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TERMO DE REFERÊNCIA AVALIAÇÃO DO PROJETO: BANK WISER

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Academic year: 2021

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TERMO DE REFERÊNCIA AVALIAÇÃO DO PROJETO: BANK WISER

I. IDENTIFICAÇÃO DO CONTRATANTE

a. Organização executora: Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor b. Instituição financiadora: Oxfam Novib

C. Endereço: Rua Desembargador. Guimarães, 21 – Água Branca – São Paulo/SP – CEP: 05002-050

D. Tel: +55-11-3874-1456 – Fax: +55-11-3862-9844 E. e-mail: [email protected] - site: www.idec.org.br

F. Responsável pela seleção: Carlota Aquino Costa Salgueiro de Souza G. Responsável pela organização: Elici Bueno

II. ANTECEDENTES E CONTEXTO DA AVALIAÇÃO

O Idec, organização civil de consumidores, que tradicionalmente realiza avaliações de produtos e serviços, desenvolveu e aperfeiçoou uma metodologia para avaliar a responsabilidade social, de forma que o consumidor possa comparar o comportamento responsável das empresas e, a partir de informações, fazer suas escolhas.

Nos últimos 05 anos, o setor bancário foi avaliado sob a perspectiva da responsabilidade social 04 vezes. A escolha desse setor baseou-se, principalmente, pelo alto grau de impacto no dia-a-dia do consumidor e em outros segmentos da sociedade.:

 As operações do setor financeiro têm impactos significativos na economia mundial;  As instituições financeiras são responsáveis por diferentes tipos de serviços, como as

operações financeiras de concessão de crédito a pessoas físicas e empresas, a movimentação de contas correntes e cobrança de tarifas, a movimentação do mercado acionário, emissão de títulos, entre outros, todos de extrema importância para os consumidores e a sociedade em geral.

 As instituições financeiras podem influenciar significativamente o comportamento de empresas que destroem o meio ambiente; que realizam práticas fraudulentas no mercado de ações; que exploram trabalhadores; coniventes com práticas de corrupção e lavagem de dinheiro; descumprem leis de proteção e defesa dos consumidores.

 Os bancos são um dos maiores financiadores de candidatos e partidos políticos no Brasil. As implicações dessa prática podem gerar impactos significativos sobre as decisões

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políticas do país, por exemplo, favorecendo um setor em detrimento de outro com leis e outros tipos de ações políticas1.

 O setor financeiro é um dos que mais recebem reclamações nos órgãos de defesa do consumidor.

Em fevereiro de 2008, como atividade do projeto apoiado por Oxfam-Novib, publicamos a primeira pesquisa sobre bancos e RSE, com enfoque em temas considerados fundamentais para que uma instituição seja, de fato, socialmente responsável: trabalhadores, consumidores e meio ambiente.

Desde 2008 até hoje, a metodologia se aperfeiçoou e o produto principal desta pesquisa é o Guia dos Bancos Responsáveis (GBR), disponível na internet, (http://www.guiadosbancosresponsaveis.org.br/). Esse guia se propõe a ser uma ferramenta de informação aos interessados em conhecer e comparar as políticas bancárias relativas à responsabilidade social empresarial, que investigou as políticas de responsabilidade social das seis maiores instituições financeiras do país. Tais pesquisas contaram com contribuições dos bancos para resposta a questionários sobre suas políticas relativas a Consumidores, Trabalhadores e Critérios Socioambientais para Financiamentos.

Além disso, foram coletadas informações disponíveis em documentos e relatórios de organizações2 que pesquisam o tema RSE ou temas relacionados, como trabalhadores e meio ambiente. Paralelamente aos questionários de políticas, realizaram-se pesquisas sobre práticas bancárias ao longo desse anos, sempre pelo Idec.

Após o lançamento da pesquisa, em dezembro de 2011, o Idec submeteu aos bancos uma avaliação sobre a metodologia do GBR que resultou em contribuições para o aperfeiçoamento da pesquisa em sua versão do ano de 2012. A reformulação da metodologia também foi embasada em análise por parte dos parceiros que integram o Guia dos Bancos Responsáveis.

Tendo em vista uma análise multistakeholder da metodologia do GBR, o Idec reformulou o questionário encaminhado aos bancos em 2011, observando-se uma mudança substancial no seu formato, qual seja, questões que antes eram abertas e dissertativas, passaram para um formato de múltipla escolha com espaço para complementos dissertativos. A escolha desse

 2 Nos anos de 2008, 2010, 2011 e 2012 esse questionário aplicado aos bancos sempre foi elaborado com

a participação de representantes de organizações da sociedade civil parceiras do Idec como: Amigos da Terra Amazônia Brasileira, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro

(Contraf/CUT), Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região,

Programa Laboral de Desarrollo (Plades/Peru), Centro de Pesquisa de Empresas Multinacionais da Holanda (SOMO) entre outros.

