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Pedro Burmester e Alexei Eremine

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Academic year: 2021

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Pedro Burmester

e Alexei Eremine

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21h30 · Grande Auditório · Duração 1h20 com intervalo

recital de piano

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Pedro Burmester Alexei Eremine

Programa

1ª parte

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Sonata para dois pianos em Ré maior K 448/375a

Allegro con spirito Andante Allegro molto

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) Edvard Grieg (1843-1907)

Sonata em Dó maior K 545, versão para dois pianos de E. Grieg

Allegro Andante Allegretto 2ª parte Fernando Lopes-Graça (1906-1994) Paris 1937 op. 176 Sergei Rachmaninov (1873-1943) Suite n.º 2 op. 17 Introdução em Dó maior Valsa em Sol maior Romance em Lá bemol maior Tarantela em Dó menor

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Em quase todo o repertório pianístico composto ao longo da história da música ocidental podemos constatar a presença de obras para quatro mãos, isto é, peças interpretadas simultaneamente por dois pianistas que podem dividir entre si o te-clado ou fazer uso de dois pianos na exe-cução musical. No primeiro caso, o vasto repertório existente liga-se muitas vezes a necessidades de carácter didáctico (como o acompanhamento de um aluno num mesmo teclado). Porém, e nomeadamente em épocas históricas em que grande par-te da prática musical espar-teve directamenpar-te ligada à actividade dos salões e ambientes privados, como é o caso do Romantismo na vertente burguesa oitocentesca, a exe-cução a quatro mãos pareceu correspon-der a uma exigência de partilha artística e de gosto pelo fazer música em conjunto. Frequentemente, a execução a quatro mãos adaptou-se também à necessidade de difu-são e transmisdifu-são de repertórios da cultura musical que, de outra forma, seriam difíceis de ser postos em prática por requerem a disponibilidade de conjuntos orquestrais de grandes dimensões (reflexo das difi-culdades criadas pela impossibilidade da reprodutibilidade técnica): brilhante exem-plo desta realidade são as transcrições de Liszt das sinfonias de Beethoven. Por outro lado, já no século XX, no domínio da música contemporânea, a opção pela composição a duas mãos partiu também do interesse pela exploração tímbrica possível com tais recursos.

A composição para dois pianos, por seu turno, apresenta-se mais virada para a execução concertística (as composições de Bach e Carlos Seixas, então para dois cravos, estão na origem de uma prática que encontraremos ao longo de toda a história da música para tecla). As possibilidades so-noras dos dois instrumentos transcendem frequentemente o domínio da música de câmara para se transformar em verdadeira

música de concerto. A utilização de dois pianos assegura assim algo mais do que a mera soma aritmética de dois solistas: por vezes, a percepção de um certo efei-to orquestral sobrepõe-se à evidência da concepção camerística deste ensemble instrumental.

Obras para dois pianos de Wolfgang Amadeus Mozart, Edvard Grieg (sobre uma sonata de Mozart), Fernando Lopes-Graça e Sergey Rachmaninoff estão presentes neste programa, num momento em que se assinalam as comemorações dos 250 anos do nascimento de Mozart e o centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça. Em Novembro de 1781, aquando da conclu-são da Sonata para dois pianos em Ré Maior K 448/375a, Wolfgang Amadeus Mozart (n. Salzburgo, 27 de Janeiro de 1756 – m. Viena, 5 de Dezembro de 1791) encontrava-se em Viena, onde experimentara um certo descon-tentamento com a recepção do Arquiduque, que o remetera de novo para um lugar de “artesão” ou “funcionário”, após os triunfos da sua estada em Munique (onde o contacto permanente com a nobreza se identificou, por oposição, com o reconhecimento do seu papel como artista criador).

Apesar da actividade como pianista e pro-fessor de piano que vinha desenvolvendo, Mozart produziu neste período pouca mú-sica para piano. Contudo, começava a olhar para a sonata como um género que, mais do que um papel meramente pedagógico, se poderia afirmar perante o público, a par com as suas óperas, concertos e sinfonias, facto que não é estranho à emergência e de-senvolvimento do fortepiano, instrumento com dinâmica sensível ao toque, no qual os registos e texturas contrastantes da lingua-gem mozartiana poderiam ser explorados sem limitações. A par com a Fuga em Dó

menor K 426, a presente Sonata em Ré Maior

K 448/375a consta entre as únicas peças de Mozart compostas para dois pianos.

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As composições para dois pianos de Mozart estão ligadas ao nome da sua aluna vienense Josepha Auernhammer. A Sonata K 448/375a foi interpretada a 23 de Novembro e publicada pela editora Artaria em 1795. Mozart concebeu a parte do primeiro pia-no para a sua aluna e a segunda parte para si próprio, recorrendo a efeitos de eco e a perseguições melódicas entre os dois ins-trumentos. O tema inicial da Sonata em Ré

Maior remonta ao Concerto para Piano op.

