve basicamente duas respostas. Algumas equipes optaram pela incorporação do projeto que vem sendo desenvolvido pelo poder público local que duplica a principal via de acesso à universidade e encaminha o tráfego de veículos para vias a leste e oeste do campus. Outros estudos realizados no ateliê encontram caminhos para implantação de vias no sentido norte sul dentro do campus. Para diminuir a polêmica, as equipes propõem que estas vias sejam utilizadas apenas por pedestres, ciclistas e pelo transporte público. De qualquer maneira foi consenso a necessidade de hierarquização do sistema viário e de definição de eixos de circulação, sobretudo para os pedestres, que permitam a circulação e o acesso mais eficiente aos prédios.

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Houve ainda o caso de projetos que se preocuparam com o desenho de um novo acesso, propondo uma rotatória na interface entre a malha viária interna e externa e a implantação de ciclovias para uso do grande contingente de pessoas que transitam de bicicleta. A presença da ciclovia serviria ainda de estímulo para que este meio de transporte “ecológico” se intensifique entre a população acadêmica. Para malha viária interna também houve o consenso quanto à necessidade da conclusão de um anel periférico para circulação de veículos e da extensão do traçado de circulação de pedestres. Em muitos casos este foi o elemento estruturador encontrado para a organização dos espaços.

A qualificação da paisagem foi um grande desafio. Os projetos buscaram para isto integrar o conjunto de edificações dispersas e, em muitos casos, propor demolições e intervenções nos edifícios existentes. A implantação de novos prédios, com este objetivo, foi uma resposta que replicou em diversos trabalhos. Propôs-se inclusive um edifício de grande extensão e altura sobre algumas edificações existentes que lembra o primeiro projeto para o campus sede que tinha como referência o bloco de salas de aula da Universidade de Brasília. Outro caminho foi incorporar um novo elemento entre os blocos pedagógicos existentes requalificando estes edifícios e dando uma unidade ao conjunto ao mesmo tempo em que se coloca um referencial urbano. O espaço vazio foi outro ponto valorizado através da proposição de novos caminhos de pedestres, áreas abertas de lazer e convivência, um novo paisagismo. Mas, principalmente, na proposta de praças com diferentes funções como a de garantir a permeabilidade entre os edifícios, de estabelecer locais de encontro e permanência e de valorização de algumas edificações – grandes esplanadas.

Figura 8. Proposta de uma das equipes com intervenções no sistema viário, inserção e subtração de edificações Na continuidade da organização intra-campus revelou-se urgente um plano de ocupação do setor pioneiro com a definição do que deve ficar, sair e ser construído. Couberam assim duas abordagens: a manutenção de parte do que se tem construído, em muitos casos manutenção de alguns pavilhões didáticos e do calçadão como registro histórico e; a sobreposição de um novo desenho sobre esta área respeitando a topografia e o caráter de porta de entrada que ela tem para a instituição. Neste sentido esta parcela do campus foi setorizada e, na maioria dos casos, recebeu novos edifícios para abrigo de atividades administrativas, culturais e extensionistas de maior aproximação com a comunidade externa.

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Figura 9. Perspectiva eletrônica de uma proposta que apresenta nova ocupação da parte pioneira, estabelecimento de eixo de circulação norte sul e implantação de blocos didáticos com nova tipologia

Quanto à arquitetura das edificações os projetos eliminam o caráter provisório das edificações pioneiras suprimindo-as na sua maioria ou totalidade. Adaptações inadequadas identificadas são corrigidas com a implantação de novas edificações. Para sua inclusão o primeiro passo, no entanto, é o estabelecimento de um novo plano de ocupação do campus com a definição de diretrizes que oriente intervenções futuras. Algumas propostas, de antemão, apontam novos caminhos para garantir diversidade dentro da unidade, como sugeria Benévolo. Estes novos prédios considerariam as necessidades atuais e são tratados a partir de um papel pré-definido, seja de acomodação das funções estabelecidas de organização do espaço ou de valorização da instituição através de uma arquitetura de qualidade. Para isto propõe-se um tratamento diferenciado para algumas edificações que se colocariam como marcos visuais, que como afirma Lynch (1997), estabelecem-se como importantes referências para que a boa percepção urbana (hoje ausente), ocorra.

Figura 10. Propostas de novas edificações e adequação às vias de pedestres

Figura 11. Propostas de intervenção nos blocos pedagógicos – maior permeabilidade, adequação às vias de pedestres, densificação e construção de referências arquitetônicas

A instalação de novos edifícios pretende cobrir demandas já identificadas como uma nova reitoria e atividade administrativas, auditórios, moradia para estudantes e novos bloco didáticos. Para estes os participantes do workshop propõem uma nova orientação e tipologias com desenho mais

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adequado e que valorize a paisagem.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A despeito de o desafio ser imenso e o tempo exíguo, mas ao final desta intensa atividade onde se debruçou sobre o campus sede da UEM, podemos afirmar que existiram sim vários consensos no que diz respeito às deficiências da universidade (muitas já conhecidas), mas o interessante foi assistir ao debate incansável das equipes em torno do espaço cenário de seu dia a dia de formação, enriquecidos com a experiência de vários docentes entre eles o profs. Jan de Laval, Sidnei e Jorge do DAU/UEL e ter alcançado por fim, proposições diversas, criativas, muitas coerentes com as possibilidades projetuais de intervenção.

Pode-se afirmar que o objetivo intencional de provocar o intercâmbio de idéias em torno de um espaço vivenciado pelos alunos como estratégia pedagógica enriquecedora, obteve resultados positivos, visualizados nas propostas e persistência das equipes em buscar uma solução cabível ao espaço estudado.

REFERÊNCIAS

LYNCH, K. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

OLIVEIRA, M S de – Plano de Desenvolvimento Físico: por uma alternativa para a

Universidade. 2006. Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso em Arquitetura e Urbanismo).

Universidade Estadual de Maringá, 2006.

MELO, Y. M. N. de C.. Considerações Sobre os Campi Públicos e a Verticalização como Espaço

Resposta para a Saturação e a Fragmentação do Espaço Físico do Campus Sede da Universidade Estadual de Maringá. 2001. Dissertação (Mestrado em Geografia). Universidade Estadual de

Maringá, 2001.

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ. Análise do Plano Piloto. UEM/ASP/GPF. Maringá: UEM, 1977.

__________________________________________. Plano Diretor do Campus Sede UEM. UEM/PCU. Maringá: UEM, 2006.

AGRADECIMENTOS

Docentes colaboradores: Sidnei Júnior Guadanhim, Aníbal Verri Júnior, Gisela Barcellos de Souza e Paulo Tadeu Romani

Arq. José Vicente Alves do Socorro DAU/ UEL

DAU/ UEM ECI/ UEM Reitoria da UEM

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