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novo formato visava tornar mais objetiva a avaliação das respostas e a comparabilidade entre os bancos.

Diferentemente da versão 2011, na qual o Ranking dos bancos resultava de (1) nota das políticas informadas pelo banco em resposta aos questionários e (2) nota referente às pesquisas de práticas conduzidas pelo Idec, em 2012 realizou-se a distinção dessas diferentes análises. Sendo assim, a nota dos questionários respondidos pelos bancos foi apresentada em separado das outras pesquisas conduzidas pelo Idec e pelos parceiros do GBR. Essa separação teve como intuito clarificar ao cliente e internauta que tais pesquisas são distintas, inclusive metodologicamente, de forma a destacar suas especificidades

Tendo isso em vista, o GBR de 2012 apresentava um ranking entre bancos baseado na avaliação de um questionário respondido pelas seis maiores instituições financeiras brasileiras, no qual questiona-se sobre as políticas referentes aos consumidores, trabalhadores e critérios socioambientais para financiamentos. Além da avaliação do desempenho dos bancos nas respostas aos questionários, o GBR 2012 apresenta três pesquisas que apontam contrapontos em relação às políticas bancárias.

Em relação ao eixo “Consumidores”, desenvolveu-se um balanço final das pesquisas de práticas bancárias conduzidas pelo Idec ao longo de 2012. Durante seis meses, o Idec abriu contas nos bancos pesquisados e avaliou procedimentos relacionados à abertura da conta, ao atendimento feito pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e pela Ouvidoria; à contratação de crédito, à conversão da conta para a modalidade de serviços essenciais; à liquidação antecipada de empréstimo pessoal; e ao encerramento da conta. Além desse balanço, o Idec atualizou com dados recentes o Índice de Reclamações, que consolidava resultados das reclamações procedentes registradas pelo Banco Central e o ranking de reclamações fundamentadas dos Procons, divulgado anualmente no Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas, elaborado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, da Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça (DPDC/Senacon/MJ).

Já no que diz respeito às questões trabalhistas, a Contraf-CUT submeteu o questionário do GBR relativo ao bloco “Trabalhadores” a coordenadores das comissões de organização dos bancários de cada banco pesquisado no GBR. Em dois dias de trabalho, foram realizados encontros presenciais na sede da Contraf-CUT e grupos de dois a quatro representantes de cada banco reuniram-se para responder o questionário. Essas respostas permitem ao internauta conhecer o que dizem os trabalhadores sobre as políticas bancárias.

No que diz respeito aos “Critérios Socioambientais para Financiamentos”, três pesquisas foram realizadas pela organização Amigos da Terra – Amazônia Brasileira. A primeira trata-se de uma exposição da composição da carteira de crédito dos seis principais bancos do Sistema Financeiro Nacional – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander – nos setores de Agropecuária, Pesca, Mineração, Hidrelétricas e Manejo Florestal.

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O segundo estudo analisa o desempenho socioambiental dos bancos com relação à primeira diretriz (item a) do Protocolo Verde, listando os produtos com questões sociais e ambientais e seus respectivos volumes financeiros, com o intuito de verificar o quão significativa é a participação destes no portfólio de cada banco. Por último, a terceira pesquisa é uma construção de um mapa de projetos polêmicos financiados pelos bancos que possuem aspectos controversos, sob o ponto de vista de impactos ambientais e sociais, e que evidenciam incompatibilidades com os compromissos de sustentabilidade assumidos pelos bancos.

A partir da iniciativa da Oxfam Novib, ao longo dos anos foi sendo desenvolvida e aprimorada uma iniciativa do BankWiser International envolvendo vários países a partir da metodologia do GRI. Nesse sentido, o Idec modificou a metodologia originalmente concebida e buscou se aproximar da metodologia internacional, que envolve 07 países. Essa metodologia ainda está em validação e está previsto o lançamento da pesquisa para 2014.

III. OBJETIVOS DA CONSULTORIA

3.1. O objetivo da consultoria é realizar o processo de avaliação final do Programa e preparar o Relatório de Avaliação Final dos seguintes projetos:

Nome do projeto Período do projeto Valor doação Doação Oxfam Novib Banks, Corporate Social Responsibility and consumers in Brazil Início: 01/04/2010 Término: 30/03/2011 (extended to 30/04/2011) EUR 100,000 BRAA97

Bank wiser in Brazil: Banks, corporate social

responsibility and consumers

01/05/2011 - 30/04/2012

EUR 100,000 A 2751

Bank wiser in Brazil: 01/12/2012 À 30/11/2013 (extended

to 30/05/2014)