13, nº 2 de Johann Christian Bach, por cuja música Mozart se havia interessado entre-tanto (juntamente com a música de toda a família Bach). A Sonata K 448/375a é uma obra brilhante e bem humorada, com um virtuosismo idêntico ao dos grandes con-certos para piano e orquestra que veriam a luz pouco depois. Obra de grande interesse, foi desde sempre alvo de dúvidas pela crí-tica que se dividiu entre considerá-la um obra ligeira de Mozart ou um momento de maturidade musical.

Edvard Hagerup Grieg (n. Bergen, 15 de Junho de 1843 – m. Bergen, 4 de Setembro de 1907) pode ser considerado como o mais repre-sentativo compositor norueguês do perío-do romântico, inserinperío-do-se na vertente na-cionalista que se desenvolveu na altura um pouco por toda a Europa. Após a aprendiza-gem inicial do piano com sua mãe, em 1858, e graças à insistência do violinista Ole Bull, Grieg entrou no Conservatório de Leipzig onde estudou com Ignaz Moscheles (piano) e teve lições de harmonia, contraponto e composição com Moritz Hauptmann e Carl Reinecke, tendo tido oportunidade de as-sistir nesta cidade a inúmeros concertos de grande importância para a sua formação. De regresso ao seu país, uma Noruega mui-to marcada pela dominante cultura dina-marquesa, Grieg interessou-se, a partir de meados da década de 1860 pelas tradições populares e folclóricas nacionais que lhe ofereceram materiais com que trabalharia

ao longo da sua carreira como compositor. Desenvolvendo ainda uma carreira como pianista, professor, director de orquestra, o compositor esteve em permanente dinâ-mica de contacto com a realidade musical do centro da Europa, encontrando-se com Liszt (1870) ou visitando Bayreuth (1876). Da sua obra fazem parte peças como o

Concerto para Piano em Lá menor, op. 16,

a música da peça de Ibsen, Peer Gynt, a

Holberg Suite para orquestra de cordas,

inúmeras canções e um vastíssimo reper-tório pianístico que engloba mais de uma dezena de obras para piano a quatro mãos e dois pianos.

No Verão de 1876, Edvard Grieg dirigiu-se a Bayreuth para assistir à representação do

Anel do Nibelungo de Richard Wagner. De

regresso à pátria, inspirado pelo impulso criativo causado pela audição da Tetralogia wagneriana, compôs as segundas partes para piano de quatro sonatas de Mozart (Fá Maior, K 533; Dó menor, K 457; Dó Maior, K 545; Sol Maior, K 283), peças que foram es-critas nesse mesmo Verão durante uma via-gem pelas montanhas na Noruega. Segundo o próprio compositor, o objectivo seria o de dar a algumas sonatas de Mozart “um efeito sonoro mais sedutor para os nossos ouvidos contemporâneos”, revelando uma aborgadem tipicamente tardo-romântica. A intervenção de Grieg, muitas vezes jul-gada de forma muito crítica, pode ser lida como uma verdadeira recriação musical, conduzida com uma liberdade, no que diz respeito ao original mozartiano, que leva a considerar esta obra, para todos os efeitos, como uma composição original. A Sonata

para piano em Dó menor K 545, para a qual

Edvard Grieg compôs um acompanhamen-to livre para um segundo piano é também conhecida como a “Sonata Fácil” de Mozart e foi publicada em Leipzig em 1880. A actividade de Fernando Lopes-Graça (n. Tomar, 17 de Dezembro de 1906 – m. Parede, 27 de Novembro de 1994) estende-se por

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várias vertentes que englobam a compo-sição, o intervencionismo político, o jorna-lismo, a direcção coral, o papel de organi-zador, o cronismo musicológico, a recolha etnográfica, entre outras. Num ano em que se comemora o centenário do nascimento deste compositor, tem-se tornado cada vez mais evidente a necessidade de um maior estudo musicológico e de interpretação musical da sua obra.