EUR 100,000 A 2751 02 501 235

A consultoria preparará a avaliação final dos projetos relacionados acima. As questões principais a serem abordadas nesta avaliação são (i) verificais quais resultados (intencionais e

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não intencionais) foram atingidos? Os resultados foram alcançados de forma eficaz e eficiente em termos de custo? (ii) Quais foram as lições aprendidas e quais são as recomendações para futuras ações; e (iii) avaliar o papel e o desempenho do Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - como executor dos projetos. O relatório de avaliação final levará em consideração a permanência da relevância do Programa/Projeto, níveis de eficiência, efetividade, sustentabilidade, e lições aprendidas. Neste contexto, a avaliação deverá examinar especificamente os seguintes aspectos:

Que lições podem ser aprendidas sobre a eficácia das estratégias de intervenção utilizadas para atingir resultados e políticas e práticas mudanças?

Mudanças no contexto e revisão de pressupostos (relevância): O desenho dos projetos foram o adequado para lidar com os problemas apontados na sua concepção? Que fatores internos e externos exerceram influência na habilidade dos grupos beneficiários e do Idec para alcançar os objetivos projetados? Foram relevantes os objetivos e o desenho do Programa dado o contexto político, econômico, e financeiro?

Resultados em termos de produtos (outputs) alcançados (efetividade): É possível conseguir dimensionar os beneficiários? Se sim, o Projeto alcançou o número esperado de beneficiários? Os beneficiários estão satisfeitos com a qualidade do produto principal do projeto? Em caso negativo, de que maneira os serviços não satisfizeram as expectativas dos beneficiários? Que melhorias concretas ou mudanças ocorreram nas políticas e nas práticas das instituições bancárias?  Avaliação de resultados e impactos (efetividade): De que maneira o Projeto

contribuiu para o alcance da meta? Até que ponto poder-se-ia dizer que as metodologias do GBR resultaram em algum aperfeiçoamento políticas e nas práticas das instituições bancárias?

Cumprimento dos indicadores de desempenho e da meta (eficiência): Qual o desempenho do Idec quanto aos indicadores de resultados projetados e responsabilidades acordadas com respeito à execução do projeto? As atividades programadas foram alcançadas? Quais foram os problemas enfrentados pelo Idec e parceiros e quais foram as medidas que se tomaram para remediá-los (sejam administrativos, operacionais, financeiros, políticos, macroeconômicos etc.). O rendimento real indica probabilidade de mudar o propósito do projeto? Ocorreram efeitos imprevistos?

Sustentabilidade: O relatório deverá determinar o nível de sustentabilidade do Programa. Os efeitos do Programa permanecerão no tempo? O Programa permitirá a continuidade das atividades após a utilização dos recursos da Oxfam Novib?

Lições aprendidas: A consultoria deverá fornecer informação sobre as condições econômicas/ políticas/ financeiras que deverão existir, o nível de capacidade institucional do Idec, o nível requerido de participação dos entes relevantes, e

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outros fatores de êxito que deverão estar presentes, como forma de permitir a consideração de outras iniciativas desta natureza no futuro.

 No anexo está apresentado o índice sugerido para o Relatório da Avaliação Final.

IV. METODOLOGIA

4.1. Revisão da documentação dos Projetos. Revisão de todo o material disponível relacionado aos projetos, que deverá incluir, entre outros: documentos do Projeto aprovado, relatórios narrativos e seus respectivos anexos, resultados da aplicação da metodologia dos GBRs, relatórios financeiros, relatórios das auditorias realizadas, e quaisquer outros documentos relevantes necessários sobre o projeto.

4.2. Visitas de Campo e entrevistas: (i) Visitas ao Idec em São Paulo, para realizar entrevistas , e análise das atividades dos Projetos; (ii) entrevistas com equipe do projeto e técnicos do Idec (funcionários e ex-funcionários), que tenham participado no desenho e execução do projeto, em São Paulo: (iii) entrevistas com representantes de instituições relevantes envolvidas no projeto (instituições parceiras, FEBRABAN, Instituições bancárias); e (iv) Para cada uma destas entrevistas, a consultoria deverá primeiro desenvolver e apresentar suas idéias para o conteúdo (roteiro) e formato do formulário da pesquisa / entrevista que se aplicará para captar a informação requerida, como também o método a utilizar na aplicação dos mesmos e para a tabulação dos resultados.

4.3. Coleta de dados. Os dados gerados pelos indicadores do projeto deverá ser outra fonte de informação, a partir de um processo de validação a ser feito entre a equipe e o consultor. Também deverá considerar-se a informação proveniente de instituições nacionais de estatísticas, entre outros que a equipe executora do projeto julgar conveniente. A consultoria poderá propor métodos adicionais para a condução da avaliação.

V. PRODUTOS

5.1. Plano de trabalho. O consultor deverá apresentar proposta de metodologia para as visitas e entrevistas, bem como cronogramas das pessoas a serem entrevistadas. A proposta deverá ser apresentada ao Idec para revisão e aprovação, conforme cronograma abaixo.

5.2. Relatórios. A consultoria apresentará uma versão preliminar de relatório ao Idec para comentários. Após o envio dos comentários por parte do Idec, a consultoria entregará a versão final do relatório em português e em inglês.

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VI. OUTRAS QUESTÕES

6.1. A consultoria será supervisionada pela área de projetos do Idec.

6.2. Duração e tipo de consultoria. O contrato da consultoria deverá ser feita como Pessoa Jurídica e terá a duração de 05 meses. Espera-se que a consultoria inicie as atividades em 27 de fevereiro de 2014.

6.3. Orçamento. A proposta financeira deve incluir todos os gastos com impostos e outros incorridos pelo(s) consultor(es).

6.4. Pagamentos. O consultor / firma consultora será pago da seguinte maneira: 50% na assinatura do contrato, , 40% na versão preliminar do relatório e 10% contra aprovação da versão do relatório final de avaliação pelo Idec.

6.5. Apresentação de propostas. Os consultores interessadas devem apresentar proposta ao Idec, delineando brevemente: (i) metodologia para conduzir o trabalho durante a sua consultoria; (ii) um plano de trabalho proposto ; (iii) os nomes e CVs dos consultores individuais a serem designados ao trabalho; (iv) o número de dias estimados que cada consultor trabalhará em cada tarefa específica; e (v) um orçamento detalhado e indicação do custo total do plano de trabalho proposto.

As propostas devem ser apresentadas em português e em inglês até o dia 18 de fevereiro de 2014, às 18 horas, no seguinte endereço eletrônico: [email protected] ou pelo correio: Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Rua Desembargador Guimarães, 21 – Água Branca – São Paulo/SP – CEP: 05002-050 A/C: Assessoria de Projetos

Assunto: Avaliação final projeto Bank Wiser

VII. Qualificações e experiência.

O(s) consultor(es) designados ao trabalho deverá(ão) demonstrar: (a) Conhecimento da teoria e prática de avaliação, desenvolvimento de indicadores e marco lógico; (b) Experiência com diversidade e gênero; (c) Experiência na avaliação de projetos de desenvolvimento, especialmente aqueles relacionados a instituições públicas, privadas e organizações sociais; (d) Desejável conhecimento e acúmulo de participação social, políticas públicas, organizações sociais e um adequado entendimento do contexto brasileiro e (e) O consultor deverá ser fluente na língua portuguesa e inglesa, falada e escrita.

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VIII. Fases do processo

Divulgação do termo de referência 27/01/2014

Formulação de dúvidas pelas consultorias 27/01/2014 à 06/02/2014

Esclarecimento das dúvidas 07/02/2014

Apresentação das propostas 18/02/2014

Análise das propostas pelo Idec e Oxfam Novib 19/02/2014 à 21/02/2014 Comunicação dos resultados das propostas 24/02/2014

Adjudicação do Contrato e início do Contrato 27/02/2014

Entrega do relatório preliminar 27/07/2014

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IX. ANEXO

ÍNDICE SUGERIDO PARA O RELATÓRIO DE AVALIAÇÃO FINAL Outline of the evaluation report

Oxfam Novib requires that the evaluation report contains the different elements mentioned below. All parts should be clearly distinguished from each other and of sufficient quality. Cover page

Table of contents

An executive summary that can be used as a document in its own right. It should include the major findings of the evaluation and summarise conclusions and recommendations.

The objectives of the evaluation

The main question or central research question and derived sub-questions.

A justification of the methods and techniques used (including relevant underlying values and assumptions, theories) with a justification of the selections made (of persons interviewed, villages or projects visited).

Eventual limitations of the evaluation.

A presentation of the findings and the analysis thereof (including unexpected, relevant findings). All research questions should be addressed, paying attention to gender issues Conclusions, which will analyse the various research questions. Conclusions have to be derived from findings and analysis thereof.

Recommendations should be clearly related to conclusions but presented separately. Recommendations should be practical and if necessary divided up for various actors or stakeholders.

Report appendices that include: The Terms of Reference.

The technique used for data collection (including the people interviewed and locations visited; the list of questions used or ‘interview guide’ or topic list (also for possible group discussions). The programme adhered to (data and main features of the activities carried out).

Concepts and list of abbreviations. List of documents and bibliography.

Composition evaluation team (names, nationality, expertise, current occupation, task in the evaluation team).

The reporting style should be clear and accessible. References to sources used, such as interviews, literature, reports, must be given.

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