Frequentou o Conservatório Nacional de Lisboa, entre 1924 e 1931, onde teve aulas com Adriano Merea e José Viana da Motta (piano), Tomás Borba (composição) e Luís de Freitas Branco (ciências musicais). Ensinou na Academia de Música de Coimbra (1932-1936) onde também frequentou o Curso de Letras na Universidade, após alguns anos de estudos na Universidade de Lisboa. Em finais dos anos 30 parte para Paris onde per-manecerá dois anos. De regresso a Lisboa, ensinou piano, harmonia e contraponto na Academia dos Amadores de Música e promoveu a sociedade Sonata (1942-1960), vocacionada para a promoção de récitas de música do século XX. Exerceu actividade como crítico nos periódicos Seara Nova, O

Diabo, Vértice, Gazeta Musical; colaborou

com Bento de Jesus Caraça na organização da Biblioteca Cosmos; e, a partir do projec-to de Tomás Borba, ediprojec-tou o Dicionário de

Música (1954-8). Impossibilitado, por razões

de ordem política, de ensinar em escolas públicas e privadas, dedica-se ainda, já em plenos anos 50, à direcção do Coro da Academia de Amadores de Música, criado em 1950 e para o qual compôs inúmeras harmonizações corais de canções extraídas do repertório tradicional português. A par-tir do início da década de 60 inicia a longa colaboração com Michel Giacometti num trabalho de recolha e edição de música pro-veniente das várias regiões de Portugal.

Após o 25 de Abril de 1974, a recepção de Fernando Lopes-Graça alterou-se subs-tancialmente, tornando-se crescente o

interesse pela sua obra. Considerando que a sua actividade enquanto artista era indis-sociável dos seus compromissos como cida-dão e acreditando no papel social da arte, Fernando Lopes-Graça reflecte na sua obra as suas preocupações e representa assim uma faceta da sua forma de intervenção.

O estilo de composição de Lopes-Graça, sensível a permanentes influências e mu-danças ao longo da sua vida, passa, numa primeira fase, pelo modernismo com influ-ência de Schönberg e Hindemith (revelan-do, já nesta altura, o fascínio pela poesia portuguesa através da produção de can-ções); para revelar, mais tarde, a ligação a Bela Bartók, Manuel de Falla, Maurice Ravel, bem como o seu interesse pelo carácter na-cionalista da música assente em harmoni-zações de canções tradicionais ou na com-posição sobre materiais musicais retirados da música do repertório tradicional.

Em 1940 recebia o prémio de composi-ção do Círculo de Cultura Musical (com o

Concerto para Piano e Orquestra nº 1), facto

que se viria a repetir em 1942, 1944 e 1952. De entre as suas obras podemos destacar, por exemplo, Canto de Amor e de Morte (1961), Concerto da camera col violoncelo

obbligato (1965), Canções Heróicas (canções

de intervenção que Lopes-Graça, apesar da sua proibição de apresentação pública, continuou a compor até 1974), Sonata para

Piano nº 5 (1977), Requiem para as Vítimas do Fascismo em Portugal (1979).

A obra Paris 1937, concluída em 1968, é uma curta peça para dois pianos que constitui uma homenagem em forma de memória e reflexão musical aos dois anos em que o compositor viveu em Paris, cidade onde frequentou o curso de musicologia da Sorbonne e contactou nomeadamente com o compositor Charles Koechlin. Revelando alguma influência de Milhaud, a vibrante peça Paris 1937 é baseada no inacabado bailado Fièvre du Temps de Lopes-Graça e reflecte de certa forma a percepção da

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realidade ameaçadora que antecipou o início da II Grande Guerra Mundial e que o compositor testemunhou em pessoa. Desenvolvendo actividade como director de orquestra, pianista e compositor, Sergey Vasilievich Rachmaninoff (n. Semyonovo, 1 de Abril de 1873 – m. Beverly Hills, 28 de Mar-ço de 1943), foi um dos últimos representan-tes do Romantismo russo tardio. Influen-ciado por Tchaikovksy e Rimsky-Korsakov, entre outros compositores russos, foi um empenhado compositor e um dos maiores pianistas do seu tempo. Teve as primeiras aulas de piano com a sua mãe, mas depois de uma passagem pelo Conservatório de São Petersburgo, estudou em Moscovo com Nikolay Sverev e Alexander Siloti (pia-no) e Anton Arensky (harmonia) e Sergey Taneyev (contraponto). Não obstante o ta-lento que demonstrou desde cedo, eram igualmente notórios alguns dos traços da desmotivação que antecipou a depressão que assolou o compositor, após o fracasso, em 1896, da Sinfonia nº 1 (desastrosamen-te dirigida por Alexander Glazunov, prova-velmente embriagado). Após o recurso às novas terapias hipnóticas e psicanalíticas, em 1901 Rachmaninoff regressa à compo-sição, dedicando ao seu terapeuta Nikolai Dahl o Concerto para Piano, nº 2. Nos anos que anteciparam a Revolução Russa, Ra-chmaninoff viajou por Itália, Alemanha e Dinamarca antes de partir definitivamente para os EUA, onde viria a ter uma carreira de sucesso, registando fonograficamente, inclusivé, muitas das suas interpretações como pianista. A sua música foi banida na União Soviética e a melancolia pela impos-sibilidade de regresso à pátria reflectiu-se também na sua produção.

Da sua obra constam a Rapsódia sobre

um Tema de Paganini e quatro concertos

para piano e orquestra, inúmeras peças para piano solo, três sinfonias, peças vocais

e corais, música de câmara, três óperas en-tre as quais Aleko.

Interpretada pelo próprio Rachmaninoff e por Aleksandr Siloti, a Suite nº 2 para

dois pianos, op. 17 foi completada em Abril

de 1901, na mesma época que o célebre

Concerto para piano nº 2, tendo com este

muitas afinidades. De novo crente em si próprio e nas suas capacidades, o músico retoma contacto com a forma “suite” e, ao contrário do que havia feito com a Suite nº 1, de 1892, insere-a num esquema tradi-cional: depois da Introdução de carácter solene segue-se uma Valsa caracterizada por uma primeira secção extremamente viva e um segundo momento mais lírico, com temas densos e muito expressivos; a

Romanza desenrola-se sobre uma trama

melódica de carácter lânguido; enquanto a

Tarantella final é dominada por um tema do

folclore italiano. Em Rachmaninoff o virtu-osismo não é apenas usado como meio de-monstrativo e espectacular, mas também como pesquisa técnica e linguística para chegar à escrita pianística exasperada que reflecte o pouco pacificado estado de espí-rito do compositor.

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jazz sábado, 3 de junho

21h30 · Grande Auditório · Duração 1h30

Carlos Bica

“Single” e convidados

PRóximo ESPECtáCulo

Carlos Bica é um dos poucos músicos portugueses que alcançou projecção internacional, tendo-se tornado uma referência no panorama do jazz euro-peu. Entre os vários projectos musicais que lidera e para além das suas participações em outras áreas como o teatro, cinema e dança, o seu trio Azul com Frank Möbus e Jim Black, tornou-se a imagem de marca do contrabaixista e compositor.

Tal como Paris nos anos cinquenta, Berlim é nos dias de hoje um feliz refúgio para os criadores de arte. Tendo Berlim como uma das suas estacões, Carlos Bica tem desfrutado dos muitos felizes encontros entre músicos provenientes de culturas e escolas muito diversas.

Em Outubro de 2005 Carlos Bica edita Single (Bor Land), o seu primeiro álbum de contrabaixo solo, onde músico e instrumento se encontram a sós e onde Bica revela o seu lado musical mais íntimo. Como extensão de uma ideia surgida aquando da digressão de promoção do CD Single, onde resolveu ter como convidados alguns dos seus amigos e músicos favoritos, Bica reúne agora os seus músicos amigos berlinenses, possuidores de uma enorme identidade pessoal e criadora, para apresentar um Single inédito.

Os portadores de bilhete para o espectáculo têm acesso ao Parque de Estacionamento da Caixa Geral de Depósitos.

Pedro Burmester (piano) nasceu no Porto. Aluno de Helena Costa terminou o Curso Superior de Piano do Conservatório do Porto com 20 valores. Estudou nos EUA com Sequeira Costa, L. Fleicher e D. Paperno e frequentou diversas masterclasses com pianistas como K. Engel, V. Ashkenasy, T. Nocolaiewa e E. Leonskaya. Foi premiado em diversos concursos. Realizou centenas de concertos a solo, com orquestra e em diversas formações de música de câma-ra em Portugal, e no estcâma-rangeiro, seja na Europa, na América do Norte e do Sul, ou na Austrália, em salas e Festivais de renome. Alexei Eremine (piano) nasceu em Moscovo em 1964. Iniciou os seus estudos de piano aos 6 anos vindo a terminar cum lauda o Curso Superior no Instituto Pedagógico de Gnessin. Enquanto estudou neste Instituto formou o Trio Gnessin participando com este grupo em diversas digressões pela ex-União Soviética. Em 1990 participou junto com M. Arguerich, A. Rabinovitch e A. Batagov no CD de Música de A. Rabinovitch que foi galardoado com um Diapason d’Or. Pertence desde 1989 ao Quarteto com Piano de Moscovo, e apresenta-se com mú-sicos como N. Gutman; M. Berlinskaia ou P. Burmester.

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Conselho de Administração Presidente Manuel José Vaz Vice-Presidente Miguel Lobo Antunes Vogal Luís dos Santos Ferro Conselho de Administração Presidente Manuel José Vaz Vice-Presidente Miguel Lobo Antunes Vogal Luís dos Santos Ferro

Culturgest, uma casa do mundo.

Informações 21 790 51 55

Edifício Sede da CGD, Rua Arco do Cego, 1000-300 Lisboa [email protected] • www.culturgest.pt

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